Batismo da Plataforma Petrolífera P-56, em Angra dos Reis (RJ)

4 de junho de 2011

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http://www.flickr.com//photos/blogplanalto/sets/72157626753022147/show/


Vídeo: Cerimônia de batismo da plataforma petrolífera P-56

4 de junho de 2011

Cerimônia de batismo da plataforma petrolífera P-56, em Angra (RJ).

A Plataforma P-56 é a primeira contruída 100% pela Indústria Naval do Brasil e terá capacidade para extrair 100 mil barris de petróleo por dia.


Rolls-Royce amplia serviços de reparo e revisões de turbinas aeroderivadas no Brasil

1 de maio de 2011
Revista Fator Brasil
30/04/2011

Rolls-Royce amplia serviços de reparo e revisões de turbinas a gás no Brasil

Manutenção de Turbinas aeroderivadas da Rolls Royce - a Petrobrás utiliza diversos modelos de turbinas aeroderivadas, a maior parte em plataformas petrolíferas

Manutenção de Turbinas aeroderivadas da Rolls Royce - a Petrobrás utiliza diversos modelos de turbinas aeroderivadas, a maior parte em plataformas petrolíferas

Mais de 30 turbinas RB211 estão em operação no país, a maioria instalada em plataformas offshore da Petrobras.

A Rolls-Royce, empresa global de sistemas de energia, anuncia sua intenção de fornecer serviços de reparo e revisão das turbinas industriais a gás RB211, na sua unidade de serviços de turbinas aeronáuticas em São Bernardo do Campo, São Paulo.

A nova instalação de serviço, que deverá estar operacional até o final de 2012, será fornecida pela Rolls-Wood Group, tradicional joint venture de reparo e revisão entre a Rolls-Royce e Wood Group.

Os investimentos da Rolls-Royce no Brasil, em um total de 120 milhões de dólares a partir deste ano, irão substituir importações de equipamentos e serviços no valor de US$ 1,5 bilhão ao longo da próxima década.

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GE planeja fabricar no Brasil as turbinas aeroderivadas usadas em plataformas petrolíferas

29 de abril de 2011
Estadão
 27 de abril de 2011

GE planeja produzir no País turbinas para plataformas

Seção de uma turbina aeroderivada do tipo GE LM2500 utilizada em navios e plataformas petrolíferas

Alexandre Rodrigues

Agencia Estado

 RIO – O presidente da General Electric (GE) no Brasil, João Geraldo Ferreira, disse hoje que a companhia tem planos de produzir no Brasil turbinas para geração de energia em plataformas de produção de petróleo. Segundo ele, com a exploração das reservas da camada pré-sal, a multinacional americana identifica demanda suficiente para essa atividade no Brasil.

“Temos planos de fabricar e, obviamente, de fazer a manutenção também”, limitou-se a dizer o executivo, que não quis indicar em quanto tempo a empresa pretende concretizar esse plano, uma das formas que a companhia estuda para aumentar os seus contratos com a Petrobras, seguindo o robusto plano de investimentos da estatal de US$ 224 bilhões até 2014.

Modelo de turbina a gas aeroderivada GE LM2500 - utilizada em navios e plataformas petrolíferas

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Nordeste concentrará 78% da capacidade das novas refinarias do país

1 de abril de 2011
Blog da Petrobras
29 de março de 2011

Nordeste concentrará 78% da capacidade das novas refinarias do país

O crescimento econômico do Nordeste também se reflete no mercado de combustíveis: em nove anos, a região responderá por 78% da nova capacidade de refino do país. Esse e outros reflexos da exploração de petróleo e gás foram tema do seminário “O Nordeste e o pré-sal”, realizado nesta terça-feira (29/03), em Recife, e patrocinado pela Petrobras.

Em sua palestra durante o evento, o gerente-executivo de Programas de Investimento da área de Abastecimento da Petrobras, Luiz Alberto Domingues, explicou que a estratégia da Companhia para os próximos anos visa a dar autossuficiência ao Brasil também no refino: atualmente, o consumo é 8% maior do que a quantidade de produtos das refinarias. A previsão é de que, em 2020, essa situação se inverta e a demanda pelos derivados de petróleos seja de 2,79 milhões de barris/dia; enquanto o volume processado será de 3,16 milhões, 13,2% maior.

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Petrobras e UFSC inauguram laboratórios de pesquisa em gás natural em Santa Catarina

18 de março de 2011
Agência Petrobrás de Notícias
18/3/2011

SC: Petrobras e UFSC inauguram laboratórios de pesquisa em gás natural

A Petrobras, em parceria com a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), inaugurou, nesta sexta-feira (18), os Laboratórios de Pesquisa em Gás Natural do campus Trindade, em Florianópolis.  O desenvolvimento de equipamentos de transferência de calor que proporcionarão maior eficiência energética destaca-se entre as atividades dos novos laboratórios. O projeto faz parte do Programa Tecnológico para Mitigação de Mudanças Climáticas (Proclima), coordenado pelo Centro de Pesquisas e Desenvolvimento Leopoldo Américo Miguez de Mello (Cenpes).

“Será possível desenvolver novos tipos de trocadores de calor para processos da Petrobras, com maior eficiência e melhores características de manutenção”, aposta Fernando Vieira Castellões, gerente de Pesquisa e Desenvolvimento de Gás, Energia e Gásquimica da Petrobras.

Estudos de ferramentas computacionais inteligentes para aplicação nas atividades industriais de gás natural também serão realizados. Equipamentos térmicos para uso por consumidores comerciais e industriais de gás natural serão desenvolvidos.

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Petrobras divulga balanço de programa de incentivo à indústria naval brasileira

2 de março de 2011
Agência Petrobrás de Notícias
01/3/2011

Petrobras divulga balanço de programa de incentivo à área naval     

Em coletiva realizada hoje (02/03), o diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, e representantes do setor naval fizeram um balanço do programa Empresas Brasileiras de Navegação (EBN). O programa é parte de um conjunto de iniciativas para reduzir a dependência brasileira do mercado externo de fretes marítimos, estimular a construção naval no Brasil e gerar empregos. Isto envolve o afretamento, pelo período de 15 anos, de navios a serem construídos por empresas brasileiras em estaleiros estabelecidos no país.  Também é exigido que o registro da embarcação seja feito sob bandeira brasileira durante toda a duração do contrato.

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Petrobras anuncia construção de mais quatro navios pelo Promef

18 de fevereiro de 2011
Agência Brasil
18/02/2011

Transpetro anuncia construção de mais quatro navios do Promef

Nielmar de Oliveira

Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro – A Transpetro, subsidiária da Petrobras para a área de transporte, informou que o Estaleiro Eisa iniciou hoje (18) a construção do primeiro dos quatro navios Panamax encomendados no âmbito do Programa de Modernização e Expansão da Frota (Promef), que integra o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

 

O programa prevê a compra de 49 embarcações, a maioria para reforçar a operação no pré-sal. Os investimentos previstos no Promef somam R$ 9,6 bilhões. Já foram contratados 41 navios e oito estão em fase de licitação. Mais de 15 mil empregos diretos foram criados, até agora, nos estaleiros do país. A expectativa é que, ao longo dos próximos anos, sejam abertos 40 mil empregos diretos e 160 mil indiretos apenas com a construção de navios para a Petrobras. O setor de petróleo e gás é o principal responsável pela revitalização da indústria naval brasileira.

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Petrobras vai adquirir de sondas de perfuração para o pré-sal construídas no Brasil

11 de fevereiro de 2011
Agência Brasil
11/02/2011

Petrobras aprova construção, no Brasil, de sondas de perfuração para o pré-sal

Cristiane Ribeiro

Repórter da Agência Brasil

 

Rio de Janeiro – A Petrobras aprovou o processo de licitação para a construção, no Brasil, das primeiras sete sondas de perfuração marítima para exploração de petróleo em poços do pré-sal. A construção será feita pelo Estaleiro Atlântico Sul (EAS), vencedor do certame, ao preço final de US$ 4,63 bilhões, uma redução de US$ 13 milhões sobre a proposta original. As novas sondas devem entrar em operação em 2015.

