Petrobras arrenda Estaleiro Inhaúma para conversão de navios em plataformas FPSOs

11 de junho de 2010

Agência Petrobrás de Notícias

11/6/2010

Petrobras arrenda Estaleiro Inhaúma

A Petrobras aprovou a assinatura do contrato de arrendamento do Estaleiro Inhaúma, também conhecido como estaleiro Ishibras, com a Companhia Brasileira de Diques – CBD, pelo prazo de 20 anos, cujo valor aproximado é R$ 4 milhões por mês.

O estaleiro está localizado na Baía de Guanabara, com calado (profundidade) de 7 metros e inserido na malha urbana da cidade do Rio de Janeiro e poderá ser utilizado para a conversão de navios em FPSOs (Sistema Flutuante de Produção e Estocagem), hoje realizado no exterior. Ainda, servirá como base de apoio para balsas de propriedade da Petrobras, além de utilização da área para suporte a diversas operações.

A análise dos projetos em andamento para o setor naval, somada às futuras demandas e à infraestrutura disponível no Brasil para este tipo de construção, indicou a necessidade de construção de novos e a reativação de antigos estaleiros.

Ao longo de sua atividade, o Estaleiro Inhaúma demonstrou ser capaz de atender a diversas demandas da construção naval, como a de embarcações de pequeno e grande porte, além de reparo naval. A existência de um dique de grandes dimensões, ao lado de oficinas e cais com boa profundidade, oferece diversas possibilidades de uso do estaleiro, tornando-o uma opção para a execução das obras navais que a Petrobras necessita para cumprir seu Plano de Negócios.

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Senado aprova projeto de capitalização da Petrobras para exploração do Pré-Sal

10 de junho de 2010

Agência Senado

10/06/2010

Aprovado projeto que capitaliza a Petrobras para exploração do pré-sal

Paulo Sérgio Vasco e  Silvia Gomide

Às 3h15 desta quinta-feira (10), o Plenário do Senado aprovou a capitalização da Petrobras, por 44 votos a favor, seis contra e cinco abstenções. Trata-se do projeto de lei (PLC 8/10) que capitaliza a Petrobras para a exploração de petróleo e gás na camada pré-sal , que se estende no subsolo marinho que vai do litoral de Santa Catarina ao Espírito Santo. Com a aprovação da matéria – sem as cinco emendas apresentadas -, o governo fica autorizado a vender à Petrobras, sem licitação, a permissão de explorar a pesquisa e a lavra de petróleo, gás natural e outros hidrocarbonetos fluidos (até 5 bilhões de barris) em áreas do pré-sal. O projeto, que agora vai à sanção, também permite que a União participe do aumento de capital da empresa.

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Senado aprova criação do Fundo Social do Pré-sal, regime de partilha e distribuição dos ‘royalties’ a todos os estados

10 de junho de 2010

Agência Senado

10/06/2010

Senado aprova criação do Fundo Social do Pré-sal, regime de partilha e distribuição dos ‘royalties’ a todos os estados

Paulo Sérgio Vasco e  Silvia Gomide

Após mais de 11 horas de discussão, o Plenário aprovou, no início da madrugada desta quinta-feira (10), o substitutivo do senador Romero Jucá (PMDB-RR) ao projeto de lei do Executivo que cria o Fundo Social do Pré-Sal (PLC 7/10). A matéria – que recebeu 38 votos favoráveis, 31 contrários e uma abstenção – retornará para analise da Câmara, uma vez que o texto aprovado também define que o regime de partilha será o modelo adotado na exploração do petróleo da camada pré-sal , que se estende no subsolo marinho que vai do litoral de Santa Catarina ao Espírito Santo.

Os parlamentares também aprovaram emenda do senador Pedro Simon (PMDB-RS) que distribui os royalties do petróleo entre todos os estados e municípios, estabelecendo que a União compensará os estados produtores – Rio de Janeiro e Espírito Santo – pela perda de recursos. A emenda de Simon foi aprovada por 41 votos favoráveis e 28 contrários. O relator da matéria e líder do governo, Romero Jucá, afirmou, durante o debate do projeto, que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deverá vetar essa determinação.

[Foto:]

Também foi aprovada emenda resultante de acordo entre os senadores destinando 50% dos recursos do Fundo Social para a educação pública superior e básica. A emenda determina ainda que, do total, 80% dos recursos precisam ser aplicados na educação básica.

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Dique Seco em Rio Grande-RSrecebe preparativos para montagem do convés da Plataforma P-55 da Petrobrás

3 de junho de 2010

Acessado a partir do Blog  Rio Grande Offshore

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Dique Seco em Rio Grande-RSrecebe preparativos para montagem do convés da Plataforma P-55 da Petrobrás

O primeiro dique seco de grande porte do País, localizado no Superporto do Rio Grande, está pronto para ser inaugurado. Porém, ainda não há data definida para a inauguração. Parte do dique propriamente dito, inclusive foi entregue pela WTorre/Estaleiro Rio Grande à Petrobras, que já obteve licença de operação para ela. Esta parte do interior do dique, já está em preparativos para a montagem do deckbox (convés) da plataforma de petróleo P-55, com a instalação de apoios, chamados de “picadeiros”, para realização desta montagem. As peças do deckbox devem entrar no dique a partir de julho. As informações foram dadas, ontem, pelo engenheiro Edmilson Soares de Medeiros, gerente da implementação de empreendimentos para a P-55, da Petrobras.
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Investimento no Pólo Naval de Rio Grande-RS soma R$ 14 Bi

27 de maio de 2010

O Estado de S.Paulo

27 de maio de 2010

Investimento no polo naval soma R$ 14 bi

Rio Grande recebe R$ 13 bilhões em investimentos na indústria de navios e plataformas marítimas e mais R$ 1 bilhão, em outros negócios

Elder Ogliari

PORTO ALEGRE – O Estado de S.Paulo

Os investimentos bilionários em diques, estaleiros, cascos de navios e plataformas marítimas são a parte mais vistosa, mas não a única, do polo naval em Rio Grande, no sul do Rio Grande do Sul. Estão em andamento obras de ampliação das vias de acesso e do calado do porto, ao custo de quase R$ 700 milhões. Juntos, eles atraem dezenas de outros projetos privados, que somam cerca de R$ 1 bilhão.

A onda de crescimento começou com a Petrobrás. A estatal encomendou as plataformas P-53, já concluída, P-55, em construção, e P-63, a ser iniciada em breve, a consórcios privados, e a construção de oito cascos de navio FPSO ao grupo Engevix, a ser feita no Estaleiro Rio Grande 1, que o grupo W Torre construiu. Agora, segundo a Secretaria Estadual do Desenvolvimento e dos Assuntos Internacionais (Sedai), 30 empresas já estão instaladas na área; sete estão construindo plantas; e outras 22 apresentaram projetos para se instalar. São empresas de fertilizantes, logística, alimentos, madeira, química e, agora, metalúrgicas.

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Adiado o Seminário: “Pré-Sal e o Rio Grande do Sul”

26 de maio de 2010

Seminário: “Pré-Sal e o Rio Grande do Sul”, em Porto Alegre, que estava agendado para  próxima segunda-feira será adiado para nova data
Seminário: “Pré-Sal e o Rio Grande do Sul”, em Porto Alegre, que estava agendado para próxima segunda-feira será adiado para nova data

Video do navio do Promef/PAC, o petroleiro “João Cândido” da Transpetro, empresa do grupo Petrobrás

17 de maio de 2010

Blog da Petrobrás

17 de maio de 2010

Primeiro navio do Promef/PAC tem novo vídeo

Mais do que construir a quinta maior indústria de navios petrolíferos do mundo, a Transpetro – subsidiária da Petrobras para as áreas de transporte e logística – está mudando o Brasil e a vida dos brasileiros.

Veja o segundo filme publicitário sobre o lançamento no primeiro navio do Programa de Modernização e Expansão da Frota/Programa de Aceleração do Crescimento (Promef/PAC).

http://www.blogspetrobras.com.br/fatosedados/?p=23262

Veja outros Vídeos do novo navio da Transpetro

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Senado: Designados os relatores de Plenário para os projetos do pré-sal

17 de maio de 2010

Agência Senado

17/05/2010

Designados relatores de Plenário para os projetos do pré-sal

Djalba Lima

Na presidência da sessão desta segunda-feira (17), o senador Jefferson Praia (PDT-AM) anunciou os relatores de Plenário para os projetos que tratam do marco regulatório do petróleo do pré-sal . Enviadas pelo governo, as propostas já foram aprovados pela Câmara dos Deputados e, agora, estão na pauta do Senado. Como tramitam em regime de urgência constitucional, trancam a pauta, juntamente com as medidas provisórias, impedindo deliberação sobre qualquer outro assunto até a decisão final.

O relator do Projeto de Lei da Câmara (PLC) 309/09, que autoriza o Poder Executivo a criar a Empresa Brasileira de Administração de Petróleo e Gás Natural S.A. (Petro-Sal), é o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE).

O líder do PMDB, senador Renan Calheiros (AL), relata o PLC 7/10, que cria o Fundo Social e dispõe sobre sua estrutura e fontes de recursos. O PLC 8/10, que trata da capitalização da Petrobras, tem como relator o senador Delcídio Amaral (PT-MS).

O senador Edison Lobão (PMDB-MA) relata o PLC 16/10, que dispõe sobre a exploração e a produção de petróleo, de gás natural e de outros hidrocarbonetos fluidos sob o regime de partilha de produção no pré-sal e em outras áreas estratégicas.

Medidas provisórias

Embora tramitem em regime de urgência constitucional, os projetos de lei do pré-sal serão votados depois de duas medidas provisórias (MPs) e dois projetos de lei de conversão (PLVs). É que as MPs, assim como os PLVs que eventualmente as substituam, têm preferência sobre todas as outras matérias. O primeiro e o segundo itens da pauta são as MPs 477/09 e 480/10, que abrem créditos extraordinários no Orçamento da União em favor de vários órgãos do governo federal.

Em seguida, vem o PLV 3/10, oriundo da MP 474/09, que fixa em R$ 510 o salário mínimo vigente desde 1º de janeiro de 2010 e estabelece a política de valorização do piso nacional de salários até o ano de 2023.

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Agência Senado

http://www.senado.gov.br/agencia/

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Notícias relacionadas, na Agência Senado:


Processo seletivo da Petrobras: prova neste domingo

16 de maio de 2010

Blog da Petrobrás

15 de maio de 2010

Processo seletivo da Petrobras: prova neste domingo

Neste domingo (16/5) serão realizadas as provas do processo seletivo da Petrobras (EDITAL Nº 1 – PETROBRAS/PSP-RH-1/2010, DE 02 DE MARÇO DE 2010).

Ao todo 88.592 candidatos farão as provas para cargos de nível médio e superior. As provas objetivas para os cargos de Inspetor de Segurança Interna Júnior, Técnico de Perfuração e Poços Júnior e Técnico de Segurança Júnior já ocorreram no dia 25 de abril. Para os demais cargos, as provas serão realizadas neste domingo. As datas das demais etapas do concurso podem ser consultadas no edital.

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Lucro líquido da Petrobras alcançou R$ 7 bilhões, 726 milhões no 1º trimestre de 2010

14 de maio de 2010

Agência Petrobrás de Notícias

14/5/2010 

Lucro líquido da Petrobras alcançou R$ 7 bilhões, 726 milhões no 1º trimestre de 2010
 

 

• Resultado foi 23% superior ao do 1T09, refletindo o maior volume exportado, o aumento no preço do petróleo (o valor médio do Brent passou de US$ 44, no 1T09, para US$ 76, no 1T10) e a recuperação do volume de vendas no mercado interno, além da valorização do Real.

 

• A geração de caixa operacional (EBITDA) aumentou 12% em relação ao mesmo período do ano anterior, alcançando R$ 15 bilhões,76 milhões, impulsionada pelo maior preço médio de venda das exportações, pelas vendas internacionais e pelos maiores volumes vendidos no mercado interno.

 

• No trimestre, os investimentos atingiram R$ 17 bilhões, 753 milhões,  valor 23% superior ao investido no mesmo trimestre do ano anterior.

 

• A produção total de petróleo e gás subiu 3% em relação ao 1T09, alcançando a média de 2 milhões e 547 mil barris/dia.

 

• O saldo financeiro da balança comercial da Petrobras alcançou US$ 772 milhões contra o déficit de US$ 150 milhões no mesmo trimestre do ano anterior, em função do aumento das exportações líquidas e do acréscimo dos preços de exportação.

 

• Quando comparado ao 4T09, o lucro líquido do trimestre apresentou crescimento de  4%.

 

Veja  aqui o texto completo com tabelas, gráficos e planilhas.

http://www.agenciapetrobrasdenoticias.com.br/upload/apresentacoes/apresentacao_Vy11tFBNOT.pdf
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Petrobras debate investimentos do setor naval no RS

11 de maio de 2010

Agência Petrobrás de Notícias

11/5/2010 

Petrobras debate investimentos do setor naval no RS

 

O Gerente de empreendimentos da plataforma P-55, Edmilson Soares de Medeiros, participou nesta terça-feira (11/05) do Seminário Onde o Rio Grande Renasce. O evento, promovido pela Revista Voto, foi realizado na cidade portuária de Rio Grande (RS), com a intenção de demonstrar o crescimento econômico do sul do estado, que se transformou em referência de desenvolvimento para todo o país.

