Petrobras assina contrato para construção de oito cascos de plataformas do tipo FPSO para o pré-sal

11 de novembro de 2010

Agência Petrobrás de Notícias
11/11/2010

Petrobras assina contrato para oito cascos do pré-sal

 

A Petrobras informa que, juntamente com seus parceiros (BG, Galp Energia e Repsol) e por meio de suas afiliadas Tupi-BV e Guará-BV, assinou hoje com a empresa brasileira Engevix Engenharia S.A dois contratos no valor total de US$ 3,46 bilhões para construção de oito cascos das plataformas destinadas à primeira fase de desenvolvimento da produção do polo pré-sal da Bacia de Santos.

 

Essas unidades, batizadas de “replicantes”, integram a nova geração de unidades de produção concebidas segundo parâmetros de simplificação de projetos e padronização de equipamentos. A produção em série de cascos idênticos permitirá maior rapidez no processo de construção, ganho de escala e a consequente otimização de custos.

Cada plataforma, todas do tipo FPSO (unidade que produz, armazena e transfere óleo e gás), terá capacidade para processar diariamente até 150 mil barris de óleo e 6 milhões de m3 de gás. A previsão é de que todas as unidades entrem em operação até 2017, sendo de grande importância estratégica para que a Companhia alcance as metas de produção previstas para o polo pré-sal da Bacia de Santos em seu Plano de Negócios. A expectativa é que estas plataformas acrescentarão cerca de 900 mil barris de óleo por dia à produção nacional, quando estiverem operando com a capacidade máxima.

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Pré-Sal amplia mercado de trabalho e exigência de capacitação

5 de setembro de 2010

O Fluminense
05/09/2010

Com ótimas perspectivas, pré-sal amplia o mercado de trabalho

Simone Schettino

Para garantir uma vaga no setor, é preciso estar capacitado e ganhar experiência nos próximos anos. Oportunidades estão disponíveis em todos os níveis de escolaridade

Até 2013, pelo menos 207 mil pessoas serão qualificadas para trabalhar na área de petróleo e gás em 185 categorias, sem levar em consideração as últimas descobertas do pré-sal, como os campos de Tupi, Júpiter e Carioca, no entorno da Bacia de Campos. Para explorar esses recursos, a construção de novas plataformas e embarcações deve gerar, cada uma, 500 novos empregos em estaleiros e 3,8 mil vagas para tripulantes que vão operar a nova frota.

Quem pensa em seguir a carreira na área vai encontrar oportunidades em todos os níveis de escolaridade. Para garantir a qualidade da mão de obra numa empreitada de tamanha responsabilidade, a Petrobras está capacitando a quinta leva de profissionais pelo Programa de Mobilização da Indústria Nacional de Petróleo e Gás Natural, do Ministério de Minas e Energia (MME), o Prominp, que aceita inscrições até o dia 12 para 2.744 vagas de capacitação em Niterói e São Gonçalo. Uma pesquisa realizada pelo Caged revelou que a taxa de aproveitamento dos egressos do programa está, atualmente, em torno de 80%.

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BNDES quer que indústria naval seja sustentável a longo prazo

11 de agosto de 2010

Agência Brasil

11/08/2010

BNDES quer que indústria naval seja sustentável a longo prazo

Alana Gandra

Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro – O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) realiza estudo que vai identificar o tamanho real da indústria naval no Brasil. O banco acredita que o setor naval nacional tem todas as condições de crescer e competir com os concorrentes internacionais.

Segundo o gerente do Departamento de Gás e Petróleo e Cadeia Produtiva do BNDES, Luiz Marcelo Martins Almeida, a instituição quer evitar que se repita o desastre registrado nas décadas de 70 e 80, quando a indústria naval chegou a contratar 40 mil empregados que, de uma hora para outra, foram reduzidos a zero.

Almeida representa o BNDES na 7ª Feira e Conferência da Indústria Naval e Offshore (Navalshore), que será aberta hoje (11), no Rio. Até julho deste ano, haviam sido desembolsados pelo banco, para o setor naval, R$ 517 milhões, com recursos do Fundo de Marinha Mercante. A expectativa, entretanto, é de que o valor liberado até dezembro atinja R$ 1,8 bilhão.

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Conteúdo nacional nas compras da Petrobras é de cerca de 80% e compras cresceram 400% impulsionando a indústria nacional

10 de agosto de 2010

Agência Petrobrás de Notícias

10/8/2010

Conteúdo nacional nas aquisições da Petrobras é de cerca de 80%

 

Com um crescimento de 400% nas contratações no País, a política da Petrobras de participação máxima do mercado nacional na aquisição de bens e serviços no Brasil elevou o conteúdo nacional mínimo de 57% (2003) para 77,34% (2010). Dentro dos padrões internacionais de qualidade, prazo e custo, as aquisições no mercado nacional passaram de US$ 5,2 bilhões em 2003, para US$ 25,9 bilhões em 2009. Os percentuais de realização de conteúdo nacional de 2004 a 2010 foram sempre superiores às metas previstas.

A confiança da Petrobras no mercado supridor nacional e a capacidade de resposta desse mercado permitiram que, mesmo com o grande crescimento das encomendas, a parcela nacional das contratações da Companhia registrasse um crescimento constante e acima da meta ao longo dos últimos anos.

 

Todas as áreas de atuação

A política de estímulo à indústria nacional – Política Industrial Dirigida por Demanda -, praticada pela Petrobras, abrange todos os setores de atuação da Companhia. Essa política tem o objetivo de utilizar seu poder de compra para ampliar a competitividade dos fornecedores nacionais. Esse aumento da competitividade vem sendo conquistado por meio do incentivo para adequação do parque supridor nacional, que vai desde a qualificação de profissionais, estruturação de mecanismos de financiamento, estímulo às parcerias entre empresas nacionais e estrangeiras, até a viabilização de novas fábricas no País.

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Sustentabilidade da indústria naval depende de investimentos em pesquisa e desenvolvimento

10 de agosto de 2010

Agência Brasil

10/08/2010

Sustentabilidade da indústria naval depende de investimentos em pesquisa, diz professor

Alana Gandra

Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro – A sustentabilidade da construção naval brasileira ainda depende de fatores como investimentos em pesquisa e desenvolvimento e a formação de recursos humanos, atrelados às políticas para o setor. A observação foi feita pelo professor Floriano Pires, do Programa de Engenharia Oceânica da Coordenação de Pós-Graduação de Engenharia (Coppe) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Ele lembrou que a indústria naval no país se encontra em um momento de efervescência após a retomada das atividades, iniciada nos anos 2000. Pires vai falar sobre o tema na 7ª Feira e Conferência da Indústria Naval e Offshore (Navalshore), que começa nesta quarta-feira (11) no Rio.

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Renascida das cinzas, a indústria naval brasileira pode contratar 300 mil pessoas até 2014

28 de junho de 2010

Agência Brasil

27/06/2010

Renascida, a indústria naval deve contratar gente suficiente para lotar três Maracanãs até 2014

Vladimir Platonow

Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro – A retomada das atividades na indústria naval brasileira está multiplicando empregos em terra firme. O país, que já foi o terceiro maior construtor de navios na década de 1970, viu o setor praticamente falir nas duas décadas seguintes. Hoje, os estaleiros comemoram a retomada do crescimento, impulsionada principalmente pelo setor petrolífero, com as descobertas no pré-sal, e também pela volta do investimento no transporte marítimo e fluvial, que há muito estava esquecido, substituído pelo transporte rodoviário.

Nos últimos dez anos, os empregos diretos gerados na área pularam de 1,9 mil em 2000 para 46,5 mil em 2009. Em 2014, ano da Copa do Mundo no Brasil, os postos de trabalho diretos devem chegar a 60 mil e os indiretos, a 240 mil, gente suficiente para lotar três estádios como o Maracanã. Os dados são do relatório Cenário 2010 – 1º Trimestre, do Sindicato Nacional da Indústria da Construção e Reparação Naval e Offshore (Sinaval). O relatório completo pode ser acessado na internet (acesse aqui).

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Indústria naval brasileira será tão competitiva quanto a asiática

24 de junho de 2010

Agência Brasil

24/06/2010

Indústria naval brasileira será tão competitiva quanto a asiática

Vitor Abdala

Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro – Em cinco anos, a indústria naval brasileira deve se tornar tão competitiva quanto as do Japão, da China e Coreia do Sul, disse hoje (24) o ministro da Secretaria Especial dos Portos da Presidência da República, Pedro Brito. Ele fez a previsão durante o lançamento do navio de transporte de petróleo Celso Furtado, que integra o Programa de Modernização e Expansão da Frota (Promef), da Transpetro, subsidiária da Petrobras.

