Exploração de petróleo na região das Malvinas aumenta tensão entre Inglaterra e Argentina


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Jornal Correio do Brasil

05/02/2010

Aumenta disputa entre Argentina e Grã-Bretanha pelas Malvinas

Por Redação, com Reuters – de Buenos Aires

A Argentina acusou nesta quinta-feira a Grã-Bretanha de apelar ao “fantasma militar” para encobrir a “ilegalidade” da exploração petroleira nas Ilhas Malvinas, cuja soberania é reclama pelo país sul-americano.

Em meio ao aumento na tensão bilateral, no entanto, uma fonte do governo argentino negou a possibilidade de um conflito militar pelo arquipélago, como o que ocorreu entre os dois países em 1982, na qual morreram 649 argentinos e 255 britânicos.

– Apelando ao fantasma militar, o que o Reino Unido faz é deixar mais em evidência a verdadeira realidade: a disputa por soberania existe – disse a fonte do Ministério de Relações Exteriores da Argentina.

A reação argentina veio depois que o jornal Financial Times reproduziu as palavras de um diplomata britânico que disse que o premiê do país, Gordon Brown, está ansioso por assegurar que a disputa com Buenos Aires não escale até alcançar um confronto militar.

– Este é um negócio legítimo nas águas das Ilhas Malvinas (…) Deveria ser permitido que continue e vai continuar – disse o diplomata ao jornal britânico.

A área que rodeia as ilhas poderia ser uma fonte abundante de hidrocarbonetos, segundo especialistas, mas a Argentina e Grã-Bretanha nunca alcançaram um acordo para a exploração conjunta.

Segundo informação difundida em diversas mídias, a Desire Petroleum começará em fevereiro a perfurar em busca de petróleo ao norte do arquipélago.

– A Argentina adverte novamente o Reino Unido sobre a ilegalidade e consequências desse novo ato unilateral, assim como a todos os agentes privados envolvidos, que serão passíveis de futuras demandas judiciais – acrescentou a fonte argentina.

As Ilhas Malvinas estão sob domínio britânico desde 1833, ano que deu início à disputa entre os dois países.

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10 Responses to Exploração de petróleo na região das Malvinas aumenta tensão entre Inglaterra e Argentina

  1. charles disse:

    Malditos ingleses! É obvio que a Argentina está no seu direito de protestar, no mínimo! A América Latina deveria se unir em guerra contra esses usurpadores ingleses!

  2. Cesar disse:

    O mundo gira entorno da economia. Se todos os portos (paises sulamericanos) fecharem para negócios nas Malvinas, entenderem a legítima questão Argentina, a exploração do petróleo nesse arquipélago se tornaria extremamente cara e inviável.

  3. Cesar disse:

    O mundo gira em torno da economia. Se todos os portos (paises sulamericanos)fecharem para negócios nas Malvinas,entenderem a legítima questão Argentina, a exploração do petróleo nesse arquipélago tornaria extremamente cara e inviável.

  4. evandro rezende de lima disse:

    A Argentina marcou bobeira em não ter se interessado em ocupar a ilha há tempos atrás. Agora, esses pescoços vermelhos Inglêses que se intitulam donos do mundo, assim como os yanques, resolvem usar o poderio bélico para garantir os interesses econômicos fora de seus territórios.Se necessário for, que haja a guerra armada, pois é o único meio de se fazer esses canalhas entenderem o que significar respeitar a soberania nacional dos outros países. Espero que o Brasil, mais uma vez, não fique acuado e omisso, se justificando em resoluções pacíficas dos conflitos e como membro da América do Sul, vá em apoio à Argentina, desta vez. Que esses canalhas seja expurgados da face da terra.

  5. cassio disse:

    os sulamericanos deveriam unificar suas forças e lutar pela independência da região.
    Para eles somos “soldados terceiros-mundistas”.
    a Royal Navy já está mandando encouraçados à região, e por fim, porta-aviões. Deixando, assim, regiões como: São Paulo, Rio de Janeiro, entre outras, vulneráveis a ataques aéreos.

  6. Silas Ardwin disse:

    É bom lembrar que a Argentina nunca esteve alinhada com a Brasil, haja visto que estão sempre mudando as regras comerciais no tocante às exportações do Brasil para a Argentina e, ainda pior, são frontalmente contra o ingresso do Brasil no Conselho de Segurança da ONU. O o Brasil está certo em se pronunciar a favor da Argentina, somente no campo da retórica.

    • Prezado Silas,
      Agradeço os comentários.
      Entretanto, gostaria de pontuar algumas discordâncias, ponto a ponto.