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“Pré-sal é passaporte para o futuro”, afirma a Presidente Dilma Rousseff

2 de janeiro de 2011
Agência Brasil
01/01/2011

“Pré-sal é passaporte para o futuro”, afirma Dilma Rousseff

Amanda Cieglinski

Repórter da Agência Brasil

Brasília – Ao fazer seu primeiro discurso depois da posse, a presidenta República, Dilma Rousseff, defendeu que a exploração da camada pré-sal é um “passaporte para o futuro” do país. Ela ressaltou que o seu governo terá a responsabilidade de transformar essa riqueza natural em uma “poupança de longo prazo”.

 

De acordo com a presidenta, o país tem a chance de criar um “projeto inédito de desenvolvimento” associado à preservação ambiental.

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Lançado ao mar o navio petroleiro “Sérgio Buarque de Holanda” no RJ

19 de novembro de 2010
Agência Petrobrás de Notícias
19/11/2010

Transpetro lança ao mar o terceiro navio do Promef

 

Com a presença do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, a Transpetro lançou ao mar nesta sexta-feira, dia 19, no Estaleiro Mauá, em Niterói (RJ), o terceiro navio do Programa de Modernização e Expansão da Frota (Promef). O navio se destina ao transporte de produtos derivados claros de petróleo: tem 183 metros de comprimento – o equivalente a dois campos de futebol – e capacidade para 48,3 mil toneladas de porte bruto.

Batizado Sérgio Buarque de Holanda, em homenagem a um dos maiores pensadores brasileiros, autor do clássico “Raízes do Brasil”, o navio de produtos atingiu um índice de nacionalização de 68,8%, acima do patamar mínimo estabelecido para a primeira fase do Promef, que é de 65%.

“Nós estamos colocando no mar um navio que presta uma importante homenagem. Sérgio Buarque de Holanda é um dos intelectuais mais importantes do país.

Os outros dois navios também tiveram grandes nomes: Celso Furtado é o pai dos economistas e João Cândido foi personagem fundamental para a história da Marinha brasileira”, disse o presidente Lula.

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Usiminas faz aço especial para exploração do pré-sal

19 de novembro de 2010
O Estado de S.Paulo
19 de novembro de 2010

Usiminas faz aço especial para explorar pré-sal

Companhia investiu R$ 539 milhões na tecnologia de resfriamento de chapas grossas Continuous On Line (CLC), desenvolvida pela Nippon Steel

Produção de aço da Usiminas em Ipatinga  -  Foto: Estado de Minas Rodrigo Petry

 

A siderúrgica Usiminas quer ser uma das principais parceiras da Petrobrás nos projetos de exploração da camada do pré-sal. A empresa anunciou ontem a instalação, na usina de Ipatinga (MG), da tecnologia de resfriamento acelerado de chapas grossas chamada CLC (Continuous On Line Control).

 

O equipamento possibilitará à companhia fornecer uma nova linha de aços com alto valor agregado, batizada Sincron, que poderá atender demandas específicas por equipamentos do pré-sal nos mercados naval e de óleo e gás, como cascos de navios, oleodutos e plataformas. O investimento foi de R$ 539 milhões.

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Encontro nacional do Prominp reúne 500 empresários em Porto Alegre – RS

19 de novembro de 2010
Agência Petrobrás de Notícias
19/11/2010

RS: Encontro nacional do Prominp reúne 500 empresários em Porto Alegre

 

 

O Prominp (Programa de Mobilização da Indústria Nacional de Petróleo e Gás Natural) estima oferecer nos próximos anos 212.638 vagas em cursos gratuitos de qualificação profissional, como forma de atender às demandas do mercado previstas nos investimentos do Plano de Negócios 2010-2014 da Petrobras. Deste total, cerca de 28 mil vagas foram oferecidas em processo seletivo realizado em outubro último.

O anúncio foi feito pelo coordenador executivo do Programa, José Renato Ferreira de Almeida, durante o 7º Encontro Nacional do Prominp, realizado em Porto Alegre (RS) com a presença de cerca de 500 empresários do setor de petróleo e gás. Almeida explicou que o novo quantitativo, que amplia em quase cinco mil vagas o total antes projetado com base no Plano de Negócios 2009-2013 da companhia, é resultado da ampliação dos investimentos da Petrobras.

O coordenador do Prominp frisou que os investimentos anunciados pela Petrobras para o período 2010-2014, da ordem de US$ 42,5 bilhões, representam oportunidade única para expansão e consolidação das atividades do setor, tanto no que se refere à formação de mão de obra, quanto no que se refere ao aumento da participação do conteúdo nacional na atividade.

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Petrobras assina contrato para construção de oito cascos de plataformas do tipo FPSO para o pré-sal

11 de novembro de 2010
Agência Petrobrás de Notícias
11/11/2010

Petrobras assina contrato para oito cascos do pré-sal

 

A Petrobras informa que, juntamente com seus parceiros (BG, Galp Energia e Repsol) e por meio de suas afiliadas Tupi-BV e Guará-BV, assinou hoje com a empresa brasileira Engevix Engenharia S.A dois contratos no valor total de US$ 3,46 bilhões para construção de oito cascos das plataformas destinadas à primeira fase de desenvolvimento da produção do polo pré-sal da Bacia de Santos.

 

Essas unidades, batizadas de “replicantes”, integram a nova geração de unidades de produção concebidas segundo parâmetros de simplificação de projetos e padronização de equipamentos. A produção em série de cascos idênticos permitirá maior rapidez no processo de construção, ganho de escala e a consequente otimização de custos.

Cada plataforma, todas do tipo FPSO (unidade que produz, armazena e transfere óleo e gás), terá capacidade para processar diariamente até 150 mil barris de óleo e 6 milhões de m3 de gás. A previsão é de que todas as unidades entrem em operação até 2017, sendo de grande importância estratégica para que a Companhia alcance as metas de produção previstas para o polo pré-sal da Bacia de Santos em seu Plano de Negócios. A expectativa é que estas plataformas acrescentarão cerca de 900 mil barris de óleo por dia à produção nacional, quando estiverem operando com a capacidade máxima.

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GE vai investir US$ 10 milhões em centro de manutenção de turbinas aeroderivadas utilizadas em termoelétricas e plataformas petrolíferas

10 de outubro de 2010

Agência Ambiente Energia

09 de outubro de 2010

GE vai investir US$ 10 milhões em centro de manutenção de turbinas aeroderivadas no RJ

A GE anunciou, nesta semana, investimento de US$ 10 milhões na construção na cidade de Petrópolis, na região serrana do Rio de Janeiro, do seu primeiro centro de serviços de manutenção de turbinas aeroderivadas. A previsão é que a unidade, que vai trazer para o país serviços que antes eram realizados nas suas fábricas do exterior, inicie operação em 2011.

Manutenção de turbina a gas aeroderivada GE LM2500 - utilizada em navios e plataformas petrolíferas

Segundo a empresa, o centro ficará num terreno de 7.900 m2, devendo prestar serviços para máquinas movidas a gás natural, combustíveis líquidos ou etanol de cana de açúcar. As turbinas aeroderivadas da GE estão presentes em várias das usinas termelétricas do Brasil e em plataformas de petróleo, para a geração de energia elétrica ou acionamento mecânico, utilizando gás ou outros combustíveis como o etanol, com uma base instalada de mais de 3.600 turbinas no mundo.

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Pré-Sal amplia mercado de trabalho e exigência de capacitação

5 de setembro de 2010
O Fluminense
05/09/2010

Com ótimas perspectivas, pré-sal amplia o mercado de trabalho

Simone Schettino

Para garantir uma vaga no setor, é preciso estar capacitado e ganhar experiência nos próximos anos. Oportunidades estão disponíveis em todos os níveis de escolaridade

Até 2013, pelo menos 207 mil pessoas serão qualificadas para trabalhar na área de petróleo e gás em 185 categorias, sem levar em consideração as últimas descobertas do pré-sal, como os campos de Tupi, Júpiter e Carioca, no entorno da Bacia de Campos. Para explorar esses recursos, a construção de novas plataformas e embarcações deve gerar, cada uma, 500 novos empregos em estaleiros e 3,8 mil vagas para tripulantes que vão operar a nova frota.

