Discovery Channel debate exploração do petróleo do Pré-Sal em novo documentário

20 de fevereiro de 2011

O documentário “O Desafio do Pré-Sal” é a mais recente co-produção do Discovery Channel com a produtora brasileira Mixer, cujo tema é a exploração do petróleo do Pré-Sal. Dirigido por Marcello Bozzin, tem uma hora de duração e entrevista diversos especialistas, desde engenheiros, cientistas, ambientalistas e analistas de relações internacionais e geopolítica do petróleo, que discutem diferentes perspectivas referentes aos principais aspectos da exploração do Pré-Sal, desde sua geografia e formação geológica, passando pelos desafios tecnológicos, financeiros e ambientais, até os aspectos políticos, econômicos e geopolíticos envolvidos na exploração deste grande campo petrolífero que pode conter cerca de 100 bilhões de barris de petróleo, situando sua descoberta entre as maiores das últimas décadas em todo o mundo.

Os demais documentários resultantes desta parceria incluiram temas como as enchentes e as pesquisas com células-tronco, que passaram no Discovery Channel em fevereiro deste ano, todos coproduzidos pela Mixer sob supervisão do Discovery Networks Latin America/US Hispanic.

O vídeo com a chamada para o documentário está disponível na página do programa Ooops! do UOL:

http://storage.mais.uol.com.br/embed.swf?mediaId=9221712

O video documentário “O Desafio do Pré-Sal” estréia no Discovery Channel nesta sexta-feira, 25 de fevereiro, às 22h.

A grade da programação da Discovery Channel prevê que o vídeo será exibido ainda no dia 26 de fevereiro à 1h, às 5h e às 16h, e no dia 05 de março às 14h.

Com informações do Discovery Channel Brasil.

Braskem petroquímica produzirá polietileno ultra-resistente para uso no pré-sal

8 de dezembro de 2010

Valor
08/12/2010

Braskem produzirá fibra para uso na exploração do pré-sal

Ana Luísa Westphalen

SÃO PAULO – A Braskem investirá US$ 10 milhões na produção de uma fibra de alta resistência que pode ser usada nas plataformas de exploração do pré-sal. A planta piloto, localizada na Bahia, entrará em funcionamento até o fim deste mês e terá capacidade de 50 toneladas por ano, volume suficiente para concluir o desenvolvimento total do projeto. A expectativa é iniciar a produção em escala industrial a partir de 2013, para suprir o potencial do mercado, estimado entre 1 mil a 1,5 mil toneladas por ano.

A fibra de polietileno batizada de UTEC – produto inédito no mundo – é ideal para uso em altas profundidades, como no pré-sal, e torna-se uma alternativa aos cabos de ancoragem das plataformas de exploração de petróleo existentes hoje, confeccionados em aço e poliéster. Ela também tem potencial para ser usada em coletes blindados na área de Defesa Nacional.

 

O projeto faz parte de uma parceria entre a Braskem e a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação da Bahia, que assinaram ontem um convênio de estímulo à inovação tecnológica. A instalação da planta piloto também conta com apoio da Financiadora de Estudo e Projetos (Finep).

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Petrobrás articula cooperação internacional em segurança técnica e faz simulação de controle de vazamento

3 de dezembro de 2010

IG – Último Segundo
03/12/2010

Pré-sal: Petrobras articula cooperação internacional de segurança

Petrolífera afina compromissos de ajuda mútua com empresas e prevê R$ 118 milhões em equipamentos de contenção de vazamentos

Bruno Rico, enviado a Manaus

 

Após o acidente da British Petroleum (BP), em abril, a Petrobras reviu sua relação com associações internacionais de contenção de vazamentos de óleo e derivados. Segundo o gerente de articulação e contingência, Jayme Seta Filho, no Golfo do México, “os recursos mobilizados ultrapassam em 20 vezes” o que a gigante brasileira dispõe. Por isso, além dos R$ 118 milhões que serão investidos nos próximos dois anos em equipamentos de contenção de vazamentos, a Petrobras está empenhada em ampliar a cooperação internacional em caso de grandes acidentes.

No Mobex, encontro internacional sobre o tema, que ocorre desde quarta-feira (01/12) em Manaus, a petrolífera expôs seus números. Em um caso de emergência, a empresa teria capacidade de mobilizar cerca de 500 agentes em até 24 horas. Para se ter uma ideia, até o terceiro mês de vazamento da BP, 38 mil pessoas foram mobilizadas.

Petrobras realiza simulaçãiode vazamento de petróleo no Rio Negro, no Amazonas (02/12/2010) - foto: Bruno Rico (IG)

Petrobras realiza simulaçãiode vazamento de petróleo no Rio Negro, no Amazonas (02/12/2010) - foto: Bruno Rico (IG)

 

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O Pré-Sal e os novos desafios na segurança marítima nacional

30 de novembro de 2010

Mundorama
29/11/2010

O Pré-Sal e os novos desafios na segurança marítima nacional, por José Carlos de Carvalho Filho

O Brasil vivencia um período eufórico em face às descobertas de reservas de petróleo no Pré-Sal e os benefícios econômicos que serão proporcionados a partir desta. A exploração do petróleo trará ganhos para a população no que concerne a geração de empregos, oportunidades financeiras para os estados e novos investimentos nos diversos setores econômicos do País, contudo o que se deve questionar é se o Brasil tem se preparado quanto aos possíveis impactos atrelados à exploração do Pré-Sal.

O presente estudo tem como objetivo despertar a atenção dos legisladores, autoridades, empresários e sociedade civil no que tange a adoção de medidas que visem a prevenção e a precaução contra desastres gerados pelas chamadas Marés Negras e, assim, não ofusquem as expectativas as quais o Brasil anseia.

Observa-se que, por mais que os países estejam equipados com tecnologias precisas e de última geração, leis rígidas de controle da exploração e transporte de petróleo, não lhes tornaram imunes às Marés Negras; estas, por sua vez, provocam não só desastres na esfera ambiental como também impactos negativos de cunho social. Sendo a exploração do Pré-Sal um feito inédito no universo petrolífero a preocupação gerada é ainda maior.

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Petrobras recebe prêmio por parceria em projetos sustentáveis

25 de novembro de 2010

Agência Petrobrás de Notícias
25/11/2010

SP: Petrobras é premiada por parceria em projetos sustentáveis

 

A Petrobras recebeu na manhã desta quinta-feira (25/11) o Prêmio von Martius de Sustentabilidade 2010, em São Paulo, pela parceria que mantém com dois projetos ambientais.

 

A Companhia foi a vitoriosa da categoria ‘natureza’ com o case: Petrobras e projeto Tamar: comemorando 30 anos de uma parceria de sucesso. Desde 1982 a Petrobras é parceira do Projeto Tamar, que é coordenado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) em cooperação com a Fundação Pró-Tamar. A cada nova temporada, cerca de um milhão de filhotes são protegidos. Ao comemorar três décadas, o Tamar celebra a devolução ao mar de cerca de 10 milhões de filhotes de tartarugas.

 

Na categoria ‘humanidade’, a empresa conquistou o terceiro lugar com o projeto Casa das Mariscadeiras: um programa socioambiental e economicamente sustentável voltado para as mulheres catadoras de marisco.

Tartaruga em tratamento em tanque artificial na base do Projeto Tamar em Florianópolis (foto: Angela M. F. Silva)

A premiação reforça o apoio que a Petrobras oferece a projetos voltados à preservação ambiental e ao desenvolvimento da sociedade brasileira. Em 2009, como a maior patrocinadora do Brasil, a Companhia investiu cerca de R$ 464,5 milhões em mais de 1,6 mil projetos sociais, ambientais, culturais e esportivos.

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Biocombustíveis de 2ª geração: Petrobrás assina contrato com KL Energy para desenvolvimento de tecnologia de produção de etanol celulósico

24 de agosto de 2010

Agência Petrobrás de Notícias
24/8/2010

Petrobras assina contrato com KL Energy para desenvolvimento de tecnologia para produção de etanol celulósico

A Petrobras, por meio da Petrobras America, assinou um contrato de desenvolvimento conjunto com a KL Energy Corporation (KLEG.PK, “KLE”) para a otimização da tecnologia da KLE de processamento de etanol celulósico para a utilização de bagaço de cana-de-açúcar como matéria-prima.

A última geração do processo da KLE traz importantes melhorias em comparação com a primeira geração da tecnologia, implementada em 2008 na unidade de demonstração da empresa localizada em Upton, estado de Wyoming (EUA). A unidade utiliza resíduos de madeira como matéria-prima e pode ser otimizada para utilizar vários tipos de matérias-primas.

Como parte do contrato, a Petrobras investirá US$ 11 milhões para adaptar as instalações de demonstração da KLE para utilizar bagaço e validar, por meio de testes, o processo para a produção de etanol celulósico.
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Embrapa reforça pesquisas com palmeiras oleíferas para biodiesel

8 de julho de 2010

Embrapa Agroenergia

08/07/2010

Embrapa reforça pesquisas com palmeiras oleíferas para biodiesel 

Daniela Garcia Collares

Em um prazo de três anos, a Embrapa Agroenergia, em parceria com oito unidades da Embrapa e oito universidades, irá executar o Projeto “Pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I) em palmáceas para a produção de óleo e aproveitamento econômico de co-produtos e resíduos”, o “PROPALMA”.

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Novo processo revolucionário de geração de energia aproveita todo potencial energético da biomassa

7 de junho de 2010

acessado a partir do Blog Geopolítica do Petróleo

Jornal da Energia

07 de Junho de 2010

Refinaria produz energia com reaproveitamento de resíduos

Processo revolucionário aproveita todo potencial energético da biomassa

Por Bruno de Oliveira, de Lorena

A empresa Senergen desenvolveu uma planta de refinaria de biomassa que promete revolucionar o mercado de geração de energia elétrica limpa. Por meio da tecnologia Probem (Programa de Biomassa, Energia e Materiais), que envolve processos de ataque termoquímico sob pressão, reatores separam das matérias orgânicas elementos-base que podem ser transformados em combustível para termelétricas a gás, óleo e carvão. O que sobra do processo, ao contrário de outras refinarias e usinas, é reprocessado e transformado em energia consumida pelos equipamentos.

Reator de Pré-Hidrólise: capacidade de 30 m³ (90 toneladas de biomassa seca por dia)

Quem desenvolveu a tecnologia foi a empresa de materiais refratários RM, localizada em Lorena, interior de São Paulo, e que é controlada pelo Grupo Peixoto de Castro e pela Senergen. Há 20 anos, a empresa começou a desenvolver o processo de transformação de biomassa e resíduos de qualquer natureza em energia elétrica, térmica e produtos químicos de ampla utilização industrial.

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Projeto propõe que País chegue a 2018 com 10% da matriz de energia elétrica formada por essas fontes “alternativas” mais limpas

30 de abril de 2010

Jornal da Energia

30 de Abril de 2010

Câmara aprova meta para energias alternativas

Projeto propõe que País chegue a 2018 com 10% da matriz formada por essas fontes

Da redação, com informações da Agência Câmara

A Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (28/04) o estabelecimento do prazo até o ano de 2018 para que pelo menos 10% do consumo anual de energia elétrica no País seja proveniente de fontes alternativas, como usinas solares, eólicas e a biomassa. Atualmente, segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), essas fontes representam 6,18% da matriz de energia elétrica do Brasil, dominada pela produção hidrelétrica (68,09%).

A medida está prevista em Projeto de Lei do senador Renato Casagrande (PSB-ES), que recebeu parecer favorável do relator, deputado Dr. Ubiali (PSB-SP). Conforme o texto aprovado, cada distribuidora e cada consumidor livre deverá comprovar anualmente ao Ministério de Minas e Energia o cumprimento da meta, conforme escalonamento que será previsto na regulamentação do dispositivo.

O relator admite que a fixação de metas para a utilização de energias de fontes alternativas pode representar uma elevação “marginal” do custo da energia consumida. Apesar disso, ele destaca que “os benefícios ambientais associados ao seu emprego e o caráter estratégico da diversificação das fontes produtoras poderão representar, especialmente no médio e longo prazos, uma adequada compensação para esse aumento marginal de custo, que inclusive poderá ser transitório”.

O projeto tramita em caráter conclusivo – ou seja, não precisará passar pelo plenário. O texto ainda será analisado pelas comissões de Minas e Energia; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

http://www.jornaldaenergia.com.br/

Emendas de senadores ampliam uso de recursos do Fundo Social do pré-sal

23 de abril de 2010

Agência Senado

23/04/2010

Emendas de senadores ampliam uso de recursos do Fundo Social do pré-sal

Helena Daltro Pontual

O Projeto de Lei da Câmara (PLC) 7/10 que cria o Fundo Social com parte dos recursos da área do pré-sal recebeu 12 emendas dos senadores. Essas emendas propõem o uso de recursos do fundo em projetos nas áreas de educação, cultura, saúde, meio ambiente, reforma agrária e previdência social, entre outras, além de programas de combate à pobreza e renda mínima. Uma das emendas destina 5% dos recursos para o Fundo Soberano, criado em 2008 para formar poupança pública e promover o desenvolvimento econômico.

O PLC tramitou pelas Comissões de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), Assuntos Sociais (CAS), Educação, Cultura e Esporte (CE), Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT), Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle, Serviços de Infraestrutura (CI) e Assuntos Econômicos (CAE). Entretanto, não houve tempo para que a matéria recebesse parecer conclusivo nessas comissões e, como tramita em regime de urgência, já foi incluída na pauta de Plenário.

Os senadores que apresentaram emendas foram: Eduardo Suplicy (PT-SP), Fátima Cleide (PT-RO), Ideli Salvatti (PT-SC), Jefferson Praia (PDT-AM), José Nery (PSOL-PA), Marina Silva (PV-AC), Rosalba Ciarlini (DEM-RN) e Sérgio Zambiasi (PTB-RS).

A emenda de Rosalba modifica o primeiro artigo do projeto para estabelecer que o Fundo Social deve ser fonte de recursos a serem aplicados da seguinte forma: 60% para áreas de desenvolvimento da educação pública básica, da cultura e da saúde pública; e 40% para combate à pobreza, desenvolvimento da ciência e tecnologia e de mitigação e adaptação às mudanças climáticas.

