Aumento de capital da Petrobras deverá ser o maior na história


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Agência Petrobrás

20/10/2009

Aumento de capital da Petrobras deverá ser o maior na história

Agência Petrobrás

O Diretor Financeiro e de Relações com Investidores da Petrobras, Almir Guilherme Barbassa, detalhou, em audiência pública no Senado na manhã desta terça-feira (20/10), como será o processo de capitalização da Petrobras. O dirigente lembrou que o aumento de capital da empresa deve ser o maior da história mundial. Quase 20 senadores acompanharam a audiência.

“Pra fazer uma emissão dessas, que provavelmente será a maior do mundo, estamos nos preparando”, afirmou o diretor, lembrando que a crise financeira aumentou a aversão a riscos. “Felizmente, o Brasil tem sido visto como um bom lugar para investir. O aumento de capital da companhia vai trazer mais dinheiro para o caixa e elevar a liquidez dos papéis da Petrobras, já que teremos mais ações no mercado. Essa emissão vai trazer o Brasil ainda mais para o centro do palco, atraindo capital para o País”, opinou Barbassa. Ele lembrou que hoje a União tem 32% do capital social da empresa, o BNDES conta com 7,7%. “Trinta por cento das ações da empresa são negociadas na Bolsa de Nova York e, na Bovespa, 8% das ações estão nas mãos de estrangeiros. Os brasileiros possuem cerca de 20% das ações”, disse. O diretor destacou ainda que a Petrobras é considerada a Companhia mais transparente do setor no mundo e vai seguir seus preceitos de governança na operação de aumento de capital.

Com preço em alta, regime de partilha é mais apropriado, diz diretor

Barbassa ressaltou a importância da mudança para o regime de partilha, principalmente em virtude das projeções do mercado para as próximas décadas. O diretor lembrou que a produção de petróleo no mundo tende a declinar simultaneamente ao crescimento da demanda, mesmo levando-se em consideração o aumento do uso de fontes alternativas de energia. Com isso, ressaltou Barbassa, o preço do petróleo tende a subir. “Em 2030, há potencial de declínio de 75 milhões de barris por dia. O preço, portanto, tende a ser crescente e, com a partilha, o Estado se apropria desse aumento de preço. Com a concessão, esse aumento do lucro fica com as concessionárias”, comparou.

O diretor lembrou ainda que a atual produção do País e a autossuficiência em petróleo alcançada pela Petrobras são frutos de descobertas anteriores a 1997, quando vigorava no País o regime de monopólio. Ele lembrou que o maior campo produtor de petróleo atualmente é o de Marlim, descoberto em 1985, seguido por Marlim Sul, de 1987. Em seguida, citou outros campos descobertos na época, tais como Barracuda, Jubarte e Roncador, que hoje reforçam a produção brasileira. “O que está sendo produzido agora é fruto do período de monopólio da Petrobras. O Brasil é autossuficiente hoje pelas suas realizações nessa época. A concessão não contribuiu em nada para a produção atual. O fruto da concessão virá a partir de 2015, 2020”, avaliou o diretor, lembrando ainda que a Petrobras é a empresa que mais adquire áreas novas da ANP (Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis).

Barbassa destacou também as vantagens para o Brasil de ter a Petrobras como operadora no pré-sal. “A Petrobras será a empresa que mais conhecerá o pré-sal. Vale lembrar que do outro lado do Atlântico também tem pré-sal e isso abre para o Brasil uma grande oportunidade, não só para exploração e produção, mas também para exportação de bens e serviços. É uma oportunidade inigualável”, ressaltou.

Sistemas acompanham interesses de países em todo o mundo

Em resposta ao senador Tião Viana, do Acre, e ao economista Maílson da Nóbrega (ex-ministro da Fazenda no governo Sarney), que também participou da audiência, Barbassa explicou que não há, no mundo, dois regimes exatamente iguais. “Cada país faz seu regime de acordo com seus interesses. A própria Noruega, por exemplo, é um caso de mistura entre os regimes de partilha e concessão”. Ele voltou ao exemplo do país nórdico para ressaltar a importância de o Estado estar à frente no desenvolvimento dos campos. “O petróleo é um bem estratégico. E, nesse sentido, a partilha atende melhor os interesses nacionais e permite maior controle. Na Noruega, nos anos que se descobriu petróleo, em 80 e 90, foi criada uma fila de campos a serem desenvolvidos de acordo com os interesses do Estado e com a indústria daquele país”, ressaltou. “Quanto às empresas, elas trabalham com os dois regimes”.

O diretor apontou ainda que a Petrobras está se preparando para o pré-sal com a contratação de pessoal: “Desde 2002, já admitimos mais de 27 mil novos empregados e estamos investindo pesadamente em treinamento”, disse.

Opção por águas profundas traz mais resultados

O senador Tião Vianna frisou a responsabilidade ambiental da Companhia em Urucu, na Amazônia, e questionou o porquê de a Petrobras priorizar a exploração no mar em detrimento da exploração em terra firme. Ao que Barbassa respondeu: “A Amazônia foi um dos primeiros locais que começamos a pesquisar, ainda nos anos 60. Nós continuamos os estudos por lá. Mas o sucesso não foi o mesmo que obtivemos no mar”, explicou o diretor, lembrando ainda que o direcionamento dos investimentos da Companhia é pautado, principalmente, pela taxa de sucesso e pelo retorno econômico

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