Embrapa reforça pesquisas com palmeiras oleíferas para biodiesel

8 de julho de 2010

Embrapa Agroenergia

08/07/2010

Embrapa reforça pesquisas com palmeiras oleíferas para biodiesel 

Daniela Garcia Collares

Em um prazo de três anos, a Embrapa Agroenergia, em parceria com oito unidades da Embrapa e oito universidades, irá executar o Projeto “Pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I) em palmáceas para a produção de óleo e aproveitamento econômico de co-produtos e resíduos”, o “PROPALMA”.

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Novo processo revolucionário de geração de energia aproveita todo potencial energético da biomassa

7 de junho de 2010

acessado a partir do Blog Geopolítica do Petróleo

Jornal da Energia

07 de Junho de 2010

Refinaria produz energia com reaproveitamento de resíduos

Processo revolucionário aproveita todo potencial energético da biomassa

Por Bruno de Oliveira, de Lorena

A empresa Senergen desenvolveu uma planta de refinaria de biomassa que promete revolucionar o mercado de geração de energia elétrica limpa. Por meio da tecnologia Probem (Programa de Biomassa, Energia e Materiais), que envolve processos de ataque termoquímico sob pressão, reatores separam das matérias orgânicas elementos-base que podem ser transformados em combustível para termelétricas a gás, óleo e carvão. O que sobra do processo, ao contrário de outras refinarias e usinas, é reprocessado e transformado em energia consumida pelos equipamentos.

Reator de Pré-Hidrólise: capacidade de 30 m³ (90 toneladas de biomassa seca por dia)

Quem desenvolveu a tecnologia foi a empresa de materiais refratários RM, localizada em Lorena, interior de São Paulo, e que é controlada pelo Grupo Peixoto de Castro e pela Senergen. Há 20 anos, a empresa começou a desenvolver o processo de transformação de biomassa e resíduos de qualquer natureza em energia elétrica, térmica e produtos químicos de ampla utilização industrial.

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Projeto propõe que País chegue a 2018 com 10% da matriz de energia elétrica formada por essas fontes “alternativas” mais limpas

30 de abril de 2010

Jornal da Energia

30 de Abril de 2010

Câmara aprova meta para energias alternativas

Projeto propõe que País chegue a 2018 com 10% da matriz formada por essas fontes

Da redação, com informações da Agência Câmara

A Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (28/04) o estabelecimento do prazo até o ano de 2018 para que pelo menos 10% do consumo anual de energia elétrica no País seja proveniente de fontes alternativas, como usinas solares, eólicas e a biomassa. Atualmente, segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), essas fontes representam 6,18% da matriz de energia elétrica do Brasil, dominada pela produção hidrelétrica (68,09%).

A medida está prevista em Projeto de Lei do senador Renato Casagrande (PSB-ES), que recebeu parecer favorável do relator, deputado Dr. Ubiali (PSB-SP). Conforme o texto aprovado, cada distribuidora e cada consumidor livre deverá comprovar anualmente ao Ministério de Minas e Energia o cumprimento da meta, conforme escalonamento que será previsto na regulamentação do dispositivo.

O relator admite que a fixação de metas para a utilização de energias de fontes alternativas pode representar uma elevação “marginal” do custo da energia consumida. Apesar disso, ele destaca que “os benefícios ambientais associados ao seu emprego e o caráter estratégico da diversificação das fontes produtoras poderão representar, especialmente no médio e longo prazos, uma adequada compensação para esse aumento marginal de custo, que inclusive poderá ser transitório”.

O projeto tramita em caráter conclusivo – ou seja, não precisará passar pelo plenário. O texto ainda será analisado pelas comissões de Minas e Energia; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

http://www.jornaldaenergia.com.br/

Emendas de senadores ampliam uso de recursos do Fundo Social do pré-sal

23 de abril de 2010

Agência Senado

23/04/2010

Emendas de senadores ampliam uso de recursos do Fundo Social do pré-sal

Helena Daltro Pontual

O Projeto de Lei da Câmara (PLC) 7/10 que cria o Fundo Social com parte dos recursos da área do pré-sal recebeu 12 emendas dos senadores. Essas emendas propõem o uso de recursos do fundo em projetos nas áreas de educação, cultura, saúde, meio ambiente, reforma agrária e previdência social, entre outras, além de programas de combate à pobreza e renda mínima. Uma das emendas destina 5% dos recursos para o Fundo Soberano, criado em 2008 para formar poupança pública e promover o desenvolvimento econômico.