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Petrobrás batiza seu mais novo navio petroleiro como “João Cândido”, em homenagem ao “almirante negro”

8 de maio de 2010

Petrobrás batiza seu mais novo navio petroleiro como “João Cândido”, em homenagem ao “almirante negro”

Lucas K. Oliveira

Cerimônia de Lançamento de Batismo do 1º Navio do Promef, batizado de “João Cândido” – 07/05/2010 – foto: Petrobras

Em cerimônia realizada em Pernambuco, o  Presidente Lula lançou ao mar o mais novo navio da Petrobrás,   batizado de “João Cândido”, em homenagem ao “almirante negro” que liderou a “Revolta da Chibata” há um século atrás, em 1910. Fabricado pelo Estaleiro Atlântico Sul (EAS), em Suape (PE) a fabricação do “João Cândido” é um marco histórico na recuperação da indústria naval brasileira, sendo o primeiro petroleiro deste porte encomendado no Brasil pela Petrobrás em mais de uma década. O último navio deste porte havia sido encomendado à indústria naval brasileira em 1987 e foi entregue com grande atraso, 10 anos depois. Este é apenas o primeiro dos 22 petroleiros, dentre um total de 49 embarcações, encomendadas pela Petrobras à indústria naval brasileira.

Filho de ex-escravos, João Cândido Felisberto liderou a “Revolta da Chibata” em 1910, quando os marinheiros se revoltaram contra os constantes castigos físicos (incluindo a chibata) utilizados até então pelos oficiais para punir seus subordinados. A cúpula da Marinha – naquela época formada predominantemente por membros da elite branca e aristocrática do Brasil -, defendia que os castigos físicos eram a melhor forma de punir os erros dos marinheiros, em sua maioria, negros e mestiços filhos de ex-escravos.

A abolição da escravidão ainda era algo recente na história do país. Parte significativa de nossa elite política e econômica era extremamente conservadora, a ponto de ter sido ampla a aceitação, entre setores da elite nacional, de idéias racistas divulgadas por eugenistas europeus e americanos. Chega a ser difícil de compreender como um país de mestiços aceitou idéias eugenistas que defendiam o “branqueamento” da população, como “solução” (?!) para o país se desenvolver.

Naquela época, parcela significativa da cúpula da Marinha ainda era dominada por uma mentalidade conservadora, elitista e escravocrata, que facilitava a aceitação de práticas como o açoitamento dos marinheiros. A manutenção deste tipo de tratamento retrógrado, desumano e degradante contra seus subordinados marinheiros, em sua maioria, de origem humilde, negros ou mestiços, levou à revolta.

João Cândido fez um grande bem à Marinha do Brasil, colaborando com sua modernização, livrando-a definitivamente dessas práticas nefastas de chicoteamento, que eram verdadeiras sessões de tortura dos marinheiros. Os oficiais mais conservadores, contrários a qualquer forma de modernização das Forças Armadas, construíram sobre a memória de João Cândido, o que ficou conhecido como “fantasma da insubordinação” e da “quebra de hierarquia”. Como todos sabemos, estes “fantasmas” voltariam a assombrar as Forças Armadas ao longo de todo o século XX. Obviamente este discurso da “insubordinação” e da quebra de hierarquia foi muitas vezes “construído” para acusar os “de baixo” de algo que os “de cima” também estavam cometendo, como em 1964, quando um grupo de oficiais das Forças Armadas se insubordinaram contra o Presidente da República e derrubaram o governo eleito pelo povo.

Na década de 1900-1910, os oficiais da Marinha descumpriam sistematicamente as ordens do próprio Presidente da República, Marechal Deodoro da Fonseca, que havia assinado o decreto número 3, de 16/11/1889, proibindo os castigos físicos aos soldados e marinheiros, incluindo expressamente a proibição do uso da chibata nestes castigos. Isto significa que, desde 1989 – portanto por mais de uma década -, oficiais da Marinha transgrediam simultaneamente a Lei e as ordens de um superior hierárquico, o Marechal Deodoro da Fonseca. Os oficiais que descumpriam o decreto presidencial, no entanto, não foram punidos, enquanto João Cândido, que liderou um movimento de marinheiros a favor do cumprimento da Lei e da modernização da Marinha, foi simplesmente expulso da corporação. Durante toda sua vida o marinheiro lutou para ser reincorporado à Marinha, mas nunca conseguiu, morrendo solitário e discriminado, em 1969.

Olhando retrospectivamente, João Cândido defendera o ideal da modernização da Marinha – e neste sentido, das Forças Armadas -, ao menos uma década antes do surgimento do movimento tenentista, que nos anos 1920-1930, defenderia a modernização das Forças Armadas e de todo o país.

Embora tenha sido reconhecido como herói popular nacional, imortalizado em canções populares como “almirante negro”, foi somente em 2005 que seu nome foi incluído no “Livro dos Heróis da Pátria”, que se encontra no Panteão da Pátria e da Liberdade Tancredo Neves, na Praça dos Três Poderes, em Brasília (DF).  Entretanto, João Cândido só foi realmente anistiado em 2008, sem ter sido reincorporado post mortem à Marinha. Isto significa que sua anistia não significou qualquer direito à sua família  a qualquer forma de indenização, e ele continua com a patente que tinha quando foi punido com a expulsão da corporação.

Considerando que faltam heróis negros e mestiços entre os patronos das nossas Forças Armadas, é muito triste ver como ainda temos resistências na Marinha em homenageá-lo. Talvez isto torne a iniciativa da Petrobrás ainda mais louvável.

Esse navio marca a recuperação da indústria naval brasileira, sendo o primeiro petroleiro deste porte, encomendado no Brasil, pela Petrobrás, em mais de uma década. O último navio deste porte havia sido encomendado em 1987 e foi entregue com grande atraso, 10 anos depois. Este é o primeiro dos 22 petroleiros, dentre um total de 49 embarcações, encomendadas pela Petrobras à indústria naval brasileira. Ao todo serão pelo menos 10 navios do tipo Suezmax, com 160 mil toneladas de porte bruto (TPB), com capacidade para transportar 1 milhão de barris de petróleo cada.

Cerimônia de Lançamento de Batismo do 1º Navio do Promef – 07/05/2010 – Foto: Petrobrás

A recuperação da indústria naval brasileira na última década, impulsionada pelas encomendas da Petrobrás, é algo realmente impressionante. Durante os anos 1990, o predomínio da mentalidade neoliberal justificou o desmonte do parque industrial brasileiro, e a indústria naval foi uma das mais afetadas. Os neoliberais argumentavam que a Petrobrás deveria ser guiada pela “lógica do livre mercado” e encomendar seus navios ao estaleiro que oferecesse os menores preços. Seguindo este tipo de ideologia, vários navios e plataformas petrolíferas foram encomendados a estaleiros chineses e coreanos, porque eram um pouco mais baratos, ou seja, o Brasil gerou milhares de empregos na Ásia, desempregou milhares de brasileiros aqui, sacrificando nossa indústria naval, tudo em nome do “neoliberalismo”.

Felizmente aquela década sombria acabou e na atual década, o Estado voltou a incentivar a economia nacional, exigindo que as empresas estatais ou semi-estatais priorizassem compras no Brasil, para gerar empregos, tecnologia e renda no país, e não no exterior.

Este navio é o primeiro de uma série de encomendas que foi fundamental para, quase literalmente, “reerguer das cinzas” a indústria naval brasileira, que tantos empregos produzia no passado e, que, atualmente voltou a empregar milhares de trabalhadores em todo o país. O pólo naval de Suape, no estado de Pernambuco, em torno do Estaleiro Atlântico Sul, criou milhares de empregos mais qualificados e melhor remunerados à população da região. Batizar este navio de “João Cândido” é uma ação cheia de simbolismo e de esperança, não apenas para os trabalhadores nordestinos que o construíram, mas para todo o povo brasileiro.

Acredito que sentiríamos ainda mais orgulho de sermos brasileiros se algum dia tivermos um navio importante na Marinha do Brasil com o nome de “João Cândido”. Uma opção interessante, seria incluí-lo como patrono de alguma armada ou frota, ou ainda, alguma base naval. Mas provavelmente, antes disso, seria interessante que a Marinha batizasse em sua homenagem, navios estratégicos, como um submarino, ou, quem sabe até, no futuro, um novo navio-hospital multipropósito. Seria muito interessante podermos enviar para missões de paz no exterior, um navio-hospital que leva em seu nome uma parte tão relevante da história das lutas sociais deste país, em um momento em que se mesclaram com as lutas pela modernização das Forças Armadas. Obviamente, o primeiro passo para isto seria a reincorporação post mortem de João Cândido à Marinha. Mas fica a sugestão para qualquer deputado que queira apresentar um projeto destes…

A seguir estou postando um texto, bastante interessante, acessado a partir do twitter do presidente da Petrobrás, Sérgio Gabrielli. É um texto do jornalista Beto Almeida, sobre o herói popular brasileiro João Cândido, nome dado ao mais novo navio petroleiro da Petrobrás (clique aqui para ver o post anterior). O texto nos faz pensar um pouco mais sobre o Brasil do passado e de hoje, nossos heróis históricos e nossos heróis vivos, nosso presente e o que queremos para o futuro da nação. Embora tenha sido imortalizado em canções populares, seria muito interessante que um dia, também que o “almirante negro” fosse um dia reconhecido como herói também pela Marinha do Brasil.

Lucas K. Oliveira

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Agência Carta Maior

07/05/2010

João Cândido, petróleo, racismo e emprego

A Transpetro lançou ao mar o navio petroleiro João Cândido. Batizado com o nome de um dos nossos heróis, marinheiro negro, filho de escravos e líder da Revolta da Chibata, o navio tem 247 metros de comprimento, casco duplo que previne acidente e vários significados históricos. Primeiro, leva a industrialização para Pernambuco, contribuindo para reduzir as desigualdades regionais. Em segundo lugar, dá um cala-boca para quem insinuou de forma maldosa que o PAC era apenas virtual. Em terceiro, prova que está em curso a remontagem da indústria naval brasileira criminosamente destruída na era da privataria. O artigo é de Beto Almeida.

Beto Almeida (*)

Nesta sexta-feira a Transpetro lançou ao mar o navio petroleiro João Cândido. Leia o resto deste post »


Vídeo apresenta o primeiro navio construído no Brasil pelo Promef

7 de maio de 2010

O primeiro navio do Promef, Programa de Modernização e Expansão da Frota da Transpetro, será lançado nesta sexta-feira (7/5). A cerimônia, no Estaleiro Atlântico Sul, em Pernambuco, terá a presença do presidente Lula. A embarcação tem duzentos e setenta e quatro metros de comprimento e capacidade para transportar um milhão de barris de petróleo. O navio foi batizado de “João Cândido” em homenagem ao “Almirante Negro” que liderou a Revolta da Chibata, contra o uso de castigos físicos desumanos e em favor da modernização da Marinha do Brasil.

 


Petrobras recebe o primeiro navio “Suezmax” construído no Brasil em mais de uma década

7 de maio de 2010

Agência Petrobrás

07/05/2010

Transpetro lança ao mar primeiro navio do Promef

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva lançou hoje (7/05) ao mar o primeiro navio do Programa de Modernização e Expansão da Frota da Transpetro (Promef) no Estaleiro Atlântico Sul (EAS), no porto de Suape, em Pernambuco. O navio do tipo Suezmax é um marco histórico para a indústria naval brasileira. Trata-se da primeira embarcação de grande porte construída no Brasil a ser entregue ao Sistema Petrobras em 13 anos. A última havia sido o Livramento, cuja construção foi encomendada em 1987 e levou 10 anos para ser concluída.

Cerimônia de Lançamento de Batismo do 1º Navio do Promef, o Suezmax "João Cândido" - 07/05/2010 - Foto: Petrobrás

“A construção deste navio tem que ser levada a sério por nós. É a auto-afirmação de um povo, que durante muito tempo foi esquecida”, afirmou o presidente da República. A determinação do presidente Lula de que fosse retomada a construção de navios e plataformas de produção de petróleo no País foi o alicerce do Promef, criado em 2004 para revitalizar a indústria naval em bases globalmente competitivas, a partir da encomenda de 49 navios.

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Nova Lei do Petróleo para o Pré-Sal será prioridade no Plenário do Senado Federal, esta semana

6 de maio de 2010

Agência Senado

07/05/2010

Pré-Sal agora é prioridade em Plenário

Helena Daltro Pontual


Congresso Nacional - Brasília, DF.      Foto: Lucas  K. Oliveira

Congresso Nacional - Brasília, Distrito Federal. Foto: Lucas K. Oliveira

A partir desta sexta-feira (7), todos os quatro projetos relativos ao marco regulatório do pré-sal estão trancando a pauta de Plenário, tendo prioridade de votação sobre as demais matérias da agenda. Isso ocorre porque eles tramitam em regime de urgência. As outras matérias de caráter legislativo só poderão ser analisadas depois que esses projetos forem votados – a não ser que o governo retire a urgência.

