Petrobrás responde ao Estadão: vai seguir ABNT e priorizar equipamento nacional de maior qualidade e mais seguro


http://www.blogspetrobras.com.br/fatosedados/?p=14591

Blog da Petrobrás

04/12/2009

Aquisição de equipamentos: respostas ao Estadão

Pergunta: Estou fazendo uma matéria sobre a nova barreira técnica da Petrobras, que vai favorecer fornecedores nacionais de máquinas e equipamentos e deixar mais complicado a entrada de equipamentos indianos e chineses. A nova norma técnica, chamada Projeto NBR 15827 vai começar com válvulas, mas a ideia é expandir para outros produtos omo motores ou bombas.

Com essa nova norma, os fornecedores de válvulas da Petrobras vão ter que buscar uma certificação do Inmetro. Dessa maneira, se tiver pelo menos três empresas com certificação na licitação, não entram empresas sem selo. Caso contrário, ainda vai entrar.

Podem tentar obter o selo fornecedores nacionais e estrangeiros, mas, enquanto fornecedores de alto nível como alemães e americanos vão cumprir as regras com facilidade, vai ficar mais difícil para chineses e indianos. Gostaria de saber se vocês querem comentar.

Resposta da Petrobrás: A Petrobras passará a adotar, ao longo de 2010, como exigência cadastral para fornecimento de determinadas válvulas para equipamentos críticos, o cumprimento da norma NBR 15827, da ABNT. Para participar de licitações para fornecimento deste tipo de material, as empresas deverão ter seu equipamento certificado por organismos certificadores acreditados pelo Inmetro. A medida visa à garantia de qualidade dos equipamentos críticos. Empresas de qualquer nacionalidade poderão participar do processo de certificação e, caso a obtenham, poderão participar das licitações para fornecimento deste tipo de válvulas para a Petrobras”.

http://www.blogspetrobras.com.br/fatosedados/?p=14591

Leia a matéria publicada sobre o assunto:

Estadão “ Petrobrás cria norma que dificulta compra de máquinas importadas

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3 Responses to Petrobrás responde ao Estadão: vai seguir ABNT e priorizar equipamento nacional de maior qualidade e mais seguro

  1. Eugenio, OFS disse:

    Paz e bem!

    Existem três classes de normas da ABNT:

    – De adoção voluntária.
    – De adoção governamental.
    – De adoção obrigatória.

    Seria interessante saber qual a classe da 15827.

  2. Eugenio, OFS disse:

    Paz e bem!

    Outra coisa importante
    é saber
    se esta norma
    é produção original da ABNT,
    tradução de norma de outro país
    ou tradução de norma internacional
    (ISO ou outra entidade)

  3. A garantia de conteúdo nacional nas aquisições da Petrobrás é fundamental para o Brasil.
    Deveria tornar-se Lei e ser uma exigência também para as demais petrolíferas estrangeiras que extraem ou pretendem extrair o petróleo brasileiro.
    A exigência de conteúdo nacional (variando de 40% a 75% dependendo do produto), adotada desde 2003, reativou a indústria naval no Brasil, gerando dezenas de milhares de empregos diretos. Além disto, foram criados novos pólos navais no sul e nordeste do país, criando novos lócus de investimento e desenvolvimento regional. Antes da exigência de conteúdo nacional, a indústria naval brasileira havia praticamente desaparecido. Hoje o país voltou a se situar entre as 10 maiores indústrias navais do mundo, atingindo o posto de 6o maior neste ano de 2009.
    Ao final da curva de aprendizagem, teremos capacidade de exportação competitiva a preços internacionais. Acabar com esta exigência, seria abortar este processo quando está começando a surtir efeitos. No longo prazo os efeitos serão muito positivos para a Petrobrás, que poderá contar com fornecedores, prestadores de serviços e de manutenção localizados próximos, no Brasil mesmo.
    A exigência de nacionalização do conteúdo é tão importante que deve, sim, ser estabelecida como prioridade.
    Não é possível que prazos e objetivos de curto prazo, possam ser considerados mais importantes do que isto! Até mesmo porque, o pré-sal é um campo petrolífero tão grande que deverá ser explorado em etapas, com investimentos em infra-estrutura de exploração e extração de petróleo por mais no mínimo duas décadas, mais provavelmente três ou quatro décadas.
    Para o Brasil evitar a “maldição do petróleo”, o melhor é evitar picos de exportação de petróleo muito agudos, ou seja, atingir uma curva produtiva de ascensão mais lenta. É melhor desenvolver os campos mais lentamente, com mais conteúdo nacional, e garantir que a atividade de extração petrolífera também resulte na geração de tecnologia, empregos e renda no país.

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