      Primeiro:
      O Brasil tem o maior PIB da América Latina e do Hemisfério Sul.
      O PIB brasileiro é 5 vezes maior do que o da Argentina, 50 vezes o do Uruguai e quase 110 vezes o do Paraguai:
      PIB do Brasil: US$ 1.481.547,00 (1 trilhão e meio)
      PIB da Argentina: US$ 301.331,00 (trezentos bilhões)
      PIB do Uruguai: US$ 31.606,00 (trinta bilhões)
      PIB do Paraguai: US$ 13.611,00 (treze bilhões)
      fonte: FMI

      Além disso, o Brasil representa 73,7% do comércio externo do bloco. ( http://www.braziltradenet.gov.br/ARQUIVOS/IndicadoresEconomicos/PrincipaisIndEconComMercosul.pdf pg. 11). Portanto, para qual país do Mercosul é mais fácil ter superávit na transação comercial com países de fora do bloco?

      Então lhe pergunto, não é justo que os parceiros menores do Brasil no Mercosul tenham alguma vantagem comercial que lhes permita, ao menos, obter superávit nas transações com o Brasil? Isto nos leva ao próximo aspecto desta questão:

      Segundo:
      É um absurdo o Brasil querer ter superávit comercial com os parceiros do Mercosul. Para o Brasil o bloco é estratégico. Estratégico em termos geopolíticos, econômicos, considerando o projeto de Nação, considerando o valor da integração sul-americana, ou seja, em todos os sentidos o Mercosul é estratégico para o Brasil. Para que o Brasil continue tendo o mínimo de Soberania no século XXI, precisa de toda a América do Sul como bloco aliado. Sem o Mercosul, como poderemos ter a América do Sul como bloco aliado nas questões internacionais?

      Portanto, o Mercosul tem que ser mantido, no longo prazo, a qualquer custo.

      A melhor forma de fazer isso (e mais barata), seria manter déficits planejados com todos os outros países do Mercosul, permitindo que todos eles tenham superávits constantes nas relações comerciais com o Brasil.

      Atualmente temos superávit até com o Uruguai e o Paraguai!!! É um absurdo. Daqui a pouco os EUA ou a China oferecem um acordo melhor pra qualquer um deles e vai ficar difícil eles não aceitarem.

      Temos muito a aprender com outras potências emergentes. Estamos muito acostumados a pensar: coitadinho do Brasil tão pobrezinho, tão frágil. Mas enquanto isso, o mundo continua competitivo e em breve veremos se estabilizar uma correlação de forças global multipolar. O Brasil sozinho nunca será um pólo de poder de peso global. Mas com toda a América do Sul unida, pode até ser que sejamos respeitados.

      O caminho para isso é longo e tem custos. Veja como a China faz: tem déficts planejados com países mais pobres da Ásia e África, com os quais quer fechar parcerias estratégicas. E tem superávits enormes com os EUA e outros países desenvolvidos ou potências emergentes. Utiliza o excedente de dólares da balança comercial positiva que tem com as outras grandes potências, para investir em infra-estrutura, muitas vezes a fundo perdido, nos países mais pobres. Com este tipo de prática já conseguiu praticamente acabar com a existência de países que ainda reconheçam Taiwan como um país independente. E hoje, apesar de ainda existirem milhões de chineses pobres e o país ter grandes desigualdades sociais e regionais, todos reconhecem a China como uma potência.

      Não é possível aceitar que o Brasil tenha superávit com qualquer um dos paises do Mercosul, muito menos com nosso parceiro mais estratégico, que ajudou a formar o núcleo duro do bloco. Temos que acostumar com a idéia de que devemos ter déficit com nossos vizinhos.

      Terceiro:
      A grande mídia hoje existente no país, que não é brasileira e não gosta do Brasil, fica inventando brigas e disputas do Brasil com os países vizinhos. Não existem rivalidades sérias do Brasil com seus vizinhos, a não ser na cabeça desses jornalistas que trabalham para a imprensa estrangeira no Brasil e que não querem ver o Brasil crescer e consolidar o bloco sul-americano como um bloco de países aliados.

      Esta mídia não quer ver o Brasil como uma potência, porque é controlada por grupos estrangeiros ligados às grandes potências, que não querem ver seu poder relativo no Sistema Internacional ser diluído com a ascensão de novas potências.

      Sinceramente, acredito que neste caso, a única solução seria nacionalizar e democratizar os meios de comunicação, que hoje são “anti-Brasil”, como a Veja, a Folha de S.Paulo, a Globo, etc.

      Não é possível que interesses corporativos de empresas, fábricas, bancos ou emprenteiras, se sobreponham ao interesse nacional. Para o Brasil é vital ter o máximo de aliados junto à suas fronteiras. Porque criar animosidades em favor de empresas brasileiras, quando o que está em questão ou litígio representa tanto para esses países e tão pouco para o Brasil?

      Por exemplo, quando a Bolívia nacionalizou aqueles dois terminais de gás da Petrobrás – que diga-se de passagem, foram chamadas de refinarias aqui no Brasil-, lembra-se do que aconteceu? A mídia anti-Brasil começou a bradar contra a pobre Bolívia, que isto era um absurdo. Alguns jornalistas mais anti-Brasil chegaram a defender que o Brasil deveria invadir a Bolívia!!! Imaginem, invadir um país irmão, estratégico para a integração sul-americana, localizado no coração da América do Sul, por causa de dois míseros terminais de limpeza de gás, que valiam apenas US$ 100 milhões cada. Veja bem 100 milhões! Isto é o que a Petrobrás gasta para fazer uma única perfuração no pré-sal. Repito, cada perfuração no pré-sal custa aproximadamente US$ 100 milhões.

