Separatistas da região petrolífera de Cabinda atacam a seleção do Togo em Angola: 1 morto e 9 feridos

8 de janeiro de 2010

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Estadão Online

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Ataque à seleção do Togo em Angola deixa 1 morto e 9 feridos

Equipe viajava do Congo para o país vizinho para disputar a Copa Africana das Nações, que começa no domingo

Associated Press, Reuters

Enclave de Cabinda fica entre Congo e Angola

Enclave de Cabinda fica entre Congo e Angola

Arte/estadao.com.br

LUANDA – O ônibus da seleção do Togo foi atacado por homens armados em Angola nesta sexta-feira, 8, a dois dias da Copa Africana de Nações. O motorista do ônibus morreu. Nove membros da delegação estão feridos. Dois deles são jogadores: o goleiro Kodjovi Obilale, que está em estado grave, e o zagueiro Serge Akakpo. Os outros feridos são membros da direção desportiva, administrativa e médica, de acordo com o ministério dos Esportes de Togo. O ataque aconteceu no enclave de Cabinda, região rica em petróleo, com inspirações separatistas.

O ministro Angolano Antonio Bento Bembe, responsável pelo enclave de Cabinda, afirmou que o ataque é um ato terrorista. “É um ato de terrorismo que estamos lidando enquanto falamos”, disse. Bembe, contudo, não acredita que o grupo separatista Frente para a Libertação do Enclave de Cabinda, que assumiu a responsabilidade do ataque, tenha sido o verdadeiro autor do atentado: ” A FLEC não existe faz tempo. O ataque provém de certos indivíduos que querem nos causar problemas”.

De acordo com Alaixys Romao, um dos jogadores da equipe, sete pessoas foram baleadas. “Atiraram nos jogadores como se eles fossem cachorros e tivemos que ficar 20 minutos debaixo dos assentos para escapar das balas”, declarou à Rádio Monte Carlo o atacante Thomas Dossevi, do Nantes. Ainda segundo Dossevi, o ataque foi executado por homens encapuzados fortemente armados.

A equipe ia do Congo, onde estava treinando, para Angola, onde estreia na segunda-feira no torneio contra Gana. Após participar do Mundial da Alemanha, em 2006, a equipe não conseguiu garantir vaga na África do Sul. O principal nome da equipe é o atacante Adebayor, do Arsenal, da Inglaterra.

O atacante Dossevi também declarou à edição digital do diário francês L’Equipe que os jogadores estão assustados e já não desejam mais participar da Copa. “Nós somos capazes de fazê-lo. Minha primeira preocupação é com a saúde dos feridos, porque havia uma grande quantidade de sangue no chão. No momento, não temos muitas notícias, só sabemos que eles já foram levados ao hospital”, disse Dossevi. “Atiraram em nós, mesmo estando escoltados por dois ônibus e pela polícia”, acrescentou.

Um porta-voz do Comitê Organizador da Copa Africana de Nações já afirmou que a competição acontecerá, apesar do atentado contra a seleção de Togo. Uma delegação de oficiais angolanos e uma delegação da Confederação Africana de Futebol irá a Cabinda neste sábado, 9, enquanto o primeiro ministro angolano se encontrará com o presidente da CAF, Issa Hayatou, “para tomar decisões a fim de garantir um seguimento tranquilo da competição”. A CAF expressou seu “total apoio e simpatia para com toda a delegação de Togo”. A FIFA também manifestou sua “máxima simpatia” em um pronunciamento.

Seleção em partida das eliminatórias da Copa de 2010 em setembro. Foto: Noel Kokou Tadegnon/Reuters


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“O Brasil e o Pré-sal” – Primeiro Painel discute impacto do pré-sal na cadeia produtiva industrial regional

4 de dezembro de 2009

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Agência de Notícias da Assembléia Legislativa do RS

04/12/2009

SEMINÁRIO O BRASIL E O PRÉ-SAL

Ciclo econômico do Pré-sal pode favorecer a indústria gaúcha

Michele Limeira – MTB: 9733 | Agência de Notícias

Letícia Rodrigues – Edição – MTB 9373

Foto: Marco Couto / Ag AL

Painel discutiu o papel das empresas brasileiras e o potencial na indústria

Painel discutiu o papel das empresas brasileiras e o potencial na indústria

Os participantes do primeiro painel do seminário O Brasil e o Pré-sal – Uma nova perspectiva para o país e o Rio Grande do Sul avaliaram o Pré-sal como “grande desafio” que se apresenta ao Brasil. No debate, realizado esta manhã (4), no Teatro Dante Barone, da Assembleia Legislativa, os painelistas reconheceram o potencial e os diferenciais da indústria gaúcha, que pode se beneficiar do novo ciclo econômico que se desenha. O evento continua à tarde, com mais dois painéis. O presidente do Legislativo, deputado Ivar Pavan (PT), é o expositor do primeiro deles. Em seguida, o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, tratará sobre a geopolítica do petróleo. Às 15h, Gabrielli concede entrevista coletiva à imprensa.