O PLC tramitou pelas Comissões de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), Assuntos Sociais (CAS), Educação, Cultura e Esporte (CE), Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT), Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle, Serviços de Infraestrutura (CI) e Assuntos Econômicos (CAE). Entretanto, não houve tempo para que a matéria recebesse parecer conclusivo nessas comissões e, como tramita em regime de urgência, já foi incluída na pauta de Plenário.

Os senadores que apresentaram emendas foram: Eduardo Suplicy (PT-SP), Fátima Cleide (PT-RO), Ideli Salvatti (PT-SC), Jefferson Praia (PDT-AM), José Nery (PSOL-PA), Marina Silva (PV-AC), Rosalba Ciarlini (DEM-RN) e Sérgio Zambiasi (PTB-RS).

A emenda de Rosalba modifica o primeiro artigo do projeto para estabelecer que o Fundo Social deve ser fonte de recursos a serem aplicados da seguinte forma: 60% para áreas de desenvolvimento da educação pública básica, da cultura e da saúde pública; e 40% para combate à pobreza, desenvolvimento da ciência e tecnologia e de mitigação e adaptação às mudanças climáticas.

Fundo soberano

José Nery acrescenta ao primeiro artigo do projeto que os recursos do Fundo Social deverão ser aplicados também nas áreas da saúde, reforma agrária e previdência. Outra emenda de Nery substitui o conteúdo de oito artigos do PLC para destinar os recursos do Fundo Social da seguinte forma: 15% para o Ministério de Minas e Energia, a serem aplicados em investimentos, pesquisa e tecnologia; e 10% ao Ministério do Meio Ambiente, dos Recursos Hídricos e da Amazônia Legal, destinados ao desenvolvimento de estudos sobre preservação do meio ambiente e recuperação de danos ambientais causados pelas atividades da indústria do petróleo.

Essa emenda destina ainda percentuais para as seguintes áreas: 15% para o Ministério da Saúde e outros 15% para o da Educação; 10% para habitação e saneamento básico; 10% para infraestrutura; 10% para reforma agrária e outros 10% para a Previdência Social; e 5% para o fundo soberano, criado pela Lei 11.887/08. Esse fundo, de natureza contábil e financeira, vinculado ao Ministério da Fazenda, tem como finalidade promover investimentos em ativos no Brasil e no exterior, formar poupança pública, mitigar os efeitos dos ciclos econômicos e fomentar projetos de interesse estratégico do país localizados no exterior.

Marina Silva apresentou quatro emendas ao projeto. Uma delas inclui a previdência social entre as áreas que receberão recursos do Fundo Social, alterando o primeiro artigo do PLC. A outra emenda acrescenta ao segundo artigo do PLC que o Fundo Social tem como objetivo ser fonte regular de recursos para o desenvolvimento social, na forma de projetos e programas nas áreas de combate à pobreza, educação, ciência e tecnologia e meio ambiente.

A terceira emenda de Marina determina que o Fundo Social deva ser fonte regular de recursos para a efetivação de pesquisas voltadas ao desenvolvimento tecnológico, de energias renováveis, conservação marinha e proteção dos biomas brasileiros. A quarta emenda estabelece que devam ter prioridade na aplicação dos recursos voltados à sustentabilidade ambiental as ações de mitigação das mudanças climáticas.

Renda Mínima

A emenda de Suplicy propõe que, entre os programas e projetos beneficiados pelos recursos do Fundo Social, deve constar o que institui a renda básica de cidadania, criado pela Lei 10.835/04.

Fátima Cleide sugere que 50% do total da receita auferida pelo Fundo Social deverão ser aplicados em programas direcionados ao desenvolvimento da educação pública, básica e superior. Essa emenda também foi assinada por Ideli Salvatti, João Pedro (PT-AM) e Inácio Arruda (PCdoB-CE).

Jefferson Praia introduz parágrafo ao primeiro artigo do PLC para determinar que no mínimo 20% dos recursos do Fundo Social deverão ser aplicados em programas e projetos de desenvolvimento tecnológico, combate à pobreza e preservação da Amazônia.

A emenda de Ideli altera o artigo terceiro do PLC para estabelecer que no mínimo 5% dos recursos do Fundo Social a serem aplicados no combate à pobreza serão repassados, em caráter permanente, ao Fundo do Regime Geral da Previdência Social, criado pela Lei Complementar 101/00, em seu artigo 68. Vinculado ao Ministério da Previdência e Assistência Social, esse fundo tem a finalidade de prover recursos para o pagamento dos benefícios do regime geral da previdência social.

