Curso de “Geopolítica da Energia” oferecido pelo ISAPE de 21 a 24 de janeiro

12 de janeiro de 2013

Curso "Geopolítica da Energia" - ISAPE
O Instituto Sul-Americano de Política e Estratégia, ISAPE, promove nos dias 21 a 24 de janeiro o curso “Geopolítica da Energia”, que trata da geopolítica dos recursos energéticos que sustentam a economia global. Através de uma análise histórica, de uma apreciação do papel dos recursos na estratégia das grandes potências e de uma análise do atual perfil geográfico e tecnológico de recursos estratégicos, o curso provocará o aluno sobre a importância da problemática energética no nível internacional, abordando questões como a geopolítica do petróleo, as guerras por recursos energéticos, a transição energética e as fontes de energia mais limpas.
O curso será ministrado pelo professor dr. Lucas Kerr de Oliveira, será realizado no Clube de Cultura de Porto Alegre, as 18:30 às 22:00, nos dias 21, 22, 23 e 24 de janeiro de 2013.
Esta atividade é direcionada a graduandos universitários, vestibulandos, pesquisadores e o público em geral. Faça sua inscrição aqui: www.isape.org.br/
ISAPE - 2013 - Cursos - Cartaz do Curso de Geopolítica da Energia
http://www.isape.org.br/index.php/

Brasil começa a exportar petróleo do pré-sal

20 de abril de 2011

Agência Petrobrás de Notícias
19/4/2011

Petrobras realiza primeira exportação de petróleo do pré-sal

O primeiro país a importar petróleo brasileiro extraído do pré-sal é um país sul-americano


A Petrobras concluiu junto à estatal chilena Empresa Nacional de Petróleo (ENAP) as negociações para a venda da primeira carga de petróleo produzida no pré-sal destinada à exportação.

Foram vendidos 1 milhão de barris de petróleo extraídos da camada pré-sal do super campo de Lula, na Bacia de Santos, com embarque previsto para meados de maio de 2011 e que serão entregues em Quintero e San Vicente, no Chile.

Fonte: Agência Petrobrás de Notícias   

Nota:  Embora não seja um Membro Efetivo do Mercosul, o  Chile é um país Associado ao Mercosul e participa da UNASUL, sendo um país muito dependente da importação de recursos energéticos


Representação brasileira no Parlamento do Mercosul analisa acordo que eleva pagamento pela energia de Itaipu

6 de abril de 2010

Do Blog  Geografia & Geopolítica

Esta notícia é das mais interessantes, pois envolve simultâneamente a questão da Integração Regional – envolvendo o Mercosul e a questão da Integração Energética Regional (infra-estrutura da integração) – , e o papel de Itaipu para a Segurança Energética brasileira.

Para o bem da integração sul-americana é fundamental que o Brasil se disponha a pagar um valor um pouco  maior pela eletricidade gerada em Itaipu, da qual, o Paraguai tem direito a metade, mas sua economia e infra-estrutura não têm condições de consumir esta energia no local. O que o Paraguai não consegue consumir, exporta para o Brasil a preços abaixo do mercado.

Acontece que muitos dizem por aí que isto é um “absurdo”, que os paraguaios estão exigindo demais. Na realidade, o PIB brasileiro é quase 110 vezes maior do que o do Paraguai (PIB do Brasil: US$ 1.481.547,00, ou 1 trilhão e meio; PIB do Paraguai: US$ 13.611,00 ou treze bilhões). Isto significa que para o Brasil, pagar 200 ou 300 milhões a mais por esta eletricidade, custa pouco, se comparado ao que isto vai significar para o Paraguai.

Além disso, a energia elétrica no Brasil é cara não porque pagamos um valor alto à energia exportada pelo Paraguai, na realidade esta é mais barata do que o normal, porque Itaipu é muito eficiente e gera muita energia. A energia elétrica no Brasil é cara porque o país aceitou as imposições do FMI/Banco Mundial nos anos 1990 e privatizou as redes de distribuição de eletricidade, que, hoje, nas mãos de empresas privadas, têm lucros estratosféricos e não cumprem os contratos, que exigiam re-investimentos na geração de energia, que nunca foram feitos de verdade.

O Brasil deveria ter como meta de médio prazo a criação de mecanismos para incentivar o aumento do consumo de energia elétrica local no Paraguai, como a eletrificação das pequenas cidades, zonas rurais e áreas mais pobres do país, que, além de ser um direito básico para a população local, é um pré-requisito básico para que o país compre mais eletrodomésticos e eletroeletrônicos fabricados no Brasil ou em outros países do Mercosul. Seria muito interessante pagar um valor maior e exigir em troca, um investimento mais significativo em eletrificação rural, por exemplo. Também seria muito interessante, pagar um valor ainda maior e exigir garantias concretas (um tratado multilateral?) de que bases aéreas ou outras bases militares existentes no Paraguai não serão cedidas ou emprestadas (nem temporariamente), a   países de fora da UNASUL.

A notícia segue abaixo, e a seguir acrescentei alguns mapas, ilustrações e o link para um vídeo:

A notícia segue abaixo:

Lucas K. Oliveira

Publicado originalmente no Blog  Geografia & Geopolítica

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Agência Senado

MERCOSUL

06/04/2010 – 11h40

Representação brasileira no PARLASUL analisa acordo que eleva pagamento pela energia de Itaipu

Marcos Magalhães

http://www.senado.gov.br/agencia/
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O acordo político firmado com o Paraguai em julho do ano passado, que triplica o pagamento feito pelo governo brasileiro pela utilização da energia da usina hidrelétrica binacional de Itaipu, passa nesta quarta-feira (7) pelo seu primeiro teste no Congresso Nacional. A Mensagem 951 do Poder Executivo, que submete ao Legislativo as “notas reversais” por meio das quais se autoriza o aumento do pagamento, será analisada, a partir das 14h30, pela Representação Brasileira no Parlamento do Mercosul .

Atualmente, o Paraguai recebe US$ 120 milhões anualmente pela cessão ao Brasil da energia de Itaipu que não utiliza para seu próprio consumo. Por meio do acordo, o país vizinho terá direito a mais US$ 240 milhões a cada ano, por meio da ampliação do chamado “fator de multiplicação” utilizado para o cálculo do valor a ser pago, de 5,1 para 15,3.

A mensagem presidencial conta com voto favorável do relator, deputado Dr. Rosinha (PT-PR), ex-presidente do Parlamento do Mercosul. Em sua análise, ele recorda que a elevação do pagamento ao Paraguai pelo uso da energia de Itaipu vem acompanhada de importantes concessões do lado paraguaio, que incluem a regularização fundiária de agricultores de origem brasileira no Paraguai e a regularização migratória de cidadãos brasileiros que vivem naquele país.

Caso venha a receber parecer favorável da representação, a mensagem presidencial passará a tramitar na Câmara dos Deputados e, em seguida, no Senado Federal. A aprovação do acordo é tão importante para o Paraguai que uma delegação do país vizinho já visitou a Câmara, no início deste ano, em busca de apoio ás “notas reversais”.

Audiência

Na mesma reunião desta quarta-feira, a representação promoverá a sua primeira audiência pública do ano. Será debatido o processo de revalidação, no Brasil, de diplomas acadêmicos obtidos nos outros países do Mercosul – Argentina, Paraguai e Uruguai.

Entre os convidados estão o presidente da Fundação Capes (Conselho de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior), Jorge Almeida Guimarães; a secretária de Educação Superior do Ministério da Educação, Maria Paula Dallari Bucci; e um representante da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes).

http://www.senado.gov.br/agencia/

Debate sobre pequenas hidrelétricas é transferido para esta tarde

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Hidrelétrica de Itaipu
Itaipu a noite
Itaipu a noite
Lazer: População local tem acesso a praias de água doce na represa de Itaipu
Itaipu e a rede de transmissão de energia elétrica no Brasil, com destaque para as outras linhas de transmissão de países do Mercosul que também fornecem eletricidade para o Brasil.   Fonte: ONS
Vídeo Institucional da Usina Itaipu Binacional:

Itaipu – A Força da Integração

Assita ao vídeo na página oficial da Usina de Itaipu:
http://www.itaipu.gov.br/?q=pt/node/434&id_video=3056&pagina=



Expansão da Petrobrás: investimentos de US$ 174 bi em 5 anos contribuem para o desenvolvimento do país

5 de abril de 2010

Sem parar

Especial – Edição 312 da Revista Petro & Química

http://www.editoravalete.com.br/site_clube/reportagens/ed_312/

A revisão do plano de negócios tomou mais tempo do que os engenheiros e economistas da Petrobras estimavam. E pelos próximos meses tomará a agenda da diretoria executiva – que já iniciou um roadshow internacional para apresentá-lo a investidores, fornecedores e governos. O primeiro a conhecer o Plano de Negócios 2009-2013 foi o presidente Lula – que participou da reunião do Conselho de Administração em que presidente da companhia, José Sergio Gabrielli, apresentou a nova lista de empreendimentos e o volume de investimentos.

Stéferson Faria / Agência Petrobras

Os recursos que a empresa pretende investir nos próximos cinco anos – US$ 174 bilhões – superam não só sua meta de investimentos previstos entre 2008 e 2012, mas também os que outras petroleiras planejam. É só tomar como medida a Exxon, maior companhia do setor, que prevê investir cerca de US$ 100 bilhões entre 2009 e 2012.
Anunciado em meio à maior crise econômica global das últimas sete décadas, o tal plano foi a notícia que a cadeia fornecedora esperava ouvir. “O programa de investimentos da Petrobras vai, sem dúvida, ter um papel anti-cíclico. Esses investimentos vão ajudar a manter ativada a economia, em particular o segmento fornecedor”, analisa o vice-presidente da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos, Carlos Pastoriza.

O plano somou US$ 111,2 bilhões dos investimentos já previstos a US$ 47,9 bilhões dos novos projetos. US$ 17 bilhões se referem a aumento de custos, e US$ 2,9 bilhões dizem respeito a alteração na taxa de câmbio. Outros US$ 3,4 bilhões estão relacionados a evolução na definição dos projetos. US$ 8,1 bilhões em mudanças em modelos de negócios e alterações de cronograma já foram subtraídos do orçamento.

Arrojado, ambicioso ou inexeqüível, o plano é estratégico não só para a Petrobras, mas para 26.611 empresas – 97% delas instaladas em território nacional – que de alguma forma dependem das suas encomendas. Também assegura a manutenção de um milhão de postos de trabalho. Mas Gabrielli nega que houve ingerência do Governo Federal. “Não foi uma decisão política. Mas evidente que isso também é de interesse do Governo – o que é muito bom quando o controlador tem interesses convergentes com a empresa”. (por Flávio Bosco)

Petrobras quer baratear custo dos projetos
Investimento bilionário anunciado pela Petrobras supera todos os planos previstos no setor – e mantém ativa a cadeia de fornecedores. Companhia adianta que não quer gastar todos os US$ 174 bilhões orçados para mais de 500 projetos
Ricardo Stuckert / PR
Lula participa da reunião do Conselho de Administração em que José Sergio Gabrielli apresentou o plano
Selecionar o portfólio de projetos foi apenas um dos desafios dos técnicos da Petrobras. O trabalho agora será atrair recursos para financiar todo o investimento. Em meio a restrição do mercado financeiro, a estratégia incluirá a própria geração de caixa, empréstimos do BNDES e até a garantia de fornecimento de petróleo aos países credores. Gabrielli afirma que esses potenciais consumidores estão sendo vistos como alternativa em virtude dessa nova realidade de mercado. “Alguns países consideram isso como um valor estratégico, e podem estar dispostos a discutir possibilidades de financiamento”.

A ordem, no entanto, é apertar os fornecedores – “sem matar”, como ressalta Gabrielli – atrás de baratear os custos. O plano de investimentos foi orçado durante um período de euforia, em que os preços do barril ultrapassavam a casa dos US$ 100, com reflexo imediato na demanda por materiais e serviços. Agora a retração da demanda, associada a queda nos preços do aço, irá puxar para baixo os custos e prazos de fornecimento – fabricantes que demoravam 1500 dias para produzir um equipamento já estão entregando em metade desse tempo.

A lista de compras é grande: 8 mil bombas, 700 compressores, 280 reatores, 500 geradores, e 940 mil toneladas de aço estrutural – para cascos de plataformas e navios. Combustível suficiente para não deixar a cadeia de fornecedores desacelerar frente à crise global.
Por conta dos altos preços, a Petrobras chegou a cancelar o processo de licitação das plataformas P-61 e P-63 e de quatro módulos da Refinaria do Nordeste, e partiu para negociação direta com os fabricantes.

“Essa redução vai ocorrer de maneira paulatina – porque ninguém sabe muito bem qual será duração da crise e os efeitos reais nos custos e no preço do petróleo. Agora para os projetos em andamento será complicado renegociar os preços, porque as empresas já compraram os equipamentos e contrataram a mão-de-obra”, adverte o presidente da Associação Brasileira de Engenharia Industrial, Carlos Maurício de Paula Barros.

O diretor da Área Financeira da Petrobras, Almir Barbassa, lembra que a companhia trabalha na formação de dois fundos de direito creditório, com carteira de R$ 1 bilhão, específico para fornecedores que tenham contratos não performados – para os grandes contratos, a companhia tem optado por prazos que vão de cinco a dez anos, facilitando a vida daquelas empresas que precisam financiar a construção de oficinas.

Iniciativas como a simplificação das exigências técnicas e a flexibilização dos contratos também deverão se refletir nos custos. Os novos projetos de plataformas e refinarias serão concebidos de forma diferente, com redução dos pacotes e uniformização dos pacotes – o que, por um lado, exigirá um esforço maior da Petrobras para gerenciar a interface com todos os fornecedores, mas abre a concorrência a um número maior de fornecedores.

Daqui a cinco anos a produção da Petrobras estará na marca dos 3.655 mil barris de óleo equivalente por dia – um crescimento de 1.255 mil boe/d, o que significa um aumento médio anual de 8,8%. Nesse período começam a entrar em operação as novas refinarias – do Nordeste e Comperj – que adicionam 500 mil barris diários à capacidade de refino da companhia.

Só para este ano, o volume de investimentos já deve ser 15% maior do que o realizado em 2008: no ano passado a Petrobras investiu R$ 53,4 bilhões, e para 2009 estão previstos R$ 60 bilhões – quando a geração de caixa deve chegar a US$ 10 bilhões caso o preço do barril de petróleo feche o ano em US$ 37. O maior volume de recursos será aportada mesmo a partir de 2010, quando a Petrobras prevê o barril na casa dos US$ 40 – subindo a US$ 45 de 2011 a 2013. Para cada dolar adicionado à cotação do barril, o caixa da Petrobras cresce R$ 500 milhões.

Desenvolvimento do pré-sal recebe US$ 28 bilhões
Ao anunciar tal volume de investimentos em seu plano de negócios, a Petrobras deixou claro que é estratégico desenvolver os mega-reservatórios abaixo da camada de sal e apesar da crise, não é hora de desacelerar – uma vez que descobriu reservas gigantescas de óleo leve e gás natural e não pode interromper um processo de aprendizagem que já custou alguns bilhões.

Só nos próximos cinco anos, serão aportados US$ 28,9 bilhões – dos US$ 111,4 bilhões programados até 2020 – para desenvolver as áreas do pré-sal da Bacia de Santos e do Espírito Santo. A produção prevista para os próximos cinco anos – de 219 mil barris por dia – servirá apenas de aprendizado. Nesse período cinco projetos serão colocados em operação – o teste de longa duração e o projeto-piloto da área de Tupi, no parque das Baleias, no campo de Baleia Azul e na acumulação de Guará. O grande volume de petróleo e gás extraído dos reservatórios pré-sal só começa a jorrar após 2014 – a meta da empresa é extrair, em 2020, 1,81 milhão de barris/dia do pré-sal.

Os recursos destinados à Área de Exploração & Produção mantiveram o peso (59% do valor) no plano de negócios. Ao todo, serão US$ 104,6 bilhões – US$ 92 bilhões somente no Brasil – destinados a cumprir a meta de elevar a produção para 2,68 milhões de barris/dia de óleo e 73 milhões de m³/dia de gás natural até 2013 – crescimento que reflete a entrada em operação de 13 novos sistemas de produção de óleo e gás no país.

Com mais gás

O plano de negócios reservou US$ 10,6 bilhões para a Área de Gás e Energia – majoritariamente para projetos de infra-estrutura logística, como a construção de 2.543 km de gasodutos e a instalação de estações de compressão, e terminais de GNL, que receberão US$ 8,2 bilhões. As projeções apontam, no final desse período, uma oferta própria de 73 milhões de m³/dia, que serão somados à importação de 30 milhões de m³/dia da Bolívia e 32 milhões de m³/dia de GNL.