      O valor de mercado da Petrobrás chegou a ultrapassar os US$ 200 bilhões. Sabe quanto é o PIB da Bolívia? US$ 16 bilhões. Uma refinaria de verdade, nova, como a que a Petrobrás está construindo em Pernambuco, vai custar cerca de US$ 10 bilhões, repito “bilhões”. Duas refinarias destas, e a Petrobrás terá investido mais do que PIB da Bolívia.

      O Brasil importa da Bolívia 30 milhões de metros cúbicos de gás por dia. Se a Bolívia subisse 3 dólares no preço do metro cúbico de gás, teríamos que pagar US$ 100 milhões a mais, só que por dia!

      Portanto foi um excelente negócio vender as duas “refinarias” para a Bolívia pela metade do preço (duas por uma). Sim, eles pagaram por aqueles dois terminais de gás, que o Brasil deveria ter dado para a Bolívia. Repito, deveriamos ter dado aqueles terminais para a Bolívia. Poderíamos fazer uma festa, contratava um cantor local famoso, em frente aos tais terminaisl, colocava uma faixa escrito: “Presente do povo brasileiro ao povo-irmão boliviano”, o Presidente do Brasil ia lá, participava da festa, eles ficavam felizes, e não iam querer subir o preço do gás por um bom tempo. Fortalecia o governo da Bolívia perante a população, diminuia a instabilidade política no país, e quem sairia ganhando? O Brasil.

      Agora, foi isso que a “nossa” grande mídia defendeu? Não, defenderam a guerra. O que poderia ser pior para o Brasil do que uma guerra com um vizinho? A integração sul-americana estaria comprometida para sempre! Imaginem o caos que isto iria gerar. As reações anti-Brasil que isto iria produzir em todo o mundo? Imagine o custo de uma invasão e ocupação da Bolívia. Tens idéia de quanto custou a Guerra da Chechênia para a Rússia? Fala-se em US$ 500 bilhões. E a situação não foi totalmente resolvida até hoje. A guerra da Geórgia teria custado algo similar. A diferença é que a Rússia é uma grande potência, e mesmo assim sofreu grandes baixas com estas guerras. Agora, é possível imaginar que o Brasil iria sair ganhando com uma invasão a um país vizinho? Portanto a quem interessaria uma guerra deste tipo? Somente alguém muito anti-Brasil mesmo poderia defender tal loucura.

      Quarto:

      Ter uma cadeira no Conselho de Segurança da ONU é uma grande bobagem se o Brasil não for uma grande potência. Brigar para entrar no CS da ONU é perda de tempo. Quando o Brasil for uma grande potência será convidado a entrar no CS.

      Não vale a pena brigar com a Argentina por uma vaga no Conselho de Segurança da ONU que nem foi criada. Se e quando ocorrer uma reforma no CS da ONU, possivelmente o Brasil será convidado a participar, se for reconhecido pelos demais membros como uma potência de peso global.

      A melhor forma de viabilizar isso é fazer com que os países sulamericanos também apoiem o Brasil. Ou seja, que todos reconheçam o Brasil como potência regional e como representante dos interesses coletivos sulamericanos.

      Isto significa, ainda, que o Brasil deverá construir um poderio militar e tecnológico-científico digno de uma grande potência. O Brasil precisará ter capacidade militar não apenas para garantir sua soberania e defender a sua soberania frante a outras grandes potências. No futuro, o Brasil terá que ter capacidade militar para defender qualquer aliado sulamericano que tenha sua soberania ameaçada por potências extra-regionais.

      O caminho até atingir tal capacidade é longo e tortuoso.

      Mas quanto ao aspecto institucional e diplomático, parece que a melhor forma de conseguir tal resultado seria ter uma vaga só para Brasil e Argentina. Ou seja uma cadeira no CS da ONU que fosse rotativa, utilizada pelo Brasil e pela Argentina, mas que nas votações, só fossem votadas as questões de comum acordo.

      Quinto:

      Quando uma potência extra-regional ameaça à Argentina, está ameaçando todos os países da região.

      A militarização do Atlântico Sul não interessa ao Brasil. Só pode interessar aos que querem tomar as riquezas dos países da região.

      Considerações finais

      Portanto, manter déficits comerciais com nossos vizinhos, é a maneira mais segura e barata de mantêr seus governos como países aliados. É a melhor forma de manter uma imagem positiva do Brasil junto aos povos vizinhos.

      O Brasil precisa parar de pensar pequeno. Ficar brigando por comércio com os países vizinhos, é pensar muito pequeno. Principalmente quando o que está em jogo é a Integração SulAmericana.

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