O plano de investimentos da Petrobrás, projetado para 2009 a 2013, é de U$ 174,4 bilhões, representando cerca de U$ 30 bilhões ao ano. Os números foram avaliados pelos painelistas como oportunidade para a indústria gaúcha, porém ressaltaram que existem desafios a serem superados. Segundo o expositor do painel “O papel das empresas brasileiras e o impacto na indústria”, Marcus Coester, coodenador do Comitê de Competitividade de Petróleo e Gás da Fiergs e vice-presidente da ABIMAQ, em 2008, o valor de compras da Petrobrás foi de U$ 45,2 bilhões, sendo que a participação no Estado como fornecedor ainda é baixa. “Em bens, o RS foi responsável por 1,31% das compras realizadas pela Petrobrás. Nas contratações de serviços, a participação ficou em 0,88%”, exemplificou Coester. Na sua avaliação, esses números precisam crescer e o Comitê da Fiergs trabalha com esse objetivo.

Os diferenciais da indústria gaúcha podem contribuir para avanços nesta área. Diversificação, fabricação de produtos especiais, programas de qualidade, tecnologia e pesquisa de ponta e mão de obra qualificada foram as características apontada por Coester. O vice-presidente da Fiergs, Humberto Busnello, destacou a “forte cultura empreendedora” como o principal representante do potencial dos gaúchos. “A indústria gaúcha precisa aproveitar o orçamento da Petrobrás”, frisou, lembrando que para isso é necessário “eliminar alguns gargalos”. Busnello considera necessário desonerar os investimentos para garantir a competitividade. “Precisamos de condições para que as empresas tenham desenvolvimento tecnológico”, pontuou.

“Taxar investimentos é desfavorável para competitividade”, avaliou o presidente do Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis, Álvaro Alves Teixeira. Para os painelistas, na questão do custo Brasil está um dos principais desafios à indústria. O coordenador do Comitê da Fiergs, Marcus Coester, explicou que para enfrentar o mercado internacional competitivo é preciso desonerar os investimentos, enfrentar a guerra fiscal e as dificuldades da isonomia da indústria gaúcha, criar programas de financiamento competitivos em nível nacional, desenvolver o marco legal, a certificação de empresas e a cadeia produtiva, dentre outros aspectos.

Classificado como “bênção para o Brasil”, o Pré-sal, segundo o presidente da Fundação de Economia e Estatística, Adelar Fochezatto, pode impactar sobre o desenvolvimento da indústria. “Os principais efeitos seriam sobre os setores diretamente ligados a cadeia produtiva do petróleo, de máquinas e equipamentos, produtos químicos, transporte, serviços industriais de utilidade pública, como energia e saneamento”, analisou.

Tecnologia

O desenvolvimento de novas tecnologias também é um dos aspectos que se sobressaiu no debate desta manhã. Segundo Marcus Coester, a Petrobrás tem tecnologia exclusiva para o desenvolvimento de pesquisas sobre o Pré-sal, o que é avaliado como uma vantagem com relação a outros países, assim como a situação do Brasil em relação à geopolítica do Atlântico Sul.

Segundo ele, as inovações tecnológicas implicam em desenvolvimento econômico, que gera desenvolvimento humano, capaz de tornar as pessoas mais criativas e inovadoras. “É um ciclo necessário para que tenhamos uma sociedade desenvolvida”, explicou.

Coester avaliou que a automação é um considerada um dos principais desafios a serem superados para viabilizar a instalação de plataformas a 300 quilômetros da costa, como exigirá a exploração da camada pré-sal.

Energia

O presidente da Fundação de Economia e Estatística, Adelar Fochezatto, reforçou a importância de investimentos em tecnologia e pesquisas e alertou para a transição pela qual passa o atual sistema energético. “Temos que ser inteligentes para não ficarmos reféns da matriz energética do petróleo”, observou. Fochezatto chamou a atenção para o desenvolvimento de uma matriz baseada na energia limpa. “O futuro passa pelas fontes de energia e sustentabilidade ambiental”, sublinhou.

Promoção

O Seminário é uma promoção da Petrobrás, organizado pela Revista Voto, com apoio institucional da Assembleia Legislativa e do Comitê Gaúcho em Defesa do Pré-Sal.