Os técnicos da Área já estudam a construção de mais dois terminais de GNL no país – o primeiro já operando até 2013. A prioridade será atender a geração de energia elétrica mas, com a visão de se tornar um grande player no mercado de gás natural, os terminais podem servir para exportar o gás produzido que não for utilizado. Outro projeto em desenvolvimento é a planta de GNL onshore – ainda sem local definido – que poderia servir para estocar e dar suporte ao abastecimento do mercado interno ou para a exportação.

Para 2013, a Petrobras tem como meta atender uma demanda de 135 milhões m³/dia de gás natural.

Os investimentos no setor elétrico também serão reforçados: US$ 2,4 bilhões serão alocados na conclusão de cinco usinas termelétricas e cinco PCHs e na participação em novos negócios em energia elétrica, incluindo usinas eólicas.

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Refino acompanha produção

Para acompanhar o aumento da produção de petróleo, o novo plano de negócios antecipou o início das operações das duas refinarias Premium – a unidade do Maranhão terá capacidade total para processar metade dos 600 mil barris por dia no primeiro semestre de 2013, e a refinaria do Ceará entrará em operação no final de 2013 com 150 mil barris diários. “Já estamos dizendo há um bom tempo que não queremos nos tornar exportadores de petróleo, mas de derivados”, diz o diretor da Área de Abastecimento, Paulo Roberto Costa.

As duas unidades, somadas à Refinaria Abreu e Lima, ao Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro e à Refinaria Clara Camarão – mais os revamps na Repar e na Replan – elevam a capacidade de refino da Petrobras para 2.270 mil barris por dia em 2013. Tanto em volume – o plano prevê que em 2013 o mercado doméstico esteja consumindo 2.257 mil barris por dia – quanto em ritmo de crescimento – a capacidade de produção crescerá 4,9% ao ano até 2013, enquanto a demanda cresce a 3% ao ano – será um crescimento superior ao projetado para o consumo de combustíveis.

Os empreendimentos receberão 73% dos US$ 47,8 bilhões destinados às atividades de refino, petroquímica e distribuição até 2013.
Com a operação das novas refinarias, a Petrobras deverá tornar país auto-suficiente na produção de diesel – ampliando dos atuais 738 mil para 1224 mil barris a produção diária em 2020.

Petrobras flex fuel

A maior novidade do plano de negócios da Petrobras foi o orçamento de US$ 2,8 bilhões para desenvolver o mercado de biocombustíveis. A Petrobras Biocombustíveis será responsável pelo destino de US$ 2,4 bilhões desse valor – o restante será destinado à construção de infraestrutura. A companhia reservou ainda US$ 530 milhões para pesquisas em biocombustíveis.

A companhia já estuda a aquisição de quatro novos projetos de produção de etanol – nas quais deterá participação de 40% – com o objetivo de produzir 1,9 bilhão de litros, que serão direcionados à exportação, e 1,8 bilhão de litros para o mercado interno. Fora do País, está sendo estudada uma unidade de produção de etanol na Colômbia.A produção de biodiesel deve crescer para 858 milhões de litros em 2013, com a construção de uma nova usina no norte do País, a duplicação da usina de Candeias / BA, a adaptação para produção comercial das usinas experimentais de Guamaré / RN e a implantação de unidades em Portugal e na África.

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Revista Petro & Química, edição 312 de Janeiro/Fevereiro de 2009.

Petrobras inaugura o maior gasoduto do Brasil

26 de março de 2010

Agência Petrobrás de Notícias

26/3/2010

Petrobras inaugura o maior gasoduto do Brasil

http://www.agenciapetrobrasdenoticias.com.br/


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Foto: AGÊNCIA PETROBRAS

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, participou na manhã desta sexta-feira (26) da cerimônia de inauguração do Gasene (Gasoduto da Integração Sudeste Nordeste), ao lado do presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, e da Diretora de Gás e Energia da Companhia, Graça Foster.

Antes da inauguração, realizada no Parque de Exposições Antonio Setenta, em Itabuna, o presidente visitou as instalações do último trecho do Gasene. “Essa obra é marcante porque leva ao Nordeste a mesma possibilidade de utilizar energia limpa que o Sudeste tem, além de desenvolver a indústria local”, disse o presidente Lula, ressaltando a importância do investimento em pesquisa para o desenvolvimento do país.

Durante o evento, o presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, falou sobre o impacto extraordinário desse empreendimento no país, gerando emprego, renda e melhorando as condições de vida da população do traçado. “Essas 47 mil pessoas empregadas na construção do Gasene são da região, de 46 municípios do litoral nordestino”, afirmou. Gabrielli falou ainda sobre os ganhos ambientais com a nova malha. “Trata-se da possibilidade de substituição de combustíveis mais poluentes pelo gás”.

O presidente da Petrobras também abordou o uso de novas tecnologias na construção do Gasene. “A experiência com essas novas técnicas, que nunca tinham sido utilizadas no País, vai aumentar a eficiência e a capacidade de entregarmos novos gasodutos daqui para frente”, afirmou Gabrielli.

Após a cerimônia, a diretora da área de Gás e Energia da Petrobras, Graça Foster, concedeu entrevista coletiva aos jornalistas e falou que a expansão da rede de gasodutos, no futuro, depende da demanda do mercado.

Acesse aqui o mapa comparando a rede de gasodutos antes e depois da construção do Gasene (Gasoduto da Integração Sudeste Nordeste):

http://www.agenciapetrobrasdenoticias.com.br/upload/apresentacoes/apresentacao_DBjN45LZcV.pdf

http://www.agenciapetrobrasdenoticias.com.br/







Fonte: Abegás

Petrobras inaugura Gasoduto da Integração Sudeste-Nordeste (Gasene)

24 de março de 2010

Agência Petrobrás de Notícias

Petrobras inaugura Gasoduto da Integração Sudeste-Nordeste (Gasene)

24/3/2010 17:21:30

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Com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a Petrobras inaugura na próxima sexta-feira (26/03) o Gasene, gasoduto da integração Sudeste-Nordeste. A cerimônia acontece em Itabuna (BA), onde está localizado um dos pontos de entrega do gasoduto.

Na quinta-feira (25/03), às 15h, haverá uma coletiva técnica com o gerente-executivo de Marketing e Comercialização da Área de Gás e Energia da Petrobras, Antônio Eduardo Monteiro de Castro, e com o gerente-geral de Planejamento e Implantação de Logística de Gás Natural, Marcelo José Leite Restum.

A coletiva também contará com outras fontes envolvidas na agenda do Presidente da República durante visita à Bahia.

Credenciamento

Para realizar a cobertura do evento, os profissionais de imprensa devem fazer seu credenciamento por meio do site da Secretaria de Imprensa da Presidência da República ( www.imprensa.planalto.gov.br ) até às 12h do dia 25 de março. As credenciais serão distribuídas, mediante apresentação de foto 3 x 4, após a coletiva do dia 25 de março, no Hotel Praia do Sol.

Transporte

A Petrobras oferecerá transporte de Itabuna a Ilhéus aos jornalistas para a cobertura da coletiva (25/03). Saída pontualmente às 13h30, no dia 25/03, da Faculdade de Tecnologia e Ciências de Itabuna (Praça José Bastos, 55, Centro).

Serviço:

Coletiva de imprensa
Quinta-feira, 25/03, às 15h
Local: Salão Canela do Hotel Praia do Sol (Rodovia Ilhéus-Olivença, km zero, Bairro Praia do Sul, Ilhéus – BA)

Inauguração do Gasene
Sexta-feira, 26/03, às 11h
Local: Parque de Exposições Antonio Setenta – Rodovia BR 415, Km 36, Itabuna (BA)

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Fonte: Abegás

Geopolítica do Atlântico Sul: Petróleo nas Malvinas amplia disputa entre Inglaterra e Argentina

18 de março de 2010

Geopolítica do Atlântico Sul: Petróleo nas Malvinas amplia disputa entre Inglaterra e Argentina

Lucas Kerr de Oliveira

Publicado no jornal online "Pare o Trem".

As Malvinas e a “Passagem de Drake” entre o Atlântico Sul e o Pacífico Sul

A atual crise nas Malvinas é apenas mais um capítulo de uma longa disputa entre Argentina e Inglaterra pela posse destas ilhas de  localização estratégica e com recursos petrolíferos ainda por serem mapeados.

A disputa remonta ao século XIX, quando a Inglaterra invadiu e anexou as ilhas. A Inglaterra, que já era a maior potência naval do mundo, considerava as ilhas importantes como base para a Royal Navy, pois sua localização permitia vigiar facilmente a única passagem existente entre o Atlântico Sul e o Pacífico – a “Passagem de Drake”, entre  a América do Sul e a Antártida.

A utilidade da ilha foi comprovada durante a I Guerra Mundial, quando sua posse deu grande vantagem à Royal Navy da Inglaterra, na luta contra Kaiserliche Marine, a marinha imperial da Alemanha, durante o episódio que ficou conhecido como “Batalha das Falklands“, em dezembro de 1914.

Antártida Britânica: reivindicação territorial da Inglaterra na Antártida

Posteriormente a posse das Malvinas e outras ilhas do Atlântico Sul seriam usadas como justificativa para tentar legitimar reivindicações territoriais do Reino Unido sobre territórios na Antártida. Embora reivindicações desta natureza tenham sido suspensas (ao menos por enquanto) pelo Tratado da Antártida de 1959, continuavam interessantes para o futuro. Isto porque, para a Inglaterra, manter a posse das ilhas significava (e talvez ainda tenha este significado), a perspectiva futura de voltar a reivindicar territórios na Antártida quando a vigência do tratado se encerrar, e possivelmente, este continente puder vir a ser ocupado para fins econômicos.

Malvinas: Zona Econômica Exclusiva (ZEE) da Inglaterra

Não bastassem estes aspectos estratégicos, somaram-se fortes interesses econômicos imediatos pela posse de uma grande área marítima de 200 milhas no entorno das ilhas, o chamado mar patrimonial ou Zona Econômica Exclusiva (ZEE). Nesta área a Inglaterra tem exclusividade para a exploração de recursos naturais como a pesca, o turismo ou a extração de petróleo e gás natural.

A perspectiva da exploração petrolífera se ampliou nos anos 1970, quando foram encontrados os primeiros indícios de petróleo na região. Entretanto, ainda eram reservas petrolíferas de difícil acesso, e o preço do barril do petróleo no início dos anos 1970 não passava dos US$ 2,00 ou 3,00. Foram necessárias duas crises do petróleo nos anos 1970  para mudar radicalmente este quadro.

A conjuntura da  Guerra das Malvinas em 1982

A Guerra das Malvinas, em 1982, ocorreu após quase uma década de crise petrolífera mundial, quando o mundo sofrera as consequências da crise petrolífera de 1973 e voltara a sentir os duros efeitos do aumento repentino do preço do petróleo, na crise de 1979-1980. Esta crise foi resultante da Revolução no Irã (1979) e da subsequente eclosão da Guerra Irã-Iraque (1980).  Os preços do barril tiveram um pico de mais de US$ 40,00 em 1981-1982, e no ano seguinte estavam na faixa dos US$ 30,00/barril.

Tropas inglesas nas Malvinas

Isto contribuiu para que a Inglaterra decidisse travar uma guerra de grandes proporções com a Argentina, deslocando cruzadores, porta-aviões, bombardeiros estratégicos, submarinos nucleares  e milhares de soldados para o Atlântico Sul.  Margareth Tatcher teria, inclusive, ordenado o deslocamento de armas nucleares táticas para o cenário da conflagração. Como as armas nucleares inglesas eram, na prática, americanas, ficou subentendida a aprovação dos EUA, que na pior das hipóteses fizeram “vista grossa”. Quando questionada na Europa a razão de tal atitude, a Inglaterra teria argumentado que deslocava estas armas para o Atlântico Sul porque não sabia se a Argentina também não tinha armas nucleares, já que tinha um programa nuclear secreto.

Após a curta retomada das Malvinas pela Argentina, a União Européia – na época Mercado Comum Europeu -, iniciou um embargo comercial à Argentina, que incluiu tanto o bloqueio da importação de produtos argentinos como carne e trigo, como restrições para a exportação de determinados produtos, como armas, à Argentina. Em meio a uma batalha aeronaval, a Argentina se viu impedida de adquirir novos mísseis anti-navio, que o país não fabricava e dependia de países fornecedores que eram membros da OTAN.

Consequências da  Guerra das Malvinas e a conjuntura dos anos 1980 e 1990

As consequências imediatas da guerra todos conhecemos e são sempre lembradas pela mídia: acelerou o declínio da ditadura militar na Argentina, que colapsou em seguida.

Soldados argentinos nas Malvinas em 1982

O Tratado Interamericano de Assistência Recíproca (TIAR) passou a ser considerado “letra morta” por muitos países latino-americanos, pois os Estados Unidos deixara claro que um membro da OTAN era muito mais importante do que um membro do TIAR. Até mesmo o México, país membro do NAFTA, acabaria por denunciar o tratado anos depois.

Outras consequências foram ainda mais profundas, para o bem e para o mal, algumas das quais perduraram por muito tempo. .

O receio de que os países da região se tornassem alvo das potências nucleares também mobilizou esforços da parte da diplomacia brasileira em favor da criação da Zona de Paz e Cooperação do Atlântico Sul, visando declarar o Atlântico Sul uma zona desnuclearizada. Embora ainda não tenha resultado em avanços maiores, o tratado da ZPCAS ou ZoPaCAS, pode ser considerado a semente para uma futura organização regional que ajude a preservar um futuro de paz para a região.

O principal resultado positivo da guerra foi, sem dúvida, a aproximação entre Brasil e Argentina. O Brasil, desde o início, se declarou favorável às reivindicações argentinas. Durante a guerra, o Brasil teria fornecido aviões-patrulha para ajudar a patrulhar as águas territoriais argentinas, o que na prática permitiu liberar mais aeronaves argentinas para atuarem no cenário do conflito.  O Brasil também dificultou a passagem de equipamento militar inglês rumo às Malvinas. Como o Chile, tradicional rival da Argentina, forneceu apoio indireto e informações aos ingleses, o Brasil passou a ser visto como aliado da Argentina na região.

Rumo ao Mercosul: Raúl Alfonsin, da Argentina, José Sarney, do Brasil, e Julio Maria Sanguinetti, do Uruguai (à direita)

Com o embargo europeu aos produtos argentinos, o Brasil passou a comprar grandes quantidades de  carne, trigo e outros produtos produzidos por aquele país. O processo de aproximação  resultou em novos tratados, inclusive em um acordo nuclear bilateral, para fins pacíficos; passo fundamental para acabar com as desconfianças mútuas no plano político-militar. Este tratado ocorreu no contexto em que foram assinados uma série de tratados bilaterais no período dos Presidentes Sarney e Alfonsín, que resultaram na criação do Mercosul.

Entretanto, na sequência, o acordo de cooperação nuclear para fins pacíficos entre Brasil e Argentina foi relegado ao segundo plano. Nunca foi criada uma empresa binacional de energia atômica e os investimentos necessários para tal empreendimento nunca foram viabilizados. Sem cooperação de verdade, os dois países continuaram relativamente dependentes de tecnologias estrangeiras, de alto custo, mas estratégicas para a manutenção de suas usinas nucleares ou para a construção de novas usinas.

Mercosul – Mercosur – bandeira

Na prática os programas nucleares da Argentina e do Brasil foram paralisados nos anos 1990 devido ao corte de verbas para a área militar ou para áreas civis estratégicas, durante os governos neoliberais. Isto significou o fechamento ou atraso no desenvolvimento de uma série de tecnologias estratégicas de uso dual, como as áreas nuclear e aeroespacial, ou no setor de informática e computação, setores que representam grande peso na balança comercial destes países até hoje.

Como parte deste processo, nos anos 1980 a 1990, a indústria de defesa dos dois países foi desmontada, o que colaborou para encerrar todo um ciclo de desenvolvimento tecnológico autônomo que os dois países vinham tentando desenvolver ao longo do século XX.

No auge do ufanismo neoliberal dos anos 1990, muitos defenderam que o Brasil não precisaria mais ter Forças Armadas, pois o mundo pós-Guerra Fria seria pacífico e o país não teria inimigos. Bastava ser um país pacífico, não fazer mal a ninguém e ninguém faria mal ao Brasil. No máximo, diziam, o país deveria manter uma parte do exército, mas apenas para usar como força de polícia especial, de forma esporádica ou ocasional, como, por exemplo, para ocupar favelas no Rio de Janeiro. O resultado foi que muitos aceitaram este discurso liberal e o país “desmontou” grande parte da sua capacidade defensiva, acreditando em um período de “paz e prosperidade” sob a hegemonia dos EUA. Além disso, foi desmontada  uma capacidade industrial já instalada em setores de alta tecnologia, que envolviam tecnologias de uso dual, muitas  ds quais o país levara anos para desenvolver em escala laboratorial, mas que nunca foram transformadas em produtos ou serviços que, finalmente, pudessem ajudar o povo brasileiro.

