NOTÍCIAS 31 de agosto de 2009

31 de agosto de 2009

Diário do Pré-Sal

31/08/2009

Clipping com as mais importantes notícias a respeito do

“Novo Marco Regulatório” do petróleo

NOVA LEI DO PETRÓLEO

NOVO MARCO REGULATÓRIODO PETRÓLEO


“Governo aumenta número de projetos sobre pré-sal e resolve pedir urgência constitucional”

Daniel Lima, Priscilla Mazenotti e Yara Aquino, Repórteres da Agência Brasil, 31 de Agosto de 2009
http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2009/08/31/materia.2009-08-31.1623378361/view

“Lula anuncia regras para exploração do petróleo do pré-sal”

Carolina Pimentel, Repórter da Agência Brasil, 31 de Agosto de 2009
http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2009/08/31/materia.2009-08-31.9524522669/view

“Marco regulatório do pré-sal será enviado ao Congresso em regime de urgência”

Carolina Pimentel, Repórter da Agência Brasil,  31 de Agosto de 2009
http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2009/08/30/materia.2009-08-30.6395272629/view

“Ministros e parlamentares se reúnem com Lula para conhecer marco regulatório do pré-sal”

Daniel Lima e Yara Aquino, Repórter da Agência Brasil, 31 de Agosto de 2009
http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2009/08/31/materia.2009-08-31.6106540794/view

“Governo vai manter sistema de participação especial para estados produtores de petróleo”

Carolina Pimentel, Repórter da Agência Brasil,  31 de Agosto de 2009
http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2009/08/31/materia.2009-08-31.3152206589/view

“Estatal para administrar petróleo da camada pré-sal se chamará Petrosal”

Carolina Pimentel, Repórter da Agência Brasil,  31 de Agosto de 2009
http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2009/08/31/materia.2009-08-31.3949796493/view

“Governo aumenta número de projetos sobre pré-sal e resolve pedir urgência constitucional”

Daniel Lima, Priscilla Mazenotti e Yara Aquino, Repórteres da Agência Brasil, 31 de Agosto de 2009
http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2009/08/31/materia.2009-08-31.1623378361/view

“Decisão do governo de votar pré-sal em regime de urgência muda receptividade da oposição”

Marcos Chagas, Repórter da Agência Brasil, 31 de Agosto de 2009
http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2009/08/31/materia.2009-08-31.7200849445/view

“Professor acredita que reservas do pré-sal podem ser maiores do que se estima”

Lourenço Canuto, Repórter da Agência Brasil, 31 de Agosto de 2009
http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2009/08/31/materia.2009-08-31.8039269495/view

“Lula: marco regulatório do pré-sal é novo Dia da Independência para o Brasil”

Paula Laboissière, Repórter da Agência Brasil, 31 de Agosto de 2009
http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2009/08/31/materia.2009-08-31.9523861997/view
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“Petrobras prevê dez novas plataformas para o pré-sal até 2016”

Nielmar de Oliveira, Repórter da Agência Brasil, 31 de Agosto de 2009
http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2009/08/29/materia.2009-08-29.5923673380/view

“Pré-sal: Um gigantesco reservatório de petróleo e gás abaixo da camada do sal”

Nielmar de Oliveira, Repórter da Agência Brasil
http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2009/08/29/materia.2009-08-29.4959920420/view

“Dilma e Lobão acertam últimos detalhes do marco regulatório do pré-sal”

Carolina Pimentel, Repórter da Agência Brasil,  30 de Agosto de 2009
http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2009/08/30/materia.2009-08-30.7400230667/view

“Lula, Dilma e Petrobras delinearam modelo para novas regras”

Valdo Cruz, da Folha de S.Paulo, 30 de Agosto de 2009
http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u617175.shtml

“Petrobras teve forte influência na lei”

DIÁRIO CATARINENSE, 31 de agosto de 2009
http://dc.clicrbs.com.br/diariocatarinense/jsp/default2.jsp?uf=2&local=18&source=a2636615.xml&template=3898.dwt&edition=13028&section=129

Governo pode ampliar participação na Petrobras

Power,  27/08/2008
http://www.power.inf.br/pt/?p=205

PSDB, DEM e PPS dizem que governo faz uso político do pré-sal”

Luana Lourenço, Repórter da Agência Brasil, 30 de Agosto de 2009
http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2009/08/30/materia.2009-08-30.1557637435/view

“Investidores temem incertezas de novas regras para pré-sal”

Pablo Uchoa, Da BBC Brasil em Londres. 31 de Agosto de 2009
http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2009/08/090831_presaolanuncio_pu.shtml

“Empresas privadas criticam urgência em lei para explorar pré-sal”

Lorenna Rodrigues, da Folha Online, 27/08/2009
http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u615722.shtml
 

Modelo do pré-sal gera incerteza para investimento privado, critica Nota da CNI

31 de agosto de 2009

http://www.cni.org.br/portal/main.jsp?lumPageId=4028809713F827B10113F884BF592E30&lumI=servicocorporativo.agenciaindustria.detAgenciaIndustria&itemId=FF808081237102CA012372474AE7144D

Confederação Nacional da Indústria

31/08/09

Modelo do pré-sal gera incerteza para investimento privado, critica Nota da CNI

Brasília – A Confederação Nacional da Indústria (CNI) defende, em Nota à Imprensa, que a proposta do marco regulatório do pré-sal, anunciada nesta segunda-feira, 31, pelo Governo Federal, não seja recebida como fato consumado, mas como “ponto de partida para um debate” que ainda receberá contribuições do setor privado. Por isso, a CNI acredita que deve ser evitada a urgência constitucional para a tramitação do marco regulatório no Congresso Nacional.

A nota da CNI à imprensa sustenta que as inovações trazidas pelo novo modelo, como a substituição dos contratos de concessão por contratos de partilha e a criação de uma empresa estatal, devem ser melhor avaliadas, uma vez que deverão ter impacto sobre as decisões dos investimentos privados.

Nota à Imprensa

· O Marco Regulatório precisa ser debatido com a sociedade: a proposta apresentada não deve ser recebida como fato consumado, mas como ponto de partida para um debate em que o setor privado aportará as suas contribuições. O impacto do pré-sal na estrutura produtiva brasileira deverá ser de tal ordem que a definição do seu modelo precisa ser amplamente debatida. Assim deve ser evitada a urgência constitucional para a sua tramitação.

· Marco Regulatório tem que ser capaz de atrair o investimento privado nacional e estrangeiro: o elevado potencial de produção dessa nova área de exploração define que a participação do investimento privado é imperativa; o volume de investimentos envolvido impõe esta participação; assim, o novo marco tem que conferir ao setor privado parâmetros de atratividade e segurança jurídica adequados.

· Papel da agência reguladora é essencial: em grande medida o sucesso brasileiro na produção de petróleo – pós quebra do monopólio – está associado à atuação da agência reguladora (ANP) na gestão de um marco regulatório que favoreceu a participação de novas empresas no setor e permitiu dobrar a produção em 10 anos. O novo modelo traz diversas inovações, a exemplo da substituição dos contratos de concessão por contratos de partilha e da criação de uma nova empresa estatal que necessitam ser melhor avaliadas, especialmente no seu impacto sobre as decisões do investimentos privado. Estas inovações propostas reforçam a importância da agência reguladora exercer seu papel de arbitragem nos conflitos entre os diferentes agentes do setor.

· Investimentos no pré-sal representam oportunidade para a indústria e recomendam política de fomento industrial específica: o volume de produção estimado para o pré-sal e os investimentos associados à sua exploração e produção deverão gerar uma excepcional oportunidade para a indústria brasileira. A carteira de encomendas associada tanto à pesquisa quanto à produção de petróleo e gás no pré-sal impõe uma política industrial adequada para permitir que esta demanda maximize a geração de renda e emprego no país. A experiência do PROMINP é um ponto de partida, mas precisará ser ampliada com a consolidação de uma política de fomento mais abrangente.

· A CNI promoverá de imediato o debate com as Federações de Indústrias e Associações Nacionais Setoriais com o objetivo de consolidar o posicionamento do setor privado.

Rádio Indústria

Fonte: CNI

http://www.cni.org.br/portal/main.jsp?lumPageId=4028809713F827B10113F884BF592E30&lumI=servicocorporativo.agenciaindustria.detAgenciaIndustria&itemId=FF808081237102CA012372474AE7144D

Pré-sal e o futuro do País

31 de agosto de 2009

http://blog.planalto.gov.br/pre-sal-e-o-futuro-do-pais/
BLOG DO PLANALTO
segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Pré-sal e o futuro do País

Com o Pré-sal, o Brasil tem um futuro promissor pela frente, mas ele só vai se realizar com o correto uso dos recursos a serem gerados pela exploração das grandes reservas de petróleo e gás natural recentemente descobertas pela Petrobras. Os ministros Dilma Roussef (Casa Civil) e Edison Lobão (Minas e Energia) afirmaram, em seus discursos durante o ato de anúncio do novo marco regulatório do Pré-sal, que é preciso garantir que os recursos gerados tenham como prioridade o combate à pobreza, educação, ciência e tecnologia e sustentabilidade ambiental.

Lobão apresentou, no evento realizado no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília, o resultado dos estudos da Comissão Interministerial instituída pelo presidente Lula para elaborar a proposta do novo marco regulatório e afirmou que a atualização da legislação para o setor é “imprescindível e urgente”, lembrando que outras nações também o fizeram “ao identificar em seus territórios reservas tão generosas”.

Lobão disse que os estudos da Comissão tiveram como norte o artigo 20 da Constituição Federal, que diz:

São bens da União (vale dizer, do povo brasileiro) os recursos minerais, inclusive os do subsolo

“Com base nesse preceito constitucional, o novo modelo propõe beneficiar todos os brasileiros com os resultados do aproveitamento das riquezas do Pré-Sal”, afirmou o ministro de Minas e Energia.

Já a Dilma Roussef afirmou que o tema interessa a cada um dos brasileiros e que os projetos de lei encaminhados pelo governo ao Congresso, com a proposta de novo marco regulatório, são o caminho mais rápido e seguro para garantir um futuro melhor para as próximas gerações.

“O quatro projetos criam as condições para que o Brasil possa dar esse passo ao futuro”, afirmou a ministra, lembrando ainda a importância do Pré-sal para o fortalecimento da posição brasileira na geopolítica internacional.

Clique aqui para ver a apresentação da ministra Dilma Roussef durante o ato realizado em Brasília.

Clique nos links abaixo e confira a íntegra de cada um dos quatro projetos encaminhados ao Congresso:

Projeto de Lei que dispõe sobre a exploração e a produção de petróleo, de gás natural e de outros hidrocarbonetos fluidos sob o regime de partilha de produção, em áreas do pré-sal e em áreas estratégicas e altera dispositivos da Lei 9.478

Projeto de Lei que autoriza o Poder Executivo a criar a empresa pública denominada Empresa Brasileira de Administração de Petróleo e Gás Natural S.A. – PETRO-SAL

Projeto de Lei que cria o Fundo Social – FS, e dá outras providências

Projeto de Lei que autoriza a União a ceder onerosamente à Petrobras o exercício das atividades de pesquisa e lavra de petróleo, de gás natural e de outros hidrocarbonetos fluidos de que trata o inciso I do art. 177 da Constituição


http://blog.planalto.gov.br/pre-sal-e-o-futuro-do-pais/

Petrobras teve forte influência na lei

31 de agosto de 2009

http://dc.clicrbs.com.br/diariocatarinense/jsp/default2.jsp?uf=2&local=18&source=a2636615.xml&template=3898.dwt&edition=13028&section=129

DIÁRIO CATARINENSE

31 de agosto de 2009
ENERGIA

Petrobras teve forte influência na lei

A nova Lei do Petróleo foi concebida dentro da visão nacionalista do presidente Lula e da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil), mas teve forte influência de executivos da Petrobras na definição da sua modelagem operacional.

Questionados em suas propostas iniciais, os dirigentes da Petrobras conseguiram convencer o presidente de que era preciso fortalecer a estatal. Eles fizeram parte do restrito grupo comandado pelos ministros Dilma e Edison Lobão (Minas e Energia), que estudou nos últimos 14 meses o novo modelo de exploração do petróleo.

A outros setores, o governo fez basicamente consultas técnicas e não convidou empresários, especialistas e políticos para debater a proposta.

O centro das discussões foi a comissão interministerial criada por Lula para cuidar do assunto, em julho do ano passado, com a orientação presidencial de montar um modelo com forte controle estatal.

Surgiram, daí, os primeiros embates internos com a Petrobras. Dilma e o ministro Edison Lobão, que operaram em parceria, defendiam um limite à estatal pela avaliação de que ela não pertencia totalmente ao governo e tinha boa parte de suas ações no mercado.

A Petrobras, naquele momento, reivindicava todos os principais campos do pré-sal como recompensa por ter sido a “madrugadora” e “descobridora” do pré-sal. A ideia foi rechaçada. Dilma e Lobão passaram a defender a criação de uma nova estatal, controlada totalmente pela União, copiando o modelo norueguês adotado depois que o país nórdico descobriu grandes reservas de petróleo.

Brasília

DIÁRIO CATARINENSE, 31 de agosto de 2009, n° 8546, pg. 11

http://dc.clicrbs.com.br/diariocatarinense/jsp/default2.jsp?uf=2&local=18&source=a2636615.xml&template=3898.dwt&edition=13028&section=129

Lula encaminha projetos de lei sobre o pré-sal ao Congresso

31 de agosto de 2009

http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2009/08/31/materia.2009-08-31.8146387483/view

AGÊNCIA BRASIL

31 de Agosto de 2009

Lula encaminha projetos de lei sobre o pré-sal ao Congresso

Carolina Pimentel

Repórter da Agência Brasil

Brasília – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou há pouco as mensagens encaminhando os quatro projetos de lei com o marco regulatório para a exploração do pré-sal ao Congresso.

O primeiro prevê as regras para a exploração e produção de petróleo. O segundo trata da criação da Petrosal, estatal que vai administrar a exploração. O terceiro prevê a criação de um fundo social com parte dos lucros para o combate à pobreza e projetos nas áreas de educação, cultura, ciência e tecnologia. O quarto projeto de lei autoriza a União a capitalizar a Petrobras.

