FUP e Mercadante debatem o pre-sal e nova lei do petróleo, nesta sexta, dia 02

30 de setembro de 2009

http://www.presal.org.br/noticias.php?id=2317

FEDERAÇÃO ÚNICA DOS PETROLEIROS

FUP e Mercadante debatem o pre-sal e nova lei do petróleo, nesta sexta, dia 02

Imprensa da FUP

Nesta sexta-feira, dia 02, o coodenador FUP, João Antonio de Moraes junto ao senador Aloizio Mercadante e à Escola São Paulo (CUT), fará um debate sobre o pré-sal, a nova lei do petróleo e outras nuances desta riqueza. O objetivo do encontro é aprofundar a discussão sobre o Projeto de Lei dos trabalhadores, que está em tramitação no Congresso Nacional, e ressaltar a importância de tornar a Petrobrás uma empresa 100% estatal.

O debate será realizado no Sindicato dos Químicos, na Rua Tamandaré, 348, Liberdade, São Paulo.

http://www.presal.org.br/noticias.php?id=2317

TV Estadão | “O Futuro do Pré-Sal” | 30/09/2009

30 de setembro de 2009

TV Estadão

30/09/2009
DEBATE

O Futuro do Pré-Sal


O Futuro do Pré-Sal – parte 1

Link para assistir ao debate na TV Estadão

Clique para acessar o link na TV Estadão

http://tv.estadao.com.br/videos,O-FUTURO-DO-PRE-SAL-1,73015,254,0.htm

Assista ao primeiro bloco do debate que contou com a presença de José Sérgio Gabrielli (presidente da Petrobrás), João Carlos de Luca (presidente IBP) e do senador Tasso Jereissati (PSDB).


O Futuro do Pré-Sal – parte 2

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http://tv.estadao.com.br/videos,O-FUTURO-DO-PRE-SAL-2,73013,254,0.htm

Petróleo do pré-sal é o tema da nova enquete da Agência Senado

30 de setembro de 2009

http://www.senado.gov.br/agencia/verNoticia.aspx?codNoticia=95954&codAplicativo=2

SENADO

ESPECIAL
30/09/2009

Petróleo do pré-sal é o tema da nova enquete da Agência Senado

Agência Senado

Clique para acessar a página do Senado

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Encerrada nesta terça-feira (30), a última enquete da Agência Senado contou com o voto de mais de 126 mil internautas. Com 56% contra 44% dos votos, saiu vencedora a opção “sim”, favorável ao ensino religioso facultativo nas escolas públicas do país. O assunto veio à tona com a aprovação de acordo entre o Brasil e o Vaticano, endossando o direito já existente de aulas facultativas de religião no ensino público. As opções “sim” e “não” se revezaram na liderança da enquete, mas, ao final, os leitores que são favoráveis à religião nas escolas venceram.

A nova enquete da Agência Senado, que entra no ar nesta quarta-feira (1º), é referente à divisão dos royalties (pagamento de direitos) provenientes da exploração de petróleo da camada pré-sal Entenda o assunto: “Você é a favor de que os royalties do petróleo extraído no pré-sal sejam partilhados com todos os Estados e não apenas entre os Estados produtores?”

A União e os estados brasileiros produtores de minério e petróleo recebem uma participação, a título de compensação financeira, pela exploração dessas riquezas. Como o petróleo do pré-sal vem de uma área muito distante da costa, houve polêmica quanto aos critérios de distribuição dos royalties.

Os estados considerados produtores querem que sejam mantidos os atuais percentuais de distribuição de royalties. Já os demais também querem uma participação nestas riquezas. Na enquete, o leitor poderá dizer “sim” ou “não” a essa pretensão.

Entre os argumentos favoráveis aos estados produtores, há o da compensação por eventuais danos ambientais, pelo grande afluxo de mão-de-obra e pela necessidade de oferecer infraestrutura para a exploração de petróleo. Já os demais estados argumentam que tais riquezas pertencem a todo país e também querem participação.

Uma solução intermediária pode surgir, enquanto se discute o marco regulatório do pré-sal: a de a participação dos demais estados na partilha se dê não com a diminuição dos royalties aos estados produtores, mas com a divisão dos royalties pagos à própria União.

Da Redação / Agência Senado

http://www.senado.gov.br/agencia/verNoticia.aspx?codNoticia=95954&codAplicativo=2
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*  Para acessar a pesquisa do Senado, basta acessar a página inicial do Senado ou o link da Secretaria de Pesquisa e Opinião Pública em:

http://www.senado.gov.br/sf/senado/centralderelacionamento/sepop/


Lobão diz que operação exclusiva da Petrobras no pré-sal é conveniente para o país

30 de setembro de 2009

http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2009/09/30/materia.2009-09-30.7192802406/view

AGÊNCIA BRASIL

30 de Setembro de 2009

Lobão diz que operação exclusiva da Petrobras no pré-sal é conveniente para o país

Mariana Jungmann

Repórter da Agência Brasil

Brasília – O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, respondeu hoje às críticas feitas ontem (29) pelo presidente do Instituto Brasileiro de Petróleo (IBP), João Carlos De Luca, sobre a operação exclusiva da Petrobras na exploração do pré-sal. “Para a nação brasileira, é altamente conveniente”, afirmou o ministro.

Em audiência pública na comissão especial que analisa o projeto de partilha do petróleo, o presidente do IBP alegou que não vale a pena para a própria Petrobras ser obrigada a operar todos os poços do pré-sal, já que alguns deles poderiam ser pequenos e não interessar à empresa.

“O que eu posso dizer sobre isso é que perguntem à Petrobras se ela não prefere correr o risco e ser a operadora única. E pergunte às outras empresas se elas não gostariam de ser operadoras únicas também. Todas adorariam”, disse hoje (30) o ministro.

Ele afirmou que, atualmente, com o regime de concessão, a Petrobras já opera 85% das extrações petrolíferas do país mesmo sem ser obrigada a isso.

Lobão contou que tem sido procurado por autoridades iranianas para tratar de projetos conjuntos com a empresa brasileira para a exploração de petróleo na África. “Eu recebi a visita de ministros do Irã, do embaixador do Irã, todos convidando a Petrobras para que se associem a eles na exploração de petróleo na África e também no próprio Irã”, disse o ministro.

Estima-se que a costa da África seja como um espelho da costa brasileira e que também exista petróleo na camada pré-sal por lá.

http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2009/09/30/materia.2009-09-30.7192802406/view

Lobão diz que pré-sal é viável mesmo com barril a US$ 35

30 de setembro de 2009

http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2009/09/30/materia.2009-09-30.0439504552/view
30 de Setembro de 2009

Agência Brasil

Lobão diz que pré-sal é viável mesmo com barril a US$ 35

Mariana Jungmann

Repórter da Agência Brasil

Brasília – O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, disse hoje (30) que o petróleo da camada pré-sal será economicamente vantajoso se o preço do barril chegar a um piso de US$ 35.

Ontem (29), em audiência pública na Câmara dos Deputados, o presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, disse que o pré-sal seria viável mesmo que o preço do barril ficasse abaixo de US$ 45.

“Ele já está sendo pouco rigoroso, até abaixo de US$ 45 o petróleo do pré-sal é viável. Até a US$ 35, o barril é bom”, afirmou o ministro.

Lobão também comentou as expectativas de que exista petróleo em camadas ainda mais profundas que o pré-sal, no Nordeste brasileiro, especialmente na Bahia. Nesse caso, se os campos forem tão grandes como os do pré-sal, eles serão considerados estratégicos e será adotado o regime de partilha, segundo o ministro.

“Nós temos possibilidade de encontrar grandes reservatórios de petróleo em muitas áreas brasileiras, segundo os estudiosos dessa matéria. Onde quer que elas [as reservas] surjam, nós aplicaremos o regime de partilha”, afirmou.

A Petrobras já trabalha, associada a outras empresas, na exploração de petróleo em até 11,5 mil metros no mar do Golfo do México. O pré-sal está em camadas que vão de 5 mil a 7 mil metros de profundidade.

http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2009/09/30/materia.2009-09-30.0439504552/view

Licitação do trem de alta velocidade terá transferência de tecnologia como critério de escolha

30 de setembro de 2009

http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2009/09/30/materia.2009-09-30.0642806627/view
30 de Setembro de 2009

Licitação do trem de alta velocidade terá transferência de tecnologia como critério de escolha

Pedro Peduzzi

Repórter da Agência Brasil

Brasília – A exemplo do que ocorre com a compra dos caças para a Força Aérea Brasileira, o governo federal pretende incluir a transferência de tecnologia entre os critérios adotados também para a escolha da empresa que desenvolverá o trem de alta velocidade que interligará Rio de Janeiro, São Paulo e Campinas.

“Sem dúvida nenhuma, a transferência de tecnologia é um aspecto considerado relevante pelo governo também nesse processo licitatório”, explicou hoje (30), à Agência Brasil, o secretário executivo do Ministério dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, após participar do Seminário Ferroviário, realizado na Câmara dos Deputados.

“O que vamos fazer é estabelecer um conjunto de requisitos e de exigências no que diz respeito a esse ponto. Quem atender está dentro. Quem não atender está fora. Sem dúvida, esse projeto resultará na absorção de tecnologia de ponta para as indústrias brasileiras”, acrescentou.

Segundo o secretário, o governo já concluiu todos os estudos de demanda, de engenharia de traçado, além dos estudos operacionais e os relacionados aos custos do investimento, modelagem econômica e financeira do projeto. “No momento, estamos finalizando a minuta do edital e do contrato”, informou Passos.

“Queremos em dezembro deste ano colocar a licitação na rua, de tal forma que, no primeiro trimestre de 2010, saibamos quem é o vencedor”, completou o secretário.

O trajeto do trem de alta velocidade terá 510 quilômetros. Destes, 90,9 quilômetros serão em túnel (18%), 107,8 em pontes (21%) e 312,1 (61%) em superfícies. O custo previsto para a obra é de R$ 34,626 bilhões.

“O governo trabalha com um horizonte de cinco anos para que o projeto seja executado e concluído, mas é óbvio que cada licitante tem a sua avaliação, seus estudos e seu plano de ataque das obras. Por isso, evidentemente, vamos aguardar o que eles irão apresentar”, informou Passos.

http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2009/09/30/materia.2009-09-30.0642806627/view

Pré-sal, instrumento de geopolítica

30 de setembro de 2009

http://jbonline.terra.com.br/pextra/2009/09/30/e30099755.asp
30/09/2009

Jornal do Brasil

Pré-sal, instrumento de geopolítica

RIO – A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, disse ontem aos integrantes do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES) que o governo aproveitará as riquezas obtidas com a exploração do petróleo da camada pré-sal para elevar a importância do Brasil frente aos demais países.

– Queremos ampliar o papel econômico e geopolítico do Brasil no cenário internacional – disse a ministra.

Dilma voltou a afirmar ainda que a renda obtida deve ser aproveitada para expansão dos instrumentos de combate à pobreza, investir em educação, ciência e tecnologia, além de fortalecer a indústria nacional.

De acordo com a ministra, pré-candidata à sucessão presidencial pelo PT, projeções da Petrobras estimam que mais da metade dos investimentos em projetos do pré-sal ficarão no país.

– Dos investimentos relacionados a projetos no país, cerca de 64% serão colocados junto ao mercado fornecedor local, levando a uma média anual de colocação de US$ 20 bilhões – afirmou. – A situação máxima à qual chegamos foi de US$ 12 bilhões.

A ministra foi categórica ao afirmar que o governo não pensa em alterar a proposta de ter a Petrobras como operadora única na exploração da camada pré-sal.

– Não estamos discutindo isso, de jeito nenhum. Não está na agenda – disse Dilma ao deixar a reunião.

Dilma disse que o governo deve ter uma política industrial específica para o setor, não porque a atual administração tenha um viés estatizante, mas para incentivar a indústria nacional.

– Vamos ter uma política de conteúdo nacional que vai depender da nossa capacidade de internalizar e transformar essa demanda em empregos brasileiros e tecnologia nacional – destacou.

A ministra tentou minimizar a polêmica relativa à distribuição de royalties entre os estados.

– O que é significativo no pré-sal é a renda petrolífera gerada – comentou Dilma. – Se o royalty era decisivo no modelo de concessão, no modelo de partilha ele é importante, mas a renda do petróleo é decisiva.