Quem pensa em seguir a carreira na área vai encontrar oportunidades em todos os níveis de escolaridade. Para garantir a qualidade da mão de obra numa empreitada de tamanha responsabilidade, a Petrobras está capacitando a quinta leva de profissionais pelo Programa de Mobilização da Indústria Nacional de Petróleo e Gás Natural, do Ministério de Minas e Energia (MME), o Prominp, que aceita inscrições até o dia 12 para 2.744 vagas de capacitação em Niterói e São Gonçalo. Uma pesquisa realizada pelo Caged revelou que a taxa de aproveitamento dos egressos do programa está, atualmente, em torno de 80%.

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Meta de 65% dos equipamentos do pré-sal produzidos no país só será atingida em 2019

3 de setembro de 2010

Brasil Econômico

Petróleo & Gás
03/09/10

Indústria nacional somente terá 65% do pré-sal em 2019

Ricardo Rego Monteiro (rmonteiro@brasileconomico.com.br)

Correspondente do Brasil Econômico no Rio de Janeiro

A Petrobras só deverá alcançar a meta de 65% de equipamentos e tecnologia fornecidas por empresas nacionais nas áreas do pré-sal incluídas na cessão onerosa à União a partir de 2019.

Apenas neste ano haverá oferta adicional de plataformas e sondas no mercado brasileiro.

O presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, revelou ontem que, entre 2015 e 2018, os percentuais do chamado conteúdo local deverão variar de 55% a 58%, abaixo da proporção dos projetos em curso nos campos de águas profundas da Bacia de Campos.

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Biocombustíveis de 2ª geração: Petrobrás assina contrato com KL Energy para desenvolvimento de tecnologia de produção de etanol celulósico

24 de agosto de 2010
Agência Petrobrás de Notícias
24/8/2010

Petrobras assina contrato com KL Energy para desenvolvimento de tecnologia para produção de etanol celulósico

A Petrobras, por meio da Petrobras America, assinou um contrato de desenvolvimento conjunto com a KL Energy Corporation (KLEG.PK, “KLE”) para a otimização da tecnologia da KLE de processamento de etanol celulósico para a utilização de bagaço de cana-de-açúcar como matéria-prima.

A última geração do processo da KLE traz importantes melhorias em comparação com a primeira geração da tecnologia, implementada em 2008 na unidade de demonstração da empresa localizada em Upton, estado de Wyoming (EUA). A unidade utiliza resíduos de madeira como matéria-prima e pode ser otimizada para utilizar vários tipos de matérias-primas.

Como parte do contrato, a Petrobras investirá US$ 11 milhões para adaptar as instalações de demonstração da KLE para utilizar bagaço e validar, por meio de testes, o processo para a produção de etanol celulósico.
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Setor de Petróleo & Gás pode empregar até 2,5 milhões em 2020

16 de agosto de 2010

Valor Online

16/08/2010

Setor de óleo e gás pode empregar até 2,5 milhões em 2020, diz Onip

Rafael Rosas

RIO – A Organização Nacional da Indústria do Petróleo (Onip) estima que o número de empregos na cadeia de petróleo e gás no Brasil pode atingir entre 2,110 milhões e 2,5 milhões em 2020, caso a Agenda de Competitividade apresentada hoje pela instituição seja implementada. Sem as demandas do documento atingidas, a projeção da Onip é de que o setor tenha entre 630 mil e 860 mil empregos em 2020.

A agenda apresentada pela Onip prevê dez políticas setoriais, que vão desde a disseminação do conhecimento e inovação ao longo da cadeia ao acesso, em termos competitivos, das matérias-primas, insumos e infraestrutura.

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Prominp: cerca de 28 mil vagas em cursos gratuitos sobre Petróleo e Gás

15 de agosto de 2010

Blog da Petrobrás

15 de agosto de 2010

Prominp: cerca de 28 mil vagas em cursos gratuitos sobre Petróleo e Gás

Começam nesta terça-feira, dia 17 de agosto, as inscrições para o processo de seleção pública que o Prominp (Programa de Mobilização da Indústria Nacional de Petróleo e Gás Natural) vai realizar com o objetivo de qualificar mão-de-obra para atender às demandas futuras da indústria nacional de petróleo e gás, especialmente as da Petrobras. Serão oferecidas 27.915 vagas, em 13 estados, para cursos gratuitos em categorias profissionais de níveis básico, médio, técnico e superior. O processo será executado pela Fundação Cesgranrio.

O edital, que será publicado no Diário Oficial da União (DOU) também no dia 17, estende até 12 de setembro o prazo para os interessados se inscreverem. Para os cursos de nível básico, a inscrição custará R$ 24,00. Nos níveis médio e técnico, R$ 40,00. Para as categorias de nível superior, o valor será de R$ 60,00.

Para concorrer a uma das vagas oferecidas, o candidato deve ter idade igual ou superior a 18 anos, além de preencher os pré-requisitos do curso desejado. As inscrições podem ser feitas através do site do Prominp, ou nos postos de inscrição credenciados, listados no edital. Outros postos serão criados no decorrer do período de inscrições e divulgados no site do Programa e grande imprensa.

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BNDES quer que indústria naval seja sustentável a longo prazo

11 de agosto de 2010

Agência Brasil

11/08/2010

BNDES quer que indústria naval seja sustentável a longo prazo

Alana Gandra

Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro – O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) realiza estudo que vai identificar o tamanho real da indústria naval no Brasil. O banco acredita que o setor naval nacional tem todas as condições de crescer e competir com os concorrentes internacionais.

Segundo o gerente do Departamento de Gás e Petróleo e Cadeia Produtiva do BNDES, Luiz Marcelo Martins Almeida, a instituição quer evitar que se repita o desastre registrado nas décadas de 70 e 80, quando a indústria naval chegou a contratar 40 mil empregados que, de uma hora para outra, foram reduzidos a zero.

Almeida representa o BNDES na 7ª Feira e Conferência da Indústria Naval e Offshore (Navalshore), que será aberta hoje (11), no Rio. Até julho deste ano, haviam sido desembolsados pelo banco, para o setor naval, R$ 517 milhões, com recursos do Fundo de Marinha Mercante. A expectativa, entretanto, é de que o valor liberado até dezembro atinja R$ 1,8 bilhão.

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Conteúdo nacional nas compras da Petrobras é de cerca de 80% e compras cresceram 400% impulsionando a indústria nacional

10 de agosto de 2010

Agência Petrobrás de Notícias

10/8/2010

Conteúdo nacional nas aquisições da Petrobras é de cerca de 80%

 

Com um crescimento de 400% nas contratações no País, a política da Petrobras de participação máxima do mercado nacional na aquisição de bens e serviços no Brasil elevou o conteúdo nacional mínimo de 57% (2003) para 77,34% (2010). Dentro dos padrões internacionais de qualidade, prazo e custo, as aquisições no mercado nacional passaram de US$ 5,2 bilhões em 2003, para US$ 25,9 bilhões em 2009. Os percentuais de realização de conteúdo nacional de 2004 a 2010 foram sempre superiores às metas previstas.

A confiança da Petrobras no mercado supridor nacional e a capacidade de resposta desse mercado permitiram que, mesmo com o grande crescimento das encomendas, a parcela nacional das contratações da Companhia registrasse um crescimento constante e acima da meta ao longo dos últimos anos.

 

Todas as áreas de atuação

A política de estímulo à indústria nacional – Política Industrial Dirigida por Demanda -, praticada pela Petrobras, abrange todos os setores de atuação da Companhia. Essa política tem o objetivo de utilizar seu poder de compra para ampliar a competitividade dos fornecedores nacionais. Esse aumento da competitividade vem sendo conquistado por meio do incentivo para adequação do parque supridor nacional, que vai desde a qualificação de profissionais, estruturação de mecanismos de financiamento, estímulo às parcerias entre empresas nacionais e estrangeiras, até a viabilização de novas fábricas no País.

