G8 vincula segurança energética à luta contra aquecimento

25 de maio de 2009

http://www.estadao.com.br/vidae/not_vid376706,0.htm
segunda-feira, 25 de maio de 2009

G8 vincula segurança energética à luta contra aquecimento

Grupo se comprometeu a apresentar 20 projetos antes de 2010 para o desenvolvimento de tecnologias limpas

Efe

ROMA – Os membros do Grupo dos Oito (G8, que reúne os sete países mais desenvolvidos e a Rússia) vincularam o futuro de um uso energético eficiente e seguro com a luta contra a mudança climática, no documento final que divulgaram nesta segunda-feira, 25, ao término de dois dias de reuniões em Roma sobre os desafios na área.

Por isso, anunciam que, além de buscar um futuro de segurança energética, os países mais industrializados contribuirão “ao sucesso da Convenção da Mudança Climática de Copenhague, que será realizada no final de 2009”.

Os ministros da Energia de Estados Unidos, Japão, Alemanha, Reino Unido, França, Itália, Canadá e Rússia concluíram hoje dois dias de reuniões com representantes de outras 15 grandes economias, como China, Brasil ou México, para tentar conseguir um uso mais eficiente da energia.

“Reconhecemos que os desafios vinculados à mudança climática e à segurança energética e ao uso eficiente dos recursos energéticos estão entre os assuntos mais importantes a serem abordados em uma perspectiva estratégica”, assegura o documento final da reunião.

As conclusões desses dois dias de contatos servirão para preparar a reunião de líderes do G8 que será realizada em julho, em L’Aquila, cidade italiana que em 6 de abril foi devastada por um terremoto que matou quase 300 pessoas.

O secretário de Energia americano, Steven Chu, assegurou ao término do encontro que o mundo precisa de “uma segunda revolução industrial”.

O representante do Governo Barack Obama citou como exemplo a primeira revolução industrial, quando foi introduzida a energia elétrica “para melhorar as condições de vida das pessoas”, e explicou que agora é preciso uma “redução no consumo de energia e de produção de CO2”.

O documento final admite que os combustíveis fósseis continuarão sendo “um componente-chave do mix energético na maioria dos países, tanto desenvolvidos como em desenvolvimento, durante muitas décadas”.

No entanto, o G8 se comprometeu em Roma a apresentar 20 projetos de grandes dimensões antes de 2010 para apoiar o desenvolvimento de tecnologias limpas e a redução de custos nesta indústria.

Os países mais industrializados citam especificamente a energia nuclear como uma alternativa para diversificar e contribuir com a segurança energética e acrescentam que essa tecnologia reduz “as emissões de gases causadores do efeito estufa”.

No entanto, destacaram que para poder ter acesso a essa energia é fundamental o compromisso com “a segurança e a não-proliferação de armas nucleares”.

O G8 confia nas negociações na Organização Mundial do Comércio (OMC) para que se liberalize a troca entre países de “tecnologias de baixo consumo de energia” através de uma “redução de tarifas”.

O grupo de países mais desenvolvidos também se diz partidário de uma colaboração mais estreita “entre instituições públicas e o setor privado”.

O G8 emitiu um documento conjunto com os demais países participantes da reunião: Brasil, China, Egito, Índia, Coreia do Sul, México, Arábia Saudita, África do Sul, Argélia, Austrália, Indonésia, Líbia, Nigéria, Ruanda e Turquia.

No texto se recomenda que a crise não atrase “os investimentos em programas energéticos”, ao alegar que são “essenciais para a recuperação econômica e a prosperidade sustentável”.

Entre outras medidas, essas 15 economias e o G8 se mostraram de acordo em estender o diálogo entre os países produtores de combustíveis fósseis e os Estados consumidores, assim como com as nações que servem de passagem no transporte da energia.

Além disso, os países reunidos em Roma manifestaram a intenção de impulsionar o desenvolvimento das infraestruturas energéticas na África, já que são um “importante elemento para o desenvolvimento econômico e para combater a pobreza”.

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Petrobras inicia produção em Tupi nesta sexta-feira

1 de maio de 2009

http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u558867.shtml

Folha de S.Paulo

01/05/2009

Petrobras inicia produção em Tupi nesta sexta-feira

CIRILO JUNIOR

da Folha Online, no Rio

O país inicia nesta sexta-feira a exploração no campo de Tupi, na camada pré-sal da bacia de Santos, com a partida no TLD (Teste de Longa Duração). Na definição do presidente da estatal, José Sergio Gabrielli, começa uma nova era na extração de petróleo no país. O início, porém, é um pouco frustrante, já que ocorre sem o novo marco regulatório do setor definido.

A cerimônia que marcará o início da extração de petróleo em Tupi contará com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, além dos principais ministros do governo, como Dilma Rousseff (Casa Civil).

Com o cancelamento da etapa em alto-mar em razão do mau tempo, a primeira extração de petróleo do pré-sal no campo de Tupi será celebrada por Lula e por Dilma em cerimônia na Marina da Glória, no Rio. Gabrielli e Edison Lobão (Minas e Energia) vão à plataforma de helicóptero. Lá, pegarão amostra do óleo, que será levada a Lula.

Apesar de a exploração no pré-sal ter começado oficialmente em setembro, no Espírito Santo, é na bacia de Santos onde se encontram as maiores perspectivas de produção na nova fronteira exploratória.

Tupi não foi o bloco pioneiro em termos de descoberta no pré-sal, mas foi nele onde a Petrobras teve a primeira confirmação a respeito de gigantescas reservas de petróleo e gás. Tupi tem entre 5 bilhões e 8 bilhões de barris de petróleo e gás estimados em reservas, praticamente metade das atuais reservas brasileiras, que beiram os 14 bilhões de petróleo e gás.

“Esperamos obter informações que nos oriente e nos ajuste no programa de desenvolvimento. O TLD permitirá o maior conhecimento dos poços no pré-sal, o que será fundamental para a otimização dos custos de exploração”, explicou Gabrielli.

O TLD permitirá uma produção de até 30 mil barris/dia e vai durar até o final do ano que vem. Em dezembro de 2010, está previsto o início do projeto-piloto, que elevará a produção para 100 mil barris/dia. A expectativa da estatal é que nos próximos 12 anos, a camada pré-sal será responsável por uma adição de 1 milhão de barris/dia de petróleo. Em 18 anos, a produção na camada ultra profunda adicionará 1,8 milhão de barris/dia à produção nacional.

“Esse teste inicia uma nova era, representa uma mudança significativa na condição de produção e exploração de petróleo”, observou Gabrielli.

A camada pré-sal tem cerca de 800 quilômetros de extensão, e se estende entre os Estados do Espírito Santo e de Santa Catarina. A perspectiva é que o Brasil se torne um dos dez maiores produtores do mundo com o pré-sal, sendo, inclusive, um exportador de óleo.

http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u558867.shtml

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