A ministra lembrou que esses recursos contemplarão todos os brasileiros e Estados por meio do fundo social que será criado a partir de projeto de lei a ser aprovado pelo Congresso.

Infraestrutura

Dilma afirmou que a política de desenvolvimento produtivo terá de resolver a questão do financiamento e diversificação da base de recursos. A ministra admitiu que há um desafio “monstruoso” no setor de infraestrutura, e que o modelo em que todos os recursos são públicos já está se esgotando. Geundo a ministra, haverá um momento em que a exigência de garantias impedirá que alguma empresa, que já tenha conseguido financiamento para uma grande obra, pegue outro financiamento no momento seguinte.

–Temos que ter energia. A não ser que alguém queira se responsabilizar por outro apagão. Como ninguém quer, temos que ter hidrelétricas – afirmou.

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Investimento de R$ 74 bi agita o setor ferroviário

30 de setembro de 2009

http://www.valoronline.com.br/?impresso/caderno_a/83/5846641/investimento-de-r-74-bi-agita-o-setor--ferroviario&scrollX=0&scrollY=0&tamFonte=

VALOR online

30/09/2009

Investimento de R$ 74 bi agita o setor ferroviário

Samantha Maia, de São Paulo

De 2003 a 2006, o setor ferroviário de passageiros teve sua produção voltada exclusivamente para o mercado externo

O trem-bala e a Copa de 2014 conduzirão R$ 74,4 bilhões em investimentos públicos para a indústria ferroviária, que quase desapareceu e ressurgiu nesta década. De 2003 a 2006, o setor ferroviário de passageiros teve sua produção voltada exclusivamente para o mercado externo. Agora, destina 15% ao mercado doméstico. De 2005 a 2008, a produção nacional de trens de passageiro cresceu 147%.

A perspectiva de lançamento do trem-bala São Paulo-Rio e de projetos de metrô e veículos leves sobre trilhos (VLT) em capitais que se preparam para receber os jogos da Copa de 2014 atraiu a atenção de empresas estrangeiras e levou multinacionais já instaladas no país, como Alstom e Bombardier, a cogitar a diversificação das linhas de produção. A espanhola CAF é uma das que chegaram ao país, inicialmente para atender encomenda de 48 trens da CPTM e 17 do Metrô de São Paulo. A perspectiva de novos contratos animou a empresa a se instalar em Hortolândia (SP) e cumprir a exigência contratual de 60% de nacionalização. O projeto não depende só do comportamento do mercado interno. A intenção é tornar a fábrica uma plataforma de exportação para a América Latina.

Há 15 anos, a Alstom se instalou no país atraída por uma onda de investimentos que não teve continuidade. A empresa, a única fabricante de trens de passageiros antes da entrada da CAF, conseguiu se manter com exportações. O cenário mudou em 2007 e de lá para cá fechou vários contratos para o Metrô e a CPTM, em São Paulo, VLTs e trens para Brasília. A companhia agora aguarda licitações em fase de preparação para mais 33 trens da CPTM e 26 trens do Metrô paulistano. “Se o mercado continuar dessa forma, pensamos em ampliação e em implantação de novas fábricas”, diz Ramon Fondevila, diretor-geral da Alstom.

O quadro de fornecedores nacionais aumentou por conta dos investimentos em andamento. O índice médio de nacionalização do setor hoje é de 70%, segundo dados do Simefre, entidade que reune fabricantes de materiais e equipamentos ferroviários e rodoviários. A Marcopolo, do segmento rodoviário, quer se tornar fornecedora para o setor ferroviário de passageiros. Segundo José Antônio Fernandes Martins, vice-presidente da empresa, o plano deve se confirmar com o projeto do trem-bala.

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Ciclo de Palestras sobre pré-sal aponta falhas no marco regulatório

29 de setembro de 2009

http://www.correiodopovo.com.br/jornal/A114/N364/html/06CICLO9.htm

Correio do Povo

29/9/2009

Ciclo do pré-sal aponta falhas no marco regulatório

Entidades e segmentos sociais debatem, desde ontem, a questão do pré-sal, na segunda fase do ciclo de palestras do Clube de Cultura, em Porto Alegre.

O presidente da instituição, Hans Baumann, destacou a importância de ampliar o conhecimento sobre o tema. ‘Estou convicto de que o caminho passa pela estatização da Petrobras, que tem mais de 60% do seu capital nas mãos de investidores estrangeiros e pequenos acionistas brasileiros’, declarou.

Na palestra de ontem, o professor universitário e doutorando em ciências políticas Lucas Kerr de Oliveira defendeu alterações nos projetos de lei do governo federal, que vão definir o novo marco regulatório para essa fronteira petrolífera. ‘Existem algumas falhas como, por exemplo, no estabelecimento de critérios mais claros para a utilização dos recursos oriundos do pré-sal’, disse.

O professor universitário avaliou que uma área que não estaria contemplada com os recursos do pré-sal é o desenvolvimento de programas nacionais visando à implantação de novos sistemas de energias renováveis. ‘O Brasil precisa dispor de recursos para garantir o seu futuro pós-petróleo’, assinalou.

Oliveira destacou que o projeto que cria a Petro-Sal, empresa que comandará os programas de exploração, prevê que o Conselho de Gestão do novo organismo tenha 50% do seu quadro escolhido pelo presidente da República. ‘Isso pode levar a uma politização prejudicial’, adverte.

O ciclo de palestras no Clube de Cultura se estende até amanhã. Informações pelo fone (51) 3331-6920.

Correio do Povo,  terça-feira 29/09/2009, Ano 114 , nº 364. Porto Alegre, RS.

http://www.correiodopovo.com.br/jornal/A114/N364/html/06CICLO9.htm

Haddad e Juca defendem recursos do pré-sal para educação e cultura

29 de setembro de 2009

http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2009/09/29/materia.2009-09-29.6565940922/view

AGÊNCIA BRASIL

29 de Setembro de 2009

Haddad e Juca defendem recursos do pré-sal para educação e cultura

Amanda Cieglinski

Repórter da Agência Brasil

Brasília – Em audiência pública hoje (29) na Câmara dos Deputados sobre a criação do Fundo Social do pré-sal, o ministro da Educação, Fernando Haddad, defendeu que o investimento em educação é o que tem a maior “taxa de retorno”.

“Cada R$ 1 investido em educação tem retorno garantido em seis anos”, disse o ministro. O projeto de lei que cria o Fundo Social determina, em princípio, que o dinheiro seja investido no combate à pobreza e no desenvolvimento da educação, cultura, ciência e tecnologia e sustentabilidade ambiental. Mas já foram apresentadas 301 emendas sobre a destinação dos recursos. Muitas querem incluir a saúde na divisão dos recursos.

O ministro da Cultura, Juca Ferreira, também esteve na audiência e defendeu que não sejam estipulados percentuais para cada uma das áreas. “A gestão do fundo é que deve ir definindo os percentuais à medida que os projetos sejam apresentados. Um percentual fixo gera preguiça, cria uma reserva de mercado que não exige o desenvolvimento de bons projetos ”, defendeu.

Hoje a União Nacional dos Estudantes (UNE) lançou uma campanha defendendo que 50% dos recursos do fundo sejam aplicados em educação. Haddad, no entanto, não quis definir um patamar mínimo para os repasses. Ele disse que é necessário esperar as metas que serão estabelecidas pelo próximo Plano Nacional de Educação (PNE), que entra em vigor em 2010.

“Após a Conferência Nacional de Educação, em abril, que irá traçar as bases do PNE, é de responsabilidade do ministério e do Congresso Nacional trazer ao conhecimento dos parlamentares o novo PNE que vigorará até 2020. Nesse diploma legal é que virá os projetos e programas que o ministério quer realizar e que serão potencializados com os recursos do pré-sal”, afirmou.

http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2009/09/29/materia.2009-09-29.6565940922/view

Capitalização da Petrobras deve ter igualdade entre acionistas, diz presidente da Bovespa

29 de setembro de 2009

http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2009/09/29/materia.2009-09-29.2014938042/view

Agência Brasil

29 de Setembro de 2009

Capitalização da Petrobras deve ter igualdade entre acionistas, diz presidente da Bovespa

Stênio Ribeiro

Repórter da Agência Brasil

Brasília – Maior empresa do Brasil em valor de mercado, avaliado em R$ 306 bilhões, a Petrobras ganha importância cada vez maior no cenário externo, tanto que “influencia a percepção internacional com relação ao país e ao mercado de capitais brasileiro”, afirmou hoje (29) o diretor presidente da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), Edemir Pinto, em depoimento na Comissão Especial da Câmara dos Deputados que discute a capitalização da Petrobras para exploração do pré-sal.

Segundo ele, a estruturação da capitalização da empresa deve gozar de toda a transparência possível, com “tratamento igualitário a todos os acionistas”, de modo a privilegiar o país e as pessoas físicas. A oportunidade de exploração de petróleo da camada pré-sal pode ser, no seu entender, um passo decisivo para ampliar a democratização do mercado de capitais, via oferta das ações da Petrobras também a investidores de varejo.

Ele defende a participação dos trabalhadores na oferta de ações da empresa, com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), como ocorreu em agosto de 2000, quando 248.218 pessoas compraram ações da Petrobras pelo Fundo Mútuo de Privatização (FMP-FGTS), que de lá para cá renderam 1.290%, até a última sexta-feira (25). Caso também da Vale, que vendeu ações com recursos do FGTS, em março de 2002, com lucratividade de 1.030% também até o dia 25.

Edemir afirmou que não vê riscos para o mercado de capitais brasileiro com a anunciada capitalização da Petrobras. O maior risco, de acordo com o dirigente da Bovespa, é “não aproveitar as oportunidades proporcionadas pelo porte e credibilidade do mercado brasileiro, que enfrentou a crise de maneira exemplar”. Ele acrescentou que o Brasil se destaca entre os maiores mercados de capitais do mundo, além de ter uma regulação que “virou referência mundial” no pós-crise.

A presidente da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), Maria Helena dos Santos Fernandes, também depôs na comissão e explicou aos parlamentares que existem dois modos de fazer aumento de capital: por deliberação de assembleia extraordinária ou do conselho de administração, conforme dispuser o estatuto, dentro do limite de capital autorizado.

Em qualquer dos casos, disse ela, “deve-se respeitar o direito de preferência do acionista antigo, que tem prioridade para subscrever as novas ações emitidas”. É uma forma de garantir ao acionista a possibilidade de ele manter o nível de sua participação no capital social da empresa, se for do seu interesse, lembrou Maria Helena, ressaltando que o prazo para exercício desse direito é de, no mínimo, 30 dias.

http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2009/09/29/materia.2009-09-29.2014938042/view

Dilma diz que recursos do pré-sal vão acelerar redução da pobreza

29 de setembro de 2009

http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2009/09/29/materia.2009-09-29.3397896837/view

Agência Brasil

29 de Setembro de 2009

Dilma diz que recursos do pré-sal vão acelerar redução da pobreza

Yara Aquino e Daniel Lima

Repórteres da Agência Brasil

Brasília – A ministra Dilma Rousseff, da Casa Civil, fala durante reunião extraordinária do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social para discutir O Pré-Sal e o Novo Padrão do Desenvolvimento

Brasília – A ministra Dilma Rousseff, da Casa Civil, fala durante reunião extraordinária do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social para discutir O Pré-Sal e o Novo Padrão do Desenvolvimento

Brasília – A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, afirmou hoje (29) que os recursos do petróleo da camada pré-sal vão acelerar a redução da pobreza no Brasil e trarão o desafio de transformar riqueza material em riqueza social e humana.

“O pré-sal vai antecipar esse fim da pobreza que iríamos fazer de qualquer jeito, mas que poderemos fazer em menos anos”, afirmou durante apresentação sobre o pré-sal em reunião extraordinária do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES).

A ministra destacou a geração de empregos com o pré-sal, estimada em 243 mil novos postos de trabalho até 2020, e falou sobre o impulso que isso dará ao desenvolvimento da indústria nacional. Ela citou números que mostram a necessidade da aquisição de cerca de 250 guindastes, 280 reatores e 1,8 mil tanques de armazenamento. “Isso dá a ideia do volume de demanda que o pré-sal vai representar para a indústria de serviços”.

