Batismo da Plataforma Petrolífera P-56, em Angra dos Reis (RJ)

4 de junho de 2011

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http://www.flickr.com//photos/blogplanalto/sets/72157626753022147/show/


Vídeo: Cerimônia de batismo da plataforma petrolífera P-56

4 de junho de 2011

Cerimônia de batismo da plataforma petrolífera P-56, em Angra (RJ).

A Plataforma P-56 é a primeira contruída 100% pela Indústria Naval do Brasil e terá capacidade para extrair 100 mil barris de petróleo por dia.


Petrobras assina contrato para construção de oito cascos de plataformas do tipo FPSO para o pré-sal

11 de novembro de 2010

Agência Petrobrás de Notícias
11/11/2010

Petrobras assina contrato para oito cascos do pré-sal

 

A Petrobras informa que, juntamente com seus parceiros (BG, Galp Energia e Repsol) e por meio de suas afiliadas Tupi-BV e Guará-BV, assinou hoje com a empresa brasileira Engevix Engenharia S.A dois contratos no valor total de US$ 3,46 bilhões para construção de oito cascos das plataformas destinadas à primeira fase de desenvolvimento da produção do polo pré-sal da Bacia de Santos.

 

Essas unidades, batizadas de “replicantes”, integram a nova geração de unidades de produção concebidas segundo parâmetros de simplificação de projetos e padronização de equipamentos. A produção em série de cascos idênticos permitirá maior rapidez no processo de construção, ganho de escala e a consequente otimização de custos.

Cada plataforma, todas do tipo FPSO (unidade que produz, armazena e transfere óleo e gás), terá capacidade para processar diariamente até 150 mil barris de óleo e 6 milhões de m3 de gás. A previsão é de que todas as unidades entrem em operação até 2017, sendo de grande importância estratégica para que a Companhia alcance as metas de produção previstas para o polo pré-sal da Bacia de Santos em seu Plano de Negócios. A expectativa é que estas plataformas acrescentarão cerca de 900 mil barris de óleo por dia à produção nacional, quando estiverem operando com a capacidade máxima.

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Petrobras deve perfurar mais 6 poços no pré-sal ainda em 2010

17 de agosto de 2010

O Estado de S. Paulo

terça-feira, 17 de agosto de 2010 19:01

Petrobras deve perfurar mais 6 poços no pré-sal este ano

Kelly Lima e André Magnabosco

Agencia Estado

RIO E SÃO PAULO – A Petrobras deve perfurar mais seis poços na região do pré-sal da Bacia de Santos até o final do ano, informou hoje o diretor Financeiro e de Relações com Investidores da companhia, Almir Barbassa, em teleconferência com analistas. Sem dar maiores detalhes de quais serão as áreas perfuradas, ele disse que, com estes, serão 16 poços perfurados na região em 2010. “Isso é mais do que tudo o que havia se furado antes”, disse.

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Petrobras arrenda Estaleiro Inhaúma para conversão de navios em plataformas FPSOs

11 de junho de 2010

Agência Petrobrás de Notícias

11/6/2010

Petrobras arrenda Estaleiro Inhaúma

A Petrobras aprovou a assinatura do contrato de arrendamento do Estaleiro Inhaúma, também conhecido como estaleiro Ishibras, com a Companhia Brasileira de Diques – CBD, pelo prazo de 20 anos, cujo valor aproximado é R$ 4 milhões por mês.

O estaleiro está localizado na Baía de Guanabara, com calado (profundidade) de 7 metros e inserido na malha urbana da cidade do Rio de Janeiro e poderá ser utilizado para a conversão de navios em FPSOs (Sistema Flutuante de Produção e Estocagem), hoje realizado no exterior. Ainda, servirá como base de apoio para balsas de propriedade da Petrobras, além de utilização da área para suporte a diversas operações.

A análise dos projetos em andamento para o setor naval, somada às futuras demandas e à infraestrutura disponível no Brasil para este tipo de construção, indicou a necessidade de construção de novos e a reativação de antigos estaleiros.