Os projetos foram encaminhados ao Congresso Nacional em regime de urgência.

http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2009/08/31/materia.2009-08-31.8146387483/view

Modelo de partilha prevê participação da Petrobras em todos os blocos

31 de agosto de 2009

http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2009/08/31/materia.2009-08-31.6576616472/view

AGÊNCIA BRASIL

31 de Agosto de 2009

Modelo de partilha prevê participação da Petrobras em todos os blocos

Sabrina Craide

Repórter da Agência Brasil

Brasília – O projeto de lei que estabelece o modelo de partilha de produção para a exploração do petróleo da camada pré-sal prevê que a Petrobras será a operadora de todos os blocos contratados, e terá uma participação mínima de 30% em todas as áreas licitadas.

A União poderá contratar diretamente a Petrobras para produzir no pré-sal ou licitar empresas para participar dos contratos de partilha. O vencedor será quem atribuir maior percentual à União.

A empresa vencedora da licitação vai realizar todas as operações exploratórias por sua conta e risco e, em caso de sucesso, será reembolsada em óleo pelos investimentos exploratórios e de desenvolvimento da produção

A licitação vai ser realizada pela Agência Nacional do Petróleo, de acordo com as diretrizes do Ministério de Minas e Energia, aprovadas pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE).

Um comitê operacional será composto por representantes das partes, que, entre outras atribuições, vai acompanhar custos, além de analisar e aprovar investimentos

Segundo o governo, o modelo de partilha de produção tem como objetivo assegurar para o país a maior parcela do óleo e do gás, apropriando para o povo brasileiro parcela significativa da valorização do petróleo.

O sistema de partilha prevê que o petróleo que for extraído da região pré-sal será dividido entre a União e as empresas vencedoras das licitações. Atualmente, as concessionárias ficam com a totalidade do óleo extraído, pagando royalties e participação especial à União, estados e municípios. O sistema de concessão permanecerá para os contratos já firmados.

http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2009/08/31/materia.2009-08-31.6576616472/view

Fundo social previsto no marco regulatório quer evitar “maldição do petrólelo”

31 de agosto de 2009

http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2009/08/31/materia.2009-08-31.2946698772/view

AGÊNCIA BRASIL

31 de Agosto de 2009

Fundo social previsto no marco regulatório quer evitar “maldição do petrólelo”, diz Dilma

Mariana Jungmann

Repórter da Agência Brasil

Brasília – O fundo social, cuja criação está prevista no marco regulatório do pré-sal, apresentado hoje (31) pelo governo, tem o objetivo de evitar a “maldição do petróleo”, segundo afirmou a ministra-chefe da Casa Civil da Presidência da República, Dilma Rousseff. O fundo é um dos projetos de lei que o governo encaminhou ao Congresso Nacional.

“Com isso, queremos evitar a maldição do petróleo, que é a manutenção da pobreza em países com grande produção”, disse Dilma. O fundo será criado para administrar e distribuir os recursos advindos do petróleo. As atividades prioritárias a serem financiadas por ele serão o combate à pobreza, o incentivo à educação, à cultura, à sustentabilidade ambiental e à inovação científica e tecnológica. Os recursos do fundo serão orçados e fiscalizados pelo Congresso.

De acordo com a ministra, um dos projetos enviados ao Congresso cria o modelo de contrato de partilha para a exploração do óleo de águas profundas, a ser adotado nas áreas que ainda não são objeto de concessão. “Teremos no Brasil o modelo misto, com contratos de partilha e também de concessão, como ocorre em vários outros países produtores de petróleo”.

No contrato de partilha, diferentemente do contrato de concessão vigente hoje, a empresa contratada empreenderá por sua conta e risco todas as operações exploratórias e será reembolsada pelo governo em óleo e gás. A Petrobras será a operadora que irá conduzir as atividades e providenciar a tecnologia, pessoal e recursos materiais necessários. A estatal também terá pelo menos 30% de participação no bloco. De acordo com Dilma, o critério para a escolha da empresa será um só: o percentual de óleo para a União.

Outro projeto de lei criará a empresa subsidiária da Petrobras, a Petro-Sal, que representará a União nos consórcios e comitês operacionais que serão montados com representantes das duas partes. O objetivo da nova empresa será “diminuir a assimetria” de interesses entre a União e as empresas prestadoras de serviços, explicou a ministra.

http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2009/08/31/materia.2009-08-31.2946698772/view

IBP critica decisão do governo por operador único no pré-sal

31 de agosto de 2009

http://portalexame.abril.com.br/servicos/guiadoinvestidor/mercado/detail/ibp-critica-decisao-governo-operador-unico-pre-sal-514336.shtml
31 de Agosto de 2009

IBP critica decisão do governo por operador único no pré-sal

Reportagem de Denise Luna; Edição de Marcelo Teixeira

BRASÍLIA, 31 de agosto (Reuters) – O Instituto Brasileiro do Petróleo, entidade que reúne empresas que operam em exploração no Brasil, considerou equivocada a decisão do governo de ter apenas um operador para as áreas do pré-sal, no caso a Petrobras.

“Ter um operador só não é bom, nem para a própria Petrobras. Outras empresas trariam mais tecnologia para o setor. Ninguém tem o monopólio do saber”, afirmou a jornalistas João Carlos de Luca, presidente do IBP, após o evento em que o governo apresentou suas propostas para modificar a legislação do setor.

Segundo ele, a questão do operador único é um ponto que deveria ser rediscutido agora que as propostas seguem para o Congresso, para contribuir na atração de investidores.

“No momento em que são só participantes (dos consórcios), eles vão entrar com pouco capital, e vão ter participação mínima. Olhando 15, 20 anos na frente, não é bom ter operador único”, acrescentou.

O presidente do IBP também citou a questão da competitividade na indústria de fornecedores como fator que vai contra a idéia do governo.

“No futuro, por exemplo, teremos um comprador único, sendo a Petrobras. O fabricante que tiver problema com a Petrobras fica sem mercado. Tem que manter a competitividade internacional”, afirmou.

(Reportagem de Denise Luna; Edição de Marcelo Teixeira)

http://portalexame.abril.com.br/servicos/guiadoinvestidor/mercado/detail/ibp-critica-decisao-governo-operador-unico-pre-sal-514336.shtml

O governo anuncia propostas para novo margo regulatório do pré-sal

31 de agosto de 2009

O governo anuncia as propostas para a exploração do petróleo da camada pré-sal

Governo anuncia propostas para novo marco regulatorio do pre-sal

http://www.agenciabrasil.gov.br/media/videos/2009/08/31/1_pre_sal.flv/view


Ministro Lobão: “Regime de concessão não condiz à nova realidade”

31 de agosto de 2009

http://www.estadao.com.br/noticias/economia,lobao-regime-de-concessao-nao-condiz-a-nova-realidade,427493,0.htm

O Estado de S.Paulo

31/08/2009

Lobão: regime de concessão não condiz à nova realidade

Fernando Nakagawa, Fabio Graner e Leonardo Goy

Agencia Estado

BRASÍLIA – O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, fez hoje uma forte defesa da adoção do sistema de partilha para a produção de petróleo nos novos campos do pré-sal. Durante a apresentação do novo marco regulatório, nesta tarde, em Brasília, Lobão afirmou que os grandes produtores mundiais de petróleo “preferem o sistema de partilha”.

Para o ministro, o regime de concessão é “de uma realidade que não existe mais no Brasil”. Lobão afirmou que as atuais regras de produção de petróleo no Brasil foram criadas em período distinto, em que o País tinha um nível de desenvolvimento diferente do atual. Ele defendeu ser necessário atualizar o marco regulatório para que o País possa ter “pleno desenvolvimento” com o início da produção do pré-sal.

Ao defender esse modelo, Lobão levantou a possibilidade de utilização desse regime para outras áreas além do pré-sal que tenham características semelhantes às observadas nos novos campos. Segundo o ministro, a partilha poderia ser usada em áreas que tenham alto potencial e baixo risco.

Apesar de defender o novo modelo, Lobão ressaltou que os contratos existentes terão as regras mantidas. “Isso é intocável”, afirmou. O ministro de Minas e Energia disse ainda que a nova empresa que será criada para a gestão do produção do pré-sal terá o corpo técnico “da mais alta competência e um número reduzido de empregados”.

ANP

A Agência Nacional do Petróleo (ANP) será a responsável pelas licitações que vão escolher as empresas que assinarão os contratos de partilha com a União para a produção petrolífera da camada pré-sal. A regra consta de documento sobre o resumo do marco regulatório, que foi distribuído hoje pela Presidência da República.

Segundo o documento, a ANP fará as licitações de acordo com diretrizes do Ministério de Minas e Energia aprovadas pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE). Além disso, caberá à agência regular os contratos. O governo também estabelece que nos leilões será vencedora a empresa que oferecer a maior fatia de sua produção à União.

http://www.estadao.com.br/noticias/economia,lobao-regime-de-concessao-nao-condiz-a-nova-realidade,427493,0.htm

Video do anúncio dos PLs para novo Marco Regulatorio do Pré-Sal

31 de agosto de 2009

Video que mostra o discurso do presidente Lula durante o lançamento da proposta do Governo para o novo Marco Regulatório do Pré-Sal.

http://www.youtube.com/watch?v=AFKr001ou3o

http://www.youtube.com/watch?v=Bat_mTRcBWY&feature=related


Primeiro óleo do pré-sal jorrou no Parque das Baleias, no Espírito Santo

31 de agosto de 2009

http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2009/08/29/materia.2009-08-29.1456929683/view
31 de Agosto de 2009

Primeiro óleo do pré-sal jorrou no Parque das Baleias, no Espírito Santo

Nielmar de Oliveira

Repórter da Agência Brasil
Divulgação Petrobras
PETROBRAS_Pre-Sal_AgenciaBrasil.jpg
Rio de Janeiro – Mapa da Petrobras mostra região onde estão as reservas de petróleo da camada pré-sal

Rio de Janeiro – O primeiro óleo abaixo da camada do sal foi produzido no dia 2 de setembro do ano passado, no Campo de Jubarte, na Bacia de Campos, no litoral sul do Espírito Santo.

A produção do pré-sal, no entanto, começou para valer com o início do teste de longa duração do Campo de Tupi, na Bacia de Santos, a maior descoberta do pré-sal até o momento, com reservas estimadas entre 5 bilhões e 8 bilhões de barris de petróleo e óleo equivalente.

A P-34, plataforma utilizada no Espírito Santo, já produzia petróleo no Campo de Jubarte desde dezembro de 2006, mas em um reservatório localizado acima da camada de sal. A antecipação da produção da camada pré-sal no Espírito Santo foi possível porque a plataforma estava situada a apenas 2,5 quilômetros do poço exploratório, abaixo do Campo de Jubarte, em lâmina d’água de 1.375 metros.

O poço de Jubarte está localizado a 70 quilômetros da costa do Espírito Santo, com o óleo sendo extraído a 4.700 metros de lâmina d’água (distância da superfície até o reservatório), tendo, para isso, que ultrapassar uma camada de 200 metros de sal.

No caso de Tupi, no entanto, o reservatório está a mais de 6 mil metros de profundidade e a camada de sal chega a cerca de 2 mil metros, uma situação que predomina nos demais campos da nova província.

No dia 10 de maio deste ano, a Petrobras iniciou uma nova era do setor petrolífero do país, com a produção do Campo de Tupi, o primeiro a ser descoberto na área do pré-sal da Bacia de Santos e a maior reserva já descoberta no país.

O início da produção no Campo de Tupi ocorreu nos moldes do chamado teste de longa duração, a partir de uma plataforma do tipo que explora, produz e estoca petróleo e gás com uma vazão inicial de 30 mil barris de petróleo por dia. A unidade encontra-se ancorada a 2.140 metros de profundidade.

No fim de 2010, concluído o teste de longa duração, entrará em operação o projeto-piloto de Tupi, que terá capacidade para produzir e processar diariamente 100 mil barris de óleo e 4 milhões de metros cúbicos de gás. O primeiro módulo definitivo do projeto de desenvolvimento da área poderá ser uma extensão do projeto-piloto.

Com duração inicialmente prevista de 15 meses, o teste de Tupi colherá as informações técnicas para o desenvolvimento dos reservatórios descobertos pela empresa na Bacia de Santos. Para a Petrobras, o início do teste de longa duração de Tupi inaugura o desenvolvimento de uma nova fronteira exploratória, constituída por reservatórios de petróleo em rochas carbonáticas do tipo microbiais (originadas de micro-organismos fossilizados há milhões de anos), localizados a cerca de 5 mil metros de profundidade a partir do leito marinho e sob lâmina d’água de mais de dois mil metros”.

Na avaliação da companhia, é um desafio tecnológico inédito não só por exigir a construção de poços que atravessarão cerca de 2 mil metros de sal, como também reservatórios formados por rochas ainda pouco conhecidas na indústria. Por serem jazidas localizadas a grande distância da costa, será exigido novo e complexo modelo logístico para transporte de pessoas e equipamentos, assim como para armazenamento e escoamento da produção.

A empresa considera o Campo de Tupi, que acumula óleo de médio a leve de boa qualidade, como um ponto de partida para que se conheça melhor o pré-sal. Ao mesmo tempo, entende que a atividade de produção subsidiará o corpo técnico da Petrobras para os futuros projetos de desenvolvimento da produção da província, descoberta depois que, em 2003, a empresa diversificou seus trabalhos exploratórios em mar para norte e sul do núcleo central da Bacia de Campos.

Hoje, o teste de longa duração de Tupi está suspenso temporariamente. A estatal foi obrigada a fechar o poço de produção, na região do pré-sal da Bacia de Santos, por causa de um problema de fabricação nos parafusos de fixação da “árvore de natal molhada”, um equipamento submarino de controle da produção.

A Petrobras destacou que o problema verificado não está relacionado com aspectos de produção do campo ou de tecnologia e não tem impacto no desenvolvimento do polo.

O campo de Tupi é operado pela Petrobras (65%) em parceria com a britânica BG Group (25%) e com a portuguesa Galp Energia (10%) e deverá voltar a operar neste mês de setembro.

http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2009/08/29/materia.2009-08-29.1456929683/view

O pré-sal e o esforço dos tucanos contra a Petrobras

30 de agosto de 2009

http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=16130

AGÊNCIA CARTA MAIOR

30/08/2009

O pré-sal e o esforço dos tucanos contra a Petrobras

No momento em que o governo brasileiro anuncia as regras para a exploração da camada pré-sal, o PSDB negocia com empresa norte-americana para “assessorar” partido na CPI da Petrobras. Segundo o site de Paulo Henrique Amorim, empresa trabalha para concorrentes da Petrobras. Pela atual avaliação do pré-sal, o Brasil poderá atingir, em 2015, a produção média de aproximadamente 3,4 milhões de barris/dia de petróleo.