Fundo soberano

José Nery acrescenta ao primeiro artigo do projeto que os recursos do Fundo Social deverão ser aplicados também nas áreas da saúde, reforma agrária e previdência. Outra emenda de Nery substitui o conteúdo de oito artigos do PLC para destinar os recursos do Fundo Social da seguinte forma: 15% para o Ministério de Minas e Energia, a serem aplicados em investimentos, pesquisa e tecnologia; e 10% ao Ministério do Meio Ambiente, dos Recursos Hídricos e da Amazônia Legal, destinados ao desenvolvimento de estudos sobre preservação do meio ambiente e recuperação de danos ambientais causados pelas atividades da indústria do petróleo.

Essa emenda destina ainda percentuais para as seguintes áreas: 15% para o Ministério da Saúde e outros 15% para o da Educação; 10% para habitação e saneamento básico; 10% para infraestrutura; 10% para reforma agrária e outros 10% para a Previdência Social; e 5% para o fundo soberano, criado pela Lei 11.887/08. Esse fundo, de natureza contábil e financeira, vinculado ao Ministério da Fazenda, tem como finalidade promover investimentos em ativos no Brasil e no exterior, formar poupança pública, mitigar os efeitos dos ciclos econômicos e fomentar projetos de interesse estratégico do país localizados no exterior.

Marina Silva apresentou quatro emendas ao projeto. Uma delas inclui a previdência social entre as áreas que receberão recursos do Fundo Social, alterando o primeiro artigo do PLC. A outra emenda acrescenta ao segundo artigo do PLC que o Fundo Social tem como objetivo ser fonte regular de recursos para o desenvolvimento social, na forma de projetos e programas nas áreas de combate à pobreza, educação, ciência e tecnologia e meio ambiente.

A terceira emenda de Marina determina que o Fundo Social deva ser fonte regular de recursos para a efetivação de pesquisas voltadas ao desenvolvimento tecnológico, de energias renováveis, conservação marinha e proteção dos biomas brasileiros. A quarta emenda estabelece que devam ter prioridade na aplicação dos recursos voltados à sustentabilidade ambiental as ações de mitigação das mudanças climáticas.

Renda Mínima

A emenda de Suplicy propõe que, entre os programas e projetos beneficiados pelos recursos do Fundo Social, deve constar o que institui a renda básica de cidadania, criado pela Lei 10.835/04.

Fátima Cleide sugere que 50% do total da receita auferida pelo Fundo Social deverão ser aplicados em programas direcionados ao desenvolvimento da educação pública, básica e superior. Essa emenda também foi assinada por Ideli Salvatti, João Pedro (PT-AM) e Inácio Arruda (PCdoB-CE).

Jefferson Praia introduz parágrafo ao primeiro artigo do PLC para determinar que no mínimo 20% dos recursos do Fundo Social deverão ser aplicados em programas e projetos de desenvolvimento tecnológico, combate à pobreza e preservação da Amazônia.

A emenda de Ideli altera o artigo terceiro do PLC para estabelecer que no mínimo 5% dos recursos do Fundo Social a serem aplicados no combate à pobreza serão repassados, em caráter permanente, ao Fundo do Regime Geral da Previdência Social, criado pela Lei Complementar 101/00, em seu artigo 68. Vinculado ao Ministério da Previdência e Assistência Social, esse fundo tem a finalidade de prover recursos para o pagamento dos benefícios do regime geral da previdência social.

Segundo Ideli, o financiamento atual do sistema de previdência pública é insuficiente. A necessidade de repasse de recursos do Tesouro Nacional para complementar esse setor, em valores correntes de dezembro de 2009, é de R$ 43,61 bilhões. Para 2010, estima-se que serão necessários R$ 44,6 bilhões, conforme informou a senadora.

Já Zambiasi quer incluir na composição do Comitê de Gestão Financeira do Fundo Social (CGFFS) entidade de representação dos municípios com abrangência nacional. Pelo PLC, fazem parte desse comitê os ministros da Fazenda e do Planejamento, Orçamento e Gestão, bem como o presidente do Banco Central.

Info | Emendas

http://www.senado.gov.br/comunica/agencia/infos/info_emendas/2010.04.26_emendas.html



http://www.senado.gov.br/agencia/vernoticia.aspx?codNoticia=101283&codAplicativo=2

Deputados dos estados onde não ocorre extração de petróleo apoiam a emenda que democratiza distribuição dos royalties

10 de março de 2010

Agência Câmara

10/03/2010

Parlamentares de estados “não produtores” apoiam a emenda

Luiz Claudio Pinheiro –  Reportagem
João Pitella Junior –  Edição

http://www2.camara.gov.br/agencia/noticias/

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Independentemente dos seus partidos, deputados de estados não produtores de petróleo apoiaram a emenda ao PL 5938/09 que muda os critérios de divisão dos royalties do pré-sal. Antonio Carlos Magalhães Neto (DEM) disse que chegou a hora de corrigir injustiças e desigualdades históricas, pois o texto beneficia municípios de todo o País. “Vamos dizer sim ao municipalismo, às prefeituras que têm a responsabilidade de fazer a interface com a população”, acrescentou.

Para Ronaldo Caiado (DEM-GO), “agora sim vai ser feita a verdadeira distribuição de riqueza neste País”. O deputado José Carlos Aleluia (DEM-BA) qualificou a aprovação da emenda de “medida importante”, que vai assegurar a participação de todos os brasileiros nos recursos da exploração do petróleo.

Já o líder do DEM, Paulo Bornhausen (SC), liberou os deputados do partido para votarem “conforme os interesses dos seus estados, que são tão legítimos como quaisquer outros”.

Independência

Bruno Araújo (PSDB-PE) previu que os royalties vão garantir a independência dos municípios, “que hoje estão com o pires na mão”. Ele argumentou que o Rio de Janeiro vai usar “o dinheiro de todo o País” para sediar as Olimpíadas. O deputado Pedro Fernandes (PTB-MA) disse que a emenda “é a maneira mais justa de superar as desigualdades regionais”.

O deputado Marcelo Castro (PMDB-PI) considerou a votação da emenda como a mais importante da atual legislatura e “deste século”. No futuro, previu ele, as cidades pequenas serão melhores do que hoje, por causa dos recursos a serem recebidos. “Estamos do lado da Constituição, da verdade, da Justiça, da promoção da igualdade e da diminuição das disparidades regionais”, disse.

Darcísio Perondi (PMDB-RS) defendeu a emenda dizendo que os municípios de todo o Brasil precisam participar da riqueza do petróleo. “O Tesouro Nacional que resolva o problema”, sugeriu.

O deputado Marcondes Gadelha (PSC-PB) destacou que os recursos do mar territorial são um patrimônio da União e não pertencem a estado algum. “O pré-sal é um instrumento poderoso para o desenvolvimento equilibrado e harmonioso do País. O Congresso Nacional não poderia perder esta oportunidade histórica”, ressaltou.

http://www2.camara.gov.br/agencia/noticias/

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Continua:


Um ”Vale do Silício” para o pré-sal

7 de março de 2010

O Estado de S.Paulo

Domingo, 07 de Março de 2010

Um ”Vale do Silício” para o pré-sal

Petrobrás e UFRJ trabalham para transformar a Ilha do Fundão, no Rio, no ”Vale do Silício” das pesquisas de petróleo

Nicola Pamplona

http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100307/not_imp520634,0.php

Inspirados no modelo que deu origem ao Vale do Silício, na Califórnia, Petrobrás e Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) trabalham para transformar a Ilha do Fundão no maior centro global de pesquisa tecnológica do setor de petróleo. O esforço já conseguiu a proeza de colocar lado a lado os três maiores prestadores de serviço de perfuração de poços do mundo. Ao todo, o projeto do Parque Tecnológico do Rio já atraiu 200 empresas dos mais variados portes e espera fazer do local um polo exportador de conhecimento.

“Isso aqui será um local único no mundo”, orgulha-se o diretor do Parque Tecnológico, Maurício Guedes, enquanto mostra as modernas instalações do centro de pesquisa em imagens em 3D e do Laboratório Oceânico, usado para simular as condições marítimas, ambos em operação. Sede do câmpus principal da UFRJ, a Ilha do Fundão já conta com o Centro de Pesquisa e Desenvolvimento da Petrobrás (Cenpes). Além da Coppe, instituto de engenharia que é um dos maiores parceiros da estatal.

Com 350 mil metros quadrados, a área do parque é hoje um imenso canteiro de obras, com a construção de centros de pesquisa de variadas especialidades. A maior parte, porém, tem relação com o setor de petróleo, diante da necessidade de desenvolvimento de novas tecnologias para a exploração do pré-sal. Ao lado do Laboratório Oceânico, por exemplo, há um canteiro onde serão erguidos os laboratórios da gigante francesa Schlumberger, uma das três maiores prestadoras de serviço de perfuração de poços.

Sua concorrente Baker Hughes, com sede nos Estados Unidos, vai erguer seu centro na quadra vizinha. As duas empresas dividem com a Halliburton o mercado e foram convidadas pela Petrobrás para desenvolver ferramentas e materiais compatíveis com o tipo de rocha encontrada abaixo do sal.

“Não há, no mundo, tecnologia para essa rocha. Então resolvemos que a pesquisa deverá ser feita no Brasil, para nacionalizar também o desenvolvimento científico”, diz o diretor de exploração e produção da Petrobrás, Guilherme Estrella.

A Baker Hughes, por exemplo, vai investir cerca de US$ 50 milhões na construção de seus laboratórios, que devem empregar entre 100 e 110 pessoas, a maioria pesquisadores com alto grau de especialização. A empresa já iniciou a contratação de geólogos, geofísicos e engenheiros, entre outros, que passarão por treinamento em centros de pesquisa da empresa no exterior antes do início das atividades no País, previsto para o início do ano que vem.

A necessidade de reduzir prazos e custos de perfuração e a crescente importância do Brasil, em geral, e da Petrobrás, como cliente, motivaram o investimento, diz o vice-presidente de desenvolvimento de negócios da Baker Hughes no Brasil, Maurício Figueiredo. A proximidade com o centro de pesquisas da Petrobrás, reconhecido internacionalmente, é outro fator que atrai as companhias à Ilha do Fundão.

“Estar ali, a 500 metros do Cenpes, facilita a troca de informações”, comenta o diretor de Pesquisa e Inovação da Usiminas, Darcton Policarpo Damião. Em fevereiro, a companhia assinou convênio com a Coppe para desenvolver aços especiais para o pré-sal com o auxílio do Laboratório de Ensaios Não Destrutivos, Corrosão e Soldagem do instituto, um dos mais modernos do mundo. Os trabalhos serão desenvolvidos em um centro de pesquisas que a siderúrgica construirá no Parque Tecnológico.

A fabricante de equipamentos submarinos FMC é outra que já se comprometeu com a abertura de um laboratório no local, que terá ainda laboratórios de desenvolvimento de tecnologias de recuperação de ecossistemas e de automação industrial, entre outros. Segundo Guedes, toda a área do Parque do Rio já está negociada e há planos de ampliação do espaço para receber novas empresas. A expectativa da direção é que, em três a quatro anos, cinco mil pesquisadores trabalhem no local.

Muitos virão de fora do País, admite Figueiredo, da Baker Hughes. Para Guedes, porém, a interação com especialistas de locais diferentes é positiva, por permitir a troca de experiências. “A comunidade científica já trabalha de forma global”, aponta. No caso do Parque Tecnológico do Rio, diz, a grande vantagem é trazer as empresas para o convívio com a comunidade. “O problema é que ainda não conseguimos transformar o desenvolvimento científico em riqueza. Acho que agora conseguiremos.”

O parque já é sede de um exemplo de como a inovação pode ser transformada em negócio. Resultado de pesquisas no Laboratório de Métodos Computacionais de Engenharia da Coppe, a Virtually comercializa um simulador de operação de caminhões e guindastes de grande porte, como os usados em portos e plataformas petrolíferas. O equipamento, que custa entre R$ 800 mil e R$ 1,2 milhão, já está no mercado, inclusive internacional, com duas unidades operando na Itália.

A tecnologia recebeu Atestado de Exclusividade de Produção Nacional da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee). O software pode ser trabalhado para simular a operação em portos brasileiros. “É um exemplo de como a pesquisa pode se transformar em produto e depois retornar em benefício para a universidade”, diz Gerson Gomes Cunha, um dos sócios da Virtually. Parte da receita é devolvida ao laboratório, a título de royalties, para ser aplicada em novas pesquisas.

O projeto inicial do parque não tinha foco no petróleo, conta Guedes, mas a demanda por novas tecnologias para o setor alterou a ideia original. Ele destaca que a legislação brasileira, que destina 1% da receita com a produção de óleo e gás para pesquisa, deu impulso extra ao projeto. Só no ano passado, a rubrica rendeu mais de R$ 600 milhões em convênios com universidades no Brasil.

Para as grandes empresas, porém, ainda há questões a serem equacionadas antes que o parque deslanche, notadamente na área de infraestrutura. A Ilha do Fundão é um local de difícil acesso e com problemas de segurança, o que pode afugentar pesquisadores, ressalta o vice-presidente da Baker Hughes. “É preciso de apoio do poder público, com saneamento, iluminação e policiamento”, conclui.

http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100307/not_imp520634,0.php

Revista da Unesp traz artigo esclarecedor sobre royalties: “Pobres Cidades Ricas”

5 de fevereiro de 2010

http://www2.unesp.br/revista/?page_id=71

Unesp Ciência

edição de fevereiro de 2010

“Pobres Cidades Ricas”

Riqueza que não traz felicidade

Orçamento de cidades fluminenses que recebem royalties da indústria petrolífera deu um salto sem que isso se revertesse em melhoria da qualidade de vida de seus habitantes; pesquisadores alertam para o risco de a mesma coisa acontecer com o pré-sal.


Acesse o artigo em formato PDF aqui ou clique no link para a Revista Unesp Ciência

Dinheiro não é problema. Pelo menos para quatro cidades do Rio de Janeiro que, devido à proximidade dos grandes campos de petróleo do Brasil, recebem das empresas petrolíferas um reforço no orçamento na forma de pagamento de royalties e participações nos lucros – em 2008 o aporte foi de R$ 2,264 bilhões. Isso é particularmente verdade para Campos dos Goytacazes, o município mais beneficiado, que entre 1999 e 2009 auferiu R$ 5.990.555.618 dos rendimentos oriundos do petróleo. Apesar da riqueza que jorra dos 546 poços explorados na Bacia de Campos, a maioria desses municípios enfrenta problemas semelhantes às mais comuns das cidades brasileiras: atendimento de saúde insuficiente, problemas de infraestrutura urbana, déficit de habitação, favelização, pobreza. A situação é chamada por alguns de paradoxo da abundância, pois associa um aumento na renda com a permanência de baixos índices de qualidade de vida.