Ao longo de sua atividade, o Estaleiro Inhaúma demonstrou ser capaz de atender a diversas demandas da construção naval, como a de embarcações de pequeno e grande porte, além de reparo naval. A existência de um dique de grandes dimensões, ao lado de oficinas e cais com boa profundidade, oferece diversas possibilidades de uso do estaleiro, tornando-o uma opção para a execução das obras navais que a Petrobras necessita para cumprir seu Plano de Negócios.

http://www.agenciapetrobrasdenoticias.com.br/

Dique Seco em Rio Grande-RSrecebe preparativos para montagem do convés da Plataforma P-55 da Petrobrás

3 de junho de 2010

Acessado a partir do Blog  Rio Grande Offshore

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Dique Seco em Rio Grande-RSrecebe preparativos para montagem do convés da Plataforma P-55 da Petrobrás

O primeiro dique seco de grande porte do País, localizado no Superporto do Rio Grande, está pronto para ser inaugurado. Porém, ainda não há data definida para a inauguração. Parte do dique propriamente dito, inclusive foi entregue pela WTorre/Estaleiro Rio Grande à Petrobras, que já obteve licença de operação para ela. Esta parte do interior do dique, já está em preparativos para a montagem do deckbox (convés) da plataforma de petróleo P-55, com a instalação de apoios, chamados de “picadeiros”, para realização desta montagem. As peças do deckbox devem entrar no dique a partir de julho. As informações foram dadas, ontem, pelo engenheiro Edmilson Soares de Medeiros, gerente da implementação de empreendimentos para a P-55, da Petrobras.
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Plataforma FPSO Capixaba começa a produzir no campo de Cachalote

31 de maio de 2010

Blog da Petrobrás

31 de maio de 2010

Plataforma começa a produzir no campo de Cachalote

A Petrobras iniciou no sábado (29/05) a produção do FPSO Capixaba no Campo de Cachalote.

O FPSO (sigla em inglês que significa plataforma que produz, processa, armazena e escoa petróleo) será conectado também ao campo de Baleia Franca, ambos localizados na região do “Parque das Baleias”, no litoral sul do Espírito Santo, Bacia de Campos. O FPSO Capixaba é afretado para a Petrobras pela empresa SBM, e operava anteriormente no Campo de Golfinho.

Para aproveitar a oportunidade de antecipação de produção dos Campos de Cachalote e Baleia Franca, foi realizada uma adaptação na planta de processo da plataforma, o que viabilizou a instalação no Parque das Baleias.

O primeiro poço a produzir é o 7-CHT-5HA-ESS, com vazão inicial estimada em 22 mil barris por dia.  Até o final do ano, está prevista a interligação da plataforma a um total de nove poços, pertencentes aos campos de Cachalote e Baleia Franca. Serão três poços produtores e dois injetores em Cachalote, e três poços produtores – dois destes na camada pré-sal – e um injetor em Baleia Franca. O pico de produção está programado para ocorrer em dezembro de 2010, com expectativa de volume de 100 mil barris de óleo por dia.

http://www.blogspetrobras.com.br/fatosedados/?p=24148


Investimento no Pólo Naval de Rio Grande-RS soma R$ 14 Bi

27 de maio de 2010

O Estado de S.Paulo

27 de maio de 2010

Investimento no polo naval soma R$ 14 bi

Rio Grande recebe R$ 13 bilhões em investimentos na indústria de navios e plataformas marítimas e mais R$ 1 bilhão, em outros negócios

Elder Ogliari

PORTO ALEGRE – O Estado de S.Paulo

Os investimentos bilionários em diques, estaleiros, cascos de navios e plataformas marítimas são a parte mais vistosa, mas não a única, do polo naval em Rio Grande, no sul do Rio Grande do Sul. Estão em andamento obras de ampliação das vias de acesso e do calado do porto, ao custo de quase R$ 700 milhões. Juntos, eles atraem dezenas de outros projetos privados, que somam cerca de R$ 1 bilhão.