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Lançamento do 2º navio da Petrobrás construído pelo Promef, no Rio de Janeiro

24 de junho de 2010

Agência Petrobrás de Notícias

24/6/2010

Transpetro lança ao mar navio construído no RJ

Navio petroleiro Celso Furtado da Petrobrás: construído pelo PROMEF no Rio de Janeiro

A Transpetro lançou ao mar hoje (24/6), no Estaleiro Mauá, o primeiro navio construído no estado do Rio de Janeiro para o Programa de Modernização e Expansão da Frota (Promef). O lançamento teve a presença do ministro da Secretaria Especial de Portos, Pedro Brito, da presidente em exercício da Petrobras, Graça  Foster, e do presidente da Transpetro, Sergio Machado. O evento marca o reencontro do estado, berço da indústria naval no País, com uma de suas vocações econômicas.

O navio foi batizado Celso Furtado em homenagem ao economista que participou da criação da Sudene (Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste) e lançou os fundamentos do mais recente ciclo de desenvolvimento do país. Como madrinha, a Transpetro resolveu homenagear sua força de trabalho, escolhendo Giovana da Silva Almeida de Morais, funcionária do quadro de marítimos, hoje imediata do navio Pedreiras. “É uma honra ter sido escolhida madrinha, representando os marítimos. Meu sonho é ser, no futuro, comandante de um dos novos navios do Promef”, afirmou Giovana.
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Petrobras arrenda Estaleiro Inhaúma para conversão de navios em plataformas FPSOs

11 de junho de 2010

Agência Petrobrás de Notícias

11/6/2010

Petrobras arrenda Estaleiro Inhaúma

A Petrobras aprovou a assinatura do contrato de arrendamento do Estaleiro Inhaúma, também conhecido como estaleiro Ishibras, com a Companhia Brasileira de Diques – CBD, pelo prazo de 20 anos, cujo valor aproximado é R$ 4 milhões por mês.

O estaleiro está localizado na Baía de Guanabara, com calado (profundidade) de 7 metros e inserido na malha urbana da cidade do Rio de Janeiro e poderá ser utilizado para a conversão de navios em FPSOs (Sistema Flutuante de Produção e Estocagem), hoje realizado no exterior. Ainda, servirá como base de apoio para balsas de propriedade da Petrobras, além de utilização da área para suporte a diversas operações.

A análise dos projetos em andamento para o setor naval, somada às futuras demandas e à infraestrutura disponível no Brasil para este tipo de construção, indicou a necessidade de construção de novos e a reativação de antigos estaleiros.

Ao longo de sua atividade, o Estaleiro Inhaúma demonstrou ser capaz de atender a diversas demandas da construção naval, como a de embarcações de pequeno e grande porte, além de reparo naval. A existência de um dique de grandes dimensões, ao lado de oficinas e cais com boa profundidade, oferece diversas possibilidades de uso do estaleiro, tornando-o uma opção para a execução das obras navais que a Petrobras necessita para cumprir seu Plano de Negócios.

http://www.agenciapetrobrasdenoticias.com.br/

Dique Seco em Rio Grande-RSrecebe preparativos para montagem do convés da Plataforma P-55 da Petrobrás

3 de junho de 2010

Acessado a partir do Blog  Rio Grande Offshore

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Dique Seco em Rio Grande-RSrecebe preparativos para montagem do convés da Plataforma P-55 da Petrobrás

O primeiro dique seco de grande porte do País, localizado no Superporto do Rio Grande, está pronto para ser inaugurado. Porém, ainda não há data definida para a inauguração. Parte do dique propriamente dito, inclusive foi entregue pela WTorre/Estaleiro Rio Grande à Petrobras, que já obteve licença de operação para ela. Esta parte do interior do dique, já está em preparativos para a montagem do deckbox (convés) da plataforma de petróleo P-55, com a instalação de apoios, chamados de “picadeiros”, para realização desta montagem. As peças do deckbox devem entrar no dique a partir de julho. As informações foram dadas, ontem, pelo engenheiro Edmilson Soares de Medeiros, gerente da implementação de empreendimentos para a P-55, da Petrobras.
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Vídeo: Como as encomendas de navios da Petrobrás reativaram a Indústria Naval no Brasil

31 de maio de 2010

Vídeo com depoimentos dos trabalhadores do Estaleiro Atlântico Sul revela como as encomendas de navios da Transpetro mudou a vida de milhares de pessoas em Pernambuco.

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Investimento no Pólo Naval de Rio Grande-RS soma R$ 14 Bi

27 de maio de 2010

O Estado de S.Paulo

27 de maio de 2010

Investimento no polo naval soma R$ 14 bi

Rio Grande recebe R$ 13 bilhões em investimentos na indústria de navios e plataformas marítimas e mais R$ 1 bilhão, em outros negócios

Elder Ogliari

PORTO ALEGRE – O Estado de S.Paulo

Os investimentos bilionários em diques, estaleiros, cascos de navios e plataformas marítimas são a parte mais vistosa, mas não a única, do polo naval em Rio Grande, no sul do Rio Grande do Sul. Estão em andamento obras de ampliação das vias de acesso e do calado do porto, ao custo de quase R$ 700 milhões. Juntos, eles atraem dezenas de outros projetos privados, que somam cerca de R$ 1 bilhão.

A onda de crescimento começou com a Petrobrás. A estatal encomendou as plataformas P-53, já concluída, P-55, em construção, e P-63, a ser iniciada em breve, a consórcios privados, e a construção de oito cascos de navio FPSO ao grupo Engevix, a ser feita no Estaleiro Rio Grande 1, que o grupo W Torre construiu. Agora, segundo a Secretaria Estadual do Desenvolvimento e dos Assuntos Internacionais (Sedai), 30 empresas já estão instaladas na área; sete estão construindo plantas; e outras 22 apresentaram projetos para se instalar. São empresas de fertilizantes, logística, alimentos, madeira, química e, agora, metalúrgicas.

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Petrobrás batiza seu mais novo navio petroleiro como “João Cândido”, em homenagem ao “almirante negro”

8 de maio de 2010

Petrobrás batiza seu mais novo navio petroleiro como “João Cândido”, em homenagem ao “almirante negro”

Lucas K. Oliveira

Cerimônia de Lançamento de Batismo do 1º Navio do Promef, batizado de “João Cândido” – 07/05/2010 – foto: Petrobras

Em cerimônia realizada em Pernambuco, o  Presidente Lula lançou ao mar o mais novo navio da Petrobrás,   batizado de “João Cândido”, em homenagem ao “almirante negro” que liderou a “Revolta da Chibata” há um século atrás, em 1910. Fabricado pelo Estaleiro Atlântico Sul (EAS), em Suape (PE) a fabricação do “João Cândido” é um marco histórico na recuperação da indústria naval brasileira, sendo o primeiro petroleiro deste porte encomendado no Brasil pela Petrobrás em mais de uma década. O último navio deste porte havia sido encomendado à indústria naval brasileira em 1987 e foi entregue com grande atraso, 10 anos depois. Este é apenas o primeiro dos 22 petroleiros, dentre um total de 49 embarcações, encomendadas pela Petrobras à indústria naval brasileira.

Filho de ex-escravos, João Cândido Felisberto liderou a “Revolta da Chibata” em 1910, quando os marinheiros se revoltaram contra os constantes castigos físicos (incluindo a chibata) utilizados até então pelos oficiais para punir seus subordinados. A cúpula da Marinha – naquela época formada predominantemente por membros da elite branca e aristocrática do Brasil -, defendia que os castigos físicos eram a melhor forma de punir os erros dos marinheiros, em sua maioria, negros e mestiços filhos de ex-escravos.

A abolição da escravidão ainda era algo recente na história do país. Parte significativa de nossa elite política e econômica era extremamente conservadora, a ponto de ter sido ampla a aceitação, entre setores da elite nacional, de idéias racistas divulgadas por eugenistas europeus e americanos. Chega a ser difícil de compreender como um país de mestiços aceitou idéias eugenistas que defendiam o “branqueamento” da população, como “solução” (?!) para o país se desenvolver.