Conflitos em zonas petrolíferas e as mudanças na geopolítica do petróleo

Guerra do Golfo – 1991: Poços petrolíferos queimam em meio ao cenário de guerra

Entretanto, o mundo mudou rapidamente e o Brasil, mais uma vez, saiu perdendo. O mundo não entrou em uma era de paz kantiana. O Sistema Internacional tem se mostrado progressivamente instável, na medida em que as grandes potências continuam dispostas a defender seus interesses, se necessário, por meio da força contra os mais fracos.

A instabilidade política tornou-se crescente no mundo, especialmente em regiões disputadas entre as grandes potências.

Oleoduto na Nigéria atacado por insurgentes separatistas

Essa instabilidade progressiva ficou mais clara em zonas petrolíferas, onde uma proliferaram infinidade de conflitos armados, guerras civis, separatismo, terrorismo e todo tipo de  insurgência armada, inclusive com a consolidação de “senhores da guerra” em países onde o Estado foi destroçado. Além disso, voltaram à cena internacional as guerras de ocupação proto-colonial, como no Iraque. Tornaram-se ainda mais claras as novas disputas internacionais pelo controle de reservas de recursos petrolíferos ou gasíferos, ao ponto de se estabelecer uma clara disputa estratégica pelo controle das rotas de passagem ou escoamento destes recursos através de oleodutos ou gasodutos.

Ao invés de tornarem-se exceção, as guerras e a instabilidade parecem ser a regra em regiões ricas em recursos naturais estratégicas mas sem Estados capazes de defender sua soberania política ou a cidadania de sua população.

É preciso planejamento para evitar que o Brasil seja afetado pelo conjunto de problemas que se convencionou chamar de “maldição do petróleo“, incluindo desde os problemas do câmbio sobrevalorizado, o chamado “Mal Holandês”, até os inúmeros tipos de conflitos armados em zonas petrolíferas. Para isso, é muito importante que as decisões políticas envolvendo a exploração petrolífera sejam transparentes, envolvam debates com toda a sociedade.  Afinal, as decisões que o Brasil tomar hoje sobre os rumos da exploração petrolífera, poderão impactar o país positivamente ou negativamente, por décadas. Por isso, o mais importante é que esses debates não sejam direcionados pelos interesses das grandes corporações petrolíferas multinacionais, que, todos sabem, estão preocupadas única e exclusivamente com o seu próprio lucro.

O Brasil em tempos de pré-sal,  a Geopolítica do Atlântico Sul e as perspectivas para um futuro de escassez petrolífera

O Pré-Sal : Imagem da Petrobrás

A descoberta de gigantescas reservas de petróleo na camada pré-sal do litoral brasileiro, simplesmente pode atrair a cobiça internacional sobre as riquezas brasileiras em uma escala como nunca se viu antes. Há projeções que falam em mais de 100 bilhões de barris de petróleo no pré-sal, o que significa algo como um Kuwait ou um Iraque no nosso litoral. Por si só, isto já seria suficiente para modificar a geopolítica do Atlântico Sul.

Não é difícil imaginar o que poderá acontecer se novas descobertas deste tipo, forem feitas em formações geológicas semelhantes ao nosso pré-sal (bacias petrolíferas abaixo de camadas de rochas salinas), em outros locais do Atlântico Sul, tanto no litoral da América do Sul, como da África.

Isto é mais um elemento que nos ajuda a entender porque o Brasil simplesmente não pode esperar que o mundo se torne mais pacífico em um futuro próximo. Menos ainda acreditando que isto, como por mágica, tornaria a América do Sul e  o Atlântico Sul regiões mais pacíficas.

HMS Invincible: Porta-Aviões inglês utilizado durante a Guerra das Malvinas

Ao contrário, com o esgotamento das reservas petrolíferas mais antigas e de mais fácil acesso – o  fim do petróleo barato -, e o aumento da demanda energética dos países emergentes, a perspectiva da escassez petrolífera relativa, mas em escala global, torna-se sombria para um futuro não tão distante, como 2015, 2020 ou 2030.

Afinal, quem pode garantir que, em um cenário destes, por volta de 2025, uma potência emergente qualquer, alegando razões de Segurança Energética e de Segurança Nacional, não acabe decidindo, de uma hora para outra, que “precisa” das enormes reservas de petróleo do pré-sal brasileiro a qualquer custo? Basta projetar uma situação meramente hipotética, para imaginarmos o que significaria para o Brasil uma ameaça vinda de uma potência emergente mas com grande capacidade bélica.

Blocos de exploração petrolífera nas Malvinas

Imaginemos, por exemplo, que, um país como a Índia, que hoje já tem armas nucleares, e que, neste caso hipotético,  poderá ter em 2025 ou 2030 uma grande marinha de guerra, com vários porta-aviões e submarinos lançadores de mísseis nucleares. Apenas para ilustrar este exemplo fictício, segundo algumas projeções, em 2025 a Índia terá cerca de1,5 bilhão de habitantes, possivelmente o 5º ou 6º PIB mundial. Este país vai depender ainda mais do que já depende na atualidade, de petróleo e gás mineral importado. Possivelmente  estará importando algo em torno de 90% do petróleo que irá consumir. Sob certas circunstâncias de escassez petrolífera global, um chefe de Estado indiano, por exemplo, de um partido radical religioso ou fundamentalista hindu, ficaria muito tentado a dizer que recebeu instruções de qualquer um dos mais de 5 mil deuses do país, para exigir o petróleo brasileiro para o seu país , pois afinal de contas, está no mar, não em território brasileiro.

Com certeza, em 2025, o Brasil será rico em petróleo, mas não temos como saber se o país terá capacidade de defesa contra uma ameaça de tal natureza.

Plataformas petrolíferas do Irã no Golfo Pérsico, atacadas pelos Estados Unidos em 18 de abril de 1988

O grande problema é que não é possível prever o que acontecerá em 2020, 2025, ou 2030, quando qualquer uma das grandes potências mundiais de então, poderá ter capacidade militar para ameaçar o Brasil e  pode querer se aventurar na tentativa de tomar nossas riquezas, como as grandes reservas de água, a Amazônia ou o petróleo do pré-sal.

O problema é que se o Brasil não possuir uma capacidade defensiva minimamente compatível com a necessidade de garantir sua soberania e o bem estar do seu povo, poderá se tornar presa fácil das pressões e chantagens das grandes potências. Isto porque não é necessário nem ao menos uma invasão do território continental para causar grandes danos ao país, o simples ataque à infra-estrutura petrolífera em alto-mar já seria catastrófico, e há exemplos históricos deste tipo de acontecimento que não pode ser ignorados.

Embora esse seja um cenário pouco provável, e muitas vezes possa parecer apenas mais um devaneio, sabemos que a Inglaterra foi à guerra  para preservar o controle de uma reserva petrolífera em alto mar, no caso as Malvinas, distante de seu território e cujo volume das reservas de petróleo não se sabe ao certo até os dias de hoje. O que isto poderá significar para os países do sulamericanos e africanos que têm reservas sabidamente gigantes de petróleo em alto mar?

A Brasil do Pré-Sal e o futuro da integração sul-americana

Contudo, com o aprofundamento da integração regional, tanto no âmbito da Mercosul como da UNASUL, é possível esperar que a cooperação  regional crie novas dificuldades para as ambições imperialistas das grandes potências.

Também é possível esperar que a cooperação Brasil-Argentina em áreas estratégicas seja retomada em larga escala. A retomada da cooperação nuclear para fins pacíficos e, quem sabe, a criação de um programa espacial conjunto, seriam iniciativas fundamentais para alavancar o desenvolvimento tecnológico desses países que hoje formam o “núcleo duro” da integração sul-americana.

É preciso avançar na cooperação tecnológica, pois grande parte das tecnologias de ponta é de uso múltiplo, e além de fortalecer o país no campo estratégico, aumenta a geração de emprego e renda. Iniciativas como a construção de um  submarino brasileiro-argentino, poderiam permitir a fabricação de equipamentos deste tipo em escala. A escala de produção de qualquer produto continua sendo necessária para baratear o processo produtivo, e neste caso, o produto é vital para a defesa do litoral de ambos os países contra ameaças extra-regionais.

Submarino brasileiro no Rio de Janeiro

O mesmo seria válido para a cooperação na fabricação de aeronaves, tripuladas ou não, ou  de mísseis  anti-navio, que seriam de valor absolutamente estratégico para os dois países n o caso de um confronto com uma potência naval superior. Além disso, o processo de desenvolvimento conjunto de produtos de ponta, ajudaria a integrar as indústrias de alta tecnologia dos dois países, fortalecendo ainda mais o processo de integração sul-americana.

Uma opção interessante seria a criação de programas de cooperação na indústria de bens de produção, por exemplo, na fabricação de turbinas, motores e geradores mais limpos e eficientes, por exemplo, movidos a biocombustíveis. Motores a Células-combustíveis e turbinas movidas a combustíveis mais limpos, de fabricação regional teriam um duplo impacto na economia e na sociedade: além dos benefícios ambientais, trazem claros resultados sociais, na medida em que geram tecnologia, emprego e renda.

Fábrica de semicondutores para painéis fotoelétricos na China

O mesmo é válido para áreas estratégicas como a fabricação dos materiais semicondutores utilizados na produção de painéis com células fotovoltáicas, ou de materiais supercondutores que podem viabilizar o aumento da geração de eletricidade e reduzir significativamente as perdas na transmissão de eletricidade.

A cooperação no ramo petrolífero também é fundamental. É preciso criar uma nova empresa petrolífera sul-americana, que permita a esses países se beneficiarem da economia de escala da produção para o mercado sulamericano, ao mesmo tempo em que se viabiliza uma escala de investimentos ainda maior, para grandes investimentos em infra-estrutura, que nenhum destes países conseguiria sozinho.

Indústria Naval brasileira: milhares de empregos criados para atender a demanda da Petrobrás

Isto pode ampliar também a integração da indústria naval destes países, um dos ramos da indústria pesada que mais gera novos empregos na atualidade. A integração destas indústrias, assim como as cadeias produtivas ligadas ao fornecimento de bens e serviços ao setores petrolífero e energético,  resultaria na geração de mais empregos na região, com uma vantagem sobre outros setores, geralmente são empregos mais qualificados e que pagam melhor os seus funcionários.

Uma nova empresa petrolífera sul-americana poderia garantir que os equipamentos, dutos, navios e plataformas tivessem peças fabricadas necessariamente nos países da América do Sul. Também permitiria consolidar a liderança destes países na exploração e extração de petróleo em águas ultra-profundas, com foco no Atlântico Sul. Esta capacidade industrial-tecnológica daria grande vantagem competitiva ao conjunto desses países, mas também facilitaria a manutenção da soberania sobre as áreas petrolíferas localizadas em alto mar. Hoje a única empresa sul-americana competitiva neste ramo é a Petrobrás, que já está  procurando áreas do tipo pré-sal no litoral africano. Contar com uma mega-empresa sul-americana, apoiada em várias empresas dos países da região, seria uma forma de fortalecer a integração regional em um patamar qualitativamente bem superior.

http://www.getech.com/interpretation/South_Atlantic_Margins_Brochure_A4.pdf

Bacias Sedimentares no Atlântico Sul – fonte: Getech – Geodynamics and Petroleum Geology of the South Atlantic Margins

Por enquanto é difícil saber se a camada de rochas do tipo pré-sal, possivelmente existentes na Bacia Sedimentar das Malvinas,  tem grande potencial petrolífero.  Mas mesmo que não tenha muito petróleo nas rochas pré-sal, as reservas já encontradas na camada pós-sal parecem ser grandes o suficiente, ao menos para despertar os interesses e a cobiça de um país como a Inglaterra. Esta potência decadente, que já esgotou quase todo o seu próprio petróleo , extraído das outrora grandes reservas do Mar do Norte, deixou de ser um país exportador de petróleo para tornar-se novamente um importador. O curioso é que a Inglaterra exportou grande parte do seu petróleo nos anos 1990, quando o preço  variava em torno de US$ 15,00/barril, e tornou-se novamente um país importador na atual década, em que o petróleo tem se mantido acima dos US$ 40,00, atualmente na faixa dos US$ 75,00.

Integração energética sul-americana: infra-estrutura de oleodutos e o papel da Petrobrás

A Argentina sozinha não tem força política ou econômica para mudar o status de colônia britânica a que estão submetidas as Malvinas. Embora  o Comitê de Descolonização da ONU atualmente classifique o território como ocupado, ou sem governo próprio, dificilmente a Inglaterra irá descolonizá-lo apenas por pressão de declarações do governo argentino.

Mas esta seria uma excelente oportunidade para que a UNASUL mostrasse unidade em torno de um tema que já é consenso em toda a América Latina: que as Malvinas pertencem à Argentina e não à Inglaterra. Além das declarações já emitidas pelo Cúpula dos chefes de Estado da América Latina e do Caribe nesta direção, seria fundamental uma declaração conjunta do Conselho de Segurança da UNASUL. Acompanhado de medidas práticas, como restrições coletivas às empresas petrolíferas que extraírem petróleo nas Malvinas ocupadas, este tipo de atuação multilateral pode alterar o peso político da América do Sul nesta questão.

É importante que os países da região criem mecanismos para situações mais extremas, que exijam respostas mais duras do que declarações, como sanções comerciais. Se a Argentina impõe  unilateralmente sanções comerciais às empresas petrolíferas inglesas que estão extraindo petróleo das Malvinas, o resultado pode ser pequeno, ou se voltar contra a os argentinos. Mas se todos os países membros do Mercosul ou Unasul impõem sanções comerciais deste tipo, pode ser suficiente para inviabilizar o projeto inglês de explorar o petróleo desta região sem a participação argentina.

É pouco provável que a atual crise em torno das Malvinas resulte em uma nova guerra. Mas isto não significa que o Brasil pode descuidar do seu futuro.

De uma forma ou de outra, o futuro do Brasil estará profundamente ligado ao futuro da América do Sul, assim como o futuro da Petrobrás está ligado ao desenvolvimento do pré-sal. O Brasil tem uma oportunidade ímpar em sua história: a disponibilidade de um recurso estratégico que o país tem plena capacidade tecnológica e econômica para desenvolver, com tempo e recursos humanos suficientes para planejar utilizá-lo da melhor forma possível.

O petróleo tem que ser nosso!

Campanha “O Pré-Sal tem que ser Nosso”

Pela primeira vez o país pode planejar o uso do pré-sal de forma estratégica, para que sua exploração resulte em benefícios para todo o povo brasileiro, mas também para as futuras gerações, ao mesmo tempo em que pode  fortalecer os laços com os países vizinhos, consolidando de tal forma a integração sulamericana que esta não possa mais regredir quando vierem novas crises.

As primeiras  linhas desta história o país está escrevendo hoje, nas discussões que resultarão na Nova Lei do Petróleo, que integrará um novo marco regulatório para o petróleo no Brasil.

Este é o passo inicial para garantir a soberania sobre os recursos petrolíferos do país. Soberania esta, que é premissa fundamental para que possamos utilizar estas riquezas em prol do nosso povo, para a geração de emprego e distribuição de renda, para investir em educação, saúde, tecnologia e infra-estrutura de energias mais limpas e transportes mais eficientes. Ou seja, é a oportunidade para criar um novo tipo de desenvolvimento, socialmente e ambientalmente mais sustentável, que ajude a melhorar a qualidade de vida do povo brasileiro e dos povos irmãos da América do Sul.

Lucas Kerr de Oliveira

Publicado no jornal online "Pare o Trem" (6ª edição): http://pareotrem.com/6-edicao/politica-internacional-2/

Brasil e Argentina : novos projetos de integração energética

25 de fevereiro de 2010

TN Petróleo

25/02/2010

Brasil e Argentina :  união energética

Fonte: Redação/ Agências

http://www.tnpetroleo.com.br/

Uma comitiva do governo federal brasileiro está em Buenos Aires, na Argentina, participando de reuniões da Comissão Técnica Mista de Energia Brasil-Argentina. O secretário de Planejamento e Desenvolvimento Energético, Altino Ventura Filho, e o consultor jurídico Mauro Henrique Moreira Sousa participam da reunião pelo Ministério de Minas e Energia (MME) e o diretor de engenharia da Eletrobras  Valter Cardeal de Souza.

As reuniões do subgrupo jurídico coordenado pela Consultoria Jurídica do MME, realizada ontem, e da Comissão Técnica Mista, que acontece hoje (25/02), tem por finalidade avançar nas negociações bilaterais para exploração de potenciais hidrelétricos no rio Uruguai. As negociações tem fundamento no “Tratado para o Aproveitamento dos Recursos Hídricos Compartilhados dos Trechos Limítrofes do Rio Uruguai e de seu Afluente, o Rio Pepiri-Guaçu”, celebrado entre Brasil e Argentina em 17 de maio de 1980 e promulgado por meio do decreto nº 88.441, de 29.06.1983.