A onda de crescimento começou com a Petrobrás. A estatal encomendou as plataformas P-53, já concluída, P-55, em construção, e P-63, a ser iniciada em breve, a consórcios privados, e a construção de oito cascos de navio FPSO ao grupo Engevix, a ser feita no Estaleiro Rio Grande 1, que o grupo W Torre construiu. Agora, segundo a Secretaria Estadual do Desenvolvimento e dos Assuntos Internacionais (Sedai), 30 empresas já estão instaladas na área; sete estão construindo plantas; e outras 22 apresentaram projetos para se instalar. São empresas de fertilizantes, logística, alimentos, madeira, química e, agora, metalúrgicas.

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Lula lembra dos tempos do pensamento subalterno, da Petrobrax

1 de outubro de 2009

http://cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=16131

01/09/2009

Lula lembra dos tempos do pensamento subalterno, da Petrobrax

Rodrigo Vianna

Se os tucanos tivessem ganhado em 2002, hoje provavelmente a festa do pré-sal seria no Texas, ou em Cingapura – na sede da empresa que teria assumido o controle da Petrobrax. Os tempos do “pensamento subalterno”, os tempos de tirar os sapatos para os Estados Unidos, esses ficaram pra trás. “Altas personalidades naqueles anos chegaram a dizer que a Petrobras era um dinossauro – mais precisamente, o último dinossauro a ser desmantelado no país. E, se não fosse a forte reação da sociedade, teriam até trocado o nome da empresa”, disse o presidente Lula no lançamento do pré-sal.

O artigo é de Rodrigo Vianna

Artigo publicado originalmente no blog O Escrevinhador, de Rodrigo Vianna:

Lula mostrou estatura de estadista no discurso de segunda-feira, no lançamento do pré-sal. Mostrou à nação o que está em jogo hoje no Brasil.

Lula colou na testa dos tucanos o rótulo de “adoradores do mercado”. Lembrou que eles queriam “desmontar a Petrobrás”.

Lula mostrou que não é preciso chamar a neo-UDN de “entreguista”, como se dizia nos anos 50/60.

Basta lembrar que a neo-UDN tucana chamava a Petrobrás de “dinossauro, que precisava ser desmantelado”.

Foi o que Lula fez em seu discurso histórico. Um discurso que não foi de improviso, mas cuidadosamente escrito para se transformar em um documento histórico.

E ainda há quem defenda a tese esdrúxula de que “não há diferença entre Lula e FHC”. Se os tucanos tivessem ganhado em 2002, hoje provavelmente a festa do pré-sal seria no Texas, ou em Cingapura – na sede da empresa que teria assumido o controle da Petrobrax.

Os tempos do “pensamento subalterno”, os tempos de tirar os sapatos para os Estados Unidos, esses ficaram pra trás.

Vejam como Lula – no discurso histórico – se refere àqueles tempos que não voltam mais:

“Estamos vivendo hoje um cenário totalmente diferente daquele que existia em 1997, quando foi aprovada a Lei 9.478, que acabou com o monopólio da Petrobras na exploração do petróleo e instituiu o modelo de concessão.

Naquela época, o mundo vivia um contexto em que os adoradores do mercado estavam em alta e tudo que se referisse à presença do Estado na economia estava em baixa. Vocês devem se lembrar como esse estado de espírito afetou o setor do petróleo no Brasil. Altas personalidades naqueles anos chegaram a dizer que a Petrobras era um dinossauro – mais precisamente, o último dinossauro a ser desmantelado no país. E, se não fosse a forte reação da sociedade, teriam até trocado o nome da empresa. Em vez de Petrobras, com a marca do Brasil no nome, a companhia passaria a ser a Petrobrax – sabe-se lá o que esse xis queria dizer nos planos de alguns exterminadores do futuro.

Foram tempos de pensamento subalterno. O país tinha deixado de acreditar em si mesmo. Na economia, campeava o desalento. O Brasil não conseguia crescer, sofria com altas taxas de juros, de desemprego, e juros estratosféricos, apresentava dívida externa elevadíssima e praticamente não tinha reservas internacionais. Volta e meia quebrava, sendo obrigado a pedir ao FMI ajuda, que chegava sempre acompanhada de um monte de imposições.

Além disso, não produzíamos o petróleo necessário para nosso consumo. Ferida, desestimulada e desorientada, a Petrobras vivia um momento muito difícil.”