As matérias que criam o marco regulatório do pré-sal são os Projetos de Lei da Câmara (PLCs) 309/09, que cria a Petro-Sal e recebeu nove emendas no Senado; o PLC 7/10, que cria o Fundo Social, com 12 emendas; o PLC 8/10, que estabelece regras para a capitalização da Petrobras, com cinco emendas; e o PLC 16/10, que estabelece novos critérios para a distribuição dos royalties do petróleo e cria o regime de partilha de produção, com 54 emendas.

No final de abril, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez um apelo aos senadores da base governista para que esses projetos sejam votados até o final de maio. Para facilitar um acordo em torno das votações, sugeriu que a parte mais polêmica do marco regulatório – a que trata da distribuição dos royalties - seja separada do PLC 16/10 e votada apenas em 2011.

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Agência Senado
http://www.senado.gov.br/agencia/vernoticia.aspx?codNoticia=101751&codAplicativo=2

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Para ver como está a tramitação do novo marco regulatório do petróleo, clique aqui

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Criação do Fundo Social do petróleo será debatido em audiência pública na Comissão de Meio Ambiente do Senado

30 de abril de 2010

Agência Senado

30/04/2010

Criação do Fundo Social também deverá ser debatida em audiência pública na CMA

Paulo Sérgio Vasco

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O projeto que cria o chamado Fundo Social, com recursos da exploração de petróleo da camada pré-sal – uma das quatro propostas do governo que configuram o marco legal do setor -, pode ser amplamente debatido por várias comissões do Senado. Nesta terça-feira (4), com início às 11h30, a Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA) deverá votar dois requerimentos para a realização de mais uma audiência pública conjunta sobre o projeto de lei da Câmara (PLC) 7/10, que prevê a criação do Fundo Social.

Na quarta-feira (5), o mesmo projeto será debatido em audiência pública conjunta promovida pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), dada a tramitação simultânea da matéria em cinco outras comissões da Senado. De autoria do Executivo, a proposta de criação do Fundo Social já recebeu algumas emendas de senadores como forma de ampliar a utilização de seus recursos em diversas áreas, como reforma agrária e desenvolvimento social.

A proposta original vincula o fundo, de natureza contábil e financeira, à Presidência da República e o constitui fonte de recursos para o desenvolvimento social e regional, na forma de programas e projetos nas áreas de combate à pobreza e de desenvolvimento da educação, cultura, saúde pública, ciência e tecnologia, e ainda para mitigação e adaptação às mudanças climáticas.

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Petrobras assina Acordo de Cooperação com a petrolífera chinesa Sinopec

15 de abril de 2010

Agência Petrobrás de Notícias

15/4/2010

Petrobras assina Acordo de Cooperação com a China

http://www.agenciapetrobrasdenoticias.com.br/

A Petrobras assinou hoje (15/4) com a China Petrochemical Cooperation (Sinopec) e o China Development Bank Corporation (CDB) um Acordo de Cooperação Estratégica com o objetivo de avaliar oportunidades em áreas de cooperação que possam gerar benefícios mútuos para as partes. O Acordo é um desdobramento do Memorando de Entendimento (MOU) assinado entre a Petrobras e a Sinopec em 19 de Maio de 2009.

O acordo inclui a cooperação entre a Petrobras e a Sinopec nas seguintes áreas: Exploração e Produção (E&P); Refino, Transporte e Comercialização (RTC); Petroquímica e fertilizantes; e fornecimento de bens e serviços em geral.

Na área de E&P destaca-se a intenção de avaliar futuras parcerias, incluindo a possibilidade de venda de parte da participação da Petrobras nos blocos BM-PAMA-3 e BM-PAMA-8, localizados na Bacia Pará-Maranhão.

Em RTC e Petroquímica, as partes pretendem avaliar oportunidades de parceria no Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro – Comperj, além da possibilidade de novos contratos de fornecimento de petróleo para a Sinopec.

 O acordo inclui ainda a cooperação com o CDB em relação à possibilidade de financiamentos bilaterais, a serem negociados entre as partes, caso a Petrobras demande financiamento no âmbito do Acordo de Cooperação.

 

http://www.agenciapetrobrasdenoticias.com.br/materia.asp?id_editoria=11&id_noticia=8319

Petrobras transmite seminário sobre o pré-sal em Maceió (AL)

13 de abril de 2010

 

 Agência Petrobras de Notícias

13/4/2010

Petrobras transmite seminário sobre o pré-sal em Maceió (AL)

http://www.agenciapetrobrasdenoticias.com.br/

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A Agência Petrobras de Notícias transmitirá amanhã (14), a partir das 10h, os painéis da companhia em seminário, em Maceió (AL), sobre os reflexos da descoberta do pré-sal no Nordeste. O evento contará com representantes do Governo, empresários, líderes de classe, representantes de instituições de ensino e estudantes. Estão previstas as presenças do presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli; do presidente da Petrobras Distribuidora, José Lima de Andrade Neto; do diretor de Exploração e Produção, Guilherme Estrella; e do Diretor Financeiro, Almir Guilherme Barbassa.

 

Para acessar a transmissão, basta estar previamente cadastrado na Agência Petrobras.

 

Programação dos painéis que serão transmitidos:

 

10h00 às 12h00 – 1º Painel: “O marco regulatório e a nova empresa estatal
Palestrante: Presidente da Petrobras Distribuidora, José Lima de Andrade Neto.

 

14h00 às 15h45 – 2º Painel: “Fundo social e a capitalização da Petrobras”
Palestrante: Diretor Financeiro e de Relações com Investidores da Petrobras, Almir Guilherme Barbassa.

 

16h00 às 18h00 – 3º Painel: “Reflexos da descoberta do pré-sal no desenvolvimento do Nordeste”
Palestrante: Diretor de Exploração e Produção da Petrobras, Guilherme Estrella.

 

18h15 – Encerramento
Presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli.

 

A programação completa do seminário está disponível no site:   http://seminariopresalalagoas.com.br/

 

 

 

http://www.agenciapetrobrasdenoticias.com.br/materia.asp?id_editoria=13&id_noticia=8302

Expansão da Petrobrás: investimentos de US$ 174 bi em 5 anos contribuem para o desenvolvimento do país

5 de abril de 2010

Sem parar

Especial – Edição 312 da Revista Petro & Química

http://www.editoravalete.com.br/site_clube/reportagens/ed_312/

A revisão do plano de negócios tomou mais tempo do que os engenheiros e economistas da Petrobras estimavam. E pelos próximos meses tomará a agenda da diretoria executiva – que já iniciou um roadshow internacional para apresentá-lo a investidores, fornecedores e governos. O primeiro a conhecer o Plano de Negócios 2009-2013 foi o presidente Lula – que participou da reunião do Conselho de Administração em que presidente da companhia, José Sergio Gabrielli, apresentou a nova lista de empreendimentos e o volume de investimentos.

Stéferson Faria / Agência Petrobras

Os recursos que a empresa pretende investir nos próximos cinco anos – US$ 174 bilhões – superam não só sua meta de investimentos previstos entre 2008 e 2012, mas também os que outras petroleiras planejam. É só tomar como medida a Exxon, maior companhia do setor, que prevê investir cerca de US$ 100 bilhões entre 2009 e 2012.
Anunciado em meio à maior crise econômica global das últimas sete décadas, o tal plano foi a notícia que a cadeia fornecedora esperava ouvir. “O programa de investimentos da Petrobras vai, sem dúvida, ter um papel anti-cíclico. Esses investimentos vão ajudar a manter ativada a economia, em particular o segmento fornecedor”, analisa o vice-presidente da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos, Carlos Pastoriza.

O plano somou US$ 111,2 bilhões dos investimentos já previstos a US$ 47,9 bilhões dos novos projetos. US$ 17 bilhões se referem a aumento de custos, e US$ 2,9 bilhões dizem respeito a alteração na taxa de câmbio. Outros US$ 3,4 bilhões estão relacionados a evolução na definição dos projetos. US$ 8,1 bilhões em mudanças em modelos de negócios e alterações de cronograma já foram subtraídos do orçamento.

Arrojado, ambicioso ou inexeqüível, o plano é estratégico não só para a Petrobras, mas para 26.611 empresas – 97% delas instaladas em território nacional – que de alguma forma dependem das suas encomendas. Também assegura a manutenção de um milhão de postos de trabalho. Mas Gabrielli nega que houve ingerência do Governo Federal. “Não foi uma decisão política. Mas evidente que isso também é de interesse do Governo – o que é muito bom quando o controlador tem interesses convergentes com a empresa”. (por Flávio Bosco)

Petrobras quer baratear custo dos projetos
Investimento bilionário anunciado pela Petrobras supera todos os planos previstos no setor – e mantém ativa a cadeia de fornecedores. Companhia adianta que não quer gastar todos os US$ 174 bilhões orçados para mais de 500 projetos
Ricardo Stuckert / PR
Lula participa da reunião do Conselho de Administração em que José Sergio Gabrielli apresentou o plano
Selecionar o portfólio de projetos foi apenas um dos desafios dos técnicos da Petrobras. O trabalho agora será atrair recursos para financiar todo o investimento. Em meio a restrição do mercado financeiro, a estratégia incluirá a própria geração de caixa, empréstimos do BNDES e até a garantia de fornecimento de petróleo aos países credores. Gabrielli afirma que esses potenciais consumidores estão sendo vistos como alternativa em virtude dessa nova realidade de mercado. “Alguns países consideram isso como um valor estratégico, e podem estar dispostos a discutir possibilidades de financiamento”.

A ordem, no entanto, é apertar os fornecedores – “sem matar”, como ressalta Gabrielli – atrás de baratear os custos. O plano de investimentos foi orçado durante um período de euforia, em que os preços do barril ultrapassavam a casa dos US$ 100, com reflexo imediato na demanda por materiais e serviços. Agora a retração da demanda, associada a queda nos preços do aço, irá puxar para baixo os custos e prazos de fornecimento – fabricantes que demoravam 1500 dias para produzir um equipamento já estão entregando em metade desse tempo.

A lista de compras é grande: 8 mil bombas, 700 compressores, 280 reatores, 500 geradores, e 940 mil toneladas de aço estrutural – para cascos de plataformas e navios. Combustível suficiente para não deixar a cadeia de fornecedores desacelerar frente à crise global.
Por conta dos altos preços, a Petrobras chegou a cancelar o processo de licitação das plataformas P-61 e P-63 e de quatro módulos da Refinaria do Nordeste, e partiu para negociação direta com os fabricantes.

“Essa redução vai ocorrer de maneira paulatina – porque ninguém sabe muito bem qual será duração da crise e os efeitos reais nos custos e no preço do petróleo. Agora para os projetos em andamento será complicado renegociar os preços, porque as empresas já compraram os equipamentos e contrataram a mão-de-obra”, adverte o presidente da Associação Brasileira de Engenharia Industrial, Carlos Maurício de Paula Barros.

O diretor da Área Financeira da Petrobras, Almir Barbassa, lembra que a companhia trabalha na formação de dois fundos de direito creditório, com carteira de R$ 1 bilhão, específico para fornecedores que tenham contratos não performados – para os grandes contratos, a companhia tem optado por prazos que vão de cinco a dez anos, facilitando a vida daquelas empresas que precisam financiar a construção de oficinas.

Iniciativas como a simplificação das exigências técnicas e a flexibilização dos contratos também deverão se refletir nos custos. Os novos projetos de plataformas e refinarias serão concebidos de forma diferente, com redução dos pacotes e uniformização dos pacotes – o que, por um lado, exigirá um esforço maior da Petrobras para gerenciar a interface com todos os fornecedores, mas abre a concorrência a um número maior de fornecedores.

Daqui a cinco anos a produção da Petrobras estará na marca dos 3.655 mil barris de óleo equivalente por dia – um crescimento de 1.255 mil boe/d, o que significa um aumento médio anual de 8,8%. Nesse período começam a entrar em operação as novas refinarias – do Nordeste e Comperj – que adicionam 500 mil barris diários à capacidade de refino da companhia.

Só para este ano, o volume de investimentos já deve ser 15% maior do que o realizado em 2008: no ano passado a Petrobras investiu R$ 53,4 bilhões, e para 2009 estão previstos R$ 60 bilhões – quando a geração de caixa deve chegar a US$ 10 bilhões caso o preço do barril de petróleo feche o ano em US$ 37. O maior volume de recursos será aportada mesmo a partir de 2010, quando a Petrobras prevê o barril na casa dos US$ 40 – subindo a US$ 45 de 2011 a 2013. Para cada dolar adicionado à cotação do barril, o caixa da Petrobras cresce R$ 500 milhões.

