Logística será um dos grandes desafios para a exploração do pré-sal, prevê Gabrielli


http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2009/09/25/materia.2009-09-25.1757454596/view

AGÊNCIA BRASIL

25 de Setembro de 2009 <!–

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Logística será um dos grandes desafios para a exploração do pré-sal, prevê Gabrielli

Pedro Peduzzi

Repórter da Agência Brasil

Brasília – Um dos grandes desafios que aguardam a Petrobras na exploração do petróleo situado na camada pré-sal é a área de logística. A afirmação foi feita hoje (25) pelo presidente da estatal, José Sergio Gabrielli, após participar de um debate sobre o pré-sal no no Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Confea), em Brasília.

Segundo Gabrielli, “haverá muita dificuldade para operar o transporte de equipamentos e de pessoal” e para o escoamento de gás e petróleo a partir das instalações destinadas ao pré-sal. Essas unidades, disse ele, ficarão a cerca de 300 quilômetros do litoral.

Atualmente as plataformas brasileiras localizadas em alto-mar, em geral, estão a uma distância de 100 a 150 quilômetros do litoral. Mas, segundo ele, a estatal estuda saídas. “Entre elas, a utilização de plataformas menos habitadas e a compra de dezenas de helicópteros mais adaptados para a distância”, exemplificou. “Há também a possibilidade de adaptar plantas que fazem liquefação do gás em unidades flutuantes”, acrescentou.

O presidente da estatal informou que cerca de 40 mil pessoas são transportadas mensalmente para as plataformas marítimas.

A Petrobras confirmou que, depois de aprovado o projeto de lei que permitirá a emissão, pela estatal, de ações para capitalizar as reservas do pré-sal, convocará uma assembleia geral extraordinária para que a proposta seja aprovada também pelos acionistas da empresa.

“Dependendo, isso pode ser feito num prazo até menor do que 45 dias”, afirmou Gabrielli. Ele garantiu que “todos direitos dos acionistas minoritários serão respeitados” e que a legislação brasileira garante a eles preferência para a compra de novas ações.

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One Response to Logística será um dos grandes desafios para a exploração do pré-sal, prevê Gabrielli

  1. O transporte de 40 mil pessoas entre o continente e as dezenas de plataformas marítimas localizadas em alto-mar, algumas a até 300km da costa, é realmente um grande desafio logísitico. Os helicópteros comuns não têm autonomia para transportar pessoas, cargas e suprimentos por estas distâncias e o custo é muito alto. Dentre as soluções já propostas por consultores da Petrobrás está a construção de “ilhas artificiais” no meio do caminho.
    O problema na realidade, pode ter uma solução mais simples e ao mesmo tempo gerando impactos positivos na cadeia industrial brasileira, gerando emprego e renda e constribuindo para o desenvolvimento sustentável. Juntamente com o prof. José Miguel Q. Martins, defendemos a construção de uma frota de ecranoplanos, uma “espécie de hidroavião” com aerodinâmica especial, que permite funcionar como se fosse um hidroavião e também como um barco de alta velocidade. Os ecranoplanos são meios de transporte capazes de voar a grandes velocidades na água ou a poucos metros da água, com custos reduzidos em relação a outros meios de transporte aéreo, pois pode “voar” na água. Estas aeronaves poderiam ser construídas no Brasil, gerando emprego e renda local e consolidando um novo ramo indstrial aero-hidroviário, que pode abastecer mercados próximos às grandes e pequenas hidrovias da América do Sul. Ecranoplanos poderiam ser utilizados como transporte rápido, de custo reduzido e de baixo impacto ambiental (pois não precisam de portos nem aeroportos) e podem escoar a produção de produtos de regiões onde não existem estradas, no interior do continente, como Pantanal-Chaco e Amazônia Ocidental. Qualquer região em que existam rios, lagos ou barragens hidrelétricas, torna-se uma área em que estas aeronaves de custo reduzido podem pousar.
    Além disso, podem servir como uma nova modalidade de sistema de vigilância da Marinha do Brasil, podendo atuar na patrulha da Amazônia Azul e proteger o pré-sal. Se as turbinas forem fabricadas no Brasil, podem ser construídos modelos movidos à combustíveis derivados 100% de biomassa, ou seja, de óleos ou álcoois de origem biológica (de origem vegetal, animal, algas ou fungos).
    Como a América do Sul é a região do mundo com maior quantidade de rios e a rede de bacias hídricas mais densa e rica do mundo, diversas áreas do interior dos países que hoje são secundárias, podem se tornar importantes zonas produtoras e exportadoras.
    Assim, apenas com a demanda de empresas como a Petrobrás e com encomendas das Marinhas do Brasil e de outros países sul-americanos, associada à demanda para escoar a produção das regiões no entorno dos grandes rios das principais bacias hidrográficas (p. exemplo Bacia Amazônica e Platina), já é suficiente para tornar esses “barcos-voadores” viáveis econômicamente e talvez um produto de exportação para o mundo, dada a grande escala de produção e de mercado consumidor potencial.

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