Plataforma FPSO Capixaba começa a produzir no campo de Cachalote

31 de maio de 2010

Blog da Petrobrás

31 de maio de 2010

Plataforma começa a produzir no campo de Cachalote

A Petrobras iniciou no sábado (29/05) a produção do FPSO Capixaba no Campo de Cachalote.

O FPSO (sigla em inglês que significa plataforma que produz, processa, armazena e escoa petróleo) será conectado também ao campo de Baleia Franca, ambos localizados na região do “Parque das Baleias”, no litoral sul do Espírito Santo, Bacia de Campos. O FPSO Capixaba é afretado para a Petrobras pela empresa SBM, e operava anteriormente no Campo de Golfinho.

Para aproveitar a oportunidade de antecipação de produção dos Campos de Cachalote e Baleia Franca, foi realizada uma adaptação na planta de processo da plataforma, o que viabilizou a instalação no Parque das Baleias.

O primeiro poço a produzir é o 7-CHT-5HA-ESS, com vazão inicial estimada em 22 mil barris por dia.  Até o final do ano, está prevista a interligação da plataforma a um total de nove poços, pertencentes aos campos de Cachalote e Baleia Franca. Serão três poços produtores e dois injetores em Cachalote, e três poços produtores – dois destes na camada pré-sal – e um injetor em Baleia Franca. O pico de produção está programado para ocorrer em dezembro de 2010, com expectativa de volume de 100 mil barris de óleo por dia.

http://www.blogspetrobras.com.br/fatosedados/?p=24148


Vídeo: Como as encomendas de navios da Petrobrás reativaram a Indústria Naval no Brasil

31 de maio de 2010

Vídeo com depoimentos dos trabalhadores do Estaleiro Atlântico Sul revela como as encomendas de navios da Transpetro mudou a vida de milhares de pessoas em Pernambuco.

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Federação Nacional dos Petroleiros (FNP) é fundada

30 de maio de 2010

Blog da FNP

domingo, 30 de maio de 2010

Federação Nacional dos Petroleiros é fundada

O dia 30 de maio de 2010 será lembrado por toda categoria petroleira como um dos momentos de maior importância da reorganização do movimento petroleiro. Após três dias de intensos debates, foi criada na tarde deste domingo – durante o IV Congresso da Frente Nacional dos Petroleiros (FNP) – a Federação Nacional dos Petroleiros.

O cenário não poderia ser melhor. O auditório do Sindicato dos Petroleiros do Litoral Paulista (Sindipetro-LP), berço histórico de lutas escritas com suor e sangue. Foi aqui, há exatos quinze anos, que centenas de companheiros decidiram pela continuidade da maior greve dos funcionários do Sistema Petrobrás, em 1995.

Neste domingo a atmosfera também era de luta, mas principalmente de esperança. Petroleiros de todo Brasil reuniram esforços para consolidar o passo dado em 2006, quando criaram a Frente Nacional dos Petroleiros. Representando os seis sindicatos, as a oposições e entidades irmãs – delegados, observadores e sociedade civil foram protagonistas deste importante capítulo da história da categoria: a construção de uma nova ferramenta de luta.

Além de ter como pilar de sua atuação a independência de classe, a nova Federação surge com a tarefa de combater a burocratização que degenerou entidades sindicais que outrora eram o reflexo da vontade dos trabalhadores, mas que hoje estão a serviço dos governos e patrões.

http://blogdafnp.blogspot.com/2010/05/federacao-nacional-dos-petroleiros-e.html

Investimento no Pólo Naval de Rio Grande-RS soma R$ 14 Bi

27 de maio de 2010

O Estado de S.Paulo

27 de maio de 2010

Investimento no polo naval soma R$ 14 bi

Rio Grande recebe R$ 13 bilhões em investimentos na indústria de navios e plataformas marítimas e mais R$ 1 bilhão, em outros negócios

Elder Ogliari

PORTO ALEGRE – O Estado de S.Paulo

Os investimentos bilionários em diques, estaleiros, cascos de navios e plataformas marítimas são a parte mais vistosa, mas não a única, do polo naval em Rio Grande, no sul do Rio Grande do Sul. Estão em andamento obras de ampliação das vias de acesso e do calado do porto, ao custo de quase R$ 700 milhões. Juntos, eles atraem dezenas de outros projetos privados, que somam cerca de R$ 1 bilhão.

A onda de crescimento começou com a Petrobrás. A estatal encomendou as plataformas P-53, já concluída, P-55, em construção, e P-63, a ser iniciada em breve, a consórcios privados, e a construção de oito cascos de navio FPSO ao grupo Engevix, a ser feita no Estaleiro Rio Grande 1, que o grupo W Torre construiu. Agora, segundo a Secretaria Estadual do Desenvolvimento e dos Assuntos Internacionais (Sedai), 30 empresas já estão instaladas na área; sete estão construindo plantas; e outras 22 apresentaram projetos para se instalar. São empresas de fertilizantes, logística, alimentos, madeira, química e, agora, metalúrgicas.

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Adiado o Seminário: “Pré-Sal e o Rio Grande do Sul”

26 de maio de 2010

Seminário: “Pré-Sal e o Rio Grande do Sul”, em Porto Alegre, que estava agendado para  próxima segunda-feira será adiado para nova data
Seminário: “Pré-Sal e o Rio Grande do Sul”, em Porto Alegre, que estava agendado para próxima segunda-feira será adiado para nova data

Segundo estudo do IPEA a fabricação de biocombustíveis não vai prejudicar produção de alimentos no Brasil

26 de maio de 2010

Agência Brasil

26/05/2010

Ipea: fabricação de biocombustíveis não vai prejudicar produção de alimentos

Danilo Macedo

Repórter da Agência Brasil

Brasília – Apesar do avanço das lavouras de cana-de-açúcar sobre áreas destinadas à pecuária e à agricultura nos últimos anos, uma pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) apresentada hoje (26) afirma que o país não vai perder potencial como produtor de alimentos em função desse crescimento. Para isso, no entanto, o estudo Biocombustíveis no Brasil: Etanol e Biodiesel, ressalta a necessidade de o Estado regular a fabricação de etanol e priorizar a produção de alimentos com financiamento e infraestrutura.