Segundo Ideli, o financiamento atual do sistema de previdência pública é insuficiente. A necessidade de repasse de recursos do Tesouro Nacional para complementar esse setor, em valores correntes de dezembro de 2009, é de R$ 43,61 bilhões. Para 2010, estima-se que serão necessários R$ 44,6 bilhões, conforme informou a senadora.

Já Zambiasi quer incluir na composição do Comitê de Gestão Financeira do Fundo Social (CGFFS) entidade de representação dos municípios com abrangência nacional. Pelo PLC, fazem parte desse comitê os ministros da Fazenda e do Planejamento, Orçamento e Gestão, bem como o presidente do Banco Central.

Info | Emendas

http://www.senado.gov.br/comunica/agencia/infos/info_emendas/2010.04.26_emendas.html



http://www.senado.gov.br/agencia/vernoticia.aspx?codNoticia=101283&codAplicativo=2

Deputados dos estados onde não ocorre extração de petróleo apoiam a emenda que democratiza distribuição dos royalties

10 de março de 2010

Agência Câmara

10/03/2010

Parlamentares de estados “não produtores” apoiam a emenda

Luiz Claudio Pinheiro –  Reportagem
João Pitella Junior –  Edição

http://www2.camara.gov.br/agencia/noticias/

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Independentemente dos seus partidos, deputados de estados não produtores de petróleo apoiaram a emenda ao PL 5938/09 que muda os critérios de divisão dos royalties do pré-sal. Antonio Carlos Magalhães Neto (DEM) disse que chegou a hora de corrigir injustiças e desigualdades históricas, pois o texto beneficia municípios de todo o País. “Vamos dizer sim ao municipalismo, às prefeituras que têm a responsabilidade de fazer a interface com a população”, acrescentou.

Para Ronaldo Caiado (DEM-GO), “agora sim vai ser feita a verdadeira distribuição de riqueza neste País”. O deputado José Carlos Aleluia (DEM-BA) qualificou a aprovação da emenda de “medida importante”, que vai assegurar a participação de todos os brasileiros nos recursos da exploração do petróleo.

Já o líder do DEM, Paulo Bornhausen (SC), liberou os deputados do partido para votarem “conforme os interesses dos seus estados, que são tão legítimos como quaisquer outros”.

Independência

Bruno Araújo (PSDB-PE) previu que os royalties vão garantir a independência dos municípios, “que hoje estão com o pires na mão”. Ele argumentou que o Rio de Janeiro vai usar “o dinheiro de todo o País” para sediar as Olimpíadas. O deputado Pedro Fernandes (PTB-MA) disse que a emenda “é a maneira mais justa de superar as desigualdades regionais”.

O deputado Marcelo Castro (PMDB-PI) considerou a votação da emenda como a mais importante da atual legislatura e “deste século”. No futuro, previu ele, as cidades pequenas serão melhores do que hoje, por causa dos recursos a serem recebidos. “Estamos do lado da Constituição, da verdade, da Justiça, da promoção da igualdade e da diminuição das disparidades regionais”, disse.

Darcísio Perondi (PMDB-RS) defendeu a emenda dizendo que os municípios de todo o Brasil precisam participar da riqueza do petróleo. “O Tesouro Nacional que resolva o problema”, sugeriu.

O deputado Marcondes Gadelha (PSC-PB) destacou que os recursos do mar territorial são um patrimônio da União e não pertencem a estado algum. “O pré-sal é um instrumento poderoso para o desenvolvimento equilibrado e harmonioso do País. O Congresso Nacional não poderia perder esta oportunidade histórica”, ressaltou.

http://www2.camara.gov.br/agencia/noticias/

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Continua:


Um ”Vale do Silício” para o pré-sal

7 de março de 2010

O Estado de S.Paulo

Domingo, 07 de Março de 2010

Um ”Vale do Silício” para o pré-sal

Petrobrás e UFRJ trabalham para transformar a Ilha do Fundão, no Rio, no ”Vale do Silício” das pesquisas de petróleo

Nicola Pamplona

http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100307/not_imp520634,0.php

Inspirados no modelo que deu origem ao Vale do Silício, na Califórnia, Petrobrás e Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) trabalham para transformar a Ilha do Fundão no maior centro global de pesquisa tecnológica do setor de petróleo. O esforço já conseguiu a proeza de colocar lado a lado os três maiores prestadores de serviço de perfuração de poços do mundo. Ao todo, o projeto do Parque Tecnológico do Rio já atraiu 200 empresas dos mais variados portes e espera fazer do local um polo exportador de conhecimento.