Redação – Carta Maior

O governo federal lança nesta segunda-feira as regras básicas para a exploração da camada Pré-sal, situada em uma faixa que vai do estado do Espírito Santo ao de Santa Catarina, ao longo de 800 quilômetros da costa brasileira.

Pela atual avaliação do Pré-sal, o Brasil poderá atingir, em 2015, a produção média de aproximadamente 3,4 milhões de barris/dia de petróleo. Pelos dados atuais, considera-se que o maior potencial esteja na Bacia de Santos, no Litoral dos estados de São Paulo e Rio de Janeiro. A exploração fica a cerca de 250 quilômetros de distância da costa. No local, já foram perfurados 14 poços, que resultaram em 13 descobertas. O volume de apenas três das descobertas anunciadas, até o momento, é estimado entre 9,5 e 14 bilhões de barris. Esse volume já garante o dobro das atuais reservas.

Para chegar a tais descobertas foram desenvolvidas novas tecnologias, suficientes para atravessar a camada salina, que, em alguns trechos, chega a possuir em torno de dois mil metros de espessura. A profundidade da camada de sal varia de 800 a três mil metros abaixo do nível do mar, em “águas profundas e ultra-profundas”.

Estudos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) indicam a necessidade de investimentos de cerca de 80 milhões de dólares nos próximos dez anos. Como se trata de riqueza, haverá lucros, que serão, em parte, depositados em um fundo especial, destinado ao combate à pobreza e à educação. Em princípio, a Petrobras terá participação mínima de 30% dos custos e lucros que as empresas tiverem no negócio.

O anúncio das regras será feito pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em Brasília. Em seguida, os projetos apresentados serão encaminhados ao Congresso para que as mudanças sejam debatidas e transformadas em leis para regular a exploração e produção de gás e petróleo. Outras mudanças nas regras de exploração e produção na área do Pré-sal serão anunciadas pela presidência da República.

Uma das novidades será a criação de uma empresa pública, ainda sem nome definido. O novo modelo será em regime de partilha da produção e a empresa será responsável pela gestão dos contratos de partilha, de produção e de comercialização de petróleo e gás na área do Pré-sal. Pelo sistema, a União poderá contratar diretamente a Petrobras ou, por meio de licitação, empresas nacionais ou internacionais.

Empresa dos EUA vai trabalhar para tucanos na CPI da Petrobras

O site Conversa Afiada, do jornalista Paulo Henrique Amorim, publicou e-mail de uma fonte ligada à indústria do petróleo falando sobre a iniciativa de tucanos de contratar uma empresa norte-americana para assessorar o PSDB na CPI da Petrobrás. O e-mail afirma:

O senador Álvaro Dias declarou que o partido está em negociação com uma empresa de Houston, nos Estados Unidos, para auxiliar seu trabalho na CPI da Petrobras. E diz mais: “Foi a única empresa até agora que topou nos ajudar porque não é daqui e deve trabalhar para as concorrentes da Petrobrás. Na próxima semana devemos ter muito mais munição”.

As motivações do PSDB aos poucos vão ficando claras, comenta Paulo Henrique Amorim:

Para atacar um patrimônio nacional busca apoio em uma concorrente nos Estados Unidos, país que tem enorme interesse no enfraquecimento da Petrobras, já que pretende que suas empresas de petróleo ganhem importante fatia do pré-sal. Para isso contam com um senador tucano, que se dispõe a fazer o jogo do capital internacional contra a empresa brasileira”.

E acrescenta:

Depois de tentar mudar o nome da empresa para PETROBRAX, agora os tucanos se dispõem a prestar relevantes serviços aos concorrentes de nossa maior empresa. Mas, sobre isso, a imprensa não fala uma linha. Álvaro Dias deverá se encontrar com representantes de uma empresa de Houston na próxima semana para fechar contrato de investigação sobre a Petrobras. Dias deixou subentendido que a investigação que ficará a cargo da tal empresa pode ultrapassar a análise dos documentos enviados à CPI. O senador falou sobre essa questão com jornalistas do Globo, Estadão e Folha. Mas não deu detalhes. Outro senador que estaria envolvido nos contatos com a empresa é Sérgio Guerra, mas ele se nega a falar sobre o assunto.”

http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=16130

Pré-sal, uma riqueza desconhecida em risco

29 de agosto de 2009

Radio Agência NP

29 de agosto de 2009

Pré-sal, uma riqueza desconhecida em risco

http://www.radioagencianp.com.br/index.php?option=com_content&task=view&id=7499&Itemid=43
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Clique aqui para ouvir (5’17” / 1,20 Mb) – A descoberta de petróleo na camada pré-sal representa a última fronteira deste recurso no mundo. Maior reserva petrolífera descoberta no planeta desde a década de 80, com extensão de 800 quilômetros, a 300 quilômetros da costa brasileira, o pré-sal é uma faixa que vai de Santa Catarina ao Espírito Santo.

Esta descoberta se deu com o desenvolvimento de pesquisa em águas profundas, que atingiu sete mil metros de profundidade nas águas do mar. O estudo foi realizado pela Petrobras, desde a década de 70, com o investimento de milhões de recursos do Estado. De acordo com especialistas, um único furo em alto-mar custa cerca de US$ 200 milhões.

ImageNo entanto, esta riqueza descoberta – que pode alcançar até 300 bilhões de barris de petróleo – ainda não foi calculada na sua totalidade. Para o ex-diretor da Petrobras, Ildo Sauer, esta situação traz o risco de que o Estado não saiba a quantidade de petróleo extraída de cada área, onde transnacionais já estão em operação.

“Qual a grande questão que precisa ser esclarecida urgentemente? É saber se essa formação do pré-sal que vai do estado de Santa Catarina até o Espírito Santo tem uma única e contínua reserva de petróleo ou se são várias grandes reservas de petróleo. Por que é importante saber isso? Porque para operar a retirada desse petróleo, é preciso conhecer sua estrutura geológica. Do contrário, corre-se o risco de danificar a retirada do petróleo.”

Na avaliação de Sauer, não se deve definir a nova Lei do Petróleo sem a exata quantificação das reservas do pré-sal.

“Entendo que é muito difícil definir um modelo de como se vai explorar esse petróleo, de como vai se dividir o resultado dessa exploração, sem conhecer a característica exata. Se há um ou vários grandes reservatórios de exploração. Se as concessões feitas dos reservatórios existentes – quatro no governo Fernando Henrique Cardoso e cinco no governo Lula de direitos de exploração sobre esta área – prevalecem para explorar o pré-sal. Essas questões devem ser esclarecidas para que se possa desenvolver um programa técnico de retirada deste petróleo no futuro em um ritmo, com um programa compatível com a necessidade de gerar recursos.”

Por este motivo, a sociedade civil e os movimentos sociais organizados na campanha “O petróleo tem que ser nosso”, exigem que o Governo Federal contrate a empresa Petrobras para mensurar os recursos de cada campo de petróleo. As reservas do pré-sal podem estar interligadas, por isso é preciso evitar que, a partir de áreas vendidas, o petróleo seja retirado de áreas que ainda não foram colocadas à venda. Atualmente, cerca de 60% da área do pré-sal pertence à União.


Image

O Estado brasileiro deve definir o ritmo da exploração do recurso, de acordo com os interesses do país. Os movimentos sociais questionam a pressa com que as elites querem vender as reservas recém-descobertas.

Para o diretor do Sindicato dos Petroleiros do Rio de Janeiro, Emanuel Cancella, não faz sentido explorar as riquezas com velocidade. De imediato, o ritmo das atuais reservas deve se limitar a atender a demanda interna. Os Estados Unidos, por exemplo, mesmo no auge da produção, sempre investiu em suas fontes de reserva e não exportou petróleo.

“O Brasil já é auto-suficiente na produção de petróleo. Então, não temos nenhuma necessidade de intensificar essa produção. O petróleo é estratégico. Não existe moeda mais forte do que o petróleo. Países que têm reservas de petróleo – os países desenvolvidos – não são exportadores. Eles guardam o seu petróleo estrategicamente e preferem comprar.”

Leia e ouça todos os programas da série especial “O petróleo tem que ser nosso“:

Programa 1 – Petróleo no Brasil: memória de lutas populares
Programa 2 – Pré-sal, uma riqueza desconhecida em risco
Programa 3 – As reservas de petróleo e a luta por soberania nacional
Programa 4 – Fundo Social Soberano nas mãos do povo brasileiro
Programa 5 – Uma outra inserção do Brasil no contexto mundial
Programa 6 – O petróleo e as novas fontes renováveis
Programa 7 – Mobilização: um caminho para o povo brasileiro



Ficha técnica

Coordenação: Danilo Augusto

Revisão de conteúdo: Ana Maria Amorim, Aline Scarso, Desirèe Luíse e Pedro Carrano

Reportagem: Pedro Carrano

Vinhetas: Dafne Melo e Nilton Viana

Sonoplastia: Adílson Oliveira e Jorge Mayer

Locução: Ana Maria Amorim e Pedro Carrano


http://www.radioagencianp.com.br/index.php?option=com_content&task=view&id=7499&Itemid=43

Os desdobramentos internacionais do desenvolvimento e da demanda por petróleo na China, por Diego Pautasso

28 de agosto de 2009

Meridiano 47

28/08/2009

Os desdobramentos internacionais do desenvolvimento e da demanda por petróleo na China, por Diego Pautasso

Diego Pautasso

http://meridiano47.info/
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Se os recursos energéticos fósseis tem sido centrais à economia moderna; o petróleo tem tido uma estreita ligação com a geopolítica (SÉBILLE-LOPEZ, 2006). Mais do que isto, é possível encontrar uma conexão entre a busca de segurança energética e o envolvimento militar dos EUA (FUSER, 2008) e das grandes potências desde a Segunda Guerra Mundial. Trata-se de um recurso estratégico, uma vez que é fundamental ao desenvolvimento de um país e, ao mesmo tempo, de suprimento incerto. Nesse sentido, o presente artigo de conjuntura visa a discutir os desdobramentos para o sistema internacional da ampliação da demanda externa de petróleo pela economia chinesa.

O acelerado desenvolvimento da China após a política de Reforma e Abertura de Deng Xiaoping (1978) tem impulsionado a urbanização e o crescimento da renda per capita, bem como a promoção do mercado interno e a realização de grandes obras de infraestrutura. Com efeito, a economia chinesa está aprofundando a demanda internacional por commodities agrícolas, minerais e energéticas. No caso do suprimento energético, a crescente importação de petróleo torna-se uma questão crucial, uma vez que envolve a sustentação do crescimento da economia e a estabilidade política do país oriental.

Para ilustrar, o consumo de energia na China passou de 361 em 1976 para 1.697 milhões de toneladas equivalentes de petróleo (mtoe) em 2006, ou seja, crescendo 470%, enquanto o consumo de petróleo, no mesmo período, passou de 1.546 para 7.445 milhões de barris diários (mb/d), crescendo 478%. Não houve, portanto, um aumento significativo da participação do petróleo na matriz energética chinesa, mas um aumento do consumo total de energia, preservando a expressiva participação dos recursos energéticos fósseis em mais de 90%. Ou seja, carvão representa 69% da matriz energética, petróleo 21%, hidroelétrica 6%, gás natural 3% e nuclear apenas 1%, segundo a BP Statistical Review of World Energy 2007.

Em função das características da matriz energética chinesa, o governo, a partir do relatório China’s Energy Conditions and Policies, tem sugerido as seguintes linhas de atuação: 1) estímulo às fontes alternativas, 2) aumento da eficiência energética, 3) diversificação das fontes energéticas e 4) ampliação dos fornecedores em escala global. Ainda assim, o forte ritmo de crescimento econômico da China tornou o país importador de petróleo em 1993. Em 2006, o país já era o 3º maior importador mesmo sendo 4º o maior produtor mundial, ou seja, a China produziu 3.687 e importou 3.761 (mb/d), alcançando uma dependência externa de mais de 50% da demanda doméstica. Cabe sembrar que o maior importador foi os EUA com 13.718 (mb/d), seguido do Japão que importou 5.164. Já os maiores produtores foram a Arábia Saudita com 10.859, Rússia com 9.769 e EUA com 6.871. Embora a China seja um grande consumidor e importador líquido de petróleo, o uso per capita ainda é muito baixo, de pouco mais de 5 barris por dia – enquanto os EUA consomem cerca de 71 barris por dia. Isto quer dizer que a tendência de crescimento ainda é muito grande, mesmo com fontes alternativas e aumento da eficiência energética, o que sugere repercussões ainda mais expressivas para o sistema internacional.

Tanto o crescimento da economia quanto o das importações de petróleo estão associados ao menor dinamismo da produção e à diminuição das reservas chinesas. Entre 1986 e 2006, a produção da China de petróleo progrediu cerca de 40%, passando de 2.621 mb/d para 3.684 mb/d, enquanto o consumo cresceu 387%, passando de 1.921 mb/d para 7.445 mb/d, no mesmo período. Já as reservas de petróleo provadas regrediram cerca de 5%, de 17,1 bilhões de barris para 16,3 b/b. Embora as pesquisas e os investimentos na exploração sejam grandes, não acompanham a velocidade do consumo, conforme o BP Statistical Review of World Energy 2007.

Cabe destacar a crescente importância da China na importação de petróleo comparando-a com a maior economia do mundo, os EUA. Em 1991, de um total de 8,2 milhões de toe (toneladas equivalentes de petróleo) consumidos em escala global, a China era responsável por 9% do consumo de petróleo mundial e os EUA, 23%. Já em 2006, de um total de 10,9 milhões de toe, a participação da China foi para 16% e a dos EUA foi para 21%. Em suma, a China foi responsável por 78% do crescimento do consumo mundial de petróleo em 2006, a Índia por 16% enquanto os EUA (e a OCDE em conjunto) tiveram declínio de 7%, como revela o Relatório BP Statistical Review of World Energy (2007, p. 10 e 28).

A análise da evolução da demanda da China por petróleo tem importantes desdobramentos internacionais. De um lado, o desenvolvimento e a ascensão da China dependem do suprimento energético, especialmente o petróleo. De outro, a segurança energética chinesa impacta os negócios e a política internacional, justamente no contexto em que o sistema internacional passa por profundo reordenamento.