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Senador Romero Jucá é o relator do projeto que trata da distribuição dos “royalties“ do pré-sal

25 de maio de 2010

Agência Senado

25/05/2010

Jucá passa a ser o relator do projeto que trata da distribuição dos ‘royalties’ do pré-sal

Moisés de Oliveira Nazário


O senador Romero Jucá (PMDB-RR) é o novo relator do projeto de lei da Câmara que trata do regime de partilha e da distribuição dos royalties do pré-sal Entenda o assunto, em substituição ao senador Edison Lobão (PMDB-MA). A mudança foi anunciada no começo da noite desta terça-feira (25) pelo 3º secretário do Senado, Mão Santa (PSC-PI), que presidia os trabalhos em Plenário no momento.

A expectativa é que esse projeto, que tramita em regime de urgência, seja votado no dia 8 de junho. Jucá já disse que a parte referente aos royalties poderá ser excluída do texto e transformada num projeto distinto, cuja análise ficaria para depois das eleições.

O líder do PSDB, Arthur Virgílio (AM), já anunciou que a oposição não aceita votar separadamente as partes que tratam dos royalties e do regime de partilha.

http://www.senado.gov.br/agencia/

Petrobrás anuncia nova descoberta nas camadas Pré-Sal e Pós-Sal do Campo de Caratinga

25 de maio de 2010

Agência Petrobrás de Notícias

25/5/2010

Nova descoberta no Campo de Caratinga

PETROBRAS: Mapa do poço 6-CRT-43-RJS, conhecido como Carimbé, localizado no Campo de Caratinga

Mapa: AGÊNCIA PETROBRAS

A Petrobras comunica a descoberta de duas novas acumulações de petróleo leve (29o API) em reservatórios do pós e do pré-sal em águas profundas da Bacia de Campos, resultante da perfuração do poço 6-CRT-43-RJS, conhecido como Carimbé, localizado no Campo de Caratinga, a cerca de 106 km da costa do Estado do Rio de Janeiro, em local onde a profundidade d’água é de 1.027 metros.

A acumulação descoberta nos reservatórios do pós-sal está a 3.950 metros de profundidade no subsolo marinho. Estimativas preliminares indicam volumes recuperáveis de aproximadamente 105 milhões de barris de óleo equivalente.

A outra acumulação, confirmada pelo mesmo poço, encontra-se em reservatórios do pré-sal. Esses reservatórios, posicionados a 4.275 metros de profundidade, estão possivelmente relacionados à acumulação identificada anteriormente pelo poço 6-BR-63A-RJS (anunciada pela Companhia em 25/02/2010), na área do Campo de Barracuda. Naquela ocasião, os volumes de óleo recuperável apontavam para cerca de 40 milhões de barris de óleo equivalente. Caso a ligação entre essas duas acumulações se confirme, dados preliminares do novo poço indicam o volume conjunto recuperável potencial de 360 milhões de barris de óleo equivalente.

Está prevista a realização de testes para avaliar a produtividade desses reservatórios, e a análise da interligação do poço à plataforma P-48, atualmente em operação no Campo de Caratinga, aproveitando a infraestrutura de produção e escoamento instalada na área.

Essas acumulações deverão ser objeto de Plano de Avaliação, a ser apresentado brevemente à Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

http://www.agenciapetrobrasdenoticias.com.br/

Estudantes voltam a reivindicar 50% da verba do pré-sal para a educação

20 de maio de 2010

Agência Senado

20/05/2010
Estudantes voltam ao Congresso para pedir 50% de verbas do pré-sal para a educação

Da redação / Agência Senado

[Foto:]

Estudantes promoveram nova manifestação em frente ao Congresso Nacional, nesta quinta-feira (20), em defesa da aplicação na educação básica e superior públicas de 50% dos recursos do Fundo Social, a ser criado com recursos do pré-sal Entenda o assunto. Segundo líderes do movimento, a mobilização estudantil deverá incluir encontro com parlamentares e prosseguir até o dia 8 de junho, data prevista de votação no Senado do Projeto de Lei da Câmara (PLC) 7/2010, que cria esse fundo.

A reivindicação dos estudantes sensibilizou os senadores Fátima Cleide (PT-RO), Ideli Salvatti (PT-SC) e Inácio Arruda (PC do B-CE), autores de emenda ao PLC 7/10 destinando metade da receita do Fundo Social para programas educacionais públicos. Como tramita em regime de urgência, o projeto já foi incluído na Ordem do Dia e teve o senador Renan Calheiros (PMDB-AL) indicado relator em Plenário.

De acordo com o presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), Augusto Chagas, a bandeira “50% do Pré Sal para a educação” deverá ser levada até Renan, com quem os líderes estudantis têm encontro marcado na próxima semana. Pelos contatos feitos até agora no Congresso, Augusto Chagas avalia que os parlamentares estão receptivos à emenda.

http://www.senado.gov.br/agencia/






Poço petrolifero de Franco é o favorito para a capitalização da Petrobras

20 de maio de 2010

Agência Brasil

20/05/2010

Poço de Franco é o favorito para a capitalização da Petrobras

Sabrina Craide

Repórter da Agência Brasil

Brasília – O Poço de Franco, localizado na camada pré-sal na Bacia de Santos, poderá ser usado na capitalização da Petrobras, se a proposta de cessão onerosa até 5 bilhões de barris de petróleo for aprovada pelo Congresso Nacional. Segundo o secretário de Petróleo, Gás Natural e Combustíveis Renováveis do Ministério de Minas e Energia, Marco Antônio Almeida, Franco é o melhor poço do Brasil atualmente e é o candidato número um para participar da cessão onerosa.

“Vamos fazer uma capitalização da Petrobras e, para o governo, é muito mais interessante colocar na cessão onerosa as áreas com maior valor. Franco é uma área que já tem poço perfurado, já tem descoberta identificada e é uma área maravilhosa. É o melhor poço do Brasil hoje”, afirmou, ao participar da divulgação do Plano Decenal de Energia. Na semana passada, a Petrobras informou que as reservas projetadas no Poço de Franco são de 4,5 bilhões de barris de petróleo.