Desvendar esse paradoxo é o desafio de um grupo de acadêmicos das áreas de economia, administração e políticas públicas que estabeleceram seu laboratório de pesquisas nesse raro pedaço do Brasil, onde sobra verba para o poder público investir.  Um dos objetivos dos trabalhos é dar subsídios para um dos debates mais belicosos em curso no Brasil: o destino dos rendimentos que serão gerados pela exploração do pré-sal, que pode conter reservas equivalentes a 70 bilhões de barris de petróleo. “O pré-sal traz a chance de um novo milagre econômico, mas também é a possibilidade de reduzir desigualdades históricas”, afirma Cláudio Paiva, professor do Departamento de Economia da Unesp de Araraquara. Ele é o responsável pela linha de pesquisa “Finanças públicas, royalties e políticas públicas”, ligada ao mestrado em economia da instituição. Também desenvolve, com as universidades Federal Fluminense e Cândido Mendes, a pesquisa “Planejamento, educação e cultura nas cidades do petróleo”.

Paiva defende que a destinação do dinheiro seja decidida tendo como horizonte um projeto nacional de desenvolvimento. Para criar tal projeto, alerta o pesquisador, é preciso primeiro compreender as experiências que já estão em andamento. “No futuro, a Bacia de Santos pode estar lotada de municípios milionários, tal como acontece hoje no Rio de Janeiro. Por isso é muito importante aprender o que significou para essas cidades a injeção dos recursos do petróleo. Será que elas souberam usar o dinheiro para melhorar a qualidade de vida das pessoas?”

… (continua)

Acesse o artigo completo em formato PDF aqui ou clique no link para a Revista Unesp Ciência

http://www2.unesp.br/revista/?page_id=71

A Amazônia Azul: O Mar que nos Pertence

1 de fevereiro de 2010

http://energia-securanza.blogspot.com/2010_01_01_archive.html

Energía e Geopolítica

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A Amazônia Azul: O Mar que nos Pertence

Almirante Guilherme Mattos de Abreu

Para muitos, o tema Amazônia Azul conflita com a Amazônia. Na verdade, isto não ocorre. Se verificarmos as prioridades estabelecidas na legislação, no caso, na Política de Defesa Nacional (PDN) b, veremos que o documento atribui primazia à “O ENCONTRO DE DUAS AMAZÔNIAS” foi promovido pelo Centro de Atividades Externas da Escola Superior de Guerra. Foi aberto pelo General-de-Exército José Benedito de Barros Moreira – Comandante da Escola, (fundador do CEPEN).


Na Amazônia Verde, a presença da Marinha é muito discreta. Ali, indiscutivelmente, é predominante a ação do Exército e da Força Aérea. Isso é ditado pelo ambiente. Por outro lado, a Marinha, ainda que presente na Amazônia, tem que cuidar dos interesses do Brasil no Oceano.

Em um enfoque estratégico, a grande área de interesse denominada Atlântico Sul estende-se do Continente Antártico ao hemisfério norte, à altura do paralelo 16º N. Evita-se, deste modo, dividir-se artificialmente um dos mais significativos componentes geoestratégicos da região, que é o estreito de cerca de 1750 milhas náuticas entre o Nordeste brasileiro e o saliente africano. Também não se pode esquecer que uma parte do Brasil encontra-se no hemisfério norte.

O oceano não separa – une. Para leste, essa área de interesse vai até a África. Aqui, aplica-se um secular conceito inglês: “onde houver um país que faça margem ao oceano, esse país faz fronteira com a Inglaterra”. Portanto, os países africanos que margeiam o Oceano Atlântico são os nossos vizinhos na fronteira oriental. Continue lendo »


Turbina a jato 100% nacional para aviões de monitoramento é testada com sucesso usando biocombustíveis

3 de janeiro de 2010

Jornal da Cidade

03/01/2010

Bauruense projeta turbina a jato 100% nacional para aviões de monitoramento

Lígia Ligabue

http://www.jcnet.com.br/detalhe_geral.php?codigo=173786
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Produzir uma turbina 100% nacional para equipar aviões não tripulados em ações de monitoramento. Esse é o objetivo de um grupo de especialistas em aviação, física e engenharia aeronáutica que, em 2008, desenvolveu a TR 3500 – primeira turbina totalmente desenvolvida no Brasil. O equipamento foi testado com sucesso inclusive para combustíveis alternativos. Além da querosene usada em aviação, a turbina nacional funcionou com álcool. O tenente-coronel da reserva da Aeronáutica Francisco Antônio Correa Domingues, bauruense e filho do professor Muricy Domingues, foi o responsável pelo funcionamento da turbina.

O protótipo levou nove meses para ser produzido. Ele foi desenvolvido pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) em parceria com a empresa de engenharia Polaris Tecnologia. Fazem parte do grupo, o coordenador geral e professor do ITA, Homero Santiago Maciel e, pela empresa, o engenheiro aeronáutico Alberto Carlos Pereira Filho, o engenheiro de infraestrutura aeronáutica Milton Sanches, o engenheiro de mecatrônica Mairum Médici, o engenheiro eletricista Antônio Hadade Neto, além de Domingues, que dá consultoria técnica para a empresa.

“Tudo começou quando o Alberto foi fazer seu doutorado no ITA. Ele partiu para a área de plasma e um professor perguntou se ele se interessava pela área de pequenas turbinas”, conta o tenente-coronel. Na época, ele estava trabalhando na Força Aérea, no setor de manutenção de motores a jato e foi procurado pelo grupo, pois precisavam balancear a turbina. Foi aí que o baurense, que atualmente mora em São José dos Campos, se envolveu no projeto.

Após conseguir investimento de R$ 1,8 milhão do governo federal, por meio da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), ligada ao Ministério da Ciência e Tecnologia, o grupo se lançou ao desafio de construir uma turbina a jato nacional, a partir do zero. Nove meses depois, após uma verdadeira gestação, o primeiro equipamento estava pronto.

A proposta era fazer uma turbina 100% nacional. Para isso, as peças necessárias foram desenhadas pela Polaris e usinadas por empresas brasileiras ou pelo próprio ITA. Apenas um componente não foi feito no País. Um rolamento importado foi utilizado no protótipo. Porém, a expectativa é que ele seja desenvolvido em breve no Brasil. De acordo com Domingues, a empresa desenvolveu uma turbina semelhante para a Vale do Rio Doce utilizar na geração de eletricidade. O engenheiro explica que a mineradora vai solicitar que a indústria fornecedora passe a fabricar o rolamento necessário.

Presidente

Um dos principais impulsos para o futuro da turbina nacional foi a visita do presidente Lula ao ITA. De acordo com o tenente-coronel Domingues, no dia 27 de setembro de 2008, o presidente iria participar de um comício político na região de São José dos Campos. Ele pousou nas dependências do Comando-geral de Tecnologia Aeroespacial (CTA), onde está instalado o instituto.

Aproveitando a passagem do presidente, o brigadeiro Venâncio Alvarenga Gomes, diretor do CTA, convidou Lula para conhecer o equipamento. “O presidente ficou muito interessado no projeto, tanto que dias depois, ele pediu para o ministro da Defesa, Nélson Jobim, e o comandante da Aeronáutica, o tenente-brigadeiro Juniti Saito, conhecerem a turbina”, conta Domingues.

Em outubro do ano passado, o protótipo da turbina foi entregue ao ITA. De acordo com Domingues, ela será utilizada na instrução de alunos. “Antes, os estudantes não tinham equipamento para analisar durante as aulas”, conta o engenheiro.

História
O tenente-coronel da Aeronáutica Francisco Antônio Correa Domingues é bauruense, filho de Muricy e Maria Luiza Domingues. Ele estudou no então Instituto de Educação Ernesto Monte, na escola Silvério São João, Christino Cabral e conseguiu bolsa de estudos no colégio Prevê, após passar em primeiro lugar em um vestibular para engenharia elétrica, quando ainda estava no primeiro ano do ensino médio.

Ele ingressou no Instituto Tecnológico da Aeronáutica e optou por servir à Força Aérea. Ele se formou como primeiro tenente e em 2008 entrou para a reserva de 1.ª classe como tenente-coronel. Desde então, presta consultoria técnica para a empresa Polaris.

Ficha técnica
A turbina utiliza querosene de aviação como combustível, mas também foi acionada com álcool e gás natural e gera 3.500 Newtons (N) de empuxo. Possui compressor centrífugo, câmara de combustão do tipo anular de fluxo direto e turbina axial.

O TR 3500 tem 1,30 metro de comprimento por 54 centímetros de diâmetro. O propósito inicial da turbina é atender a aviação não-tripulada de alto rendimento, voltada a fins militares e civis específicos como missões de reconhecimento e vigilância. O motor é capaz de mover uma aeronave de até 1,2 tonelada com autonomia de 1.000 a 1.500 quilômetros.

http://www.jcnet.com.br/detalhe_geral.php?codigo=173786

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Ilustrações

Turbina brasileira TR3500 - foto: ITA : http://www.ita.br/online/2008/noticias08/turbinatr3500.htm

Modelo de Turbina em funcionamento: deferentemente das turbinas à vapor, nas turbinas a jato o combustível équeimado dentro do motor, na cãmara de explosão, o que aumenta significativamente a eficiência das turbinas aeronáuticas ou das turbinas aeroderivadas

 Turbina aeronáutica funcionando - Foto: Instituto de Física da UFRGS - http://www.if.ufrgs.br/tex/fis01043/20031/Andre/turbina_funcionando.gif





Leia mais em: TURBINA TR3500 — UMA HISTÓRIA DE SUCESSO : O ano de 2008 entra para a história do ITA como um marco do domínio tecnológico no desenvolvimento e a fabricação de turbinas aeronáuticas para uso em aeronaves de 1000kg ou mais

Proposta da Câmara sobre mudanças do clima já é lei

30 de dezembro de 2009

http://www2.camara.gov.br/

Agência Câmara

30/12/2009

Proposta da Câmara sobre mudanças do clima já é lei

Autor de substitutivo aprovado em Plenário critica vetos do presidente da República ao texto.

José Carlos Oliveira – Rádio Câmara

Edição – João Pitella Junior

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou ontem a Lei 12.187/09, que institui a Política Nacional sobre Mudanças do Clima. A nova norma é originária do Projeto de Lei 18/07, do deputado Sarney Filho (PV-MA), modificado por um substitutivo de Antonio Carlos Mendes Thame (PSDB-SP), com redação final de Miro Teixeira (PDT-RJ). A matéria foi definitivamente aprovada pela Câmara no último dia 9, às vésperas da COP-15, a conferência mundial sobre o clima realizada neste mês na Dinamarca.

A política nacional fixa em lei o compromisso do Brasil de reduzir as emissões de gases de efeito estufa entre 36,1% e 38,9% até 2020. Um decreto presidencial ainda deverá ser editado para detalhar as ações de cada setor da economia para o cumprimento dessa meta.

Também deverá haver medidas de adaptação às mudanças climáticas e planos de ação para prevenção e controle do desmatamento em biomas como o Cerrado, a Amazônia e a Mata Atlântica.

O deputado Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) acompanhou a discussão em torno do tema, sobretudo na Comissão Mista de Mudanças Climáticas. Segundo ele, a política nacional dará instrumentos concretos para a ação do governo. “É um avanço importante. Primeiro, nós temos que desenvolver alternativas de produção que gerem menos emissão de carbono; e também é fundamental desenvolver conhecimento, tecnologia e hábitos no sentido de nos adaptarmos às mudanças climáticas que já estão acontecendo”, ressaltou.

Vetos

O presidente Lula, no entanto, vetou três pontos do texto aprovado pela Câmara e pelo Senado. Um deles proibia o contingenciamento de recursos orçamentários para combate às mudanças climáticas. Outro limitava os estímulos governamentais às usinas hidrelétricas de pequeno porte. E o terceiro previa o gradativo abandono do uso de fontes energéticas que usem combustíveis fósseis, como é o caso do petróleo.

O deputado Mendes Thame criticou os vetos: “Isso mostra a ciclotimia que caracteriza o governo Lula. Num dia, ele é a favor das energias renováveis, no outro é a favor do petróleo do pré-sal. E tenta jogar ping-pong consigo mesmo, dos dois lados. É uma característica desse presidente. Enquanto ele tem popularidade, vai tocando sem assumir uma responsabilidade com o futuro”.

De acordo com o deputado, a nova lei “é o início da construção de um arcabouço jurídico que possa realmente induzir a sociedade brasileira a adotar uma economia de baixo carbono”. Se o governo regulamentar a política, segundo ele, “poderá criar mecanismos juridicamente vinculantes que obriguem o setor privado e os consumidores a preferirem os produtos ecologicamente mais convenientes”.

Fundo

As ações previstas na lei serão financiadas com recursos de um fundo específico, além de linhas de crédito, financiamentos públicos e medidas fiscais e tributárias.

Outro mecanismo previsto é o do mercado de carbono, no qual países ricos podem comprar créditos, pagando por projetos que reduzam as emissões poluidoras na atmosfera. A lei define os créditos de carbono como títulos mobiliários negociáveis em bolsas de valores e de mercadorias e futuros.

Íntegra da proposta:

* PL-18/2007


O Pré-Sal no Programa Multiponto da UFRGSTV

17 de dezembro de 2009

Diário do Pré-Sal

17/12/2009

Vídeo: O Pré-Sal no Programa Multiponto da UFRGS TV

Programa da TV Ufrgs entrevista especialistas sobre o petróleo da camada pré-sal, o novo marco regulatório, o modelo de exploração e o destino dos recursos do petróleo.

Dentre os entrevistados está o presidente regional da Associação dos Engenheiros da Petrobrás (AEPET), Raul Tadeu Bergmann, o ex-diretor de Gás e Energia da Petrobras e professor da USP, Ildo Sauer, os professores Rogério Dornelles Maestri, Luiz Augusto Estrella Faria, Ricardo Ayup Zouain, Vicente Ribeiro  e Lucas Kerr de Oliveira. O vídeo está dividido em três partes, podendo ser assistido a seguir:

Video:  “Pré-Sal” – no programa Multiponto – parte [1/3]

Video:  “Pré-Sal” – no programa Multiponto – parte [2/3]

Video:  “Pré-Sal” – no programa Multiponto – parte [3/3]

Pré-Sal – programa Multiponto – teaser


Petrobras lança concurso para 30 anos do Tamar

14 de dezembro de 2009

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Agência Petrobras de Notícias

14/12/2009

Petrobras lança concurso para 30 anos do Tamar

Foto: AGÊNCIA PETROBRAS  –  Projeto Tamar 30 anos

A Petrobras acaba de lançar o concurso “Petrobras e os 30 anos do projeto Tamar”, que vai eleger a melhor estampa para a camiseta oficial do aniversário do projeto. O Tamar completa 30 anos de preservação das tartarugas marinhas no Brasil.