Desenvolvimento do pré-sal recebe US$ 28 bilhões
Ao anunciar tal volume de investimentos em seu plano de negócios, a Petrobras deixou claro que é estratégico desenvolver os mega-reservatórios abaixo da camada de sal e apesar da crise, não é hora de desacelerar – uma vez que descobriu reservas gigantescas de óleo leve e gás natural e não pode interromper um processo de aprendizagem que já custou alguns bilhões.

Só nos próximos cinco anos, serão aportados US$ 28,9 bilhões – dos US$ 111,4 bilhões programados até 2020 – para desenvolver as áreas do pré-sal da Bacia de Santos e do Espírito Santo. A produção prevista para os próximos cinco anos – de 219 mil barris por dia – servirá apenas de aprendizado. Nesse período cinco projetos serão colocados em operação – o teste de longa duração e o projeto-piloto da área de Tupi, no parque das Baleias, no campo de Baleia Azul e na acumulação de Guará. O grande volume de petróleo e gás extraído dos reservatórios pré-sal só começa a jorrar após 2014 – a meta da empresa é extrair, em 2020, 1,81 milhão de barris/dia do pré-sal.

Os recursos destinados à Área de Exploração & Produção mantiveram o peso (59% do valor) no plano de negócios. Ao todo, serão US$ 104,6 bilhões – US$ 92 bilhões somente no Brasil – destinados a cumprir a meta de elevar a produção para 2,68 milhões de barris/dia de óleo e 73 milhões de m³/dia de gás natural até 2013 – crescimento que reflete a entrada em operação de 13 novos sistemas de produção de óleo e gás no país.

Com mais gás

O plano de negócios reservou US$ 10,6 bilhões para a Área de Gás e Energia – majoritariamente para projetos de infra-estrutura logística, como a construção de 2.543 km de gasodutos e a instalação de estações de compressão, e terminais de GNL, que receberão US$ 8,2 bilhões. As projeções apontam, no final desse período, uma oferta própria de 73 milhões de m³/dia, que serão somados à importação de 30 milhões de m³/dia da Bolívia e 32 milhões de m³/dia de GNL.

Os técnicos da Área já estudam a construção de mais dois terminais de GNL no país – o primeiro já operando até 2013. A prioridade será atender a geração de energia elétrica mas, com a visão de se tornar um grande player no mercado de gás natural, os terminais podem servir para exportar o gás produzido que não for utilizado. Outro projeto em desenvolvimento é a planta de GNL onshore – ainda sem local definido – que poderia servir para estocar e dar suporte ao abastecimento do mercado interno ou para a exportação.

Para 2013, a Petrobras tem como meta atender uma demanda de 135 milhões m³/dia de gás natural.

Os investimentos no setor elétrico também serão reforçados: US$ 2,4 bilhões serão alocados na conclusão de cinco usinas termelétricas e cinco PCHs e na participação em novos negócios em energia elétrica, incluindo usinas eólicas.

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Refino acompanha produção

Para acompanhar o aumento da produção de petróleo, o novo plano de negócios antecipou o início das operações das duas refinarias Premium – a unidade do Maranhão terá capacidade total para processar metade dos 600 mil barris por dia no primeiro semestre de 2013, e a refinaria do Ceará entrará em operação no final de 2013 com 150 mil barris diários. “Já estamos dizendo há um bom tempo que não queremos nos tornar exportadores de petróleo, mas de derivados”, diz o diretor da Área de Abastecimento, Paulo Roberto Costa.

As duas unidades, somadas à Refinaria Abreu e Lima, ao Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro e à Refinaria Clara Camarão – mais os revamps na Repar e na Replan – elevam a capacidade de refino da Petrobras para 2.270 mil barris por dia em 2013. Tanto em volume – o plano prevê que em 2013 o mercado doméstico esteja consumindo 2.257 mil barris por dia – quanto em ritmo de crescimento – a capacidade de produção crescerá 4,9% ao ano até 2013, enquanto a demanda cresce a 3% ao ano – será um crescimento superior ao projetado para o consumo de combustíveis.

Os empreendimentos receberão 73% dos US$ 47,8 bilhões destinados às atividades de refino, petroquímica e distribuição até 2013.
Com a operação das novas refinarias, a Petrobras deverá tornar país auto-suficiente na produção de diesel – ampliando dos atuais 738 mil para 1224 mil barris a produção diária em 2020.

Petrobras flex fuel

A maior novidade do plano de negócios da Petrobras foi o orçamento de US$ 2,8 bilhões para desenvolver o mercado de biocombustíveis. A Petrobras Biocombustíveis será responsável pelo destino de US$ 2,4 bilhões desse valor – o restante será destinado à construção de infraestrutura. A companhia reservou ainda US$ 530 milhões para pesquisas em biocombustíveis.

A companhia já estuda a aquisição de quatro novos projetos de produção de etanol – nas quais deterá participação de 40% – com o objetivo de produzir 1,9 bilhão de litros, que serão direcionados à exportação, e 1,8 bilhão de litros para o mercado interno. Fora do País, está sendo estudada uma unidade de produção de etanol na Colômbia.A produção de biodiesel deve crescer para 858 milhões de litros em 2013, com a construção de uma nova usina no norte do País, a duplicação da usina de Candeias / BA, a adaptação para produção comercial das usinas experimentais de Guamaré / RN e a implantação de unidades em Portugal e na África.

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Revista Petro & Química, edição 312 de Janeiro/Fevereiro de 2009.

Petrobras e Senai vão capacitar mão de obra para atuar em sondas de perfuração

1 de abril de 2010

Petroleonews

quinta-feira, 1 de abril de 2010

 

Petrobras e Senai vão capacitar mão de obra para atuar em sondas de perfuração

Para atender à demanda da área de exploração e produção, tendo em vista os novos desafios do pré-sal, a Petrobras vai construir, em Macaé, o Centro de Capacitação para Operador de Sonda (CCPS), um projeto do Programa de Mobilização da Indústria Nacional do Petróleo e Gás (Prominp).

Esse projeto tem a parceria do Senai e vai formar plataformistas e torristas, para as atividades nas unidades marítimas. O treinamento inclui aulas teóricas e práticas em instalações similares às encontradas nas sondas, como a torre de perfuração, e é dirigido aos profissionais da Petrobras e alunos do Prominp.
As obras do CCPS começam ainda este ano e a previsão é de que sejam concluídas em 2011.

 

Blog Petroleonews

 

 

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Estudantes e sindicalistas fazem manifestação em defesa do pré-sal

24 de março de 2010

Correio do Povo

24/03/2010

Estudantes e sindicalistas fazem manifestação em defesa do pré-sal

Mônica Bidese

Correio do Povo
http://www.correiodopovo.com.br/

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Porto Alegre - 24/03/2010 - Estudantes e sindicalistas fazem manifestação em defesa do pré-sal. Correio do Povo. Foto: Pedro Revillion

Estudantes e representantes de sindicatos foram o público principal da manifestação em defesa da nacionalização do petróleo e do pré-sal, nesta quarta-feira, em Porto Alegre. O quórum da passeata, que partiu do Instituto de Educação Flores da Cunha, da Escola Estadual Julio de Castilhos e da Universidade Estadual do Rio Grande Sul, foi de 250 pessoas, pelos cálculos da Brigada Militar. No percurso, até o Palácio Piratini, pelas avenidas João Pessoa, Osvaldo Aranha e Borges de Medeiros, ocorreram discursos favoráveis às mudanças no marco regulatório do petróleo, com distribuição da renda do pré-sal (os chamados royalties) a todos Estados, a aplicação dos recursos oriundos da camada de petróleo em áreas como educação, inovação tecnológica e meio ambiente, entre outros.

A Câmara dos Deputados já aprovou os projetos que mudam as normas para a exploração do petróleo, passando de concessões para a partilha, lembrou o coordenador do Comitê Gaúcho em Defesa do Pré-Sal, Ricardo Haesbaer, mas agora os projetos estão no Senado e por isso a mobilização. “Precisamos manter a pressão para vencermos mais esta luta e garantirmos mudanças no marco regulatório”, disse ele.

Estudantes e sindicalistas fazem manifestação em defesa do pré-sal. Porto Alegre, 24/03/2010. Correio do Povo. Foto: Pedro Revillion

http://multimidia.correiodopovo.com.br/
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O ato causou transtornos aos motoristas que trafegavam em direção ao Centro. O trânsito ficou lento, especialmente na avenida João Pessoa, na direção bairro-Centro, mas nenhum incidente foi registrado. A Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) e a Brigada Militar (BM) acompanharam a passeata e orientaram o trânsito.

O ato foi uma iniciativa do Comitê Gaúcho em Defesa do Pré-Sal, que reúne entidades empresariais, de trabalhadores e sociedade civil, e dos estudantes gaúchos, por meio da União Gaúcha dos Estudantes.

Porto Alegre - 24/03/2010 - Estudantes e sindicalistas fazem manifestação em defesa do pré-sal. Correio do Povo. Foto: Pedro Revillion

http://multimidia.correiodopovo.com.br/thumb.aspx?Caminho=multimidia/2010/03/24/59669.JPG&Tamanho=480&HW=1
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http://www.correiodopovo.com.br/Noticias/?Noticia=116245

Pré-sal: Câmara aprova royalties para todos os estados e municípios do país

11 de março de 2010

Agência Câmara

10/03/2010

Pré-sal: Câmara aprova benefício a estado que não “produz” petróleo

Emenda aprovada nesta quarta-feira prevê a distribuição dos royalties do petróleo com base nos fundos de Participação dos Estados e Municípios. A medida diminui os recursos hoje assegurados aos estados produtores.

Eduardo Piovesan Mônica Montenegro –  Reportagem

João Pitella Junior –  Edição

http://www2.camara.gov.br/agencia/noticias/

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O Plenário concluiu, nesta quarta-feira, a votação do Projeto de Lei 5938/09, do Executivo, que prevê novos critérios de distribuição dos royalties do petróleo e cria o regime de partilha para os blocos do pré-sal ainda não licitados. A proposta, a última relativa ao pré-sal que ainda precisava ser votada na Câmara, segue para o Senado. A principal mudança em relação ao texto do substitutivo do relator Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), aprovado em 2009, é a aprovação de uma emenda dos deputados Ibsen Pinheiro (PMDB-RS), Humberto Souto (PPS-MG) e Marcelo Castro (PMDB-PI) que beneficia os estados não “produtores” de petróleo.

Cálculos do deputado Marcelo Castro indicam que com o texto aprovado o Piauí, por exemplo, passará a receber R$ 1 bilhão por ano, em vez dos R$ 260 milhões que viriam com a fórmula prevista sem a emenda. Já os recursos para o Rio de Janeiro poderão cair de R$ 24 bilhões para R$ 680 milhões.

A emenda, aprovada por 369 votos a 72 e 2 abstenções, recebeu críticas dos parlamentares dos estados produtores. Ela determina que, preservada a parte da União nos royalties e na chamada participação especial, o restante será dividido entre estados e municípios segundo os critérios dos fundos constitucionais (FPM e FPE). Os estados ficarão com metade dos recursos e os municípios com a outra metade.

A nova regra valerá tanto nos contratos de partilha quanto nos de concessão. Porém, ela entra em conflito com outros pontos do texto já aprovado e que preveem regras diferentes para a divisão de royalties dos contratos de concessão do pré-sal e da participação especial.

O texto da emenda exclui a parte do substitutivo que já disciplinava a distribuição de royalties da exploração do pré-sal sob o regime de partilha. Entretanto, não são excluídos explicitamente os artigos sobre a divisão dos royalties e da participação especial, devidos nos contratos de concessão.

Partilha
No caso dos contratos futuros do pré-sal sob o regime de partilha, o substitutivo aumenta de 10% para 15% o percentual de royalties a ser pago pelas petrolíferas com base no total produzido.

Argumentos

Para o deputado Humberto Souto, não se pode dizer que a emenda sobre a divisão dos royalties é da oposição, pois parlamentares de vários partidos apoiaram a iniciativa. “É uma questão de justiça. O petróleo é da União e essa distribuição já deveria ter sido feita”, afirmou.

De acordo com Ibsen Pinheiro, a aprovação da emenda demonstra que estão superadas as divisões ideológicas entre esquerda e direita. “É justo que o petróleo explorado pertença a todos os brasileiros, pois todos somos iguais perante a lei”, disse. Segundo o líder do PPS, Fernando Coruja (SC), autor do destaque que permitiu a votação da emenda, a nova regra inverte a concentração de recursos, “pois permite que os municípios com menos dinheiro participem da riqueza do petróleo”.

Bônus
Do montante do bônus de assinatura do pré-sal, a maior parte deverá ser distribuída entre todos os municípios (35%) e todos os estados (35%) pelos critérios do FPE e do FPM.

Esse bônus é um valor fixo que o explorador do petróleo deve pagar à União no ato de formalização do contrato. Ele já existe no modelo de concessão e o governo federal fica com o valor total; mas, no regime de partilha, o substitutivo destina 10% aos estados e municípios.