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Pré-sal estimula o desenvolvimento tecnológico no Brasil

27 de julho de 2010

Blog da Petrobrás – Fatos e Dados

27 de julho de 2010

Pré-sal estimula desenvolvimento tecnológico no país

A exploração do pré-sal vem estimulando o desenvolvimento tecnológico no país das empresas que atuam no setor. Exemplo disso é a construção de centros tecnológicos, na Ilha do Fundão, no Rio de Janeiro. As empresas contam com a proximidade do Cenpes (Centro de Pesquisa da Petrobras) e do maior campus da UFRJ.

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Renascida das cinzas, a indústria naval brasileira pode contratar 300 mil pessoas até 2014

28 de junho de 2010

Agência Brasil

27/06/2010

Renascida, a indústria naval deve contratar gente suficiente para lotar três Maracanãs até 2014

Vladimir Platonow

Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro – A retomada das atividades na indústria naval brasileira está multiplicando empregos em terra firme. O país, que já foi o terceiro maior construtor de navios na década de 1970, viu o setor praticamente falir nas duas décadas seguintes. Hoje, os estaleiros comemoram a retomada do crescimento, impulsionada principalmente pelo setor petrolífero, com as descobertas no pré-sal, e também pela volta do investimento no transporte marítimo e fluvial, que há muito estava esquecido, substituído pelo transporte rodoviário.

Nos últimos dez anos, os empregos diretos gerados na área pularam de 1,9 mil em 2000 para 46,5 mil em 2009. Em 2014, ano da Copa do Mundo no Brasil, os postos de trabalho diretos devem chegar a 60 mil e os indiretos, a 240 mil, gente suficiente para lotar três estádios como o Maracanã. Os dados são do relatório Cenário 2010 – 1º Trimestre, do Sindicato Nacional da Indústria da Construção e Reparação Naval e Offshore (Sinaval). O relatório completo pode ser acessado na internet (acesse aqui).

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Indústria naval brasileira será tão competitiva quanto a asiática

24 de junho de 2010

Agência Brasil

24/06/2010

Indústria naval brasileira será tão competitiva quanto a asiática

Vitor Abdala

Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro – Em cinco anos, a indústria naval brasileira deve se tornar tão competitiva quanto as do Japão, da China e Coreia do Sul, disse hoje (24) o ministro da Secretaria Especial dos Portos da Presidência da República, Pedro Brito. Ele fez a previsão durante o lançamento do navio de transporte de petróleo Celso Furtado, que integra o Programa de Modernização e Expansão da Frota (Promef), da Transpetro, subsidiária da Petrobras.

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Lançamento do 2º navio da Petrobrás construído pelo Promef, no Rio de Janeiro

24 de junho de 2010

Agência Petrobrás de Notícias

24/6/2010

Transpetro lança ao mar navio construído no RJ

Navio petroleiro Celso Furtado da Petrobrás: construído pelo PROMEF no Rio de Janeiro

A Transpetro lançou ao mar hoje (24/6), no Estaleiro Mauá, o primeiro navio construído no estado do Rio de Janeiro para o Programa de Modernização e Expansão da Frota (Promef). O lançamento teve a presença do ministro da Secretaria Especial de Portos, Pedro Brito, da presidente em exercício da Petrobras, Graça  Foster, e do presidente da Transpetro, Sergio Machado. O evento marca o reencontro do estado, berço da indústria naval no País, com uma de suas vocações econômicas.

O navio foi batizado Celso Furtado em homenagem ao economista que participou da criação da Sudene (Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste) e lançou os fundamentos do mais recente ciclo de desenvolvimento do país. Como madrinha, a Transpetro resolveu homenagear sua força de trabalho, escolhendo Giovana da Silva Almeida de Morais, funcionária do quadro de marítimos, hoje imediata do navio Pedreiras. “É uma honra ter sido escolhida madrinha, representando os marítimos. Meu sonho é ser, no futuro, comandante de um dos novos navios do Promef”, afirmou Giovana.
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Novo processo revolucionário de geração de energia aproveita todo potencial energético da biomassa

7 de junho de 2010
acessado a partir do Blog Geopolítica do Petróleo

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Jornal da Energia

07 de Junho de 2010

Refinaria produz energia com reaproveitamento de resíduos

Processo revolucionário aproveita todo potencial energético da biomassa

Por Bruno de Oliveira, de Lorena

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A empresa Senergen desenvolveu uma planta de refinaria de biomassa que promete revolucionar o mercado de geração de energia elétrica limpa. Por meio da tecnologia Probem (Programa de Biomassa, Energia e Materiais), que envolve processos de ataque termoquímico sob pressão, reatores separam das matérias orgânicas elementos-base que podem ser transformados em combustível para termelétricas a gás, óleo e carvão. O que sobra do processo, ao contrário de outras refinarias e usinas, é reprocessado e transformado em energia consumida pelos equipamentos.

Reator de Pré-Hidrólise: capacidade de 30 m³ (90 toneladas de biomassa seca por dia)

Quem desenvolveu a tecnologia foi a empresa de materiais refratários RM, localizada em Lorena, interior de São Paulo, e que é controlada pelo Grupo Peixoto de Castro e pela Senergen. Há 20 anos, a empresa começou a desenvolver o processo de transformação de biomassa e resíduos de qualquer natureza em energia elétrica, térmica e produtos químicos de ampla utilização industrial.

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Vídeo: Como as encomendas de navios da Petrobrás reativaram a Indústria Naval no Brasil

31 de maio de 2010

Vídeo com depoimentos dos trabalhadores do Estaleiro Atlântico Sul revela como as encomendas de navios da Transpetro mudou a vida de milhares de pessoas em Pernambuco.

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Investimento no Pólo Naval de Rio Grande-RS soma R$ 14 Bi

27 de maio de 2010

O Estado de S.Paulo

27 de maio de 2010

Investimento no polo naval soma R$ 14 bi

Rio Grande recebe R$ 13 bilhões em investimentos na indústria de navios e plataformas marítimas e mais R$ 1 bilhão, em outros negócios

Elder Ogliari

PORTO ALEGRE – O Estado de S.Paulo

Os investimentos bilionários em diques, estaleiros, cascos de navios e plataformas marítimas são a parte mais vistosa, mas não a única, do polo naval em Rio Grande, no sul do Rio Grande do Sul. Estão em andamento obras de ampliação das vias de acesso e do calado do porto, ao custo de quase R$ 700 milhões. Juntos, eles atraem dezenas de outros projetos privados, que somam cerca de R$ 1 bilhão.

A onda de crescimento começou com a Petrobrás. A estatal encomendou as plataformas P-53, já concluída, P-55, em construção, e P-63, a ser iniciada em breve, a consórcios privados, e a construção de oito cascos de navio FPSO ao grupo Engevix, a ser feita no Estaleiro Rio Grande 1, que o grupo W Torre construiu. Agora, segundo a Secretaria Estadual do Desenvolvimento e dos Assuntos Internacionais (Sedai), 30 empresas já estão instaladas na área; sete estão construindo plantas; e outras 22 apresentaram projetos para se instalar. São empresas de fertilizantes, logística, alimentos, madeira, química e, agora, metalúrgicas.

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Video do navio do Promef/PAC, o petroleiro “João Cândido” da Transpetro, empresa do grupo Petrobrás

17 de maio de 2010

Blog da Petrobrás

17 de maio de 2010

Primeiro navio do Promef/PAC tem novo vídeo

Mais do que construir a quinta maior indústria de navios petrolíferos do mundo, a Transpetro – subsidiária da Petrobras para as áreas de transporte e logística – está mudando o Brasil e a vida dos brasileiros.