No site www.camiseteria.com.br/petrobrastamar , os interessados em participar do concurso podem encaminhar sugestões de estampa para a camiseta até o dia 5 de janeiro e votar em suas preferidas até o dia 15 de janeiro. O autor da estampa com mais votos ganhará uma viagem de 4 dias com acompanhante para conhecer a sede do Projeto Tamar na Praia do Forte (BA) e R$1,5 mil em dinheiro. O segundo colocado também ganhará a viagem à sede do Tamar e R$ 1 mil e o terceiro receberá R$ 1 mil. O resultado será divulgado até o dia 22 de janeiro.

Foto: AGÊNCIA PETROBRAS  –  Projeto Tamar 30 anos

O concurso aposta nas ações colaborativas na Internet para eleger a estampa. Por isso, a Petrobras conta com a parceria da Camiseteria, um portal na web que reúne estampas de designers amadores e profissionais e conta com a participação dos usuários para votar nas melhores.

Foto: AGÊNCIA PETROBRAS  –  Projeto Tamar 30 anos

Não faltam inspirações para a estampa. A cada nova temporada cerca de um milhão de filhotes são protegidos e, até março, o Tamar alcançará a meta de 10 milhões de filhotes de tartarugas soltos no mar. Além dos resultados, a data é marcante porque 30 anos é a idade em que a tartaruga chega à fase adulta e os filhotes soltos pelo Tamar estão voltando para desovar.

Foto: AGÊNCIA PETROBRAS  –  Projeto Tamar 30 anos

Há 28 anos, a Petrobras é parceira do projeto, que é coordenado pelo ICMBio – Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade em cooperação com a Fundação Pró-Tamar. Junto com os demais projetos de biodiversidade marinha patrocinados pela Petrobras, o Tamar se tornou um símbolo da atuação da Companhia na preservação marinha no Brasil.

Foto: AGÊNCIA PETROBRAS  –  Projeto Tamar 30 anos (13/11/2009)


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Para especialista, transporte público com combustível limpo é o melhor para reduzir emissões

5 de dezembro de 2009

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Agência Brasil

5 de Dezembro de 2009

Para especialista, transporte público com combustível limpo é o melhor para reduzir emissões

Daniel Mello

Repórter da Agência Brasil

São Paulo – O chefe do Laboratório de Monitoramento e Controle Ambiental em Transportes da Universidade de Brasília (UnB), Felipe Azevedo, disse que o transporte público de qualidade e que utilize combustíveis limpos é uma das medidas mais importantes para reduzir as emissões de gás carbônico causadas pelo deslocamento de pessoas.

Ele ressaltou que o “setor de transporte nos centros urbanos é um dos principais atores na emissão de poluentes e, por isso, é importante adotar medidas que reduzam as emissões de gases de efeito estufa nessa área.

Segundo dados do Inventário Nacional de Emissões de Gases Estufa, o transporte rodoviário representou 5,7% do total de carbono lançado pelo Brasil em 2005. Em 1990, o setor correspondia a 5,3% do total. Em valores absolutos, os deslocamentos por terra passaram a emitir 72% mais carbono nos 15 anos avaliados, passando de 214.922 toneladas em 1990 para 362.032 toneladas em 2005.

Além de incentivar a população dos grandes centros a trocar os veículos individuais pelo transporte coletivo, Azevedo acrescentou que a frota de ônibus deve utilizar cada vez mais energia limpa, como biocombustíveis e gás natural.

“Não é só o fator combustível, tem também a manutenção desses veículos”, destacou. Segundo ele, o uso de veículos modernos e com a manutenção em dia garante um consumo menor de energia e, por consequência, menos emissões.

Azevedo admitiu, entretanto, que fazer com que a população troque o carro pelo transporte coletivo é algo que demanda tempo e dificilmente pode ser implementado de imediato. “É claro que para você mudar toda a maneira de se locomover de uma população é um pouco complicado, não é de uma hora para outra que isso vai acontecer”.

Em relação aos automóveis, o pesquisador acredita que um ponto importante é renovar a frota e fiscalizar principalmente os veículos antigos ainda em uso. De acordo com ele, como os carros novos seguem as determinações do Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama) em relação a emissão de poluentes, “os novos veículos não são os que preocupam mais, os que preocupam mais são os que já estão rodando. Esse são os que mais emitem. Os que estão saindo de fábrica estão de acordo com as resoluções do Conama”.

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Royalties do petróleo do pré-sal, o egoísmo dos ricos e a “nova” política dos governadores

27 de novembro de 2009

Diário do Pré-Sal

27/11/2009

Royalties do petróleo do pré-sal, o egoísmo dos ricos e a “nova” política dos governadores

Lucas Kerr de Oliveira

O Brasil está vivendo um momento complexo de debates intensos a respeito da definição dos rumos a serem tomados com a definição de uma nova Lei do Petróleo. Na realidade é o que vem chamado de um novo “Marco Regulatório”, afinal são 4 novas leis e não apenas uma. Mas uma delas, o PL 5.938/2009 irá substituir a atual “Lei do Petróleo”(nº 9.478/1997), portanto é uma “nova Lei do Petróleo”.

Infelizmente foi deixado de lado o debate a respeito da troca do atual modelo de concessões da exploração petrolífera por um modelo mais eficiente e digno, realmente mais próximo do interesse nacional, que seria o de partilha de produção. O centro das atenções rapidamente foi deslocado para a questão da distribuição dos royalties.

Simultaneamente, assistimos a velha política dos governadores e coronéis regionais voltar com toda a força nesta semana no Congresso Nacional. Na Câmara, onde os estados mais ricos e populosos têm as maiores bancadas, começou uma disputa federativa por verbas como não se via a muito tempo. Mais precisamente, os estados de São Paulo e principalmente o Rio de Janeiro, mobilizaram seus respectivos deputados federais, dos mais diversos partidos políticos, para defender o privilégio de receber mais royalties da produção petrolífera do que as demais unidades da federação.  Já não é mais possível contar quantas viagens o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, fez a Brasília, para tentar mobilizar os deputados cariocas contra qualquer mudança na distribuição dos royalties.

Os estados onde ocorre a extração de petróleo já são beneficiados pela geração de empregos, renda, dinamização econômica e produtiva, mais impostos e investimentos associados à atividade de exploração petrolífera. Porque, além disto, garantir ainda enormes privilégios como ganhos extras de royalties? Ainda mais considerando o que determina a Constituição que todas as unidades da federação são iguais e que o petróleo é um bem de monopólio da União (Art. 177 da Constituição Federal), não uma exclusividade ou privilégio de estados e municípios.

As regras de distribuição de royalties e impostos do pré-sal, aliás, da extração de petróleo offshore, jamais poderiam ser iguais às regras da exploração petrolífera no continente. Em primeiro lugar porque o petróleo em alto mar geralmente envolve outros tipos de riscos ambientais, que podem afetar toda uma região e não apenas os municípios ou estados onde ocorre a extração de petróleo.  A atual legislação prevê uma porcentagem maior dos royalties para os estados em que ocorrem as atividades ligadas à exploração, embarque e refino de petróleo. Mas esta previsão está fundamentanda na premissa de que estas atividades provocam danos ambientais, portanto, receber mais royalties significaria uma espécie de compensasão ambiental. Mas a porcentagem que foi estabelecida na legislação ainda vigente, foi definida em uma época em que os royalties significavam uma fonte muito pequena de recursos, pois o Brasil produzia menos petróleo e o valor do petróleo era várias vezes menor do que é atualmente. Ou seja, a realidade mudou e hoje se faz necessária uma ampla reforma deste procedimento de distribuição de royalties.

Além disso, vale destacar que os estados do Rio de Janeiro e São Paulo são os mais ricos do país. Quais seriam as justificativas éticas e morais para garantir privilégios econômicos desta natureza para os mais ricos? Chega a ser surpreendente que este egoísmo dos estados mais ricos se sobreponha ao interesse coletivo e social da maioria dos brasileiros, em suma, aos interesses da nação.

Além disto, as supostas “perdas” do Rio de Janeiro não são reais. O Brasil vai dobrar a produção petrolífera em uma década, e o preço do petróleo hoje é em média 3 vezes maior do que no início dos anos 2000 e não há nada que indique que pode cair. O pré-sal representa reservas 7 a 8 vezes maiores do que se supunha existirem, portanto o Brasil vai produzir por muito mais tempo e serão arrecadados royalties por muito mais tempo do que se imaginava ser possível. Assim, com a atual proposta de substitutivo do PL. 5.938/2009, mesmo com uma pequena redução do percentual dos estados onde se extrai petróleo, estes devem arrecadar muito mais do que arrecadaram no passado.

Tudo indica que esta polêmica toda foi criada, também, para ofuscar o debate sobre outro ponto do Projeto de Lei 5.938/2009: especificamente o que muda a forma de extração de petróleo para o modelo de partilha, beneficiando muito mais o Brasil do que no modelo vigente, de concessão. O modelo de concessão atualmente em vigor não acrescentou nada ao Brasil, mas trouxe lucros enormes às grandes corporações petrolíferas multinacionais que passaram a explorar petróleo no Brasil, autorizados pela lei do petróleo ainda vigente (9.478/1997).

Outro ponto que não vem sendo discutido é qual será a destinação final destes volumosos recursos. A única destinação pré-definida que os estados privilegiados com mais royalties aceitaram foi destinar uma porcentagem ínfima para um fundo ambiental. Este fundo ambiental, a ser criado, poderá financiar programas de adaptação às mudanças climáticas e proteção ao ambiente marinho. O ideal seria que parte destes recursos também fosse destinada ao financiamento de infra-estrutura de transportes mais eficiente e menos poluente, e também programas de geração de energia mais limpa e de forma descentralizada, ou seja, geração de energia nos municípios em esta é consumida.

Poderiam ser construídas usinas geradoras de energia a partir de biogás extraído dos aterros sanitários ou centrais de tratamento de esgoto, ou várias pequenas usinas com turbinas de alta potência movidas a biocombustíveis derivados 100% de biomassa. Este processo poderia incluir ainda usinas solares, eólicas e até unidades de geração de energia maremotriz e geotérmica. Nas maiores cidades, estes recursos poderiam viabilizar a construção de novas linhas de trem e de metrô, que ajudariam a reduzir o consumo de combustíveis por parte dos automóveis privados.

Obviamente isto implicaria na garantia da predestinação de parte dos recursos dos royalties do petróleo Mas permanece a questão: porque não garantir porcentagens fixas dos recursos do pré-sal para saúde, educação, saneamento básico e habitação, energia limpa? Por exemplo, poderiam ser destinados 15% dos royalties para educação, 15% para saúde, 15% para projetos de energia mais limpa e transportes mais eficientes e menos poluentes, 15% para saneamento básico, habitação, infra-estrutura e lazer. E cada governo local poderia decidir ainda onde o seu estado ou município iria gastar os 40% restantes. Mas teríamos a garantia de que a população seria beneficiada com estes recursos. E por enquanto, não há certezas de que isto será possível.

Até porque, tudo indica, esta “nova” política dos governadores parece fortalecida pelo peso demográfico e econômico de alguns dos estados mais ricos do país, que se recusam a permitir que uma porcentagem maior dos royalties beneficie também a maioria dos estados brasileiros.

Por enquanto, nos resta torcer para que na próxima semana, o bom senso predomine neste debate, senão na Câmara dos Deputados, ao menos no Senado, em que todos os estados são representandos como entes iguais da Federação.


Petrobras e UFSC inauguram laboratório ambiental avançado em Florianópolis

16 de novembro de 2009

http://www.agenciapetrobrasdenoticias.com.br/

Agência Petrobras de Notícias

16/11/2009

Petrobras e Universidade Federal de Santa Catarina inauguram laboratório ambiental avançado em Florianópolis

A Petrobras e a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) inauguraram na tarde de sexta-feira (13/11), em Florianópolis, o Laboratório de Biomarcadores de Contaminação Aquática e Imunoquímica (Labcai), situado no Núcleo de Estudos em Patologia Aquícola (Nepaq).

A unidade será um dos laboratórios internacionais de referência na análise molecular, metabólico-fisiológica e celular de organismos aquáticos, permitindo, por exemplo, identificar alterações em peixes, crustáceos e demais animais de ambientes marinhos e de água doce.

Participaram da inauguração o ministro da Pesca e Aquicultura, Altemir Gregolin, o reitor da UFSC, Álvaro Toubes Prata, e o coordenador do Programa Tecnológico de Meio Ambiente (Proamb) da Petrobras, Pedro Penido Guimarães, entre outras autoridades.

Na solenidade de abertura, o ministro Altemir Gregolin destacou a importância da inauguração do laboratório que terá papel estratégico e será referência no setor. “O evento que participamos hoje é uma demonstração do compromisso com o desenvolvimento da aquicultura no país”, disse.

O Labcai integra a estratégia de Redes Temáticas da Petrobras, iniciativa em que entidades de ciência e tecnologia do país recebem apoio financeiro e de cooperação técnica por meio de parceria com o Centro de Pesquisas e Desenvolvimento da Petrobras (Cenpes). O laboratório será responsável pela análise, avaliação e identificação de alterações fisiológicas mínimas em organismos aquáticos, o que será decisivo para viabilizar a adoção de possíveis medidas preventivas e corretivas por organizações e empresas no entorno dos ambientes aquáticos quando necessário.

Na oportunidade, o coordenador da Petrobras ressaltou a importância da aproximação com as instituições de pesquisa através das Redes temáticas. Segundo Pedro Penido, a Petrobras vem reforçando os investimentos na área ambiental e o elo com as universidades. “Com a descoberta do pré-sal é essencial o trabalho em conjunto e o estímulo ao repasse de conhecimento que gera emprego e renda”, enfatizou. O valor desta parceria também foi apontado pelo reitor Álvaro Toubes Prata, que disse perceber a ótima sinergia da Petrobras com os órgãos de pesquisa.