Do valor atribuído à União, uma parte ficará com a Petro-Sal, conforme proposta que caberá ao Ministério de Minas e Energia elaborar, submetida a aprovação do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE).

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http://www2.camara.gov.br/agencia/noticias/

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Veja como votou cada deputado.

Íntegra da proposta:


Deputados dos estados onde não ocorre extração de petróleo apoiam a emenda que democratiza distribuição dos royalties

10 de março de 2010

Agência Câmara

10/03/2010

Parlamentares de estados “não produtores” apoiam a emenda

Luiz Claudio Pinheiro –  Reportagem
João Pitella Junior –  Edição

http://www2.camara.gov.br/agencia/noticias/

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Independentemente dos seus partidos, deputados de estados não produtores de petróleo apoiaram a emenda ao PL 5938/09 que muda os critérios de divisão dos royalties do pré-sal. Antonio Carlos Magalhães Neto (DEM) disse que chegou a hora de corrigir injustiças e desigualdades históricas, pois o texto beneficia municípios de todo o País. “Vamos dizer sim ao municipalismo, às prefeituras que têm a responsabilidade de fazer a interface com a população”, acrescentou.

Para Ronaldo Caiado (DEM-GO), “agora sim vai ser feita a verdadeira distribuição de riqueza neste País”. O deputado José Carlos Aleluia (DEM-BA) qualificou a aprovação da emenda de “medida importante”, que vai assegurar a participação de todos os brasileiros nos recursos da exploração do petróleo.

Já o líder do DEM, Paulo Bornhausen (SC), liberou os deputados do partido para votarem “conforme os interesses dos seus estados, que são tão legítimos como quaisquer outros”.

Independência

Bruno Araújo (PSDB-PE) previu que os royalties vão garantir a independência dos municípios, “que hoje estão com o pires na mão”. Ele argumentou que o Rio de Janeiro vai usar “o dinheiro de todo o País” para sediar as Olimpíadas. O deputado Pedro Fernandes (PTB-MA) disse que a emenda “é a maneira mais justa de superar as desigualdades regionais”.

O deputado Marcelo Castro (PMDB-PI) considerou a votação da emenda como a mais importante da atual legislatura e “deste século”. No futuro, previu ele, as cidades pequenas serão melhores do que hoje, por causa dos recursos a serem recebidos. “Estamos do lado da Constituição, da verdade, da Justiça, da promoção da igualdade e da diminuição das disparidades regionais”, disse.

Darcísio Perondi (PMDB-RS) defendeu a emenda dizendo que os municípios de todo o Brasil precisam participar da riqueza do petróleo. “O Tesouro Nacional que resolva o problema”, sugeriu.

O deputado Marcondes Gadelha (PSC-PB) destacou que os recursos do mar territorial são um patrimônio da União e não pertencem a estado algum. “O pré-sal é um instrumento poderoso para o desenvolvimento equilibrado e harmonioso do País. O Congresso Nacional não poderia perder esta oportunidade histórica”, ressaltou.

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http://www2.camara.gov.br/agencia/noticias/

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Continua:


Um ”Vale do Silício” para o pré-sal

7 de março de 2010

O Estado de S.Paulo

Domingo, 07 de Março de 2010

Um ”Vale do Silício” para o pré-sal

Petrobrás e UFRJ trabalham para transformar a Ilha do Fundão, no Rio, no ”Vale do Silício” das pesquisas de petróleo

Nicola Pamplona

http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100307/not_imp520634,0.php

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Inspirados no modelo que deu origem ao Vale do Silício, na Califórnia, Petrobrás e Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) trabalham para transformar a Ilha do Fundão no maior centro global de pesquisa tecnológica do setor de petróleo. O esforço já conseguiu a proeza de colocar lado a lado os três maiores prestadores de serviço de perfuração de poços do mundo. Ao todo, o projeto do Parque Tecnológico do Rio já atraiu 200 empresas dos mais variados portes e espera fazer do local um polo exportador de conhecimento.

“Isso aqui será um local único no mundo”, orgulha-se o diretor do Parque Tecnológico, Maurício Guedes, enquanto mostra as modernas instalações do centro de pesquisa em imagens em 3D e do Laboratório Oceânico, usado para simular as condições marítimas, ambos em operação. Sede do câmpus principal da UFRJ, a Ilha do Fundão já conta com o Centro de Pesquisa e Desenvolvimento da Petrobrás (Cenpes). Além da Coppe, instituto de engenharia que é um dos maiores parceiros da estatal.

Com 350 mil metros quadrados, a área do parque é hoje um imenso canteiro de obras, com a construção de centros de pesquisa de variadas especialidades. A maior parte, porém, tem relação com o setor de petróleo, diante da necessidade de desenvolvimento de novas tecnologias para a exploração do pré-sal. Ao lado do Laboratório Oceânico, por exemplo, há um canteiro onde serão erguidos os laboratórios da gigante francesa Schlumberger, uma das três maiores prestadoras de serviço de perfuração de poços.

Sua concorrente Baker Hughes, com sede nos Estados Unidos, vai erguer seu centro na quadra vizinha. As duas empresas dividem com a Halliburton o mercado e foram convidadas pela Petrobrás para desenvolver ferramentas e materiais compatíveis com o tipo de rocha encontrada abaixo do sal.

“Não há, no mundo, tecnologia para essa rocha. Então resolvemos que a pesquisa deverá ser feita no Brasil, para nacionalizar também o desenvolvimento científico”, diz o diretor de exploração e produção da Petrobrás, Guilherme Estrella.

A Baker Hughes, por exemplo, vai investir cerca de US$ 50 milhões na construção de seus laboratórios, que devem empregar entre 100 e 110 pessoas, a maioria pesquisadores com alto grau de especialização. A empresa já iniciou a contratação de geólogos, geofísicos e engenheiros, entre outros, que passarão por treinamento em centros de pesquisa da empresa no exterior antes do início das atividades no País, previsto para o início do ano que vem.

A necessidade de reduzir prazos e custos de perfuração e a crescente importância do Brasil, em geral, e da Petrobrás, como cliente, motivaram o investimento, diz o vice-presidente de desenvolvimento de negócios da Baker Hughes no Brasil, Maurício Figueiredo. A proximidade com o centro de pesquisas da Petrobrás, reconhecido internacionalmente, é outro fator que atrai as companhias à Ilha do Fundão.

“Estar ali, a 500 metros do Cenpes, facilita a troca de informações”, comenta o diretor de Pesquisa e Inovação da Usiminas, Darcton Policarpo Damião. Em fevereiro, a companhia assinou convênio com a Coppe para desenvolver aços especiais para o pré-sal com o auxílio do Laboratório de Ensaios Não Destrutivos, Corrosão e Soldagem do instituto, um dos mais modernos do mundo. Os trabalhos serão desenvolvidos em um centro de pesquisas que a siderúrgica construirá no Parque Tecnológico.

A fabricante de equipamentos submarinos FMC é outra que já se comprometeu com a abertura de um laboratório no local, que terá ainda laboratórios de desenvolvimento de tecnologias de recuperação de ecossistemas e de automação industrial, entre outros. Segundo Guedes, toda a área do Parque do Rio já está negociada e há planos de ampliação do espaço para receber novas empresas. A expectativa da direção é que, em três a quatro anos, cinco mil pesquisadores trabalhem no local.

Muitos virão de fora do País, admite Figueiredo, da Baker Hughes. Para Guedes, porém, a interação com especialistas de locais diferentes é positiva, por permitir a troca de experiências. “A comunidade científica já trabalha de forma global”, aponta. No caso do Parque Tecnológico do Rio, diz, a grande vantagem é trazer as empresas para o convívio com a comunidade. “O problema é que ainda não conseguimos transformar o desenvolvimento científico em riqueza. Acho que agora conseguiremos.”

O parque já é sede de um exemplo de como a inovação pode ser transformada em negócio. Resultado de pesquisas no Laboratório de Métodos Computacionais de Engenharia da Coppe, a Virtually comercializa um simulador de operação de caminhões e guindastes de grande porte, como os usados em portos e plataformas petrolíferas. O equipamento, que custa entre R$ 800 mil e R$ 1,2 milhão, já está no mercado, inclusive internacional, com duas unidades operando na Itália.

A tecnologia recebeu Atestado de Exclusividade de Produção Nacional da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee). O software pode ser trabalhado para simular a operação em portos brasileiros. “É um exemplo de como a pesquisa pode se transformar em produto e depois retornar em benefício para a universidade”, diz Gerson Gomes Cunha, um dos sócios da Virtually. Parte da receita é devolvida ao laboratório, a título de royalties, para ser aplicada em novas pesquisas.

O projeto inicial do parque não tinha foco no petróleo, conta Guedes, mas a demanda por novas tecnologias para o setor alterou a ideia original. Ele destaca que a legislação brasileira, que destina 1% da receita com a produção de óleo e gás para pesquisa, deu impulso extra ao projeto. Só no ano passado, a rubrica rendeu mais de R$ 600 milhões em convênios com universidades no Brasil.

Para as grandes empresas, porém, ainda há questões a serem equacionadas antes que o parque deslanche, notadamente na área de infraestrutura. A Ilha do Fundão é um local de difícil acesso e com problemas de segurança, o que pode afugentar pesquisadores, ressalta o vice-presidente da Baker Hughes. “É preciso de apoio do poder público, com saneamento, iluminação e policiamento”, conclui.

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http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100307/not_imp520634,0.php

Petrobrás aumenta para 501 o número de vagas no processo seletivo 2010

5 de março de 2010

Agência Petrobrás de Notícias

Petrobrás retifica número de vagas no processo seletivo 2010

05/03/2010
http://www.agenciapetrobrasdenoticias.com.br/

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A Petrobrás retificou o número de vagas no edital do novo processo seletivo público (PSP 1-2010), divulgado na última terça-feira. O número total passa a ser de 501 vagas – 175 de nível superior e 326 de nível médio.

Foram incluídas seis vagas para técnico de Segurança Júnior no Estado da Bahia e uma vaga para técnico de Projetos, Construção e Montagem Júnior – Mecânica em São José dos Campos (SP), e houve a exclusão, neste município, da vaga para o cargo de técnico de Segurança Júnior. Os editais de abertura e de retificação estão disponíveis no site da Petrobrás ( www.petrobras.com.br ).

As inscrições estarão abertas de 11 a 21 de março e poderão ser feitas através do site da Cesgranrio ( www.cesgranrio.org.br ). A remuneração mínima inicial varia de R$ 1.647,19 a R$ 5.685,07. Entre os benefícios, a Petrobras oferece previdência complementar, plano de saúde (médico, hospitalar, odontológico, psicológico e benefício farmácia) e benefícios educacionais para dependentes, entre outros.

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Edital Petrobrás nº. 01/2010:

http://www.cesgranrio.org.br/eventos/concursos/petrobras0110/pdf/petrobras0110_edital.pdf

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Edital Petrobrás nº. 01/2010 – Retificação

http://www.cesgranrio.org.br/eventos/concursos/petrobras0110/pdf/edital_02_retificacao.pdf


Profissões nas áreas de engenharia de petróleo e ambiental e de informática são as que mais crescerão nos próximos anos

5 de março de 2010

Agência Brasil

05/03/2010

Profissões nas áreas de engenharia de petróleo e ambiental e de informática são as que mais crescerão nos próximos anos

Alana Gandra

Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro – Engenharia de petróleo e ambiental e analista de sistemas computacionais são as carreiras profissionais de nível superior com maiores perspectivas de crescimento no país até 2015.

É o que revela pesquisa realizada pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) nas 415 indústrias brasileiras, responsáveis pela criação e manutenção de 495.825 empregos formais em todo o país, de acordo com a gerente de Educação Profissional do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), Regina Malta.

“São, na verdade, ocupações que têm uma importância grande na cadeia de petróleo e gás, ou estão relacionadas à área ambiental e, também, à questão de tecnologia da informação (TI). Essa é uma vertente muito importante hoje para o conjunto das empresas, devido à informatização dos processos administrativos e evolução tecnológica em termos de automação”.

No nível técnico, a sondagem identificou maior expectativa de expansão para os trabalhadores ligados à construção civil, à indústria química e petroquímica, destacando refino de petróleo e gás, além de fabricação de produtos plásticos, borracha e farmacêuticos.

O aumento estimado das ofertas de trabalho na construção civil está relacionado às obras de infraestrutura do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e também aos investimentos públicos ligados à Copa de 2014 e às Olimpíadas. Do mesmo modo, o setor tem a influência positiva dos investimentos programados pelas empresas privadas para novas instalações.

Regina Malta destacou três grandes áreas de expansão da oferta de emprego na indústria nacional: infraestrutura, envolvendo portos, rodovias e ferrovias; indústria de transformação, liderada pela atividade de petróleo e gás, com reflexos em toda a cadeia produtiva; e a questão do conhecimento e tecnologia da informação.

A pesquisa Perspectivas Estruturais do Mercado de Trabalho na Indústria Brasileira – 2015, da Firjan, aponta as profissões industriais que estão em alta no mercado e que poderão ser vistas na 6ª Olimpíada do Conhecimento que o Senai realiza na próxima semana, no Rio.