Veja o segundo filme publicitário sobre o lançamento no primeiro navio do Programa de Modernização e Expansão da Frota/Programa de Aceleração do Crescimento (Promef/PAC).

http://www.blogspetrobras.com.br/fatosedados/?p=23262

Veja outros Vídeos do novo navio da Transpetro

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Petrobrás batiza seu mais novo navio petroleiro como “João Cândido”, em homenagem ao “almirante negro”

8 de maio de 2010

Petrobrás batiza seu mais novo navio petroleiro como “João Cândido”, em homenagem ao “almirante negro”

Cerimônia de Lançamento de Batismo do 1º Navio do Promef, batizado de "João Cândido" - 07/05/2010 - foto: Petrobras

A seguir estou postando um texto, bastante interessante, que acessei a partir do twitter do presidente da Petrobrás, Sérgio Gabrielli. É um texto do jornalista Beto Almeida, sobre o herói popular brasileiro João Cândido, nome dado ao mais novo navio petroleiro da Petrobrás (clique aqui para ver o post anterior). O texto nos faz pensar um pouco mais sobre o Brasil do passado e de hoje, nossos heróis históricos e nossos heróis vivos, nosso presente e o que queremos para o futuro da nação. Embora tenha sido imortalizado em canções populares, seria muito interessante que um dia, também que o “almirante negro” fosse um dia reconhecido como herói também pela Marinha do Brasil. Este é o tema desta pequena introdução ao texto sugerido para leitura.

Filho de ex-escravos, João Cândido Felisberto liderou a “Revolta da Chibata” em 1910, quando os marinheiros se revoltaram contra os constantes castigos físicos (incluindo a chibata) utilizados até então pelos oficiais para punir seus subordinados. A cúpula da Marinha – naquela época formada predominantemente por membros da elite branca e aristocrática do Brasil -, defendia que os castigos físicos eram a melhor forma de punir os erros dos marinheiros, em sua maioria, negros e mestiços filhos de ex-escravos.

A abolição da escravidão ainda era algo recente na história do país. Parte significativa de nossa elite política e econômica era extremamente conservadora, a ponto de ter sido ampla a aceitação, entre setores da elite nacional, de idéias racistas divulgadas por eugenistas europeus e americanos. Chega a ser difícil de compreender como um país de mestiços aceitou idéias eugenistas que defendiam o “branqueamento” da população, como “solução” (?!) para o país se desenvolver.

Naquela época, parcela significativa da cúpula da Marinha ainda era dominada por uma mentalidade conservadora, elitista e escravocrata, que facilitava a aceitação de práticas como o açoitamento dos marinheiros. A manutenção deste tipo de tratamento retrógrado, desumano e degradante contra seus subordinados marinheiros, em sua maioria, de origem humilde, negros ou mestiços, levou à revolta.

João Cândido fez um grande bem à Marinha do Brasil, colaborando com sua modernização, livrando-a definitivamente dessas práticas nefastas de chicoteamento, que eram verdadeiras sessões de tortura dos marinheiros. Os oficiais mais conservadores, contrários a qualquer forma de modernização das Forças Armadas, construíram sobre a memória de João Cândido, o que ficou conhecido como “”fantasma da insubordinação” e da “quebra de hierarquia”. Como todos sabemos, estes “fantasmas” voltaria a assombrar as Forças Armadas ao longo de todo o século XX. Obviamente este discurso da “insubordinação” e da quebra de hierarquia foi muitas vezes “construído” para acusar os “de baixo” de algo que os “de cima” também estavam cometendo, como em 1964, quando os oficiais das Forças Armadas se insubordinaram contra o Presidente da República e derrubaram o governo eleito pelo povo.

Na década de 1900-1910, os oficiais da Marinha descumpriam sistematicamente as ordens do próprio Presidente da República, Marechal Deodoro da Fonseca, que havia assinado o decreto número 3, de 16/11/1889, proibindo os castigos físicos aos soldados e marinheiros, incluindo expressamente a proibição do uso da chibata nestes castigos. Isto significa que, desde 1989 – portanto por mais de uma década -, oficiais da Marinha transgrediam simultaneamente a Lei e as ordens de um superior hierárquico, o Marechal Deodoro da Fonseca. Os oficiais que descumpriam o decreto presidencial, no entanto, não foram punidos, enquanto João Cândido, que liderou um movimento de marinheiros a favor do cumprimento da Lei e da modernização da Marinha, foi simplesmente expulso da corporação. Durante toda sua vida o marinheiro lutou para ser reincorporado à Marinha, mas nunca conseguiu, morrendo solitário e discriminado, em 1969.

Olhando retrospectivamente, João Cândido defendera o ideal da modernização da Marinha – e neste sentido, das Forças Armadas -, ao menos uma década antes do surgimento do movimento tenentista, que nos anos 1920-1930, defenderia a modernização das Forças Armadas e de todo o país.

Embora tenha sido reconhecido como herói popular nacional, imortalizado em canções populares como “almirante negro”, foi somente em 2005 que seu nome foi incluído no “Livro dos Heróis da Pátria”, que se encontra no Panteão da Pátria e da Liberdade Tancredo Neves, na Praça dos Três Poderes, em Brasília (DF).  Entretanto, João Cândido só foi realmente anistiado em 2008, sem ter sido reincorporado post mortem à Marinha. Isto significa que sua anistia não significou qualquer direito à sua família  a qualquer forma de indenização, e ele continua com a patente que tinha quando foi punido com a expulsão da corporação.

Considerando que faltam heróis negros e mestiços entre os patronos das nossas Forças Armadas, é muito triste ver como ainda temos resistências na Marinha em homenageá-lo. Talvez isto torne a iniciativa da Petrobrás ainda mais louvável.

Este navio marca a recuperação da indústria naval brasileira, sendo o primeiro petroleiro deste porte, encomendado no Brasil, pela Petrobrás, em mais de uma década. O último navio deste porte havia sido encomendado em 1987 e foi entregue com grande atraso, 10 anos depois. Este é o primeiro dos 22 petroleiros, dentre um total de 49 embarcações, encomendadas pela Petrobras à indústria naval brasileira.

Cerimônia de Lançamento de Batismo do 1º Navio do Promef - 07/05/2010 - Foto: Petrobrás

A recuperação da indústria naval brasileira na última década, impulsionada pelas encomendas da Petrobrás, é algo realmente impressionante. Durante os anos 1990, o predomínio da mentalidade neoliberal justificou o desmonte do parque industrial brasileiro, e a indústria naval foi uma das mais afetadas. Os neoliberais argumentavam que a Petrobrás deveria ser guiada pela “lógica do livre mercado” e encomendar seus navios ao estaleiro que oferecesse os menores preços. Seguindo este tipo de ideologia, vários navios e plataformas petrolíferas foram encomendados a estaleiros chineses e coreanos, porque eram um pouco mais baratos, ou seja, o Brasil gerou milhares de empregos na Ásia, desempregou milhares de brasileiros aqui, sacrificando nossa indústria naval, tudo em nome do “neoliberalismo”.

Felizmente aquela década sombria acabou e na atual década, o Estado voltou a incentivar a economia nacional, exigindo que as empresas estatais ou semi-estatais priorizassem compras no Brasil, para gerar empregos, tecnologia e renda no país, e não no exterior.

Este navio é o primeiro de uma série de encomendas que foi fundamental para quase literalmente “reerguer das cinzas” a indústria naval brasileira, que tantos empregos produzia no passado e, que, atualmente voltou a empregar milhares de trabalhadores em todo o país. O pólo naval de Suape, no estado de Pernambuco, em torno do Estaleiro Atlântico Sul, criou milhares de empregos mais qualificados e melhor remunerados à população da região. Batizar este navio de “João Cândido” é uma ação cheia de simbolismo e de esperança, não apenas para os trabalhadores nordestinos que o construíram, mas para todo o povo brasileiro.