Almeida ressaltou que a utilização de Franco na capitalização da Petrobras será definida quando for assinado o contrato de cessão onerosa, o que só ocorrerá depois da aprovação do projeto de lei do pré-sal. “O Congresso estabeleceu uma regra para a valoração das áreas cedidas. Estamos tentando adequar as necessidade da Petrobras às exigências previstas na legislação.”

O secretário explicou que a análise feita pela Petrobras da área já está quase concluída. Ainda segundo ele, a certificação da quantidade de petróleo, que será contratada pela Agência Nacional do Petróleo (ANP), deve ser concluída em setembro ou outubro. “Mas estamos estudando alternativas para antecipar a cessão onerosa e a assinatura do contrato.”

Edição: João Carlos Rodrigues
http://agenciabrasil.ebc.com.br/home/-/journal_content/56/19523/957004

Líder do governo no Senado anuncia cronograma de votações dos Projetos de Lei sobre o Pré-Sal

19 de maio de 2010

Agência Senado

19/05/2010

Senador Romero Jucá anuncia cronograma de votações dos projetos sobre o Pré-Sal

Da Redação – Agência Senado

O líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), anunciou em Plenário o cronograma acordado com a oposição para a votação dos projetos que tratam do marco regulatório do petróleo da camada pré-sal. O acordo foi feito em torno da votação do projeto Ficha Limpa: o governo aceitou votar o Ficha Limpa mesmo com a pauta trancada, e a oposição comprometeu-se a votar três projetos do pré-sal que são prioridade para o governo, sem obstruir as votações.

Segundo Jucá, o acordo prevê que o governo suspenderá a urgência constitucional do projeto que cria a Petrosal. Assim, o projeto que cria o Fundo Social será votado dia 8 de junho, o da capitalização da Petrobras irá à votação no dia 9 de junho e, por último, no dia 16 de junho, será votada a criação da Petrosal. Ficará de fora a proposta que , que dispõe sobre a exploração e a produção de petróleo, de gás natural e de outros hidrocarbonetos fluidos sob o regime de partilha de produção no pré-sal e em outras áreas estratégicas.

http://www.senado.gov.br/agencia/


Video do navio do Promef/PAC, o petroleiro “João Cândido” da Transpetro, empresa do grupo Petrobrás

17 de maio de 2010

Blog da Petrobrás

17 de maio de 2010

Primeiro navio do Promef/PAC tem novo vídeo

Mais do que construir a quinta maior indústria de navios petrolíferos do mundo, a Transpetro – subsidiária da Petrobras para as áreas de transporte e logística – está mudando o Brasil e a vida dos brasileiros.

Veja o segundo filme publicitário sobre o lançamento no primeiro navio do Programa de Modernização e Expansão da Frota/Programa de Aceleração do Crescimento (Promef/PAC).

http://www.blogspetrobras.com.br/fatosedados/?p=23262

Veja outros Vídeos do novo navio da Transpetro

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Senado: Designados os relatores de Plenário para os projetos do pré-sal

17 de maio de 2010

Agência Senado

17/05/2010

Designados relatores de Plenário para os projetos do pré-sal

Djalba Lima

Na presidência da sessão desta segunda-feira (17), o senador Jefferson Praia (PDT-AM) anunciou os relatores de Plenário para os projetos que tratam do marco regulatório do petróleo do pré-sal . Enviadas pelo governo, as propostas já foram aprovados pela Câmara dos Deputados e, agora, estão na pauta do Senado. Como tramitam em regime de urgência constitucional, trancam a pauta, juntamente com as medidas provisórias, impedindo deliberação sobre qualquer outro assunto até a decisão final.

O relator do Projeto de Lei da Câmara (PLC) 309/09, que autoriza o Poder Executivo a criar a Empresa Brasileira de Administração de Petróleo e Gás Natural S.A. (Petro-Sal), é o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE).

O líder do PMDB, senador Renan Calheiros (AL), relata o PLC 7/10, que cria o Fundo Social e dispõe sobre sua estrutura e fontes de recursos. O PLC 8/10, que trata da capitalização da Petrobras, tem como relator o senador Delcídio Amaral (PT-MS).

O senador Edison Lobão (PMDB-MA) relata o PLC 16/10, que dispõe sobre a exploração e a produção de petróleo, de gás natural e de outros hidrocarbonetos fluidos sob o regime de partilha de produção no pré-sal e em outras áreas estratégicas.

Medidas provisórias

Embora tramitem em regime de urgência constitucional, os projetos de lei do pré-sal serão votados depois de duas medidas provisórias (MPs) e dois projetos de lei de conversão (PLVs). É que as MPs, assim como os PLVs que eventualmente as substituam, têm preferência sobre todas as outras matérias. O primeiro e o segundo itens da pauta são as MPs 477/09 e 480/10, que abrem créditos extraordinários no Orçamento da União em favor de vários órgãos do governo federal.

Em seguida, vem o PLV 3/10, oriundo da MP 474/09, que fixa em R$ 510 o salário mínimo vigente desde 1º de janeiro de 2010 e estabelece a política de valorização do piso nacional de salários até o ano de 2023.

Agência Senado

http://www.senado.gov.br/agencia/


Notícias relacionadas, na Agência Senado:


Rússia e Noruega fecham acordo sobre zona petrolífera disputada a 40 anos no Mar de Barents

17 de maio de 2010

Artigo publicado originalmente no Blog  Geopolítica do Petróleo e no jornal online “Pare O Trem

Abril/Maio de 2010

Rússia e Noruega fecham acordo sobre zona petrolífera disputada a 40 anos no Mar de Barents

Lucas Kerr de Oliveira


Desde pelo menos os anos 1970, que Noruega e Rússia (na época URSS) disputam o controle da região localizada no Mar de Barents, próxima ao Ártico, área com grande potencial petrolífero e gasífero.