Naquela época, parcela significativa da cúpula da Marinha ainda era dominada por uma mentalidade conservadora, elitista e escravocrata, que facilitava a aceitação de práticas como o açoitamento dos marinheiros. A manutenção deste tipo de tratamento retrógrado, desumano e degradante contra seus subordinados marinheiros, em sua maioria, de origem humilde, negros ou mestiços, levou à revolta.

João Cândido fez um grande bem à Marinha do Brasil, colaborando com sua modernização, livrando-a definitivamente dessas práticas nefastas de chicoteamento, que eram verdadeiras sessões de tortura dos marinheiros. Os oficiais mais conservadores, contrários a qualquer forma de modernização das Forças Armadas, construíram sobre a memória de João Cândido, o que ficou conhecido como “fantasma da insubordinação” e da “quebra de hierarquia”. Como todos sabemos, estes “fantasmas” voltariam a assombrar as Forças Armadas ao longo de todo o século XX. Obviamente este discurso da “insubordinação” e da quebra de hierarquia foi muitas vezes “construído” para acusar os “de baixo” de algo que os “de cima” também estavam cometendo, como em 1964, quando um grupo de oficiais das Forças Armadas se insubordinaram contra o Presidente da República e derrubaram o governo eleito pelo povo.

Na década de 1900-1910, os oficiais da Marinha descumpriam sistematicamente as ordens do próprio Presidente da República, Marechal Deodoro da Fonseca, que havia assinado o decreto número 3, de 16/11/1889, proibindo os castigos físicos aos soldados e marinheiros, incluindo expressamente a proibição do uso da chibata nestes castigos. Isto significa que, desde 1989 – portanto por mais de uma década -, oficiais da Marinha transgrediam simultaneamente a Lei e as ordens de um superior hierárquico, o Marechal Deodoro da Fonseca. Os oficiais que descumpriam o decreto presidencial, no entanto, não foram punidos, enquanto João Cândido, que liderou um movimento de marinheiros a favor do cumprimento da Lei e da modernização da Marinha, foi simplesmente expulso da corporação. Durante toda sua vida o marinheiro lutou para ser reincorporado à Marinha, mas nunca conseguiu, morrendo solitário e discriminado, em 1969.

Olhando retrospectivamente, João Cândido defendera o ideal da modernização da Marinha – e neste sentido, das Forças Armadas -, ao menos uma década antes do surgimento do movimento tenentista, que nos anos 1920-1930, defenderia a modernização das Forças Armadas e de todo o país.

Embora tenha sido reconhecido como herói popular nacional, imortalizado em canções populares como “almirante negro”, foi somente em 2005 que seu nome foi incluído no “Livro dos Heróis da Pátria”, que se encontra no Panteão da Pátria e da Liberdade Tancredo Neves, na Praça dos Três Poderes, em Brasília (DF).  Entretanto, João Cândido só foi realmente anistiado em 2008, sem ter sido reincorporado post mortem à Marinha. Isto significa que sua anistia não significou qualquer direito à sua família  a qualquer forma de indenização, e ele continua com a patente que tinha quando foi punido com a expulsão da corporação.

Considerando que faltam heróis negros e mestiços entre os patronos das nossas Forças Armadas, é muito triste ver como ainda temos resistências na Marinha em homenageá-lo. Talvez isto torne a iniciativa da Petrobrás ainda mais louvável.

Esse navio marca a recuperação da indústria naval brasileira, sendo o primeiro petroleiro deste porte, encomendado no Brasil, pela Petrobrás, em mais de uma década. O último navio deste porte havia sido encomendado em 1987 e foi entregue com grande atraso, 10 anos depois. Este é o primeiro dos 22 petroleiros, dentre um total de 49 embarcações, encomendadas pela Petrobras à indústria naval brasileira. Ao todo serão pelo menos 10 navios do tipo Suezmax, com 160 mil toneladas de porte bruto (TPB), com capacidade para transportar 1 milhão de barris de petróleo cada.

Cerimônia de Lançamento de Batismo do 1º Navio do Promef – 07/05/2010 – Foto: Petrobrás

A recuperação da indústria naval brasileira na última década, impulsionada pelas encomendas da Petrobrás, é algo realmente impressionante. Durante os anos 1990, o predomínio da mentalidade neoliberal justificou o desmonte do parque industrial brasileiro, e a indústria naval foi uma das mais afetadas. Os neoliberais argumentavam que a Petrobrás deveria ser guiada pela “lógica do livre mercado” e encomendar seus navios ao estaleiro que oferecesse os menores preços. Seguindo este tipo de ideologia, vários navios e plataformas petrolíferas foram encomendados a estaleiros chineses e coreanos, porque eram um pouco mais baratos, ou seja, o Brasil gerou milhares de empregos na Ásia, desempregou milhares de brasileiros aqui, sacrificando nossa indústria naval, tudo em nome do “neoliberalismo”.

Felizmente aquela década sombria acabou e na atual década, o Estado voltou a incentivar a economia nacional, exigindo que as empresas estatais ou semi-estatais priorizassem compras no Brasil, para gerar empregos, tecnologia e renda no país, e não no exterior.

Este navio é o primeiro de uma série de encomendas que foi fundamental para, quase literalmente, “reerguer das cinzas” a indústria naval brasileira, que tantos empregos produzia no passado e, que, atualmente voltou a empregar milhares de trabalhadores em todo o país. O pólo naval de Suape, no estado de Pernambuco, em torno do Estaleiro Atlântico Sul, criou milhares de empregos mais qualificados e melhor remunerados à população da região. Batizar este navio de “João Cândido” é uma ação cheia de simbolismo e de esperança, não apenas para os trabalhadores nordestinos que o construíram, mas para todo o povo brasileiro.

Acredito que sentiríamos ainda mais orgulho de sermos brasileiros se algum dia tivermos um navio importante na Marinha do Brasil com o nome de “João Cândido”. Uma opção interessante, seria incluí-lo como patrono de alguma armada ou frota, ou ainda, alguma base naval. Mas provavelmente, antes disso, seria interessante que a Marinha batizasse em sua homenagem, navios estratégicos, como um submarino, ou, quem sabe até, no futuro, um novo navio-hospital multipropósito. Seria muito interessante podermos enviar para missões de paz no exterior, um navio-hospital que leva em seu nome uma parte tão relevante da história das lutas sociais deste país, em um momento em que se mesclaram com as lutas pela modernização das Forças Armadas. Obviamente, o primeiro passo para isto seria a reincorporação post mortem de João Cândido à Marinha. Mas fica a sugestão para qualquer deputado que queira apresentar um projeto destes…

A seguir estou postando um texto, bastante interessante, acessado a partir do twitter do presidente da Petrobrás, Sérgio Gabrielli. É um texto do jornalista Beto Almeida, sobre o herói popular brasileiro João Cândido, nome dado ao mais novo navio petroleiro da Petrobrás (clique aqui para ver o post anterior). O texto nos faz pensar um pouco mais sobre o Brasil do passado e de hoje, nossos heróis históricos e nossos heróis vivos, nosso presente e o que queremos para o futuro da nação. Embora tenha sido imortalizado em canções populares, seria muito interessante que um dia, também que o “almirante negro” fosse um dia reconhecido como herói também pela Marinha do Brasil.

Lucas K. Oliveira

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Agência Carta Maior

07/05/2010

João Cândido, petróleo, racismo e emprego

A Transpetro lançou ao mar o navio petroleiro João Cândido. Batizado com o nome de um dos nossos heróis, marinheiro negro, filho de escravos e líder da Revolta da Chibata, o navio tem 247 metros de comprimento, casco duplo que previne acidente e vários significados históricos. Primeiro, leva a industrialização para Pernambuco, contribuindo para reduzir as desigualdades regionais. Em segundo lugar, dá um cala-boca para quem insinuou de forma maldosa que o PAC era apenas virtual. Em terceiro, prova que está em curso a remontagem da indústria naval brasileira criminosamente destruída na era da privataria. O artigo é de Beto Almeida.

Beto Almeida (*)

Nesta sexta-feira a Transpetro lançou ao mar o navio petroleiro João Cândido. Continue lendo »


Petrobras recebe o primeiro navio “Suezmax” construído no Brasil em mais de uma década

7 de maio de 2010

Agência Petrobrás

07/05/2010

Transpetro lança ao mar primeiro navio do Promef

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva lançou hoje (7/05) ao mar o primeiro navio do Programa de Modernização e Expansão da Frota da Transpetro (Promef) no Estaleiro Atlântico Sul (EAS), no porto de Suape, em Pernambuco. O navio do tipo Suezmax é um marco histórico para a indústria naval brasileira. Trata-se da primeira embarcação de grande porte construída no Brasil a ser entregue ao Sistema Petrobras em 13 anos. A última havia sido o Livramento, cuja construção foi encomendada em 1987 e levou 10 anos para ser concluída.