Acredito que sentiríamos ainda mais orgulho de sermos brasileiros se algum dia tivermos um navio importante na Marinha do Brasil com o nome de “João Cândido”. Uma opção interessante, seria incluí-lo como patrono de alguma armada ou frota, ou ainda, alguma base naval. Mas provavelmente, antes disso, seria mais provável que a Marinha batizasse em sua homenagem, navios estratégicos, como um submarino, quem sabe até, no futuro, um novo navio-hospital de uso múltiplo. Seria muito interessante podermos enviar para missões de paz no exterior, um navio-hospital que leva em seu nome uma parte tão relevante da história das lutas sociais deste país, em um momento em que se mesclaram com as lutas pela modernização das Forças Armadas. Obviamente, o primeiro passo para isto seria a reincorporação post mortem de João Cândido à Marinha. Mas fica aí, a sugestão, para qualquer deputado que queira apresentar um projeto destes…

Por fim, recomendamos novamente a leitura do texto de Beto Almeida ( a seguir).

Lucas K. Oliveira

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Agência Carta Maior

07/05/2010

João Cândido, petróleo, racismo e emprego

A Transpetro lançou ao mar o navio petroleiro João Cândido. Batizado com o nome de um dos nossos heróis, marinheiro negro, filho de escravos e líder da Revolta da Chibata, o navio tem 247 metros de comprimento, casco duplo que previne acidente e vários significados históricos. Primeiro, leva a industrialização para Pernambuco, contribuindo para reduzir as desigualdades regionais. Em segundo lugar, dá um cala-boca para quem insinuou de forma maldosa que o PAC era apenas virtual. Em terceiro, prova que está em curso a remontagem da indústria naval brasileira criminosamente destruída na era da privataria. O artigo é de Beto Almeida.

Beto Almeida (*)

Nesta sexta-feira a Transpetro lançou ao mar o navio petroleiro João Cândido. Leia o resto deste post »


Petrobras recebe o primeiro navio “Suezmax” construído no Brasil em mais de uma década

7 de maio de 2010

Agência Petrobrás

07/05/2010

Transpetro lança ao mar primeiro navio do Promef

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva lançou hoje (7/05) ao mar o primeiro navio do Programa de Modernização e Expansão da Frota da Transpetro (Promef) no Estaleiro Atlântico Sul (EAS), no porto de Suape, em Pernambuco. O navio do tipo Suezmax é um marco histórico para a indústria naval brasileira. Trata-se da primeira embarcação de grande porte construída no Brasil a ser entregue ao Sistema Petrobras em 13 anos. A última havia sido o Livramento, cuja construção foi encomendada em 1987 e levou 10 anos para ser concluída.

Cerimônia de Lançamento de Batismo do 1º Navio do Promef, o Suezmax "João Cândido" - 07/05/2010 - Foto: Petrobrás

“A construção deste navio tem que ser levada a sério por nós. É a auto-afirmação de um povo, que durante muito tempo foi esquecida”, afirmou o presidente da República. A determinação do presidente Lula de que fosse retomada a construção de navios e plataformas de produção de petróleo no País foi o alicerce do Promef, criado em 2004 para revitalizar a indústria naval em bases globalmente competitivas, a partir da encomenda de 49 navios.

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Demanda da Petrobras sustenta salto nos negócios no Brasil

3 de maio de 2010

Valor Econômico

03/05/2010

Demanda firme da Petrobras sustenta salto nos negócios

Cláudia Schüffner, do Rio

Poucas empresas no Brasil dimensionam tão bem o salto em inovação, tecnologia e, obviamente, produção de petróleo, que o país deu nos últimos dez anos como a ChemTech. Nesse período, a empresa especializada em projetos de engenharia viu crescer sua lista de clientes depois de conquistar, em 2001, um contrato para implementar software de “inteligência operacional”. Ele permite visualizar em tempo real dados de 25 refinarias da ExxonMobil espalhadas pelo mundo.

Daniel Moczydlower, 34 anos, presidente da ChemTech, começou a carreira como estagiário em 1998. Desde então, viu a participação do setor de petróleo e gás no Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro saltar de 5,5 % para 12% em uma década, segundo cálculo recente da Organização Nacional da Indústria do Petróleo (Onip). Os últimos dados oficiais disponíveis, da Agência Nacional do Petróleo (ANP), param em 2006, mostrando uma participação de 10,6 %.

Nos últimos dez anos, o faturamento da ChemTech cresceu de R$ 20 milhões para cerca de R$ 200 milhões por ano, segundo estimativas do mercado. Ela é um dos exemplos de empresas brasileiras que desenvolveram tecnologia e souberam surfar nas ondas do setor petrolífero. Cresceu e transformou-se, de 2000 até hoje, em grande parte empurrada pela intensa transformação do setor nos anos 2000, quando o país conquistou a autossuficiência da produção e assistiu ao agigantamento da Petrobras, contrariando temores de que após a quebra do monopólio a estatal fosse “engolida” pelas companhias estrangeiras que passaram a atuar no Brasil.

Ao contrário, a Petrobras cresceu em todos os indicadores que se use como comparação: produção, valor de mercado ou reservas. “O fato é que a Petrobras ganhou uma eficiência que antes não tinha”, afirma Haroldo Lima, diretor-geral da ANP e um ex-opositor ferrenho da quebra do monopólio.

Outro destaque foi o aumento da participação de empresas nacionais na cadeia produtiva do setor. A Lupatech é outra empresa que passou por um processo de crescimento e diversificação da atividade e tornou-se a maior companhia nacional de equipamentos e serviços para a indústria de óleo e gás. De 2000, quando assumiu o controle da MNA, uma tradicional empresa do setor de metalurgia que fabricava válvulas, até hoje ela aumentou o faturamento mais de quinze vezes, de R$ 47 milhões para R$ 627 milhões e o número de funcionários, que era de 573, chega a quase 3 mil.

A Lupatech tem 21 unidades industriais e produz equipamentos para operação em águas profundas não só no Brasil. A empresa forneceu cabos de ancoragem para a BP na África e válvulas para a Shell na Malásia. A oportunidade de internacionalização da indústria nacional é consequência do impulso dado ao conteúdo local nas licitações da ANP e nas compras da Petrobras. Isso pode ser visto no cadastro de fornecedores da Onip, que tinha 28 empresas há dez anos e hoje tem 1.979.

Elói Fernandez y Fernandes, diretor- geral da Onip, chama a atenção para os investimentos em ciência e tecnologia, que em 2000 não podiam ser quantificados, já que o único dinheiro disponível vinha do orçamento do Centro de Pesquisas da Petrobras (Cenpes) e hoje contam com recursos de R$ 2 bilhões, metade destinado ao CT-Petro, fundo setorial da indústria de petróleo e gás constituído por parte dos royalties pagos sobre a produção, e a outra metade vinda das empresas que produzem em campos gigantes (que pagam Participação Especial) e são obrigadas a investir 1% do faturamento dessas áreas em ciência e tecnologia.

Após a abertura do setor à participação estrangeira, que começou mais fortemente em 1999, com o primeiro leilão de áreas da ANP – antes a Petrobras tinha feito parcerias -, a produção de petróleo do Brasil saltou de 1,3 milhão de barris de petróleo por dia para 1,95 milhão de barris por dia, aumento de 60%. O país, que gastou US$ 7 bilhões com importações de petróleo e derivados em 2001 para atender a um consumo de 1,85 milhão de barris por dia de combustíveis, entrou 2010 com superávit em volume e exportando gasolina.

A tão sonhada autossuficiência foi alcançada em 2006. A Petrobras nesse período ampliou seus tentáculos. A internacionalização da estatal, que começou fortemente pela Argentina e Estados Unidos, foi ampliada com a presença da companhia em 25 países na América do Norte, América do Sul, Europa, Ásia, África e Oceania, através de algumas das 308 empresas que formam o Sistema Petrobras.

O número de empresas atuando no setor – em 2000 havia a Petrobras e outras cinco com produção incipiente – hoje é de 25 companhias. Empresas de grande porte, e não somente as pequenas, produzem petróleo e gás no Brasil e preveem aumento da produção.