Considerando que entre 20 e 25% das reservas de hidrocarbonetos fósseis está potencialmente localizada na zona do Ártico, a delimitação da Zona Econômica Exclusiva nesta região torna-se, com frequência, alvo de inúmeras controvérsias, que se ampliaram significativamente ao longo da atual década.

Felizmente, neste caso, ao invés do aprofundamento do conflito, assistimos a um acordo de cooperação bilateral que definiu a divisão da zona disputada entre Rússia e Noruega, com a participação de empresas petrolíferas semi-estatais de ambos os países.

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Processo seletivo da Petrobras: prova neste domingo

16 de maio de 2010

Blog da Petrobrás

15 de maio de 2010

Processo seletivo da Petrobras: prova neste domingo

Neste domingo (16/5) serão realizadas as provas do processo seletivo da Petrobras (EDITAL Nº 1 – PETROBRAS/PSP-RH-1/2010, DE 02 DE MARÇO DE 2010).

Ao todo 88.592 candidatos farão as provas para cargos de nível médio e superior. As provas objetivas para os cargos de Inspetor de Segurança Interna Júnior, Técnico de Perfuração e Poços Júnior e Técnico de Segurança Júnior já ocorreram no dia 25 de abril. Para os demais cargos, as provas serão realizadas neste domingo. As datas das demais etapas do concurso podem ser consultadas no edital.

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Lucro líquido da Petrobras alcançou R$ 7 bilhões, 726 milhões no 1º trimestre de 2010

14 de maio de 2010

Agência Petrobrás de Notícias

14/5/2010 

Lucro líquido da Petrobras alcançou R$ 7 bilhões, 726 milhões no 1º trimestre de 2010
 

 

• Resultado foi 23% superior ao do 1T09, refletindo o maior volume exportado, o aumento no preço do petróleo (o valor médio do Brent passou de US$ 44, no 1T09, para US$ 76, no 1T10) e a recuperação do volume de vendas no mercado interno, além da valorização do Real.

 

• A geração de caixa operacional (EBITDA) aumentou 12% em relação ao mesmo período do ano anterior, alcançando R$ 15 bilhões,76 milhões, impulsionada pelo maior preço médio de venda das exportações, pelas vendas internacionais e pelos maiores volumes vendidos no mercado interno.

 

• No trimestre, os investimentos atingiram R$ 17 bilhões, 753 milhões,  valor 23% superior ao investido no mesmo trimestre do ano anterior.

 

• A produção total de petróleo e gás subiu 3% em relação ao 1T09, alcançando a média de 2 milhões e 547 mil barris/dia.

 

• O saldo financeiro da balança comercial da Petrobras alcançou US$ 772 milhões contra o déficit de US$ 150 milhões no mesmo trimestre do ano anterior, em função do aumento das exportações líquidas e do acréscimo dos preços de exportação.

 

• Quando comparado ao 4T09, o lucro líquido do trimestre apresentou crescimento de  4%.

 

Veja  aqui o texto completo com tabelas, gráficos e planilhas.

http://www.agenciapetrobrasdenoticias.com.br/upload/apresentacoes/apresentacao_Vy11tFBNOT.pdf
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http://www.agenciapetrobrasdenoticias.com.br/

Palestra sobre o Pré-Sal no Rio, com Fernando Siqueira, presidente da AEPET

14 de maio de 2010

Palestra no dia 18/05/2010:

PALESTRA DE FERNANDO SIQUEIRA NO CLUBE DE OFICIAIS DA RESERVA E REFORMADOS DA MARINHA

O presidente da AEPET, Fernando Leite Siqueira, proferirá a palestra “O Pré-Sal e a conjuntura do petróleo no mundo”, no dia 18 de maio, próximo, às 16 horas, no auditório do Clube de Oficiais da Reserva e Reformados da Marinha.

É uma ótima oportunidade para se entender a importância estratégica do Pré-Sal para o Brasil, bem como a realidade do petróleo no mundo atual.

Local: Clube de Oficiais da Reserva e Reformados da Marinha – avenida Passos, 122 – 2º andar – Centro – Rio de Janeiro.

Para mais informações: (21) 2233-4560.

Fonte: AEPET – Associação dos Engenheiros da Petrobrás

DIA 18/05: PALESTRA DE FERNANDO SIQUEIRA NO CLUBE DE OFICIAIS DA RESERVA E REFORMADOS DA MARINHA

O presidente da AEPET, Fernando Leite Siqueira, proferirá a palestra “O Pré-Sal e a conjuntura do petróleo no mundo”, no dia 18 de maio, próximo, às 16 horas, no auditório do Clube de Oficiais da Reserva e Reformados da Marinha. É uma ótima oportunidade para se entender a importância estratégica do Pré-Sal para o Brasil, bem como a realidade do petróleo no mundo atual. Local: Clube de Oficiais da Reserva e Reformados da Marinha – avenida Passos, 122 – 2º andar – Centro – Rio de Janeiro. Para mais informações: (21) 2233-4560.


Petrobras debate investimentos do setor naval no RS

11 de maio de 2010

Agência Petrobrás de Notícias

11/5/2010 

Petrobras debate investimentos do setor naval no RS

 

O Gerente de empreendimentos da plataforma P-55, Edmilson Soares de Medeiros, participou nesta terça-feira (11/05) do Seminário Onde o Rio Grande Renasce. O evento, promovido pela Revista Voto, foi realizado na cidade portuária de Rio Grande (RS), com a intenção de demonstrar o crescimento econômico do sul do estado, que se transformou em referência de desenvolvimento para todo o país.