Veja a seguir a íntegra do discurso do presidente Lula:

Hoje é um dia histórico.

O governo está enviando ao Congresso Nacional sua proposta do marco regulatório para a exploração de petróleo e gás no chamado pré-sal.

Estou seguro de que, nos próximos meses, os deputados e senadores, recolhendo também as contribuições de governadores e prefeitos, aperfeiçoarão as propostas do governo, trabalhando com responsabilidade, espírito público, compromisso com o país e, sobretudo, muita visão de futuro.

Estou seguro também de que o povo brasileiro entrará de corpo e alma nesse debate tão importante para o destino do Brasil e para o futuro dos nossos filhos.

Porque esse não é um assunto apenas para os iniciados e especialistas. Nem é tampouco um tema que deva ficar restrito somente ao parlamento. Ao contrário, ele interessa a todos e depende de todos.

Por isso mesmo, quero convocar cada brasileiro e cada brasileira a participar desse grande debate. Trabalhadores, donas de casa, lavradores, empresários, intelectuais, cientistas, estudantes, servidores públicos, todos podem e devem contribuir para que tomemos as melhores decisões.

Minhas amigas e meus amigos,

O chamado pré-sal contém jazidas gigantescas de petróleo e gás, situadas entre cinco e sete mil metros abaixo do nível do mar, sob uma camada de sal que, em certas áreas, alcança mais de 2 mil metros de espessura.

Não se pode ainda dizer, com certeza, quantos bilhões de barris o pré-sal acrescentará às reservas brasileiras. Mas já se pode dizer, com toda segurança, que ele colocará o Brasil entre os países com maiores reservas de petróleo do mundo.

Trata-se de uma das maiores descobertas de petróleo de todos os tempos. E em condições extremamente importantes: as reservas encontram-se num país de grandes dimensões, de grande população e de abundantes recursos naturais. Um país que conta com um regime político estável e instituições democráticas em pleno funcionamento. Um país pacífico que faz questão de viver em paz com seus vizinhos. Um país que possui uma economia sofisticada, com um parque industrial diversificado, uma agropecuária de ponta e um setor de serviços moderno. Um país que, tendo dado passos importantes na superação das desigualdades sociais, encontrou seu caminho e está maduro para dar um salto no desenvolvimento.

Como já disse em outra oportunidade, o pré-sal é uma dádiva de Deus. Sua riqueza, bem explorada e bem administrada, pode impulsionar grandes transformações no Brasil, consolidando a mudança de patamar de nossa economia e a melhoria das condições de vida de nosso povo.

Mas o pré-sal também apresenta perigos e desafios. Se não tomarmos as decisões acertadas, aquilo que é um bilhete premiado pode transformar-se em fonte de enormes problemas. países pobres que descobriram muito petróleo, mas não resolveram bem essa questão, continuaram pobres.

Outros caíram na tentação do dinheiro fácil e rápido. Passaram a exportar a toque de caixa todo o óleo que podiam e foram inundados por moedas estrangeiras. Resultado: quebraram suas indústrias e desorganizaram suas economias. E, assim, o que era uma dádiva transformou-se numa verdadeira maldição.

Para evitar esse risco, desde o primeiro instante, determinei à comissão de ministros que preparou o marco regulatório do pré-sal que trabalhasse em cima de três diretrizes básicas.

Primeira: o petróleo e o gás pertencem ao povo e ao Estado, ou seja, a todo o povo brasileiro. E o modelo de exploração a ser adotado, num quadro de baixo risco exploratório e de grandes quantidades de petróleo, tem de assegurar que a maior parte da renda gerada permaneça nas mãos do povo brasileiro.

A segunda diretriz é de que o Brasil não quer e não vai se transformar num mero exportador de óleo cru. Ao contrário, vamos agregar valor ao petróleo aqui dentro, exportando derivados, como gasolina, óleo diesel e produtos petroquímicos, que valem muito mais. Vamos gerar empregos brasileiros e construir uma poderosa indústria fornecedora dos equipamentos e dos serviços necessários à exploração do pré-sal.