Entre os equipamentos que estarão disponíveis no moderno laboratório ambiental, destaque para:

– Sequenciador de DNA: responsável por identificar alterações genéticas e fisiológicas nos organismos aquáticos em relação a exposição a produtos contaminantes.

– Ultracentrífuga: fará a separação dos tecidos dos organismos e preparação de frações celulares para uma avaliação precisa das alterações metabólicas, fisiológicas e genéticas resultantes da ação de pequenas concentrações de contaminantes.

A estrutura analítica do laboratório possibilita o monitoramento dos ecossistemas aquáticos com o objetivo de prever os efeitos das alterações ambientais que possam prejudicar o seu equilíbrio. Como exemplo, caso ocorra alguma alteração climática que modifique o metabolismo de determinados organismos aquáticos, este fato pode ser detectado no seu estágio inicial.

Redes Temáticas

A estratégia da Petrobras em realizar investimentos através das Redes Temáticas consiste num modelo de parceria estabelecido pela companhia com universidades e institutos de pesquisa nacionais. São 50 redes que envolvem 80 universidades e institutos de pesquisas de todo o país em projetos de interesse nas áreas de atuação da companhia. Desde 2006 a Petrobras vem investindo em média R$ 400 milhões por ano em formação de infraestrutura, aquisição de equipamentos, qualificação de pesquisadores e projetos de P&D nas entidades parceiras.

O Labcai também recebeu recursos do Ministério da Pesca e Aquicultura e da Fundação de Apoio à Pesquisa Científica e Tecnológica do Estado de Santa Catarina (Fapesc). Nos últimos 10 dias, esta é a segunda inauguração de laboratórios em universidade conveniada ao projeto, voltado para a sustentabilidade ambiental paralela às atividades na indústria do petróleo e energia.

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Bahia defende divisão democrática dos royalties do pré-sal

7 de novembro de 2009

http://www.jornalfeirahoje.com.br/materia.asp?id=12006

Jornal Feira Hoje

07/11/2009

Bahia defende divisão dos royalties gerados com exploração do pré-sal

Sérgio Jones

A divisão democrática dos royalties que serão gerados com a exploração do pré-sal, entre todos os estados brasileiros, foi defendida pelo governador Jaques Wagner, nesta sexta-feira (6), durante o seminário O Brasil na Era do Pré-Sal, realizado no espaço Unique, na Avenida Tancredo Neves, com a presença do ministro das Minas e Energia, Edson Lobão.

A proposta é criar um fundo social que servirá para incentivar a educação, combater a pobreza e contribuir para a sustentabilidade ambiental, levando os benefícios da nova descoberta, hoje concentrados ao longo dos 800 quilômetros entre Espírito Santo e Santa Catarina, para todos os estados.

Para Wagner, independente de onde esteja o novo patrimônio, a riqueza deve servir para favorecer o povo brasileiro. “O que importa é que o Brasil, agora, tem uma nova riqueza. Não importa em que estado ela esteja concentrada. Precisamos fazer com que estes recursos sirvam para melhorar a qualidade de vida do povo brasileiro e diminuir as diferenças culturais”.

O presidente da Petrobras, Sérgio Gabrielli, afirmou que a exploração do pré-sal na Bahia possibilitará ao estado uma maior expansão no setor da indústria naval. “O impacto desta exploração será em toda a cadeia produtiva da Bahia, em especial da indústria naval. O ritmo de construção de estaleiros depende da iniciativa da própria indústria naval”.

A Bahia pode ser um dos estados a fazer parte da Era Pré-Sal. Na Bacia do Jequitinhonha, Costa da Bahia, a Petrobrás continua realizando perfurações devido a indícios de óleo na região. De acordo com Gabrielli, já foram perfurados mais de 2.700 metros. O seminário contou ainda com a participação da governador do Piauí, Wellington Dias.

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Comissão aprova Fundo Social do pré-sal com novos recursos

4 de novembro de 2009

http://www2.camara.gov.br/internet/homeagencia/

Agência Câmara

04/11/2009

Comissão aprova Fundo Social do pré-sal com novos recursos

Rodrigo Bittar –  Reportagem

Marcos Rossi –  Edição

Foto:  Elton Bomfim
Palocci (E) não aceitou a inclusão de novas áreas a serem beneficiadas pelo fundo.

Parecer do deputado Antonio Palocci antecipa capitalização do fundo com recursos de royalties e participações especiais.

A comissão especial da Câmara que analisa a criação do Fundo Social do pré-sal (projetos de lei 5417/09 e 5940/09) aprovou, nesta quarta-feira, o relatório do deputado Antonio Palocci (PT-SP), que, entre outras medidas, destina para o fundo todos os recursos arrecadados pela União com royalties e participação especial dos blocos do pré-sal licitados até 31 de dezembro deste ano.

Na prática, a medida vai antecipar a capitalização do fundo, porque assim que ele for regulamentado pelo Executivo já terá essa fonte de recursos. Palocci não quis estimar quanto virá dessa fonte, mas deverá apresentar uma projeção quando o texto for discutido pelo Plenário. Essa foi a primeira das quatro comissões que analisam o marco regulatório do pré-sal a concluir o seu trabalho.

O relator não aceitou a inclusão de outras áreas a serem beneficiadas pelo pré-sal além das que já haviam sido acatadas – desenvolvimento social, combate à pobreza, educação, cultura, ciência e tecnologia, além de saúde e desenvolvimento regional, incluídas por Palocci, e mitigação e adaptação às mudanças climáticas, em lugar de sustentabilidade ambiental, como estabelecia o texto original. Durante a votação, deputados apresentaram destaques para incluir áreas como previdência, esportes, reforma agrária, segurança pública e defesa nacional, mas o relator restringiu a aplicação dos recursos “no primeiro momento”, indicando que, posteriormente, outras poderão ser incluídas.

Vídeo

http://imagem.camara.gov.br/internet/midias/TV/2009/agencia/nov/video_Palocci.wmv

Palocci ressalta que buscou uma fonte de recursos que já existe para constituir o fundo de forma mais rápida.

Royalties
Em relação à inclusão dos royalties dos blocos já licitados, Palocci argumentou que “os ministérios já têm royalties e participação especial de tudo o que aconteceu [no modelo de concessão] e terão tudo o que acontecerá [no modelo de partilha]. Portanto, há recursos de sobra para esses ministérios realizarem o que for necessário”. Ele lembrou, no entanto, que os recursos dos estados e municípios estão integralmente garantidos.

Palocci também autoriza no texto que o governo destine a sobra de recursos que hoje são direcionados a órgãos específicos da administração federal. “Se, por exemplo, a Agência Nacional do Petróleo recebeu R$ 600 milhões e gasta R$ 580 milhões, esse superávit de R$ 20 milhões poderia ser destinado ao fundo”, explicou.

O relator manteve sua proposta inicial de autorizar o uso de uma parte do montante principal do fundo nos investimentos, mas alterou a redação inicial, que restringia essa alternativa aos cinco primeiros anos de capitalização. Pela redação aprovada, o governo poderá usar esses montantes “na etapa inicial de formação do fundo”. Nos outros períodos, serão utilizados apenas os juros aplicados sobre o capital.

Íntegra da proposta:
– PL-5940/2009
– PL-5417/2009

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Agência Câmara

http://www2.camara.gov.br/internet/homeagencia/materias.html?pk=142398


O projeto governamental de Fundo Social do pré-sal: Problemas reais, imaginários, críticas e algumas propostas

20 de outubro de 2009

Comentários ao texto publicado em 20/10/2009: Ex-ministro diz que pré-sal pode causar desindustrialização

20/10/2009

O projeto governamental de Fundo Social do pré-sal:

Problemas reais, imaginários, críticas e algumas propostas

Lucas Kerr de Oliveira

Editor do Diário do Pré-Sal

Parece que a única coisa que o ex-ministro acertou em cheio foi no diagnóstico do risco que representa o “mal holandês”. Também conhecida como “doença holandesa”, quando o excesso de dólares sobrevaloriza o câmbio, é um problema sério pois pode provocar desindustrialização.
Também é interessante a defesa do ex-ministro de que o Fundo Social deva funcionar como um “Fundo para as Gerações Futuras”. Mas a justificativa que o ex-ministro usa é frágil, se apequena diante da grandiosidade do projeto, mas terá que ser polemizada a seguir.
Também é interessante alguma remuneração para os integrantes do Conselho Gestor, especificamente para os representantes da sociedade civil organizada. Para os que já são funcionários públicos, obviamente, não haveria esta necessidade.

No restante da argumentação, o ex-ministro está absolutamente equivocado.

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Tecnologia corre para reduzir custo de produzir no pré-sal

19 de outubro de 2009

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/dinheiro/fi1910200908.htm

Folha de S. Paulo

19/10/2009

Tecnologia corre para reduzir custo de produzir no pré-sal

SAMANTHA LIMA

Conhecimento atual faz com que despesas para extrair um barril dessa região somem o triplo do valor em outras áreas.

Petrobras pretende que no pré-sal extração de petróleo seja controlada de forma remota, com o mínimo de pessoal, para conter gastos.

Adaptar a tecnologia existente para produzir mais petróleo no pré-sal, a um custo menor e com segurança, é uma das maiores empreitadas que a Petrobras enfrentará nos próximos cinco anos. Em termos financeiros, vencer esse desafio significa, em valores de hoje, um impacto positivo de mais de US$ 50 milhões por dia no caixa da empresa, em 2020.

Para especialistas, a tecnologia atual já permite produzir do pré-sal. “O que estamos fazendo é evoluir, testar novos materiais e formatos, para adaptá-la às novas condições”, diz Segen Estefen, coordenador do laboratório de tecnologia submarina da Coppe/UFRJ.

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Brasil vai em busca de hidrelétricas com reservatórios no exterior: Eletrobrás estuda 16GW em projetos no Cone Sul

15 de outubro de 2009

http://www.jornaldaenergia.com.br/

Jornal da Energia

São Paulo, 15 de Outubro de 2009

Brasil vai em busca de hidrelétricas com reservatórios no exterior

Eletrobrás estuda 16GW em projetos no Cone Sul

Milton Leal

Rio de Janeiro

O setor ambiental brasileiro já deixou mais do que claro que não serão construídas usinas hidrelétricas com reservatórios no País em razão dos impactos ambientais provocados pelos alagamentos de terras. Prova disso é a tecnologia de usinas a fio d’água, que foi utilizada nas plantas do rio Madeira.

Sem capacidade de regularização do sistema e com a dificuldade de obter licenciamento ambiental para vários projetos hidrelétricos, a alternativa foi iniciar o processo de transição da matriz hidrelétrica para uma composição hidrotérmica.

Nos últimos leilões de energia, termelétricas poluentes foram contratadas a peso de ouro para ficarem paradas boa parte do ano e servirem como segurança do sistema.

A saída para este problema está literalmente além das fronteiras brasileiras. O potencial hidrelétrico inexplorado nos vizinhos sul-americanos é da ordem de 270 mil MW. A grande maioria destes aproveitamentos, segundo o presidente da PSR Consultoria, Mário Veiga, podem ser construídos com reservatórios, como é o caso do projeto de Iñambari, no Peru, que possui 2,2 mil MW e que está sendo prospectado pela Eletrobrás.

De acordo com o superintendente de operações internacionais da estatal, Sinval Gama, a empresa está estudando 16 mil MW de geração na América do Sul. Para tirar esses projetos do papel seriam necessários cerca de US$40 bilhões. Além disso, 10 mil km de linhas na região compõem o portfólio de estudos da companhia.

Gama também revelou que o braço de operações no exterior da Eletrobrás está inventariando cerca de 7,5 mil MW de potencial hidrelétrico na Guiana – país localizado na fronteira com Roraima e que possui um regime hidrológico oposto do brasileiro – o que poderia contribuir muito com o aumento da capacidade de regularização dos tanques de armazenamento nacionais.

Segundo ele, a expectativa é que em seis meses os estudos estejam prontos para que se sobre a factibilidade de exploração dos empreendimentos. “Estamos fazendo todo o trabalho na Guiana para checarmos se o aproveitamento de Tortruba é realmente o melhor”, explicou o executivo, referindo-se ao estudo de inventário de uma usina de 800MW que já estava pronto, mas que está sendo refeito.

No Peru, além de Iñambari, a Eletrobrás está de olho em outras cinco oportunidades. No início, chegou-se a cogitar a possibilidade de construir 15 hidrelétricas. Estudos de otimização foram feitos e este número caiu para seis. “Pretendemos finalizar os estudos de viabilidade até dezembro de 2010”, disse Gama.

Na Argentina, os estudos de inventário da hidrelétrica binacional de Garabi estão quase prontos. O superintendente da Eletrobrás acredita que a tendência é que a usina seja dividida em dois aproveitamentos, que juntos terão 2,4 mil MW de capacidade.

No âmbito das interconexões elétricas, Brasil e Venezuela estudam uma linha de transmissão de 1,2 mil km de distância que teria capacidade de transpostar 2 mil MW de energia para o território brasileiro. Contudo, como os venezuelanos não possuem excedente de energia, os brasileiros aguardam o surgimento de novas usinas no país que criem demanda para justificar a construção da linha.

http://www.jornaldaenergia.com.br/

Para economista, pré-sal deve financiar transição energética

2 de outubro de 2009

http://www.valoronline.com.br/?impresso/especial/195/5851187/para-economista,-presal-deve-financiar-transicao-energetica

Valor Econômico

02/10/2009

Para economista, pré-sal deve financiar transição energética

Daniela Chiaretti

Para que a economia brasileira seja descarbonizada e esteja pronta a ser competitiva no mundo de 2020, o maior investimento necessário será em educação, pesquisa científica e no engajamento das empresas no processo de inovação tecnológica. Em paralelo, as riquezas do pré-sal têm que financiar a transição para outra matriz energética, aproveitando as vantagens comparativas do Brasil em biomassa, pequenas hidrelétricas, energia solar e eólica. “O pré-sal é uma benção, uma riqueza, mas é o passado”, diz nesta entrevista o economista e professor Sérgio Besserman Viana.