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Petrobrás batiza seu mais novo navio petroleiro como “João Cândido”, em homenagem ao “almirante negro”

8 de maio de 2010

Petrobrás batiza seu mais novo navio petroleiro como “João Cândido”, em homenagem ao “almirante negro”

Lucas K. Oliveira

Cerimônia de Lançamento de Batismo do 1º Navio do Promef, batizado de “João Cândido” – 07/05/2010 – foto: Petrobras

Em cerimônia realizada em Pernambuco, o  Presidente Lula lançou ao mar o mais novo navio da Petrobrás,   batizado de “João Cândido”, em homenagem ao “almirante negro” que liderou a “Revolta da Chibata” há um século atrás, em 1910. Fabricado pelo Estaleiro Atlântico Sul (EAS), em Suape (PE) a fabricação do “João Cândido” é um marco histórico na recuperação da indústria naval brasileira, sendo o primeiro petroleiro deste porte encomendado no Brasil pela Petrobrás em mais de uma década. O último navio deste porte havia sido encomendado à indústria naval brasileira em 1987 e foi entregue com grande atraso, 10 anos depois. Este é apenas o primeiro dos 22 petroleiros, dentre um total de 49 embarcações, encomendadas pela Petrobras à indústria naval brasileira.

Filho de ex-escravos, João Cândido Felisberto liderou a “Revolta da Chibata” em 1910, quando os marinheiros se revoltaram contra os constantes castigos físicos (incluindo a chibata) utilizados até então pelos oficiais para punir seus subordinados. A cúpula da Marinha – naquela época formada predominantemente por membros da elite branca e aristocrática do Brasil -, defendia que os castigos físicos eram a melhor forma de punir os erros dos marinheiros, em sua maioria, negros e mestiços filhos de ex-escravos.

A abolição da escravidão ainda era algo recente na história do país. Parte significativa de nossa elite política e econômica era extremamente conservadora, a ponto de ter sido ampla a aceitação, entre setores da elite nacional, de idéias racistas divulgadas por eugenistas europeus e americanos. Chega a ser difícil de compreender como um país de mestiços aceitou idéias eugenistas que defendiam o “branqueamento” da população, como “solução” (?!) para o país se desenvolver.

Naquela época, parcela significativa da cúpula da Marinha ainda era dominada por uma mentalidade conservadora, elitista e escravocrata, que facilitava a aceitação de práticas como o açoitamento dos marinheiros. A manutenção deste tipo de tratamento retrógrado, desumano e degradante contra seus subordinados marinheiros, em sua maioria, de origem humilde, negros ou mestiços, levou à revolta.

João Cândido fez um grande bem à Marinha do Brasil, colaborando com sua modernização, livrando-a definitivamente dessas práticas nefastas de chicoteamento, que eram verdadeiras sessões de tortura dos marinheiros. Os oficiais mais conservadores, contrários a qualquer forma de modernização das Forças Armadas, construíram sobre a memória de João Cândido, o que ficou conhecido como “fantasma da insubordinação” e da “quebra de hierarquia”. Como todos sabemos, estes “fantasmas” voltariam a assombrar as Forças Armadas ao longo de todo o século XX. Obviamente este discurso da “insubordinação” e da quebra de hierarquia foi muitas vezes “construído” para acusar os “de baixo” de algo que os “de cima” também estavam cometendo, como em 1964, quando um grupo de oficiais das Forças Armadas se insubordinaram contra o Presidente da República e derrubaram o governo eleito pelo povo.

Na década de 1900-1910, os oficiais da Marinha descumpriam sistematicamente as ordens do próprio Presidente da República, Marechal Deodoro da Fonseca, que havia assinado o decreto número 3, de 16/11/1889, proibindo os castigos físicos aos soldados e marinheiros, incluindo expressamente a proibição do uso da chibata nestes castigos. Isto significa que, desde 1989 – portanto por mais de uma década -, oficiais da Marinha transgrediam simultaneamente a Lei e as ordens de um superior hierárquico, o Marechal Deodoro da Fonseca. Os oficiais que descumpriam o decreto presidencial, no entanto, não foram punidos, enquanto João Cândido, que liderou um movimento de marinheiros a favor do cumprimento da Lei e da modernização da Marinha, foi simplesmente expulso da corporação. Durante toda sua vida o marinheiro lutou para ser reincorporado à Marinha, mas nunca conseguiu, morrendo solitário e discriminado, em 1969.

Olhando retrospectivamente, João Cândido defendera o ideal da modernização da Marinha – e neste sentido, das Forças Armadas -, ao menos uma década antes do surgimento do movimento tenentista, que nos anos 1920-1930, defenderia a modernização das Forças Armadas e de todo o país.

Embora tenha sido reconhecido como herói popular nacional, imortalizado em canções populares como “almirante negro”, foi somente em 2005 que seu nome foi incluído no “Livro dos Heróis da Pátria”, que se encontra no Panteão da Pátria e da Liberdade Tancredo Neves, na Praça dos Três Poderes, em Brasília (DF).  Entretanto, João Cândido só foi realmente anistiado em 2008, sem ter sido reincorporado post mortem à Marinha. Isto significa que sua anistia não significou qualquer direito à sua família  a qualquer forma de indenização, e ele continua com a patente que tinha quando foi punido com a expulsão da corporação.

Considerando que faltam heróis negros e mestiços entre os patronos das nossas Forças Armadas, é muito triste ver como ainda temos resistências na Marinha em homenageá-lo. Talvez isto torne a iniciativa da Petrobrás ainda mais louvável.

Esse navio marca a recuperação da indústria naval brasileira, sendo o primeiro petroleiro deste porte, encomendado no Brasil, pela Petrobrás, em mais de uma década. O último navio deste porte havia sido encomendado em 1987 e foi entregue com grande atraso, 10 anos depois. Este é o primeiro dos 22 petroleiros, dentre um total de 49 embarcações, encomendadas pela Petrobras à indústria naval brasileira. Ao todo serão pelo menos 10 navios do tipo Suezmax, com 160 mil toneladas de porte bruto (TPB), com capacidade para transportar 1 milhão de barris de petróleo cada.

Cerimônia de Lançamento de Batismo do 1º Navio do Promef – 07/05/2010 – Foto: Petrobrás

A recuperação da indústria naval brasileira na última década, impulsionada pelas encomendas da Petrobrás, é algo realmente impressionante. Durante os anos 1990, o predomínio da mentalidade neoliberal justificou o desmonte do parque industrial brasileiro, e a indústria naval foi uma das mais afetadas. Os neoliberais argumentavam que a Petrobrás deveria ser guiada pela “lógica do livre mercado” e encomendar seus navios ao estaleiro que oferecesse os menores preços. Seguindo este tipo de ideologia, vários navios e plataformas petrolíferas foram encomendados a estaleiros chineses e coreanos, porque eram um pouco mais baratos, ou seja, o Brasil gerou milhares de empregos na Ásia, desempregou milhares de brasileiros aqui, sacrificando nossa indústria naval, tudo em nome do “neoliberalismo”.