A Shell produz nos campos Bijupirá-Salema e no Parque das Conchas, na bacia de Campos, 117 mil barris de petróleo por dia. Dados da ANP mostram que a Chevron produz uma média de 21,6 mil barris por dia em Frade e a BP, que recentemente adquiriu ativos da Devon, passou a produzir através do campo de Polvo, 15,8 mil barris por dia em média, ambos na bacia de Campos. Todo o óleo extraído no mar pelas empresas internacionais é exportado pelas companhias, que só teriam como compradora no país a Petrobras.

Ainda vedete na produção nacional durante as últimas três décadas, a bacia de Campos agora divide as atenções e investimentos com a bacia de Santos, onde uma nova fronteira foi descoberta em 2007, quando foi possível perfurar através de uma barreira de sal com 2 mil metros de espessura até chegar ao gigantesco Tupi, no pré-sal. A descoberta deve colocar o Brasil entre os maiores produtores do mundo nas próximas décadas.

Para o presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, o grande salto na produção não foi resultado da abertura do setor, mas sim devido a uma característica da indústria que trabalha com horizontes muito longos. O executivo atribui o salto da produção na última década à entrada em operação de campos descobertos antes da Lei 9.478/97 (Lei do Petróleo) como Albacora (descoberto em 1984), Marlim (1985) e Roncador (1996). Este último detentor das maiores reservas do país enquanto Tupi não for declarado comercial.

Entre os principais destaques dos últimos dez anos, Gabrielli menciona a pulverização do capital da Petrobras, que colocou a ação da empresa na lista de mais negociadas da Bolsa de Valores de Nova York, a participação mais ativa da estatal nos leilões da ANP, o aumento da presença das empresas estrangeiras no Brasil e a recuperação da indústria de fornecedores da Petrobras tanto no que se refere à base naval como a de equipamentos para refino.

Elói Fernandez acha inegável que o marco regulatório de 1998 aumentou a eficiência do setor, inclusive da Petrobras. “Ela se tornou mais competitiva interna e externamente. Mas o sucesso do modelo veio com o pré-sal. Isso é um processo histórico”, destaca Fernandez.

No caso da ChemTech, em 2001 o contrato com a Exxon veio depois que a alemã Siemens comprou 51% da empresa, fundada em 1989, em Ipanema, por três engenheiros químicos. Se a primeira década de vida foi duríssima devido à semiparalisação da economia brasileira, hoje a empresa tem em sua carteira de trabalhos executados o projeto de automação da plataforma de rebombeamento autônomo (PRA-1), e o Front-End Engineering and Design (Feed) da plataforma P-57, só para citar alguns da cliente Petrobras.

Em 2007, a empresa ganhou a concorrência para o projeto básico da Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, e no ano seguinte a do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj). São projetos que estão entre os maiores do país nos últimos 30 anos. “Agora que estamos com estrutura grande no Brasil vamos precisar nos internacionalizar para captar projetos no exterior que serão executados aqui”, afirma Daniel Moczydlower, presidente da ChemTech.

http://www.valoronline.com.br/

Expansão da Petrobrás: investimentos de US$ 174 bi em 5 anos contribuem para o desenvolvimento do país

5 de abril de 2010

Sem parar

Especial – Edição 312 da Revista Petro & Química

http://www.editoravalete.com.br/site_clube/reportagens/ed_312/

A revisão do plano de negócios tomou mais tempo do que os engenheiros e economistas da Petrobras estimavam. E pelos próximos meses tomará a agenda da diretoria executiva – que já iniciou um roadshow internacional para apresentá-lo a investidores, fornecedores e governos. O primeiro a conhecer o Plano de Negócios 2009-2013 foi o presidente Lula – que participou da reunião do Conselho de Administração em que presidente da companhia, José Sergio Gabrielli, apresentou a nova lista de empreendimentos e o volume de investimentos.

Stéferson Faria / Agência Petrobras

Os recursos que a empresa pretende investir nos próximos cinco anos – US$ 174 bilhões – superam não só sua meta de investimentos previstos entre 2008 e 2012, mas também os que outras petroleiras planejam. É só tomar como medida a Exxon, maior companhia do setor, que prevê investir cerca de US$ 100 bilhões entre 2009 e 2012.
Anunciado em meio à maior crise econômica global das últimas sete décadas, o tal plano foi a notícia que a cadeia fornecedora esperava ouvir. “O programa de investimentos da Petrobras vai, sem dúvida, ter um papel anti-cíclico. Esses investimentos vão ajudar a manter ativada a economia, em particular o segmento fornecedor”, analisa o vice-presidente da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos, Carlos Pastoriza.

O plano somou US$ 111,2 bilhões dos investimentos já previstos a US$ 47,9 bilhões dos novos projetos. US$ 17 bilhões se referem a aumento de custos, e US$ 2,9 bilhões dizem respeito a alteração na taxa de câmbio. Outros US$ 3,4 bilhões estão relacionados a evolução na definição dos projetos. US$ 8,1 bilhões em mudanças em modelos de negócios e alterações de cronograma já foram subtraídos do orçamento.

Arrojado, ambicioso ou inexeqüível, o plano é estratégico não só para a Petrobras, mas para 26.611 empresas – 97% delas instaladas em território nacional – que de alguma forma dependem das suas encomendas. Também assegura a manutenção de um milhão de postos de trabalho. Mas Gabrielli nega que houve ingerência do Governo Federal. “Não foi uma decisão política. Mas evidente que isso também é de interesse do Governo – o que é muito bom quando o controlador tem interesses convergentes com a empresa”. (por Flávio Bosco)

Petrobras quer baratear custo dos projetos
Investimento bilionário anunciado pela Petrobras supera todos os planos previstos no setor – e mantém ativa a cadeia de fornecedores. Companhia adianta que não quer gastar todos os US$ 174 bilhões orçados para mais de 500 projetos
Ricardo Stuckert / PR
Lula participa da reunião do Conselho de Administração em que José Sergio Gabrielli apresentou o plano
Selecionar o portfólio de projetos foi apenas um dos desafios dos técnicos da Petrobras. O trabalho agora será atrair recursos para financiar todo o investimento. Em meio a restrição do mercado financeiro, a estratégia incluirá a própria geração de caixa, empréstimos do BNDES e até a garantia de fornecimento de petróleo aos países credores. Gabrielli afirma que esses potenciais consumidores estão sendo vistos como alternativa em virtude dessa nova realidade de mercado. “Alguns países consideram isso como um valor estratégico, e podem estar dispostos a discutir possibilidades de financiamento”.

A ordem, no entanto, é apertar os fornecedores – “sem matar”, como ressalta Gabrielli – atrás de baratear os custos. O plano de investimentos foi orçado durante um período de euforia, em que os preços do barril ultrapassavam a casa dos US$ 100, com reflexo imediato na demanda por materiais e serviços. Agora a retração da demanda, associada a queda nos preços do aço, irá puxar para baixo os custos e prazos de fornecimento – fabricantes que demoravam 1500 dias para produzir um equipamento já estão entregando em metade desse tempo.

A lista de compras é grande: 8 mil bombas, 700 compressores, 280 reatores, 500 geradores, e 940 mil toneladas de aço estrutural – para cascos de plataformas e navios. Combustível suficiente para não deixar a cadeia de fornecedores desacelerar frente à crise global.
Por conta dos altos preços, a Petrobras chegou a cancelar o processo de licitação das plataformas P-61 e P-63 e de quatro módulos da Refinaria do Nordeste, e partiu para negociação direta com os fabricantes.

“Essa redução vai ocorrer de maneira paulatina – porque ninguém sabe muito bem qual será duração da crise e os efeitos reais nos custos e no preço do petróleo. Agora para os projetos em andamento será complicado renegociar os preços, porque as empresas já compraram os equipamentos e contrataram a mão-de-obra”, adverte o presidente da Associação Brasileira de Engenharia Industrial, Carlos Maurício de Paula Barros.