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Mais notícias da Assembléia Legislativa sobre a primeira parte do Seminário “O Brasil e o Pré-Sal”:

Pavan propõe reflexão sobre o significado do Pré-sal para a sociedade brasileira

Indústria gaúcha deve se preparar para fornecer suporte à exploração em alto-mar


Ciclo de palestras sobre II Guerra Mundial inclui debate sobre petróleo na guerra

24 de novembro de 2009

Diário do Pré-Sal

24/11/2009

Ciclo de palestras sobre II Guerra Mundial tem início hoje em Porto Alegre

Tem início hoje em Porto Alegre o Ciclo de Palestras sobre a II Guerra Mundial, realizado no Clube de Cultura.

Este evento inclui uma palestra de Lucas Kerr de Oliveira a respeito das disputas por petróleo na estratégia das grandes potências durante o conflito mundial, assim como o papel dos combustíveis derivados de petróleo na logística que sustentou a vitória dos aliados na guerra.

Um dos maiores eventos acadêmicos  sobre os 70 anos do início da II Guerra Mundial realizados este ano em Porto Alegre, conta ainda com palestra do professor da UFRGS, o historiador Luiz Dario Ribeiro, sobre as grandes batalhas na União Soviética e na Ásia-Pacífico que marcaram a virada dos aliados no conflito mundial; análise do prof. José Miguel Martins sobre a guerra na na Ásia-Pacífico e palestra do prof. Nilo Piana de Castro sobre o holocausto. A ascensão do fascimo na Europa (Fabio Catani), o pacto teuto-soviético de não agressão (Cesar Torres), o início da guerra na europa, a batalha pela libertação da França (Gerson Fraga) e  o papel do Japão na guerra (João Chiarelli), assim como a participação do Brasil na II Guerra Mundial (Ricardo Fitz) e as consequências da guerra (Rafael Balardin), estão entre os temas tratados por historiadores, cientistas políticos e analistas de relações internacionais participantes do evento.

24/11/2009

“Ascensão do Fascismo no início da Guerra”

Fabio Catani

“O Pacto de não-agressão teuto-soviético Molotov-Ribbentrop”

Cesar Torres


25/11/2009

“O Japão na II Guerra Mundial”

João Rodrigues Chiarelli

“O Holocausto durante o conflito mundial”

Nilo Piana de Castro


26/11/2009

“O Petróleo na II Guerra Mundial”

Lucas Kerr de Oliveira

“A II Guerra Mundial e a Ásia”

José Miguel Martins


30/11/2009

“A guinada da II Guerra Mundial: Batalha de Stalingrado e o Pacífico”

Luiz Dario Ribeiro

“A batalha pela libertação da França no Conflito Mundial”

Gerson Fraga


01/12/2009

“O Brasil na II Guerra Mundial”

Ricardo Fitz

“O mundo após o conflito mundial”

Rafael Balardin

http://clubedecultura.blogspot.com/2009/11/cico-de-palestras-ii-guerra-mundial.html


“Guerra” por luz e petróleo

18 de novembro de 2009

http://www.correiodopovo.com.br/

Correio do Povo

ANO 115 Nº 49 – PORTO ALEGRE
18 de novembro de 2009

”Guerra” por luz e petróleo

A Operação Laçador mobiliza 8 mil militares da Aeronáutica, do Exército e da Marinha em um conflito fictício entre dois países hipotéticos: Verde (Paraná, Santa Catarina e parte do RS) e Amarelo (regiões da Campanha e Noroeste do RS). As duas nações estão em conflito desde segunda pelo domínio de uma usina hidrelétrica binacional e bacias petrolíferas. “O exercício de adestramento testa a integração do Ministério da Defesa e das Forças Armadas”, justificou o comandante da Força Aérea Componente 106, brigadeiro Antônio Carlos Egito do Amaral.

Na Base Aérea de Canoas, ontem, ele negou qualquer vinculação do treinamento com o apagão que atingiu 18 estados no dia 10. A coincidência preocupa o Paraguai. O jornal ABC Color estampou sábado o receio, por meio da manchete “Brasil prepara simulacro de guerra dirigido ao Paraguai”. “Não há relação entre os fatos, pois é impossível organizarmos uma operação de tamanha grandeza em menos de uma semana”, explicou Egito.

A manobra coordenada pelo Comando Militar do Sul envolve 13 navios, dois submarinos e 53 aeronaves. O país Amarelo enfrenta uma crise de energia. A única fonte de energia vem de uma usina binacional construída em parceria com o Verde, onde fica a hidrelétrica. O Amarelo decide ocupar os campos petrolíferos do Verde, na região do Porto de Rio Grande. Com o aval da ONU, o Verde decide tomar a usina.