Cerimônia de Lançamento de Batismo do 1º Navio do Promef, o Suezmax "João Cândido" - 07/05/2010 - Foto: Petrobrás

“A construção deste navio tem que ser levada a sério por nós. É a auto-afirmação de um povo, que durante muito tempo foi esquecida”, afirmou o presidente da República. A determinação do presidente Lula de que fosse retomada a construção de navios e plataformas de produção de petróleo no País foi o alicerce do Promef, criado em 2004 para revitalizar a indústria naval em bases globalmente competitivas, a partir da encomenda de 49 navios.

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Pré-sal cria nova corrida do ouro: Investimento da Petrobrás atrai cadeia de fornecedores ao País

8 de fevereiro de 2010

Segunda-Feira, 08 de Fevereiro de 2010

Pré-sal cria nova corrida do ouro

Investimento da Petrobrás atrai cadeia de fornecedores ao País

Nicola Pamplona

RIO

http://www.estadao.com.br/
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Quando o primeiro equipamento submarino para o projeto piloto de Tupi deixar a fábrica da Aker Solutions em Curitiba, em junho, a sensação de dever cumprido não se limitará à capital paranaense. Em Piracicaba, a 570 quilômetros de distância, os funcionários da NG Metalurgia também poderão comemorar a entrega da primeira estrutura metálica para um equipamento destinado ao pré-sal. Situação semelhante viverão os empregados da Flanel, sediada em Osasco, na grande São Paulo, que também foi subcontratada para o projeto.

A fabricação do equipamento, chamado árvore de Natal molhada, mobilizou em torno de 10 empresas espalhadas pelo País, um reflexo da diversidade de negócios provocados pelo crescimento da produção nacional de petróleo. Com as perspectivas criadas pelo pré-sal, esse movimento tende a se intensificar, atraindo o interesse de fabricantes de equipamentos de todo o mundo. Com a exigência de conteúdo nacional, já começou a corrida pela ampliação ou instalação de novas empresas no País.

O otimismo dá o tom das conversas com executivos do setor. ”A indústria do petróleo é a única que mantém o ritmo de investimentos”, diz o gerente de vendas da NG Metalurgia, Rogério Fanini. A companhia investiu R$ 30 milhões nos últimos anos em ampliação da capacidade e espera um crescimento anual entre 10% e 15% nas vendas ao setor, que hoje representa um terço dos R$ 400 milhões que fatura por ano.

”Vamos dobrar as vendas para o setor”, aposta o presidente da Flanel, Carlos Seiscentos, confiante no projeto de desenvolvimento de uma nova tecnologia de produção de aço, que consumiu R$ 10 milhões em investimentos e já está sendo avaliada pela Petrobrás. Fornecedora de tubos e outros produtos forjados para o setor, e empresa vê no aço especial uma lacuna a ser preenchida, principalmente depois que o rompimento de um parafuso levou a estatal a suspender o teste de produção de Tupi, no ano passado. Com o novo aço, mais resistente a altas pressões, a Flanel espera ganhar o mercado de parafusos para sistemas submarinos.

Segundo estimativas do mercado, há hoje aproximadamente quatro mil empresas listadas no cadastro de fornecedores da Petrobrás. Apenas no cadastro da Organização Nacional da Indústria do Petróleo (Onip), que visa a abrir o caminho para as petroleiras privadas, são cerca de 1,8 mil.

”A Onip tem sido procurada de forma ostensiva por empresas de diversos países com interesse em se instalar no Brasil ou em parcerias com empresas nacionais”, diz o superintendente da entidade, Alfredo Renault, citando comitivas da Coreia, Espanha, França e Noruega, por exemplo. ”Eles não vêm atrás apenas de mercado para exportar seus produtos, mas querem saber como garantir presença no País.”

Entre as novas empresas, há companhias dos mais variados portes. A gigante coreana Hyundai, por exemplo, assinou acordo esta semana para adquirir 10% do estaleiro projetado pela OSX, do grupo de Eike Batista. Já a holandesa Huisman, que fabrica guindastes para plataformas e torres de perfuração, já se instalou no País em busca de um local para construir sua primeira fábrica no hemisfério Sul. ”O fator chave é estar próximo a um mercado de elevado potencial”, diz Thiago Braga, que representa a empresa no Brasil.

Com um orçamento de US$ 174 bilhões em investimentos, a Petrobrás também vem atuando diretamente como catalisadora desse movimento. No ano passado, pediu à italiana Prysmian que abrisse no País uma fábrica de tubos flexíveis. A empresa, que já fabrica cabos submarinos, não hesitou e lançou no fim do ano a pedra fundamental do projeto, orçado em R$ 250 milhões. Em troca, ganhou um contrato de fornecimento à estatal por quatro anos, que praticamente cobre o investimento. ”Isso nos deu conforto para decidir pelo investimento”, conta o presidente da subsidiária brasileira, Armando Comparato Júnior.

A Aker, que vai entregar a árvore de Natal do projeto piloto de Tupi, é outra que decidiu pela ampliação, que receberá US$ 60 milhões e duplicará a capacidade de produção no Brasil. Além disso, decidiu trazer novas áreas de negócios ao País: passou a atuar também com sistemas de ancoragem, instalações marinhas e produtos para perfuração. ”Com oportunidades reais de negócio, aliadas à estabilidade da economia, o mercado brasileiro tornou-se muito atrativo para o desenvolvimento dos projetos da Aker Solutions. Por isso, a empresa optou por estruturar suas operações mais localmente”, diz o gerente-geral da companhia no Brasil, Marcelo Taulois.

FRASES

Rogério Fanini

Gerente de vendas da NG Metalurgia

Em 2009, quando todo mundo estava demitindo, contratamos mais de 120 pessoas

Alfredo Renault

Superintendente da Onip

A Onip (Organização Nacional da Indústria do Petróleo) tem sido procurada de forma ostensiva por empresas de diversos países

Marcelo Taulois

Gerente-geral da Aker Solutions

“Com oportunidades reais de negócio, aliadas à estabilidade da economia, o Brasil tornou-se muito atrativo para o desenvolvimento dos projetos”

http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100208/not_imp507899,0.php

Diretor da Petrobras fala em conferência sobre crédito para cadeia de fornecedores

23 de novembro de 2009

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Agência Petrobras de Notícias

23/11/2009

Diretor fala sobre crédito para cadeia de fornecedores

Foto: AGÊNCIA PETROBRAS

23/11/2009-Conferência O Pré-Sal e a Indústria Brasileira – Diretor Financeiro e de Relações com Investidores da Petrobras, Almir Barbassa, participa do evento

O diretor Financeiro e de Relações com Investidores da Petrobras, Almir Barbassa, participou na manhã dessa segunda-feira (23/11), da Conferência “O Pré-Sal e a Indústria Brasileira” realizada no auditório da Firjan. Barbassa falou dos investimentos realizados pela Companhia e da necessidade de se facilitar o acesso dos fornecedores aos financiamentos. “Estamos trabalhando no sentido de facilitar a condição para a empresa brasileira obter recursos. Pretendemos fazer com que os grandes contratos da Petrobras se desdobrem para a segunda, terceira e até a quarta geração de fornecedores”.

Segundo Barbassa um modelo já está em teste no sentido da viabilidade junto ao sistema bancário. Pelo modelo, um crédito Petrobras ficaria disponível para cada um dos fornecedores da cadeia, para que eles conseguissem alavancar recursos. “Um fornecedor de um estaleiro, por exemplo, com acesso ao crédito Petrobras poderia conseguir recursos baseado nesse crédito. Para esse financiamento é necessário um contrato de longo prazo. Quanto mais longo for o contrato, mais fácil será para obter o financiamento”.

O diretor também falou sobre a necessidade constante de se realizar investimentos em pesquisa e desenvolvimento para a produção de petróleo com menores custos. “Temos muitos desafios. Mas também temos respostas bastante positivas dadas pela própria indústria que já está instalando centros de pesquisas no Brasil para estudos direcionados ao pré-sal. Estamos convidando a indústria para participar desse desafio com a Petrobras para que possamos desenvolver com eficiência e garantir a maior rentabilidade para a população brasileira e todos os acionistas da Companhia”, finalizou Barbassa.