Dilma lembrou a questão ambiental, afirmando que a descoberta do pré-sal não fará o país abandonar o compromisso com as energias renováveis. “Nos colocamos como exportadores de petróleo, mas nossa matriz de combustíveis vai continuar tendo uma força imensa de biocombustíveis”. Ela citou a expressão usada por técnicos da área de petróleo, que chamam o pré-sal de “picanha azul”.

A ministra afirmou que a estabilidade política e econômica do Brasil torna atrativa a exploração do petróleo do pré-sal, além de este ser um país que respeita contratos. “Temos economia sofisticada, regime político estável, uma democracia que respeita os direitos humanos, que não faz guerras com seus vizinhos e não tem a prática de mudar as regras no meio do jogo – respeita os contratos”.

Em sua apresentação aos integrantes do CDES, Dilma falou sobre as diretrizes definidas pelo governo para tratar a questão do pré-sal. A primeira é assegurar que a renda do petróleo fique com o povo e o Estado brasileiro, a segunda que o país se torne um produtor e não um mero importador de máquinas e equipamentos. Por último, a consciência de não gastar indiscriminadamente os recursos da exploração do pré-sal, e sim investir em áreas sociais, como a educação.

“Não podemos achar que estamos imensamente ricos e sair por aí desperdiçando os recursos, temos de apostar basicamente no futuro”. E concluiu: “com base nessas três diretrizes, estamos definindo como vamos enfrentar o desafio que é transformar riqueza material em riqueza física, em riqueza social e humana”.

http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2009/09/29/materia.2009-09-29.3397896837/view

Gabrielli diz que estratégia para biocombustíveis continua inalterada

29 de setembro de 2009

http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2009/09/29/materia.2009-09-29.7709308335/view

29 de Setembro de 2009

Gabrielli diz que estratégia para biocombustíveis continua inalterada

Mariana Jungmann

Repórter da Agência Brasil

Brasília – O presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, voltou a negar hoje (29) que o governo tenha abandonado o projeto dos biocombustíveis por causa das discussões sobre o petróleo da camada pré-sal. Segundo Gabrielli, a estratégia para o biodiesel e o etanol continua a mesma, e os investimentos na área continuarão de acordo com o que já vinha sendo planejado com o governo.

“Nossa estratégia é que vamos ser líderes na produção mundial de biodiesel. Na área de etanol, nós vamos ser um grande ator na comercialização mundial e vamos crescer nossa produção de etanol. Temos um orçamento de US$ 2,8 bilhões para os próximos cinco anos e temos uma empresa criada só para cuidar disso, que é a Petrobras Biocombustíveis”, afirmou Gabrielli.

Ele também defendeu que o Brasil invista nos dois modelos energéticos. “É importante estar nas duas frentes: tanto na nova fronteira do petróleo, que o pré-sal, quanto na produção de etanol e biodiesel no Brasil”, completou.

Gabrielli participa de audiência pública conjunta das comissões de Desenvolvimento Econômico e de Minas e Energia da Câmara dos Deputados para falar sobre pré-sal.


Miranga será escola para o pré-sal

29 de setembro de 2009

http://www.energiahoje.com/online/petroleo/e&p/2009/09/29/394856/miranga-sera-escola-para-o-pre-sal.html

EnergiaHoje

29/09/2009

Miranga será escola para o pré-sal

Felipe Maciel


A Petrobras inicia na primeira quinzena de outubro o projeto de injeção de CO2 no campo de Miranga, na Bacia do Recôncavo, na Bahia. De acordo com a gerente-executiva de Engenharia de Produção do E&P da Petrobras, Solange Guedes, mesmo sendo um campo onshore, a área servirá de escola para o desenvolvimento e aplicação da tecnologia para os campos do pré-sal, ricos em CO2.

“É claro que a logística é diferente, mas os equipamentos são os mesmos. Isso foi planejado muito antes do pré-sal aparecer”, disse a gerente-executiva da Petrobras, durante almoço-palestra realizado nesta terça-feira (29/9) pela Britcham, no Rio de Janeiro.

O principal benefício do CO2 é a redução ou eliminação da tensão interfacial entre o fluido deslocante e o óleo do reservatório. Isso permite uma maior produção de óleo residual em relação à injeção de água. Outros mecanismos, como redução da viscosidade e inchamento do óleo, também atuam neste processo, aumentando a fluidez.

A Contreras é a empresa responsável pela instalação do Sistema de Injeção de CO2 (gás carbônico) Alternada com Água em Miranga, um dos principais campos de petróleo e gás da UN-BA, nos municípios de Catu e Pojuca, no norte do estado. Foram realizados serviços de adequação das instalações de CO2 no Núcleo da Petrobras em Santiago; a construção e montagem de um carboduto de 25 km entre Santiago e a estação de Miranga A; dos sistemas de recebimento e aumento de pressão de CO2 na estação; e dos sistemas de distribuição de CO2 desde a estação A de Miranga até os poços de distribuição de água no campo de Miranga.

O campo de Miranga foi descoberto em 1965 e tem área de 24 km². De acordo com dados do Serviço Geológico do Brasil, do Ministério das Minas e Energia, a reserva é da ordem de 119 milhões de barris. Em 1983, foi descoberto gás no campo. A jazida tem área de 20 km² e reserva da ordem de 6,3 bilhões de m³ de gás.

A injeção de CO2 como método especial de recuperação já foi utilizado em três campos brasileiros no passado, dos quais dois estão em operação – Buracica, desde 1991, e Rio Pojuca, desde 1999, ambos no Recôncavo. O projeto de Miranga, no entanto, será o primeiro no qual a injeção será do tipo miscível – óleo e dióxido de carbono se misturam completamente no reservatório.

http://www.energiahoje.com/online/petroleo/e&p/2009/09/29/394856/miranga-sera-escola-para-o-pre-sal.html

Em Brasília, UNE defende 50% do Pré-sal para a Educação

29 de setembro de 2009

http://www.une.org.br/home3/educacao/educacao_2007/m_15289.html

29 de setembro de 2009

Em Brasília, UNE defende 50% do Pré-sal para a Educação

Augusto Chagas, presidente da UNE, participou nesta terça-feira, 29, de reunião extraordinária do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES) para debater o Pré-Sal e o Novo Padrão de Desenvolvimento. No evento foram discutidos desafios e oportunidades gerados pela exploração do petróleo nas camadas mais profundas.

A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Roussef, fez uma apresentação sobre o tema, mencionando as diretrizes definidas pelo governo para tratar a questão do pré-sal, tais como assegurar que a renda do petróleo fique com o povo e o Estado brasileiro; que o Brasil seja um produtor e não um mero importador de máquinas e equipamentos e ainda a consciência de como deverão ser gastos os recursos da exploração do Pré-sal.

dilma

“Não podemos achar que estamos imensamente ricos e sair por aí desperdiçando os recursos, temos de apostar basicamente no futuro”, disse a Dilma Roussef, afirmando que os recursos deverão ser investidos nas áreas sociais, como a Educação. E concluiu: “com base nessas três diretrizes, estamos definindo como vamos enfrentar o desafio que é transformar riqueza material em riqueza física, em riqueza social e humana”.

O presidente da UNE, Augusto Chagas, presente no encontro do Conselho, ouviu as propostas e teve a oportunidade de expor as demandas da entidade, que elegeu a Educação como o foco principal. “Reproduzi nossa opinião quanto: a criação do fundo social – do qual 50% deverá destinado à Educação-, e a defesa de um novo marco regulatório que garanta que a riqueza seja controlada pelo Estado”, disse Chagas, mencionando que o debate foi aberto e que a ministra demonstrou um nível de compromisso com as pautas dos estudantes.

Augusto Chagas aproveitou e antecipou a campanha que a UNE lançará oficialmente dia 13 de outubro, reivindicando que 50% dos recursos do Fundo Social vindos do Pré-sal sejam aplicados na Educação.

Leia o que foi publicado na Agência Brasil sobre a campanha da UNE em Brasília.

Da Redação, com informações da Agência Brasil.

Fotos: Antonio Cruz/ABr

http://www.une.org.br/home3/educacao/educacao_2007/m_15289.html

CUT e FUP defendem PL 5891, no Conselhão, em Brasília

29 de setembro de 2009

http://www.presal.org.br/noticias.php?id=2316

Federação Única dos Petroleiros

29/09/2009

CUT e FUP defendem PL 5891, no Conselhão, em Brasília

CUT

A CUT e a FUP (Federação Única dos Petroleiros) defendem hoje, durante reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES,) o projeto que prepararam para regulamentar a exploração e a comercialização do petróleo brasileiro. A proposta da CUT e da FUP, já acolhida pelo Congresso Nacional, tornou-se o projeto de lei 5891/2009. A proposta central do projeto é a retomada do monopólio público sobre o petróleo, incluindo evidentemente as jazidas do pré-sal, e a criação de um fundo soberano que direcione as riquezas para políticas públicas de combate à miséria e de estímulo ao desenvolvimento social e científico do país.

A reunião de hoje do CDES, em Brasília, tem como tema “Pré-Sal, Impactos e Desafios”. O Conselhão, como também é conhecido, é um órgão consultivo da Presidência da República e é composto por lideranças sindicais, empresariais, acadêmicos, artistas e ministros de Estado.


Conselho discute em Brasília pré-sal e desenvolvimento

29 de setembro de 2009

http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2009/09/29/materia.2009-09-29.3289552282/view

Agência Brasil

29 de Setembro de 2009

Conselho discute em Brasília pré-sal e desenvolvimento

Da Agência Brasil

Brasília – O Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES) promove hoje (29) reunião extraordinária para debater O Pré-Sal e o Novo Padrão do Desenvolvimento. Será das 9h30 às 13h no Itamaraty.

Os conselheiros vão discutir os riscos e oportunidades geradas pela exploração do petróleo abaixo da camada de sal. Deve participar a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Roussef.

Após a reunião, os conselheiros participam, também no Itamaraty, da 2ª Oficina de Governança do CDES. O objetivo é debater a linha de trabalho do mandato iniciado e eleger os novos integrantes do Comitê Gestor, responsável por auxiliar o trabalho técnico da equipe que coordena o conselho.

http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2009/09/29/materia.2009-09-29.3289552282/view

CNPE se reúne em outubro

28 de setembro de 2009

http://www.energiahoje.com/online/governo/politica-energetica/2009/09/28/394759/cnpe-se-reune-em-outubro.html

EnergiaHoje

28/09/2009

CNPE se reúne em outubro

Felipe Maciel


O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) realiza em outubro sua segunda reunião do ano. Na pauta do encontro, entre outros assuntos, a realização da 11ª rodada de licitações da ANP. O encontro, ainda sem data definida, vai discutir entre outros assuntos a realização da próxima rodada de licitações da ANP.

O órgão regulador já enviou ao MME um pacote de dados contendo diversos setores para serem licitados na próxima concorrência. A proposta prevê um próximo leilão com blocos em terra, águas rasas e novas fronteiras em águas profundas. O governo parece que ainda trabalha com a possibilidade de realizar o leilão em 2009. A indústria, no entanto, parece incrédula quanto à realização de uma concorrência até o final do ano.

O temor é que o governo resolva fazer um leilão apenas para que 2009 não seja o primeiro ano desde a abertura do setor sem uma licitação da ANP. Um concorrência sem atratividade pode ser pior do que a não realização de um leilão, dizem algumas fontes.

http://www.energiahoje.com/online/governo/politica-energetica/2009/09/28/394759/cnpe-se-reune-em-outubro.html


Previdência precisa dos recursos do pré-sal, defende deputado

28 de setembro de 2009

http://www.dci.com.br/noticia.asp?id_editoria=7&id_noticia=302425&editoria=
28/09/09

Previdência precisa dos recursos do pré-sal

Abnor Gondim

BRASÍLIA – A Previdência do setor privado é superavitária. Mas deve ser reforçada com recursos do Fundo Social da camada pré-sal. O objetivo é para preparar o País para a transição demográfica das próximas décadas, quando aumentará bastante a população idosa. Essa é a avaliação do deputado federal Pepe Vargas (PT-RS), relator do projeto de lei n. 3299/08, que extingue o fator previdenciário, uma fórmula criada em 1998 para inibir aposentadorias precoces. A matéria deve ser votada na Câmara Federal nas próximas semanas, após aprovação de requerimento de urgência.