A terceira diretriz: não vamos nos deslumbrar e sair por aí, como novos ricos, torrando dinheiro em bobagens. O pré-sal é um passaporte para o futuro. Sua principal destinação deve ser a educação das novas gerações, a cultura, o meio ambiente, o combate à pobreza e uma aposta no conhecimento científico e tecnológico, por meio da inovação. Vamos investir seus recursos naquilo que temos de mais precioso e promissor: nossos filhos, nossos netos, nosso futuro.

Ao examinar os projetos de lei que estamos enviando hoje ao Congresso, depois de tanto trabalho e estudo, vejo com satisfação que eles estão em perfeita sintonia com essas diretrizes.

Minhas amigas e meus amigos,

Uma mudança importante no marco regulatório será a adoção do modelo de partilha de produção no pré-sal e em outras áreas de potencial e características semelhantes. É uma mudança absolutamente necessária e justificada.

Estamos vivendo hoje um cenário totalmente diferente daquele que existia em 1997, quando foi aprovada a Lei 9.478, que acabou com o monopólio da Petrobras na exploração do petróleo e instituiu o modelo de concessão.

Naquela época, o mundo vivia um contexto em que os adoradores do mercado estavam em alta e tudo que se referisse à presença do Estado na economia estava em baixa. Vocês devem se lembrar como esse estado de espírito afetou o setor do petróleo no Brasil. Altas personalidades naqueles anos chegaram a dizer que a Petrobras era um dinossauro – mais precisamente, o último dinossauro a ser desmantelado no país. E, se não fosse a forte reação da sociedade, teriam até trocado o nome da empresa. Em vez de Petrobras, com a marca do Brasil no nome, a companhia passaria a ser a Petrobrax – sabe-se lá o que esse xis queria dizer nos planos de alguns exterminadores do futuro.

Foram tempos de pensamento subalterno. O país tinha deixado de acreditar em si mesmo. Na economia, campeava o desalento. O Brasil não conseguia crescer, sofria com altas taxas de juros, de desemprego, e juros estratosféricos, apresentava dívida externa elevadíssima e praticamente não tinha reservas internacionais. Volta e meia quebrava, sendo obrigado a pedir ao FMI ajuda, que chegava sempre acompanhada de um monte de imposições.

Além disso, não produzíamos o petróleo necessário para nosso consumo. Ferida, desestimulada e desorientada, a Petrobras vivia um momento muito difícil. Tinha dificuldades de captação externa e não contava com recursos próprios para bancar os investimentos. Nessa época, é bom lembrar – e a Dilma já falou – o preço do barril do petróleo estava em torno de US$ 19.

Hoje, nós vivemos um quadro é inteiramente diferente. Em primeiro lugar, os países e os povos descobriram na recente crise financeira internacional que, sem regulação e fiscalização do Estado, o deus-mercado é capaz de afundar o mundo num abrir e fechar de olhos. O papel do Estado, como regulador e fiscalizador, voltou, portanto, a ser muito valorizado.

A economia do Brasil vive também um novo momento. De 2003 a 2008, crescemos em média, 4,1% ao ano. Nos últimos dois anos, nosso crescimento foi superior a 5%. Nesse período, o país gerou cerca de onze milhões de empregos com carteira assinada. O desemprego caiu de 11,7% para 8%, em 2008. Hoje, as taxas de juros atuais são as menores de muitas décadas em nosso país.

Não só pagamos a dívida externa pública, como acumulamos reservas superiores a US$ 215 bilhões. E mais: reduzimos de modo consistente a miséria e as desigualdades sociais. Mais de 30 milhões de brasileiros saíram da linha da pobreza e 2 milhões ingressaram… e 20 milhões ingressaram na nova classe média, fortalecendo o mercado interno e dando vigoroso impulso à nossa economia.

O fato é que hoje temos uma economia organizada, pujante e voltada para o crescimento. Uma economia que foi testada na mais grave crise internacional desde 1929 e saiu-se muito bem na prova. Não só não quebramos, como fomos um dos últimos países a entrar na crise e estamos sendo um dos primeiros a sair dela. Antes, éramos alvo de chacotas e de imposições. Hoje, nossa voz, a voz do Brasil, é ouvida lá fora com muita atenção e com muito respeito.

