Petrobras começa a distribuir hoje o edital das 28 sondas de perfuração para o pré-sal


http://www.energiahoje.com/online/petroleo/e&p/2009/10/19/396243/sondas-do-pre-sal-a-caminho.html

Energia Hoje

19/10/2009

Sondas do pré-sal a caminho

Cláudia Siqueira


A Petrobras começa a distribuir hoje (19/10) o edital completo do primeiro lote do pacote de 28 sondas de perfuração destinadas ao pré-sal, capacitadas para operar em lâmina d’água de até 3 mil m. A petroleira enviou as cartas convite do processo na sexta-feira (16/10), marcando a entrega das propostas para o dia 4 de março.

Entre os grupos convidados estão Odebrecht, OAS, Atlântico Sul, UTC, Andrade Gutierrez, Queiroz Galvão, Jurong, Sevan Marine, Galvão Engenharia e Mendes Júnior.

O processo terá três pacotes distintos, um para aquisição de sete navios-sondas, outro para o afretamento de uma ou mais semissubmersíveis/monocolunas e um último para compra de duas semissubmersíveis/monocolunas.

O edital dos navios-sonda será destinado a estaleiros e epecistas, e apenas uma empresa será declarada vencedora. A primeira unidade terá de estar disponível 48 meses após a assinatura do contrato, ficando a entrega da segunda sonda para dez meses depois. Os demais navios-sonda serão entregues a cada oito meses.

A aquisição das duas semissubmersíveis/monocolunas será feita através de dois contratos distintos, com prazo de entrega de 40 meses. As unidades próprias deverão ser repassadas, posteriormente, para a iniciativa privada.

A quantidade de semissubmersíveis/monocolunas a serem afretadas irá depender do valor apresentado pelos proponentes. Cada empresa ou consórcio poderá apresentar proposta para no máximo quatro unidades. (C.S.)

http://www.energiahoje.com/online/petroleo/e&p/2009/10/19/396243/sondas-do-pre-sal-a-caminho.html
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2 respostas para Petrobras começa a distribuir hoje o edital das 28 sondas de perfuração para o pré-sal

  1. É muito positiva para o país a decisão tomada pela diretoria da Petrobrás de adquirir no Brasil, os navios-sonda, plataformas e outros equipamentos para exploração petrolífera. Contratar fornecedores brasileiros, com o máximo possível de nacionalização nos equipamentos, vai gerar milhares e milhares de empregos diretos na indústria naval brasileira e outros milhares de empregos nas demais cadeias produtivas relacionadas.

    Esta é uma decisão estratégica para o Brasil, pois deve trazer tecnologia e desenvolvimento ao país, gerando empregos qualificados (portanto melhor remunerados) na indústria naval nacional. É um salto em relação à ausência política anti-industrial que sucateou nossa indústria naval nos anos 1990. A título de comparação, basta lembrar que no governo FHC (1995-2002), a Petrobrás priorizou exclusivamente o preço na aquisição de equipamento, em detrimento do desenvolvimento nacional.

    No período de neoliberalismo mais radical, o Brasil adquiriu vários navios e plataformas petrolíferas da indústria naval européia ou asiática. Não existe comparação possível; é só ver o custo da mão de obra asiática e do protecionismo do bloco europeu, reforçado pelos enormes subsídios fiscais recebidos pela indústria européia. Estas compras geraram tecnologia, desenvolvimento industrial e milhares de empregos, por exemplo, na Coréia do Sul. Enquanto isto, a grande indústria naval brasileira, que já foi uma das 10 maiores do mundo, foi destroçada. Só no Rio de Janeiro desapareceram mais de 50 mil empregos diretos na indústria naval, fora o que foi destruído nas cadeias produtivas de fornecedores para esta indústria. Foi praticamente um crime .

    Hoje o Brasil está começando a estabelecer um processo de desenvolvimento contínuo e estável, resultado do planejamento estratégico e integrado entre o governo, empresas semi-estatais (como a Petrobrás) e a iniciativa privada da indústria brasileira. O resultado para a próxima década pode ser a criação de milhares e milhares de postos de trabalho qualificados e, simultaneamente, o desenvolvimento tecnológico e o aumento da competitividade da nossa indústria naval (que está renascendo).

    A Petrobras calcula que, entre 5 e 10 anos será possível desenvolver nossa indústria naval a ponto de fabricarmos plataformas e navios no Brasil com o mesmo valor ou até inferior ao custo de similares internacionais. Isto gerará milhares de empregos no Brasil, os impostos serão pagos em reais no Brasil, a tecnologia será incorporada aos processos produtivos locais e o efeito multiplicador será uma indústria forte e competitiva. No longo prazo, ou seja, em 20 ou 30 anos, será uma grande vantagem competitiva para a própria Petrobrás contar com serviços e produtos fornecidos pelo que virá a ser uma das mais competitivas indústrias navais e de prestação de serviços petrolíferos, de todo o mundo.

    Claro que isto não agrada a todos. Os xiitas neoliberais de plantão já estão reclamando. Em nome desta “ideologia” quase pseudoreligiosa, a mercadolatria, já criaram uma CPI pra denegrir a imagem da Petrobras. A argumentação é fraca, afirmam que se o mercado externo pode fornecer os mesmos produtos (navios, plataformas, máquinas) a preços menores e a Petrobrás se coloca à serviço da nação e mesmo assim compra no Brasil, é “superfaturamento”. Claro que há mais do que ideologia, há interesses mais mesquinhos, diria, meramente eleitoreiros, da parte dos partidos de oposição. Assim, estes grupos continuam criticando a evolução da estratégia empresarial da Petrobrás, que está incorporando a lógica da integração e desenvolvimento de cadeias produtivas nacionais e vai dar resultados longo prazo.
    Os neoliberais extremistas continuam batendo na tecla ideológica de que é “errado” a Petrobrás comprar no Brasil, equipamentos que poderiam ser comprados no exterior por um preço menor. Ou seja, continuam servindo a interesses claramente contrários aos do Brasil, contrários aos interesses do povo brasileiro. Parece que continuam esperando o pior, na mesma lógica do “quanto pior melhor”. Tudo no curto prazo, um imediatismo assustador. Que no caso é de curtíssimo prazo: chama-se “eleições 2010”, pelo visto a qualquer custo.

    Lucas Kerr de Oliveira

  2. carlos alberto batista dos santos junior disse:

    pra mim seria um prazer ,trabalhar em um desses navios ,porque tenho experiencia nessa area a 2 anos,sou brasileiro mas mora na argentina com minha esposa , e atualmente estou no brasil,rio de janeiro,macae,a preucura de emprego,e minha esposa se encontra em buenos aires ,argentina ,a minha espera,agradeço a oportunidade.

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