Regina Malta observou que das 48 ocupações representadas no torneio, 24 apresentam índice de crescimento. Os carros-chefe no âmbito do Senai são as tecnologias de construção e edificações e tecnologias de manufatura e engenharia.

Mais uma profissão que deverá continuar em ascensão até 2015 é a ligada às telecomunicações. Uma necessidade reforçada pela exigência da Federação Internacional de Futebol (Fifa) para a Copa de 2014 para que os estádios ofereçam em seu entorno telefonia e internet. Essa área está ligada à tecnologia da informação, disse Regina.

“Tem uma convergência importante aí na questão de telecomunicações e o desenvolvimento de conteúdo e softwares (programas de computador) para celulares. É a chamada telemática: telecomunicações e informática”, afirmou.

http://agenciabrasil.ebc.com.br/

Profissões nas áreas de engenharia de petróleo e ambiental e de informática são as que mais crescerão nos próximos anos

5 de março de 2010

Agência Brasil

sexta-feira, 05/03/2010

Profissões nas áreas de engenharia de petróleo e ambiental e de informática são as que mais crescerão nos próximos anos

Enviado por Aécio Rodrigues

Alana Gandra

Repórter da Agência Brasil
http://www.agenciabrasil.gov.br/

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Rio de Janeiro – Engenharia de petróleo e ambiental e analista de sistemas computacionais são as carreiras profissionais de nível superior com maiores perspectivas de crescimento no país até 2015.

É o que revela pesquisa realizada pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) nas 415 indústrias brasileiras, responsáveis pela criação e manutenção de 495.825 empregos formais em todo o país, de acordo com a gerente de Educação Profissional do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), Regina Malta.

“São, na verdade, ocupações que têm uma importância grande na cadeia de petróleo e gás, ou estão relacionadas à área ambiental e, também, à questão de tecnologia da informação (TI). Essa é uma vertente muito importante hoje para o conjunto das empresas, devido à informatização dos processos administrativos e evolução tecnológica em termos de automação”.

No nível técnico, a sondagem identificou maior expectativa de expansão para os trabalhadores ligados à construção civil, à indústria química e petroquímica, destacando refino de petróleo e gás, além de fabricação de produtos plásticos, borracha e farmacêuticos.

O aumento estimado das ofertas de trabalho na construção civil está relacionado às obras de infraestrutura do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e também aos investimentos públicos ligados à Copa de 2014 e às Olimpíadas. Do mesmo modo, o setor tem a influência positiva dos investimentos programados pelas empresas privadas para novas instalações.

Regina Malta destacou três grandes áreas de expansão da oferta de emprego na indústria nacional: infraestrutura, envolvendo portos, rodovias e ferrovias; indústria de transformação, liderada pela atividade de petróleo e gás, com reflexos em toda a cadeia produtiva; e a questão do conhecimento e tecnologia da informação.

A pesquisa Perspectivas Estruturais do Mercado de Trabalho na Indústria Brasileira – 2015, da Firjan, aponta as profissões industriais que estão em alta no mercado e que poderão ser vistas na 6ª Olimpíada do Conhecimento que o Senai realiza na próxima semana, no Rio.

Regina Malta observou que das 48 ocupações representadas no torneio, 24 apresentam índice de crescimento. Os carros-chefe no âmbito do Senai são as tecnologias de construção e edificações e tecnologias de manufatura e engenharia.

Mais uma profissão que deverá continuar em ascensão até 2015 é a ligada às telecomunicações. Uma necessidade reforçada pela exigência da Federação Internacional de Futebol (Fifa) para a Copa de 2014 para que os estádios ofereçam em seu entorno telefonia e internet. Essa área está ligada à tecnologia da informação, disse Regina.

“Tem uma convergência importante aí na questão de telecomunicações e o desenvolvimento de conteúdo e softwares (programas de computador) para celulares. É a chamada telemática: telecomunicações e informática”, afirmou.

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Última votação do pré-sal decidirá distribuição final dos Royalties do petróleo entre as unidades da Federação

5 de março de 2010

Agência Câmara de Notícias

05/03/2010

Última votação do pré-sal é o destaque da pauta do Plenário

Eduardo Piovesan –  Reportagem
João Pitella Junior –  Edição

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O projeto sobre o regime de partilha e a distribuição de royalties do petróleo do pré-sal  (PL 5938/09) e os destaques à PEC 446/09, que estabelece o piso salarial dos policiais e bombeiros dos estados, são os principais itens da pauta do Plenário. Na Semana da Mulher, também está pautada a PEC 590/06, da deputada Luiza Erundina (PSB-SP), que garante a presença de pelo menos uma mulher nas Mesas Diretoras da Câmara e do Senado e nas comissões.

O último projeto do Executivo sobre o pré-sal será votado na quarta-feira (10). O texto principal foi aprovado, em dezembro, na forma de um substitutivo  do relator Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN). A principal polêmica é em torno da distribuição entre os estados dos royalties do petróleo, tanto do óleo extraído da camada do pré-sal quanto de outros blocos.

Emenda
Para concluir a análise desse projeto, o Plenário precisa votar um recurso contra a decisão, do presidente Michel Temer, de não admitir uma emenda dos deputados Humberto Souto (PPS-MG) e Ibsen Pinheiro (PMDB-RS) por falta de assinaturas de apoio. Temer atendeu a uma questão de ordem  do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

A emenda determina que os royalties e a participação especial devidos pela exploração do petróleo (do pré-sal ou não) sejam distribuídos de acordo com os critérios dos fundos de participação dos estados (FPE) e dos municípios (FPM). Metade dos recursos iria para os estados e metade para os municípios.

O conteúdo da emenda provoca divergências entre os estados e também dentro dos partidos, pois, se aprovada, ela retiraria recursos dos principais produtores de petróleo (Rio de Janeiro, Espírito Santo e São Paulo), em benefício dos demais estados e municípios.

Além de decidir sobre o recurso, os deputados precisarão votar a própria emenda se ele for aprovado.

PEC dos policiais
Para a sessão de terça-feira (9), está prevista a votação dos destaques  à PEC 446/09, do Senado, que remete a uma lei federal a criação de um piso salarial para os policiais e bombeiros. O texto principal aprovado estabelece também um piso provisório enquanto a lei não for publicada.

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Helicópteros de grande porte começam a operar no pré-sal

4 de março de 2010

Aviação Brasil

04/03/2010

Helicópteros de grande porte começam a operar no pré-sal

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Sikorsky S-92

A exploração de petróleo no pré-sal começa a provocar mudanças no mercado offshore. Dois helicópteros de grande porte, modelo S-92 da americana Sikorsky, recém-adquiridos pela BHS, já estão sendo utilizados pela Petrobras para transporte offshore até o Campo de Tupi, na Bacia de Santos, a 300 km da costa.

Além destes, outros três grandes helicópteros EC-225 Super Puma da francesa Eurocopter entraram em operação na Bacia de Campos. As cinco novas aeronaves da BHS, contratadas pela Petrobras, já ultrapassaram a marca de 500 horas de vôo.

“Estamos cumprindo todos os prazos contratuais com a Petrobras. Já estamos operando esses novos modelos de helicópteros especiais, totalmente equipados para transportar passageiros a grandes distâncias. Eles têm até 4,5 horas de autonomia de vôo e podem levar 18 pessoas às áreas mais distantes do pré-sal.”, informa Décio Galvão, diretor da BHS Helicópteros.

 

Outro helicóptero modelo S92, da Sikorky, deve entrar em operação até o final da próxima semana; e até junho mais três aeronaves adquiridas pela BHS chegam ao Brasil, completando a frota de nove contratada pela Petrobras.

 

No final do mês passado, a BHS foi homenageada pela francesa Eurocopter e pela americana Sikorsky por ser a primeira empresa a operar comercialmente esses novos modelos de helicópteros no Brasil. A cerimônia ocorreu durante a feira da HAI (Helicopter Association International), a maior do setor no mundo, realizada este ano em Houston, no Texas (EUA).

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Fonte: Aviação Brasil

E-mail: imprensa@aviacaobrasil.com.br

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Concurso Petrobras 2010: novo concurso terá 495 vagas

2 de março de 2010

Agência Petrobras de Notícias

Petrobras abre processo seletivo 2010 para 495 vagas

02/03/2010
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A Petrobras divulgou nesta terça-feira (2/3) edital de novo processo seletivo público. O concurso é destinado ao preenchimento de 495 vagas – 175 de nível superior e 320 de nível médio. O edital está disponível no site da Petrobras ( www.petrobras.com.br ) e no da Fundação Cesgranrio( www.cesgranrio.org.br ).

As inscrições estarão abertas de 11 a 21 de março e poderão ser feitas através do site da Cesgranrio. Para nível médio, a taxa de inscrição é de R$ 27,00. Para nível superior, de R$ 40,00.

As provas objetivas para os cargos de Inspetor de Segurança Interna Júnior, Técnico de Perfuração e Poços Júnior e Técnico de Segurança Júnior ocorrerão no dia 25 de abril. Para os demais cargos, as provas serão realizadas em 16 de maio. As datas das demais etapas do concurso podem ser consultadas no edital.

A remuneração mínima inicial varia de R$ 1.647,19 a R$ 5.685,07. Entre os benefícios, a Petrobras oferece previdência complementar, plano de saúde (médico, hospitalar, odontológico, psicológico e benefício farmácia) e benefícios educacionais para dependentes, entre outros.

Os processos seletivos da Petrobras seguem a política de ingresso sistemático de novos empregados. Até 2013, a empresa deve admitir cerca de 8 mil pessoas, com objetivo de atender às demandas de seu Plano de Negócios, que prevê investimentos de US$ 174,4 bilhões nesse período.

Processo seletivo 2009

Está em andamento, também, o processo seletivo 2009, lançado no final do ano passado. As provas objetivas desse concurso, que oferece 819 vagas de nível médio e superior, serão aplicadas nos dias 7 e 28 de março. Informações sobre os processos seletivos da Petrobras podem ser obtidas no site:  www.petrobras.com.br

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Petrobras Distribuidora realiza processo seletivo para provimento de vagas e formação de cadastro de reserva

26 de fevereiro de 2010

AGÊNCIA PETROBRAS

26/2/2010

Petrobras Distribuidora realiza processo seletivo para provimento de vagas e formação de cadastro de reserva

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A Petrobras Distribuidora realizará processo seletivo público para provimento de 97 vagas e formação de cadastro de reserva de profissionais de nível médio e superior. O edital já está disponível no site da Fundação Cesgranrio e no Portal BR ( www.br.com.br ).

O prazo para as inscrições será de 3 a 21 de março de 2010. As provas estão previstas para o dia 11 de abril e a divulgação do resultado final deverá ser feita no dia 18 de junho de 2010.

Serão selecionados profissionais das seguintes carreiras de nível superior: Administração, Análise de Sistemas, Arquitetura, Arquivologia, Ciências Contábeis, Comunicação (Publicidade e Relações Públicas), Direito, Economia, Engenharia (Ambiental, Civil, de Produção, Elétrica, em Segurança no Trabalho, Mecânica e Química), Marketing e Odontologia. Para esses cargos a remuneração mínima é de R$ 5.685,07.

Para nível médio, a carreira será de Técnico de Administração e Controle Jr., com remuneração mínima de R$ 1.985,04.

Para nível médio com formação técnica, as carreiras são: Técnico de Contabilidade Jr., com remuneração mínima de R$ 1.985,04; Técnicos de Abastecimento, Manutenção Jr., Segurança Jr., Operação Jr., Química Jr., Suprimento e Logística Jr., Tecnologia da Informação e Telecomunicações Jr., cuja remuneração mínima é de R$ 2.391,97.

O Processo Seletivo terá validade de 12 meses, prorrogável por igual período. As convocações deverão começar em julho de 2010.

Clique aqui para visualizar edital, clique em:

PETROBRAS DISTRIBUIDORA – Edital 01 de 2010 – psp – 25/02/2010

ou clique em um dos links a seguir:

http://www.br.com.br/

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Câmara dos Deputados aprova Fundo Social do Pré-Sal com emenda que beneficia aposentados

24 de fevereiro de 2010

Agência Câmara

24/02/2010

Plenário aprova fundo social com emenda que beneficia aposentados

Eduardo Piovesan –  Reportagem

João Pitella Junior –  Edição

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A Câmara concluiu, nesta quarta-feira, a votação do substitutivo ao Projeto de Lei 5940/09, que cria um Fundo Social com parte dos recursos da exploração do petróleo do pré-sal para aplicar em programas de combate à pobreza, de enfrentamento das mudanças climáticas e de desenvolvimento da educação, cultura, saúde pública e ciência e tecnologia. A matéria ainda será votada pelo Senado.

A emenda mais polêmica aprovada reserva 5% dos recursos de combate à pobreza previstos no fundo para recompor as perdas das aposentadorias superiores a um salário mínimo. Isso porque o índice de correção aplicado pela Previdência Social reduz o valor inicial dos benefícios, quando expressos em número de mínimos.