O primeiro desdobramento importante, é que a segurança energética chinesa é fundamental ao desenvolvimento e à estabilidade do país, de modo que o 11 º Plano Quinquenal da China (2006) reafirmou a necessidade de desenvolver a cooperação internacional em petróleo-gás, utilizando-se do mercado internacional e proporcionando a segurança do abastecimento do país. Cada vez mais o crescimento da China relaciona-se com a estabilidade da Ásia Oriental e do próprio sistema internacional, uma vez que o país “puxa” a economia mundial – ironicamente financiando a maior potência mundial através da compra de cerca de 800 bilhões de dólares em títulos do Tesouro dos EUA.

Segundo, a necessidade do governo chinês de diversificar a matriz energética (JABBOUR, 2006, cap. 3) no contexto em que a economia mundial transita para a Revolução Científico-Tecnológica sem equacionar uma alternativa aos recursos fósseis. Embora a situação seja mais delicada na China, trata-se de um problema a um só tempo nacional e global, uma vez que as problemáticas ambiental e energética apresentam-se vinculadas. Além disso, a China precisa aprimorar a eficiência energética da economia, equiparando-se aos países desenvolvidos em termos tecnológicos, mas sem reproduzir o modelo de desenvolvimento e os padrões de consumo dos países ocidentais. Daí a necessidade das “três coordenações” a que se refere o 11° Plano Qüinqüenal: coordenação de velocidade, qualidade e rentabilidade; coordenação de consumo, investimento e exportação; e coordenação da população, recursos e ambiente.

Terceiro, a presença crescente das corporações petrolíferas chinesas no mercado internacional (GUIZOT, 2007, cap. 9). As empresas chinesas sofreram reestruturações para competir no mercado internacional e com isso internalizar padrões avançados de produção e gestão dos negócios. São atualmente três grandes corporações multinacionais sobre controle estatal atuando no ramo dos hidrocarbonetos: a CNPC (China National Petroleum Corporation, cuja subsidiária é a PetroChina), a CNOOC (China National Offshore Oil Cororation) e a Sinopec (China Petrochemical Corporation). Além da produção doméstica (85% em território), há as aquisições de empresas e de campos em outros países, como no Equador (EnCana), no Cazaquistão (PetroKazakhstan), no Canadá (PetroCanada), bem como a construção de oleodutos, grandes petroleiros, modernização das refinarias, etc., como destaca o relatório da Energy Information Administration.

Quarto, a crescente demanda externa por petróleo tem forçado a política externa da China a se universalizar, diversificando o suprimento energético. Ou seja, como atesta o caso de Angola (PAUTASSO, 2009), as importações chinesas de petróleo têm como contrapartida ao país africano a realização de grandes aportes financeiros em infraestrutura; a não-imposição de padrões institucionais e de desenvolvimento; e a aceitação, pelo governo chinês, de déficits comerciais. Assim, a China amplia a sua participação no comércio e nos investimentos internacionais, ampliando a inserção internacional sobre a periferia.

Por fim, intensifica-se a competição internacional pelos hidrocarbonetos, com impactos mais diretos sobre os EUA, maior importador e consumidor mundial, como atestam os casos das reservas do Golfo da Guiné, do Mar Cáspio, entre outros. Trata-se de uma conjuntura delicada para os EUA, pois aos problemas domésticos, como déficits gêmeos, erosão do dólar e problemas militares, somam-se à crescente demanda externa por petróleo. Os EUA se deparam com um cenário pouco animador: o declínio das reservas de 39 bilhões de barris de petróleo (1970) para 20,9 bilhões (2006); da produção, que em uma década (1996-2006) caiu de 8.295 para 6.871 milhões de barris por dia (mb/d); e o aumento expressivo do consumo na mesma década (1996-2006) de 18.309 para 20.589 mb/d. O resultado é um déficit de 13.718 mb/d, ou seja, numa importação de mais 66% do total consumido no país.

A argumento central é, portanto, que a política externa e a economia da China têm fornecido uma resposta ativa à dependência de petróleo, com repercussões em várias arenas da economia política internacional. A questão energética ganha sentido maior pois é parte tanto da projeção da China ao núcleo do sistema internacional quanto da resistência dos EUA ao declínio relativo, expressando a tensão entre competição e cooperação nas relações sino-americanas. Quer dizer, o petróleo e a China estão no centro de questões fundamentais ao reordenamento mundial: as fragilidades dos EUA neste setor (importam 66% e consomem mais de 1/5 da produção mundial), a instabilidade das zonas produtoras (Iraque, Irã, Nigéria, etc.) e os novos competidores (China e Índia) que representaram 84% do crescimento do consumo petrolífero em 2006.

Mais do que isto, as equações energética, econômica e ambiental da China, cujo petróleo é uma das maiores expressões, cada vez mais se tornam uma questão global. Em outras palavras, o desenvolvimento pressiona os recursos energéticos, mas ao mesmo tempo é pré-condição para o progresso técnico, para o aumento da eficiência e para geração de alternativas energéticas em um país carente de recursos naturais e com grande população. Em suma, a China precisa equilibrar desenvolvimento e elevação do padrão de consumo sem reproduzir o modelo ocidental.

Referências bibliográficas

* BP Statistical Review of World Energy 2007
* FUSER, Igor. Petróleo e poder. São Paulo: UNESP, 2008.
* GUIZOT, Armelle. Chinese energy market. New York: PalgraveMacmillan, 2007.
* JABBOUR, Elias. China – infra-estrutura e crescimento econômico. São Paulo: Anita Garibaldi, 2006.
* MORGENTHAU, Hans. A política entre as nações. Brasília-São Paulo: UnB-IPRI, 2003.
* PAUTASSO, Diego. As relações econômicas internacionais entre China e Angola. In: Meridiano 47 – Boletim de Análise de Conjuntura em Relações Internacionais. Brasília-IBRI, 08/04/2009.
* SÉBILLE-LOPEZ, Philippe. Geopolíticas do Petróleo. Lisboa: Instituto Piaget, 2006.

Diego Pautasso é Mestre e Doutorando em Ciência Política pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS e professor de Relações Internacionais da Escola Superior de Propaganda eMarketing – ESPM (dpautasso@espm.br).

http://meridiano47.info/2009/08/28/os-desdobramentos-internacionais-do-desenvolvimento-e-da-demanda-por-petroleo-na-china-por-diego-pautasso/


Folha de S.Paulo: “Empresas privadas criticam urgência em lei para explorar pré-sal”

27 de agosto de 2009

http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u615722.shtml
27/08/2009

Empresas privadas criticam urgência em lei para explorar pré-sal

LORENNA RODRIGUES

da Folha Online, em Brasília

O presidente do IBP (Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis), João Carlos de Luca, criticou nesta quinta-feira o envio dos projetos do marco regulatório do pré-sal ao Congresso com pedido de urgência. De acordo com ele, o prazo constitucional, que é de 45 dias na Câmara e outros 45 no Senado, é muito pequeno para a discussão dos projetos com toda a sociedade.

De Luca se reuniu por mais de duas horas com os ministros Dilma Rousseff (Casa Civil) e Edison Lobão (Energia). Os dois ministros apresentaram as linhas gerais dos três projetos relacionados ao pré-sal, que serão anunciados na próxima segunda-feira.

“Mostramos nossa preocupação com o pedido de urgência constitucional. A própria comissão [interministerial] levou mais de 14 meses discutindo o assunto”, afirmou.

Apesar do IBP defender a manutenção do atual modelo de concessão, De Luca disse que o instituto examinará melhor a proposta do governo, de adotar o regime de partilha, no qual o óleo extraído é dividido entre a empresa privada e a União.

Segundo o representante do setor, o IBP tinha expectativa de ser ouvido antes, para dar sugestões sobre a elaboração do marco do pré-sal.

Royalties

O ministro Lobão disse que a partilha dos royalties do petróleo extraído do pré-sal ainda não foi definida e que será discutida em nova reunião da comissão interministerial, marcada para amanhã. Ele afirmou ainda acreditar que os governadores do Rio de Janeiro (Sérgio Cabral) e Espírito Santo (Paulo Hartung) deverão comparecer ao anúncio do marco regulatório, em Brasília.

Os dois governadores afirmaram que não iriam ao evento por descontentamento com a proposta do governo federal de dividir os royalties do pré-sal com todos os Estados. “Tenho esperança de que eles virão. Não há motivo para não vir”, declarou o ministro.

http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u615722.shtml

Países sul-americanos poderão cooperar com produção do pré-sal

27 de agosto de 2009

http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2008/08/27/materia.2008-08-27.0561152991/view
27 de Agosto de 2008

Marco Aurélio Garcia: países sul-americanos poderão cooperar com produção do pré-sal

Ivanir José Bortort e Yara Aquino

Repórteres da Agência Brasil

Brasília – Os países da América do Sul poderão cooperar com o complexo industrial destinado à produção do petróleo do pré-sal, dentro de uma estratégia do Brasil de fortalecimento da economia regional.

A expectativa é do assessor especial para Assuntos Internacionais da Presidência da República, ministro Marco Aurélio Garcia.

Como exemplo, ele diz que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva quer dar prioridade à indústria naval do continente para atender parte da necessidade de compra de 200 novos navios pela Petrobras.

Em entrevista à Agência Brasil, Garcia também defende a expansão da indústria brasileira nesses países, como forma de reequilibrar a balança comercial, e manifesta a intenção do Brasil de expandir para o Uruguai e Paraguai o mesmo tipo de acordo automotivo feito este ano com a Argentina.

ABr: A descoberta do pré-sal vai implicar alguma mudança nesse processo de integração industrial com os nossos vizinhos. Como o senhor está vendo este processo?

Marco Aurélio: Só para citar um número, a Petrobras terá que encomendar 200 navios. Hoje não há capacidade de produção de 200 navios no mundo, então, o presidente Lula [Luiz Inácio Lula da Silva] tem enfatizado que quer prioridade para a produção disso e de outros componentes ligados a essa gigantesca indústria. Ele quer dar prioridade para o Brasil e para a América do Sul. Então, temos que começar a repertoriar [compilar, formar repertório] completamente o estado da arte da indústria naval argentina, uruguaia, venezuelana, colombiana. Temos interesse em que essa demanda estimule completamente o processo de industrialização ou reindustrialização da América do Sul. Quando começou o governo Lula, a indústria naval estava muito fragilizada. Houve, então, um salto, a partir também das estatais que começaram produzir as plataformas aqui.

ABr: Um modelo desse pressupõe estabilidade econômica, fiscal, ter a regulamentação das legislações?

Marco Aurélio Garcia: A supranacionalidade é uma coisa que normalmente vai sendo aceita, ai é sempre um problema de sensibilidade, e eu acho que sua aceitação maior ou menor está sempre ligada à capacidade que ela tem de resolver os problemas substantivos. Se houver base de supranacionalidade que resolva os problemas das assimetrias, os problemas sociais, que fortaleça a democracia, ela será aceita. Se não for assim, não será aceita. No caso europeu, onde é que esbarraram os mecanismos supranacionais que a União Européia criou? Esbarraram no fato de que alguns países acreditaram que não era uma Europa social, não estavam sendo resolvidos problemas cruciais, estava-se tentando montar uma institucionalidade, uma burocracia. Não sei se é esse, ou não, não quero entrar na discussão dos europeus, mas o que digo é que, de qualquer maneira, quando as populações de alguns países ou de todos não se reconhecem mais nas instituições, isso vale tanto para o ponto de vista nacional como regional.

ABr: Então quer dizer que, do ponto de vista industrial, o Brasil vai ter uma demanda de submarinos, navios, equipamentos etc?

Marco Aurélio: Nós temos interesse de que essa demanda possa estimular, concretamente, o processo de industrialização e de reindustrialização da América do Sul. Do Brasil, evidentemente. Então no fundo, você observa o seguinte: quando começou o governo Lula, o estado em que se encontrava a indústria naval era muito fragilizado. Hoje, houve um salto. A partir de quê? Também das estatais.

ABr: Com essa disponibilidade de energia, a matriz energética também começa a ser revista…

Marco Aurélio: Eu acho que o tema energético tem que ser pensado de forma mais abrangente. Nós vivemos um grande paradoxo na região. A região tem as maiores reservas energéticas do mundo, se você somar o potencial hidroelétrico, petróleo, gás, biocombustíveis, sol, vento, e até nuclear. Então nós temos, sem dúvida, a maior reserva energética do mundo e muito diversificada. Qual é o paradoxo que nós temos aqui? Temos gigantesco potencial energético e temos crise de energia em vários países. Uruguai, que vive sempre no limite, Argentina, no limite, o Chile, o Paraguai, que vivem essa coisa surrealista de ter Itaipu e ter apagão em Assunção, e assim vamos. Então uma das coisas que vamos ter que fazer é buscar soluções coletivas para isso. Coletivas e diferenciadas. Evidentemente o país que tem o maior potencial hidroelétrico do mundo, e isso é seguro, talvez não tenha o maior potencial de combustíveis fósseis, se formos comparar com o que é o Oriente Médio, com o que é a Rússia. Ainda que as descobertas de gás sejam sensacionais, a expansão das reservas venezuelanas e brasileiras também é muito expressiva. Tirando isso, que poderia ser objeto de discussão, do ponto de vista de hidroeletricidade, que é energia renovável, não poluente e barata, nós temos o maior potencial do mundo. No entanto, nós ainda não temos resolvidos os nossos problemas energéticos. Tomemos o exemplo do Brasil. Aqui no Brasil, uma das razões do apagão que houve era a ausência de redes de conexão. Quando as zonas de interconexão se estabeleceram, o governo fez um investimento que praticamente dobrou as ligações de redes no Brasil. Apesar de que aumentou muito o consumo, com o crescimento da economia, que provocou o crescimento do consumo doméstico, cerca de 7 milhões de pessoas que receberam o Luz Para Todos. Mas quando essa rede se estabeleceu, os riscos do desabastecimento diminuíram. Estamos fazendo novos investimentos, que nos garantem elevação do teto de proteção. A mesma situação se coloca para a América do Sul. Se, quando construirmos as hidroelétricas de Madeira [do Rio Madeira: Jirau e Santo Antônio] e outras que venham, se formos fazer uma binacional com os bolivianos e com os argentinos, a de Garabi, tudo isso vai ter uma utilização multinacional. Estamos diante de uma perspectiva de consolidação, de uma espécie de divisão do potencial energético do continente, quer dizer, que cada país tem, como a Bolívia, que tem gás – mas se quiser, pode ter eletricidade – e o Brasil, que não tem tanto, mas tem petróleo suficiente, tem biocombustíveis – o Uruguai está começando a investir em biocombustíveis e agora eles descobriram petróleo. Até porque eu acho que uma das coisas que é interessante é: você veja o tipo de discussão que o pré-sal está produzindo no Brasil. Não é uma discussão ligada, fundamentalmente, à relação de sustentabilidade energética. Não é isso? O que está se discutindo no Brasil exatamente é ‘o que é que nós vamos fazer com os excedentes, qual será a utilização do excedente petrolífero que vai se produzir no Brasil?’ Nós não queremos exportar petróleo bruto. Por isso decidimos construir duas grandes refinarias, uma no Maranhão e outra, no Ceará. que vão se dedicar a exportar gasolina premium para o mundo, para agregar valor. É evidente que nós vamos querer compartilhar com os outros países os investimentos necessários para a produção da exploração do pré-sal, o impacto que isso terá sobre a economia brasileira é gigantesco.