Felizmente aquela década sombria acabou e na atual década, o Estado voltou a incentivar a economia nacional, exigindo que as empresas estatais ou semi-estatais priorizassem compras no Brasil, para gerar empregos, tecnologia e renda no país, e não no exterior.

Este navio é o primeiro de uma série de encomendas que foi fundamental para, quase literalmente, “reerguer das cinzas” a indústria naval brasileira, que tantos empregos produzia no passado e, que, atualmente voltou a empregar milhares de trabalhadores em todo o país. O pólo naval de Suape, no estado de Pernambuco, em torno do Estaleiro Atlântico Sul, criou milhares de empregos mais qualificados e melhor remunerados à população da região. Batizar este navio de “João Cândido” é uma ação cheia de simbolismo e de esperança, não apenas para os trabalhadores nordestinos que o construíram, mas para todo o povo brasileiro.

Acredito que sentiríamos ainda mais orgulho de sermos brasileiros se algum dia tivermos um navio importante na Marinha do Brasil com o nome de “João Cândido”. Uma opção interessante, seria incluí-lo como patrono de alguma armada ou frota, ou ainda, alguma base naval. Mas provavelmente, antes disso, seria interessante que a Marinha batizasse em sua homenagem, navios estratégicos, como um submarino, ou, quem sabe até, no futuro, um novo navio-hospital multipropósito. Seria muito interessante podermos enviar para missões de paz no exterior, um navio-hospital que leva em seu nome uma parte tão relevante da história das lutas sociais deste país, em um momento em que se mesclaram com as lutas pela modernização das Forças Armadas. Obviamente, o primeiro passo para isto seria a reincorporação post mortem de João Cândido à Marinha. Mas fica a sugestão para qualquer deputado que queira apresentar um projeto destes…

A seguir estou postando um texto, bastante interessante, acessado a partir do twitter do presidente da Petrobrás, Sérgio Gabrielli. É um texto do jornalista Beto Almeida, sobre o herói popular brasileiro João Cândido, nome dado ao mais novo navio petroleiro da Petrobrás (clique aqui para ver o post anterior). O texto nos faz pensar um pouco mais sobre o Brasil do passado e de hoje, nossos heróis históricos e nossos heróis vivos, nosso presente e o que queremos para o futuro da nação. Embora tenha sido imortalizado em canções populares, seria muito interessante que um dia, também que o “almirante negro” fosse um dia reconhecido como herói também pela Marinha do Brasil.

Lucas K. Oliveira

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Agência Carta Maior

07/05/2010

João Cândido, petróleo, racismo e emprego

A Transpetro lançou ao mar o navio petroleiro João Cândido. Batizado com o nome de um dos nossos heróis, marinheiro negro, filho de escravos e líder da Revolta da Chibata, o navio tem 247 metros de comprimento, casco duplo que previne acidente e vários significados históricos. Primeiro, leva a industrialização para Pernambuco, contribuindo para reduzir as desigualdades regionais. Em segundo lugar, dá um cala-boca para quem insinuou de forma maldosa que o PAC era apenas virtual. Em terceiro, prova que está em curso a remontagem da indústria naval brasileira criminosamente destruída na era da privataria. O artigo é de Beto Almeida.

Beto Almeida (*)

Nesta sexta-feira a Transpetro lançou ao mar o navio petroleiro João Cândido. Continue lendo »


Vídeo apresenta o primeiro navio construído no Brasil pelo Promef

7 de maio de 2010

O primeiro navio do Promef, Programa de Modernização e Expansão da Frota da Transpetro, será lançado nesta sexta-feira (7/5). A cerimônia, no Estaleiro Atlântico Sul, em Pernambuco, terá a presença do presidente Lula. A embarcação tem duzentos e setenta e quatro metros de comprimento e capacidade para transportar um milhão de barris de petróleo. O navio foi batizado de “João Cândido” em homenagem ao “Almirante Negro” que liderou a Revolta da Chibata, contra o uso de castigos físicos desumanos e em favor da modernização da Marinha do Brasil.

 


Petrobras recebe o primeiro navio “Suezmax” construído no Brasil em mais de uma década

7 de maio de 2010

Agência Petrobrás

07/05/2010

Transpetro lança ao mar primeiro navio do Promef

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva lançou hoje (7/05) ao mar o primeiro navio do Programa de Modernização e Expansão da Frota da Transpetro (Promef) no Estaleiro Atlântico Sul (EAS), no porto de Suape, em Pernambuco. O navio do tipo Suezmax é um marco histórico para a indústria naval brasileira. Trata-se da primeira embarcação de grande porte construída no Brasil a ser entregue ao Sistema Petrobras em 13 anos. A última havia sido o Livramento, cuja construção foi encomendada em 1987 e levou 10 anos para ser concluída.

Cerimônia de Lançamento de Batismo do 1º Navio do Promef, o Suezmax "João Cândido" - 07/05/2010 - Foto: Petrobrás

“A construção deste navio tem que ser levada a sério por nós. É a auto-afirmação de um povo, que durante muito tempo foi esquecida”, afirmou o presidente da República. A determinação do presidente Lula de que fosse retomada a construção de navios e plataformas de produção de petróleo no País foi o alicerce do Promef, criado em 2004 para revitalizar a indústria naval em bases globalmente competitivas, a partir da encomenda de 49 navios.