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O estaleiro Brasfels moderniza navios-sonda da Noble

19 de novembro de 2009

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Energia Hoje

19/11/2009 

Brasfels moderniza sondas da Noble

Felipe Maciel

A Keppel Fels Brasil está concluindo uma negociação com a Noble Corporation para obras de modernização dos navios-sondas Noble Leo Segerius, Noble Roger Eason e Noble Murvalenko. Dois contratos já foram fechados e terceiro deve ser concluído nos próximos dias. A negociação prevê que as obras sejam realizadas na carreira 3 do Estaleiro Brasfels, em Angra dos Reis.

A Noble já havia fechado contrato no valor de US$ 146 milhões com a Aker Solution para o fornecimento do pacote completo de equipamentos de perfuração, incluindo a torre de perfuração, para o upgrade dos navios-sondas. Os primeiros equipamentos devem ser entregues no início de 2010.

Todos os navios-sondas estão operando para a Petrobras. A Noble Roger Eason tem uma taxa diária de cerca de US$ 400 mil. A Noble Leo Segerius foi afretada a uma taxa de US$ 345 mil/dia e Noble Muravlenko, por US$ 330 mil/dia.

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Transpetro recebe propostas para construção de navios gaseiros

12 de novembro de 2009

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Agencia Petrobras de Notícias

12/11/2009

Transpetro recebe propostas para construção de navios gaseiros


A Transpetro recebeu nesta quinta-feira, dia 12, as propostas técnicas e comerciais relativas à licitação de oito navios gaseiros do Programa de Modernização e Expansão da Frota (Promef). Apresentaram propostas os estaleiros Mauá, Eisa, e Promar Ceará. A próxima etapa será uma análise da conformidade das propostas técnicas dos concorrentes com as exigências do edital. O resultado desta análise será anunciado em data a ser definida pela Comissão de Licitação. Posteriormente, serão abertas as propostas comerciais.

Foram reunidos em um único lote todos os gaseiros (navios para transporte de GLP – gás liquefeito de petróleo) que compõem o programa, sendo quatro de 7.000 m³, dois de 12.000 m³ e dois de 4.000 m³. A construção dos navios terá que ser realizada em estaleiro localizado em território nacional e atingir um índice de nacionalização de 70%, no mínimo, na compra de equipamentos e serviços.

De acordo com o edital, as empresas concorrentes devem apresentar o planejamento da preparação do estaleiro para a construção dos oito gaseiros, acompanhado de cronograma com a indicação das principais metas a serem atingidas. No caso do licitante optar pela implantação de um novo estaleiro para a construção dos navios, o detalhamento deverá incluir a definição do local proposto e a descrição de todas as etapas da obra, com indicação dos recursos necessários e fontes de financiamento, além de um cronograma integrando a obra do estaleiro com a construção dos navios.

O Promef – que revitalizou a indústria naval brasileira – vai gerar 40 mil empregos diretos e prevê a construção de 49 navios, num total de 4 milhões de toneladas de porte bruto. Já foram licitadas 33 embarcações, sendo que seis delas serão lançadas ao mar em 2010.

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Presidente da Petrobras: ‘Pré-sal vai aquecer demanda por estaleiros’

6 de novembro de 2009

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Correio da Bahia

06/11/2009

Presidente da Petrobras: ‘Pré-sal vai aquecer demanda por estaleiros’

Felipe Corazza
Redação CORREIO
Fotos: Daniel Barbosa

O papel das empresas e da nova estatal para cuidar da exploração do petróleo na camada pré-sal – a Petrosal – é o tema do segundo painel desta sexta-feira (06) no Seminário Brasil na Era Pré-Sal, promovido pelo CORREIO. O debate reúne em Salvador o presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli,  o senador Antonio Carlos Júnior (DEM-BA), o presidente do Instituto Brasileiro do Petróleo, José Carlos de Luca, e o vice-presidente da Confederação Nacional da Indústria, José de Freitas Mascarenhas.

Gabrielli afirma: ‘Pré-sal vai aquecer demanda por estaleiros’


Antes do início do painel, o presidente da Petrobras declarou que o efeito do pré-sal para a economia baiana virá, como em outros estados, em uma cadeia produtiva de suprimentos para a exploração petrolífera. No caso da Bahia, especificamente, Gabrielli aposta em uma retomada da indústria naval: ‘Haverá uma demanda muito grande para os estaleiros’.

Presidente da Petrobras participa do Seminário Brasil na Era Pré-Sal


Ainda segundo Gabrielli, as licitações para compra de 28 sondas construídas no Brasil já estão em andamento. ‘Os equipamentos serão produzidos no Brasil e vamos receber as ofertas até março de 2010’.

O debate segue até as 16h30. Continue acompanhando a cobertura completa no Correio24Horas e no perfil no Twitter – http://twitter.com/correio24horas

Leia também:
Ministro de Minas e Energia abre seminário ‘Brasil na Era Pré-Sal’
Especial: Seminário Brasil na Era Pré-Sal

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Pré-sal e o desafio da capacitação

20 de outubro de 2009

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Terça-feira, 20 de Outubro de 2009

Pré-sal e o desafio da capacitação

Luís Sérgio

DEPUTADO FEDERAL (PT-RJ)

Com as descobertas das megajazidas do pré-sal, o Brasil ingressará numa nova etapa econômica. Vislumbram-se colossais obras de infra-estrutura, novas empresas, estaleiros e plataformas marítimas, que possibilitarão ao País tornar-se um dos principais produtores de petróleo do mundo. Embora não haja ainda um número consolidado sobre geração de empregos ligados especificamente à exploração da nova área, as estimativas são as mais positivas.

Calcula-se que poderão ser gerados, em médio prazo, até 750 mil empregos diretos e indiretos. Até 2016, o desenvolvimento da produção do pré-sal necessitará da capacitação de 243 mil profissionais na cadeia produtiva do setor, para atender às encomendas da Petrobras.

Serão empregos de qualidade gerados a partir de uma dinâmica que coloca o interesse nacional acima de tudo.

Temos o duplo desafio de aprofundar o processo de nacionalização da produção de equipamentos para o setor e de garantir a mão de obra necessária. O problema já vem sendo enfrentado, mas com os dados superlativos do pré-sal, será preciso um esforço maior para que toda essa riqueza seja apropriada pela nação.

O governo Lula logrou avanços substanciais, ao romper com o modelo de FHC, em que se preferia comprar navios e plataformas no exterior. Desde 2003 o governo brasileiro e a Petrobras vêm apostando numa estratégia bem-sucedida para capacitar os fornecedores brasileiros. Ela materializou-se no Programa de Mobilização da Indústria de Petróleo (Prominp), cuja missão é revitalizar a indústria nacional de petróleo e gás em bases competitivas e sustentáveis, além de promover o aumento do conteúdo local nos projetos desenvolvidos pela Petrobras.

Os resultados são significativos.

Desde a criação do Prominp, a participação da indústria nacional nos investimentos do setor aumentou de 57% em 2003 para 75% no primeiro semestre de 2009, o que representa um expressivo valor adicional de US$ 13,2 bilhões de bens e serviços contratados no mercado nacional, com a geração adicional de 605 mil postos de trabalho, no período. Com o pré-sal, cresce também a necessidade de profissionais qualificados para atender às demandas do setor de petróleo e gás natural. O Prominp identificou que será preciso qualificar mais 207 mil pessoas em 13 estados do país e em 185 categorias profissionais nos próximos anos.

Ao longo dos últimos três anos, o Prominp vem preparando profissionais para atender à crescente demanda de pessoal qualificado para atuar em áreas como construção de navios e plataformas, construção e ampliação de refinarias, gasodutos etc. Já estão treinadas mais de 45 mil pessoas e, até março de 2010, o Prominp prevê totalizar a qualificação de 78 mil trabalhadores em 175 diferentes categorias profissionais.

O treinamento envolve instituições de ensino brasileiras, com 29 redes temáticas e mais de 500 pesquisadores. Isso cria, fora da Petrobras, laboratórios de alto nível, capacitação de análise e interpretação e alta capacitação, com impacto positivo não somente sobre a estatal, mas também sobre a engenharia brasileira, o desenvolvimento dos projetos e a pesquisa em geral do nosso país.