De autoria do deputado Márcio França (PSB-SP), a emenda provocou grande dissidência na base governista, que votou juntamente com a oposição para aprovar o texto e derrotar uma versão alternativa apresentada pelo PT e pelo PMDB. A emenda derrotada previa apenas que os 5% seriam destinados aos segurados da Previdência, sem especificar qual uso deveria ser dado ao dinheiro.

O líder do governo, deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP), adiantou que o Executivo não tem nenhum compromisso com a emenda de Márcio França. Já para o líder do PSDB, deputado João Almeida (BA), a emenda rejeitada pretendia “enganar os aposentados”.

O projeto tramitou apensado ao PL 5417/09, do deputado Pedro Eugênio (PT-PE), que cria um fundo semelhante e define percentuais dos recursos que seriam destinados ao novo fundo.

Municípios
O Plenário aprovou mais duas emendas ao substitutivo do deputado Antonio Palocci (PT-SP). Uma delas, do deputado Mendes Ribeiro Filho (PMDB-RS), garante a participação de um representante dos municípios no Conselho Deliberativo do Fundo Social.

A outra, do deputado Júlio Cesar (DEM-PI), melhora o texto para deixar mais claro que os municípios com Índices de Desenvolvimento Humano (IDH) abaixo da média nacional terão prioridade nos projetos para redução de desigualdades regionais com recursos do fundo.

Royalties atuais
Uma novidade no texto aprovado, em relação ao projeto original, é o direcionamento ao fundo de todos os recursos da União vindos de royalties e de participação especial relativos aos blocos do pré-sal licitados até 31 de dezembro de 2009.

Cerca de 28% da área do pré-sal já foram licitados de acordo com as regras vigentes, de concessão das áreas. Estima-se que somente os campos de Tupi, Iara e Parque das Baleias podem ter um total de 14 bilhões de barris. Se esse montante fosse completamente usado hoje, a União receberia cerca de R$ 160 bilhões em royalties e participação especial.

Segundo o relator, essa fonte de recursos é necessária para viabilizar o funcionamento do fundo. “Senão, ele levaria muitos anos para ser capitalizado”, afirmou.

Bônus
Além dos royalties do pré-sal já licitados, o projeto destina ao Fundo Social parcelas dos royalties ganhos pela União com base no novo regime de partilha para a exploração do pré-sal, na forma de regulamento futuro.

O chamado bônus de assinatura, um valor único pago pelo vencedor da licitação no momento em que firma o contrato de exploração, também poderá ser direcionado, em parte, ao fundo. Outra fonte de recursos é a receita conseguida com a venda do petróleo que caberá à União no regime de partilha. Como o nome indica, nessa nova sistemática parte da produção será repartida entre a União e a contratada.

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Petróleo nas Malvinas aumenta tensão entre Argentina e Inglaterra em meio às mudanças na Geopolítica do Atlântico Sul

18 de fevereiro de 2010

Diário do Pré-Sal

Petróleo nas Malvinas aumenta tensão entre Argentina e Inglaterra em meio às mudanças na Geopolítica do Atlântico Sul

Lucas Kerr de Oliveira


A atual crise nas Malvinas é apenas mais um capítulo de uma longa disputa entre Argentina e Inglaterra pela posse destas ilhas de  localização estratégica e com recursos petrolíferos ainda por serem mapeados.

A disputa remonta ao século XIX, quando a Inglaterra invadiu e anexou as ilhas. A Inglaterra já era a maior potência navaldo mundo e considerava as ilhas importantes como base para sua marinha de guerra, pois sua localização permitia vigiar facilmente a passagem do Atlântico para o Pacífico, entre  a América do Sul e a Antártida.

A utilidade da ilha foi comprovada durante a I Guerra Mundial, quando deu grande vantagem à Royal Navy da inglaterra, na luta contra Kaiserliche Marine, a marinha imperial da Alemanha, o que ficou conhecido como “Batalha das Falklands“, em dezembro de 1914.

Posteriormente a posse das Malvinas e outras ilhas do Atlântico Sul serviriam para legitimar reivindicações territoriais do Reino Unido sobre territórios na Antártida, que foram suspensas (ao menos por enquanto) pelo Tratado da Antártida de 1959.

Assim, para a Inglaterra, manter a posse das ilhas significava (e talvez ainda tenha este significado), a perspectiva futura de voltar a reivindicar territórios na Antártida quando a vigência do tratado se encerrar, e possivelmente, este continente puder vir a ser ocupado para fins econômicos.

Não bastassem estes aspectos estratégicos, somaram-se fortes interesses econômicos pela posse de uma grande área de 200 milhas no entorno das ilhas, o mar patrimonial ou Zona Econômica Exclusiva (ZEE). Nesta área a Inglaterra tem exclusividade para a exploração de recursos naturais como a pesca, o turismo ou a extração de petróleo e gás natural.

Esta perspectiva se ampliou nos anos 1970, quando foram encontrados os primeiros indícios de petróleo na região. Entretanto, ainda eram reservas petrolíferas de difícil acesso, e o preço do barril do petróleo no início dos anos 1970 não passava dos US$ 2,00 ou 3,00. Duas crises do petróleo nos anos 1970 mudaram rapidamente este quadro.

A conjuntura da  Guerra das Malvinas em 1982

A Guerra das Malvinas, em 1982, ocorreu após quase uma década de crise petrolífera mundial, quando o mundo sofrera as consequências da crise petrolífera de 1973 e voltara a sentir os duros efeitos do aumento repentino do preço do petróleo, após a crise de 1979-1980, resultante da Revolução no Irã (1979) e da subsequente eclosão da Guerra Irã-Iraque (1980).  Os preços do barril tiveram um pico de mais de US$ 40,00 em 1981-1982, circundavam a faixa dos US$ 30,00/barril.

Isto contribuiu para que a Inglaterra decidisse travar uma guerra de grandes proporções com a Argentina, deslocando cruzadores, porta-aviões, bombardeiros estratégicos, submarinos nucleares  e milhares de soldados para o Atlântico Sul.  

Margareth Thatcher teria, inclusive, ordenado o deslocamento de armas nucleares táticas para o cenário da conflagração. Como as armas nucleares inglesas eram na prática americanas, ficou subentendida a aprovação dos EUA, que na pior das hipóteses fizeram “vista grossa”. A Inglaterra havia argumentado que deslocava estas armas para o Atlântico Sul porque não sabia se a Argentina também não tinha armas nucleares, já que tinha um programa nuclear secreto.

A União Européia – na época Mercado Comum Europeu -, iniciou um embargo comercial à Argentina, que incluiu tanto o bloqueio da importação de produtos argentinos como carne e trigo, como restrições para a exportação de determinados produtos, como armas, à Argentina. Em meio a uma batalha aeronaval, a Argentina se viu impedida de adquirir novos mísseis anti-navio, que o país não fabricava e dependia de países fornecedores que eram membros da OTAN.

Consequências da  Guerra das Malvinas e a conjuntura dos anos 1980 e 1990

As consequências imediatas da guerra todos conhecemos e são sempre lembradas pela mídia: acelerou o declínio da ditadura militar na Argentina, que colapsou em seguida.

Além disso, o Tratado Interamericano de Assistência Recíproca (TIAR) passou a ser considerado “letra morta” por muitos países latino-americanos, pois os Estados Unidos deixara claro que um membro da OTAN era muito mais importante do que um membro do TIAR. Entretando as consequências foram ainda mais profundas, para o bem e para o mal.

O receio de que os países da região se tornassem alvo das potências nucleares também mobilizou esforços da parte da diplomacia brasileira em favor da criação da Zona de Paz e Cooperação do Atlântico Sul, visando declarar o Atlântico Sul uma zona desnuclearizada.

O principal resultado positivo da guerra foi a aproximação entre Brasil e Argentina. Com o embargo europeu aos produtos argentinos o Brasil passou a comprar grandes quantidades de  carne, trigo e outros produtos produzidos por aquele país. O processo de aproximação  resultou em um acordo nuclear bilateral, para fins pacíficos; passo fundamental para acabar com as desconfianças mútuas no plano político-militar. Este tratado foi seguido de uma série de tratados bilaterais no período dos Presidentes Sarney e Alfonsín, que resultaram na criação do Mercosul.

Entretanto, na sequência o acordo de cooperação nuclear para fins pacíficos entre Brasil e Argentina foi relegado ao segundo plano e nunca foi criada uma empresa binacional de energia atômica.

Sem cooperação de verdade, os dois países continuaram relativamente dependentes de tecnologias estrangeiras de alto custo para a manutenção de suas usinas ou para a construção de novas usinas.

Na prática os programas nucleares da Argentina e do Brasil foram paralisados nos anos 1990 devido ao corte de verbas para a área militar, durante os governos neoliberais. Isto significou o fechamento ou atraso no desenvolvimento de uma série de tecnologias estratégicas de uso dual, como a nuclear e aeroespacial.  Como parte deste processo, nos anos 1980 a 1990, a indústria de defesa dos dois países foi desmontada, o que colaborou para encerrar todo um ciclo de desenvolvimento tecnológico autônomo que os dois países vinham tentando desenvolver ao longo do século XX.

No auge do neoliberalismo dos anos 1990, muitos defenderam que o Brasil não precisaria mais ter forças armadas, pois o mundo pós-Guerra Fria seria pacífico e o país não teria inimigos. No máximo , diziam, o país deveria manter uma parte do exército, mas apenas para usar como força de polícia especial, de forma esporádica ou ocasional, como, por exemplo, para ocupar favelas no Rio de Janeiro. O resultado foi que muitos aceitaram este discurso e o país “desmontou” grande parte da sua capacidade defensiva, acreditando em um período de “paz e prosperidade” sob a hegemonia dos EUA.

O Brasil em tempos de pré-sal, a geopolítica do petróleo e o futuro da nação

Entretanto, o mundo mudou rapidamente, e o Brasil, mais uma, vez saiu perdendo. O Sistema Internacional tem se mostrado progressivamente instável, especialmente nas zonas petrolíferas, onde uma infinidade de conflitos armados, guerras civis ou guerras de ocupação proto-colonial, como no Iraque, mostram-se a regra, e não a exceção.

A descoberta de gigantescas reservas de petróleo na camada pré-sal do litoral brasileiro, simplesmente pode atrair a cobiça internacional sobre as riquezas brasileiras em uma escala como nunca se viu antes. Há projeções que falam em mais de 100 bilhões de barris de petróleo no pré-sal, o que significa algo como um Kuwait ou um Iraque no nosso litoral. Por si só, isto já seria suficiente para modificar a geopolítica do Atlântico Sul. Não é difícil imaginar o que poderá acontecer se novas descobertas deste tipo, forem feitas em formações geológicas semelhantes ao nosso pré-sal (bacias petrolíferas abaixo de camadas de rochas salinas), em outros locais do Atlântico Sul, tanto no litoral da América do Sul, como da África.

Isto é mais um motivo que nos ajuda a entender porque o Brasil simplesmente não pode esperar que o mundo  torne-se mais pacífico em um futuro próximo. Menos ainda acreditando que isto faria da América do Sul e do Atlântico Sul regiões mais pacíficas.

Ao contrário, com o esgotamento das reservas petrolíferas mais antigas e de mais fácil acesso – o  fim do petróleo barato -, e o aumento da demanda energética dos países emergentes, a perspectiva da escassez petrolífera torna-se sombria para um futuro não tão distante, como 2020 ou 2030.

Afinal, quem pode garantir que em 2025, uma potência emergente qualquer, alegando razões de Segurança Energética ou de Segurança Nacional, resolva de uma hora para outra, que precisa das enormes reservas de petróleo do pré-sal brasileiro a qualquer custo? Basta projetar uma situação meramente hipotética, para imaginarmos o que significaria para o Brasil uma ameaça vinda de uma potência emergente.

Imaginemos, por exemplo, um país como a India, que hoje já tem armas nucleares, e que, neste caso hipotético,  poderá ter em 2025 ou 2030 uma grande marinha de guerra, com porta-aviões e submarinos lançadores de mísseis nucleares. Apenas para ilustrar este exemplo fictício, segundo algumas projeções, em 2025 a India terá quase 1,5 bilhão de habitantes, possivelmente o 5o ou 6o PIB mundial e vai depender ainda mais do que hoje de petróleo e gás importado. Possivelmente  estará importando algo em torno de 90% do petróleo que consume. Sob certas circunstâncias, um chefe de Estado indiano, por exemplo, de um partido radical fundamentalista hindu, ficaria muito tentado a dizer que recebeu instruções de qualquer um dos mais de 5 mil deuses do país, para exigir o petróleo brasileiro para o seu país , pois afinal de contas, está no mar.

Com certeza, em 2025, o Brasil será rico em petróleo, mas não temos como saber se terá capacidade de defesa contra uma ameaça de tal natureza. O grande problema é que não é possível prever o que acontecerá em 2020, 2025, ou 2030, quando qualquer uma das grandes potências mundiais de então, poderá ter capacidade militar para ameaçar o Brasil e  pode querer se aventurar na tentativa de tomar nossas riquezas, como as grandes reservas de água, a Amazônia ou o petróleo do pré-sal.

