Miranga será escola para o pré-sal


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EnergiaHoje

29/09/2009

Miranga será escola para o pré-sal

Felipe Maciel


A Petrobras inicia na primeira quinzena de outubro o projeto de injeção de CO2 no campo de Miranga, na Bacia do Recôncavo, na Bahia. De acordo com a gerente-executiva de Engenharia de Produção do E&P da Petrobras, Solange Guedes, mesmo sendo um campo onshore, a área servirá de escola para o desenvolvimento e aplicação da tecnologia para os campos do pré-sal, ricos em CO2.

“É claro que a logística é diferente, mas os equipamentos são os mesmos. Isso foi planejado muito antes do pré-sal aparecer”, disse a gerente-executiva da Petrobras, durante almoço-palestra realizado nesta terça-feira (29/9) pela Britcham, no Rio de Janeiro.

O principal benefício do CO2 é a redução ou eliminação da tensão interfacial entre o fluido deslocante e o óleo do reservatório. Isso permite uma maior produção de óleo residual em relação à injeção de água. Outros mecanismos, como redução da viscosidade e inchamento do óleo, também atuam neste processo, aumentando a fluidez.

A Contreras é a empresa responsável pela instalação do Sistema de Injeção de CO2 (gás carbônico) Alternada com Água em Miranga, um dos principais campos de petróleo e gás da UN-BA, nos municípios de Catu e Pojuca, no norte do estado. Foram realizados serviços de adequação das instalações de CO2 no Núcleo da Petrobras em Santiago; a construção e montagem de um carboduto de 25 km entre Santiago e a estação de Miranga A; dos sistemas de recebimento e aumento de pressão de CO2 na estação; e dos sistemas de distribuição de CO2 desde a estação A de Miranga até os poços de distribuição de água no campo de Miranga.

O campo de Miranga foi descoberto em 1965 e tem área de 24 km². De acordo com dados do Serviço Geológico do Brasil, do Ministério das Minas e Energia, a reserva é da ordem de 119 milhões de barris. Em 1983, foi descoberto gás no campo. A jazida tem área de 20 km² e reserva da ordem de 6,3 bilhões de m³ de gás.

A injeção de CO2 como método especial de recuperação já foi utilizado em três campos brasileiros no passado, dos quais dois estão em operação – Buracica, desde 1991, e Rio Pojuca, desde 1999, ambos no Recôncavo. O projeto de Miranga, no entanto, será o primeiro no qual a injeção será do tipo miscível – óleo e dióxido de carbono se misturam completamente no reservatório.

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