Em decorrência desse Tratado, foi celebrado convênio de cooperação entre a Eletrobrás e a EBISA, empresa de energia elétrica argentina, no dia primeiro de setembro de 2008. O objetivo foi a elaboração de estudos de inventário hidrelétrico da bacia do rio Uruguai. A conclusão dos referidos estudos está prevista para o mês de Junho de 2010. O convênio também prevê a elaboração de estudos de viabilidade técnica e econômica de um dos aproveitamentos hidrelétricos, que poderá ser futuramente explorado de acordo com a forma de exploração de aproveitamentos hidrelétricos discutida pela Comissão Técnica Mista nas referidas reuniões.

http://www.tnpetroleo.com.br/

Presidente Lula critica Inglaterra e ONU no caso das Malvinas

23 de fevereiro de 2010

Agência Brasil

terça, 23/02/2010

Lula critica países ricos pelo enfraquecimento da ONU

Enviado por Rivadavia Severo

Mariana Jungmann

Repórter da Agência Brasil
http://www.agenciabrasil.gov.br/?q=node/665

Brasília – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse hoje (23) que a Organização das Nações Unidas (ONU) não tem representatividade e está enfraquecida pelos interesses individuais dos países ricos. Em discurso no encerramento da Cúpula da América Latina e Caribe, no México, o presidente disse que a ONU não cumpre seu papel de negociar a paz no Oriente Médio e dialogar com o Irã.

“Por que a ONU se afasta e os países individualmente tratam desses assuntos? Porque a ONU perdeu representatividade. Porque muitos dos países que participam do conselho de segurança preferem a ONU frágil, para que eles possam desobedecer as decisões e fazer do seu comportamento a grande personalidade de governança mundial”.

Segundo Lula, a falta de representatividade da ONU se reflete no embate entre Argentina e Reino Unido por causa das Ilhas Malvinas. “Qual é a explicação geográfica, política e econômica para a Inglaterra estar nas Malvinas. Qual é a explicação para a Organização das Nações Unidas não ter ainda tomado uma decisão e dizer que não é possível que a Argentina não seja dona das Malvinas. Será que é o fato de a Inglaterra participar como membro permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas, e que eles podem tudo e os outros não podem nada”, questionou.

Lula ainda criticou duramente os países ricos pelo fracasso no debate climático de Copenhague e disse que “nem no tempo de sindicalista viu uma reunião tão desorganizada”. Segundo Lula, houve “pobreza de espírito” de países importantes que quiseram responsabilizar apenas a China pela questão climática.

“Não é possível que os países ricos se proponham a dar uma quantia em dinheiro muito pequena e ajam como se estivessem prestando um favor. Nos últimos 200 anos foram eles que poluíram o planeta, então não é favor. É pagamento de dívida, é uma reparação que eles estão fazendo”, afirmou Lula.

O presidente ainda falou do bloqueio econômico a Cuba e da necessidade de dialogar permanentemente com os Estados Unidos para que essa decisão seja suspensa, e sobre o golpe de Estado em Honduras. “A gente não pode aceitar de nenhuma maneira que essa experiência de juntas militares em Honduras prevaleça nos outros países da América Latina, senão daqui a pouco eles podem achar que qualquer um de nós é demais”, afirmou.

Sobre o Haiti, Lula disse que é preciso pensar a reconstrução do país a longo prazo e fortalecer o governo e as instituições democráticas. “Senão daqui a pouco tá todo mundo governando o Haiti, menos o presidente eleito democraticamente”, completou Lula.

http://www.agenciabrasil.gov.br/?q=node/665

Petróleo nas Malvinas aumenta tensão entre Argentina e Inglaterra em meio às mudanças na Geopolítica do Atlântico Sul

18 de fevereiro de 2010

Diário do Pré-Sal

Petróleo nas Malvinas aumenta tensão entre Argentina e Inglaterra em meio às mudanças na Geopolítica do Atlântico Sul

Lucas Kerr de Oliveira


A atual crise nas Malvinas é apenas mais um capítulo de uma longa disputa entre Argentina e Inglaterra pela posse destas ilhas de  localização estratégica e com recursos petrolíferos ainda por serem mapeados.

A disputa remonta ao século XIX, quando a Inglaterra invadiu e anexou as ilhas. A Inglaterra já era a maior potência navaldo mundo e considerava as ilhas importantes como base para sua marinha de guerra, pois sua localização permitia vigiar facilmente a passagem do Atlântico para o Pacífico, entre  a América do Sul e a Antártida.

A utilidade da ilha foi comprovada durante a I Guerra Mundial, quando deu grande vantagem à Royal Navy da inglaterra, na luta contra Kaiserliche Marine, a marinha imperial da Alemanha, o que ficou conhecido como “Batalha das Falklands“, em dezembro de 1914.

Posteriormente a posse das Malvinas e outras ilhas do Atlântico Sul serviriam para legitimar reivindicações territoriais do Reino Unido sobre territórios na Antártida, que foram suspensas (ao menos por enquanto) pelo Tratado da Antártida de 1959.

Assim, para a Inglaterra, manter a posse das ilhas significava (e talvez ainda tenha este significado), a perspectiva futura de voltar a reivindicar territórios na Antártida quando a vigência do tratado se encerrar, e possivelmente, este continente puder vir a ser ocupado para fins econômicos.

Não bastassem estes aspectos estratégicos, somaram-se fortes interesses econômicos pela posse de uma grande área de 200 milhas no entorno das ilhas, o mar patrimonial ou Zona Econômica Exclusiva (ZEE). Nesta área a Inglaterra tem exclusividade para a exploração de recursos naturais como a pesca, o turismo ou a extração de petróleo e gás natural.

Esta perspectiva se ampliou nos anos 1970, quando foram encontrados os primeiros indícios de petróleo na região. Entretanto, ainda eram reservas petrolíferas de difícil acesso, e o preço do barril do petróleo no início dos anos 1970 não passava dos US$ 2,00 ou 3,00. Duas crises do petróleo nos anos 1970 mudaram rapidamente este quadro.

A conjuntura da  Guerra das Malvinas em 1982

A Guerra das Malvinas, em 1982, ocorreu após quase uma década de crise petrolífera mundial, quando o mundo sofrera as consequências da crise petrolífera de 1973 e voltara a sentir os duros efeitos do aumento repentino do preço do petróleo, após a crise de 1979-1980, resultante da Revolução no Irã (1979) e da subsequente eclosão da Guerra Irã-Iraque (1980).  Os preços do barril tiveram um pico de mais de US$ 40,00 em 1981-1982, circundavam a faixa dos US$ 30,00/barril.

Isto contribuiu para que a Inglaterra decidisse travar uma guerra de grandes proporções com a Argentina, deslocando cruzadores, porta-aviões, bombardeiros estratégicos, submarinos nucleares  e milhares de soldados para o Atlântico Sul.  

Margareth Thatcher teria, inclusive, ordenado o deslocamento de armas nucleares táticas para o cenário da conflagração. Como as armas nucleares inglesas eram na prática americanas, ficou subentendida a aprovação dos EUA, que na pior das hipóteses fizeram “vista grossa”. A Inglaterra havia argumentado que deslocava estas armas para o Atlântico Sul porque não sabia se a Argentina também não tinha armas nucleares, já que tinha um programa nuclear secreto.

A União Européia – na época Mercado Comum Europeu -, iniciou um embargo comercial à Argentina, que incluiu tanto o bloqueio da importação de produtos argentinos como carne e trigo, como restrições para a exportação de determinados produtos, como armas, à Argentina. Em meio a uma batalha aeronaval, a Argentina se viu impedida de adquirir novos mísseis anti-navio, que o país não fabricava e dependia de países fornecedores que eram membros da OTAN.

Consequências da  Guerra das Malvinas e a conjuntura dos anos 1980 e 1990

As consequências imediatas da guerra todos conhecemos e são sempre lembradas pela mídia: acelerou o declínio da ditadura militar na Argentina, que colapsou em seguida.

Além disso, o Tratado Interamericano de Assistência Recíproca (TIAR) passou a ser considerado “letra morta” por muitos países latino-americanos, pois os Estados Unidos deixara claro que um membro da OTAN era muito mais importante do que um membro do TIAR. Entretando as consequências foram ainda mais profundas, para o bem e para o mal.

O receio de que os países da região se tornassem alvo das potências nucleares também mobilizou esforços da parte da diplomacia brasileira em favor da criação da Zona de Paz e Cooperação do Atlântico Sul, visando declarar o Atlântico Sul uma zona desnuclearizada.

O principal resultado positivo da guerra foi a aproximação entre Brasil e Argentina. Com o embargo europeu aos produtos argentinos o Brasil passou a comprar grandes quantidades de  carne, trigo e outros produtos produzidos por aquele país. O processo de aproximação  resultou em um acordo nuclear bilateral, para fins pacíficos; passo fundamental para acabar com as desconfianças mútuas no plano político-militar. Este tratado foi seguido de uma série de tratados bilaterais no período dos Presidentes Sarney e Alfonsín, que resultaram na criação do Mercosul.

Entretanto, na sequência o acordo de cooperação nuclear para fins pacíficos entre Brasil e Argentina foi relegado ao segundo plano e nunca foi criada uma empresa binacional de energia atômica.

Sem cooperação de verdade, os dois países continuaram relativamente dependentes de tecnologias estrangeiras de alto custo para a manutenção de suas usinas ou para a construção de novas usinas.

Na prática os programas nucleares da Argentina e do Brasil foram paralisados nos anos 1990 devido ao corte de verbas para a área militar, durante os governos neoliberais. Isto significou o fechamento ou atraso no desenvolvimento de uma série de tecnologias estratégicas de uso dual, como a nuclear e aeroespacial.  Como parte deste processo, nos anos 1980 a 1990, a indústria de defesa dos dois países foi desmontada, o que colaborou para encerrar todo um ciclo de desenvolvimento tecnológico autônomo que os dois países vinham tentando desenvolver ao longo do século XX.

No auge do neoliberalismo dos anos 1990, muitos defenderam que o Brasil não precisaria mais ter forças armadas, pois o mundo pós-Guerra Fria seria pacífico e o país não teria inimigos. No máximo , diziam, o país deveria manter uma parte do exército, mas apenas para usar como força de polícia especial, de forma esporádica ou ocasional, como, por exemplo, para ocupar favelas no Rio de Janeiro. O resultado foi que muitos aceitaram este discurso e o país “desmontou” grande parte da sua capacidade defensiva, acreditando em um período de “paz e prosperidade” sob a hegemonia dos EUA.

O Brasil em tempos de pré-sal, a geopolítica do petróleo e o futuro da nação

Entretanto, o mundo mudou rapidamente, e o Brasil, mais uma, vez saiu perdendo. O Sistema Internacional tem se mostrado progressivamente instável, especialmente nas zonas petrolíferas, onde uma infinidade de conflitos armados, guerras civis ou guerras de ocupação proto-colonial, como no Iraque, mostram-se a regra, e não a exceção.

A descoberta de gigantescas reservas de petróleo na camada pré-sal do litoral brasileiro, simplesmente pode atrair a cobiça internacional sobre as riquezas brasileiras em uma escala como nunca se viu antes. Há projeções que falam em mais de 100 bilhões de barris de petróleo no pré-sal, o que significa algo como um Kuwait ou um Iraque no nosso litoral. Por si só, isto já seria suficiente para modificar a geopolítica do Atlântico Sul. Não é difícil imaginar o que poderá acontecer se novas descobertas deste tipo, forem feitas em formações geológicas semelhantes ao nosso pré-sal (bacias petrolíferas abaixo de camadas de rochas salinas), em outros locais do Atlântico Sul, tanto no litoral da América do Sul, como da África.

Isto é mais um motivo que nos ajuda a entender porque o Brasil simplesmente não pode esperar que o mundo  torne-se mais pacífico em um futuro próximo. Menos ainda acreditando que isto faria da América do Sul e do Atlântico Sul regiões mais pacíficas.

Ao contrário, com o esgotamento das reservas petrolíferas mais antigas e de mais fácil acesso – o  fim do petróleo barato -, e o aumento da demanda energética dos países emergentes, a perspectiva da escassez petrolífera torna-se sombria para um futuro não tão distante, como 2020 ou 2030.

Afinal, quem pode garantir que em 2025, uma potência emergente qualquer, alegando razões de Segurança Energética ou de Segurança Nacional, resolva de uma hora para outra, que precisa das enormes reservas de petróleo do pré-sal brasileiro a qualquer custo? Basta projetar uma situação meramente hipotética, para imaginarmos o que significaria para o Brasil uma ameaça vinda de uma potência emergente.

Imaginemos, por exemplo, um país como a India, que hoje já tem armas nucleares, e que, neste caso hipotético,  poderá ter em 2025 ou 2030 uma grande marinha de guerra, com porta-aviões e submarinos lançadores de mísseis nucleares. Apenas para ilustrar este exemplo fictício, segundo algumas projeções, em 2025 a India terá quase 1,5 bilhão de habitantes, possivelmente o 5o ou 6o PIB mundial e vai depender ainda mais do que hoje de petróleo e gás importado. Possivelmente  estará importando algo em torno de 90% do petróleo que consume. Sob certas circunstâncias, um chefe de Estado indiano, por exemplo, de um partido radical fundamentalista hindu, ficaria muito tentado a dizer que recebeu instruções de qualquer um dos mais de 5 mil deuses do país, para exigir o petróleo brasileiro para o seu país , pois afinal de contas, está no mar.

Com certeza, em 2025, o Brasil será rico em petróleo, mas não temos como saber se terá capacidade de defesa contra uma ameaça de tal natureza. O grande problema é que não é possível prever o que acontecerá em 2020, 2025, ou 2030, quando qualquer uma das grandes potências mundiais de então, poderá ter capacidade militar para ameaçar o Brasil e  pode querer se aventurar na tentativa de tomar nossas riquezas, como as grandes reservas de água, a Amazônia ou o petróleo do pré-sal.

O problema é que se o Brasil não possuir uma capacidade defensiva minimamente compatível com a necessidade de garantir sua soberania e o bem estar do seu povo, poderá se tornar presa fácil das pressões e chantagens das grandes potências. Isto porque não é necessário nem ao menos uma invasão do território continental para causar grandes danos ao país, o simples ataque à infra-estrutura petrolífera em alto-mar já seria catastrófico, e há exemplos históricos deste tipo de acontecimento que não pode ser ignorados.

Embora esse seja um cenário pouco provável, sabemos que a Inglaterra foi à guerra  para preservar o controle de uma reserva petrolífera em alto mar, no caso as Malvinas, cujo volume de petróleo não se sabe ao certo até hoje. O que isto poderá significar para os países do sulamericanos e africanos que têm reservas sabidamente gigantes de petróleo em alto?

A geopolítica do Pré-Sal e o futuro da integração sul-americana

Contudo, com o aprofundamento da integração regional no âmbito da Mercosul e da UNASUL, é possível esperar que a cooperação Brasil-Argentina em áreas estratégicas seja retomada em larga escala. A retomada da cooperação nuclear e a criação de um programa espacial conjunto, seriam iniciativas fundamentais para alavancar o desenvolvimento tecnológico dos países que hoje formam o núcleo da integração sul-americana.

É preciso avançar na cooperação tecnológica. Iniciativas como a construção de um  submarino brasileiro-argentino, poderiam permitir a fabricação em escala, que continua necessária para baratear este tipo de equipamento tão vital para a defesa do litoral de ambos os países.

O mesmo seria válido para a cooperação na fabricação de aeronaves, tripuladas ou não, ou  de mísseis  anti-navio, que seriam de valor absolutamente estratégico para os dois países. Isto ajudaria a integrar as indústrias de alta tecnologia dos dois países, fortalecendo ainda mais o processo de integração sul-americana.

A cooperação no ramo petrolífero também é fundamental. É preciso criar uma nova empresa petrolífera sul-americana, que permita a essses países se beneficiarem da economia de escala da produção para o mercado sulamericano, ao mesmo tempo em que viabiliza uma escala de investimentos ainda maior, que nenhum destes países conseguiria sozinho.

Isto pode permitir ampliar também a integração da indústria naval destes países, assim como as cadeias produtivas ligadas ao fornecimento de bens e serviços ao setores petrolífero e energético,  gerando ainda mais empregos na região.

Uma nova empresa petrolífera sul-americana poderia garantir que os equipamentos, navios e plataformas tivessem peças fabricadas em diferentes países da América do Sul. Também permitiria consolidar a liderança destes países na exploração e extração de petróleo em águas ultra-profundas, com foco no Atlântico Sul. Esta capacidade industrial-tecnológica daria grande vantagem competitiva ao conjunto desses países, mas também facilitaria a manutenção da soberania sobre as áreas petrolíferas localizadas em alto mar. Hoje a única empresa sul-americana competitiva neste ramo é a Petrobrás, que já está  procurando áreas do tipo pré-sal no litoral africano.

http://www.getech.com/interpretation/South_Atlantic_Margins_Brochure_A4.pdf

Por enquanto é difícil saber se a camada de rochas do tipo pré-sal da região das Malvinas  tem potencial petrolífero.  Mas mesmo que não tenha petróleo no pré-sal, as reservas já encontradas na camada pós-sal parecem ser grandes o suficiente para interessar a um país como a Inglaterra, que já esgotou quase todo o seu próprio petróleo , extraído das outrora grandes reservas do Mar do Norte.