O problema é que se o Brasil não possuir uma capacidade defensiva minimamente compatível com a necessidade de garantir sua soberania e o bem estar do seu povo, poderá se tornar presa fácil das pressões e chantagens das grandes potências. Isto porque não é necessário nem ao menos uma invasão do território continental para causar grandes danos ao país, o simples ataque à infra-estrutura petrolífera em alto-mar já seria catastrófico, e há exemplos históricos deste tipo de acontecimento que não pode ser ignorados.

Embora esse seja um cenário pouco provável, sabemos que a Inglaterra foi à guerra  para preservar o controle de uma reserva petrolífera em alto mar, no caso as Malvinas, cujo volume de petróleo não se sabe ao certo até hoje. O que isto poderá significar para os países do sulamericanos e africanos que têm reservas sabidamente gigantes de petróleo em alto?

A geopolítica do Pré-Sal e o futuro da integração sul-americana

Contudo, com o aprofundamento da integração regional no âmbito da Mercosul e da UNASUL, é possível esperar que a cooperação Brasil-Argentina em áreas estratégicas seja retomada em larga escala. A retomada da cooperação nuclear e a criação de um programa espacial conjunto, seriam iniciativas fundamentais para alavancar o desenvolvimento tecnológico dos países que hoje formam o núcleo da integração sul-americana.

É preciso avançar na cooperação tecnológica. Iniciativas como a construção de um  submarino brasileiro-argentino, poderiam permitir a fabricação em escala, que continua necessária para baratear este tipo de equipamento tão vital para a defesa do litoral de ambos os países.

O mesmo seria válido para a cooperação na fabricação de aeronaves, tripuladas ou não, ou  de mísseis  anti-navio, que seriam de valor absolutamente estratégico para os dois países. Isto ajudaria a integrar as indústrias de alta tecnologia dos dois países, fortalecendo ainda mais o processo de integração sul-americana.

A cooperação no ramo petrolífero também é fundamental. É preciso criar uma nova empresa petrolífera sul-americana, que permita a essses países se beneficiarem da economia de escala da produção para o mercado sulamericano, ao mesmo tempo em que viabiliza uma escala de investimentos ainda maior, que nenhum destes países conseguiria sozinho.

Isto pode permitir ampliar também a integração da indústria naval destes países, assim como as cadeias produtivas ligadas ao fornecimento de bens e serviços ao setores petrolífero e energético,  gerando ainda mais empregos na região.

Uma nova empresa petrolífera sul-americana poderia garantir que os equipamentos, navios e plataformas tivessem peças fabricadas em diferentes países da América do Sul. Também permitiria consolidar a liderança destes países na exploração e extração de petróleo em águas ultra-profundas, com foco no Atlântico Sul. Esta capacidade industrial-tecnológica daria grande vantagem competitiva ao conjunto desses países, mas também facilitaria a manutenção da soberania sobre as áreas petrolíferas localizadas em alto mar. Hoje a única empresa sul-americana competitiva neste ramo é a Petrobrás, que já está  procurando áreas do tipo pré-sal no litoral africano.

http://www.getech.com/interpretation/South_Atlantic_Margins_Brochure_A4.pdf

Por enquanto é difícil saber se a camada de rochas do tipo pré-sal da região das Malvinas  tem potencial petrolífero.  Mas mesmo que não tenha petróleo no pré-sal, as reservas já encontradas na camada pós-sal parecem ser grandes o suficiente para interessar a um país como a Inglaterra, que já esgotou quase todo o seu próprio petróleo , extraído das outrora grandes reservas do Mar do Norte.

A Argentina sozinha não tem força política ou econômica para mudar o status colonial das Malvinas. Embora  o Comitê de Descolonização da ONU atualmente classifique o território como ocupado, ou sem governo próprio, dificilmente a Inglaterra irá descolonizá-lo apenas por pressão de declarações do governo argentino. Mas esta seria uma excelente oportunidade para que a UNASUL mostrasse unidade em torno de um tema de consenso na região: que as Malvinas pertencem à Argentina e não à Inglaterra. Uma declaração conjunta do Conselho de Segurança da UNASUL, mesmo que formal, daria outro peso político para esta questão.

É pouco provável que a atual crise em torno das Malvinas resulte em uma nova guerra. Mas isto não significa que o Brasil pode descuidar do seu futuro. De uma forma ou de outra, o futuro do Brasil estará profundamente ligado ao futuro da América do Sul, assim como o futuro da Petrobrás está ligado ao desenvolvimento do pré-sal.

O Brasil tem uma oportunidade ímpar em sua história: a disponibilidade de um recurso estratégico que o país tem plena capacidade tecnológica e econômica para desenvolver. Pela primeira vez o país pode planejar o uso do pré-sal de forma estratégica, para  fortalecer os laços com os países vizinhos, fortalecendo de tal forma a integração sulamericana que esta não possa mais regredir.

O petróleo tem que ser nosso!As primeiras  linhas desta história o país está escrevendo hoje, nas discussões que resultarão na Nova Lei do Petróleo, que integrará um novo marco regulatório para o petróleo no Brasil. É este o passo inicial para garantir a soberania sobre os recursos petrolíferos do país. Soberania esta, que nos permitirá utilizar estas riquezas para a geração de emprego e distribuição de renda, para investir em educação, saúde, infra-estrutura, tecnologia e energias mais limpas, ou seja, para criar um novo tipo de desenvolvimento, socialmente e ambientalmente sustentável, que ajude a melhorar a qualidade de vida do povo brasileiro e dos povos irmãos da América do Sul.

Lucas Kerr de Oliveira

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Após a curta retomada das Malvinas pela Argentina, a União Européia – na época Mercado Comum Europeu -, iniciou um embargo comercial à Argentina, que incluiu tanto o bloqueio da importação de produtos argentinos como carne e trigo, como restrições para a exportação de determinados produtos, como armas, à Argentina. Em meio a uma batalha naval, a Argentina se viu impedidia de adquirir novos mísseis anti-navio, que o país não fabricava e dependia de fornecedores membros da OTAN.

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Concurso da Petrobrás tem 247 mil inscritos

12 de fevereiro de 2010

Petrobrás Notícias

12/02/2010

Concurso tem 247 mil inscritos

http://www.petrobras.com.br/pt/noticias/concurso-tem-247-mil-inscritos

O processo seletivo da Petrobras, lançado em dezembro de 2009 e cujas inscrições se encerraram no dia 29 de janeiro deste ano, tem um total de 246.929 candidatos. As provas objetivas ocorrerão no dia 7 de março para os cargos de advogado, auditor, inspetor de Segurança e técnico de Segurança e, em 28 de março, para os demais cargos previstos no edital.

O concurso é destinado ao preenchimento de 819 novas vagas para nível médio e superior e as provas objetivas ocorrerão em 21 cidades do país. A remuneração mínima inicial varia de R$ 1.647,19 a R$ 5.685,07. Os processos seletivos da Petrobras seguem a política de ingresso sistemático de novos empregados. Até 2013, a empresa deve admitir cerca de 8 mil pessoas e ter em seu quadro de pessoal mais de 64 mil empregados.

Ver detalhes em:

http://www.cesgranrio.org.br/eventos/concursos/petrobras0109/pdf/petrobras0109_quantitativo.pdf

http://www.petrobras.com.br/pt/noticias/concurso-tem-247-mil-inscritos

Pré-sal cria nova corrida do ouro: Investimento da Petrobrás atrai cadeia de fornecedores ao País

8 de fevereiro de 2010

Segunda-Feira, 08 de Fevereiro de 2010

Pré-sal cria nova corrida do ouro

Investimento da Petrobrás atrai cadeia de fornecedores ao País

Nicola Pamplona

RIO

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http://www.estadao.com.br/
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Quando o primeiro equipamento submarino para o projeto piloto de Tupi deixar a fábrica da Aker Solutions em Curitiba, em junho, a sensação de dever cumprido não se limitará à capital paranaense. Em Piracicaba, a 570 quilômetros de distância, os funcionários da NG Metalurgia também poderão comemorar a entrega da primeira estrutura metálica para um equipamento destinado ao pré-sal. Situação semelhante viverão os empregados da Flanel, sediada em Osasco, na grande São Paulo, que também foi subcontratada para o projeto.

A fabricação do equipamento, chamado árvore de Natal molhada, mobilizou em torno de 10 empresas espalhadas pelo País, um reflexo da diversidade de negócios provocados pelo crescimento da produção nacional de petróleo. Com as perspectivas criadas pelo pré-sal, esse movimento tende a se intensificar, atraindo o interesse de fabricantes de equipamentos de todo o mundo. Com a exigência de conteúdo nacional, já começou a corrida pela ampliação ou instalação de novas empresas no País.

O otimismo dá o tom das conversas com executivos do setor. ”A indústria do petróleo é a única que mantém o ritmo de investimentos”, diz o gerente de vendas da NG Metalurgia, Rogério Fanini. A companhia investiu R$ 30 milhões nos últimos anos em ampliação da capacidade e espera um crescimento anual entre 10% e 15% nas vendas ao setor, que hoje representa um terço dos R$ 400 milhões que fatura por ano.

”Vamos dobrar as vendas para o setor”, aposta o presidente da Flanel, Carlos Seiscentos, confiante no projeto de desenvolvimento de uma nova tecnologia de produção de aço, que consumiu R$ 10 milhões em investimentos e já está sendo avaliada pela Petrobrás. Fornecedora de tubos e outros produtos forjados para o setor, e empresa vê no aço especial uma lacuna a ser preenchida, principalmente depois que o rompimento de um parafuso levou a estatal a suspender o teste de produção de Tupi, no ano passado. Com o novo aço, mais resistente a altas pressões, a Flanel espera ganhar o mercado de parafusos para sistemas submarinos.

Segundo estimativas do mercado, há hoje aproximadamente quatro mil empresas listadas no cadastro de fornecedores da Petrobrás. Apenas no cadastro da Organização Nacional da Indústria do Petróleo (Onip), que visa a abrir o caminho para as petroleiras privadas, são cerca de 1,8 mil.

”A Onip tem sido procurada de forma ostensiva por empresas de diversos países com interesse em se instalar no Brasil ou em parcerias com empresas nacionais”, diz o superintendente da entidade, Alfredo Renault, citando comitivas da Coreia, Espanha, França e Noruega, por exemplo. ”Eles não vêm atrás apenas de mercado para exportar seus produtos, mas querem saber como garantir presença no País.”

Entre as novas empresas, há companhias dos mais variados portes. A gigante coreana Hyundai, por exemplo, assinou acordo esta semana para adquirir 10% do estaleiro projetado pela OSX, do grupo de Eike Batista. Já a holandesa Huisman, que fabrica guindastes para plataformas e torres de perfuração, já se instalou no País em busca de um local para construir sua primeira fábrica no hemisfério Sul. ”O fator chave é estar próximo a um mercado de elevado potencial”, diz Thiago Braga, que representa a empresa no Brasil.

Com um orçamento de US$ 174 bilhões em investimentos, a Petrobrás também vem atuando diretamente como catalisadora desse movimento. No ano passado, pediu à italiana Prysmian que abrisse no País uma fábrica de tubos flexíveis. A empresa, que já fabrica cabos submarinos, não hesitou e lançou no fim do ano a pedra fundamental do projeto, orçado em R$ 250 milhões. Em troca, ganhou um contrato de fornecimento à estatal por quatro anos, que praticamente cobre o investimento. ”Isso nos deu conforto para decidir pelo investimento”, conta o presidente da subsidiária brasileira, Armando Comparato Júnior.

A Aker, que vai entregar a árvore de Natal do projeto piloto de Tupi, é outra que decidiu pela ampliação, que receberá US$ 60 milhões e duplicará a capacidade de produção no Brasil. Além disso, decidiu trazer novas áreas de negócios ao País: passou a atuar também com sistemas de ancoragem, instalações marinhas e produtos para perfuração. ”Com oportunidades reais de negócio, aliadas à estabilidade da economia, o mercado brasileiro tornou-se muito atrativo para o desenvolvimento dos projetos da Aker Solutions. Por isso, a empresa optou por estruturar suas operações mais localmente”, diz o gerente-geral da companhia no Brasil, Marcelo Taulois.

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FRASES

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Rogério Fanini

Gerente de vendas da NG Metalurgia

Em 2009, quando todo mundo estava demitindo, contratamos mais de 120 pessoas

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Alfredo Renault

Superintendente da Onip

A Onip (Organização Nacional da Indústria do Petróleo) tem sido procurada de forma ostensiva por empresas de diversos países

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Marcelo Taulois

Gerente-geral da Aker Solutions

“Com oportunidades reais de negócio, aliadas à estabilidade da economia, o Brasil tornou-se muito atrativo para o desenvolvimento dos projetos”

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http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100208/not_imp507899,0.php

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