“O discurso do déficit da Previdência é dos anos 90. A novidade, e a imprensa não se deu conta ainda, é que a arrecadação previdenciária vem aumentando significativamente, e a Previdência não é mais vista como um grande problema, mas como uma solução”, afirmou, em entrevista exclusiva ao DCI.

Considerou relevante, porém, discutir fontes de recursos para a Previdência para as próximas décadas. “Então, como o pré-sal é uma questão estratégica para o futuro do Brasil, acho que tem validade de se discutir que as aplicações do Fundo Social possam também ser utilizados para a Previdência”, defendeu.

Com o sinal verde do governo, o projeto deverá oferecer como alternativa ao fator previdenciário o pagamento integral da aposentadoria quando a soma da idade e do tempo de contribuição atingir 95, para homem, e 85, para mulher. É o fator 95/85.

Confira os principais trechos da entrevista:

Na semana passada, o governo divulgou um déficit de R$ 30 bilhões na Previdência Social. A reforma da qual o senhor é relator vai tapar ou aumentar o buraco da Previdência? E, afinal, a Previdência é ou não deficitária?

O número divulgado não considera as contribuições sociais que estão vinculadas ao financiamento da seguridade social. Na Constituição de 1988, foi aprovado o regime previdenciário de repartição simples, que tem outras fontes que não somente as contribuições dos empregados e dos empregadores e da contribuição que é cobrada da comercialização dos produtos agrícolas. Não está computada aí a arrecadação da CSLL [Contribuição Social sobre o Lucro Líquido] e da Cofins [Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social], que constitucionalmente são vinculadas ao financiamento da seguridade social como um todo, e que não é só a Previdência. É também a saúde e a assistência social. Quando pegamos a arrecadação dessas contribuições, nós temos valores suficientes para custear a Previdência. Quanto à nossa proposta, ela mantém o equilíbrio das contas. No primeiro semestre, a receita aumentou 11% em valores nominais. Em valores já deflacionados pelo INPC [Índice Nacional de Preços ao Consumidor], a arrecadação teve um aumento de 5%. Mas é compreensível termos esse crescimento na porque tivemos nos últimos anos aumento dos empregos formais, aumento da formalização dos negócios decorrente da Lei Geral da Micro e Pequena Empresa, temos agora o regime contributivo do Microempreendedor Individual.

Mas, deputado, foi o próprio governo que anunciou o déficit…

Isso não é verdade. O que o governo disse é que, entre o que o INSS arrecadou e o que pagou de benefício, há um déficit, mas isso não é nenhuma novidade. Isso já está previsto na Lei Orçamentária. O que é novidade, e a imprensa não se deu conta ainda, é que a arrecadação previdenciária vem aumentando significativamente, e a Previdência não é mais vista como um grande problema, mas como uma solução. Porque todo o dinheiro que é arrecadado, ele volta para a sociedade. 60% dos municípios brasileiros têm a principal roda da economia vinculada aos benefícios da Previdência. É muito superior ao que esses mesmos municípios recebem de transferência do FPM [Fundo de Participação dos Municípios]. Então a Previdência tem um papel estratégico no mercado interno do Brasil, que foi o que segurou a crise. O discurso do déficit é o dos anos 90, do baixo desenvolvimento econômico, do desemprego, do pouco emprego formal, massa salarial lá embaixo, isso é regime de morte para um sistema de repartição simples. Não se entendia que a distribuição de recursos gera o círculo virtuoso. Agora estamos vivendo outro momento, e as pessoas têm dificuldades para compreender.

Essa sobra é quanto, deputado?

Mesmo considerando a DRU [Desvinculação das Receitas da União], que tem destinação específica, como a CSLL, que a União pode reter 20% e aplicar em outras áreas, houve uma sobra de R$ 17 bilhões, o que parece muito, mas não é. Porque não é só para a Previdência, é também para a saúde e a assistência social.

Mesmo assim, apesar de não haver falta de recursos, o ministro José Pimentel defendeu a inclusão da seguridade social entre as áreas a serem atendidas com o resultados dos investimentos do Fundo Social da camada pré-sal. O senhor concorda com isso?

Levando em conta que iremos ter um envelhecimento da população, algo que está em curso, nós começamos a ter uma fecundidade baixa – 1,86 filho por mulher – que, portanto, não repõe população, e ao mesmo tempo a população brasileira está vivendo mais, o que é positivo, isso significa que nos próximos anos, num cenário de longo prazo, de 20 a 40 anos, vai haver um crescimento considerável da população idosa. Consequentemente, aumentará o número de aposentados e pensionistas. Então, como o pré-sal é uma questão estratégica para o futuro do Brasil, acho que tem validade discutir que as aplicações do Fundo Social possam também ser utilizadas para a Previdência.

O senhor estabeleceu garantia de emprego durante um ano para o trabalhador que estiver prestes a se aposentar. Isso não significa uma nova forma de estabilidade?

Não é estabilidade. É garantia de emprego. A estabilidade não é indenizável. A garantia, sim. A empresa pode dispensar o trabalho desse funcionário, mas ela tem de indenizar. Essa modificação é importante porque muitos trabalhadores são dispensados na véspera da aposentadoria e acabam tendo dificuldades para conseguir um novo emprego e acabam se aposentando por idade, o que não é tão vantajoso para o trabalhador.

Há outra novidade no seu projeto?

É quanto ao seguro-desemprego e ao aviso prévio indenizado: hoje eles não contam para tempo de aposentadoria, e passarão a contar.

Mas, deputado, a sua proposta substitui uma do senador Paulo Paim (PT-RS) porque o governo não aceita simplesmente o fim do fator previdenciário, como ele quer. É isso mesmo?

Exatamente. O governo não aceitou a extinção do fator previdenciário. Aceitaria desde que a idade média do tempo de contribuição permanecesse nos patamares atuais, de 53,2 anos de idade.

E como fica a política de reajuste dos aposentados?

Fica da seguinte forma: dos 25 milhões de aposentados e pensionistas, 17 milhões ganham o salário mínimo. Para esses, a gente está mantendo que terá reajustes equivalentes à inflação medida pelo INPC mais a variação do PIB. E 26 milhões de trabalhadores da ativa ganham o salário mínimo. Os 8,2 milhões de aposentados que ganham acima do salário mínimo vêm tendo o reajuste pela inflação, sem ganho real. Ficou assegurado que, em 2010 e 2011, haverá ganho real acima da inflação, mais 50% da variação do PIB (Produto Interno Bruto).

http://www.dci.com.br/noticia.asp?id_editoria=7&id_noticia=302425&editoria=

The rise and rise of Brazil: Faster, stronger, higher

27 de setembro de 2009

http://www.independent.co.uk/news/world/americas/the-rise-and-rise-of-brazil-faster-stronger-higher-1793848.html

The Independent

Sunday, 27 September 2009

The rise and rise of Brazil: Faster, stronger, higher

Hosting the 2016 Olympics would be the icing on the cake for the South American nation that is finally fulfilling its potential.

Hugh O’Shaughnessy reports

Botafogo beach in Rio de Janeiro. The IOC committee will pay a four-day visit to assess the city's 2016 Olympic bid

AFP/Getty Images: Botafogo beach in Rio de Janeiro. The IOC committee will pay a four-day visit to assess the city’s 2016 Olympic bid

God may not be Brazilian, as many of the inhabitants of Rio de Janeiro proudly boast, but The Almighty seems to be swinging His or Her not inconsiderable influence towards the Cidade Maravilhosa, the Marvellous City on the South Atlantic ocean, as it pitches strongly for the chance of staging the 2016 Olympic Games. Its three rivals, Tokyo, Madrid and Chicago, seem to be fading as they turn into the home straight towards O Day in five days’ time. On 2 October the victorious city should be announced in Copenhagen, watched by a billion television viewers from across the world.

On Tuesday, in Brasilia, senators moved to approve the legislation needed to guarantee everything required for a successful bid – from funding to regulations to stop hoteliers overcharging for rooms. On Wednesday, The New York Times appeared to give up on the Windy City on the chilly shores of Lake Superior, hinting that the Brazilian president, Luis Inácio da Silva, whom everyone calls Lula (“The Squid”), had the easiest job in the world to land the prize. Lula, the former metalworker and trade union leader who years ago lost a finger in a hydraulic press, himself confessed he had the advantage. He will be accompanied to Copenhagen by his wife, Marisa, while Michelle Obama will be there without her husband. “So it’ll be two to one,” he pointed out with quiet delight.

Next month’s vote could be a milestone on Brazil’s journey away from being the eternal country of the future – and the one for which the future never comes – towards becoming an undisputed world power, with a permanent presence on the UN Security Council and the cash to feed, educate and care for its population of nearly 200 million.

Lula, who as a child supplemented his mother’s budget by selling peanuts around the docks of Santos, is revelling is his new eminence, his freedom to blame the current world financial crisis on “blue-eyed bankers” and to command respect. Bankers’ panic and media alarm in the City of London and Wall Street in the months before his first massive electoral victory of 2002 are things of the past. Today Brazil is one of the so-called “BRICs”, along with Russia, India and China, and admired by bankers and economists. And not only does President Obama call him the world’s most popular leader but, after a period when government corruption looked as though it might topple him, Lula’s approval rating with voters is now around 80 per cent.

No longer a financial basket case struggling with hyperinflation, Brazil is looking forward to the tsunami of riches that will engulf it when Petrobras, the highly successful publicly controlled oil company, gets full production from the enormous new oilfields deep under Brazilian seas. Lula is making plans to use the new money to correct the abuses that stemmed from the Western-supported military coup of 1964, and the subsequent years of savage repression and torture, which ground down his own living standards and those of millions of other poor Brazilians. Brazil is also a massive food exporter – comforting when famine stalks many other places.

The past few weeks have demonstrated that Lula is drawing on tomorrow’s wealth as the lever for international influence today. The first head of state to talk in the debate in the UN General Assembly on Wednesday, he got in before Colonel Gaddafi’s 90-minute philippic which inconvenienced everyone else. He took the opportunity to lambast the ideas of the Western powers during the financial crisis. “What fell to the ground was the social, political and economic concept accepted as unquestionable,” he said in a sharp dig at politicians and bankers opposed to government regulation of the markets. Lula’s efforts have helped to crush the Group of Eight rich countries, replacing it with the Group of 20, which includes developing countries and which met in Pittsburgh on Thursday to start reforming the world’s finances.

At the General Assembly he also demanded an immediate end to the coup d’état in Honduras, where the Brazilian embassy is sheltering Manuel Zelaya, the legitimate president overthrown on 28 June by an impostor with military support. Lula is calling for Security Council action against the increasingly barbaric new regime threatening it with the full force of international law, particularly if it continues to deprive the Brazilian diplomats and their guests of power, water and food. Brazilian action, closely backed by the Venezuelan government, has wrong-footed Washington, exposing a clear gulf on the Honduran mess between Obama, who wants decisive action to restore Zelaya, and a shilly-shallying Hillary Clinton, whose right-wing advisers have other ideas.

Lula is, too, a leader in the new political bloc the Union of South American Nations. Unasur is resisting the militarisation of South America that many think will follow if Colombia, a close ally of the US, allows the Pentagon to establish seven new bases on its land; these would allow the US to dispatch warplanes to any part of the continent except southern Patagonia. As a precaution, Lula is buying arms in France and Russia.

In his efforts to accelerate the drive for Latin American unity, Lula has taken political risks at home, daring to take on the powerful electricity companies. In order to cement relations with his poor neighbour Paraguay, he has promised a new deal on the gigantic hydroelectric Itaipú dam whose power is supposed to be shared by both countries but which in fact goes overwhelmingly to Brazil.