ABr: E aí o senhor acha que fortalece o Mercosul, a visão econômica de região, o senhor acha que isso será um mote para consolidar?

Marco Aurélio: Acho que isso ajudará muito. Não vai nos dispensar de tomar outras medidas, que são claras hoje. Precisamos reforçar a estrutura física, a conectividade entre os países, precisamos reforçar a infra-estrutura energética, porque ela independe do programa do pré-sal. Em terceiro lugar, precisamos fortalecer os mecanismos financeiros, a questão do bloco sul é importante, a quantidade de obras que precisam ser feitas aqui. Precisamos também reforçar as políticas sociais, sobretudo uma série de programas de fronteira que são muito importantes, que beneficiam as populações dos países vizinhos e a nossa também. Vamos ter que pensar, também, em outros mecanismos financeiros, quer dizer, essa experiência que estamos iniciando com a Argentina de comércio em moeda nacional pode se generalizar para os outros países. Há ganhos muito fortes. Por outro lado, precisamos agilizar certos mecanismos de garantia na região. Hoje em dia o problema não é tanto emprestarmos para o país A, B ou C, uma certa quantia para ele realizar uma obra. A negociação das condições, em geral, é um trabalho de engenharia financeira que se resolve rapidamente. O grande problema, muitas vezes, são as garantias. Então como é que se faz. Convênio de crédito recíproco é um mecanismo, conta-petróleo, conta-gás, conta-isso, conta-aquilo. Esse é um problema que nós também precisamos sofisticar mais. Eu diria que, finalmente, haverá, tudo isso, associado a outra coisa, também importante, que é criar mecanismos de compensação das assimetrias.

ABr: Como isso é possível?

Marco Aurélio: Essa institucionalidade se reforça reforçando mecanismos já existentes e criando outros. No caso do Mercosul, nós temos uma estrutura em Montevidéu que é muito frágil. Então ela precisaria ser reforçada, mas consideravelmente, para que pudesse haver, por parte do Mercosul, uma capacidade de iniciativa maior. Agora nós vamos ter um parlamento, que pode ser um elemento importante. Uma particularidade que os países menores, muitas vezes, ficam preocupados, é que o parlamento pode significar uma hegemonia brasileira. Isso é uma bobagem. O Parlamento Europeu não está dominado pela Alemanha, França, Reino Unido ou Polônia, mas em partes e tendências que são partidárias.

ABr: O senhor acha que vamos caminhar por esse modelo?

Marco Aurélio:Eu espero que sim.

http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2008/08/27/materia.2008-08-27.0561152991/view


Países sul-americanos poderão cooperar com produção do pré-sal

27 de agosto de 2009

http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2008/08/27/materia.2008-08-27.0561152991/view

AGÊNCIA BRASIL

27 de Agosto de 2008

Marco Aurélio Garcia: países sul-americanos poderão cooperar com produção do pré-sal

Ivanir José Bortort e Yara Aquino

Repórteres da Agência Brasil

Brasília – Os países da América do Sul poderão cooperar com o complexo industrial destinado à produção do petróleo do pré-sal, dentro de uma estratégia do Brasil de fortalecimento da economia regional.

A expectativa é do assessor especial para Assuntos Internacionais da Presidência da República, ministro Marco Aurélio Garcia.

Como exemplo, ele diz que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva quer dar prioridade à indústria naval do continente para atender parte da necessidade de compra de 200 novos navios pela Petrobras.

Em entrevista à Agência Brasil, Garcia também defende a expansão da indústria brasileira nesses países, como forma de reequilibrar a balança comercial, e manifesta a intenção do Brasil de expandir para o Uruguai e Paraguai o mesmo tipo de acordo automotivo feito este ano com a Argentina.

ABr: A descoberta do pré-sal vai implicar alguma mudança nesse processo de integração industrial com os nossos vizinhos. Como o senhor está vendo este processo?

Marco Aurélio: Só para citar um número, a Petrobras terá que encomendar 200 navios. Hoje não há capacidade de produção de 200 navios no mundo, então, o presidente Lula [Luiz Inácio Lula da Silva] tem enfatizado que quer prioridade para a produção disso e de outros componentes ligados a essa gigantesca indústria. Ele quer dar prioridade para o Brasil e para a América do Sul. Então, temos que começar a repertoriar [compilar, formar repertório] completamente o estado da arte da indústria naval argentina, uruguaia, venezuelana, colombiana. Temos interesse em que essa demanda estimule completamente o processo de industrialização ou reindustrialização da América do Sul. Quando começou o governo Lula, a indústria naval estava muito fragilizada. Houve, então, um salto, a partir também das estatais que começaram produzir as plataformas aqui.

ABr: Um modelo desse pressupõe estabilidade econômica, fiscal, ter a regulamentação das legislações?

Marco Aurélio Garcia: A supranacionalidade é uma coisa que normalmente vai sendo aceita, ai é sempre um problema de sensibilidade, e eu acho que sua aceitação maior ou menor está sempre ligada à capacidade que ela tem de resolver os problemas substantivos. Se houver base de supranacionalidade que resolva os problemas das assimetrias, os problemas sociais, que fortaleça a democracia, ela será aceita. Se não for assim, não será aceita. No caso europeu, onde é que esbarraram os mecanismos supranacionais que a União Européia criou? Esbarraram no fato de que alguns países acreditaram que não era uma Europa social, não estavam sendo resolvidos problemas cruciais, estava-se tentando montar uma institucionalidade, uma burocracia. Não sei se é esse, ou não, não quero entrar na discussão dos europeus, mas o que digo é que, de qualquer maneira, quando as populações de alguns países ou de todos não se reconhecem mais nas instituições, isso vale tanto para o ponto de vista nacional como regional.

ABr: Então quer dizer que, do ponto de vista industrial, o Brasil vai ter uma demanda de submarinos, navios, equipamentos etc?

Marco Aurélio: Nós temos interesse de que essa demanda possa estimular, concretamente, o processo de industrialização e de reindustrialização da América do Sul. Do Brasil, evidentemente. Então no fundo, você observa o seguinte: quando começou o governo Lula, o estado em que se encontrava a indústria naval era muito fragilizado. Hoje, houve um salto. A partir de quê? Também das estatais.

ABr: Com essa disponibilidade de energia, a matriz energética também começa a ser revista…

Marco Aurélio: Eu acho que o tema energético tem que ser pensado de forma mais abrangente. Nós vivemos um grande paradoxo na região. A região tem as maiores reservas energéticas do mundo, se você somar o potencial hidroelétrico, petróleo, gás, biocombustíveis, sol, vento, e até nuclear. Então nós temos, sem dúvida, a maior reserva energética do mundo e muito diversificada. Qual é o paradoxo que nós temos aqui? Temos gigantesco potencial energético e temos crise de energia em vários países. Uruguai, que vive sempre no limite, Argentina, no limite, o Chile, o Paraguai, que vivem essa coisa surrealista de ter Itaipu e ter apagão em Assunção, e assim vamos. Então uma das coisas que vamos ter que fazer é buscar soluções coletivas para isso. Coletivas e diferenciadas. Evidentemente o país que tem o maior potencial hidroelétrico do mundo, e isso é seguro, talvez não tenha o maior potencial de combustíveis fósseis, se formos comparar com o que é o Oriente Médio, com o que é a Rússia. Ainda que as descobertas de gás sejam sensacionais, a expansão das reservas venezuelanas e brasileiras também é muito expressiva. Tirando isso, que poderia ser objeto de discussão, do ponto de vista de hidroeletricidade, que é energia renovável, não poluente e barata, nós temos o maior potencial do mundo. No entanto, nós ainda não temos resolvidos os nossos problemas energéticos. Tomemos o exemplo do Brasil. Aqui no Brasil, uma das razões do apagão que houve era a ausência de redes de conexão. Quando as zonas de interconexão se estabeleceram, o governo fez um investimento que praticamente dobrou as ligações de redes no Brasil. Apesar de que aumentou muito o consumo, com o crescimento da economia, que provocou o crescimento do consumo doméstico, cerca de 7 milhões de pessoas que receberam o Luz Para Todos. Mas quando essa rede se estabeleceu, os riscos do desabastecimento diminuíram. Estamos fazendo novos investimentos, que nos garantem elevação do teto de proteção. A mesma situação se coloca para a América do Sul. Se, quando construirmos as hidroelétricas de Madeira [do Rio Madeira: Jirau e Santo Antônio] e outras que venham, se formos fazer uma binacional com os bolivianos e com os argentinos, a de Garabi, tudo isso vai ter uma utilização multinacional. Estamos diante de uma perspectiva de consolidação, de uma espécie de divisão do potencial energético do continente, quer dizer, que cada país tem, como a Bolívia, que tem gás – mas se quiser, pode ter eletricidade – e o Brasil, que não tem tanto, mas tem petróleo suficiente, tem biocombustíveis – o Uruguai está começando a investir em biocombustíveis e agora eles descobriram petróleo. Até porque eu acho que uma das coisas que é interessante é: você veja o tipo de discussão que o pré-sal está produzindo no Brasil. Não é uma discussão ligada, fundamentalmente, à relação de sustentabilidade energética. Não é isso? O que está se discutindo no Brasil exatamente é ‘o que é que nós vamos fazer com os excedentes, qual será a utilização do excedente petrolífero que vai se produzir no Brasil?’ Nós não queremos exportar petróleo bruto. Por isso decidimos construir duas grandes refinarias, uma no Maranhão e outra, no Ceará. que vão se dedicar a exportar gasolina premium para o mundo, para agregar valor. É evidente que nós vamos querer compartilhar com os outros países os investimentos necessários para a produção da exploração do pré-sal, o impacto que isso terá sobre a economia brasileira é gigantesco.

ABr: E aí o senhor acha que fortalece o Mercosul, a visão econômica de região, o senhor acha que isso será um mote para consolidar?

Marco Aurélio: Acho que isso ajudará muito. Não vai nos dispensar de tomar outras medidas, que são claras hoje. Precisamos reforçar a estrutura física, a conectividade entre os países, precisamos reforçar a infra-estrutura energética, porque ela independe do programa do pré-sal. Em terceiro lugar, precisamos fortalecer os mecanismos financeiros, a questão do bloco sul é importante, a quantidade de obras que precisam ser feitas aqui. Precisamos também reforçar as políticas sociais, sobretudo uma série de programas de fronteira que são muito importantes, que beneficiam as populações dos países vizinhos e a nossa também. Vamos ter que pensar, também, em outros mecanismos financeiros, quer dizer, essa experiência que estamos iniciando com a Argentina de comércio em moeda nacional pode se generalizar para os outros países. Há ganhos muito fortes. Por outro lado, precisamos agilizar certos mecanismos de garantia na região. Hoje em dia o problema não é tanto emprestarmos para o país A, B ou C, uma certa quantia para ele realizar uma obra. A negociação das condições, em geral, é um trabalho de engenharia financeira que se resolve rapidamente. O grande problema, muitas vezes, são as garantias. Então como é que se faz. Convênio de crédito recíproco é um mecanismo, conta-petróleo, conta-gás, conta-isso, conta-aquilo. Esse é um problema que nós também precisamos sofisticar mais. Eu diria que, finalmente, haverá, tudo isso, associado a outra coisa, também importante, que é criar mecanismos de compensação das assimetrias.

ABr: Como isso é possível?

Marco Aurélio: Essa institucionalidade se reforça reforçando mecanismos já existentes e criando outros. No caso do Mercosul, nós temos uma estrutura em Montevidéu que é muito frágil. Então ela precisaria ser reforçada, mas consideravelmente, para que pudesse haver, por parte do Mercosul, uma capacidade de iniciativa maior. Agora nós vamos ter um parlamento, que pode ser um elemento importante. Uma particularidade que os países menores, muitas vezes, ficam preocupados, é que o parlamento pode significar uma hegemonia brasileira. Isso é uma bobagem. O Parlamento Europeu não está dominado pela Alemanha, França, Reino Unido ou Polônia, mas em partes e tendências que são partidárias.

ABr: O senhor acha que vamos caminhar por esse modelo?

Marco Aurélio:Eu espero que sim.