Besserman, que fez longa carreira no BNDES e presidiu o IBGE durante o governo Fernando Henrique, assina o capítulo “A Sustentabilidade do Brasil” do livro “Brasil pós-crise – Agenda para a Próxima Década”, organizado pelos economistas Fabio Giambiagi e Octavio de Barros. A obra, que acaba de sair (Editora Campus, 384 páginas, R$ 89), pretende estimular “propostas para que o Brasil de 2020 seja muito melhor que o de 2010”. Reúne textos de economistas e gente que pensa o Brasil. Coube a Besserman, junto com o colega José Eli da Veiga e o cientista político Sérgio Abranches, inserir os contornos da temática ambiental nesta pauta.

Os autores dizem ter tentado “introduzir na lógica econômica a consciência de que existem limites naturais em um planeta finito”. Eles explicam como enxergam o futuro: “A agenda do século XXI será presidida pelas escolhas sobre como considerar as perdas de capital natural”, dizem os autores. “E, nos próximos anos, as principais decisões na economia, na governança e na política mundial dirão respeito à intensidade, à velocidade e à forma como os custos da descarbonização dos processos produtivos e modos de consumo serão internalizados na economia de mercado.”

Garimparam informações diversas sobre o mundo do futuro. A Agência Internacional de Energia projeta um aumento de 50% da demanda energética até 2030, com dependência nos combustíveis fósseis, a continuar a toada atual. Lembram que é o padrão de consumo dos países desenvolvidos (e dos ricos e da classe média dos emergentes), o que soma cerca de 1 bilhão de pessoas no mundo, o grande responsável pelo nível atual das emissões de gases que provocam o efeito estufa. “Os demais 5 bilhões de humanos, especialmente centenas de milhões na China, Índia, Brasil, Rússia, México, entre outros que antes da crise estavam começando a superar os patamares da pobreza, ambicionam legitimamente e esforçam-se para alcançar exatamente o mesmo tipo de consumo.” Este é um dos impasses do acordo do clima que, se espera, seja assinado em dezembro, na CoP-15, a conferência do clima de Copenhague.

O desafio que o mundo tem pela frente é gigantesco. Reduzir até 2050 as emissões pela metade do que eram em 1990 significa imaginar que, em 2035, o mundo de 9 bilhões de pessoas não poderá emitir mais do que 9 bilhões de toneladas de carbono por ano – ou uma tonelada por pessoa. “Hoje as nações industrializadas emitem, em termos per capita, quatro vezes mais do que isso. As nações em desenvolvimento, por sua vez, emitem per capita quatro vezes menos do que isso”, pontua o texto. “E se há uma grande novidade histórica na primeira década do século XXI, pelo menos até a eclosão da crise, é a velocidade com que suas economias crescem e que suas populações expandem o consumo e, consequentemente, suas emissões.”

Para quem raciocina em termos de energia, os autores recorrem às premissas do físico Marcelo Gleiser que lembra que o consumo de energia mundial foi de 14 trilhões de watts em 2006. Projetando o aumento da população, um crescimento econômico modesto (1,6% ao ano) e um inacreditável aumento na eficiência do uso de energia (de 500%), mesmo assim o mundo usará 28 trilhões de watts em 2050, nas suas contas. Ou seja, mesmo com um esforço absurdo, o mundo usará o dobro de energia na metade do século.

Os autores refletem sobre o impacto da crise econômica, no curto prazo, na questão climática, com a óbvia redução nas emissões de gases-estufa decorrentes do refluxo no nível de atividades da economia mundial. Mas então apontam que a “lacuna da maioria dos diagnósticos atuais está em não considerar que não basta a retomada da confiança e do crédito para que esse processo possa ocorrer. A indefinição sobre as decisões globais relativas à descarbonização da produção e do consumo implica também incerteza sobre o futuro sistema de preços relativos na economia, tornando muito difícil o cálculo da taxa de retorno e aumentando a taxa de risco dos investimentos de prazo mais longo.” Touché. Sem acordo climático, o cenário econômico continua obscuro, aposta o trio.

Se a descarbonização da economia mundial é uma certeza, dizem, a velocidade com que as decisões serão tomadas é que é a grande dúvida. O atraso nas negociações de um acordo climático só aumentará a incerteza e os custos da transição, diz Besserman. Acordos mal costurados trazem o risco de fragmentação mundial e um protecionismo que já se insinua. A seguir, trechos da entrevista:

Valor: Qual o risco, na economia, de um atraso do acordo climático mundial? O que acontece se não for assinado em Copenhague?

Sérgio Besserman Vianna: O fracasso de uma negociação de acordo contra a mudança climática vai fazer com que os custos para combater o aquecimento global poucos anos à frente sejam muito mais elevados do que se iniciarmos hoje a transição. Ao mesmo tempo existirão também custos de fragmentação política e riscos de protecionismo.

Valor: O mundo, dizem vocês, pode sucumbir nos próximos anos à fragmentação e à tentação protecionista. O que imaginam?

Besserman: É um cenário indesejável e não muito provável, mas pode ocorrer de não haver um acordo eficaz contra o aquecimento global, ou acordos que não contem com a adesão generalizada e isso impulsiona o mundo na direção da fragmentação da governança global. Se houver um acordo e China, Índia e Brasil não entrarem, isto é um mundo que não encontra a governança global necessária para os desafios que tem pela frente.

Valor: E o protecionismo está se esboçando?

Besserman: Já está sugerido. Aparece por exemplo numa cláusula da lei climática já aprovada pela Câmara do Congresso dos Estados Unidos e que torna possível a adoção de medidas fortemente protecionistas contra produtos de países que não participem do acordo global da mudança climática. A lei não foi ainda aprovada no Senado e o presidente Obama fez um reparo admitindo o protecionismo desta cláusula. Mas a lógica econômica sugere que não é viável que os EUA passem a ter um custo para emitir gases de efeito-estufa e permitam desvio de comércio, produção e investimentos para países que não fazem parte do movimento geral contra o aquecimento global.

Valor: Porque esta cláusula é ameaçadora?

Besserman: Países que fizerem parte do acordo contra a mudança climática estarão impondo um custo na emissão de gases-estufa. Um determinado bem de consumo nos EUA se tornará mais caro por conta do custos de sua emissão. Suponha um país hipotético na Ásia, que não tem metas, não faz parte do acordo global e produz o mesmo bem… Poderia acontecer, por exemplo, de a produção dos EUA tender a ser desviada para aquele país, porque é mais barato. Mas isso não vai acontecer porque serão impostas barreiras comerciais ao país fora do acordo global. Este ponto está na agenda também com declarações recentes do presidente francês Nicolas Sarkozy na mesma direção. A OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) também tem se pronunciado sobre o tema.

Valor: Está no livro: a superação das energias sujas tem o potencial de se constituir no próximo grande boom de inovações e isto pode ser um impulso para a saída da crise. A China parece estar perseguindo esta trilha, mas também não quer abrir mão do carvão. Como fica?

Besserman: São cenários em aberto a depender do acordo global que pode acontecer agora em Copenhague ou não. Ali, depurando tudo, vamos estar precificando o custo de emitir gases-estufa. O tamanho da meta necessária para tentar atingir o objetivo fixado de não aquecer o planeta mais de 2 C sinaliza uma grande transição tecnológica, que diz respeito, num primeiro momento, à eficiência energética em geral, e um forte impulso às fontes renováveis de energia. Mas este é apenas o início. Porque em seguida vêm todas as mudanças decorrentes das alterações de preços relativos que tende a se acentuar porque as metas para 2050 são ainda mais radicais que as previstas para 2020. Vem uma grande transição pela frente, isto é certo, e quem acompanhar esta transição tecnológica vai se inserir competitivamente neste novo mundo. Quem não acompanhar, e se agarrar às formas do passado sem visualizar esta transição radical e profunda, corre o risco de ficar descompassado.

Valor: Como fica o Brasil na descarbonização de sua economia?

Besserman: É uma imensa oportunidade. Temos grandes vantagens comparativas neste mundo de baixo teor de carbono, como a nossa matriz energética, que já é mais limpa, ou políticas benéficas em si, como a redução do desmatamento da Amazônia. Temos que fazer modificações na logística, como no nosso setor de transportes. Estas vantagens comparativas podem se tornar vantagens competitivas.

Valor: Os senhores dizem que o maior investimento necessário para que a economia brasileira seja descarbonizada é em educação e tecnologia. Pode explicar?

Besserman: Esta nova economia tem enorme ênfase em conhecimento. Não só por conta das inovações tecnológicas necessárias para chegar a ela, mas porque seria um modo de produzir e consumir muito avesso a desperdícios e ineficiência. E isso depende de conhecimento.

Valor: Os senhores dizem que o Brasil está fazendo “diversos equívocos” no campo da energia. Falam das políticas que subsidiam o uso do carvão e das térmicas a óleo, mas também mencionam as hidrelétricas. Como assim?

Besserman: No caso das hidrelétricas é um não aproveitamento inteligente das possibilidades de integração com outras fontes renováveis, do potencial das pequenas hidrelétricas e de uma melhoria no padrão de gestão e transparência no caso das hidrelétricas maiores. No caso da energia em geral, é preciso ter claro que o futuro são as fontes renováveis e não emissoras de gases-estufa. O pré-sal é uma benção, uma riqueza, mas é o passado.

Valor: O passado?

Besserman: Sim, porque estamos nos preparando para o fim da civilização dos combustíveis fósseis.

Valor: Como fica esta “benção”?

Besserman: O uso inteligente do pré-sal é utilizar estes recursos para potencializar a transição para outra matriz energética, aproveitando as vantagens comparativas do Brasil em biomassa, solar, eólica, pequenas hidrelétricas. Sim, este é o futuro. Usar o recurso do pré-sal para ir a este futuro é maravilha. Mas apostar no mundo dos combustíveis fósseis e ficar estacionado nele seria um equívoco. Para mim, o risco é o país, em vez de mobilizar seus recursos para a transição tecnológica, acabar utilizando-os de forma a ficar ancorado no mundo do passado. Planejamento e política industrial mirando a transição tecnológica da matriz energética é muito importante. Neste novo mundo há riquezas equivalentes a muitos pré-sais.

Valor: Energia nuclear é opção?

Besserman: Desde que a custos suficientemente competitivos para compensar algumas externalidades negativas, como o lixo radioativo. E na condição de uma solução racional para o lixo radioativo nos próximos 300 a 500 anos, ela pode, sim, ter um papel importante na matriz do Brasil.

Valor: No caso da Amazônia, vocês lembram que não há um modelo a ser copiado. E agora?

Besserman: A questão da Amazônia é que definirá se o Brasil estará à altura da oportunidade que está à nossa frente. Porque ali, além do aprimoramento das políticas de monitoramento e gestão e de grandes avanços em iniciativas contra o desmatamento como a moratória da soja, nós precisaríamos dar um grande salto e criar, pela primeira vez na história um modelo de desenvolvimento sustentável para uma economia tropical.

Valor: Por que uma agenda para a Amazônia estará “necessariamente no centro de uma agenda de desenvolvimento brasileira para o século XXI”?

Besserman: Trata-se de um desafio civilizatório novo. Um país como o Brasil, que tem um pé na modernidade, terá que demonstrar pioneiramente a possibilidade de fazer o que o professor Carlos Nobre, do INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), e a geógrafa Bertha Becker apresentam como o caminho para que o Brasil se torne uma potência ambiental. E isto é, basicamente, conhecimento.

Valor: Por que pensar o futuro da Amazônia apenas em termos de uma “economia um pouco mais sustentável, com seu povo um pouco menos pobre, é escolher a degradação no médio prazo?” Não é isso que está embutido no discurso dos países ricos ao dizer que é mais barato agir aqui do que lá?

Besserman: Acho que este discurso é mais nosso do que deles, de uma parte atrasada do Brasil que tem a ideia que a continuidade do tipo de ocupação atual leva a um verdadeiro desenvolvimento econômico e à emancipação social da região. Não leva e é quase uma ofensa ao futuro das populações que lá vivem. Elas não querem um pouco mais. Elas têm direito ao que a Amazônia tem ali de riqueza e pode oferecer ao Brasil e ao mundo. É um novo modelo de desenvolvimento.

Valor: Segundo os senhores, a Amazônia sustentável só é possível com um polo de desenvolvimento hightech, uma espécie de “silicon valley”. O que é isso?

Besserman: A sustentabilidade da floresta passa por sua capacidade de gerar valor. Esta geração de valor decorrerá, em parte, de acordos globais que precifiquem os serviços que a Amazônia presta ao mundo, mas em outra parte, de uma aplicação intensiva de conhecimento, de forma que os recursos ali disponíveis, especialmente o reservatório genômico, permitam a produção de riquezas.

Valor: O senhor mencionou que é preciso rever a política de transportes? Como?

Besserman: A construção de uma economia de baixo carbono no Brasil tem três grandes eixos. A Amazônia, a energia e a logística. O setor imediato a mexer aí dentro é transporte. É do maior interesse nosso redesenhar um modelo sustentável com forte redução de emissões e para o futuro. Isto significa conseguir, através de parcerias público-privadas rever a questão das ferrovias, hidrovias e navegação costeira e fazer um planejamento inteligente da integração de todos estes modais.

Valor: Este mundo novo contempla a pavimentação da BR-319, a Manaus-Porto Velho?

Besserman: Mesmo com todos os cuidados, a criação de áreas ambientais e planejamento, o que já seria um grande avanço, a pavimentação não deixa de ser a reprodução de um modelo de ocupação da Amazônia que tem se revelado ineficiente e fora do controle. Um mínimo de visão estratégica sugere que externalidades positivas recomendam o reexame da hipótese de hidrovias ou ferrovias.

Valor: Esta agenda, então, não é um limite ao crescimento?

Besserman: Não, apenas não é o limite como é o caminho para a inserção mais competitiva da economia brasileira na economia mundial.

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Sobre o neo-ambientalismo liberal

1 de outubro de 2009

http://cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=16170

Carta Maior

01/10/2009
Política|| Copyleft

Sobre o neo-ambientalismo liberal

Saul Leblon

As restrições de Fernando Gabeira ao marco regulatório do pré-sal exalam o passado de um neoliberalismo desautorizado pela crise de 2008. Pelo que se intui das intervenções do deputado, em recente debate, a segurança ambiental na exploração das novas jazidas seria mais consistente se entregue às mãos (invisíveis) da livre concorrência, e não às da Petrobras. Associar o equilíbrio da sociedade e do planeta aos livres mercados é pura reciclagem do ideário neoclássico ao discurso ardiloso de um neo-ambientalismo liberal ontologicamente fraudulento. O artigo é de Saul Leblon.