A Argentina sozinha não tem força política ou econômica para mudar o status colonial das Malvinas. Embora  o Comitê de Descolonização da ONU atualmente classifique o território como ocupado, ou sem governo próprio, dificilmente a Inglaterra irá descolonizá-lo apenas por pressão de declarações do governo argentino. Mas esta seria uma excelente oportunidade para que a UNASUL mostrasse unidade em torno de um tema de consenso na região: que as Malvinas pertencem à Argentina e não à Inglaterra. Uma declaração conjunta do Conselho de Segurança da UNASUL, mesmo que formal, daria outro peso político para esta questão.

É pouco provável que a atual crise em torno das Malvinas resulte em uma nova guerra. Mas isto não significa que o Brasil pode descuidar do seu futuro. De uma forma ou de outra, o futuro do Brasil estará profundamente ligado ao futuro da América do Sul, assim como o futuro da Petrobrás está ligado ao desenvolvimento do pré-sal.

O Brasil tem uma oportunidade ímpar em sua história: a disponibilidade de um recurso estratégico que o país tem plena capacidade tecnológica e econômica para desenvolver. Pela primeira vez o país pode planejar o uso do pré-sal de forma estratégica, para  fortalecer os laços com os países vizinhos, fortalecendo de tal forma a integração sulamericana que esta não possa mais regredir.

O petróleo tem que ser nosso!As primeiras  linhas desta história o país está escrevendo hoje, nas discussões que resultarão na Nova Lei do Petróleo, que integrará um novo marco regulatório para o petróleo no Brasil. É este o passo inicial para garantir a soberania sobre os recursos petrolíferos do país. Soberania esta, que nos permitirá utilizar estas riquezas para a geração de emprego e distribuição de renda, para investir em educação, saúde, infra-estrutura, tecnologia e energias mais limpas, ou seja, para criar um novo tipo de desenvolvimento, socialmente e ambientalmente sustentável, que ajude a melhorar a qualidade de vida do povo brasileiro e dos povos irmãos da América do Sul.

Lucas Kerr de Oliveira

Após a curta retomada das Malvinas pela Argentina, a União Européia – na época Mercado Comum Europeu -, iniciou um embargo comercial à Argentina, que incluiu tanto o bloqueio da importação de produtos argentinos como carne e trigo, como restrições para a exportação de determinados produtos, como armas, à Argentina. Em meio a uma batalha naval, a Argentina se viu impedidia de adquirir novos mísseis anti-navio, que o país não fabricava e dependia de fornecedores membros da OTAN.

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Brizola Neto: Prestem atenção nas Malvinas, diz respeito ao Brasil

17 de fevereiro de 2010

Blog Tijolaço

Prestem atenção nas Malvinas, diz respeito ao Brasil

fevereiro 17th, 2010

Brizola Neto

http://www.tijolaco.com/

Esta aí na foto ao lado é a plataforma de exploração Ocean Guardian – que não se perca pelo nome –  que está sendo rebocada e chega até o final do mês às Ilhas Malvinas. É a primeira das plataformas enviadas para retirar petróleo ao largo das Ilhas Malvinas.  Serão perfurados oito poços exploratórios.

https://i2.wp.com/www.tijolaco.com/wp-content/uploads/2010/02/platafo2.jpgQualquer pessoa  com conhecimentos básicos de logística de petróleo sabe que esta operação custará uma fortuna de centenas de milhões de dólares. Não existe base de terra minimamente próximas para essas plataformas, o que aumenta de forma gigantesca os seus  custos. Cada equipamento e cada trabalhador terá ser trazido de milhares de quilômetros de distância e nem mesmo aeroporto capaz de suportar vôos intercontinentais há na ilha, onde a maior pista é de 900 metros, 400 metros menor que a do nosso Santos Dumont.   Fala-se em trazer materiais construir uma cidade para os trabalhadores. Da Inglaterra às Malvinas a distância é de mais de 12 mil quilômetros, em linha reta. Evitando as águas territoriais brasileiras, mais de 16 mil quilômetros.

Logo, um investimento desta monta não é feito senão com indícios de uma grande quantidade de óleo, que o torne economicamente viável e lucrativo para as empresas petroleiras.

E se há petróleo em quantidade, haverá, tão certo como dois e dois são quatro, proteção militar a esta riqueza. Ou alguém acha que os ingleses vão deixar torres, terminais e navios ao alcance da aviação argentina em meia hora de vôo, sem proteção bélica?

E aí, meus amigos, estaremos diante de um dos maiores pesadelos militares que possamos ter: uma base militar aeronaval  no Atlântico Sul, a pouco mais de três mil quilômetros – alcance de aviões  de caça – de  São Paulo, Curitiba e Porto Alegre.  Sem falar na região do pré-sal. Do ponto de vista militar é muitíssimo pior do que as bases americanas na Colômbia.

O Brasil precisa entrar já nesta questão, diplomaticamente, antes que o impasse entre Londres e Buenos Aires se agrave mais ainda.  Para começar, deixando claro que não aceitará a implantação de qualquer base militar extra-continental no Atlântico Sul.  Não podemos tolerar a militarização de nossas vizinhanças e nem pretender sacrificar o povo brasileiro sendo obrigado a organizar defesas correspondentes a elas.

Esta história de petróleo nas Malvinas, eu venho dizendo aqui, se confirmada, vai ser um dos maiores impasses diplomáticos e militares que o nosso país terá de enfrentar.

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restem atenção nas Malvinas, diz respeito ao Brasil


Petrobras participa da exploração de petróleo no Uruguai

9 de fevereiro de 2010

Agência Petrobrás de Notícias

09/02/2010

Petrobras e Ancap assinam contrato de exploração na plataforma continental do Uruguai

http://www.agenciapetrobrasdenoticias.com.br/

A Petrobras, em sociedade com a YPF e a Galp Energia, assinou hoje (09/2) com a Ancap, estatal petrolífera do Uruguai, em Montevidéu, contrato para a exploração e produção de petróleo e gás natural na plataforma continental uruguaia. A forma de contrato assinada é a partilha de produção, modalidade que implica na participação do governo uruguaio na produção.

https://i2.wp.com/www.petrobras.com/ptcm/imagens/petrobrasnomundo_mapuruguai.gif

A assinatura do documento conclui o processo de licitação dos blocos de exploração da Ronda Uruguai 2009 das Bacias de Pelotas e Punta del Este, promovida em julho do ano passado pelo governo uruguaio e na qual a sociedade apresentou a melhor proposta para os Blocos 3 e 4, localizados na região sul-sudoeste da bacia de Punta del Este.

O Bloco 3 está localizado a 300 km da costa, a uma profundidade entre 200 e 1.500 metros e o Bloco 4 situa-se a 150 km a uma profundidade entre 100 e 200 metros. A Petrobras será a operadora do Bloco 4 (40%), tendo a YPF igual participação e a Galp Energia, 20%. No Bloco 3, a Petrobras possui 40% de participação, a YPF será a operadora da área (40%), tendo a Galp Energia 20% dos direitos.

A Companhia terá um período de quatros anos para estudar os dados sísmicos e decidir se realizará atividades de perfuração. Os compromissos assumidos pela Petrobras na licitação foram a aquisição de sísmica 2D e a conclusão do reprocessamento de dados já existentes.

A Petrobras é reconhecida mundialmente como uma das líderes mundiais na exploração e produção de petróleo em águas profundas. Para a Companhia, a atuação no Uruguai é importante para a integração energética do Cone Sul.

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Exploração de petróleo na região das Malvinas aumenta tensão entre Inglaterra e Argentina

5 de fevereiro de 2010

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Jornal Correio do Brasil

05/02/2010

Aumenta disputa entre Argentina e Grã-Bretanha pelas Malvinas

Por Redação, com Reuters – de Buenos Aires

A Argentina acusou nesta quinta-feira a Grã-Bretanha de apelar ao “fantasma militar” para encobrir a “ilegalidade” da exploração petroleira nas Ilhas Malvinas, cuja soberania é reclama pelo país sul-americano.

Em meio ao aumento na tensão bilateral, no entanto, uma fonte do governo argentino negou a possibilidade de um conflito militar pelo arquipélago, como o que ocorreu entre os dois países em 1982, na qual morreram 649 argentinos e 255 britânicos.

– Apelando ao fantasma militar, o que o Reino Unido faz é deixar mais em evidência a verdadeira realidade: a disputa por soberania existe – disse a fonte do Ministério de Relações Exteriores da Argentina.

A reação argentina veio depois que o jornal Financial Times reproduziu as palavras de um diplomata britânico que disse que o premiê do país, Gordon Brown, está ansioso por assegurar que a disputa com Buenos Aires não escale até alcançar um confronto militar.

– Este é um negócio legítimo nas águas das Ilhas Malvinas (…) Deveria ser permitido que continue e vai continuar – disse o diplomata ao jornal britânico.

A área que rodeia as ilhas poderia ser uma fonte abundante de hidrocarbonetos, segundo especialistas, mas a Argentina e Grã-Bretanha nunca alcançaram um acordo para a exploração conjunta.

Segundo informação difundida em diversas mídias, a Desire Petroleum começará em fevereiro a perfurar em busca de petróleo ao norte do arquipélago.

– A Argentina adverte novamente o Reino Unido sobre a ilegalidade e consequências desse novo ato unilateral, assim como a todos os agentes privados envolvidos, que serão passíveis de futuras demandas judiciais – acrescentou a fonte argentina.

As Ilhas Malvinas estão sob domínio britânico desde 1833, ano que deu início à disputa entre os dois países.

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A Amazônia Azul: O Mar que nos Pertence

1 de fevereiro de 2010

http://energia-securanza.blogspot.com/2010_01_01_archive.html

Energía e Geopolítica

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A Amazônia Azul: O Mar que nos Pertence

Almirante Guilherme Mattos de Abreu

Para muitos, o tema Amazônia Azul conflita com a Amazônia. Na verdade, isto não ocorre. Se verificarmos as prioridades estabelecidas na legislação, no caso, na Política de Defesa Nacional (PDN) b, veremos que o documento atribui primazia à “O ENCONTRO DE DUAS AMAZÔNIAS” foi promovido pelo Centro de Atividades Externas da Escola Superior de Guerra. Foi aberto pelo General-de-Exército José Benedito de Barros Moreira – Comandante da Escola, (fundador do CEPEN).


Na Amazônia Verde, a presença da Marinha é muito discreta. Ali, indiscutivelmente, é predominante a ação do Exército e da Força Aérea. Isso é ditado pelo ambiente. Por outro lado, a Marinha, ainda que presente na Amazônia, tem que cuidar dos interesses do Brasil no Oceano.

Em um enfoque estratégico, a grande área de interesse denominada Atlântico Sul estende-se do Continente Antártico ao hemisfério norte, à altura do paralelo 16º N. Evita-se, deste modo, dividir-se artificialmente um dos mais significativos componentes geoestratégicos da região, que é o estreito de cerca de 1750 milhas náuticas entre o Nordeste brasileiro e o saliente africano. Também não se pode esquecer que uma parte do Brasil encontra-se no hemisfério norte.

O oceano não separa – une. Para leste, essa área de interesse vai até a África. Aqui, aplica-se um secular conceito inglês: “onde houver um país que faça margem ao oceano, esse país faz fronteira com a Inglaterra”. Portanto, os países africanos que margeiam o Oceano Atlântico são os nossos vizinhos na fronteira oriental. Continue lendo »


“O Brasil e o Pré-sal” – Sérgio Gabrielli discute o Novo marco regulatório no terceiro painel

4 de dezembro de 2009

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Agência de Notícias da Assembléia Legislativa do RS

04/12/2009

SEMINÁRIO O BRASIL E O PRÉ-SAL

Novo marco regulatório é apresentado no terceiro painel

Neiva Alves – MTB 6064

Letícia Rodrigues  – Edição – MTB 9373

Foto: Marcelo Bertani / Ag. AL

Gabrielli explicou as formas de exploração da camada do pré-sal

Gabrielli explicou as formas de exploração da camada do pré-sal

O painel “A Geopolítica do Petróleo e a Distribuição dos Dividendos do Pré-Sal”, que tem como expositor o presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, está em desenvolvimento no Teatro Dante Barone, onde hoje (4) ocorre o Seminário O Brasil e o Pré-Sal: Uma nova perspectiva para o País e para o Rio Grande do Sul.

Gabrielli está fazendo uma exposição técnica sobre a camada do pré-sal, suas dimensões e capacidade de reservas. “Tudo leva a crer que o número de petróleo no pré-sal é um número muito grande, mas não podemos precisar. Temos um índice de sucesso exploratório de 87%, que é o triplo do índice mundial”. Ele disse que os testes realizados pela empresa são extraordinários. “Testes de curto prazo mostram que em apenas uma área, como a de Guará, é possível obter 50 mil barris de óleo recuperável por dia em apenas um poço”. Falando em termos estimativos, o presidente da Petrobras afirma que a camada pré-sal abriga algo em torno de 10 a 16 bilhões de barris.

Sobre as formas de exploração, conforme o novo marco regulatório, ele informou que o governo brasileiro está optando pela forma partilhada de produção, onde a empresa vencedora de licitação vai passar ao governo o lucro-óleo da extração. “A Petrobras, empresa que tem maior tecnologia de exploração em águas profundas no mundo, será a operadora, ou seja, irá aprovar e escolher as tecnologias e formas de exploração”.

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Mais notícias da Assembléia Legislativa do RS sobre o terceiro painel do Seminário “O Brasil e o Pré-Sal”:

Presidente da Petrobrás diz que riqueza deve ser explorada de maneira adequada

Debate sobre a democratização dos dividendos do Pré-sal encerra seminário na AL


Petrobras assina cinco contratos no valor total de R$ 8,9 bi para Refinaria Abreu e Lima

2 de dezembro de 2009

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Agência Petrobras de Notícias

2/12/2009

Petrobras assina cinco contratos no valor total de R$ 8,9 bi para Abreu e Lima

A Petrobras assinou nesta quarta-feira (2/12) cinco contratos, no valor global de R$ 8,9 bilhões, para a implantação da Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco. A cerimônia contou com a presença  do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, do presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli de Azevedo, e do diretor de Abastecimento da empresa, Paulo Roberto Costa. Participaram ainda o Gerente Executivo de Egenharia da empresa, Pedro José Barusco Filho, e o presidente da Refinaria, Marcelino Guedes.

Na avaliação do presidente Gabrielli, o empreendimento terá papel importante na redefinição da economia regional. “Esse impacto vai ser muito forte em Pernambuco, mas não será apenas no Estado. Vamos viabilizar um empreendimento estruturante, de longo prazo, que vai permitir uma expansão ainda maior da economia nordestina”, previu.

O diretor Paulo Roberto anunciou que a Petrobras obteve economia de quase R$ 7 bilhões no projeto. “Esses BID e REBIDs (relicitações) significam redução no investimento de R$ 6,7 bilhões, em comparação com os valores do no início de 2008”, demonstrou.

O governador de Pernambuco disse que os contratos assinados representam mais de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) do estado. Para ele, o empreendimento será importante para uma série de cadeias produtivas, como a cadeia têxtil. “Depois de 27 anos, estamos fazendo uma refinaria no ‘estado da arte’, com forte preocupação ambiental e com desenvolvimento de tecnologia brasileira”, lembrou, frisando que parte do desenvolvimento tecnológico é realizado no Centro de Pesquisas (Cenpes) da Petrobras. “O Cenpes é um patrimônio desse País”, afirmou.

O maior contrato, no valor de R$ 3,4 bilhões, se refere aos serviços necessários à construção das Unidades de Coqueamento Retardado – UCR (U-21 e U-22), incluindo subestações, Casas de Controle e as Seções de Tratamento Cáustico Regenerativo (U-26 e U-27). O contrato foi firmado com o Consórcio Camargo Corrêa – CNEC, constituído pelas empresas Construções e Comércio Camargo Correa S.A. e CNEC Engenharia S.A..

Também foi assinado o contrato para a implementação das Unidades de Hidrotratamento de Diesel (U-31, U-32), de Hidrotratamento de Nafta (U33 e U-34) e Unidades de Geração de Hidrogênio (U-35 e U-36). O valor deste contrato com o Consórcio CONEST-UHDT (constituído pelas empresas Odebrecht Plantas Industriais e Participações S.A. e Construtora OAS Ltda.) é de R$ 3,19 bilhões.

Já o contrato referente à construção das Unidades de Destilação Atmosférica – UDA (U-11 e U-12), no valor total de R$ 1,48 bilhão, foi firmado com o Consórcio RNEST – CONEST (Odebrecht Plantas Industriais e Participações S.A. e Construtora OAS Ltda.).

O escopo destes três contratos inclui o fornecimento de materiais, fornecimento parcial de equipamentos, construção civil, montagem eletromecânica, preservação, condicionamento, testes, pré-operação, partida (início das operações), assistência à operação, assistência técnica e treinamentos.