Continua….

http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2008/08/27/materia.2008-08-27.0561152991/view

CNI critica fato de discussão do pré-sal ser restrita

27 de agosto de 2009

http://www.estadao.com.br/noticias/economia,cni-critica-fato-de-discussao-do-pre-sal-ser-restrita,425530,0.htm

Agencia Estado

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

CNI critica fato de discussão do pré-sal ser restrita

ISABEL SOBRAL

BRASÍLIA – O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Armando Monteiro Neto, disse hoje que existe grande expectativa na indústria para a proposta do novo marco regulatório para exploração do petróleo da camada pré-sal. Ele criticou o fato de, até agora, a discussão ter sido mantida dentro do governo, sem a participação de outros setores da sociedade. “Esperamos que, tão logo seja conhecida a proposta, se promova um amplo debate, lembrando que a decisão final será do Congresso Nacional”, disse Monteiro Neto, que participa de reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES). O presidente da CNI afirmou que a exploração da camada pré-sal será uma grande oportunidade para a indústria brasileira. No entanto, para que o setor possa competir com as empresas estrangeiras, ele defende que sejam dadas condições iguais às que existem em outros países, principalmente em relação à oferta de financiamentos de longo prazo e de juros baixos. “Sem essas condições, não será possível para a indústria (nacional) competir. E nós vamos lutar por isso, esperando que o governo possa responder de forma adequada”, disse.

http://www.estadao.com.br/noticias/economia,cni-critica-fato-de-discussao-do-pre-sal-ser-restrita,425530,0.htm

AJURIS participa de Ato Público em defesa do Pré-Sal

26 de agosto de 2009

http://www.ajuris.org.br/website/content/ajuris/home/noticias_destaque.php?cdNoticia=109&idNoticia=DESTAQUES%27

AJURIS


AJURIS participa de Ato Público em defesa do Pré-Sal

Associação dos Juízes do Rio Grande do Sul

O presidente da AJURIS, Carlos Cini Marchionatti e o vice-presidente Cultural, Vanderlei Deolindo, estiveram nesta segunda-feira (24/08), participando do ato público na esquina Democrática e caminhada até a Praça da Alfândega, para fortalecer a campanha “E Pré-Sal é Nosso?”. O evento foi organizado pelo Comitê Gaúcho do Pré-Sal da Assembléia Legislativa e teve como objetivo chamar atenção da população sobre a importância desta camada de petróleo encontrada em alto mar. Diversas autoridades, representantes de entidades, políticos e manifestantes compareceram no encontro e através de discursos expressaram com emoção o que representa esta descoberta para o futuro do Brasil.


Discursos na Esquina Democrática – Centro de Porto Alegre

O representante da Associação dos Engenheiros da Petrobrás (AEPET) observou que a mudança no Marco Regulatório é a principal questão a ser discutida e deve ser modificada. Salientou que no Irã e Iraque as empresas estrangeiras tem apenas 15% dos direitos sobre a exploração do petróleo, enquanto que no Brasil, quem explora, leva no mínimo 65%.


Representante da Associação dos Engenheiros da Petrobrás (AEPET)

O jovem Matteus, dirigente da União Nacional dos Estudantes (UNE), lembrou da importância dos estudantes na Campanha do Petróleo É Nosso, realizada nos anos 50, levando o povo as ruas em todo o país e tendo a UNE a frente deste movimento. Segundo Matteus, esta é a segunda chance de realizarmos uma grande campanha cívica, pois não há soberania sem desenvolvimento. Ele alertou que o nosso petróleo está em perigo e o Pré-Sal deve ser 100% do povo brasileiro.

A deputada Federal, Emília Fernandez, empolgada com o movimento, citou a importância do ex-presidente da República, Getúlio Vargas, que enxergou o futuro através da Empresa Estatal Petrobrás. Ela destacou que a Petrobrás através de suas pesquisas e avançadas tecnologias colocou o Brasil nas manchetes do mundo. “Esse país tem jeito, mas é necessário que movimentos como este que está sendo realizando aqui no Sul, seja levado para todos os estados da federação, pois esta unidade é em prol da soberania nacional. O Pré-Sal é o grande salto de qualidade que estamos conseguindo. Vivemos num momento histórico”, encerrou a parlamentar.


Deputada Federal Emília Fernandez

O deputado estadual Raul Carrion, disse que o Pré-Sal é a maior descoberta do mundo ocidental nas últimas décadas. Conforme o deputado, o valor do Petróleo com o passar dos anos será muito superior aos dias de hoje. “O atual Marco Regulatório se for aplicado para o Pré-Sal significa entregar o futuro do país nas mãos das empresas estrangeiras. Devemos sair dos atuais contratos de concessão para os de partilha e serviço. Hoje o capital internacional tem grande peso na Petrobrás”, explanou o deputado Raul Carrion.


Deputado Estadual Raul Carrion

O presidente da AJURIS, Carlos Cini Marchionatti, falou que este movimento cresceu  pela sua importância e o que ele significa para a nação brasileira. Marchionatti destacou que a “Província do Pré-Sal” equivale a dez Produtos Internos Brutos (PIB), são 800Km de extensão por 200Km de largura de petróleo da mais alta qualidade, é necessário que esses recursos sejam bem direcionados para que possamos colocar o Brasil numa posição inigualável perante as outras nações. Conforme o magistrado, a AJURIS esta engajada e faz questão de participar desta campanha que se destina ao bem comum do povo brasileiro. “A próxima safra de petróleo demorará milhões de anos e o consumo de petróleo é cada vez maior. A China, os Estados Unidos, os países do mundo precisam desta riqueza que a natureza nos proporcionou. O Petróleo é maior fonte de energia do mundo, cerca de três mil produtos são gerados através do petróleo. A campanha “E o Pré-Sal é nosso”?” nasceu aqui do Rio Grande do Sul, graças ao engajamento e participação da  AJURIS, outras valiosas entidades de classe, até chegar a Assembléia Legislativa que impulsionou e revigorou  a  criação do Comitê Gaúcho do Pré-Sal”, afirmou Carlos Cini Marchionatti.


Presidente da AJURIS Carlos Cini Marchionatti e diretor Vanderlei Deolindo

O deputado Federal, Fernando Marroni, integrante da Comissão de Energia da Câmara do Deputados, reivindicou que a Petrobrás deve ser pública e estatal. Segundo ele, sessenta por cento do nosso Petróleo, vai para fora do Brasil. “Precisamos nos mobilizar para que a riqueza do Pré-Sal chegue as prefeituras e assim para todo o povo brasileiro”, simplificou Marroni.


Deputado Federal Fernando Marroni

A representante da Federação da Mulheres do RGS, Mara Perusso, fez questão de lembrar que as mulheres foram as ruas quando o petróleo era um sonho e que agora é uma realidade.” Temos que garantir que a lei 2004 seja reeditada para que a Petrobrás volte a ser estatal. Precisamos completar o círculo de independência do povo brasileiro”, discursou  Perusso.


O deputado Estadual Raul Pont, salientou que a Lei de 1952 foi gerada através de uma luta intensa, pois diziam que o Brasil não tinha Petróleo e hoje o país é  referência em pesquisa e tecnologia. Conforme Pont estamos vivendo um momento que devemos garantir o caráter público e estatal da Petrobrás. É muito importante que representantes de associações de grande relevância para a sociedade como AJURIS, estejam engajados nesta luta, porque são formadores de opinião e contribuem para solidificar estas manifestações em prol do desenvolvimento do Brasil”, pronunciou o parlamentar gaúcho.


Deputado Estadual Raul Pont

Representando o vereador de Porto Alegre, Airto Ferronato, o assessor  Antônio Elisandro de Oliveira, declarou que esta campanha é necessária para a soberania nacional. Ele destacou que em nome vereador Ferronato agradece a participação permanente da AJURIS, através do presidente Carlos Cini Marchionatti, que sempre foi incansável na luta para que o Pré-Sal seja do povo brasileiro. Conforme Oliveira esta é uma  batalha que precisamos vencer e conquistar nossos direitos para que o país alcance o desenvolvimento e beneficie à todos com recursos do Pré-Sal.

Terminando os discursos na Esquina Democrática, o presidente da Assembléia Legislativa do RGS, Ivar Pavan registrou que este ato público inaugurou o início de uma caminhada ao desenvolvimento. Ele defendeu a implantação do projeto de um novo Marco Regulatório que pode trazer a independência do país. Pavan reivindicou que esta riqueza gerada do Pré-Sal seja repassada diretamente para o povo brasileiro. “Não podemos mais gerar riquezas que são levadas para outros países, esta é a nossa última chance, já perdemos o pau-brasil, o ouro e outras oportunidades de chegarmos ao desenvolvimento”, encerrou o presidente do parlamento gaúcho.

Caminhada até a Praça da Alfândega em Porto Alegre/RS


Governo pode criar lei para dividir recursos do pré-sal, diz ministro

26 de agosto de 2009

http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u615157.shtml
26/08/2009

Governo pode criar lei para dividir recursos do pré-sal, diz ministro

LORENNA RODRIGUES

da Folha Online, em Brasília

O ministro Edison Lobão disse nesta quarta-feira que o governo poderá enviar ao Congresso Nacional um projeto de lei em separado para tratar da questão dos royalties do petróleo explorado no pré-sal. De acordo com Lobão, essa questão deverá ser decidida em reunião hoje à tarde com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ministros que participam da discussão.

Entenda o que é a camada pré-sal

“Espero definir isso hoje, para que cheguemos segunda-feira com o marco regulatório pronto”, disse. As novas regras para o setor serão apresentadas na próxima segunda por Lula.

O ministro explicou que seria mais fácil enviar um projeto exclusivo sobre royalties para o Congresso do que incluir a questão em um dos outros três projetos que serão enviados para tratar do pré-sal.

O governo mandará para o Congresso um projeto mudando o regime de exploração para o sistema de partilha, em que o óleo extraído é dividido entre a empresa privada e a União. Além disso, será enviado um projeto criando uma estatal para administrar as reservas do pré-sal, e um terceiro criando um fundo social para onde serão destinados os recursos obtidos.

Distrito Federal

O governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, aprovou a proposta do governo federal de dividir com todos os Estados os royalties obtidos com o petróleo do pré-sal. “As riquezas naturais são do Brasil, de todo o país. O ideal seria que os Estados mais pobres recebessem mais recursos”, afirmou.

Arruda participou nesta quarta de assinatura de convênio com o Ministério de Minas e Energia e a Eletrobrás para a revitalização da fonte luminosa de Brasília. Segundo o governador, o projeto foi um pedido pessoal do presidente Lula, que também pediu à ex-prefeita de São Paulo Marta Suplicy que construísse a fonte do Parque do Ibirapuera.

http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u615157.shtml

Campanha “O pré-sal é nosso” tem início com Ato Público em Porto Alegre

25 de agosto de 2009

http://www.cgtb.org.br/Atualizacoes/Agosto2009/25-08/not3.htm

Central Geral dos Trabalhadores do Brasil

25/08/2009

Campanha “O pré-sal é nosso” tem início em Porto Alegre

CGTB-RS


Com a participação de lideranças políticas, representantes das centrais sindicais e sindicalistas de todo o Estado, foi realizada uma manifestação da campanha “O pré-sal é nosso! Pelo retorno da Lei 2004”, em Porto Alegre, no dia 24. A manifestação teve início na esquina democrática, onde foram proferidos vários discursos e intervenções defendendo a campanha a Petrobrás.

Ato 24-08-2009 - foto CGTB

O presidente da CGTB-RS, César Chagas, defendeu em seu discurso a luta pela manutenção e pelo controle das gigantescas jazidas do pré-sal que foram descobertas. A data da morte do presidente Getúlio Vargas foi lembrada e destacada. Através da sua liderança foi desencadeada no país a campanha o “Petróleo é Nosso”, que resultou na Lei 2004, de 3 de setembro de 1953.

Ato 24-08-2009 - foto CGTB -2

Foi realizada uma caminhada pela Rua dos Andradas, logradouro principal de Porto Alegre, onde a iniciativa foi aplaudida pela população. O evento foi encerrado na Praça da Alfândega, no local onde será erguido um monumento que marcará a campanha “O pré-sal é nosso” na capital gaúcha.

Fonte: CGTB-RS

http://www.cgtb.org.br/Atualizacoes/Agosto2009/25-08/not3.htm

SENGE-RS participa de ato em defesa do Pré Sal (Porto Alegre)

25 de agosto de 2009

http://www.senge.org.br/conteudo/boletim/bol470/bol470.htm#geral2
25/08/2009

SENGE-RS participa de ato em defesa do Pré Sal

Sindicato dos Engenheiros no Rio Grande do Sul

Na segunda feira, dia 24 de agosto, com a presença de Deputados, vereadores, lideranças sindicais e de movimentos sociais, ocorreu em Porto Alegre, na esquina Democrática, um Ato Público em defesa do Pré Sal, organizado pelo Comitê Gaúcho em Defesa do Pré Sal, seguido de uma caminhada até a Praça da Alfândega. O objetivo do evento foi sensibilizar e mobilizar a população para a importância da mudança no marco regulatório do setor petrolífero de modo a garantir que os recursos decorrentes desta riqueza fiquem de posse do povo brasileiro. O SENGE-RS, que participa do Comitê, esteve representado no Ato pelos seus diretores José Luiz Azambuja, Jorge Luiz Gomes, Valery Nunes Pugatch e Nelso Portelinha.

A camada pré-sal é um gigantesco reservatório de petróleo e gás natural, localizada abaixo da camada de sal, entre 5 e 7 mil metros na área oceânica correspondente aos estados de Santa Catarina e o Espírito Santo. As reservas foram formadas há cerca de 100 milhões de anos, a partir da separação da África e da América. Sua dimensão é de 800 quilômetros de extensão por 200 quilômetros de largura, com previsão de 80 bilhões de barris, equivalente a R$ 18 trilhões. A camada pré-sal pode colocar o Brasil na quarta posição no ranking dos países exportadores de petróleo.

Azambuja informa que outras atividades estão previstas para os próximos dias como, por exemplo, uma aula pública no dia 1º de setembro, às 19 horas, no salão de atos da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) ministrada pelos professores Ildo Sauer, da USP, e Carlos Lessa, aposentado da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). A promoção é da UFRGS, do Sindicato dos Petroleiros do Rio Grande do Sul ( Sindipetro/RS) e da Assembléia Legislativa  e,  no dia 1º de outubro, haverá um grande expediente especial, no Plenário 20 de Setembro, em comemoração aos 55 anos de criação da Petrobrás. A iniciativa é do deputado Raul Carrion (PC do B).

http://www.senge.org.br/conteudo/boletim/bol470/bol470.htm#geral2

A procura por petróleo no pré-sal africano: Congo Brazzaville

25 de agosto de 2009

http://www.ogj.com/index/article-display/3392451780/s-articles/s-oil-gas-journal/s-exploration-development-2/s-2009/s-08/s-soco-spuds_liyeke.html

Oil & Gas Journal

Aug 25, 2009

Soco spuds Liyeke Marine-1 oil well off Congo (Brazzaville)

Uchenna Izundu

OGJ International Editor


LONDON, Aug. 24 — A Soco International PLC-led consortium has started drilling the Liyeke Marine-1 exploration well on Block Marine XI off Congo (Brazzaville).

The well, which is being drilled by Pride International Inc.’s Pride Cabinda independent-leg cantilever jack up rig, is expected to reach a TD of 1,130 m in the Congo basin. Drilling is expected to take 25-35 days, said Lundin Petroleum, a partner in the acreage.