However, if Rio wins on Friday, Lula will settle back to the task of giving the city’s dispossessed hope – and ensuring that South America’s first Olympics pass off peacefully.

http://www.independent.co.uk/news/world/americas/the-rise-and-rise-of-brazil-faster-stronger-higher-1793848.html

Lula diz que contrato entre Petrobras e PDVSA será assinado em outubro

27 de setembro de 2009

http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2009/09/27/materia.2009-09-27.2939794811/view

Empresa Brasileira de Comunicação – EBC

27 de Setembro de 2009

Lula diz que contrato entre Petrobras e PDVSA será assinado em outubro

Nielmar de Oliveira

Enviado especial da EBC

Isla Margarita (Venezuela) – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva informou hoje (27), na Isla Margarita, na Venezuela, que o contrato societário entre a Petrobras e a petrolífera venezuelana PDVSA já está concluído e será assinado em meados de outubro, provavelmente dia 16 ou 17, quando o presidente brasileiro retorna à Venezuela para um encontro bilateral com o presidente Hugo Chávez.

Mais cedo, o presidente Lula adiantou que o contrato seria assinado ainda na tarde de hoje, quando os dois presidentes deveriam, entre outros assuntos, revisar a agenda bilateral. O encontro, no entanto, foi adiado a pedido do presidente Lula que alegou cansaço, uma vez que vem de uma semana desgastante encerrada com o encontro dos países do G20, nos Estados Unidos.

“Então eu pedi para ele adiar [a assinatura]. E quando eu for lá, mais ou menos a partir do dia 16, 17, quando vai ter a primeira colheita da soja que a Embrapa veio aqui à Venezuela ajudar a plantar, será assinado o nosso acordo da refinaria Abreu e Lima”.

A Refinaria Abreu e Lima vai processar 230 mil barris de petróleo por dia, dos quais 50% de cada país. O valor da obra, inicialmente previsto em US$ 4 bilhões, ainda está sendo reavaliado e será divulgado quando forem concluídas as licitações. A Petrobras informou que já investiu cerca de R$ 3,5 bilhões no empreendimento.

http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2009/09/27/materia.2009-09-27.2939794811/view

Pesquisadores desenvolvem combustível para a aviação a partir de óleos vegetais

27 de setembro de 2009

http://www.unicamp.br/unicamp/unicamp_hoje/ju/setembro2009/ju442_pag04.php#

Jornal da Unicamp

21 a 27 de setembro de 2009

Pesquisadores desenvolvem combustível para a aviação a partir de óleos vegetais

Grupo da FEQ avança na busca de bioquerosene mais barato, menos poluente e com alto grau de pureza

Da redação

Uma equipe da Faculdade de Engenharia Química (FEQ) da Unicamp, composta pelos professores Rubens Maciel Filho e Maria Regina Wolf Maciel, e pelos pesquisadores César Benedito Batistella e Nívea de Lima da Silva, desenvolveu tecnologia e depositou patente, por meio da Inova/Unicamp, para um processo de produção de bioquerosene a partir de óleos vegetais. O produto poderá substituir com diversas vantagens o querosene usado como combustível de aviões. Além de ser mais barata, essa alternativa energética é menos poluente, pois não é emissora de enxofre, de compostos nitrogenados, de hidrocarbonetos ou de materiais particulados. Depois da patente, o próximo passo é o estudo da produção em escala industrial. O grupo pretende repassar a tecnologia para empresas interessadas em produzir o bioquerosene.

O processo para sua obtenção desenvolvido pela equipe da Unicamp é composto de duas etapas. Na primeira, depois de extraído da planta e refinado, para a retirada de impurezas, o óleo vegetal é colocado em um reator, junto com o catalisador e uma quantidade pré- determinada de álcool, no caso etanol. A quantidade de etanol utilizada no processo foi otimizada através de extensivos estudos e é um ponto importante do processo. “O papel do catalisador é acelerar a reação química e fazer com que ela ocorra em uma temperatura mais baixa”, explica Maciel Filho.

Dentro do reator ocorrem as reações de transesterificação e / ou esterificação que levam à formação do éster (bioquerosene). A reação do álcool com o óleo vegetal é chamada de transesterificação.

O etanol foi o álcool escolhido pela equipe para o processo, por ter baixa massa molar e ser um reagente não-agressivo e renovável. Ele reage com o ácido graxo, dando origem ao bioquerosene. Além disso, o processo gera como subprodutos glicerina, água e o que sobra do etanol não consumido nas reações. Após a separação desses compostos indesejados, o óleo fica mais fino e com menor viscosidade.

A produção de um biocombustível a partir de óleos vegetais é conhecida. A inovação agora é sua qualidade específica e seu uso em produtos aeronáuticos dentro de padrões mais exigentes. Outra novidade deste processo, nessa fase da tecnologia desenvolvida pela equipe da Unicamp, é o balanço preciso das diversas variáveis envolvidas nas reações químicas e também a purificação as quais resultam no bioquerosene com as propriedades desejadas. “Para se obter alta conversão de óleo vegetal em bioquerosene e maximizar a produção no menor tempo possível é preciso saber as quantidades exatas a serem usadas de cada componente da reação e definir as condições apropriadas de operação”, explica Maciel Filho. “É preciso dosar com precisão a proporção de óleo vegetal, álcool e catalisador, além da temperatura mais adequada”, acrescenta.

Mas isso não é tudo. Trata-se apenas da primeira etapa da produção do bioquerosene. A segunda, a mais importante, é a separação de todos os produtos da reação, ou seja, o isolamento do éster, do catalisador, da água e da glicerina. Reside aí a grande inovação do processo de produção do bioquerosene desenvolvido pela equipe de Maciel Filho. O isolamento é feito em uma unidade de separação intensificada, em condições de temperatura e pressão que possibilitam a obtenção do bioquerosene de forma economicamente viável e que atende aos requisitos para o querosene de aviação estabelecidos pela Agência Nacional do Petróleo (ANP).

Análises

Esse último ponto foi confirmado por análises realizadas na Unicamp e no Instituto de Pesquisa Tecnológicas de São Paulo (IPT). Na verdade, não existem, no Brasil, instituições que possam atestar se o produto obtido atende às especificações do querosene de aviação. “Contudo, os resultados das análises feitas na Unicamp e no IPT foram comparados com a Tabela de especificação do querosene de aviação da ANP”, explicam os pesquisadores. “Ficou demonstrado que o bioquerosene possui características semelhantes às do querosene de aviação.”

Embora haja uma série de pesquisas e diversos biocombustíveis sendo testados em várias partes do mundo, inclusive no Brasil, a equipe não identificou processo/produto similar ao desenvolvido. Apesar de ser comentada a existência de experimentos e realizações de testes fazendo uso de bioquerosene, não foi identificada patente na literatura técnica que fizesse uso do mesmo processo, comenta Maciel Filho. “Também não foi encontrado no mercado produto identificado como bioquerosene”.

O professor da FEQ ressalta que pode não haver um produto exatamente igual, mas já existem companhias aéreas com aviões voando experimentalmente movidos a biocombustíveis. É o caso da americana Continental Airlines, que anunciou recentemente a realização do primeiro vôo de demonstração, com o uso de biocombustível, realizado no dia 7 de janeiro em Houston, no estado do Texas, nos Estados Unidos. Assim, as pesquisas realizadas pelo grupo da Unicamp podem contribuir com o desenvolvimento de processos de produção viáveis para a obtenção de biocombustíveis para a aviação por propulsão a jato, um segmento importante nos transportes, estando no âmbito do empenho mundial na redução da emissão de poluentes, avaliam os pesquisadores.

Os biocombustíveis, como o bioquerosene, têm ainda outra vantagem em relação aos combustíveis tradicionais: eles são provenientes de fontes renováveis. “Além disso, sendo produzido a partir de fontes renováveis e obtidas no País, o bioquerosene poderá contribuir para a independência tecnológica nacional, além de agregar valor à matéria-prima”, dizem os pesquisadores.

Jornal da Unicamp, Campinas, 21 a 27 de setembro de 2009 – ANO XXIV – Nº 442

http://www.unicamp.br/unicamp/unicamp_hoje/ju/setembro2009/ju442_pag04.php#

Comissões da Câmara discutem esta semana projetos do marco regulatório do pré-sal

27 de setembro de 2009

http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2009/09/27/materia.2009-09-27.2672751113/view

Agência Brasil

27 de Setembro de 2009

Comissões da Câmara discutem esta semana projetos do marco regulatório do pré-sal

Priscilla Mazenotti

Repórter da Agência Brasil

Brasília – Depois de terem escolhidos os seus integrantes, as comissões que tratam dos projetos do pré-sal na Câmara começam efetivamente seus trabalhos nesta semana. Duas delas têm audiências públicas marcadas para discutir o assunto.

A comissão que trata da criação do Fundo Social convidou os ministros da Educação, Fernando Haddad, e da Cultura, Juca Ferreira. A comissão que trata da capitalização da Petrobrás, vai receber a presidente da Comissão de Valores Mobiliários, Maria Helena Santana; e o presidente da Bovespa, Edemir Pinto.

A comissão que analisa a criação da Petro-sal irá definir roteiro de trabalho e votar requerimentos.

O pré-sal também será assunto na comissão da Amazônia e Desenvolvimento Regional. Foram convidados para audiência pública os ministros do Meio Ambiente, Carlos Minc; de Minas e Energia, Edison Lobão; e da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima; e os governadores do Amapá, Antônio Waldez; do Pará, Ana Carepa; e do Acre, Arnóbio Júnior.

http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2009/09/27/materia.2009-09-27.2672751113/view

Petrobtrás calcula que pré-sal vai gerar 243 mil novas vagas. E tem gente querendo entregar o pré-sal

26 de setembro de 2009

http://tijolaco.com/?p=4616

Blog Tijolaço

sábado, 26/09/2009

243 mil vagas. E eles querendo entregar o pré-sal

Brizola Neto

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Vocês viram a matéria publicada hoje pelo O Dia? O presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, anunciou ontem que a Petrobras, nos próximos seis anos, vai treinar e qualificar 243 mil profissionais para atuarem no setor de petróleo e gás natural, para trabalharem  na indústria nacional fornecedora de equipamentos e mão de obra do setor. A preparação se fará pelo Programa de Mobilização da Indústria de Petróleo e Gás Natural, desenvolvido pelaa empresa.

Vejam bem, isso não inclui aqueles que irão trabalhar na própria Petrobras.

O programa de treinamento vai ter 29 áreas ,mais de 500 pesquisadores em 120 universidades e 70 instituições no exterior. “Isso cria, fora da Petrobras, laboratórios de alto nível, capacitação de análise e interpretação e capacitação das áreas de ciência básica e aplicada, tendo um impacto não somente sobre a Petrobras, mas também sobre a engenharia brasileira, sobre o desenvolvimento dos projetos e a pesquisa em geral do nosso País”,  explica Gabrielli.

Agora, os que dizem que seria “mais eficiente”  deixar as multinacionais explorarem o pré-sal diriam que elas vão comprar de fornecedores brasileiros e gerar todos estes empregos? Elas  iam custear o treinamento de todos estes jovens profissionais brasileiros, que ainda recebem bolsas para estudar? Contem outra… Eficiente seria para os bolsos deles, de seus executivos e das gordas comissões que ganham nestes negócios de suprimento.

http://tijolaco.com/?p=4616

Cresce o debate em torno da nova Lei do Petróleo

26 de setembro de 2009

http://www.presal.org.br/noticias.php?id=2315

Federação Única dos Petroleiros

26/09/2009

Cresce o debate em torno da nova Lei do Petróleo

Imprensa da FUP

Os movimentos sociais estão intensificando o debate com a sociedade e os parlamentares em Brasília e nos estados do país para sensibilizar o Congresso Nacional em relação às propostas defendidas pelos trabalhadores no Projeto de Lei 5891/2009. O PL construído pelos movimentos sociais foi apensado ao Projeto de Lei apresentado pelo governo federal para o novo modelo de exploração do pré-sal. As propostas serão, portanto, analisadas conjuntamente na Câmara dos Deputados.

Sessão solene na Câmara – os trabalhadores precisam estar mobilizados para construir uma grande frente parlamentar de apoio por uma legislação que de fato garanta a soberania do país, através do controle estatal e social do petróleo e gás. Por isso, a FUP orientou seus sindicatos a enviarem caravanas à Brasília nesta segunda-feira, 28, quando será realizada no plenário da Câmara dos Deputados uma Sessão Solene, requerida pelo deputado Luiz Alberto (PT/BA) em homenagem aos 56 anos de criação da Petrobrás. Os petroleiros pretendem transformar o plenário em um grande ato público, em defesa da retomada do monopólio estatal da Petrobrás, como assegura o PL 5891/2009.