Além destes, também foi assinado o contrato para a implantação dos dutos de recebimento e expedição de produtos da refinaria, que compreende os serviços de análise de consistência do projeto básico, projeto executivo, fornecimento de materiais e equipamentos, construção civil, instalações elétricas, montagem eletromecânica, preservação, condicionamento, testes, apoio à pré-operação e operação assistida. O contrato será firmado com o consórcio Conduto – Egesa (Conduto – Companhia Nacional de Dutos e Egesa Engenharia S.A.), no valor de R$ 649 milhões.

O quinto contrato assinado refere-se aos serviços de infraestrutura civil e compreende o sistema de drenagem pluvial limpo, pontilhões de concreto, arruamento e pavimentação, áreas de armazenagem e portarias. Este serviço será executado pelo consórcio Construcap – Progen (Construcap CCPS Engenharia e Comércio S.A. e PROGEN Projetos Gerenciamento e Engenharia Ltda.) e o valor é de R$ 120 milhões.

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Deputados aprovam relatório da CPI das Tarifas de Energia

30 de novembro de 2009

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Agência Câmara

30/11/2009

Deputados aprovam relatório da CPI das Tarifas de Energia

Maria Neves –  Reportagem
João Pitella Junior –  Edição

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Tarifas de Energia Elétrica aprovou, há pouco, o relatório final do deputado Alexandre Santos (PMDB-RJ). No texto, a CPI recomenda que o Ministério Público investigue todos os ex-superintendentes e ex-diretores da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) que não cumpriram a quarentena de 12 meses sem trabalhar na iniciativa privada após deixarem os seus cargos na Aneel. Eles devem ser investigados também pelo crime de tráfico de influência. O texto, no entanto, não faz referência a nomes.



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Presidente da Petrobras presta esclarecimentos sobre a Refinaria Abreu e Lima (PE)

24 de novembro de 2009

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Agência Petrobras de Notícias

24/11/2009

Presidente da Petrobras participa da Comissão Mista de Orçamento da Câmara dos Deputados

Foto: AGÊNCIA PETROBRAS

24/11/2009-Comissão Mista de Orçamento do Congresso Nacional – Participação do presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli de Azevedo

O presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli de Azevedo participou, nesta terça-feira (24/11), da Comissão Mista de Orçamento, na Câmara dos Deputados. O presidente foi convidado a prestar esclarecimentos sobre o relatório do Tribunal de Contas da União (TCU) acerca da construção da Refinaria do Nordeste (Abreu e Lima), em Pernambuco.

Gabrielli informou aos parlamentares que somente as obras de terraplanagem da Refinaria tiveram o ritmo reduzido em função da investigação e denúncias do TCU, mas que os demais contratos seguem o andamento normal. “Já temos R$ 5,3 bilhões contratados para as obras”, afirmou o presidente.

Ele lembrou que as divergências e indícios de possíveis irregularidades nas obras de terraplanagem se referem a menos de 10% dos valores já contratados. “As divergências com o TCU têm convergido mais do que divergido. Temos confiança de que as solucionaremos junto ao Tribunal, incluindo como avaliar obras complexas, diferentemente de obras mais simples como rodovias.”

No depoimento Jose Sergio Gabrielli informou aos integrantes da Comissão as razões do crescente investimento da Companhia na ampliação de refinarias, que, segundo ele, está relacionado ao aumento da produção da Petrobras no Brasil e no exterior. O presidente explicou que a sustentabilidade de uma empresa que tem atuação tanto na exploração e produção, quanto no refino, se torna mais viável quando investe nos dois setores. “Precisamos equilibrar nossa situação de refino, por isso estamos construindo cinco refinarias no país”, esclareceu.

A Refinaria do Nordeste é a primeira grande refinaria do país desde 1980. Gabrielli informou aos deputados que o empreendimento vai atender, prioritariamente, a região Nordeste e vai produzir diesel e outros produtos, mas, no entanto, não produzirá gasolina.

24/11/2009-Comissão Mista de Orçamento do Congresso Nacional – Participação do presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli de Azevedo

O presidente da Petrobras explicou que a terraplanagem de estradas e de refinarias são muito diferentes uma da outra e que não é possível fazer comparações deste tipo. José Sergio Gabrielli respondeu aos questionamentos dos integrantes da Comissão, reiterando que as divergências que ainda existem estão sendo discutidas com o Tribunal de Contas.

Durante a reunião, o deputado Marcio Reinaldo (PP-MG) defendeu a continuidade das obras. O parlamentar afirmou que é preciso definir a regra que vale para a Petrobras: se o decreto que estabelece o processo licitatório simplificado ou a Lei 8.666, para evitar outros problemas do gênero.

Gabrielli também forneceu informações sobre a gestão da empresa e ressaltou que existem mecanismos de controle interno que impedem a tomada de decisões pessoais e obriga a divisão de responsabilidades.

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Congresso analisa partilha do pré-sal e adesão da Venezuela ao Mercosul

22 de novembro de 2009

http://congressoemfoco.ig.com.br/noticia.asp?cod_Canal=1&cod_Publicacao=30701

 

Congresso em Foco

22/11/2009

Congresso analisa partilha do pré-sal e adesão da Venezuela ao Mercosul

Rodolfo Torres


Enquanto deputados analisarão nesta semana o parecer da comissão especial ao Projeto de Lei 5938/09 (partilha dos royalties do petróleo na camada pré-sal), o Senado vai tentar mais uma vez analisar a adesão da Venezuela ao Mercosul (leia mais). As duas matérias estão em discussão no Congresso há várias semanas.

O relatório que vai a voto no plenário da Câmara foi elaborado pelo líder do PMDB na Casa, Henrique Eduardo Alves (RN). Ele amplia de 10% para 15% o total de royalties a ser pago pela produção e redistribui estes recursos. Na prática, o peemedebista ampliou os recursos para os estados e diminuiu para municípios produtores de petróleo, repassando-os para outros que não o produzem.

O acordo, que beneficia os estados e municípios que não produzem petróleo, garantirá aos estados produtores 25% das receitas obtidas com a cobrança de royalties, em vez dos 18% anteriormente propostos. Hoje, eles recebem 22,5%. Já os municípios produtores terão direito a somente 6% dos royalties.

Os municípios afetados pelas operações de embarque e desembarque de petróleo ficarão com 3% – 1% a mais do que determinava o parecer original -; e todos os demais estados e municípios da federação passarão a embolsar 44% dos royalties, quase nove vezes mais do que recebem atualmente. Esses aumentos só foram possíveis porque os índices previstos para a União foram reduzidos.

A União, que levava 27% (fora os 3% para mitigação de mudanças climáticas), agora vai ficar com 19% dos royalties. Pelo texto votado há pouco, os estados e municípios não produtores continuarão a ganhar 44% dos royalties, divididos ao meio.

O presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), considera que a partilha dos royalties do pré-sal definirá a votação das outras duas propostas sobre a camada que ainda serão analisadas neste ano pelos deputados.

“O argumento é que tanto o Fundo Social quanto a capitalização da Petrobras dependem muito da decisão sobre a partilha em plenário. É possível que a partilha seja o próximo”, afirmou Temer, logo após a Casa aprovar a criação da Petro-Sal (empresa 100% estatal que vai gerenciar os contratos de exploração de petróleo do pré-sal). (leia mais)

Contudo, antes de analisar a proposta, a Câmara terá de votar a Medida Provisória 469/09. A MP, que tranca a pauta da Casa, libera R$ 2,1 bilhões aos ministérios da Saúde e dos Transportes para ações de combate à gripe A.

Venezuela

Enquanto isso, o plenário do Senado vai tentar – pela quinta vez – analisar a entrada da Venezuela no Mercosul. Para a oposição, a questão deve ser mais debatida. A minoria alega que o presidente venezuelano, Hugo Chávez, tende a isolar o bloco econômico, atualmente formado por Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai.

Para o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), Hugo Chávez imprime um “modelo autoritário e preconceituoso” na América do Sul. O tucano apresentou parecer contrário à entrada da Venezuela no Mercosul. Contudo, a Comissão de Relações Exteriores do Senado acabou rejeitando seu relatório e aprovou a adesão do país vizinho.

Enquanto isso, o governo defende a entrada da Venezuela como forma de fortalecer o comércio bilateral e projetar a integração do continente sul-americano.

“Nós sonhamos que, um dia, todos os países sul-americanos estejam participando do Mercosul. Ele vai ficar maior, mais forte, econômica e comercialmente mais importante, e politicamente muito mais importante”, afirmou o presidente Lula no final de outubro passado, quando esteve na Venezuela para a inauguração do novo Consulado-Geral do Brasil.

A inclusão da Venezuela no bloco comercial é defendida no Projeto de Decreto Legislativo 430/08, originário da Comissão de Relações Exteriores da Câmara. A matéria tem como objetivo aprovar o texto do Protocolo de Adesão da República Bolivariana da Venezuela ao Mercosul, assinado em Caracas em 4 de julho de 2006 pelos presidentes dos Estados-membros do Mercosul e da Venezuela.

 

http://congressoemfoco.ig.com.br/noticia.asp?cod_Canal=1&cod_Publicacao=30701

“Guerra” por luz e petróleo

18 de novembro de 2009

http://www.correiodopovo.com.br/

Correio do Povo

ANO 115 Nº 49 – PORTO ALEGRE
18 de novembro de 2009

”Guerra” por luz e petróleo

A Operação Laçador mobiliza 8 mil militares da Aeronáutica, do Exército e da Marinha em um conflito fictício entre dois países hipotéticos: Verde (Paraná, Santa Catarina e parte do RS) e Amarelo (regiões da Campanha e Noroeste do RS). As duas nações estão em conflito desde segunda pelo domínio de uma usina hidrelétrica binacional e bacias petrolíferas. “O exercício de adestramento testa a integração do Ministério da Defesa e das Forças Armadas”, justificou o comandante da Força Aérea Componente 106, brigadeiro Antônio Carlos Egito do Amaral.

Na Base Aérea de Canoas, ontem, ele negou qualquer vinculação do treinamento com o apagão que atingiu 18 estados no dia 10. A coincidência preocupa o Paraguai. O jornal ABC Color estampou sábado o receio, por meio da manchete “Brasil prepara simulacro de guerra dirigido ao Paraguai”. “Não há relação entre os fatos, pois é impossível organizarmos uma operação de tamanha grandeza em menos de uma semana”, explicou Egito.

A manobra coordenada pelo Comando Militar do Sul envolve 13 navios, dois submarinos e 53 aeronaves. O país Amarelo enfrenta uma crise de energia. A única fonte de energia vem de uma usina binacional construída em parceria com o Verde, onde fica a hidrelétrica. O Amarelo decide ocupar os campos petrolíferos do Verde, na região do Porto de Rio Grande. Com o aval da ONU, o Verde decide tomar a usina.

Correio do Povo

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Nova descoberta de petróleo em águas profundas de Angola

11 de novembro de 2009

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Agencia Petrobras de Notícias

11/11/2009

Nova descoberta de petróleo em águas profundas de Angola

Foto: AGÊNCIA PETROBRAS

A Petrobras informa nova descoberta de petróleo no Bloco 15/06, em águas profundas angolanas, no qual possui 5% de participação, por meio da sua subsidiária Petrobras Internacional Braspetro B.V.. A descoberta ocorreu no poço Cabaça Norte-1, localizado a cerca de 350 quilômetros ao norte de Luanda. Esta é a segunda descoberta anunciada no Bloco 15/06, no qual a Sonangol E.P. é a concessionária, e a Eni Angola, a operadora, com 35% de interesse.

O poço Cabaça Norte-1 foi perfurado em uma profundidade de água de 500 metros e atingiu uma profundidade total de 2.830 metros. Durante os testes de produção, o poço produziu acima de 6.500 barris de petróleo por dia.

Os outros parceiros do Bloco 15/06 são SSI Fifteen Limited (20%), Sonangol P&P (15%), Total (15%), Falcon Oil Holding Angola AS (5%) e Statoil Angola Block 15/06 AS (5%).

Primeira descoberta no Bloco 15/06

No dia 15 de outubro de 2008, a Petrobras anunciou a descoberta de petróleo no poço N’Goma-1, também localizado no Bloco 15/06, a cerca de 350 quilômetros de Luanda. O poço N’Goma-1 foi perfurado até 3.383 metros, em águas de 1.421 metros de profundidade. Este poço foi testado e o óleo produzido apresentou densidade de 22,5º API, superando as expectativas e confirmando o grande potencial do Bloco 15/06.

Petrobras em Angola

A Petrobras está presente em Angola desde 1979 e é hoje uma das maiores operadoras de blocos exploratórios no país, considerado atualmente um dos grandes produtores de petróleo do mundo. A Companhia opera três blocos exploratórios (Blocos 18/06, 6/06 e 26) e participa, como não-operadora, em outros três consórcios (Blocos 2/85, 15/06 e 34).

A atuação da Petrobras em Angola está alinhada ao seu Plano Estratégico, que classifica o país como uma das regiões estratégicas para o foco de sua ação internacional.

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CBS defende que hackers podem ter provocado blecaute no Brasil

10 de novembro de 2009

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10/11/2009

Blackouts Hit Brazil’s 2 Largest Cities

Lights Go Out Days After “60 Minutes” Reports Hackers Caused Previous Blackouts

RIO DE JANEIRO

(CBS/AP) A massive power failure threw Brazil’s two largest cities into darkness Tuesday night along with other parts of Latin America’s largest nation, affecting millions of people.

Officials did not immediately comment on the cause of the blackouts, but Brazilian media reports said there were unspecified problems at the huge Itaipu hydroelectric dam that straddles Brazil’s border with Paraguay.

The problems at the dam caused a loss of 17,000 megawatts of power, resulting in outages in large parts of Rio de Janeiro, Sao Paulo and other cities in several states, according to the G1 Web site of Globo TV.

The blackouts came three days after CBS’ “60 Minutes” reported several past Brazilian power outages were caused by hackers. Brazilian officials played down the report.

Brazil’s official Agencia Brasil news agency said Tuesday’s outage started about 10:20 p.m. local time (7:20 EST), snarling streets in Rio after traffic lights stopped working. Subway service was knocked out in both Rio and Sao Paulo.

Utility companies that provide electricity to the two cities did not immediately offer explanations for why the power went off or when it would be restored, Agencia Brasil said.

Sao Paulo is South America’s largest city, with 12 million residents. Rio has 6 million citizens. But the metropolitan area of both cities are much larger.

Cyber War: Sabotaging the System

Video  – http://www.cbsnews.com/video/watch/?id=5578986n

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Pré-sal e ingresso da Venezuela no Mercosul pautam Congresso

8 de novembro de 2009

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Congresso em Foco

08/11/2009

Pré-sal e ingresso da Venezuela no Mercosul pautam Congresso

Eduardo Militão


Temer quer cumprir acordo com governo e votar projetos do petróleo; no Senado, oposição promete barrar ingresso do país de Chávez em bloco econômico
Divisão de royalties de petróleo entre estados e municípios não tem consenso na Câmara

A votação dos projetos do pré-sal e do ingresso da Venezuela no Mercosul estão entre as principais pautas dos plenários do Congresso. Na Câmara, os deputados devem colocar em pauta as propostas que regularão a exploração de petróleo na camada do pré-sal, mas duas das quatro matérias ainda não saíram das comissões. No Senado, a oposição promete dificultar a intenção do governo de colocar o país de Hugo Chávez entre os membros do Mercado Comum do Sul.

Agenda da Câmara – Agenda do Senado – Agenda do Congresso

O presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), tem um acordo com o governo de votar nos próximos dias as proposta do pré-sal. Mas só duas matérias estão no plenário

O projeto de lei 5940/09 cria o Fundo Social do Pré-sal. O dinheiro inicialmente deveria servir apenas para fazer uma poupança e investir em educação, ciência e tecnologia e meio ambiente. Na comissão, o relator da matéria, Antonio Palocci (PT-SP), aceitou acrescentar o setor de saúde como mais um destinatário dos recursos vindos dos roaylties do petróleo.

O PL 5939/09 cria uma outra empresa estatal para explorar o minério em águas profundas, a Petro-sal. Os membros do Conselho Fiscal e de Administração da empresa terão mandato de quatro anos, podendo serem reeleitos. O relator da proposta, Luiz Fernando Faria (PP-MG), criou uma quarenta para os dirigentes da Petro-sal. Ao deixarem a empresa, não poderão trabalhar no mercado de petróleo durante quatro meses, período em que continuarão a receber seus salários.

Divisão do bolo

Um dos projetos que não chegou ao plenário é o que faz com que os estados e municípios que não produzem petróleo recebam mais dinheiro dos royalties do que acontece atualmente. É o dinheiro dos royalties que vai bancar o Fundo Social, para tentar distribuir a riqueza do petróleo para toda a população. A divisão do bolo causa controvérsias.