The well is targeting a postsalt Sendji formation reservoir and the company estimates gross unrisked prospective resources of 73 MMboe. This is the first of a two-well drilling program; a second well will appraise the existing presalt Viodo oil field, which lies 1 km from the field’s discovery well.

Viodo is thought to hold 30-60 million bbl of recoverable resources. Previous exploration has found three other undeveloped oil discoveries near existing infrastructure. The 1,400-sq-km block lies in 110 m of water.

SOCO International operates the license with 37.5% interest. Lundin Petroleum holds 18.75% interest. Other partners include state oil firm SNPC 10%, Africa Oil & Gas Corp. 10%, and Raffia Oil SARL 18.75%

 Oil & Gas Journal
http://www.ogj.com/index/article-display/3392451780/s-articles/s-oil-gas-journal/s-exploration-development-2/s-2009/s-08/s-soco-spuds_liyeke.html

Palestra: “O pré-sal é nosso”, na UFRGS, 01/09/2009

25 de agosto de 2009

Aula Pública:

O Pré-sal é nosso!


Aula pública no dia 1º de setembro, às 19 horas, no salão de atos da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) ministrada pelos professores Ildo Sauer, da USP, e Carlos Lessa, aposentado da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). A promoção é da UFRGS, do Sindicato dos Petroleiros do Rio Grande do Sul (Sindipetro/RS) e da Assembléia Legislativa.

O PRÉ-SAL É NOSSO! Palestra 1o de Setembro na UFRGS


Ato público em defesa do pré-sal reúne centenas de pessoas em Porto Alegre

24 de agosto de 2009

http://jcrs.uol.com.br/site/noticia.php?codn=6349

Jornal do Comercio

24/08/2009

Ato pelo pré-sal reúne centenas de pessoas em Porto Alegre

Ato Público aconteceu nesta segunda, no Centro de Porto Alegre. Ana Paula Aprato/JC

Ato Público aconteceu nesta segunda, no Centro de Porto Alegre. Foto: Ana Paula Aprato/JC

O Comitê Gaúcho em Defesa do Pré-Sal promoveu, nesta segunda-feira (24), ato público na esquina democrática, centro de Porto Alegre. Centenas de pessoas, ligadas a alguma das 40 entidades signatárias do Manifesto Gaúcho em Defesa do Pré-sal, participaram do ato, que também teve caminhada até a Praça da Alfândega.

Na ocasião, o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Ivar Pavan (PT) participou do ato e revelou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fará o anúncio das medidas a serem tomadas com relação a camada de petróleo na próxima senana. “O presidente Lula deverá definir se o governo brasileiro recompra as ações da Petrobras ou se cria uma nova empresa estatal para a exploração do petróleo existente naquela camada profunda”, disse.

A manifestação teve ainda a participação de centrais sindicais (Central Única dos Trabalhadores, Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil e Central Geral dos Trabalhadores do Brasil), Sindicatos dos Petroleiros e entidades representativas da sociedade civil organizada, como a Ordem dos Advogados do Brasil/RS (OAB/RS), Associação dos Juízes do Rio Grande do Sul (Ajuris), Associação dos Engenheiros da Petrobras (Aepet), Sociedade de Economia, Sindicato dos Engenheiros e Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia do Rio Grande do Sul (CREA/RS).

O presidente da Associação dos Juízes do Rio Grande do Sul (Ajuris), Carlos Cini Marchionatti, ressaltou a importância da mobilização social para garantir a riqueza que “poderá ser a redenção econômica do Brasil”.

Jornal do Comercio

http://jcrs.uol.com.br/site/noticia.php?codn=6349



Etapa do Projeto de Turbina Aeronáutica de Pequena Potência de 5000 N (TAPP 5000) é concluída com sucesso

20 de agosto de 2009

Instituto de Aeronáutica e Espaço – IAE

20/08/2009

Etapa do Projeto de Turbina Aeronáutica de Pequena Potência de 5000 N (TAPP 5000) é concluída com sucesso

Contribuição: Divisão de Propulsão Aeronáutica

http://www.iae.cta.br/noticias/20082009_etapa_projeto_turbina_aeronautica.php

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Figura 1: Duto de escapamento de gases do banco da TAPP.


Uma importante etapa de implantação da infraestrutura de ensaios do projeto TAPP 5000 (Turbina Aeronáutica de Pequena Potência de 5.000 N de empuxo) foi concluída com sucesso, no dia 21 de julho de 2009, através da especificação, da fabricação e da montagem do duto de escapamento de gases de combustão (figura 1) do banco de ensaios da Divisão de Propulsão Aeronáutica (APA) do IAE. A idealização do banco de ensaios completo é apresentada na figura 2, onde se pode identificar o posicionamento do duto de escapamento.

Entenda o Projeto TAPP 5000

O projeto TAPP 5000 tem como objetivo desenvolver e fabricar um modelo de engenharia de um turborreator para utilização em aeronaves não-tripuladas que pesem até 1,5 toneladas. Atualmente, a TAPP encontrando-se em fase de fabricação do primeiro motor pela empresa TGM Turbinas, parceira do projeto por meio da FINEP.

Iniciado formalmente em novembro de 2005, está previsto no cronograma do projeto TAPP 5000 a conclusão da montagem e a instalação do primeiro protótipo no banco de ensaios (figura 2) até o final de 2009, quando se iniciarão os ensaios de desenvolvimento. Até a conclusão do projeto, previsto para dezembro de 2010, serão construídos dois dos protótipos da TAPP.

Figura 2: Idealização do banco de ensaios completo da TAPP

Figura 2: Idealização do banco de ensaios completo da TAPP.

A TAPP é composta por um compressor axial com cinco estágios, uma câmara de combustão anular de fluxo direto e uma turbina axial de um único estágio, conforme a ilustração da figura 3.

Figura 3: Idealização da TAPP

De Olho na História

O projeto TAPP é a terceira turbina aeronáutica desenvolvida pela APA. Historicamente, o Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), por meio da Divisão de Propulsão Aeronáutica, tem conduzido um programa de turbomotores desde a década de 1970. Tal programa permite o domínio da tecnologia de concepção, desenvolvimento, fabricação, ensaios, operação e utilização destes motores.

Dentro do programa de turbomotores (ou turbinas a gás), destacam-se os projetos aeronáuticos: 1) Projeto Parayba I: projeto, fabricação e homologação de unidade aerotransportável para partida da aeronave AT-26 Xavante (1976); 2) Projeto TJ-2: concepção, projeto e construção de modelos experimentais de um turbojato de 320 N de empuxo (1983), financiado pela CBT – Companhia Brasileira de Tratores e pelo COMAER; e 3) Projeto TPP 1000 (TJ-10): concepção e projeto de modelos experimentais de um turbojato de 1000 N de empuxo (1984), financiado pela FINEP-FNDCT. Estas duas últimas turbinas aeronáuticas mereceram a publicação de artigo em revista internacional da American Society of Mechanical Engineers (ASME 90GT196).

A TJ-2 foi, portanto, a primeira turbina a gás aeronáutica concebida e fabricada no Brasil. A TJ-2 funcionou com querosene de aviação (QAV-1), álcool hidratado, GLP, GNV e fez os primeiros ensaios com os combustíveis experimentais Prozene e Prodiesel. Após sua fabricação, a TJ-2 foi instalada no Veículo Aéreo Não-Tripulado (VANT) da CBT (figura 4) onde executou corrida em pista na cidade de São Carlos – S.P.

Figura 4: TJ-2, a primeira turbina aeronáutica do Brasil, instalada no VANT da extinta CBT, que executou corrida em pista na década de 80

Figura 4: TJ-2, a primeira turbina aeronáutica do Brasil, instalada no VANT da extinta CBT, que executou corrida em pista na década de 80


http://www.iae.cta.br/noticias/20082009_etapa_projeto_turbina_aeronautica.php

Luis Nassif: “A geopolítica do pré-sal”

20 de agosto de 2009

http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/08/20/a-geopolitica-do-pre-sal/

Último Segundo

20/08/2009

A geopolítica do pré-sal

Luis Nassif

Coluna Econômica

Na montagem da regulação do pré-sal, um dos ângulos relevantes abordados foi o geopolítico. Qual o papel que o Brasil desempenhará no mundo nas próximas décadas e quais os pontos que terão que ser desde já observados para não comprometer sua função.

Incumbido de desenhar o projeto, um dos aspectos que mais chamou a atenção do Grupo de Trabalho foi a ferocidade chinesa, atrás de empresas e de reservas de matérias primas. Em uma licitação recente, a Petrobras ofereceu US$ 700 milhões de bônus para participar; os chineses cobriram com um lance de US$ 1,3 bi.

A recente compra da argentina Repsol comprovou que se se abrisse o pré-sal para licitações simples, os chineses acabariam levando todos os campos.

Um dos eixos de consenso foi, portanto, assegurar controle sobre o processo de extração e sobre as externalidades (os ganhos indiretos) – como o de adequar o ritmo de desenvolvimento dos poços à capacidade de fornecimento de equipamentos da indústria nacional.

Outro ponto relevante é sobre a maneira como serão aplicados os recursos advindos da exploração. Haverá duas fontes principais de recursos. A primeira serão as antecipações de bônus – uma espécie de “entrada” que cada empresa vencedora terá que pagar adiantado. Depois, os recursos da exploração.

Na Noruega a regra adotada foi de não mexer no principal e investir apenas os rendimentos. Por aqui não se adotará essa política. A ideia é utilizar os bônus desde o início para grandes obras de infra-estrutura e também investimentos no exterior – para fugir da doença holandesa, de super-apreciação do real.

Nos próximos dias, o governo estará enviando três projetos de lei ao Congresso: um sobre as regras de partilha na exploração; outro sobre a nova empresa a ser criada; e o terceiro criando e regulamentando o fundo de exploração.

Um dos pontos mais controvertidos da exploração é a questão dos royalties – que hoje são pagos a municípios onde se situam as reservas petrolíferas. Por enquanto não se vai mexer na questão, para não atrapalhar a tramitação dos demais PLs.

As críticas contra o modelo partiram especialmente dos que defendiam um modelo puramente privativista em que o único papel do governo fosse arrecadar recursos com os leilões. Sempre é citado o modelo norueguês – no qual uma empresa estatal apenas gerencia projetos tocados por empresas privadas.

Uma das ressalvas é que a Noruega é o único país que adota esse modelo. Em todos os casos de grandes reservas a serem exploradas, a incumbência é dada a uma empresa estatal – a fim de que a maior parte dos ganhos fique no país.

Um segundo ponto, é que o modelo norueguês tem o chamado “dedo do rei”. Ou seja, o rei pode intervir em qualquer parte do processo, definir a empresa que bem entender, inclusive atropelando os procedimentos adotados.

Como a Petrobras será o grande agente da exploração, um dos pontos relevantes será sua estrutura de capital. Há alguns modelos em discussão. Aparentemente já se chegou a um consenso sobre o modelo a ser adotado. Mas, por enquanto, está sendo guardado a sete chaves.

http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/08/20/a-geopolitica-do-pre-sal/

O petróleo tem que ser nosso – Última Fronteira

20 de agosto de 2009

O petroleo tem que ser nosso - A ultima fronteiraDocumentário:

“O petróleo tem que ser nosso – Última Fronteira”

O lançamento do vídeo-documentário ocorreu em 30 de julho de 2009.

Veja a seguir alguns trechos do vídeo, no Youtube:

O Petróleo Tem Que Ser Nosso: Última Fronteira (prévia)



http://www.youtube.com/watch?v=XSyL3lZ6CW0


O Petróleo Tem Que Ser Nosso: Última Fronteira


http://www.youtube.com/watch?v=bZ7Y-ZOnuAs

O Petróleo Tem Que Ser Nosso: Última Fronteira (versão 15 min)


http://www.youtube.com/watch?v=araESj10PYI

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Vídeo: “O petróleo tem que ser nosso – Última Fronteira”

19 de agosto de 2009

Documentário:

“O petróleo tem que ser nosso – Última Fronteira”

O vídeo foi produzido pelo Sindipetro-RJ e pela APET, com a Primeiro Filme Produções. O lançamento do vídeo-documentário ocorreu em 30 de julho de 2009, no Rio de Janeiro. A seguir, veja as versões disponíveis para assistir o vídeo na internet.

Vídeo – “O petróleo tem que ser nosso – Última Fronteira” (versão resumida)

Também é possível assistir o vídeo completo no site da Agência Petroleira de Notícias:

Vídeo – “O petróleo tem que ser nosso – Última Fronteira” (versão completa)


http://www.apn.org.br/apn/index.php?option=com_content&task=view&id=1215


Comitê Gaúcho em Defesa do Pré-Sal realiza atos e atividades em defesa do pré-sal

19 de agosto de 2009

http://www.presal.org.br/mobilizacao_lista_presal2.php?id=73

PréSal.Org

19/08/2009

Comitê Gaúcho realiza atos e atividades em defesa do pré-sal

Comitê Gaúcho em Defesa do Pré-Sal

O Comitê Gaúcho em Defesa do Pré-sal tem três atividades previstas para os próximos meses. Na segunda (24) ocorre um Ato Público na Esquina Democrática, a partir das 11h, seguido de uma caminhada até a Praça da Alfândega e a distribuição do Boletim “O Pré-sal é Nosso”, que traz um manifesto à população conclamando para que faça a defesa da nacionalização desta riqueza.

Dia 1º de setembro, às 19 horas, haverá uma aula pública no salão de atos da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) ministrada pelos professores Ildo Sauer, da USP, e Carlos Lessa, aposentado da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). A promoção é da UFRGS, do Sindicato dos Petroleiros do Rio Grande do Sul ( Sindipetro/RS) e da Assembléia Legislativa.

Já no dia 1º de outubro, haverá um grande expediente especial, no Plenário 20 de Setembro, em comemoração aos 55 anos de criação da Petrobrás. A iniciativa é do deputado Raul Carrion (PcdoB).

Além dessas atividades deverá ser recolocada na Praça da Alfândega, em data a ser definida pelo Comitê, a torre de petróleo que foi símbolo da luta pela criação da Petrobrás. Também está para ser marcada uma audiência com o presidente Lula e a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Roussef, para reivindicar a mudança do marco regulatório legal de exploração do petróleo no Brasil.

O Parlamento em ação

O Comitê Gaúcho em Defesa do Pré-sal foi criado após a audiência pública do dia 18 de maio na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul e tem a participação de 40 entidades do movimento popular e sindical e representaitvas dos mais diversos setores da sociedade gaúcha. As reuniões do Comitê tem ocorrido às quintas-feiras, às 10 horas, em espaços da Assembleia Legislativa.