1. Há verdes que envelhecem antes de dar frutos. Depressa baldeiam do conservacionismo para o conservadorismo.

2. O fato de terem sido ultrapassados eleitoralmente pelo recém criado partido da Esquerda alemã – naquele que foi o palco privilegiado de flerte ambientalista com o figurino da ‘renovação política’ – evidencia uma expressiva tendência à decrepitude precoce.

3. As colocações do deputado Fernando Gabeira (PV-RJ) no debate “O Futuro do Pré-Sal II”, promovido recentemente pelo jornal Estado de São Paulo, com a participação do presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, reforçam essa percepção de uma falsa promessa de futuro.

4. As restrições de Gabeira ao marco regulatório do pré-sal exalam o passado de um neoliberalismo desautorizado pela crise de 2008. Desautorizado até mesmo, justiça seja feita, por ambientalistas consequentes que reivindicam planejamento e limites à predação do planeta pelo capital, algo naturalmente improvável sob o regime do vale-tudo dos mercados livres.

5. Mas não para Gabeira. Pelo que se intui das intervenções do deputado nomeado por Serra como seu pé de palanque no Rio, a segurança ambiental na exploração das novas jazidas seria mais consistente se entregue às mãos (invisíveis) da livre concorrência, e não as da Petrobras, indicada como operadora única no novo marco regulatório.

6. Na fabulação desse ambientalismo raso, tudo se passa como se a inexistência do Estado, ou um Estado reduzido ao mínimo, assegurasse aos cidadãos do século XXI – o século de agigantamento da racionalidade mercantil – um modo de vida mais sustentável, ou pelo menos mais seguro.

7. “Se nós temos uma única operadora, e se a operadora tem essa influência enorme no Brasil, como vamos ter ambiente para avançar na legislação ambiental?”, questionou Gabeira no debate.

8. A vida fica desconcertante quando apartada da história. O velho deputado perdeu a dimensão impositiva das forças descomunais que regem uma sociedade ordenada pelos meios privados de produção. A privatização do tecido urbano pela especulação imobiliária, por exemplo. Trata-se, é até singelo dizê-lo, de um embrutecedor das condições de vida e de transporte nas asfixiantes concentrações humanas produzidas pela metástase dos livres mercados. A desigualdade aí, fique claro, não é fruto do escapamento desregulado da frota de veículos.

9. A arquitetura da destruição, o ar irrespirável, os rios de esgoto tampouco representam pontos fora da curva produzidos pelos mercados. São, antes, obras-primas da desregulação e da livre concorrência incensada agora por Gabeira.

10. Passada a borracha na história tudo fica verde. Ou sombrio. Em resumo, fica fácil. Assim, a Petrobras, o diesel por ela produzido, torna-se ‘o’ elemento responsável pela poluição nas grandes cidades brasileiras. Não o esfarelamento do Plano Diretor de SP intentado pela administração Kassab, aliada do serrismo ao qual Gabeira aderiu e para o qual tenta arrastar Marina Silva.

11. A mesma administração Kassab que impermeabiliza marginais e várzeas do Tietê, cortou a merenda nas creches municipais – faz mal comer muito, sapecou o prefeito antes de recuar -; cortou também a varrição de rua na ante-sala do verão….Ah, sim, mas o kassabismo criou a ‘Segunda-feira sem carne’ e o prefeito demo-ambiental foi de ônibus trabalhar no Dia Mundial sem Carro. Alvíssaras. Basta isso para saciar o neo-ambientalismo liberal. Ou pelo menos seus expoentes acham que basta isso para iludir docemente a classe média espremida entre as hostilidades crescentes do capitalismo tardio e seus sonhos de vida saudável-estável-confortável-reciclável e outros vels… Basta oferecer-lhe um mote palatável, ademais de coerente com o discurso da oposição a Lula em 2010: a culpa pelo ar podre da capital paulista é da Petrobras. Pronto. Agora vamos todos andar de bicicleta no Parque Ibirapuera.

Claro, sem esquecer a conclusão subliminar, por acaso, a mesma que move as petroleiras e seu lobby demotucano: a Petrobras não deveria ser a única operadora do pré-sal.

12. O simplismo permite a Gabeira ombrear a estatal ao Leviatã hobesiano ungido como antípoda pelo vale-tudo dos mercados, como se apenas as duas opções fossem possíveis. “Nós pedimos, trabalhamos, houve até pedidos na Organização dos Estados Americanos (OEA) e não conseguimos vencer a barreira da Petrobras”, afirmou o verde no debate do Estadão.

13. “A Petrobras tem uma situação de força (…) quando entra em uma luta, entra pesado, e, no caso do enxofre, ela entrou pesado’, acrescentou.

15. O neo-ambientalismo liberal acolhe todos os que preferem enxergar a sociedade acima dos conflitos históricos, reduzindo-a a uma colisão entre carros e bicicletas; ‘bons’ e ‘maus’ zeradores de carbono.

16.A verdade talvez seja mais dura; talvez cobre ações mais cansativas do que pedalar. O problema energético aguçado pelo esgotamento do horizonte fóssil não se origina e não se resolverá apenas na troca de uma fonte por outra. São as formas de viver e de produzir que direcionam o uso e o abuso dos recursos naturais em nosso tempo, sejam eles energia, água ou o composto sintético do tecido usado pelos ciclistas que buscam os parques nos fins de semana.

17. É essa lógica, igualmente, que determina a sustentabilidade no uso do espaço urbano e não leviatãs de vento acenados pelo deputado Gabeira.

18. Associar o equilíbrio da sociedade e do planeta aos livres mercados é pura reciclagem do ideário neoclássico ao discurso ardiloso de um neo- ambientalismo liberal ontologicamente fraudulento.

http://cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=16170

Itaipu: Aeronaves não-tripuladas fazem exibição

21 de setembro de 2009

http://www.itaipu.gov.br/?q=pt/node/435&id_noticia=2920

ITAIPU – SALA DE IMPRENSA

21/09/2009

Aeronaves não-tripuladas fazem exibição

O Ecomuseu serviu de base para a demonstração de três veículos aéreos não tripulados, na última sexta-feira (18). Os equipamentos são alternativas aos grandes, barulhentos e caros helicópteros e aviões utilizados em operações de reconhecimento. A demonstração contou com a presença do DGB, Jorge Samek, e do prefeito Paulo MacDonald, além de representantes de órgãos de defesa e da segurança pública.

Como um bom vigia, de longe ele passa despercebido. Silencioso, parece um pássaro despretensioso rondando lá do alto. Sem se dar conta, quem passou pela Ponte da Amizade na tarde da última sexta-feira (18) pode ter sido “espiado” pela ave sorrateira que, na verdade, era um dos veículos aéreos não tripulados (VANTs) demonstrados em Foz do Iguaçu. Pequenos e parecidos com aeromodelos, os equipamentos são alternativas aos comparativamente grandes, barulhentos e caros helicópteros e aviões convencionalmente utilizados em operações de reconhecimento.


Os aviões são lançados à mão e não exigem pistas  para decolagem  e pouso
O Ecomuseu serviu de base para o lançamento e acompanhamento da apresentação de três diferentes modelos de aviões. Com muito interesse, representantes da Itaipu acompanharam tudo de perto: a empresa está avaliando a possibilidade de adquirir ou contar com os serviços dos VANTs para monitorar o reservatório e suas áreas de proteção ambiental

A demonstração contou com a presença do diretor-geral brasileiro, Jorge Samek, e do prefeito de Foz do Iguaçu, Paulo MacDonald. Também compareceram integrantes das Forças Armadas e de diversos órgãos de segurança pública. Entre eles, Aeronáutica, Polícia Federal, Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Polícia Civil, Polícia Militar e Guarda Municipal.


De longe, o pequeno VANT mais parece um pássaro
Os aviões são fabricados pela AeroVironment, empresa norte-americana sediada na Califórnia, e importados pela Comtex, primeira indústria brasileira especializada na área de tecnologia em monitoramento por vídeo. A AeroVironment conta com 14 mil aviões semelhantes aos apresentados em Foz do Iguaçu voando pelo mundo.

A Comtex se propôs a fazer uma apresentação à prefeitura, que se interessou e pediu para a Itaipu ceder espaço para a demonstração. O Ecomuseu foi o local escolhido em função da proximidade com o Rio Paraná e da distância em relação às grandes linhas de transmissão de energia.
Mais barato

A grande virtude dos VANTs, apontada dos pelos especialistas presentes na demonstração, é o preço. Segundo Sérgio Nercessian, diretor comercial da Comtex, uma operação com o avião não tripulado custa, em média, “cerca de 5% a 10% do valor que seria gasto em um voo de helicóptero”.
De acordo com Rogel Abib Zattar, superintendente de Segurança Empresarial, a Itaipu está no aguardo da apresentação detalhada dos custos de operação para, então, avaliar a relação custo/benefício. “Talvez, nesse momento, em vez da compra, o mais interessante seja a prestação de serviços, mas não se descarta a aquisição, embora isso exija a formação de equipes devidamente treinadas”, afirma Zattar.


Monitor mostra a aduana na Ponte da Amizade: a qualidade da imagem é nítida
Se houver a recomendação por parte da Segurança Empresarial, a diretoria da Itaipu está disposta a encampar a ideia. “Como é algo necessário, a gente estuda, vê o preço, similares no mercado e se coloca em orçamento dentro do período adequado”, ressalta Samek. “Os aviões podem ser úteis inclusive para o acompanhamento dos nosso programas ambientais, como a instalação de cercas e plantação de árvores”, complementa o DGB.

O prefeito Paulo McDonald, que diz ter ficado “impressionado com a apresentação”, também não descarta o uso dos VANTs pelo município. “Não esperava que tanta tecnologia coubesse em um artefato tão pequeno assim”, afirma. “Nessa fase de aprimoramento dos instrumentos de combate ao crime, seria de grande ajuda para a utilização nas ações conjuntas da Guarda Municipal com as polícias Militar e Civil”, diz o prefeito.

Os aviões

Três modelos, de diferentes tamanhos e preços, foram demonstrados. O maior (Puma AE, de 2,8 metros de envergadura) tem custo estimado em 500 mil dólares; o médio (Raven RQ-11B, de 1,4 m de envergadura), em 300 mil dólares; e o menor (Wasp III, de 72 centímetros de envergadura), em 250 mil dólares.
Eles são equipados com câmeras de zoom potente, infravermelho (para operação noturna), são elétricos (não usa combustível) e não requerem grandes espaços ou pistas de lançamento. A decolagem é feita à mão, com uma pessoa em pé. Os voos são pré-programados e podem ser operados em terra, por um sistema de controle remoto. A altitude varia de 150 a 300 metros de altura e, a velocidade, de 40 a 83 quilômetros por hora. O acompanhamento é feito por monitores instalados em terra.

http://www.itaipu.gov.br/?q=pt/node/435&id_noticia=2920

Projeto arrecada 20.000 litros de óleo de cozinha por mês

16 de setembro de 2009

http://www.biodieselbr.com/noticias/em-foco/projeto-20000-litros-oleo-cozinha-mes-16-09-09.htm

BIODIESEL BR

quarta, 16 setembro 2009

Projeto arrecada 20.000 litros de óleo de cozinha por mês

USP

Conferência BiodieselBR

Ensinar as crianças sobre a importância de descartar o óleo de cozinha corretamente é a missão dos profissionais do Laboratório de Desenvolvimento de Tecnologias Limpas (Ladetel), da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP) da USP. Desde 2003, o grupo desenvolve o projeto Biodiesel em Casa e nas Escolas. Além das escolas, participam dessa ação restaurantes, supermercados e indústrias que precisam de certificação ambiental e necessitam dar um destino adequado a seus óleos. O óleo coletado é usado em pesquisas de biodiesel.

O coordenador do Ladetel e professor da USP, Miguel Dabdoub, conta como surgiu a ideia. “Pensamos que a melhor forma de entrar nas casas e conscientizar as famílias era por meio das crianças e isso se provou na prática”, diz. Todo mês, o projeto arrecada cerca de 20 mil litros de óleo de cozinha usado e conta com a participação de cerca de 25 mil estudantes, em 25 municípios.

Ao chegarem numa escola, os integrantes do projeto organizam palestras e orientam os estudantes sobre os problemas que o óleo causa quando descartado incorretamente, como a impermeabilização do leito de rios, poluição da água e morte de animais e plantas. Depois disso, eles são convidados a levar os resíduos do óleo utilizado em suas casas para as escolas, onde são recolhidos pelo programa. Cada vez que um aluno leva uma garrafa de óleo, recebe um cupom para concorrer a prêmios. Quando a escola atinge uma determinada quantidade de óleo coletado, é realizado um sorteio de prêmios aos estudantes.

Todo óleo captado é destinado ao Ladetel em amostragens, para ser analisado pleos graduandos do projeto. Essas análises fazem o controle da qualidade do material coletado de cada estabelecimento participante, que recebe a orientação necessária para o uso do óleo em frituras, evitando assim, problemas típicos da reutilização excessiva do óleo.

Fritura não faz mal

Os restaurantes são os principais interessados no resultado da análise do óleo usado. Para Dabdoub, é importante ressaltar que a fritura não faz mal, “sempre digo que a fritura não faz mal, o que faz mal é a fritura mal realizada. É você reutilizar intensivamente e repetidamente o óleo de fritura. Se você elevar muito a temperatura e depois esfriar, ela vai absorvendo ar, absorve oxigênio, forma radicais livres, forma materiais polares. Esses radicais livres são conhecidos como causadores do envelhecimento e do câncer”, conclui.

Outro problema da fritura mal realizada é que ela forma ácido graxo. Junto com os produtos de oxidação desse óleo, os ácidos graxos inibem a ação das enzimas pancreáticas diminuindo a digestão. “É por isso que, às vezes, a pessoa come um salgado frito e passa mal, não digere bem. Esse óleo foi usado durante 15 dias, repetidas vezes num restaurante provocando a formação desses compostos e de gorduras trans, que também diminui a digestão, aumenta o teor do colesterol ruim e causa problemas arteriais e cardiovasculares. Aí é que a gordura faz mal”, explica o professor.

Para evitar esses problemas, Dabdoub explica que “se utilizar na sua casa o óleo numa temperatura abaixo de 200 graus [ºC] e reutilizar duas a três vezes no máximo, sem aquecer e resfriar, não vai ter problema com fritura”.