O diretor da Área Financeira da Petrobras, Almir Barbassa, lembra que a companhia trabalha na formação de dois fundos de direito creditório, com carteira de R$ 1 bilhão, específico para fornecedores que tenham contratos não performados – para os grandes contratos, a companhia tem optado por prazos que vão de cinco a dez anos, facilitando a vida daquelas empresas que precisam financiar a construção de oficinas.

Iniciativas como a simplificação das exigências técnicas e a flexibilização dos contratos também deverão se refletir nos custos. Os novos projetos de plataformas e refinarias serão concebidos de forma diferente, com redução dos pacotes e uniformização dos pacotes – o que, por um lado, exigirá um esforço maior da Petrobras para gerenciar a interface com todos os fornecedores, mas abre a concorrência a um número maior de fornecedores.

Daqui a cinco anos a produção da Petrobras estará na marca dos 3.655 mil barris de óleo equivalente por dia – um crescimento de 1.255 mil boe/d, o que significa um aumento médio anual de 8,8%. Nesse período começam a entrar em operação as novas refinarias – do Nordeste e Comperj – que adicionam 500 mil barris diários à capacidade de refino da companhia.

Só para este ano, o volume de investimentos já deve ser 15% maior do que o realizado em 2008: no ano passado a Petrobras investiu R$ 53,4 bilhões, e para 2009 estão previstos R$ 60 bilhões – quando a geração de caixa deve chegar a US$ 10 bilhões caso o preço do barril de petróleo feche o ano em US$ 37. O maior volume de recursos será aportada mesmo a partir de 2010, quando a Petrobras prevê o barril na casa dos US$ 40 – subindo a US$ 45 de 2011 a 2013. Para cada dolar adicionado à cotação do barril, o caixa da Petrobras cresce R$ 500 milhões.

Desenvolvimento do pré-sal recebe US$ 28 bilhões
Ao anunciar tal volume de investimentos em seu plano de negócios, a Petrobras deixou claro que é estratégico desenvolver os mega-reservatórios abaixo da camada de sal e apesar da crise, não é hora de desacelerar – uma vez que descobriu reservas gigantescas de óleo leve e gás natural e não pode interromper um processo de aprendizagem que já custou alguns bilhões.

Só nos próximos cinco anos, serão aportados US$ 28,9 bilhões – dos US$ 111,4 bilhões programados até 2020 – para desenvolver as áreas do pré-sal da Bacia de Santos e do Espírito Santo. A produção prevista para os próximos cinco anos – de 219 mil barris por dia – servirá apenas de aprendizado. Nesse período cinco projetos serão colocados em operação – o teste de longa duração e o projeto-piloto da área de Tupi, no parque das Baleias, no campo de Baleia Azul e na acumulação de Guará. O grande volume de petróleo e gás extraído dos reservatórios pré-sal só começa a jorrar após 2014 – a meta da empresa é extrair, em 2020, 1,81 milhão de barris/dia do pré-sal.

Os recursos destinados à Área de Exploração & Produção mantiveram o peso (59% do valor) no plano de negócios. Ao todo, serão US$ 104,6 bilhões – US$ 92 bilhões somente no Brasil – destinados a cumprir a meta de elevar a produção para 2,68 milhões de barris/dia de óleo e 73 milhões de m³/dia de gás natural até 2013 – crescimento que reflete a entrada em operação de 13 novos sistemas de produção de óleo e gás no país.

Com mais gás

O plano de negócios reservou US$ 10,6 bilhões para a Área de Gás e Energia – majoritariamente para projetos de infra-estrutura logística, como a construção de 2.543 km de gasodutos e a instalação de estações de compressão, e terminais de GNL, que receberão US$ 8,2 bilhões. As projeções apontam, no final desse período, uma oferta própria de 73 milhões de m³/dia, que serão somados à importação de 30 milhões de m³/dia da Bolívia e 32 milhões de m³/dia de GNL.

Os técnicos da Área já estudam a construção de mais dois terminais de GNL no país – o primeiro já operando até 2013. A prioridade será atender a geração de energia elétrica mas, com a visão de se tornar um grande player no mercado de gás natural, os terminais podem servir para exportar o gás produzido que não for utilizado. Outro projeto em desenvolvimento é a planta de GNL onshore – ainda sem local definido – que poderia servir para estocar e dar suporte ao abastecimento do mercado interno ou para a exportação.

Para 2013, a Petrobras tem como meta atender uma demanda de 135 milhões m³/dia de gás natural.

Os investimentos no setor elétrico também serão reforçados: US$ 2,4 bilhões serão alocados na conclusão de cinco usinas termelétricas e cinco PCHs e na participação em novos negócios em energia elétrica, incluindo usinas eólicas.

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Refino acompanha produção

Para acompanhar o aumento da produção de petróleo, o novo plano de negócios antecipou o início das operações das duas refinarias Premium – a unidade do Maranhão terá capacidade total para processar metade dos 600 mil barris por dia no primeiro semestre de 2013, e a refinaria do Ceará entrará em operação no final de 2013 com 150 mil barris diários. “Já estamos dizendo há um bom tempo que não queremos nos tornar exportadores de petróleo, mas de derivados”, diz o diretor da Área de Abastecimento, Paulo Roberto Costa.

As duas unidades, somadas à Refinaria Abreu e Lima, ao Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro e à Refinaria Clara Camarão – mais os revamps na Repar e na Replan – elevam a capacidade de refino da Petrobras para 2.270 mil barris por dia em 2013. Tanto em volume – o plano prevê que em 2013 o mercado doméstico esteja consumindo 2.257 mil barris por dia – quanto em ritmo de crescimento – a capacidade de produção crescerá 4,9% ao ano até 2013, enquanto a demanda cresce a 3% ao ano – será um crescimento superior ao projetado para o consumo de combustíveis.

Os empreendimentos receberão 73% dos US$ 47,8 bilhões destinados às atividades de refino, petroquímica e distribuição até 2013.
Com a operação das novas refinarias, a Petrobras deverá tornar país auto-suficiente na produção de diesel – ampliando dos atuais 738 mil para 1224 mil barris a produção diária em 2020.

Petrobras flex fuel

A maior novidade do plano de negócios da Petrobras foi o orçamento de US$ 2,8 bilhões para desenvolver o mercado de biocombustíveis. A Petrobras Biocombustíveis será responsável pelo destino de US$ 2,4 bilhões desse valor – o restante será destinado à construção de infraestrutura. A companhia reservou ainda US$ 530 milhões para pesquisas em biocombustíveis.

A companhia já estuda a aquisição de quatro novos projetos de produção de etanol – nas quais deterá participação de 40% – com o objetivo de produzir 1,9 bilhão de litros, que serão direcionados à exportação, e 1,8 bilhão de litros para o mercado interno. Fora do País, está sendo estudada uma unidade de produção de etanol na Colômbia.A produção de biodiesel deve crescer para 858 milhões de litros em 2013, com a construção de uma nova usina no norte do País, a duplicação da usina de Candeias / BA, a adaptação para produção comercial das usinas experimentais de Guamaré / RN e a implantação de unidades em Portugal e na África.

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Revista Petro & Química, edição 312 de Janeiro/Fevereiro de 2009.

Petrobras e Senai vão capacitar mão de obra para atuar em sondas de perfuração

1 de abril de 2010

Petroleonews

quinta-feira, 1 de abril de 2010

 

Petrobras e Senai vão capacitar mão de obra para atuar em sondas de perfuração

Para atender à demanda da área de exploração e produção, tendo em vista os novos desafios do pré-sal, a Petrobras vai construir, em Macaé, o Centro de Capacitação para Operador de Sonda (CCPS), um projeto do Programa de Mobilização da Indústria Nacional do Petróleo e Gás (Prominp).

Esse projeto tem a parceria do Senai e vai formar plataformistas e torristas, para as atividades nas unidades marítimas. O treinamento inclui aulas teóricas e práticas em instalações similares às encontradas nas sondas, como a torre de perfuração, e é dirigido aos profissionais da Petrobras e alunos do Prominp.
As obras do CCPS começam ainda este ano e a previsão é de que sejam concluídas em 2011.

 

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