“Olhem porque eles desdenhavam o pré-sal” Brizola Neto


Tijolaço

19/11/2009

Olhem porque eles desdenhavam o pré-sal

Brizola Neto

As notícias publicada hoje sobre a altíssima capacidade de produção indicada pelos testes em dois poços já perfurados no pré-sal – cerca de 50 mil barris/dia, cada um – confirma o que este blog publicou no dia 31 de agosto.

Um poço de 50 mil barris por dia, a 70 dólares o barril, dá US $ 3,5 milhões de dólares por dia.

Ou 105 milhões de dólares por mês, ou ainda  1 bilhão e 260 milhões de dólares por ano.

Mesmo que o custo de cada poço no pré-sal possa chegar até a 100 milhões de dólares, a receita de um mês o pagaria.  Mas isso é o preço de um poço pioneiro, os demais podem cair abaixo da metade deste valor. O primeiro poço perfurado no pré-sal custou 240 milhões de dólares. O conhecimento geológico reduziu o custo, hoje, para US$ 60 milhões e vai reduzir ainda mais.

Se considerarmos que impostos, royalties, custos de operação e logística pudessem consumir dois terços da receita, ainda assim em apenas três meses o investimento estaria pago. Um poço pode produzir durante mais de 15 anos.

E não estamos falando de um poço, mas de campos que terão, pelo menos, entre cinco e dez poços, cada.

Não é preciso ser especialista em petróleo para ver isso.  Basta ter aprendido aritmética no primário.

E não ser entreguista das riquezas nacionais.

Quem quiser saber mais sobre a rentabilidade dos poços do pré-sal, leia as declarações – cautelosas – do diretor financeiro da companhia, Almir Barbassa, publicadas agora à tarde.

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