Pelo parecer do deputado Henrique Alves (PMDB-RN) ao PL 5938/09, o valor dos royalties sobe de 10% para 15% do óleo explorado. A distribuição desses recursos mudaria da seguinte maneira: estados e municípios não produtores teriam sua participação aumentada de 7,5% para 44%; estados e municípios produtores de petróleo teriam sua participação reduzida de 22,5% para 18%.

As alterações desagradam aos parlamentares que representam os governadores do Rio de Janeiro, Espírito Santo e São Paulo.

Outro projeto ainda longe do plenário é o PL 5941/09. Ele permite que o governo federal injete recursos na Petrobrás. Pelo relatório de João Maia (PP-RN), serão repassados 5 bilhões de petróleo à estatal. Em troca, o governo federal emitirá título da União.

O texto do projeto não permite que trabalhadores apliquem parte de seu Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) em ações da Petrobrás. Mesmo os que já são cotistas da empresa só poderão comprar novas ações com recursos próprios.

Portas fechadas para Chávez

A oposição no Senado quer manter as portas fechadas para Hugo Chávez. O presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado, Eduardo Azeredo (PSDB-MG), escalou um colega tucano para relatar a proposta de ingresso da Venezuela no Mercosul.

Mas o relatório de Tasso Jereissati (PSDB-CE) foi vencido por 11 votos a 6. Em seguida, a CRE aprovou o relatório pró-Venezuela feito pelo líder do governo, Romero Jucá (PMDB-RR): 12 a 5.

Os líderes no Senado fizeram um acordo para votar a polêmica no plenário na próxima quarta-feira (11). “Vamos votar e aprovar”, garantiu Jucá, segundo a Agência Senado.

A oposição vai tentar derrubar a entrada da Venezuela mais uma vez. O líder do PSDB, Arthur Virgílio (AM), brincou ao dizer que plenário viverá “um momento muito bonito”.

Congresso em Foco

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Petrobras e PDVSA concluem negociações para construção e operação da Refinaria Abreu e Lima

30 de outubro de 2009

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AGÊNCIA PETROBRAS DE NOTÍCIAS

30/10/2009

Petrobras e PDVSA concluem negociações para construção e operação da Refinaria Abreu e Lima

Foto: AGÊNCIA PETROBRAS

 

Petrobras e PDVSA informam que concluíram com êxito as negociações para a constituição da empresa que vai construir e operar a Refinaria Abreu e Lima, localizada em Pernambuco. A participação acionária na empresa será de 60% para Petrobras e 40% para PDVSA. A refinaria terá capacidade de processamento de 230 mil barris de petróleo pesado por dia, a ser fornecido em partes iguais pela Petrobras e PDVSA, e terá como principal produto óleo diesel com baixo teor de enxofre.

Petrobras e PDVSA darão andamento aos procedimentos formais para a constituição da sociedade no Brasil.

A Refinaria Abreu e Lima é um importante projeto para a integração energética Sul-Americana.

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Sai, finalmente, o acordo da RNEST

30 de outubro de 2009

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Energia Hoje

30/10/2009

Sai, finalmente, o acordo da RNEST

Da Redação

A Petrobras e a PDVSA fecharam nesta sexta-feira (30/10) a entrada da estatal venezuelana na Refinaria Abreu (RNEST), que está sendo construída no Porto de Suape, em Pernambuco. A efetiva entrada da estatal venezuelana no projeto se arrastava desde 2006.

As negociações se arrastaram por conta do preço do óleo venezuelano que será comercializado para a planta e pela intenção da PDVSA de entrar no mercado de distribuição brasileiro. Pelo que parece, o governo Hugo Chávez perdeu a primeira disputa e terá que aceitar um preço de mercado pelo óleo. No entanto, a estatal do seu país poderá atuar em distribuição no país.

A Refinaria Abreu e Lima vai processar 230 mil barris/dia de petróleo, sendo 50% de cada país. O valor da obra, inicialmente previsto em US$ 4 bilhões, já ultrapassa a casa dos US$ 12 bilhões, de acordo com dados da estatal brasileira. A Petrobras informou que já investiu cerca de R$ 3,5 bilhões no empreendimento.

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Carta à Istoé sobre matéria “De quem é o TCU?”

24 de outubro de 2009

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Blog da Petrobras

24/10/2009

Carta à Istoé sobre matéria “De quem é o TCU?”

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Em relação à matéria “ De quem é o TCU?“, publicada na revista Isto É (edição nº 2085, de 28/10), a Petrobras esclarece que as obras de construção da Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, e de modernização da Refinaria Getúlio Vargas (Repar), no Paraná, não foram paralisadas, como informado. Os empreendimentos estão em andamento. Mais de 90% das obras de terraplanagem da refinaria Abreu e Lima foram realizadas e devem estar concluídas em 2010. A previsão é de que a refinaria comece a operar no primeiro semestre de 2011. Não está definido ainda o valor total da obra, pois há processos de contratação em curso, com propostas em avaliação. A Companhia continua trabalhando para reduzir custos.

A Petrobras reitera que não há irregularidade em seus empreendimentos e está prestando todas as informações solicitadas pelo TCU nesse sentido. Ocorre que há divergência entre os parâmetros adotados pelo Tribunal e os adotados pela empresa. A Companhia considera os critérios utilizados pelo TCU insuficientes para suas obras, de grande complexidade e com especificidades próprias da indústria do petróleo.

Assista ao vídeo “TCU Cidadão Composição do Tribunal de Contas da União Ministro Ubiratan Aguiar”

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Estudo mostra mapa de oportunidades para integração energética na América Latina

15 de outubro de 2009

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São Paulo, 15 de Outubro de 2009

Estudo mostra mapa de oportunidades para integração energética na América Latina

Consultores selecionam os 13 melhores projetos para serem desenvolvidos no continente

Milton Leal

do Rio de Janeiro

O Comitê de Integração Energética Regional (Cier), órgão que congrega 230 empresas e entidades latino-americanas ligadas ao setor energético, divulgou nesta quinta-feira (15/10) um estudo preliminar sobre as melhores oportunidades de integração energética existentes no continente. O objetivo foi analisar do ponto de vista estratégico, técnico, comercial e regulatório a viabilidade da utilização dos recursos naturais da região de forma integrada.

O trabalho, desenvolvido pela PSR Consultoria (Brasil), Synex (Chile) e Mercados Energéticos Consultores (Argentina), terá sua versão final publicada até o final do ano. Neste documento, deverá conter detalhes e informações sobre os 13 projetos (veja lista no final da reportagem) que foram identificados pelas consultorias como os melhores e mais factíveis empreendimentos que podem ser prospectados em parceria pelas nações. No âmbito da geração de energia, cerca de 8 mil MW estão sendo estudados.

O Brasil pode estar presente em cinco ou mais destes projetos. Os valores de investimentos necessários para a implementação de cada um só será conhecido na versão final do documento.

Ao todo, 16 países participaram do levantamento de oportunidades realizado pelos especialistas. Cada uma enviou a relação de todos os projetos de geração e transmissão atualmente em operação em seu território, além daqueles empreendimentos que estão planejados para serem construídos. O resultado foi um banco de dados com 728 hidrelétricas (não contabiliza as pequenas centrais) e 1900 plantas térmicas. “Foi um desafio, mas os dados são consistentes”, afirma o presidente da PSR, Mário Veiga.

As projeções de crescimento da demanda por eletricidade também foram informadas aos consultores. Segundo o estudo, a capacidade instalada da região vai crescer dos atuais 92,8 mil MW médios para 135 mil MW médios em 2017.

Para Luís Fernando Alarcón, presidente da ISA, empresa que detém 50% das interconexões elétricas existentes no continente, os benefícios da integração são o ganho na economia de escala, a possibilidade de postergar e reduzir investimentos na expansão do sistema, a complementariedade hidrológica e a otimização dos recursos existentes. “Tudo isso melhor a confiabilidade, segurança e qualidade dos serviços”, opina o executivo, que acredita ser possível construir um mercado supraregional de energia.

Alárcon, contudo, vê os diferentes graus de abertura dos mercados e as divergentes regulamentações existentes como barreiras para a integração. “O processo é bastante difícil, há muitos interesses contraditórios”, alerta. O presidente da companhia colombiana ainda vê os problemas geopolíticos como complicadores para a efetivação dos projetos. “Este é um processo que certamente nos tomará tempo”.

O presidente da estatal peruana Eletroperu, Luís Alejandro Bedoya Wallace, afirma que é preciso criar um marco legal e normativo que comprometam os Estados para que a integração energética no continente se torne realidade. “Precisamos potencializar as relações bilaterais para impulsionar o multilateralismo”, avalia. Wallace também defende a tranparência na fixação de tarifas e a criação de um operador independente responsável pela região.

Jornal da Energia: Mapa elaborado pelo Comitê de Integração Energética Regional (Cier)

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Brasil vai em busca de hidrelétricas com reservatórios no exterior: Eletrobrás estuda 16GW em projetos no Cone Sul

15 de outubro de 2009

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Jornal da Energia

São Paulo, 15 de Outubro de 2009

Brasil vai em busca de hidrelétricas com reservatórios no exterior

Eletrobrás estuda 16GW em projetos no Cone Sul

Milton Leal

Rio de Janeiro

O setor ambiental brasileiro já deixou mais do que claro que não serão construídas usinas hidrelétricas com reservatórios no País em razão dos impactos ambientais provocados pelos alagamentos de terras. Prova disso é a tecnologia de usinas a fio d’água, que foi utilizada nas plantas do rio Madeira.

Sem capacidade de regularização do sistema e com a dificuldade de obter licenciamento ambiental para vários projetos hidrelétricos, a alternativa foi iniciar o processo de transição da matriz hidrelétrica para uma composição hidrotérmica.

Nos últimos leilões de energia, termelétricas poluentes foram contratadas a peso de ouro para ficarem paradas boa parte do ano e servirem como segurança do sistema.

A saída para este problema está literalmente além das fronteiras brasileiras. O potencial hidrelétrico inexplorado nos vizinhos sul-americanos é da ordem de 270 mil MW. A grande maioria destes aproveitamentos, segundo o presidente da PSR Consultoria, Mário Veiga, podem ser construídos com reservatórios, como é o caso do projeto de Iñambari, no Peru, que possui 2,2 mil MW e que está sendo prospectado pela Eletrobrás.

De acordo com o superintendente de operações internacionais da estatal, Sinval Gama, a empresa está estudando 16 mil MW de geração na América do Sul. Para tirar esses projetos do papel seriam necessários cerca de US$40 bilhões. Além disso, 10 mil km de linhas na região compõem o portfólio de estudos da companhia.

Gama também revelou que o braço de operações no exterior da Eletrobrás está inventariando cerca de 7,5 mil MW de potencial hidrelétrico na Guiana – país localizado na fronteira com Roraima e que possui um regime hidrológico oposto do brasileiro – o que poderia contribuir muito com o aumento da capacidade de regularização dos tanques de armazenamento nacionais.

Segundo ele, a expectativa é que em seis meses os estudos estejam prontos para que se sobre a factibilidade de exploração dos empreendimentos. “Estamos fazendo todo o trabalho na Guiana para checarmos se o aproveitamento de Tortruba é realmente o melhor”, explicou o executivo, referindo-se ao estudo de inventário de uma usina de 800MW que já estava pronto, mas que está sendo refeito.

No Peru, além de Iñambari, a Eletrobrás está de olho em outras cinco oportunidades. No início, chegou-se a cogitar a possibilidade de construir 15 hidrelétricas. Estudos de otimização foram feitos e este número caiu para seis. “Pretendemos finalizar os estudos de viabilidade até dezembro de 2010”, disse Gama.

Na Argentina, os estudos de inventário da hidrelétrica binacional de Garabi estão quase prontos. O superintendente da Eletrobrás acredita que a tendência é que a usina seja dividida em dois aproveitamentos, que juntos terão 2,4 mil MW de capacidade.

No âmbito das interconexões elétricas, Brasil e Venezuela estudam uma linha de transmissão de 1,2 mil km de distância que teria capacidade de transpostar 2 mil MW de energia para o território brasileiro. Contudo, como os venezuelanos não possuem excedente de energia, os brasileiros aguardam o surgimento de novas usinas no país que criem demanda para justificar a construção da linha.

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Petrobras confirma acordo societário com PDVSA para construção da Refinaria Abreu e Lima

5 de outubro de 2009

http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2009/10/05/materia.2009-10-05.2559418837/view
5 de Outubro de 2009

Petrobras confirma acordo societário com PDVSA para construção da Refinaria Abreu e Lima

Nielmar de Oliveira

Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro – O acordo societário para a construção da Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, entre a Petrobras e a empresa venezuelana PDVSA já foi concluído e deverá ser assinado ainda este mês pelo presidente Lula, confirmou hoje (5) o diretor de Abastecimento e Refino da Petrobras, Paulo Roberto Costa.

A assinatura do acordo deverá ocorrer na próxima viagem que Lula fará à Venezuela para participar de um evento sobre a colheita de soja naquele país. A cultura de soja venezuelana foi desenvolvida com tecnologia da Embrapa.

Costa também admitiu que a Petrobras poderá comprar o aço para a construção da Refinaria Abreu e Lima no mercado externo, por causa dos preços do produto nacional que estão em alta.

Sobre o relatório do Tribunal de Contas da União (TCU) que sugere a paralisação da obra da refinaria devido o aumento do valor inicial de construção, Costa admitiu que o custo estimado em cerca de US$ 4 bilhões, saltou para US$ 12 bilhões. Mas, segundo ele, isso ocorreu por causa da valorização do real (que elevou a previsão de orçamento em US$ 2 bilhões) e à inflação de custos causada pelo aquecimento do mercado, aliados ao aumento no custo dos insumos e da mão de obra.

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The rise and rise of Brazil: Faster, stronger, higher

27 de setembro de 2009

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The Independent

Sunday, 27 September 2009

The rise and rise of Brazil: Faster, stronger, higher

Hosting the 2016 Olympics would be the icing on the cake for the South American nation that is finally fulfilling its potential.

Hugh O’Shaughnessy reports

Botafogo beach in Rio de Janeiro. The IOC committee will pay a four-day visit to assess the city's 2016 Olympic bid

AFP/Getty Images: Botafogo beach in Rio de Janeiro. The IOC committee will pay a four-day visit to assess the city’s 2016 Olympic bid

God may not be Brazilian, as many of the inhabitants of Rio de Janeiro proudly boast, but The Almighty seems to be swinging His or Her not inconsiderable influence towards the Cidade Maravilhosa, the Marvellous City on the South Atlantic ocean, as it pitches strongly for the chance of staging the 2016 Olympic Games. Its three rivals, Tokyo, Madrid and Chicago, seem to be fading as they turn into the home straight towards O Day in five days’ time. On 2 October the victorious city should be announced in Copenhagen, watched by a billion television viewers from across the world.

On Tuesday, in Brasilia, senators moved to approve the legislation needed to guarantee everything required for a successful bid – from funding to regulations to stop hoteliers overcharging for rooms. On Wednesday, The New York Times appeared to give up on the Windy City on the chilly shores of Lake Superior, hinting that the Brazilian president, Luis Inácio da Silva, whom everyone calls Lula (“The Squid”), had the easiest job in the world to land the prize. Lula, the former metalworker and trade union leader who years ago lost a finger in a hydraulic press, himself confessed he had the advantage. He will be accompanied to Copenhagen by his wife, Marisa, while Michelle Obama will be there without her husband. “So it’ll be two to one,” he pointed out with quiet delight.

Next month’s vote could be a milestone on Brazil’s journey away from being the eternal country of the future – and the one for which the future never comes – towards becoming an undisputed world power, with a permanent presence on the UN Security Council and the cash to feed, educate and care for its population of nearly 200 million.

Lula, who as a child supplemented his mother’s budget by selling peanuts around the docks of Santos, is revelling is his new eminence, his freedom to blame the current world financial crisis on “blue-eyed bankers” and to command respect. Bankers’ panic and media alarm in the City of London and Wall Street in the months before his first massive electoral victory of 2002 are things of the past. Today Brazil is one of the so-called “BRICs”, along with Russia, India and China, and admired by bankers and economists. And not only does President Obama call him the world’s most popular leader but, after a period when government corruption looked as though it might topple him, Lula’s approval rating with voters is now around 80 per cent.

No longer a financial basket case struggling with hyperinflation, Brazil is looking forward to the tsunami of riches that will engulf it when Petrobras, the highly successful publicly controlled oil company, gets full production from the enormous new oilfields deep under Brazilian seas. Lula is making plans to use the new money to correct the abuses that stemmed from the Western-supported military coup of 1964, and the subsequent years of savage repression and torture, which ground down his own living standards and those of millions of other poor Brazilians. Brazil is also a massive food exporter – comforting when famine stalks many other places.

The past few weeks have demonstrated that Lula is drawing on tomorrow’s wealth as the lever for international influence today. The first head of state to talk in the debate in the UN General Assembly on Wednesday, he got in before Colonel Gaddafi’s 90-minute philippic which inconvenienced everyone else. He took the opportunity to lambast the ideas of the Western powers during the financial crisis. “What fell to the ground was the social, political and economic concept accepted as unquestionable,” he said in a sharp dig at politicians and bankers opposed to government regulation of the markets. Lula’s efforts have helped to crush the Group of Eight rich countries, replacing it with the Group of 20, which includes developing countries and which met in Pittsburgh on Thursday to start reforming the world’s finances.