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Nova Lei do Petróleo para o Pré-Sal será prioridade no Plenário do Senado Federal, esta semana

6 de maio de 2010

Agência Senado

07/05/2010

Pré-Sal agora é prioridade em Plenário

Helena Daltro Pontual


Congresso Nacional - Brasília, DF.      Foto: Lucas  K. Oliveira

Congresso Nacional - Brasília, Distrito Federal. Foto: Lucas K. Oliveira

A partir desta sexta-feira (7), todos os quatro projetos relativos ao marco regulatório do pré-sal estão trancando a pauta de Plenário, tendo prioridade de votação sobre as demais matérias da agenda. Isso ocorre porque eles tramitam em regime de urgência. As outras matérias de caráter legislativo só poderão ser analisadas depois que esses projetos forem votados – a não ser que o governo retire a urgência.

As matérias que criam o marco regulatório do pré-sal são os Projetos de Lei da Câmara (PLCs) 309/09, que cria a Petro-Sal e recebeu nove emendas no Senado; o PLC 7/10, que cria o Fundo Social, com 12 emendas; o PLC 8/10, que estabelece regras para a capitalização da Petrobras, com cinco emendas; e o PLC 16/10, que estabelece novos critérios para a distribuição dos royalties do petróleo e cria o regime de partilha de produção, com 54 emendas.

No final de abril, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez um apelo aos senadores da base governista para que esses projetos sejam votados até o final de maio. Para facilitar um acordo em torno das votações, sugeriu que a parte mais polêmica do marco regulatório – a que trata da distribuição dos royalties seja separada do PLC 16/10 e votada apenas em 2011.

Agência Senado
http://www.senado.gov.br/agencia/vernoticia.aspx?codNoticia=101751&codAplicativo=2

Para ver como está a tramitação do novo marco regulatório do petróleo, clique aqui

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Demanda da Petrobras sustenta salto nos negócios no Brasil

3 de maio de 2010

Valor Econômico

03/05/2010

Demanda firme da Petrobras sustenta salto nos negócios

Cláudia Schüffner, do Rio

Poucas empresas no Brasil dimensionam tão bem o salto em inovação, tecnologia e, obviamente, produção de petróleo, que o país deu nos últimos dez anos como a ChemTech. Nesse período, a empresa especializada em projetos de engenharia viu crescer sua lista de clientes depois de conquistar, em 2001, um contrato para implementar software de “inteligência operacional”. Ele permite visualizar em tempo real dados de 25 refinarias da ExxonMobil espalhadas pelo mundo.

Daniel Moczydlower, 34 anos, presidente da ChemTech, começou a carreira como estagiário em 1998. Desde então, viu a participação do setor de petróleo e gás no Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro saltar de 5,5 % para 12% em uma década, segundo cálculo recente da Organização Nacional da Indústria do Petróleo (Onip). Os últimos dados oficiais disponíveis, da Agência Nacional do Petróleo (ANP), param em 2006, mostrando uma participação de 10,6 %.

Nos últimos dez anos, o faturamento da ChemTech cresceu de R$ 20 milhões para cerca de R$ 200 milhões por ano, segundo estimativas do mercado. Ela é um dos exemplos de empresas brasileiras que desenvolveram tecnologia e souberam surfar nas ondas do setor petrolífero. Cresceu e transformou-se, de 2000 até hoje, em grande parte empurrada pela intensa transformação do setor nos anos 2000, quando o país conquistou a autossuficiência da produção e assistiu ao agigantamento da Petrobras, contrariando temores de que após a quebra do monopólio a estatal fosse “engolida” pelas companhias estrangeiras que passaram a atuar no Brasil.

Ao contrário, a Petrobras cresceu em todos os indicadores que se use como comparação: produção, valor de mercado ou reservas. “O fato é que a Petrobras ganhou uma eficiência que antes não tinha”, afirma Haroldo Lima, diretor-geral da ANP e um ex-opositor ferrenho da quebra do monopólio.

Outro destaque foi o aumento da participação de empresas nacionais na cadeia produtiva do setor. A Lupatech é outra empresa que passou por um processo de crescimento e diversificação da atividade e tornou-se a maior companhia nacional de equipamentos e serviços para a indústria de óleo e gás. De 2000, quando assumiu o controle da MNA, uma tradicional empresa do setor de metalurgia que fabricava válvulas, até hoje ela aumentou o faturamento mais de quinze vezes, de R$ 47 milhões para R$ 627 milhões e o número de funcionários, que era de 573, chega a quase 3 mil.

A Lupatech tem 21 unidades industriais e produz equipamentos para operação em águas profundas não só no Brasil. A empresa forneceu cabos de ancoragem para a BP na África e válvulas para a Shell na Malásia. A oportunidade de internacionalização da indústria nacional é consequência do impulso dado ao conteúdo local nas licitações da ANP e nas compras da Petrobras. Isso pode ser visto no cadastro de fornecedores da Onip, que tinha 28 empresas há dez anos e hoje tem 1.979.

Elói Fernandez y Fernandes, diretor- geral da Onip, chama a atenção para os investimentos em ciência e tecnologia, que em 2000 não podiam ser quantificados, já que o único dinheiro disponível vinha do orçamento do Centro de Pesquisas da Petrobras (Cenpes) e hoje contam com recursos de R$ 2 bilhões, metade destinado ao CT-Petro, fundo setorial da indústria de petróleo e gás constituído por parte dos royalties pagos sobre a produção, e a outra metade vinda das empresas que produzem em campos gigantes (que pagam Participação Especial) e são obrigadas a investir 1% do faturamento dessas áreas em ciência e tecnologia.

Após a abertura do setor à participação estrangeira, que começou mais fortemente em 1999, com o primeiro leilão de áreas da ANP – antes a Petrobras tinha feito parcerias -, a produção de petróleo do Brasil saltou de 1,3 milhão de barris de petróleo por dia para 1,95 milhão de barris por dia, aumento de 60%. O país, que gastou US$ 7 bilhões com importações de petróleo e derivados em 2001 para atender a um consumo de 1,85 milhão de barris por dia de combustíveis, entrou 2010 com superávit em volume e exportando gasolina.

A tão sonhada autossuficiência foi alcançada em 2006. A Petrobras nesse período ampliou seus tentáculos. A internacionalização da estatal, que começou fortemente pela Argentina e Estados Unidos, foi ampliada com a presença da companhia em 25 países na América do Norte, América do Sul, Europa, Ásia, África e Oceania, através de algumas das 308 empresas que formam o Sistema Petrobras.