IV Plenária Nacional da Campanha “O Petróleo tem que ser nosso”

Nesta sexta, 25, e sábado, 26, a FUP e seus sindicatos participam da IV Plenária Nacional da campanha “O Petróleo Tem que Ser Nosso”, que será realizada na Escola Nacional Florestan Fernandes, do MST, em Guararema, São Paulo. As entidades e organizações populares irão traçar um plano de ação para a campanha e avaliar o que está sendo proposto pelo governo para o pré-sal. O objetivo é aprofundar a compreensão dos projetos em tramitação no Congresso Nacional e definir uma linha de defesa das propostas dos movimentos sociais. A plenária deverá aprovar uma jornada nacional de lutas e outras mobilizações, integrando as forças populares, movimentos sociais, organizações ambientais e os comitês estaduais e municipais da campanha “O petróleo tem que ser nosso”.

Agenda

25 e 26/09 – IV Plenária Nacional da Campanha “O petróleo tem que ser nosso”, em Guararema (SP)

28/09 – Sessão Solene na Câmara dos Deputados Federais, em homenagem aos 56 anos de criação da Petrobrás

28/09 – audiência na Câmara de Vereadores de Esteio (RS), com participação da FUP e Aepet

02/10 – debate em São Paulo, organizado pela FUP em parceria com o senador Aloizio Mercadante (PT/SP)

08/10 – Audiência Pública no Senado, na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa

http://www.presal.org.br/noticias.php?id=2315

Gabrielli: produção de sondas para exploração do pré-sal levará a desenvolvimento tecnológico

25 de setembro de 2009

http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2009/09/25/materia.2009-09-25.6354977503/view

AGÊNCIA BRASIL

25 de Setembro de 2009

Gabrielli: produção de sondas para exploração do pré-sal levará a desenvolvimento tecnológico

Pedro Peduzzi

Repórter da Agência Brasil

Brasília – O presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, disse hoje (25) que o Brasil vai produzir 28 sondas até 2013, visando à extração de petróleo da camada do pré-sal. Segundo ele, o país paga entre US$ 500 mil e US$ 600 mil por dia apenas para alugar esse tipo de sonda.

“Para produzirmos petróleo a partir do pré-sal precisamos montar indústrias. Não é botar um canudinho e puxar o petróleo. É necessário perfurar, e para isso, precisamos de sondas, e esse é um equipamento extremamente complexo”, disse Gabrielli.

Ele participou hoje de  debate sobre o marco regulatório e os desafios tecnológicos do pré-sal, no Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Confea). “Por isso estamos contratando 28 sondas para serem produzidas no Brasil e entregues a partir de 2013”, completou.

A perspectiva apontada pelo presidente da Petrobras é a de que o aumento da produção se dê nas áreas que fronteiriças às atividades econômicas. “Para prover a extração desse petróleo, precisamos intensificar a indústria fornecedora dedicada a fabricar equipamentos para essa extração. Isso requer o desenvolvimento de tecnologias e a montagem de uma infraestrutura adequada, além, é claro, do conhecimento técnico necessário para tanto. Isso é bastante positivo, pois nos ajudará a fortalecer a indústria nacional e diminuirá o risco da doença holandesa”, afirmou.

O presidente da Petrobras se referiu ao que ocorreu nos anos 60 na Holanda, quando o excesso de exportações de gás reduziu as vendas externas de outros produtos, por falta de competitividade.

Gabrielli, no entanto, manifestou preocupação com os riscos decorrentes desse pioneirismo tecnológico no Brasil. “Somos o grande comprador mundial desse tipo de equipamento. Por isso, teremos um dilema decorrente da necessidade de acelerar investimentos, conciliando a necessidade de acelerar as compras com a necessidade de reduzir custos, convergindo para preços internacionais competitivos”, disse.

Brasília - O presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, fala durante encontro, promovido pelo Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Confea), dos desafios tecnológicos impostos pela exportação do petróleo na camada pré-sal Antônio Cruz/ABr

Brasília – O presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, fala durante encontro, promovido pelo Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Confea), dos desafios tecnológicos impostos pela exportação do petróleo na camada pré-sal

A resposta foi apresentada pelo próprio presidente da Petrobras. Segundo ele, esses preços tenderão a diminuir com o tempo, como já ocorreu com alguns navios comprados pela empresa. “O primeiro será mais caro, mas a situação tenderá ao equilíbrio à medida que novas compras forem realizadas”, argumentou.

http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2009/09/25/materia.2009-09-25.6354977503/view

Sustentabilidade do pré-sal amplia debate na Câmara

25 de setembro de 2009

http://www.estadao.com.br/economia/not_eco440988,0.htm

O ESTADO DE S. PAULO

Sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Sustentabilidade do pré-sal amplia debate na Câmara

Discussão será em torno da alta emissão de gás carbônico que a exploração da camada provocará

DENISE LUNA – REUTERS

RIO DE JANEIRO – A sustentabilidade da exploração e produção do petróleo na camada pré-sal será objeto de audiência pública na Câmara dos Deputados e promete esquentar a discussão sobre a nova fronteira petrolífera, que está sendo apontada pelo governo como a nova independência do Brasil e pelos ecologistas como um retrocesso ambiental.

De um lado defensores do meio ambiente gostariam que o país seguisse o exemplo do Equador e propusesse que a exploração do combustível fóssil não seja feita, em troca de pagamento pelos países ricos do correspondente à possível futura receita.

A dificuldade de precificação do gigantesco volume de reservas no caso brasileiro seria de cara um primeiro obstáculo para seguir o mesmo rumo do Equador –que todavia ainda não encontrou um comprador para sua proposta. Outro problema é o fato da Petrobras não apenas já ter começado a explorar e ter planos para uma segunda fase, quando a produção se tornará mais volumosa e, portanto, mais poluente.

O Equador propôs esta semana não desenvolver uma descoberta de 900 milhões de barris se os países ricos pagarem por isso. No caso brasileiro, até o momento, as reservas do pré-sal já somam entre 10,6 a 16 bilhões de barris.

Até 2016 a produção no pré-sal se situará abaixo de 1 milhão de barris diários, escala que dispara para 1,8 milhão de barris nos três anos seguintes.

No requerimento para a realização da audiência pública sobre o tema, encaminhado pelo deputado Antonio Carlos Mendes Thame (PSDB-SP) e aprovado pela Comissão de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados, a justificativa para a reunião é de que os poços do pré-sal emitem, em média, “de três a quatro vezes mais gás carbônico do que os poços do pós-sal”, afirmou o deputado.

Serão convidados para a audiência, ainda sem data marcada, os ministros de Minas e Energia, Edison Lobão e do Meio Ambiente, Carlos Minc.

Minc inclusive já falou sobre o tema, ressaltando que o alto teor poluente não seria motivo para interromper a exploração, “mas é preciso investir no armazenamento do carbono lá embaixo”, afirmou.

No requerimento, Thame informou que já existem experimentações, tecnologia e práticas de seqüestro de carbono como sugere o ministro.

“No entanto, não se pode afirmar seja esta uma tecnologia amplamente disseminada e provada, quando se trata de aplicá-la ao processo de extração de óleo e gás de jazidas de hidrocarbonetos”, explicou o deputado em seu requerimento.

Ele citou casos já conhecidos, sendoo mais antigo deles no Mar do Norte, onde a empresa norueguesa Statoil sequestra o dióxido de carbono retirado no curso da produção de gás de seus campos de gás natural. Outros exemplos citados foram de Weybum, na Província de Sakatchewan, no Canadá, e o de Salah, na Argélia.

De acordo com o gerente para América Latina do Green Initiative Carbon Assets (Gica), gestora de fundos de crédito de carbono, com certeza a melhor opção “é deixar o petróleo lá embaixo”, avaliou.

“Petróleo é combustível do passado, não é nada inteligente explorar o pré-sal, você investe um monte de dinheiro e em 30 anos acaba…se investir o mesmo valor em solar, eólica, que são energias renováveis, você tem energia para sempre”, observou.

Para o executivo a grande discussão que será formada daqui por diante será a disputa entre as aplicações sociais e ambientais dos recursos obtidos com o pré-sal.

“Melhor do que criar um fundo para compensar o pré-sal seria investir em formas mais limpas”, insistiu.

Sobre a proposta de Minc, Couto explicou que no caso de campos em terra, o sequestro geológico tem o risco de contaminar os lençois freáticos, “e assim trocar seis por meia dúzia”, mas que no caso do pré-sal o impacto ainda não é conhecido.

“Para questões onshore (em terra), cientistas discutem sobre a incerteza do potencial de captura desses gases, que girariam em torno de 15-30 pro cento das emissões. Para o pré-sal ainda não se sabe muita coisa…”, afirmou.

http://www.estadao.com.br/economia/not_eco440988,0.htm

Logística será um dos grandes desafios para a exploração do pré-sal, prevê Gabrielli

25 de setembro de 2009

http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2009/09/25/materia.2009-09-25.1757454596/view

AGÊNCIA BRASIL

25 de Setembro de 2009 <!–

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Logística será um dos grandes desafios para a exploração do pré-sal, prevê Gabrielli

Pedro Peduzzi

Repórter da Agência Brasil

Brasília – Um dos grandes desafios que aguardam a Petrobras na exploração do petróleo situado na camada pré-sal é a área de logística. A afirmação foi feita hoje (25) pelo presidente da estatal, José Sergio Gabrielli, após participar de um debate sobre o pré-sal no no Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Confea), em Brasília.

Segundo Gabrielli, “haverá muita dificuldade para operar o transporte de equipamentos e de pessoal” e para o escoamento de gás e petróleo a partir das instalações destinadas ao pré-sal. Essas unidades, disse ele, ficarão a cerca de 300 quilômetros do litoral.

Atualmente as plataformas brasileiras localizadas em alto-mar, em geral, estão a uma distância de 100 a 150 quilômetros do litoral. Mas, segundo ele, a estatal estuda saídas. “Entre elas, a utilização de plataformas menos habitadas e a compra de dezenas de helicópteros mais adaptados para a distância”, exemplificou. “Há também a possibilidade de adaptar plantas que fazem liquefação do gás em unidades flutuantes”, acrescentou.

O presidente da estatal informou que cerca de 40 mil pessoas são transportadas mensalmente para as plataformas marítimas.

A Petrobras confirmou que, depois de aprovado o projeto de lei que permitirá a emissão, pela estatal, de ações para capitalizar as reservas do pré-sal, convocará uma assembleia geral extraordinária para que a proposta seja aprovada também pelos acionistas da empresa.

“Dependendo, isso pode ser feito num prazo até menor do que 45 dias”, afirmou Gabrielli. Ele garantiu que “todos direitos dos acionistas minoritários serão respeitados” e que a legislação brasileira garante a eles preferência para a compra de novas ações.

http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2009/09/25/materia.2009-09-25.1757454596/view

Francis Bogossian: “Pré-sal: uma faca de dois gumes”

25 de setembro de 2009

http://jbonline.terra.com.br/pextra/2009/09/25/e25098651.asp
25/09/2009

Jornal do Brasil

Pré-sal: uma faca de dois gumes

Francis Bogossian

RIO – O Brasil tem tudo para comemorar a descoberta do petróleo do pré-sal. Quando as reservas dos grandes produtores mundiais começavam a se esgotar, o Brasil encontrava petróleo em alto mar e conseguia se tornar autossuficiente. Agora um novo “milagre”, o petróleo na camada do pré-sal, multiplicará por sete o atual volume de reservas do país.

O petróleo do pré-sal é uma dádiva divina. Esta riqueza precisa ser bem explorada e avaliada. Embora se estime que as reservas são da ordem de 90 bilhões de barris, ainda não temos estudos suficientes para confirmar estes números.

Mas, mas pelas previsões mais pessimistas, o volume de recursos que esta riqueza vai gerar é extraordinário. O perigo, no entanto, é de que estas receitas se escoem entre nossos dedos.

Os Estados Unidos montaram sua economia dependente do petróleo e hoje aquele país importa 70% do petróleo que consome.

Nos países em desenvolvimento como México, Venezuela, Angola e Nigéria, por exemplo, a receita do petróleo não produziu melhoria significativa na qualidade de vida da população. O IDH destes países continua muito abaixo dos padrões dos países desenvolvidos.

