Gás natural na América do Sul: do conflito à integração possível

31 de janeiro de 2008

Le Monde Diplomatique

31/01/2008

Gás natural na América do Sul: do conflito à integração possível

Desigualdades, ressentimentos e imprevisibilidades têm gerado tensões no comércio de gás entre Bolívia, Argentina e Brasil. Mas há saídas — e as empresas estatais podem jogar um papel decisivo para torná-las viáveis. Texto de assessor da presidência da Petrobrás abre série Ensaios Diplô

André Ghirardi

http://diplo.org.br/2008-01,a2109

1. O DESAFIO ATUAL

Ao final de 2007 os países sul-americanos encontram-se diante de vários desafios para levar adiante a proposta de integração regional. Há divergência de entendimentos, a começar pela estrutura institucional que deverá presidir a integração (Mercosul, diante de CASA, Unasur, e CAN), e que se desdobra para os acordos comerciais, financeiros e políticos. No plano concreto, a principal manifestação desses desafios se dá no problema de suprimento de gás natural para os países da região. Apesar das grandes reservas potencialmente disponíveis em alguns países da região existe, ao final de 2007, um déficit no abastecimento de gás natural, que é a raiz de uma disputa velada entre Argentina e Brasil pelo gás produzido na Bolívia. Essa disputa também envolve diretamente o Chile, privado das exportações argentinas de gás, e, indiretamente, a Venezuela, detentora de reservas potencialmente suficientes para suprir toda a região, mas geograficamente isolada e com dificuldades crônicas para realizar plenamente a produção a partir de seu grande potencial.

Apresento a seguir uma consideração conceitual a respeito desse problema de suprimento de gás natural na América do Sul. Essa consideração baseia-se em aspectos econômicos formais da indústria do gás para avaliar seus principais desafios no presente momento, e para propor que as empresas estatais sejam protagonistas de uma agenda de trabalho proativa, para encaminhamento desse tema enquanto elemento central da integração sul-americana.

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Petróleo fecha perto dos US$ 91; operadores prevêem queda nos juros

28 de janeiro de 2008

http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u367686.shtml
FOLHA Online
28/01/2008

Petróleo fecha perto dos US$ 91; operadores prevêem queda nos juros

da Efe, em Nova York

O barril do Petróleo Intermediário do Texas (WTI, leve) manteve hoje sua tendência de alta e fechou o dia perto dos US$ 91, frente a um aumento da expectativa de que o Federal Reserve (Fed, banco central americano) reduza na próxima quarta a taxa básica de juros nos Estados Unidos.

Ao término da sessão regular na Bolsa Mercantil de Nova York (NYMEX), os contratos do WTI para entrega em março ficaram em US$ 90,99 o barril (159 litros), após avançarem 0,28 com relação ao preço da última sexta.

Com a alta de hoje, os contratos do WTI começam a semana com um preço muito similar ao de sexta (US$ 90,71), embora quase US$ 10 mais baratos que no começo do ano, quando chegaram a atingir US$ 100.

Os contratos da gasolina para entrega em fevereiro também subiram hoje (US$ 0,71), para US$ 2,3253 o galão (3,78 litros).

O gasóleo de calefação para esse mês fechou o dia a US$ 2,5265 o galão, enquanto os de gás natural terminaram a US$ 8,09 por mil pés cúbicos, US$ 0,11 mais caros que no pregão anterior.

Wall Street aposta que na próxima quarta-feira o Fed anuncie um novo corte nos juros para evitar que a economia americana entre em recessão, depois de na semana passada tê-los recuado de forma extraordinária em 0,75 ponto percentual, para 3,5%.

O barril do petróleo do tipo Brent, de referência na Europa, fechou hoje em US$ 91,38 na Bolsa Intercontinental de Futuros (ICE Futures, em inglês), US$ 0,48 a mais que no pregão anterior.

O petróleo do Mar do Norte encerrou o pregão no terreno positivo, embora tenha chegado a retroceder durante o dia, influenciado pela queda das bolsas asiáticas e pela divulgação de um relatório da Goldman Sachs que alerta sobre uma possível recessão no Japão.

A cotação do petróleo também se viu impulsionada hoje pela depreciação do dólar frente a outras grandes divisas, o que barateia o investimento na commodity e em outras matérias-primas negociadas por meio da moeda americana.

Esse foi o caso também do ouro, cujo preço bateu hoje novo recorde em Nova York, ao subir 1,8%, para US$ 927,1 a onça, sob influência ainda da suspensão das atividades de dois grupos mineradores da África do Sul, país que é o segundo maior produtor do metal.

http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u367686.shtml

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