At the General Assembly he also demanded an immediate end to the coup d’état in Honduras, where the Brazilian embassy is sheltering Manuel Zelaya, the legitimate president overthrown on 28 June by an impostor with military support. Lula is calling for Security Council action against the increasingly barbaric new regime threatening it with the full force of international law, particularly if it continues to deprive the Brazilian diplomats and their guests of power, water and food. Brazilian action, closely backed by the Venezuelan government, has wrong-footed Washington, exposing a clear gulf on the Honduran mess between Obama, who wants decisive action to restore Zelaya, and a shilly-shallying Hillary Clinton, whose right-wing advisers have other ideas.

Lula is, too, a leader in the new political bloc the Union of South American Nations. Unasur is resisting the militarisation of South America that many think will follow if Colombia, a close ally of the US, allows the Pentagon to establish seven new bases on its land; these would allow the US to dispatch warplanes to any part of the continent except southern Patagonia. As a precaution, Lula is buying arms in France and Russia.

In his efforts to accelerate the drive for Latin American unity, Lula has taken political risks at home, daring to take on the powerful electricity companies. In order to cement relations with his poor neighbour Paraguay, he has promised a new deal on the gigantic hydroelectric Itaipú dam whose power is supposed to be shared by both countries but which in fact goes overwhelmingly to Brazil.

However, if Rio wins on Friday, Lula will settle back to the task of giving the city’s dispossessed hope – and ensuring that South America’s first Olympics pass off peacefully.

http://www.independent.co.uk/news/world/americas/the-rise-and-rise-of-brazil-faster-stronger-higher-1793848.html

Lula diz que contrato entre Petrobras e PDVSA será assinado em outubro

27 de setembro de 2009

http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2009/09/27/materia.2009-09-27.2939794811/view

Empresa Brasileira de Comunicação – EBC

27 de Setembro de 2009

Lula diz que contrato entre Petrobras e PDVSA será assinado em outubro

Nielmar de Oliveira

Enviado especial da EBC

Isla Margarita (Venezuela) – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva informou hoje (27), na Isla Margarita, na Venezuela, que o contrato societário entre a Petrobras e a petrolífera venezuelana PDVSA já está concluído e será assinado em meados de outubro, provavelmente dia 16 ou 17, quando o presidente brasileiro retorna à Venezuela para um encontro bilateral com o presidente Hugo Chávez.

Mais cedo, o presidente Lula adiantou que o contrato seria assinado ainda na tarde de hoje, quando os dois presidentes deveriam, entre outros assuntos, revisar a agenda bilateral. O encontro, no entanto, foi adiado a pedido do presidente Lula que alegou cansaço, uma vez que vem de uma semana desgastante encerrada com o encontro dos países do G20, nos Estados Unidos.

“Então eu pedi para ele adiar [a assinatura]. E quando eu for lá, mais ou menos a partir do dia 16, 17, quando vai ter a primeira colheita da soja que a Embrapa veio aqui à Venezuela ajudar a plantar, será assinado o nosso acordo da refinaria Abreu e Lima”.

A Refinaria Abreu e Lima vai processar 230 mil barris de petróleo por dia, dos quais 50% de cada país. O valor da obra, inicialmente previsto em US$ 4 bilhões, ainda está sendo reavaliado e será divulgado quando forem concluídas as licitações. A Petrobras informou que já investiu cerca de R$ 3,5 bilhões no empreendimento.

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22/09/2009 – Ciclo de Palestras: “Petróleo, Pré-Sal e Petrobrás” teve início hoje no Clube de Cultura

22 de setembro de 2009

Blog Diário do Pré-Sal

22/09/2009

Ciclo de Palestras: “Petróleo, Pré-Sal e Petrobrás” teve início hoje no Clube de Cultura


Teve início hoje, no Clube de Cultura de Porto Alegre, o Ciclo de Palestras: “Petróleo, Pré-Sal e Petrobrás”. O palestrante Lucas Kerr de Oliveira abriu o evento com a palestra: “Geopolítica do Petróleo”.

Geopolítica do Petróleo - Palestra em 22/09/2009

O professor universitário, mestre em Relações Internacionais e douturando em Ciência Política, tratou de três aspectos principais relativos à geopolítica do petróleo e dos recursos energéticos, começando a apresentação pela análise do papel da energia na história da humanidade, na economia, na guerra e na política internacional, revisando o papel da energia e dos recursos energéticos nos principais eventos e conflitos do século XX.

Civilização do Petróleo: o papel do petróleo na estruturação da Civilização contemporânea

Na sequência o palestrante tratou do problema da crise energética global, fazendo uma breve avaliação do debate a respeito do “pico petrolífero”, tecendo considerações sobre o  “fim da Era do Petróleo barato” e os impactos nas disputas por recursos energéticos cada vez mais escassos.

Palestra no Clube de Cultura de Porto Alegre: "Geopolítica do Petroleo" - 22/09/2009 - foto 1

Palestra no Clube de Cultura de Porto Alegre: "Geopolítica do Petroleo" - 22/09/2009 - foto 1

A seguir, tratou do problema da crise energética global, fazendo uma breve avaliação do debate a respeito do “pico petrolífero”, tecendo considerações sobre o  “fim da Era do Petróleo barato” e os impactos nas disputas por recursos energéticos cada vez mais escassos.

Palestra no Clube de Cultura de Porto Alegre: "Geopolítica do Petroleo" - 22/09/2009 - foto 3

Na última parte da palestra, o prof. Lucas apresentou rapidamente as principais disputas geopolíticas envolvendo o controle das principais reservas petrolíferas mundiais, e dos principais fluxos petrolíferos, pelo mar ou por dutos, em várias regiões do globo terrestre.

Geopolítica dos Fluxos Marítimos - Estreitos de Ormuz, Bab El-mandab e SuezGeopolítica dos oleodutos na Eurásia - Rússia e EuropaGeopolitica dos Oleodutos - Ásia Central - Russia e ChinaGeopolítica dos oleodutos e gasodutos - América do Sul

A análise, inciada com o Oriente Médio, seguiu para Eurásia (Cáucaso, Mar Cáspio e Ásia Central), incluiu uma breve análise da África e concluiu com o caso da América do Sul.  O palestrante destacou a tensão existente entre o maior consumidor e importador mundial  de hidrocarbonetos fósseis, os Estados Unidos, e os principais consumidores regionais, especialmente nos casos em que redes de oleodutos e gasodutos permitem a construção de mercados regionais e processos de integração regional.

Após breve análise do caso sul-americano, envolvendo as disputas recentes por zonas petrolíferas ou pelo controle da renda petrolífera-gasífera, incluindo Colômbia e Venezuela, o prof. Lucas destacou a tensão na Bolívia e relacionou ao surgimento do separatismo na região  em que estão localizadas as reservas de gás e os gasodutos que escoam a produção para Brasil e Argentina.

O prof. Lucas encerrou sua fala situando a descoberta do pré-sal como uma das mais importantes das últimas décadas, e destacou o papel da Petrobrás neste processo.

Palestra no Clube de Cultura de Porto Alegre: "Geopolítica do Petroleo" - 22/09/2009 - foto 4

Classificou essas novas reservas do pré-sal como estratégicas para o Brasil, especialmente em um contexto de escasez relativa de petróleo no mundo e de um cenário de tendência de longo prazo de encarecimento da extração de petróleo.

Palestra no Clube de Cultura de Porto Alegre: "Geopolítica do Petroleo" - 22/09/2009 - foto 5

O evento foi encerrado com uma participação de um representante do Comitê Gaúcho em Defesa do Pré-Sal e de esclarecimento de dúvidas dos ouvintes.

O Ciclo de Palestras: “Petróleo, Pré-Sal e Petrobrás”, continua nos próximos dias no Clube de Cultura, na Rua Ramiro Barcelos, n. 1853, Bonfim, Porto Alegre, RS.

PRÉ-SAL - Ciclo de palestras "Petróleo, Pré-sal e Petrobras" no Clube de Cultura


Brasil deve se unir à Argentina na área de petróleo e gás

21 de setembro de 2009

http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2009/09/21/materia.2009-09-21.3627064524/view
21 de Setembro de 2009

Brasil deve se unir à Argentina na área de petróleo e gás, diz Miguel Jorge

Flávia Albuquerque

Repórter da Agência Brasil

São Paulo – O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, afirmou hoje (21), que haverá uma integração entre Brasil e Argentina na área de petróleo e gás. Ele se reuniu, na capital paulista, com a ministra argentina da Produção, Débora Giorgi.

Segundo ele, o país vizinho tem tradição e capacidade tanto com grandes equipamentos como no fornecimento de peças e componentes para a indústria com produção por pequenas e médias empresas. “É o que nós também procuraremos fazer no Brasil, vamos aprofundar isso para o pré-sal, para que possamos ter um maior volume de produção local”.

Miguel Jorge disse, ainda, que os dois países continuarão a realizar um levantamento sobre a indústria naval na qual pode ser realizada a integração, com o envolvimento da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI). A agência, ele informou, vai trabalhar com organismos argentinos para fazer um levantamento das possibilidades de integração produtiva nessa área.

A reunião também serviu para que os dois ministros fizessem uma avaliação do comércio bilateral, nos oito últimos meses. “Apesar da crise forte no comércio mundial, nós prevemos que chegaremos a US$ 21 bilhões de fluxo comercial entre os dois países, até o final do ano. Longe dos US$ 30 milhões que tivemos o ano passado, mas numa situação bastante diferente em termos de economia e de produção que tivemos nos dois países com o impacto da crise. A atividade econômica se reduziu em vários setores, tanto no Brasil quanto na Argentina, mas os números de US$ 7 bilhões de exportações do Brasil para a Argentina e de US$ 6,8 bilhões da Argentina para o Brasil também são importantes”, constatou.

O ministro disse que os acordos setoriais feitos entre Brasil e Argentina – nos setores de madeira, calçados e papel – caminham bem, apesar dos problemas conjunturais e pontuais que enfrentam com relação às licenças não automáticas de importação implantadas pela Argentina. “Mas elas se referem a questões muito pontuais, especialmente ligadas ao setor de autopeças, com as exportações direcionadas para o setor de reposição da Argentina. O mercado de produção da indústria Argentina está absolutamente abastecido, de maneira normal”, afirmou Miguel Jorge.

Ainda de acordo com ele, os dois países estabeleceram na reunião uma espécie de caminho rápido para resolver questões pontuais no que se refere ao comércio bilateral. “Funcionários dos ministérios da Produção [argentino] e do Desenvolvimento e Comércio Exterior [brasileiro] vão ter quantas reuniões forem necessárias para discutir e encontrar soluções para questões pontuais e eventuais acasos que possam haver no caso de licenças não automáticas”, disse.

Segundo o ministério, entre os itens que esbarram no licenciamento não automático, ao entrar na Argentina, estão: calçados, papel, estão bens de informática e tecnologia, bens de capital, borracha, ferramentas, linha branca, metalurgia, móveis, eletroportáteis, têxtil e vestuário. Ao todo, esses produtos são responsáveis por US$ 754 bilhões das exportações brasileiras para a Argentina.

Ficou decidido também que os dois ministros vão se reunir a cada dois meses para avaliar o andamento do relacionamento comercial entre Brasil e Argentina.

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Petrobras e PDVSA assinam contrato sobre Refinaria Abreu e Lima no fim deste mês

9 de setembro de 2009

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AGÊNCIA BRASIL

9 de Setembro de 2009

Petrobras e PDVSA assinam contrato sobre Refinaria Abreu e Lima no fim deste mês

Nielmar de Oliveira
Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro – O diretor de Abastecimento e Refino da Petrobras, Paulo Roberto Costa, confirmou hoje (9) que a assinatura do acordo de acionista com a petrolífera venezuelana PDVSA para a construção da Refinaria Abreu e Lima (PE) será assinada no próximo dia 28, na Ilha Margarita, na Venezuela, entre os presidentes do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e da Venezuela, Hugo Chávez.

“O encontro dos dois presidentes servirá para finalizar a assinatura de todos os documentos relativos à sociedade para a Refinaria Abreu e Lima. Está decidido que eles vão ficar com 40% e nós com 60%. Conseguimos resolver a parte do fornecimento do petróleo que terá preço internacional”, disse. “Não temos hoje mais nenhuma pendência em relação à negociação e todos os pontos em relação ao plano de investimentos, de compra de petróleo e de distribuição já foram acordados”, completou o diretor.

A Refinaria Abreu e Lima vai processar 230 mil barris de petróleo por dia, dos quais 50% de cada país. O valor da obra, inicialmente previsto em US$ 4 bilhões, ainda está sendo reavaliado e será divulgado quando forem concluídas as licitações. A Petrobras informou que já investiu cerca de R$ 3,5 bilhões no empreendimento.

Até dezembro de 2008 a parte da PDVSA nas obras, que vem sendo bancadas pela Petrobras, era de US$ 400 milhões. Agora, de acordo com Costa, uma consultoria, contratada em conjunto, vai atualizar a parte da empresa venezuelana. “Esse valor, atualizado, será somado aos US$ 400 milhões, e o montante pago após a assinatura do acordo”, afirmou.

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Acordo nuclear Brasil-Argentina: grande passo na integração regional

5 de setembro de 2009

http://www.msia.org.br/ibero-am-rica-iberoam-rica/670.html
MOVIMENTO DE SOLIDARIEDADE IBERO-AMERICANO
05 September, 2008

Acordo nuclear Brasil-Argentina: grande passo na integração regional

Uma das mais promissoras iniciativas para alavancar a estratégica cooperação científico-tecnológica entre o Brasil e a Argentina sairá proximamente do papel. No próximo dia 6 de setembro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e sua colega argentina Cristina Kirchner receberão o projeto de criação de uma empresa nuclear binacional, que atuará nas áreas de enriquecimento de urânio, produção de radiofármacos, aplicações nucleares em saúde e agricultura, tecnologia de materiais e desenvolvimento de reatores de pesquisa.

A formação da empresa, que foi uma das propostas discutidas na cúpula Kirchner-Lula, em fevereiro último (Resenha Estratégica, 27/02/2008), foi decidida após os trabalhos do Comitê Binacional de Energia Nuclear (COBEN), grupo de especialistas criado para implementar a cooperação setorial. Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo (24/08/2008), o presidente das Indústrias Nucleares do Brasil (INB), Alfredo Tranjan Filho, que também integra o COBEN, sinalizou as perspectivas da futura empresa:

Concluímos que seria mais eficiente criar uma empresa binacional abrangente, voltada não só para o enriquecimento de urânio, mas também para outras oportunidades e necessidades dos dois países e do mercado ampliado da América do Sul nas áreas de saúde, agrícola, de radiofármacos… Esse é o panorama que vamos apresentar (a Lula e Cristina) em setembro, além de 61 outros projetos.

A futura empresa argentino-brasileira tem tudo para ser uma das mais importantes alavancas da “associação estratégica” entre as duas maiores economias da América do Sul (como definiram Kirchner e Lula em Buenos Aires). Atuando em áreas de ponta do conhecimento científico e tecnológico, a iniciativa tem um vasto potencial de efeitos multiplicadores para vários setores correlatos, inclusive industriais, proporcionando uma sinergia talvez inusitada entre países em desenvolvimento, sem falar na sua relevância para a disseminação de tais vetores de modernização econômica na América do Sul.

A reportagem do “Estadão” ressalta o potencial de atuação da nova empresa. Até 2030, estima-se que entre 12 e 15 centrais nucleares deverão estar em operação na América do Sul, não apenas na Argentina e no Brasil, mas também no Chile, Uruguai, Peru e Venezuela, cujos governos têm planos para entrar no setor. Para se dar uma idéia de tais potenciais, uma única usina nuclear do porte da de Angra-2 (1300 MW) poderia fornecer toda a eletricidade atualmente consumida no Uruguai.

No Brasil, o programa nuclear recém-aprovado pelo Governo Federal contempla a conclusão da usina Angra-3 até 2014 e a construção de outras seis usinas até 2030. Segundo Tranjan, o País deverá tornar-se auto-suficiente na produção do combustível nuclear até 2014. Já a Argentina pretende concluir a usina Atucha II até 2010 e a construção de duas outras.

A reportagem não esclarece como a futura empresa irá operar no tocante ao enriquecimento de urânio, ressaltando apenas que não haverá transferência de tecnologia do método de ultracentrifugação desenvolvido pela Marinha do Brasil, atualmente empregado pela INB (a Argentina emprega o ultrapassado método de difusão gasosa). De qualquer maneira, trata-se de um salto qualitativo de grande magnitude para a vital parceria binacional, da qual dependem diretamente as perspectivas da integração regional.

http://www.msia.org.br/ibero-am-rica-iberoam-rica/670.html

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