“Isso aqui será um local único no mundo”, orgulha-se o diretor do Parque Tecnológico, Maurício Guedes, enquanto mostra as modernas instalações do centro de pesquisa em imagens em 3D e do Laboratório Oceânico, usado para simular as condições marítimas, ambos em operação. Sede do câmpus principal da UFRJ, a Ilha do Fundão já conta com o Centro de Pesquisa e Desenvolvimento da Petrobrás (Cenpes). Além da Coppe, instituto de engenharia que é um dos maiores parceiros da estatal.

Com 350 mil metros quadrados, a área do parque é hoje um imenso canteiro de obras, com a construção de centros de pesquisa de variadas especialidades. A maior parte, porém, tem relação com o setor de petróleo, diante da necessidade de desenvolvimento de novas tecnologias para a exploração do pré-sal. Ao lado do Laboratório Oceânico, por exemplo, há um canteiro onde serão erguidos os laboratórios da gigante francesa Schlumberger, uma das três maiores prestadoras de serviço de perfuração de poços.

Sua concorrente Baker Hughes, com sede nos Estados Unidos, vai erguer seu centro na quadra vizinha. As duas empresas dividem com a Halliburton o mercado e foram convidadas pela Petrobrás para desenvolver ferramentas e materiais compatíveis com o tipo de rocha encontrada abaixo do sal.

“Não há, no mundo, tecnologia para essa rocha. Então resolvemos que a pesquisa deverá ser feita no Brasil, para nacionalizar também o desenvolvimento científico”, diz o diretor de exploração e produção da Petrobrás, Guilherme Estrella.

A Baker Hughes, por exemplo, vai investir cerca de US$ 50 milhões na construção de seus laboratórios, que devem empregar entre 100 e 110 pessoas, a maioria pesquisadores com alto grau de especialização. A empresa já iniciou a contratação de geólogos, geofísicos e engenheiros, entre outros, que passarão por treinamento em centros de pesquisa da empresa no exterior antes do início das atividades no País, previsto para o início do ano que vem.

A necessidade de reduzir prazos e custos de perfuração e a crescente importância do Brasil, em geral, e da Petrobrás, como cliente, motivaram o investimento, diz o vice-presidente de desenvolvimento de negócios da Baker Hughes no Brasil, Maurício Figueiredo. A proximidade com o centro de pesquisas da Petrobrás, reconhecido internacionalmente, é outro fator que atrai as companhias à Ilha do Fundão.

“Estar ali, a 500 metros do Cenpes, facilita a troca de informações”, comenta o diretor de Pesquisa e Inovação da Usiminas, Darcton Policarpo Damião. Em fevereiro, a companhia assinou convênio com a Coppe para desenvolver aços especiais para o pré-sal com o auxílio do Laboratório de Ensaios Não Destrutivos, Corrosão e Soldagem do instituto, um dos mais modernos do mundo. Os trabalhos serão desenvolvidos em um centro de pesquisas que a siderúrgica construirá no Parque Tecnológico.

A fabricante de equipamentos submarinos FMC é outra que já se comprometeu com a abertura de um laboratório no local, que terá ainda laboratórios de desenvolvimento de tecnologias de recuperação de ecossistemas e de automação industrial, entre outros. Segundo Guedes, toda a área do Parque do Rio já está negociada e há planos de ampliação do espaço para receber novas empresas. A expectativa da direção é que, em três a quatro anos, cinco mil pesquisadores trabalhem no local.

Muitos virão de fora do País, admite Figueiredo, da Baker Hughes. Para Guedes, porém, a interação com especialistas de locais diferentes é positiva, por permitir a troca de experiências. “A comunidade científica já trabalha de forma global”, aponta. No caso do Parque Tecnológico do Rio, diz, a grande vantagem é trazer as empresas para o convívio com a comunidade. “O problema é que ainda não conseguimos transformar o desenvolvimento científico em riqueza. Acho que agora conseguiremos.”

O parque já é sede de um exemplo de como a inovação pode ser transformada em negócio. Resultado de pesquisas no Laboratório de Métodos Computacionais de Engenharia da Coppe, a Virtually comercializa um simulador de operação de caminhões e guindastes de grande porte, como os usados em portos e plataformas petrolíferas. O equipamento, que custa entre R$ 800 mil e R$ 1,2 milhão, já está no mercado, inclusive internacional, com duas unidades operando na Itália.