A melhor forma de descarte do óleo de cozinha usado, para quem não mora perto de postos de coleta, nem participa de programas como esse, é colocar todo o óleo usado, depois de esfriar, em garrafas PET e jogá-lo no lixo comum (orgânico).

http://www.biodieselbr.com/noticias/em-foco/projeto-20000-litros-oleo-cozinha-mes-16-09-09.htm

Pré-Sal Deveria Financiar Pró-Sol No País Tropical!

16 de setembro de 2009

http://jornalismofm.com.br/2009/09/pre-sal-deveria-financiar-o-pro-sol-no-pais-tropical/
16/09/2009

Pré-Sal Deveria Financiar Pró-Sol No País Tropical!

Eloy F. Casagrande Jr., PhD

Coordenador do Escritório Verde, Universidade Tecnológica Federal do Paraná

Em 2004, um primeiro furacão do Brasil arrasou parte da costa de Santa Catarina. Em 2005, a Amazônia sofreu sua maior seca em mais de 100 anos, impactando em todo o ecossistema da região. Em 2008, as cidades do Vale do Itajaí inundavam, matando 136 pessoas e destruindo milhares de residências, também em Santa Catarina. Agora em 2009, novamente vemos a mais recente tragédia com o tornado que deixou um lastro de destruição no estado. Não há dúvidas que diretamente ou indiretamente estes fatos estão ligados ao aquecimento global. Estamos entrando numa nova era onde será preciso haver um abandono da dependência dos combustíveis fósseis em favor das energias renováveis.

O governo brasileiro prepara-se para anunciar ao mundo que pretende reduzir suas emissões de gases do Efeito Estufa na ordem de 30%, até 2020, principalmente combatendo o desmatamento na Amazônia. No entanto, omite que se cada tonelada de óleo previsto para ser retirado no Pré-sal for queimado pelos setores de energia, industrial e automobilístico, de nada adiantará o esforço. Cada barril de petróleo queimado emite entre 420 e 440 quilos de CO2 – sem contar o carbono emitido ao longo da cadeia produtiva, nos processos de extração, transporte, refino e distribuição. De acordo com a Petrobrás, os campos de petróleo do Pré-sal estarão produzindo 1,8 milhão de barris por dia até 2020, o que significa que país poderá ter um acréscimo nas suas emissões de cerca de 76 mil toneladas de CO2 diariamente!

Por outro lado, a Alemanha acaba de inaugurar sua maior usina solar, que deve evitar que sejam despejadas na atmosfera 35 mil toneladas de CO2. São 700 mil coletores de energia solar com capacidade de geração de 53 megawatts (MW) que alimentam 15 mil residências com eletricidade. O país já tem outra planta com capacidade de 10 MW. Na Espanha, uma torre solar de 115 m de altura gera 11 MW. A torre recebe luz solar de 624 espelhos móveis, cada um com uma superfície de 120 m2, aquecendo água em canos. Esta energia térmica aciona uma turbina a vapor para gerar eletricidade. É a primeira usina de uma série de outras projetadas para gerar mais 300 MW de energia para o país até o ano de 2013. Com o projeto finalizado, cerca de 180.000 casas no entorno receberão eletricidade, impedindo que mais de 600 mil toneladas de CO2 sejam liberados para o ambiente anualmente.

Até mesmo Portugal, que tanto é motivo de piadas dos brasileiros, já tem uma planta de energia solar com capacidade instalada de 46,41 MW. A produção é suficiente para abastecer 35 mil habitações e poupar cerca de 90 mil toneladas de emissões de gases com efeito de estufa.

Além das usinas centralizadas, países Europeus e Nórdicos têm programas de incentivo para instalações de painéis solares nos telhados de edificações que estão conectados aos sistemas de distribuição. Isto faz que com cada residência se torne uma mini-usina de energia solar, que quando não está consumindo eletricidade, a mesma abastece o sistema e seu proprietário recebe por isto. Na Alemanha, mais de 430 mil instalações estão em funcionamento, gerando cerca de 3.800 MW — maior que a capacidade da Hidrelétrica de Ilha Solteira, no Rio Paraná, a quinta maior do Brasil!

No final da década de 70, cada watt produzido por meio de células fotovoltaicas custava 150 dólares. Hoje, o preço varia entre 3 e 4 dólares. Especialistas estimam que quando o valor baixar para entre 1,5 e 2 dólares, a energia solar conseguirá competir com qualquer outro tipo de energia. Em 2008, houve um aumento de instalações fotovoltaicas no mundo da ordem de 5,65 gigawatt (GW), o que equivale a um crescimento de 75% em relação a 2007. A potência instalada mundialmente hoje é de cerca de 14 GW. Ainda é pouco, pois é a mesma energia gerada apenas pela Usina hidrelétrica de Itaipu. Segundo o professor Ricardo Rüther, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), se a superfície de 1350 km2 do lago da usina fosse coberto com painéis fotovoltaicos, se teria 108 GWp – isto representa mais de 50% da energia consumida no Brasil.

Não vamos cobrir o lago de Itaipu, mas especialistas afirmam que a energia fotovoltaica vai ser competitiva no Brasil dentro de dez anos. Isto poderia ser num tempo mais curto se as lamparinas do juízo das cabeças dos nossos governantes fossem iluminadas pelo sol e houvesse agora mais investimentos, incentivos e mudanças de regras no setor. Mesmo com todo nosso potencial hidrelétrico instalado, cerca de 10 milhões de brasileiros ainda não têm acesso à energia elétrica e o governo anuncia construções de termelétricas — outro contrasenso para quem quer reduzir emissões de carbono!

O lugar menos ensolarado do Brasil (Florianópolis) recebe 40% mais energia solar do que o lugar mais ensolarado da Alemanha e não tiramos proveito disto. Como será impossível evitar a exploração do Pré-sal e com o imenso passivo ambiental que já tem a Petrobrás, o mínimo a fazer, seria de compensar o alto impacto da retirada e uso deste petróleo, dirigindo parte de seus lucros para financiamento de um programa Pró-sol, a energia do presente.

Prof. Eloy F. Casagrande Jr., PhD

Inovação Tecnológica & Sustentabilidade
Departamento Acadêmico de Construção Civil – DACOC
Programa de Pós-Graduação em Engenharia Civil – PPGEC
Programa de Pós-Graduação em Tecnologia – PPGTE
Universidade Tecnológica Federal do Paraná – UTFPR
tel: 41 3310-4719   ou  41 3310-4711
email: eloy.casagrande@gmail.com
http://jornalismofm.com.br/2009/09/pre-sal-deveria-financiar-o-pro-sol-no-pais-tropical/


Pré-sal e o futuro do País

31 de agosto de 2009

http://blog.planalto.gov.br/pre-sal-e-o-futuro-do-pais/
BLOG DO PLANALTO
segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Pré-sal e o futuro do País

Com o Pré-sal, o Brasil tem um futuro promissor pela frente, mas ele só vai se realizar com o correto uso dos recursos a serem gerados pela exploração das grandes reservas de petróleo e gás natural recentemente descobertas pela Petrobras. Os ministros Dilma Roussef (Casa Civil) e Edison Lobão (Minas e Energia) afirmaram, em seus discursos durante o ato de anúncio do novo marco regulatório do Pré-sal, que é preciso garantir que os recursos gerados tenham como prioridade o combate à pobreza, educação, ciência e tecnologia e sustentabilidade ambiental.

Lobão apresentou, no evento realizado no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília, o resultado dos estudos da Comissão Interministerial instituída pelo presidente Lula para elaborar a proposta do novo marco regulatório e afirmou que a atualização da legislação para o setor é “imprescindível e urgente”, lembrando que outras nações também o fizeram “ao identificar em seus territórios reservas tão generosas”.

Lobão disse que os estudos da Comissão tiveram como norte o artigo 20 da Constituição Federal, que diz:

São bens da União (vale dizer, do povo brasileiro) os recursos minerais, inclusive os do subsolo

“Com base nesse preceito constitucional, o novo modelo propõe beneficiar todos os brasileiros com os resultados do aproveitamento das riquezas do Pré-Sal”, afirmou o ministro de Minas e Energia.

Já a Dilma Roussef afirmou que o tema interessa a cada um dos brasileiros e que os projetos de lei encaminhados pelo governo ao Congresso, com a proposta de novo marco regulatório, são o caminho mais rápido e seguro para garantir um futuro melhor para as próximas gerações.

“O quatro projetos criam as condições para que o Brasil possa dar esse passo ao futuro”, afirmou a ministra, lembrando ainda a importância do Pré-sal para o fortalecimento da posição brasileira na geopolítica internacional.

Clique aqui para ver a apresentação da ministra Dilma Roussef durante o ato realizado em Brasília.

Clique nos links abaixo e confira a íntegra de cada um dos quatro projetos encaminhados ao Congresso:

Projeto de Lei que dispõe sobre a exploração e a produção de petróleo, de gás natural e de outros hidrocarbonetos fluidos sob o regime de partilha de produção, em áreas do pré-sal e em áreas estratégicas e altera dispositivos da Lei 9.478

Projeto de Lei que autoriza o Poder Executivo a criar a empresa pública denominada Empresa Brasileira de Administração de Petróleo e Gás Natural S.A. – PETRO-SAL

Projeto de Lei que cria o Fundo Social – FS, e dá outras providências

Projeto de Lei que autoriza a União a ceder onerosamente à Petrobras o exercício das atividades de pesquisa e lavra de petróleo, de gás natural e de outros hidrocarbonetos fluidos de que trata o inciso I do art. 177 da Constituição


http://blog.planalto.gov.br/pre-sal-e-o-futuro-do-pais/

Etapa do Projeto de Turbina Aeronáutica de Pequena Potência de 5000 N (TAPP 5000) é concluída com sucesso

20 de agosto de 2009

Instituto de Aeronáutica e Espaço – IAE

20/08/2009

Etapa do Projeto de Turbina Aeronáutica de Pequena Potência de 5000 N (TAPP 5000) é concluída com sucesso

Contribuição: Divisão de Propulsão Aeronáutica

http://www.iae.cta.br/noticias/20082009_etapa_projeto_turbina_aeronautica.php

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Figura 1: Duto de escapamento de gases do banco da TAPP.


Uma importante etapa de implantação da infraestrutura de ensaios do projeto TAPP 5000 (Turbina Aeronáutica de Pequena Potência de 5.000 N de empuxo) foi concluída com sucesso, no dia 21 de julho de 2009, através da especificação, da fabricação e da montagem do duto de escapamento de gases de combustão (figura 1) do banco de ensaios da Divisão de Propulsão Aeronáutica (APA) do IAE. A idealização do banco de ensaios completo é apresentada na figura 2, onde se pode identificar o posicionamento do duto de escapamento.

Entenda o Projeto TAPP 5000

O projeto TAPP 5000 tem como objetivo desenvolver e fabricar um modelo de engenharia de um turborreator para utilização em aeronaves não-tripuladas que pesem até 1,5 toneladas. Atualmente, a TAPP encontrando-se em fase de fabricação do primeiro motor pela empresa TGM Turbinas, parceira do projeto por meio da FINEP.

Iniciado formalmente em novembro de 2005, está previsto no cronograma do projeto TAPP 5000 a conclusão da montagem e a instalação do primeiro protótipo no banco de ensaios (figura 2) até o final de 2009, quando se iniciarão os ensaios de desenvolvimento. Até a conclusão do projeto, previsto para dezembro de 2010, serão construídos dois dos protótipos da TAPP.

Figura 2: Idealização do banco de ensaios completo da TAPP

Figura 2: Idealização do banco de ensaios completo da TAPP.

A TAPP é composta por um compressor axial com cinco estágios, uma câmara de combustão anular de fluxo direto e uma turbina axial de um único estágio, conforme a ilustração da figura 3.

Figura 3: Idealização da TAPP

De Olho na História

O projeto TAPP é a terceira turbina aeronáutica desenvolvida pela APA. Historicamente, o Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), por meio da Divisão de Propulsão Aeronáutica, tem conduzido um programa de turbomotores desde a década de 1970. Tal programa permite o domínio da tecnologia de concepção, desenvolvimento, fabricação, ensaios, operação e utilização destes motores.

Dentro do programa de turbomotores (ou turbinas a gás), destacam-se os projetos aeronáuticos: 1) Projeto Parayba I: projeto, fabricação e homologação de unidade aerotransportável para partida da aeronave AT-26 Xavante (1976); 2) Projeto TJ-2: concepção, projeto e construção de modelos experimentais de um turbojato de 320 N de empuxo (1983), financiado pela CBT – Companhia Brasileira de Tratores e pelo COMAER; e 3) Projeto TPP 1000 (TJ-10): concepção e projeto de modelos experimentais de um turbojato de 1000 N de empuxo (1984), financiado pela FINEP-FNDCT. Estas duas últimas turbinas aeronáuticas mereceram a publicação de artigo em revista internacional da American Society of Mechanical Engineers (ASME 90GT196).

A TJ-2 foi, portanto, a primeira turbina a gás aeronáutica concebida e fabricada no Brasil. A TJ-2 funcionou com querosene de aviação (QAV-1), álcool hidratado, GLP, GNV e fez os primeiros ensaios com os combustíveis experimentais Prozene e Prodiesel. Após sua fabricação, a TJ-2 foi instalada no Veículo Aéreo Não-Tripulado (VANT) da CBT (figura 4) onde executou corrida em pista na cidade de São Carlos – S.P.

Figura 4: TJ-2, a primeira turbina aeronáutica do Brasil, instalada no VANT da extinta CBT, que executou corrida em pista na década de 80

Figura 4: TJ-2, a primeira turbina aeronáutica do Brasil, instalada no VANT da extinta CBT, que executou corrida em pista na década de 80


http://www.iae.cta.br/noticias/20082009_etapa_projeto_turbina_aeronautica.php

Vídeo: “O petróleo tem que ser nosso – Última Fronteira”

19 de agosto de 2009

Documentário:

“O petróleo tem que ser nosso – Última Fronteira”

O vídeo foi produzido pelo Sindipetro-RJ e pela APET, com a Primeiro Filme Produções. O lançamento do vídeo-documentário ocorreu em 30 de julho de 2009, no Rio de Janeiro. A seguir, veja as versões disponíveis para assistir o vídeo na internet.

Vídeo – “O petróleo tem que ser nosso – Última Fronteira” (versão resumida)

Também é possível assistir o vídeo completo no site da Agência Petroleira de Notícias:

Vídeo – “O petróleo tem que ser nosso – Última Fronteira” (versão completa)


http://www.apn.org.br/apn/index.php?option=com_content&task=view&id=1215


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