Desde então, o Parlamento vem levando a mensagem em defesa do Pré-sal e da mudança do marco regulatório da exploração desta riqueza nacional. O presidente da AL, deputado Ivar Pavan (PT), já fez palestras na reunião da União Nacional de Legislativos Estaduais (UNALE), em Belém do Pará; na Assembléia Legislativa de Santa Catarina e na Câmara Municipal de Santana do Livramento.

O que é o pré-sal

A camada pré-sal é um gigantesco reservatório de petróleo e gás natural, localizada abaixo da camada de sal, entre 5 e 7 mil metros na área oceânica correspondente aos estados de Santa Catarina e o Espírito Santo. As reservas foram formadas há cerca de 100 milhões de anos, a partir da separação da África e da América. Sua dimensão é de 800 quilômetros de extensão por 200 quilômetros de largura, com previsão de 80 bilhões de barris, equivalente a R$ 18 trilhões. A camada pré-sal pode colocar o Brasil na quarta posição no ranking dos países exportadores de petróleo.

http://www.presal.org.br/mobilizacao_lista_presal2.php?id=73

Petrobras mostra recuperação no ano e lucro líquido aumenta 33% no segundo trimestre

14 de agosto de 2009

http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2009/08/14/materia.2009-08-14.9519857507/view
14 de Agosto de 2009

Petrobras mostra recuperação no ano e lucro líquido aumenta 33% no segundo trimestre

Vladimir Platonow

Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro – A Petrobras divulgou hoje (14) os resultados financeiros do segundo trimestre do ano, que indicaram um forte crescimento nos três primeiros meses. O lucro líquido da empresa chegou a R$ 7,734 bilhões, contra R$ R$ 5,816 do período anterior, um aumento de 33%.

Os números foram divulgados pelo diretor Financeiro e de Relações com Investidores, Almir Barbassa. “O resultado mostra a recuperação da economia, que aumentou a venda no mercado doméstico em 10% entre esses dois trimestres, e também a recuperação dos preços do petróleo, que aumentou de uma média de US$ 44 para US$ 59 [o barril]”, disse.

Barbassa afirmou que os bons resultados refletiram o acerto na política de preços adotada pela empresa: “É fruto da política de preço da companhia, que ajusta a longo prazo, e, com isso, consegue manter resultados mais equilibrados. Não impacta o consumidor e permite preços estáveis”.

Apesar da recuperação, no primeiro semestre deste ano, comparado com igual período de 2008, o lucro líquido da companhia caiu 20%. Segundo Barbassa, isso ocorreu porque no segundo trimestre do ano passado o preço do barril do petróleo estava no apogeu, a US$ 147, contra US$ 59 deste trimestre. “É pouco mais de um terço”, afirmou.

O diretor da Petrobras garantiu que a exploração da camada pré-sal está viabilizada com os atuais preços do óleo e tendo em vista as tendências do mercado futuro.

“Nós temos uma expectativa muito forte de que é perfeitamente viável, pelas avaliações que já fizemos, mas temos muitos ganhos ainda a conquistar, em termos de formas de trabalhar o desenvolvimento e a produção. O cenário é muito diferente, é muito longe da costa brasileira, mas os campos são muito maiores e aparentemente mais produtivos. Isso tudo vai influenciar no custo, assim como a forma e a tecnologia que vamos usar. Pelas estimativas que temos do piloto, é perfeitamente viável”, avaliou o diretor.

http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2009/08/14/materia.2009-08-14.9519857507/view

“Crise Financeira Mundial” – UFRGS TV – Programa Multiponto.

6 de agosto de 2009

UFRGS TV

Crise Financeira Mundial

Programa Multiponto

Programa produzido pela UFRGSTV, apresentado em duas partes na UNITV (Canal 15 da NET em Porto Alegre-RS), nos dias 09/07/2009 e 23/07/2009.

Sinopse: Programa Multiponto entrevista profissionais das áreas de economia, política, relações internacionais, história, saúde e meio ambiente para discutir diferentes aspectos da atual crise mundial.

Disponível no YouTube em 6 partes, postadas em 05 e 06 de agosto de 2009:


Multiponto – Crise Financeira Mundial
[1/6]

Multiponto – Crise Financeira Mundial [2/6]


Multiponto – Crise Financeira Mundial
[3/6]

Multiponto – Crise Financeira Mundial [4/6]

Multiponto – Crise Financeira Mundial [5/6]

Multiponto – Crise Financeira Mundial [6/6]


Vídeos com trechos do Seminário da FUP

5 de agosto de 2009

5 de agosto de 2009

Seminário da FUP

http://presal.org.br/seminario_videosa.php

http://www.youtube.com/watch?v=OTQWIx1KFF0&feature=player_embedded#t=273

http://www.youtube.com/watch?v=4cc_gFH-jrc&feature=player_embedded


Offshore Magazine: “Big potential drives arctic seismic surveys”

1 de agosto de 2009

http://www.offshore-mag.com/index/article-display/0146266429/s-articles/s-offshore/s-volume-69/s-Issue_8/s-GEOLOGY___GEOPHYSICS/s-Big_potential_drives_arctic_seismic_surveys.html

OFFSHORE MAGAZINE

01/08/2009

“Big potential drives arctic seismic surveys”

Environment makes special considerations for operations

Phil Fontana
Hans Hansen

Polarcus

There is considerable interest in potential hydrocarbon resources within the Arctic Ocean basin. The basin covers nearly 6% of the earth’s surface and has a shelf area (water depths less than 500 m or 1,640 ft) in excess of 7 million sq km (2.7 million sq mi). Currently there are over 400 oil and gas fields discovered in the arctic region with reserve estimates of approximately 240 Bbbl equivalent, or about 10% of the world’s known reserves. A recent USGS assessment projects the Arctic could hold an additional 412 Bboe of yet undiscovered reserves, with 84% of that volume contained in offshore fields. Five countries: USA, Russia, Denmark, Canada, and Norway – have territory that border the Arctic Ocean basin and can lay claim to the rights to these potential offshore resources.

The incentive to explore and produce these resources has prompted recent offshore exploration activity in the Barents Sea, the Beaufort Sea, the Chukchi Sea, and Baffin Bay, and Davis Straights off the western coast of Greenland. As a first step in any frontier exploration effort, seismic surveys are considered essential to direct the exploration drilling efforts and will also be required in later field development and management stages. However, given the extreme weather conditions coupled with highly sensitive environmental issues, acquiring seismic in the Arctic Ocean basin presents a range of operational and political challenges unlike any other place in the world.

Ship ICE classification

For marine seismic surveys, the first focus is on the capabilities of the survey vessels to navigate and operate safely in arctic sea ice with very low air and water temperatures. International maritime agencies have developed vessel ICE classification systems that specify hull construction, propulsion requirements, winterization systems, and specific maritime operating procedures for vessels in specific arctic conditions at different times of the year. For a vessel to be granted a specific ICE class it must be approved in all these areas, not just one.

Arctic ice distribution in June 2009.

For example, a conforming hull design alone does not qualify a vessel for an ICE classification. It must meet the other classification requirements as well.

The following table is an example of ICE classifications defined by the Det Norske Veritas (DNV) one of the world’s leading maritime classification societies.

Polarcus is launching a modern fleet initially of six advanced seismic vessels designed by Norway’s Ulstein Design AS incorporating the innovative ULSTEIN X-BOW hull. The vessels are being built in Dubai, UAE, by Drydocks World – Dubai LLC, with the first vessels becoming operational in this year.

These designations have been aligned to other national and international maritime classification agency specifications (IACS, FSMA, and RMRS) to provide some coherence in certifying a vessel’s capabilities to operate safely in arctic conditions. The seismic vessel’s ICE classification is important to acquire permits for seismic survey operations in certain areas of the Arctic Ocean during certain times of the year.

The vessel’s ICE capabilities also can impact on how soon a vessel can transit to an operating area and how long it can remain based upon sea ice conditions at the beginning and end of the operating season.

For example, an ICE class 1A vessel may be able to enter an area sooner and stay later than ICE class 1B or 1C vessels. Given the already short operating seasons at these high latitudes, extending the operating time on prospect can have significant implications on an exploration project’s costs and schedules.

Seismic surveys and the environment

As in any exploration area, a seismic survey will be designed to best image the geological objectives in the most accurate and time (i.e. cost) efficient manner. Survey design considerations encompass the required number of survey line kilometers for 2D surveys or the total square kilometers of surface area for 3D surveys. Other considerations are the size of the seismic source signal, the number and length of towed streamers, and the navigation and positioning systems required to provide specified vessel and seismic source and receiver positioning accuracy. On top of the geophysical technical requirements, the technologies used to acquire survey data are required to minimize any environmental disturbance. With that in mind, an examination of the key technologies to manage any possible gaseous, fluid, solid, and acoustic emissions is necessary.

The survey vessel is the possible source for gaseous, fluid, and solid emissions. On most modern seismic vessels, all solid waste material is treated and/or stored onboard until off-loaded by barge or in port. Gaseous emissions are exhaust from the main engines and the engines required for the compressed air supplied to the seismic source. New technologies are being incorporated into modern seismic vessels to reduce SOx and NOx pt in main engine exhaust. COx pt components can be reduced by increasing the overall survey efficiency to reduce the per unit acquisition time for any particular survey area.

Ballast water and fuel oil are the major vessel fluids of concern. Some modern vessels have ballast water treatment systems that can remove contaminates to levels of less than 5 ppm. In addition, there also are systems to neutralize organic matter in the ballast water to prevent introduction of potential alien species into the local ecosystem. However, the primary mitigation for fluid emissions is the integrity of hull of the vessel itself. Double-hull designs offer isolation of any internal fluids from the external skin of the vessel. This is important in arctic regions where a vessel is at risk of a rupture to the outer hull when navigating through ice.

For the seismic systems, the main emissions risk components are the seismic source and the towed streamers. Around the world today, the primary focus on acoustic emissions from a seismic survey is the seismic source. The nature of marine seismic imaging requires the release of a high-level, controlled sound signal into the water. The main question that arises regarding the source is how powerful it needs to be to satisfy the geophysical objectives. For a long time the answer to that question seemed to be that “bigger is better.”

However, today, with the degree of scrutiny from government regulators and NGO groups, the recommended approach is to perform a source test at the beginning of a survey to establish the appropriate source level. With the onboard data processing capabilities on most of today’s seismic survey vessels, a test line can be acquired using different levels of source output, the results analyzed on the vessel, and a quick decision made to verify the minimum source level required to meet the survey objectives. A collateral benefit from this is that smaller sources require less compressed air and offer an opportunity to reduce exhaust emission from the air compressors.

Of course, even a “small” seismic source signal generates a relatively loud sound which may disturb a variety of arctic marine fauna. With that in mind, permits for seismic surveys in arctic regions typically require extensive mitigation measures to ensure that any potential disturbances are maintained at the minimum practical level. Mitigation techniques range from visual observations from ships and aircraft to passive acoustic monitoring from the survey vessels and, in some cases, from acoustic monitoring stations deployed on the seafloor. The required sound mitigation adds further operational complexity and downtime risks to arctic seismic surveys which enforce the need for ICE class vessels capable of maximizing the available time on prospect.

The engineering design of towed streamers also offers an opportunity of mitigating fluid emissions. Prior to the mid 1990s, most industrial towed streamer systems were designed around the concept of fluid-filled plastic tubes. Basically, with this design, the seismic signal receiving sensors (hydrophones) are placed in a plastic tube that also contains the towing stress members, power and signal wires, and ancillary devices like depth sensors and communication coils. In order to control streamer buoyancy, the tubes are filled with a low-density fluid to adjust the overall density of the streamer so it can be towed at a specified water depth. For many years the fill-fluid of choice was ISOPAR, a hydrocarbon based fluid known for its low density and electrical insulation properties. Unfortunately, the plastic tubing containing the seismic sensors and the fluid are relatively thin-skinned and are susceptible to pinholes and ruptures from the stress of deployment and retrieval, and also from encounters with objects floating in the water, particularly fishing gear.

In the arctic, thin ice can be a similar hazard. As is obvious, whenever a hole is produced in the plastic tubing, internal fluid leaks into the surrounding water. Given that modern 3D steamer spreads typically have a range of streamers numbering between 6 and 12 with lengths varying between 4,000 m to 8,000 m (13,123 ft to 26,247 ft), it is obvious that a large volume of hydrocarbon based fluid can be towed behind the vessel and that this represents a fluid release risk. Additionally, the seismic survey vessel has to carry a considerable volume of streamer fill-fluid in order to affect repairs and to re-ballast during the course of the survey. Given that these fluids are also highly volatile there is an additional associated fire risk.

In the mid 1990s a new solid streamer technology was introduced into the industry. These streamers use a low-density, solid, plastic material surrounding the tow members, and power and signal wires to control the overall density of the system. With the replacement of low-density fluids by low-density solids, the risk of fluid spills from the steamer essentially is eliminated. An additional advantage of the solid streamer is that it produces an acoustically quieter platform for the seismic signal receivers. The noise performance of the receiver system can impact the level of source signal required to meet a specific geophysical objective – a quieter receiver can accommodate a smaller source level while a noisy receiver will require a higher source level. So, the combination of solid streamers and small seismic sources provides supporting environmental mitigation of both fluid and acoustic emissions.

A complete overview of the seismic acquisition system, including the survey vessel itself, will show that there are many other instances where judicious selection of maritime and seismic technologies can impact both the operational safety and efficiency of a seismic survey in arctic regions while also minimizing the environmental footprint and potential disturbance in the ecosystem. As exploration for and exploitation of arctic hydrocarbon reserves gains pace the seismic industry will be required to further the synergy between maritime and seismic technologies to meet regulatory commitments to maximum safety and efficiency and minimize environmental disturbance.

References

International Association of Classification Societies, Finnish Swedish Maritime Administration, Russian Maritime Register of Shipping.
U.S. Geologic Survey Fact Sheet 2008-3049 (http://pubs.usgs.gov/fs/2008/3049)
DNV
Rules for Classification – Ships
General Regulations, Part 1, Chapter 2, Section 1
Class Notations

http://www.offshore-mag.com/index/article-display/0146266429/s-articles/s-offshore/s-volume-69/s-Issue_8/s-GEOLOGY___GEOPHYSICS/s-Big_potential_drives_arctic_seismic_surveys.html


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