A tecnologia recebeu Atestado de Exclusividade de Produção Nacional da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee). O software pode ser trabalhado para simular a operação em portos brasileiros. “É um exemplo de como a pesquisa pode se transformar em produto e depois retornar em benefício para a universidade”, diz Gerson Gomes Cunha, um dos sócios da Virtually. Parte da receita é devolvida ao laboratório, a título de royalties, para ser aplicada em novas pesquisas.

O projeto inicial do parque não tinha foco no petróleo, conta Guedes, mas a demanda por novas tecnologias para o setor alterou a ideia original. Ele destaca que a legislação brasileira, que destina 1% da receita com a produção de óleo e gás para pesquisa, deu impulso extra ao projeto. Só no ano passado, a rubrica rendeu mais de R$ 600 milhões em convênios com universidades no Brasil.

Para as grandes empresas, porém, ainda há questões a serem equacionadas antes que o parque deslanche, notadamente na área de infraestrutura. A Ilha do Fundão é um local de difícil acesso e com problemas de segurança, o que pode afugentar pesquisadores, ressalta o vice-presidente da Baker Hughes. “É preciso de apoio do poder público, com saneamento, iluminação e policiamento”, conclui.

http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100307/not_imp520634,0.php

Revista da Unesp traz artigo esclarecedor sobre royalties: “Pobres Cidades Ricas”

5 de fevereiro de 2010

http://www2.unesp.br/revista/?page_id=71

Unesp Ciência

edição de fevereiro de 2010

“Pobres Cidades Ricas”

Riqueza que não traz felicidade

Orçamento de cidades fluminenses que recebem royalties da indústria petrolífera deu um salto sem que isso se revertesse em melhoria da qualidade de vida de seus habitantes; pesquisadores alertam para o risco de a mesma coisa acontecer com o pré-sal.


Acesse o artigo em formato PDF aqui ou clique no link para a Revista Unesp Ciência

Dinheiro não é problema. Pelo menos para quatro cidades do Rio de Janeiro que, devido à proximidade dos grandes campos de petróleo do Brasil, recebem das empresas petrolíferas um reforço no orçamento na forma de pagamento de royalties e participações nos lucros – em 2008 o aporte foi de R$ 2,264 bilhões. Isso é particularmente verdade para Campos dos Goytacazes, o município mais beneficiado, que entre 1999 e 2009 auferiu R$ 5.990.555.618 dos rendimentos oriundos do petróleo. Apesar da riqueza que jorra dos 546 poços explorados na Bacia de Campos, a maioria desses municípios enfrenta problemas semelhantes às mais comuns das cidades brasileiras: atendimento de saúde insuficiente, problemas de infraestrutura urbana, déficit de habitação, favelização, pobreza. A situação é chamada por alguns de paradoxo da abundância, pois associa um aumento na renda com a permanência de baixos índices de qualidade de vida.

Desvendar esse paradoxo é o desafio de um grupo de acadêmicos das áreas de economia, administração e políticas públicas que estabeleceram seu laboratório de pesquisas nesse raro pedaço do Brasil, onde sobra verba para o poder público investir.  Um dos objetivos dos trabalhos é dar subsídios para um dos debates mais belicosos em curso no Brasil: o destino dos rendimentos que serão gerados pela exploração do pré-sal, que pode conter reservas equivalentes a 70 bilhões de barris de petróleo. “O pré-sal traz a chance de um novo milagre econômico, mas também é a possibilidade de reduzir desigualdades históricas”, afirma Cláudio Paiva, professor do Departamento de Economia da Unesp de Araraquara. Ele é o responsável pela linha de pesquisa “Finanças públicas, royalties e políticas públicas”, ligada ao mestrado em economia da instituição. Também desenvolve, com as universidades Federal Fluminense e Cândido Mendes, a pesquisa “Planejamento, educação e cultura nas cidades do petróleo”.

Paiva defende que a destinação do dinheiro seja decidida tendo como horizonte um projeto nacional de desenvolvimento. Para criar tal projeto, alerta o pesquisador, é preciso primeiro compreender as experiências que já estão em andamento. “No futuro, a Bacia de Santos pode estar lotada de municípios milionários, tal como acontece hoje no Rio de Janeiro. Por isso é muito importante aprender o que significou para essas cidades a injeção dos recursos do petróleo. Será que elas souberam usar o dinheiro para melhorar a qualidade de vida das pessoas?”

… (continua)

Acesse o artigo completo em formato PDF aqui ou clique no link para a Revista Unesp Ciência

http://www2.unesp.br/revista/?page_id=71

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