Estratégia para construção no Brasil de até 28 sondas de perfuração


http://www2.petrobras.com.br/ri/spic/bco_arq/Contrata%C3%A7%C3%A3o28sondas.pdf

PETROBRAS

11/09/2009

Estratégia para construção no Brasil de até 28 sondas de perfuração

Rio de Janeiro, 11 de setembro de 2009 – PETRÓLEO BRASILEIRO S/A – PETROBRAS, comunica, que a Diretoria Executiva da Companhia aprovou a estratégia para contratação de até 28 novas sondas de perfuração a serem construídas no Brasil, com conteúdo nacional crescente, para exploração em águas ultra-profundas, incluindo os campos localizados do pré-sal. A entrega dessas sondas está prevista para ocorrer entre 2013 e 2018.

Numa primeira fase, está prevista a contratação de um lote mínimo de 9 sondas. Desse primeiro lote, 7 unidades do tipo navio, que utilizarão projeto consolidado e de amplo domínio no mercado mundial, serão agrupadas para a construção em um único estaleiro. A contratação dessas 7 sondas possibilitará que o estaleiro vencedor da licitação realize os investimentos necessários para a adequação de sua infraestrutura, com ganho de escala.

As outras 2 unidades, que poderão ser tanto do tipo navio quanto plataforma semi-submersível, serão contratadas separadamente e poderão utilizar-se de novas tecnologias que incorporam conceitos ainda pioneiros na indústria mas que proporcionem grandes benefícios econômicos e operacionais para a Petrobras.

Adicionalmente, a Companhia irá conduzir, simultaneamente, outro processo que prevê a possibilidade de afretamento de até 4 unidades por empresa, a serem construídas no Brasil. Nessa alternativa, a contratação da construção junto aos estaleiros estaria a cargo das empresas afretadoras.

O início do processo para a contratação de todas as unidades está prevista para ocorrer ainda em setembro de 2009.

O volume das encomendas viabilizará a ampliação e adequação dos estaleiros existentes e a criação de novos e modernos estaleiros no país, implementando uma nova indústria naval nacional, em nível de competitividade com os melhores estaleiros internacionais, para o segmento da indústria offshore.

Devido às características dessas sondas, a sua construção no país também irá gerar um enorme incremento na indústria de bens e serviços responsável pela cadeia produtiva desses estaleiros.

Nesse sentido, a Petrobras estuda formas para facilitar o acesso a crédito dos fornecedores brasileiros que irão compor a cadeia produtiva da indústria naval que irá produzir as sondas de perfuração que serão contratadas.

Para viabilizar todo esse enorme empreendimento, que certamente irá promover o desenvolvimento econômico nacional e poderá gerar mais de 40.000 novos empregos diretos e indiretos, quando todas as encomendas estiverem colocadas, o Governo Federal irá alocar, através do Fundo Garantidor da Construção Naval, R$ 4 bilhões exclusivamente para garantia da construção dessas 28 sondas de perfuração.

http://www2.petrobras.com.br/ri/spic/bco_arq/Contrata%C3%A7%C3%A3o28sondas.pdf
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One Response to Estratégia para construção no Brasil de até 28 sondas de perfuração

  1. A cadeia produtiva envolvida na exploração do pré-sal será enorme. Envolve muito mais do que “apenas” a construção de navios e plataformas petrolíferas. Inclui uma gama de equipamentos para a exploração de petróleo no mar, que vai desde os navios para prospecção e sísmica 3D/4D, supercomputadores utilizados para processar dos dados sísmicos, passa pelos navios-sonda e seus componentes como as brocas perfuratrizes ultra-resistentes, oleodutos, robôs submarinos, até as plataformas petrolíferas e navios-tanque. Além disto há que se considerar o envolvimento indireto de indústrias de turbinas e geradores, a própria indústria petroquímica, responsável pelo refino de petróleo, e todo o ramo das indústrias químicas à esta associada.
    Estamos falando de centenas de milhares de empregos diretos e milhões de empregos indiretos, com alta qualificação, o que significa salários mais elevados, provocando impacto direto na distribuição de renda e redução da pobreza.
    Para garantir que estes empregos fiquem no Brasil, ou no máximo em seus vizinhos sul-americanos, faz-se necessário a urgente inclusão no novo marco regulatório do petróleo, de uma cláusula de exigência de que entre 80% e 90% do equipamento utilizado na exploração petrolífera, seja fabricado no Brasil e entre 10% e 20% nos países do Mercosul. Isto poderá integrar ainda mais nossas economias, garantindo a formação de cadeias produtivas integradas em todo o bloco de países sul-americanos, fortalecendo o comércio regional e a economia destes países no longo prazo.

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