Correio do Povo

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A estratégia nacional e a energia

21 de outubro de 2009

http://www.cepen.org/2009/10/a-estrategia-nacional-e-a-energia/

CEPEN – Centro de Estudos de Políticas e Estratégias Nacionais

21 Outubro, 2009

A estratégia nacional e a energia

Darc António da Luz Costa

* texto publicado originalmente em 2001


A história do mundo industrial é uma história recente. É a história da apropriação da natureza através de uma forma nova de mediação. A partir do século XVIII, a apropriação da natureza deixou-se de fazer exclusivamente pela interação física do corpo humano ou do corpo das bestas com a natureza. A apropriação da natureza deixou de ser fruto exclusivo de trabalho humano ou animal. O homem havia descoberto que tinha capacidade de dar a natureza uma representação numérica razoavelmente satisfatória e ao fazê-lo poderia vir a utilizar-se desta nova capacidade para também se apropriar da natureza. O homem podia fazer ciência e com a ciência era capaz de criar tecnologia.

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Palestra na UFRGS: “Geopolítica do Pré-sal, petróleo e energia limpa”

1 de outubro de 2009

DIÁRIO DO PRÉ-SAL

Palestra na UFRGS: “Geopolítica do Pré-sal, petróleo e energia limpa”

Quinta-feira, 01/10/2009.

Ocorreu hoje no Campus do Vale da UFRGS, a palestra sobre “Geopolítica do pré-sal, petróleo e Energia Limpa”, apresentada pelo prof. Lucas Kerr de Oliveira, entre 19:00 e 22:00, no auditório do ILEA. O público alvo foram os alunos do curso pré-vestibular PEAC, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS, que lotaram o auditório do ILEA, com capacidade para 140 pessoas.

O curso pré-vestibular PEAC – Projeto Educacional Alternativa Cidadã, é um curso sem fins lucrativos, formado por alunos e ex-alunos da UFRGS que atuam no Campus do Vale. O PEAC oferece à população sem condições econômicas de pagar um curso pré-vestibular particular, a oportunidade de cursar um pré-vestibular popular de qualidade.

O prof. Lucas K. de Oliveira iniciou a apresentação discutindo os principais aspectos da geopolítica do petróleo, como as disputas pelo controle das zonas petrolíferas e dos corredores de passagem ou de transporte de petróleo pelo mundo, por oleodutos/gasodutos ou por navios, ou seja, por terra e pelo mar. Fez uma análise do papel dos recursos energéticos  na história da humanidade, considerando seus impactos sociais, econômicos, políticos e militares, especialmente na política internacional. Como exemplo destacou as principais disputas por recursos energéticos nas principais guerras e conflitos armados do século XX.

O palestrante analisou ainda as disputas por região, partindo da tradicional análise do Oriente Médio, seguida pela Eurásia (Rússia, Cáucaso, Mar Cáspio e Ásia Central), uma breve análise de alguns casos na África (Angola, Nigéria, Sudão) e na América do Sul (Colômbia, Venezuela e Bolívia).

O palestrante apresentou ainda alguns dos aspectos geológicos da exploração petrolífera e discutiu o problema da finitude das reservas petrolíferas, polemizando o debate em torno do problema do “pico petrolífero” e o encarecimento gradativo do custo do petróleo. Neste contexto de crescente disputa por recursos energéticos é que Oliveira apresentou o impacto e significado da descoberta do pré-sal no litoral brasileiro, com reservas semelhantes às de países como Kuwait ou Iraque. Ou seja, o que representa para o Brasil ter realizado uma das maiores descobertas de um novo campo petrolífero nas últimas décadas, frente ao esgotamento das reservas na América do Norte, Europa e mesmo em alguns países da OPEP.

Por fim, o prof. Lucas apresentou algumas das principais alternativas de geração de energia alternativa ao petróleo, atualmente existentes no mundo, focando nas alternativas renováveis e mais limpas, como energia hidrelétrica, eólica, solar, maremotriz, geotérmica e o papel dos biocombustíveis ou agrocombustíveis (álcool, óleos vegetais, biodiesel e biogás). Também discutiu a necessidade de se diversificar os meios de transporte e apresentou rapidamente algumas das perspectivas de desenvolvimento de sistemas inovadores de geração e distribuição de energia, a partir da produção de novos materiais semicondutores e novos materiais supercondutores.