O petróleo tem que ser tratado como riqueza estratégica do povo brasileiro. Hoje, em razão da nova orientação imprimida pelo governo Lula, com o fortalecimento da Petrobras, o setor corresponde a 10% do Produto Interno Bruto (PIB), ante 2,8% no governo FHC, em 1997. Com o pré-sal, poderá chegar a 20% do PIB em 2020. É justamente para o Brasil entrar nesse novo ciclo de crescimento econômico que o governo vem investindo pesado em educação, especialmente no ensino profissionalizante.

Desenvolvimento da produção deve exigir a formação de mais 243 mil pessoas

(*) Luís Sérgio é vice-líder do partido na Câmara dos Deputados

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Petrobras começa a distribuir hoje o edital das 28 sondas de perfuração para o pré-sal

19 de outubro de 2009

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Energia Hoje

19/10/2009

Sondas do pré-sal a caminho

Cláudia Siqueira


A Petrobras começa a distribuir hoje (19/10) o edital completo do primeiro lote do pacote de 28 sondas de perfuração destinadas ao pré-sal, capacitadas para operar em lâmina d’água de até 3 mil m. A petroleira enviou as cartas convite do processo na sexta-feira (16/10), marcando a entrega das propostas para o dia 4 de março.

Entre os grupos convidados estão Odebrecht, OAS, Atlântico Sul, UTC, Andrade Gutierrez, Queiroz Galvão, Jurong, Sevan Marine, Galvão Engenharia e Mendes Júnior.

O processo terá três pacotes distintos, um para aquisição de sete navios-sondas, outro para o afretamento de uma ou mais semissubmersíveis/monocolunas e um último para compra de duas semissubmersíveis/monocolunas.

O edital dos navios-sonda será destinado a estaleiros e epecistas, e apenas uma empresa será declarada vencedora. A primeira unidade terá de estar disponível 48 meses após a assinatura do contrato, ficando a entrega da segunda sonda para dez meses depois. Os demais navios-sonda serão entregues a cada oito meses.

A aquisição das duas semissubmersíveis/monocolunas será feita através de dois contratos distintos, com prazo de entrega de 40 meses. As unidades próprias deverão ser repassadas, posteriormente, para a iniciativa privada.

A quantidade de semissubmersíveis/monocolunas a serem afretadas irá depender do valor apresentado pelos proponentes. Cada empresa ou consórcio poderá apresentar proposta para no máximo quatro unidades. (C.S.)

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Petrobras lança na próxima semana licitação de sondas que beira US$ 20 bi

8 de outubro de 2009

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INTERESSE NACIONAL

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Petrobras lança na próxima semana licitação de sondas que beira US$ 20 bi

A Petrobrás lança na próxima semana uma megalicitação para a encomenda de 28 sondas de perfuração em águas ultraprofundas que serão construídas pela primeira vez no Brasil. As estimativas são de que o negócio gire em torno de US$ 20 bilhões e crie cerca de 30 mil empregos. Todas as unidades serão entregues entre 2013 e 2017, para atuar em áreas do pré-sal.

A previsão é de que as propostas sejam entregues em quatro meses. A licitação será dividida em três lotes, detalhou ontem o diretor da Área de Serviços da estatal, Renato Duque. No primeiro lote, o vencedor vai arrematar sete plataformas de uma vez. “A ideia é dar escala para possibilitar a instalação de um novo estaleiro no País”, disse.

As sete primeiras serão de propriedade da estatal; as demais serão afretadas. “A diferença desse afretamento para os que a estatal fazia até hoje é que todas estas novas sondas serão construídas no Brasil. Vamos exigir conteúdo nacional de equipamentos que eram 100% importados.”

Segundo ele, será feito um escalonamento do conteúdo nacional: as duas primeiras sondas terão 25% de conteúdo nacional; as três seguintes, passam para 40% e, depois disso, para pelo menos 50%.

O segundo pacote que será lançado prevê um prazo oito meses inferior para construção, para 40 meses. Serão apenas duas plataformas, construídas simultaneamente por estaleiros diferentes. Já o terceiro pacote não tem volume definido de unidades a serem ofertadas. “”Podemos chegar a até 19, mas dependerá da resposta do mercado.”

A encomenda de 28 sondas faz parte de um pacote maior, de 40. As 12 primeiras já foram contratadas no mercado internacional, já que a indústria brasileira não teria condições de cumprir os prazos de operação da primeira unidade em 2011.

Segundo Duque, a demanda da estatal está atendida para o período até lá. A companhia, no entanto, prevê o deslocamento de duas sondas que deveriam começar a atuar no pré-sal da Bacia de Santos este ano, para que façam os trabalhos fora das áreas de concessão.

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Entrevista da diretoria: 56 anos da Petrobras, licitação de sondas e biocombustíveis

7 de outubro de 2009

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BLOG DA PETROBRAS

7 de outubro de 2009

Entrevista da diretoria: 56 anos da Petrobras, licitação de sondas e biocombustíveis

O presidente José Sergio Gabrielli de Azevedo e a diretoria da Petrobras e de suas subsidiárias falaram hoje (7/10) sobre o aniversário de 56 anos da Petrobras, em entrevista coletiva na sede da empresa, no Rio de Janeiro. O presidente abriu o evento enumerando os principais desafios vencidos pela Petrobras e os planos para o futuro.

“Somos a única grande empresa do mundo que tem a maior parte da produção voltada para o consumo das nossas próprias refinarias, que vendem principalmente para o mercado doméstico. Essa característica é única do mundo”, ressaltou o presidente, destacando o papel da empresa a partir de agora, principalmente na cadeia de fornecedores. “A Petrobras não somente será provedora de derivados de petróleo, gás natural e biocombustíveis. Será também responsável pela estruturação da cadeia de fornecedores para petróleo, refinarias, petroquímica e bicocombustíveis”, pontuou, fazendo referência às encomendas e planos da companhia para os próximos anos.

Ao comemorar 56 anos, a Petrobras faz um balanço da trajetória que permitiu descobrir e ser a primeira a produzir no pré-sal brasileiro

Leia sobre “Licitação para 28 sondas sai na próxima semana” e “Biocombustíveis” em

Licitação para 28 sondas sai na próxima semana

O diretor de Serviços, Renato Duque, anunciou que a licitação para construção de 28 sondas ocorrerá na próxima semana. A concorrência será dividida em três pacotes e as unidades estão previstas para entrarem em operação entre 2013 e 2017.

“O primeiro (pacote) será de sete navios-sonda com capacidade para perfurar lâmina d’água de três mil metros. São equipamentos tradicionais e top em termos de posicionamento dinâmico”, detalhou. “Sete unidades é o número que permite a criação de um novo estaleiro no Brasil. Isso não quer dizer que vai ter um novo estaleiro, mas é bem possível, por causa da escala”, complementou.

O segundo pacote, explicou Duque, com duas unidades, poderá ser dois tipos de navios-sonda, semisubmersível ou monocoluna. “Cada uma dessas unidades será contratada com um estaleiro porque pretendemos que ambas sejam entregues em 40 meses”, afirmou. O terceiro pacote, de afretamento, seguirá os mesmos moldes do que já é praticado pela Petrobras, com uma exceção: as unidades deverão ser construídas no Brasil. “A única limitação é que cada operador poderá ofertar no máximo 4 unidades. Podemos contratar, no máximo, 19 unidades, de forma a totalizar 28. Nos dois últimos lotes, serão permitidos qualquer tipo de inovação tecnológica”, complementou o diretor.

Biocombustíveis

O planejamento da Petrobras para a área de biocombustíveis foi um dos pontos abordados pelos jornalistas. “Temos um plano de negócios de mais de US$ 2 bilhões de investimentos em biodiesel e etanol até 2013. Temos metas volumétricas de participação de 25% no mercado de biodiesel e 15% no de etanol. Nossa expectativa é nos tornarmos produtores de etanol ainda este ano. Sempre seguindo três critérios: realizar bons negócios, rigor ambiental e rigor social”, explicou o presidente da Petrobras Biocombustível, Miguel Rossetto.

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Construção de Sondas pode criar novos estaleiros no país

7 de outubro de 2009

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ENERGIA HOJE

07/10/2009

Sondas podem criar novo estaleiro no país

Cláudia Siqueira e Felipe Maciel


A Petrobras lança na próxima semana uma licitação internacional para a construção de até 28 sondas no país. A concorrência será dividida em três pacotes distintos e prevê a entrega das unidades entre 2013 e 2017. Serão convidados para a licitação armadores e estaleiros nacionais e internacionais.

O primeiro pacote prevê a contratação de sete navios-sonda, para operar em lâmina d´água de até 3.000m, que serão próprios da Petrobras. As unidades, de classe 3, serão construídas pelo mesmo estaleiro e terão sistema posicionamento dinâmico.