Estes são alguns exemplos que mostram que o Brasil precisa estudar e planejar com muita atenção, não apenas o que fazer com o petróleo, mas como fazer.

Temos que levar em conta que o petróleo é uma commodity diferente do café. É a matéria prima para a produção de mais de 3 mil subprodutos.

Enquanto o petróleo estiver no subsolo, há garantia da nossa riqueza. Transformado em dólares pode, rapidamente, se esvair sem trazer nenhum benefício para os brasileiros.

Na velocidade que o governo quer aprovar novas regras e gerar receitas, reside a certeza de que o país sairá perdendo.

Ainda não se sabe ao certo qual o tamanho destas reservas ou o custo da extração no pré-sal e já se quer gastar por conta. Os projetos que o governo encaminhou ao Congresso preveem a mudança do marco regulatório, a criação de uma nova estatal e de um fundo social. Os projetos foram elaborados pelo governo sem que houvesse um amplo debate em todo o país, porque o único objetivo é garantir que a União controle as futuras receitas com as exportações do pré-sal.

Mas, exportar petróleo será o melhor caminho? Como isto irá impactar na economia brasileira? Como será possível frear, também controlar a corrupção no país que hoje já atinge níveis estratosféricos e que só tenderá a aumentar com a “montanha” de recursos que entrarão no país? Quais as consequências geotécnicas e ambientais com a exploração do petróleo do pré-sal? Ampliar o parque de refino de petróleo no Brasil é melhor do que exportar o petróleo bruto? Em que prazo o país estima que estas reservas se esgotem?

Quais as saídas para o Brasil após o esgotamento total de nossas reservas?

No século passado, o Brasil usou o petróleo barato para trocar sua matriz de transporte. As ferrovias praticamente desapareceram dando lugar ao transporte rodoviário. O Brasil se move sobre carros, ônibus e caminhões, que poluem e consomem combustível não renovável. Metrôs, trens e hidrovias ainda estão longe de atender às necessidades do transporte de carga e de passageiros.

Este é apenas um exemplo da nossa falta de planejamento de longo prazo. Não podemos permitir que aconteça de novo.

O Brasil era o país do futuro. O futuro chegou e avançamos muito pouco, se compararmos com países como a Coréia e China, no que diz respeito aos níveis de escolaridade e de industrialização.

O país não pode desperdiçar a riqueza do pré-sal. Um fórum permanente de discussão sobre o assunto precisa ser criado imediatamente. O Rio de Janeiro deve liderar este debate porque, além de ser o centro dos estudos sobre petróleo e gás, tanto na Petrobras como nas universidades, é o principal interessado no tema, tendo em vista que 80% da produção atual de petróleo do Brasil são extraídos na costa fluminense.

Sem uma análise e planejamento adequados, movido apenas pela pressão financeira, o petróleo do pré-sal será mais um ciclo de desenvolvimento não sustentado como foram a borracha e o café, com o perigo de que a valorização da nossa moeda ainda destrua a indústria brasileira.

* Francis Bogossian é presidente do Clube de Engenharia e da AEERJ-Associação das Empresas de Engenharia do Rio de Janeiro

http://jbonline.terra.com.br/pextra/2009/09/25/e25098651.asp

O pré-sal é amanhã

25 de setembro de 2009

http://www.cartacapital.com.br/app/materia.jsp?a=2&a2=7&i=5115

CARTA CAPITAL

25/09/2009

O pré-sal é amanhã

Julio Gomes de Almeida   e   Luiz Gonzaga Belluzzo

As descobertas de grandes reservas de petróleo e gás na chamada camada pré-sal, localizada a uma profundidade de 5 mil a 7 mil metros, tanto podem descortinar um futuro brilhante para os brasileiros quanto submeter o País a um processo de empobrecimento econômico e de anomia social. O Brasil passa a dispor de uma riqueza de grande valor, com potencial mais do que suficiente para acelerar o crescimento econômico e assegurar o bem-estar de seu povo.

Mas entre as descobertas e a efetivação dessas potencialidades, entre a taça e os lábios, o líquido pode derramar. As condições para a concretização das promessas são muitas. A primeira e mais óbvia é a capacitação tecnológica, condição cumprida com competência pela Petrobras. A segunda é de origem externa: as flutuações no preço internacional do petróleo determinarão os valores do excedente a ser apropriado pela sociedade por conta da exploração dos enormes campos de petróleo.

A “maldição do petróleo” é uma expressão que procura sintetizar os riscos implícitos na abundância de uma riqueza natural. Uma bênção capaz de gerar pobreza, violência e desigualdade. Para não deixar que esses agouros se realizem é necessário definir um modelo cuidadoso de exploração e utilização da nova riqueza representada pelas reservas do pré-sal. Esse modelo deve abrigar alguns pontos fundamentais. A inobservância de um só deles pode acarretar consequências indesejáveis.

A regulamentação atual do setor não é compatível com a abundância. Ela foi concebida para a escassez, “para se achar petróleo”. Por isso, tomou por base o “modelo” de concessão. Sob esta modalidade jurídica são licitadas áreas para prospecção de empresas interessadas, que por sua conta realizam os investimentos requeridos. Muito maiores do que as áreas já sob concessão, os campos recém-descobertos impõem o sistema de partilha da produção entre o Estado – detentor das reservas em áreas ainda não licitadas – e uma companhia do setor, que, em princípio, pode ser a Petrobras ou uma empresa privada qualquer. Naturalmente, nada deve mudar quanto aos projetos já em andamento, cujos frutos de exploração pertencem às empresas detentoras das concessões.

O sistema de partilha permite a apropriação da riqueza por parte do Estado em nome da sociedade. A riqueza do petróleo é apropriada sob a forma de impostos e royalties, como, aliás, é o modelo brasileiro vigente. Esse padrão de tributação pode conviver com o sistema de partilha, mas no caso brasileiro se faz necessário alterá-lo pelo menos em dois aspectos: 1. A tributação deve aumentar. 2. A atual regra de distribuição dos recursos tributários obtidos com a exploração do petróleo entre União, estados e municípios precisa ser revista.

Na forma atual, a distribuição favorece sobremaneira os estados e municípios com projeção para os campos de petróleo. Mesmo antes da descoberta das reservas do pré-sal esse modelo já determinava- uma desigualdade acentuada na distribuição dos recursos do petróleo, uma violação clara dos princípios que devem reger o pacto federativo. Mantidas as regras atuais, a riqueza ficará concentrada nesses mesmos estados e municípios, em prejuízo de políticas julgadas prioritárias para o conjunto da sociedade brasileira.

É fundamental, portanto, a mudança no sistema de participação do Estado na riqueza gerada pelo petróleo e, ademais, alterar o modelo de repartição da massa tributária obtida pelo setor público. A concentração nas mãos da União é a condição à universalização das políticas sociais, de investimento em infraestrutura, com regras claras destinadas a reger a utilização dessa riqueza para o desenvolvimento e bem-estar do conjunto das regiões, estados e municípios do País.

Mas há muito mais a dizer e a fazer sobre a utilização dos recursos decorrentes da exploração do pré-sal. A avalanche de moeda estrangeira que certamente advirá da exportação de petróleo ameaça tornar incontrolável o vício nativo cevado nas delícias tão sedutoras quanto e viciosas do câmbio valorizado. A “doença holandesa” é a moléstia de uma sociedade que passa a depender de uma riqueza natural e abandona a ideia de que ela é fruto do trabalho, da tecnologia e da agregação de valor.

O ideal para o País detentor de uma riqueza natural abundante seria aplicar no exterior os recursos gerados pelas exportações, utilizando no âmbito doméstico tão somente os recursos gerados nas vendas internas e os rendimentos obtidos das aplicações no exterior.

Não por acaso proliferaram e ganharam importância os “fundos soberanos”, muitos dos quais fruto da acumulação de receitas derivadas da exportação de petróleo. Constituir um fundo desse tipo será imprescindível para que o Brasil aproveite integralmente o benefício do pré-sal, sem sucumbir à doença holandesa. As aplicações devem ser conservadoras e de longo prazo, já que se destinam a transmitir para gerações futuras uma riqueza finita que não pode beneficiar exclusivamente a geração presente.

Esses fundos são genuinamente “fundos de poupança”, cabendo complementar que se trata de fundos de poupança de longuíssimo prazo. Como também cabe sublinhar, tais fundos visam obter os maiores rendimentos possíveis em prazos muito longos, não tendo, como no caso da aplicação das reservas internacionais de um país, a necessidade de preservar uma grande e pronta liquidez. Os fundos soberanos, assim, não se confundem com as reservas dos países.

No limite, assegurar que as gerações futuras se beneficiem da nova riqueza exige que as rendas do petróleo apropriadas pelos governos sejam integralmente canalizadas para os fundos de poupança. À geração presente seria franqueado o usufruto tão somente dos rendimentos das aplicações dos referidos fundos, mas não dos recursos apropriados pelos governos sob a forma de royalties, impostos ou outras modalidades de receitas.

A aplicação dos recursos do Fundo Soberano no exterior será de grande valia para promover a internacionalização das empresas e dos bancos brasileiros. Bem conduzida, essa estratégia vai conferir ao real o status de moeda conversível.

As aplicações domésticas devem obedecer aos critérios que favoreçam o desenvolvimento sustentado e a criação de condições fiscais aptas a assegurar o financiamento adequado do governo ao longo do tempo. O governo brasileiro anunciou o desejo de conceder prioridade ao desenvolvimento social, sobretudo à educação e à inovação tecnológica, o que nos parece correto. Mas seria igualmente importante apoiar a modernização da infraestrutura e das formas alternativas de energia renovável. Seria, ainda, aconselhável criar um fundo para estabilização das receitas fiscais, com o propósito de atenuar as consequências das flutuações nos preços do petróleo.

A forma institucional mais bem-sucedida de gestão da riqueza proporcionada pela exploração do petróleo é oferecida pela experiência da Noruega. Os noruegueses criaram uma empresa estatal para administrar as participações do governo nos projetos partilhados e a gestão do Fundo Soberano. No Brasil, uma empresa desse tipo cumpriria essas e outras funções, tais como o planejamento da utilização das reservas do pré-sal, a gestão dos recursos destinados a investimentos internos e a promoção de políticas industriais, tecnológicas e de desenvolvimento regional e setorial. Dentre os setores a ser contemplados há que se sublinhar a importância estratégica da própria indústria de bens de capital, de suprimentos e os serviços que abastecem o setor de petróleo.

Enxuta em termos de pessoal e com atribuições claramente definidas, essa empresa teria capacidade para antecipar recursos no mercado e mobilizar fundos para promover a cadeia produtiva do petróleo, além de terminar o ritmo da exploração e financiar novas prospecções executadas por empresas do setor, como a Petrobras.

Os pontos centrais são os seguintes: 1. Mudar da concessão para partilha o modelo de regulação do setor. 2. Adaptar e reformar o modelo existente de tributação. 3. Planejar um eficiente sistema de prevenção da doença holandesa, mediante a organização do Fundo Soberano. 4. Definir as regras de utilização doméstica dos recursos, criando uma empresa para gerir adequadamente essa riqueza. 5. Executar políticas sociais e de desenvolvimento comprometidas com a redução da desigualdade e da pobreza.

Todas essas ações são destinadas a libertar o País da crônica dependência do financiamento externo e afastar os choques cambiais que de tempos em tempos constrangem a política econômica.

http://www.cartacapital.com.br/app/materia.jsp?a=2&a2=7&i=5115

FOLHA: Arma nuclear pode proteger pré-sal, diz Alencar

25 de setembro de 2009

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc2509200904.htm

FOLHA DE S. PAULO

25/09/2009

Arma nuclear pode proteger pré-sal, diz Alencar

Simone Iglesias

O presidente interino, José Alencar, defendeu ontem que o Brasil desenvolva armas nucleares como instrumento de dissuasão e para proteger as reservas de petróleo encontradas na camada do pré-sal. Segundo Alencar, o governo ganhou respeitabilidade e credibilidade no cenário internacional para discutir o assunto.