O número de empresas atuando no setor – em 2000 havia a Petrobras e outras cinco com produção incipiente – hoje é de 25 companhias. Empresas de grande porte, e não somente as pequenas, produzem petróleo e gás no Brasil e preveem aumento da produção.

A Shell produz nos campos Bijupirá-Salema e no Parque das Conchas, na bacia de Campos, 117 mil barris de petróleo por dia. Dados da ANP mostram que a Chevron produz uma média de 21,6 mil barris por dia em Frade e a BP, que recentemente adquiriu ativos da Devon, passou a produzir através do campo de Polvo, 15,8 mil barris por dia em média, ambos na bacia de Campos. Todo o óleo extraído no mar pelas empresas internacionais é exportado pelas companhias, que só teriam como compradora no país a Petrobras.

Ainda vedete na produção nacional durante as últimas três décadas, a bacia de Campos agora divide as atenções e investimentos com a bacia de Santos, onde uma nova fronteira foi descoberta em 2007, quando foi possível perfurar através de uma barreira de sal com 2 mil metros de espessura até chegar ao gigantesco Tupi, no pré-sal. A descoberta deve colocar o Brasil entre os maiores produtores do mundo nas próximas décadas.

Para o presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, o grande salto na produção não foi resultado da abertura do setor, mas sim devido a uma característica da indústria que trabalha com horizontes muito longos. O executivo atribui o salto da produção na última década à entrada em operação de campos descobertos antes da Lei 9.478/97 (Lei do Petróleo) como Albacora (descoberto em 1984), Marlim (1985) e Roncador (1996). Este último detentor das maiores reservas do país enquanto Tupi não for declarado comercial.

Entre os principais destaques dos últimos dez anos, Gabrielli menciona a pulverização do capital da Petrobras, que colocou a ação da empresa na lista de mais negociadas da Bolsa de Valores de Nova York, a participação mais ativa da estatal nos leilões da ANP, o aumento da presença das empresas estrangeiras no Brasil e a recuperação da indústria de fornecedores da Petrobras tanto no que se refere à base naval como a de equipamentos para refino.

Elói Fernandez acha inegável que o marco regulatório de 1998 aumentou a eficiência do setor, inclusive da Petrobras. “Ela se tornou mais competitiva interna e externamente. Mas o sucesso do modelo veio com o pré-sal. Isso é um processo histórico”, destaca Fernandez.

No caso da ChemTech, em 2001 o contrato com a Exxon veio depois que a alemã Siemens comprou 51% da empresa, fundada em 1989, em Ipanema, por três engenheiros químicos. Se a primeira década de vida foi duríssima devido à semiparalisação da economia brasileira, hoje a empresa tem em sua carteira de trabalhos executados o projeto de automação da plataforma de rebombeamento autônomo (PRA-1), e o Front-End Engineering and Design (Feed) da plataforma P-57, só para citar alguns da cliente Petrobras.

Em 2007, a empresa ganhou a concorrência para o projeto básico da Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, e no ano seguinte a do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj). São projetos que estão entre os maiores do país nos últimos 30 anos. “Agora que estamos com estrutura grande no Brasil vamos precisar nos internacionalizar para captar projetos no exterior que serão executados aqui”, afirma Daniel Moczydlower, presidente da ChemTech.

http://www.valoronline.com.br/

Barril de petróleo tem maior alta desde outubro de 2008 e fecha sessão em US$ 87,15

3 de maio de 2010

Correio Braziliense

03/05/2010

Barril de petróleo tem maior alta desde outubro de 2008 e fecha sessão em US$ 87,15

France Presse

Os preços do petróleo fecharam em leve alta nesta segunda-feira (3/5) em Nova York, depois de alcançar um novo teto em 19 meses, sustentados pelo derramamento de óleo no Golfo do México e pela divulgação de bons indicadores da economia americana.

No New York Mercantile Exchange (Nymex), o barril do West Texas Intermediate (designação do “light sweet crude” negociado nos EUA) para entrega em junho fechou em alta de 4 centavos em relação à sexta-feira, para 86,19 dólares. Nesta sessão, chegou aos 87,15 dólares, seu nível mais alto desde outubro de 2008.

Nas operações eletrônicas do InterContinentalExchange de Londres, o barril de Brent do Mar do Norte com igual vencimento ganhava 1,50 dólar, para 88,94 dólares, depois de alcançar 89,58 dólares, seu nível mais alto desde outubro de 2008. Os mercados britânicos permaneceram fechados por conta de feriado.

“Tivemos dados positivos do setor industrial nos Estados Unidos. Os preços do petróleo estiveram em grande parte sustentados por esperanças em relação à economia e pelo derramamento de petróleo no Golfo do México, que coloca em perigo o bombeamento offshore”, afirmou Bart Melek, da BMO Capital Markets.

Os indicadores publicados nesta segunda-feira nos Estados Unidos mostram um novo aumento dos gastos dos consumidores em março e uma aceleração mais forte que o esperado da atividade industrial em abril.

Por outro lado, o mercado tenta avaliar as consequências da mancha de óleo na região petroleira do sul dos Estados Unidos.

“No momento, o impacto é reduzido”, afirmou, completando que duas plataformas marítimas de gás natural foram fechadas.

Segundo analistas, são as consequências inesperadas da catástrofe que poderão sustentar os preços: suspensão de projetos de exploração offshore, petroleiros desviados para descarregar seus tanques em outras regiões.

No longo prazo, a catástrofe poderá ter um impacto sobre os custos da produção.

“Penso que se deve considerar uma regulamentação mais dura em algum momento, algumas restrições ao menos serão colocadas em prática”, advertiu Bart Melek.

Mas os preços foram contidos pelo claro fortalecimento do dólar, em particular frente ao euro, que não conseguiu recuperar seu impulso com a aprovação do plano de resgate financeiro à Grécia.

A subida dos preços foi desacelerada também por alguns investidores que consideraram “que provavelmente não era um mau momento para realização de lucros”, segundo Melek.

http://www.correiobraziliense.com.br/

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