A visão da Petrobras é que a contratação de um pacote com sete unidades com o mesmo estaleiro dará ao vencedor ganho de escala, o que poderá, inclusive, incentivar a criação de um novo estaleiro no país, contou o diretor de Serviços da estatal, Renato Duque. O primeiro navio-sonda deve ser entregue em 48 meses após a assinatura do contrato. O prazo para a segunda unidade é de 58 meses.

O segundo pacote prevê duas unidades próprias, podendo ser navio-sonda, semissubmersível ou mono coluna. Cada unidade será construída em um estaleiro diferente, já que a estatal pretende receber as duas plataformas em 40 meses simultaneamente.

O outro pacote da licitação prevê o afretamento de unidades do tipo navio-sonda, semissubmersível e mono coluna. As unidades serão obrigatoriamente construídas no Brasil e cada empreendedor poderá construir, no máximo, quatro plataformas. O número de sondas afretadas irá depender do valor apresentado pelos proponentes.

A expectativa da Petrobras é que as propostas para a concorrência sejam entregues em fevereiro do próximo ano. Estaleiros como Atlântico Sul e novos projetos na Bahia e no Ceará serão convidados para licitação. O Estaleiro Mauá, em Niterói, não participará da licitação.

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A desnacionalização das mentes

2 de outubro de 2009

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sexta-feira, 02/10/2009

A desnacionalização das mentes

Brizola Neto


Ocorre um triste fenômeno com as elites brasileiras, uma espécie de ânsia em serem “cosmopolitas”, “modernas” e “antenadas” que, frequentemente, não conseguem senão fazer papel de tolas. Adotaram o discurso do neoliberalismo como papagaios que pronunciam frases que lhes são repetidas. Esse fenômeno não ocorre só nas elites intelectuais, mas em todas elas. O empresariado industrial deve estar imaginando o que deu na cabeça dos seus líderes na Confederação Nacional da Indústria.

Hoje, o jornal Valor Econômico publica uma reportagem anunciando que a CNI, depois de “desistir” de reverter a adoção do modelo de partilha (petróleo da União, concessionária leva um percentual) em lugar da concessão (petróleo da concessionária, União leva royalties) resolveu centrar sua pressão sobre o Congresso para impedir que a Petrobras seja a operadora única do pré-sal.

tabelapetro

Vejam: a cúpula da indústria brasileira quer que a única indústria verdadeiramente brasileira de extração de petróleo ceda lugar às grandes indústrias mundiais de petróleo para explorar as jazidas brasileiras. Sob que argumento?  Porque a Petrobras não tem capacidade técnica ou capital para operar todos os campos? Não. Porque, com a competição com outras, a Petrobras será “mais eficiente”.

Eu pergunto uma coisa: o que é ser eficiente socialmente para uma empresa? É gerar lucro máximo, rápido? Ou é gerar trabalho, renda, progresso sustentável? Aquela conversa toda de responsabilidade social só vale para marketing e promoção?

Nossas empresas, infelizmente, estão sendo dirigidas por “gerentes”. Gente que pouco se dá com o que acontece no médio e longo prazos. Isso não lhes dá comissões. Ainda assim, são tolos. Acham que a Repsol, espanhola, ou a BG, inglesa, fazem qestão de comprar aqui os seus insumos?

Vou publicar, para conhecimento de todos, a lista de encomendas pesadas da Petrobras nos próximos cinco anos. São apenas as “pesadas”, não incluem pequenos fornecimentos. São 157 bilhões de dólares. Dois terços disso serão comprados aqui. Isso dá 100 bilhões de dólares. Ou seja, 20 bilhoes de dólares por ano.

Os líderes empresariais da indústria acham que empresas estrangeiras terão este compromisso de comprar aqui? Ou comprarão onde estiver mais barato – que eficiência! – não importa que isso seja na Tailândia? E as plataformas, os barcos de apoio, os rebocadores? Vocês lembram que falei aqui que um dos estaleiros sul-coreanos, sozinho, tem uma área maior que todos os estaleiros brasileiros somados?

Só para atender a estas encomendas, a Petrobras vai treinar, com bolsa de estudos, 243 mil pessoas. Isto é, 243 mil empregos, 243 mil famílias tendo renda, comprando no comércio brasileiro. Encomende-se na Coréia  – pode ser mais barato, até, e viva a eficiência – e você terá 243 mil pessoas sem perspectivas.

Estes senhores têm um problema sério. Eles não têm um país, não têm semelhantes, não tem iguais. São como os senhores de escravos. Não vêem que sua mesquinhez os torna odiosos.

São nada mais nada menos que provincianos. Nem mesmo entendem o que se passa com o mundo. Não vêem que os EUA lançaram o programa “Buy America” para que as empresas de lá comprem lá, gerem emprego e ajudem a superar a crise. Os europeus subsidiam seus produtores rurais. O Sarkozy vem vender aviões militares franceses. Os governos dos países que eles acham “o máximo” apoiam suas indústrias.

A nossa, aqui, sabe reclamar dos impostos. Sabe se queixar da “voracidade do Estado”. Mas entrega a rapadura ao primeiro gringo que lhes fala: “Oh, but this is inneficient! Look, the competition is the God!”

Nem eu, nem você somos empresários. Mas olhe a lista de encomendas da Petrobras aí ao lado e diga se você, como empresário, ia querer um cliente destes.

A nossa Confederação Nacional da Indústria parece que não quer.

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Pré-sal, Copa e Olimpíadas colocam Brasil em novo patamar de negócios

2 de outubro de 2009

http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2009/10/02/materia.2009-10-02.6954811609/view

AGÊNCIA BRASIL

2 de Outubro de 2009

Pré-sal, Copa e Olimpíadas colocam Brasil em novo patamar de negócios, avalia Abdib

Luciana Lima

Repórter da Agência Brasil

Brasília – O anúncio das Olimpíadas de 2016 no Rio de Janeiro animou o setor de indústria pesada. O presidente da Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib), Paulo Godoy, avaliou que juntamente com o pré-sal e a Copa do Mundo de 2014, os Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro colocam o Brasil em um novo patamar na rota de negócios internacionais.

“O Brasil tem no horizonte perspectivas extremamente positivas de investimentos em áreas como de infraestrutura, da indústria e de serviços. O desenvolvimento das reservas de óleo e gás na camada pré-sal, a organização da Copa do Mundo de 2014 e agora a dos Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro colocam definitivamente o país na rota dos negócios internacionais e consolidam a imagem de uma nação capaz de enfrentar os desafios e entrar no grupo das economias mais desenvolvidas”, comemorou Paulo Godoy por meio de nota.

O presidente da Abdib argumentou que somente o pré-sal deve movimentar US$ 440 bilhões no longo prazo, em desenvolvimento de tecnologia, na ampliação da capacidade instalada da indústria, na construção de estaleiros e na formação de mão de obra. “Os benefícios desses investimentos e negócios acabarão sendo distribuídos para toda a população brasileira em todos os estados”, disse.

“Já a organização da Copa do Mundo e dos Jogos Olímpicos exigirá também um volume significativo de recursos e a capacidade de estruturar o financiamento e as garantias para esses empréstimos. Os investimentos vão resultar em novas instalações esportivas, na infraestrutura de transporte e de telecomunicações, na segurança no fornecimento de eletricidade e na eficiência, qualidade e agilidade nos serviços de segurança, saúde, hotelaria e turismo”, afirmou.

Godoy avalia que, na soma, o Brasil tem uma perspectiva concreta de atrair bilhões em investimentos e, com isso, gerar negócios, empregos e renda.

“Para se ater apenas no exemplo mais recente, um estudo encomendado pelo governo federal buscou calcular os impactos econômicos dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos no Rio de Janeiro a partir dos valores de investimentos previstos pela candidatura fluminense, de US$ 14,4 bilhões. Esses recursos podem render US$ 51,1 bilhões em movimentação econômica em diversos setores, 120 mil empregos diretos e indiretos anualmente durante a fase de preparativos e realização dos Jogos e 130 mil empregos anuais no período posterior às Olimpíadas”, estimou.

O presidente da Abdib considerou que, para organizar os dois mais importantes eventos esportivos do mundo, o Brasil tem de ter ambição e razoabilidade ao mesmo tempo, de forma que seja possível atender às necessidades dos atletas e dos turistas no tempo adequado e com a qualidade exigida e deixar bons serviços e infraestrutura à disposição da população após os eventos.