“Do ponto de vista da dissuasão é importante [desenvolver armas nucleares], não adianta. O Brasil para ser um país realmente forte tem que avançar nisso aí. Especialmente para fins pacíficos. E mesmo a arma nuclear utilizada como instrumento dissuasório é de grande importância para um país que tem 15 mil quilômetros de fronteiras a oeste, tem um mar territorial e agora esse mar do pré-sal de 4 milhões de quilômetros quadrados de área”, disse.

Alencar afirmou que hoje o Brasil não enfrenta problemas com outros países, mas que essa realidade pode mudar pela “cobiça” que o pré-sal pode gerar em outras nações. “Estamos vendo aí o que tem sido feito da nossa fronteira, pessoas que entram com todo tipo de droga e não fazemos nada. O que é isso? Nós temos que tomar conta disso direito”, afirmou.

Ele citou o Paquistão, dizendo que o país “senta na mesa” com grandes nações porque tem armas nucleares.

“Nós dominamos a tecnologia da energia nuclear, mas ninguém aqui tem uma iniciativa para avançar nisso. O Paquistão tem coisas muito avançadas, mas são muito pobres […] Eles sentam à mesa porque eles têm arma nuclear. É vantagem? É”, concluiu.

Alencar disse que o Brasil é signatário do Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares. Para ele, a defesa do desenvolvimento de armas nucleares para fins pacíficos não entra em contradição nem com o tratado nem com a Constituição.

Ele defende que o governo “carimbe” recursos do Orçamento para as Forças Armadas. “Acho que [deve ser fixada] alguma coisa entre 3% e 5% do PIB. O sistema de defesa está abandonado há muito tempo.”

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc2509200904.htm

André Siqueira: “Não há petróleo no pré-sal”

25 de setembro de 2009

http://www.cartacapital.com.br/app/coluna.jsp?a=2&a2=5&i=5122

CARTA CAPITAL

25/09/2009

“Não há petróleo no pré-sal”

André Siqueira

Aprendemos cedo, com nossos pais, que é melhor ouvir certas coisas a ser surdo. Mas beira o insuportável a quantidade de besteiras propaladas a respeito da exploração do petróleo encontrado no litoral brasileiro, na camada pré-sal. A última (ao menos para mim, porque a mensagem circula há tempos) é a corrente de e-mails com o artigo de um professor universitário, cujo nome não convém citar, por se tratar apenas de um caso exemplar. Especialista em geologia e ex-funcionário da Petrobras (pelos idos da década de 1970, convém ressaltar), ele garante, com absoluta firmeza, que não há quase nada a explorar na região. É tudo um embuste eleitoreiro do governo.

Pelamordedeus, será então que todos os especialistas do mundo estão enganados? Alguém se lembra da polêmica que envolveu a divulgação das megarreservas pelo presidente da ANP, Haroldo Lima, em setembro de 2008. À época, para se esquivar das acusações de precipitação ou de ter se antecipado à Petrobras no anúncio da descoberta, ele lembrou que a publicação especializada americana World Oil publicou um artigo a respeito meses antes. E quanto aos institutos internacionais do setor, que já colocam as reservas na lista das fontes futuras de energia do planeta? Finalmente, por que badalar uma riqueza que, na melhor das hipóteses, só poderá ser usufruída daqui a mais de cinco anos?

Mas há quem perca tempo alimentando esse tipo de discussão. O autor da teoria conspiratória supra-citada começa a dar entrevistas a veículos de comunicação (sim, não resta dúvida de que ele existe, mesmo). Como disse, esse é só um exemplo do festival de sandices que circula. Mas os piores mitos são aqueles que, plantados por grupos privados com milionários interesses no subsolo brasileiro, promovem campanhas de desinformação. Aí vão alguns dos argumentos que, de tanto ser repetidos, correm o risco de ser levados a sério:

1º) As regras novas e o aumento do controle do Estado sobre a produção perigam afastar o investidor privado.

As múltis petroleiras atuam nas regiões do Oriente Médio mais inóspitas e menos amigáveis ao capitalismo ocidental. Lucram aos tubos, literalmente, porque correm riscos, muitos riscos. A legislação proposta pelo governo pode não ser a melhor, mas, se há alguma chance de haver uma grande reserva de petróleo abaixo das águas brasileiras, não resta dúvida de que haverá interessados em por dinheiro no negócio. Importante, mesmo, é que as regras sejam claras e estáveis.

2º) O Brasil perde tempo e dinheiro enquanto discute o tema.

Perdoe-me o leitor por me sentir forçado a dar essa explicação rasteira, mas é isso aí: poços de petróleo são diferentes de hidrelétricas e estradas. Obras de infra-estrutura começam a beneficiar a sociedade no momento em que são concluídas, e continuam a fazê-lo indefinidamente. Uma estrutura de exploração de petróleo é um modo de gastar mais rapidamente um ativo do Estado. Pior: uma reserva de valor que tende a se valorizar com o tempo. Não há desta vez, de acordo com nove entre dez especialistas, o risco de “perdermos o bonde da história”. Não há, por enquanto, fonte alternativa de energia capaz de impedir que a commodity tende a se valorizar nos próximos anos. Vale à pena debater exaustivamente a melhor forma de receber e gastar os “petroreais”

3º) A ideia de criar uma estatal para administrar os recursos, por meio de um fundo específico, só serve para que se criem cargos públicos e abre espaço para o desvio de verbas.

Talvez esse seja o argumento mais polêmico. Concordo, mais uma vez, que o modelo pode não ser o melhor. Durmo menos preocupado, porém, ao saber que existe alguma preocupação em dar um destino a esse dinheiro que não seja cobrir o déficit público (disciplina fiscal para quê, se o dinheiro está sobrando?) ou criar um número infinitamente maior de empregos públicos em diversos departamentos nos Estados e municípios que se vêem no direito de embolsar a maior parte dos recursos. Analisar os indicadores sociais dessas regiões é descobrir o quão fácil é gastar a verba do petróleo sem contrapartidas sociais.

http://www.cartacapital.com.br/app/coluna.jsp?a=2&a2=5&i=5122

Palocci teme mau uso do fundo

24 de setembro de 2009

http://ultimosegundo.ig.com.br/economia/2009/09/24/palocci+teme+mau+uso+do+fundo+8630922.html

Agência Estado

24/09/2009

Palocci teme mau uso do fundo

O Brasil deve investir no longo prazo os recursos com a exploração do petróleo da camada pré-sal para evitar choques fiscais e cambiais, alertou ontem o deputado e ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci (PT-SP), relator do projeto de lei do novo marco regulatório que cria um fundo para a aplicação do dinheiro. “Os recursos obtidos na exploração do pré-sal precisam ser colocados em uma poupança de longo prazo, por motivos fiscais e cambiais”, afirmou Palocci em seminário sobre as novas regras do setor.

“Se nós gastamos de imediato recursos finitos, conseguimos um orçamento que no futuro será certamente desequilibrado.”

Palocci lembrou que municípios brasileiros que hoje recebem royalties da exploração do petróleo já correm esse risco. “Não é ruim o município investir esses recursos em despesas de capital e infraestrutura, mas os municípios que estão transformando essas receitas em despesas permanentes terão uma surpresa muito desagradável”, destacou.

O ex-ministro da Fazenda também citou o risco cambial e o perigo para a indústria nacional de se investir rapidamente o dinheiro obtido com a exploração da camada pré-sal. “Se nós permitirmos que os recursos sejam imediatamente gastos nós vamos provocar uma valorização cambial não sustentável no tempo, que colocará em questão todo o parque produtivo brasileiro.”

Em entrevista depois de participar do evento, Palocci sinalizou apoiar a ideia de que se utilize apenas o rendimento do fundo. “O governo tem falado em usar o rendimento. Se usar todo o fundo, ele deixa de ter um caráter de longo prazo, que é o que sustenta a ideia de um fundo”, disse. “O projeto existe para isso. Se o governo quisesse utilizar (todo o dinheiro de uma vez), bastava dizer que o recurso do pré-sal vai para o Orçamento.”

Perguntado se haverá um dispositivo em seu relatório para regular isso, Palocci afirmou que não tem como adiantar as alterações que fará antes de a comissão especial instalada para analisar o projeto promover algumas audiências públicas. “Não necessita, mas pode ter eventualmente”, complementou.

http://ultimosegundo.ig.com.br/economia/2009/09/24/palocci+teme+mau+uso+do+fundo+8630922.html

IHS Herold: Global reserves fall in 2008

24 de setembro de 2009

http://www.ogj.com/index/article-display/2185553297/s-articles/s-oil-gas-journal/s-general-interest-2/s-economics-markets/s-2009/s-09/s-ihs-herold__global.html

Oil & Gas Journal

Sep 24, 2009

IHS Herold: Global reserves fall in 2008

Paula Dittrick

OGJ Senior Staff Writer

GREENWICH, CONN., Sept. 24 — Oil and gas companies’ 2008 global investment for exploration and development projects totaled $492 billion—a 21% increase from 2007—yet oil and gas reserves fell, according to a report from IHS Herold Inc. and Harrison Lovegrove & Co. Ltd.

In the latest annual upstream performance review, the two companies reported that high oil prices during most of 2008 helped industry to generate record cash flow of $590 billion, up 36% from 2007. Report highlights were discussed Sept. 23 during the IHS Herold Pacesetters Energy Conference in Greenwich, Conn.

Industry’s 2008 cash flow exceeded capital spending by $100 billion. Cash flow per boe increased 35% from 2007 to $29.66/boe. Last year marked the second consecutive year cash flow exceeded investment, the report said.

The 2009 Global Upstream Performance Review is an annual analysis of 232 oil and gas companies based on reports filed with the US Securities and Exchange Commission and other similar agencies worldwide.

Outlook for 2009

“It is a very capital-intensive job to maintain reserves,” said Nicholas Cacchione, IHS Herold senior vice-president and codirector of equity research. He expects reserves probably will drop in 2009 unless finding and development costs see a dramatic decline.

In 2008, world oil reserves declined nearly 3%, primarily due to a 5.2 billion bbl decline in revisions that stemmed from reduced commodity prices. Natural gas reserves grew by 3%, the same as the past 5 years. Gas production accelerated nearly 5% to 44.2 tcf.

Reserve replacement costs surged to $23.44/boe, up 70%, while finding and development costs rose 66% to $25.50/boe, due to a sharp drop in positive reserve revisions. Reserve additions, both from all sources and via the drillbit, were down over 20%.

During 2008, worldwide oil and gas revenues were $1.2 trillion, but net income was constrained by rapidly rising depreciation charges. Net income for 2008 was just under $310 billion.

Spending for proved reserves dropped 30% to $44 billion as merger and acquisition activity collapsed during the last 5 months of 2008, particularly in the US and Canada. Competition for unconventional resources was up sharply, led by US gas shale plays. Global spending for unproved reserves more than doubled from 2007 to $62 billion.

Contact Paula Dittrick at  paulad@ogjonline.com

Oil & Gas Journal

http://www.ogj.com/index/article-display/2185553297/s-articles/s-oil-gas-journal/s-general-interest-2/s-economics-markets/s-2009/s-09/s-ihs-herold__global.html

EnergiaHoje: “Operação do pré-sal para todos”

24 de setembro de 2009

http://www.energiahoje.com/online/petroleo/e&p/2009/09/24/394543/operacao-do-pre-sal-para-todos.html

ENERGIA HOJE

24/09/2009

Operação do pré-sal para todos

Felipe Maciel

O IBP está otimista no recuo do governo federal no projeto de lei do novo marco regulatório do petróleo que prevê a Petrobras como operadora única de todas as áreas ainda não licitadas pela União. A visão do instituto é que a operação única pode ser prejudicial para a indústria como um todo. “A gente começa a sentir que pode ter um espaço para convergência”, disse o presidente do IBP, João Carlos de Luca, na cerimônia de encerramento da Rio Pipeline 2009.

De Luca preferiu não comentar a possibilidade levantada pelo ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, da possibilidade de realização de um primeiro leilão para áreas, em regime de partilha, no início do próximo ano. Ele não se mostrou otimista com a realização da 11ª rodada de licitações da ANP ainda em 2009. “Acho que não haveria tempo hábil”, concluiu.

http://www.energiahoje.com/online/petroleo/e&p/2009/09/24/394543/operacao-do-pre-sal-para-todos.html

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