22/09/2009 – Ciclo de Palestras: “Petróleo, Pré-Sal e Petrobrás” teve início hoje no Clube de Cultura

22 de setembro de 2009

Blog Diário do Pré-Sal

22/09/2009

Ciclo de Palestras: “Petróleo, Pré-Sal e Petrobrás” teve início hoje no Clube de Cultura


Teve início hoje, no Clube de Cultura de Porto Alegre, o Ciclo de Palestras: “Petróleo, Pré-Sal e Petrobrás”. O palestrante Lucas Kerr de Oliveira abriu o evento com a palestra: “Geopolítica do Petróleo”.

Geopolítica do Petróleo - Palestra em 22/09/2009

O professor universitário, mestre em Relações Internacionais e douturando em Ciência Política, tratou de três aspectos principais relativos à geopolítica do petróleo e dos recursos energéticos, começando a apresentação pela análise do papel da energia na história da humanidade, na economia, na guerra e na política internacional, revisando o papel da energia e dos recursos energéticos nos principais eventos e conflitos do século XX.

Civilização do Petróleo: o papel do petróleo na estruturação da Civilização contemporânea

Na sequência o palestrante tratou do problema da crise energética global, fazendo uma breve avaliação do debate a respeito do “pico petrolífero”, tecendo considerações sobre o  “fim da Era do Petróleo barato” e os impactos nas disputas por recursos energéticos cada vez mais escassos.

Palestra no Clube de Cultura de Porto Alegre: "Geopolítica do Petroleo" - 22/09/2009 - foto 1

Palestra no Clube de Cultura de Porto Alegre: "Geopolítica do Petroleo" - 22/09/2009 - foto 1

A seguir, tratou do problema da crise energética global, fazendo uma breve avaliação do debate a respeito do “pico petrolífero”, tecendo considerações sobre o  “fim da Era do Petróleo barato” e os impactos nas disputas por recursos energéticos cada vez mais escassos.

Palestra no Clube de Cultura de Porto Alegre: "Geopolítica do Petroleo" - 22/09/2009 - foto 3

Na última parte da palestra, o prof. Lucas apresentou rapidamente as principais disputas geopolíticas envolvendo o controle das principais reservas petrolíferas mundiais, e dos principais fluxos petrolíferos, pelo mar ou por dutos, em várias regiões do globo terrestre.

Geopolítica dos Fluxos Marítimos - Estreitos de Ormuz, Bab El-mandab e SuezGeopolítica dos oleodutos na Eurásia - Rússia e EuropaGeopolitica dos Oleodutos - Ásia Central - Russia e ChinaGeopolítica dos oleodutos e gasodutos - América do Sul

A análise, inciada com o Oriente Médio, seguiu para Eurásia (Cáucaso, Mar Cáspio e Ásia Central), incluiu uma breve análise da África e concluiu com o caso da América do Sul.  O palestrante destacou a tensão existente entre o maior consumidor e importador mundial  de hidrocarbonetos fósseis, os Estados Unidos, e os principais consumidores regionais, especialmente nos casos em que redes de oleodutos e gasodutos permitem a construção de mercados regionais e processos de integração regional.

Após breve análise do caso sul-americano, envolvendo as disputas recentes por zonas petrolíferas ou pelo controle da renda petrolífera-gasífera, incluindo Colômbia e Venezuela, o prof. Lucas destacou a tensão na Bolívia e relacionou ao surgimento do separatismo na região  em que estão localizadas as reservas de gás e os gasodutos que escoam a produção para Brasil e Argentina.

O prof. Lucas encerrou sua fala situando a descoberta do pré-sal como uma das mais importantes das últimas décadas, e destacou o papel da Petrobrás neste processo.

Palestra no Clube de Cultura de Porto Alegre: "Geopolítica do Petroleo" - 22/09/2009 - foto 4

Classificou essas novas reservas do pré-sal como estratégicas para o Brasil, especialmente em um contexto de escasez relativa de petróleo no mundo e de um cenário de tendência de longo prazo de encarecimento da extração de petróleo.

Palestra no Clube de Cultura de Porto Alegre: "Geopolítica do Petroleo" - 22/09/2009 - foto 5

O evento foi encerrado com uma participação de um representante do Comitê Gaúcho em Defesa do Pré-Sal e de esclarecimento de dúvidas dos ouvintes.

O Ciclo de Palestras: “Petróleo, Pré-Sal e Petrobrás”, continua nos próximos dias no Clube de Cultura, na Rua Ramiro Barcelos, n. 1853, Bonfim, Porto Alegre, RS.

PRÉ-SAL - Ciclo de palestras "Petróleo, Pré-sal e Petrobras" no Clube de Cultura


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