“O planejamento para construir toda a infraestrutura precisa ser acompanhado de um modelo de gestão capaz de garantir que as instalações estejam prontas no prazo adequado, com os custos previstos e com os benefícios esperados, com responsabilidade nos momentos de dimensionar os investimentos e equacionar os financiamentos”, afirmou por meio de nota.

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EnergiaHoje: FPSOs replicantes maiores

22 de setembro de 2009

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ENERGIA HOJE

22/09/2009

FPSOs replicantes maiores

Felipe Maciel

Um estudo balizando a maior capacidade de produção dos campos do cluster do pré-sal da Bacia de Santos e a análise estrutural dos FPSOs replicantes que serão instalados na área levou a Petrobras a aumentar a capacidade instalada das unidades. Projetadas inicialmente para produzir 120 mil barris/dia, as oito plataformas terão agora capacidade para 150 mil barris/dia. A análise feita pela empresa, contou o gerente-executivo de E&P para o Pré-Sal, José Miranda Formigli, é cascos do tipo VLCC, que servirão para a conversão dos FPSOs, têm capacidade estrutural para uma planta de produção maior.

A Petrobras continua negociando a construção dos cascos dos oito FPSOs replicantes. A estatal conversa com a Engevix , que apresentou o menor preço na concorrência da Petrobras: US$ 3,748 bilhões. A petroleira também mantém diálogos com o consórcio Estaleiro Atlântico Sul (EAS)/LMG, segundo colocado na licitação com preço de US$ 4,287 bilhões.

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Estratégia para construção no Brasil de até 28 sondas de perfuração

11 de setembro de 2009

http://www2.petrobras.com.br/ri/spic/bco_arq/Contrata%C3%A7%C3%A3o28sondas.pdf

PETROBRAS

11/09/2009

Estratégia para construção no Brasil de até 28 sondas de perfuração

Rio de Janeiro, 11 de setembro de 2009 – PETRÓLEO BRASILEIRO S/A – PETROBRAS, comunica, que a Diretoria Executiva da Companhia aprovou a estratégia para contratação de até 28 novas sondas de perfuração a serem construídas no Brasil, com conteúdo nacional crescente, para exploração em águas ultra-profundas, incluindo os campos localizados do pré-sal. A entrega dessas sondas está prevista para ocorrer entre 2013 e 2018.

Numa primeira fase, está prevista a contratação de um lote mínimo de 9 sondas. Desse primeiro lote, 7 unidades do tipo navio, que utilizarão projeto consolidado e de amplo domínio no mercado mundial, serão agrupadas para a construção em um único estaleiro. A contratação dessas 7 sondas possibilitará que o estaleiro vencedor da licitação realize os investimentos necessários para a adequação de sua infraestrutura, com ganho de escala.

As outras 2 unidades, que poderão ser tanto do tipo navio quanto plataforma semi-submersível, serão contratadas separadamente e poderão utilizar-se de novas tecnologias que incorporam conceitos ainda pioneiros na indústria mas que proporcionem grandes benefícios econômicos e operacionais para a Petrobras.

Adicionalmente, a Companhia irá conduzir, simultaneamente, outro processo que prevê a possibilidade de afretamento de até 4 unidades por empresa, a serem construídas no Brasil. Nessa alternativa, a contratação da construção junto aos estaleiros estaria a cargo das empresas afretadoras.

O início do processo para a contratação de todas as unidades está prevista para ocorrer ainda em setembro de 2009.

O volume das encomendas viabilizará a ampliação e adequação dos estaleiros existentes e a criação de novos e modernos estaleiros no país, implementando uma nova indústria naval nacional, em nível de competitividade com os melhores estaleiros internacionais, para o segmento da indústria offshore.

Devido às características dessas sondas, a sua construção no país também irá gerar um enorme incremento na indústria de bens e serviços responsável pela cadeia produtiva desses estaleiros.

Nesse sentido, a Petrobras estuda formas para facilitar o acesso a crédito dos fornecedores brasileiros que irão compor a cadeia produtiva da indústria naval que irá produzir as sondas de perfuração que serão contratadas.

Para viabilizar todo esse enorme empreendimento, que certamente irá promover o desenvolvimento econômico nacional e poderá gerar mais de 40.000 novos empregos diretos e indiretos, quando todas as encomendas estiverem colocadas, o Governo Federal irá alocar, através do Fundo Garantidor da Construção Naval, R$ 4 bilhões exclusivamente para garantia da construção dessas 28 sondas de perfuração.

http://www2.petrobras.com.br/ri/spic/bco_arq/Contrata%C3%A7%C3%A3o28sondas.pdf

Marinha inaugura corveta para defender petróleo do pré-sal

19 de agosto de 2008

http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u435384.shtml

Folha de S.Paulo

19/08/2008

Marinha inaugura corveta para defender petróleo do pré-sal

Folha Online, no Rio

ANDRÉ ZAHAR

A Marinha do Brasil incorporou à Armada, nesta terça-feira, a corveta Barroso, que demorou 14 anos para ser construída. Segundo a Marinha, a embarcação vai “dar maior proteção aos nossos campos petrolíferos e ampliará o poder de dissuasão do Brasil no mar”. Participaram da solenidade, no Rio, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, e o comandante da Marinha, Almirante Júlio Soares de Moura Neto.

Em função da descoberta de petróleo nas camadas pré-sal, a Marinha também publicou, no último dia 15 de agosto, um edital para a construção, em estaleiro privado nacional, de quatro navios-patrulha de 500 toneladas. Os dois primeiros devem ser entregues em outubro de 2009 e em março de 2010.

A construção da corveta Barroso foi iniciada em dezembro de 1994, no governo Itamar Franco. A demora na conclusão foi resultado principalmente de restrições orçamentárias. A Barroso é a sétima corveta brasileira. Este tipo de navio de guerra é utilizado na escolta de embarcações maiores, como porta-aviões.

A corveta terá dois canhões e sistemas de lançamento de mísseis, torpedos e despistadores de mísseis. Vão atuar na corveta 20 oficiais e 125 praças, sob comando do capitão-de-fragata Luiz Roberto Cavalcanti Valicenti. O projeto de construção da corveta Barroso teve como meta a busca da nacionalização. Cerca de 57% dos sistemas de bordo são de origem brasileira.

A camada pré-sal se estende por cerca de 800 quilômetros, entre os Estados do Espírito Santo e Santa Catarina, e engloba três bacias sedimentares (Espírito Santo, Campos e Santos). O petróleo encontrado está a profundidades superiores a 5 mil metros, abaixo de uma extensa camada de sal, que segundo geólogos, conservam a qualidade do petróleo. A Petrobras é uma das empresas pioneiras nesse tipo de perfuração.

http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u435384.shtml

Petrobras vai contratar 40 navios-sonda e plataformas de perfuração

20 de maio de 2008

http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2008/05/20/materia.2008-05-20.7233528070/view

Agência Brasil

20 de Maio de 2008

Petrobras vai contratar 40 navios-sonda e plataformas de perfuração

Nielmar de Oliveira

Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro – A Petrobras decidiu contratar 40 navios-sonda e plataformas de perfuração semi-submersíveis para operar em águas profundas e ultra-profundas.

A informação, divulgada agora à noite em nota pela estatal, foi dada ao governo federal na noite de ontem (19), em Brasília, durante reunião que contou com a participação de entidades empresariais e representantes da indústria brasileira.

Divulgada hoje (20), em nota, pela assessoria de imprensa da companhia petrolífera brasileira, as informações indicam que o plano prevê a construção e o recebimento das novas unidades até 2017.

A nota informa ainda que a prioridade para a construção das unidades será dada aos estaleiros nacionais e que no momento a companhia está preparando a licitação para o afretamento de outras 24 embarcações de apoio às atividades de exploração e produção.

A nota também informa que outras 122 embarcações do mesmo tipo serão licitadas ao longo dos próximos seis anos. As encomendas das 146 embarcações já haviam sido adiantadas pelo presidente da Petrobrás, José Sérgio Gabrielli, durante solenidade no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), em que o presidente Lula anunciou o novo Programa Indústria a ser implantado no país.

A nota esclarece que os investimentos previstos atendem às necessidades da carteira exploratória e de desenvolvimento da produção da Petrobras e estão inseridas no âmbito do Planejamento Estratégico da Companhia voltado para a expansão de petróleo e gás.

http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2008/05/20/materia.2008-05-20.7233528070/view

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