Meus queridos companheiros e companheiras,

Desde o primeiro instante, meu governo deu toda força à Petrobras. Passamos a cuidar com muito carinho do nosso querido dinossauro. Os recursos da empresa destinados à pesquisa e ao desenvolvimento deram um salto de US$ 201 milhões, em 2003, para R$ 960 milhões, em 2008.

A companhia voltou a investir, aumentou a produção, abriu concursos para contratação de funcionários, encomendou plataformas, modernizou e ampliou refinarias, além de construir uma grande infra-estrutura de gás natural e entrar também na era de biocombustíveis.

Deixamos claro que nossa política era fortalecer, e não debilitar, a Petrobras. E a companhia – estimulada, recuperada e bem comandada – reagiu de forma impressionante.

Resultado: a Petrobras vive hoje um momento singular. É o orgulho do país. É a maior empresa do Brasil. É a quarta maior companhia do mundo ocidental. Entre as grandes petroleiras mundiais, é a segunda em valor de mercado. É um exemplo em tecnologia de ponta. Descobriu as reservas do pré-sal, um feito extraordinário, que encheu de admiração o mundo e de muito orgulho os brasileiros. É uma empresa com crédito e autoridade internacionais. Tanto que, nos últimos meses, levantou cerca de US$ 31 bilhões em empréstimos. Seus investimentos previstos até 2013 somam US$ 174 bilhões.

E ainda para ajudar, para completar, o preço do barril de petróleo oscila hoje em torno de US$ 65, mais do triplo do que em 1997.

Em suma, os tempos e o ambiente no mundo são outros. A situação da economia brasileira é outra. O Brasil e o prestígio do Brasil são outros. A Petrobras é outra. E outra também é a situação do mercado do petróleo.

Minhas amigas e meus amigos,

Também não há termos de comparação entre as áreas que vinham sendo exploradas até agora e as áreas do pré-sal.

No pré-sal, os riscos exploratórios são baixíssimos. A taxa de sucesso dos poços operados pela Petrobras na área é de 87%, sendo que nos blocos situados na Bacia de Santos ela é de 100%. Foram 13 poços perfurados. E nos 13 comprovou-se a existência de grandes quantidades de óleo e gás, com excelentes perspectivas de viabilidade econômica.

Nessas circunstâncias, seria um grave erro manter na área do pré-sal, de baixíssimo risco e grande rentabilidade, o modelo de concessões, apropriado apenas para blocos de grande risco exploratório e baixa rentabilidade.

No modelo de concessões, a União, proprietária do subsolo, permite que as companhias privadas procurem petróleo, mediante o pagamento de uma taxa chamada bônus de assinatura. Se elas encontrarem óleo ou gás, podem extraí-lo e comercializá-lo como quiserem. São donas do petróleo arrancado das entranhas da terra, porque, a partir da boca do poço, a União perde os direitos de propriedade, recebendo apenas uma parcela pequena da renda do petróleo, na forma de royalties e participações especiais.

Já no modelo de partilha, que prevalece em todo o mundo em áreas de baixo risco exploratório e grande rentabilidade, a União continuará dona da maior parte do petróleo e do gás mesmo depois de sua extração. Nesse modelo, o Estado não transfere toda a propriedade do óleo para grupos privados, mas fecha contratos para a exploração e a produção em determinada área – diretamente com a Petrobras ou, mediante licitação, no caso de outras companhias.

No modelo de partilha, as empresas são remuneradas com uma parcela do óleo extraído, suficiente para cobrir seus custos e investimentos e ainda proporcionar uma rentabilidade adequada ao risco do projeto. Já o Estado fica com a maior parte dos lucros da exploração e produção de petróleo, parte esta bem superior ao que recebe hoje no regime de concessão. A regra do modelo de partilha é clara: nas licitações, vence a empresa que oferecer a maior parcela do lucro da operação para o Estado e para o povo brasileiro.

Amigas e amigos,

Como no modelo de partilha a maior parte do petróleo, mesmo depois de extraído, continuará a pertencer ao Estado, ela controlará o processo de produção. Assim, ela poderá definir claramente o ritmo de extração, calibrando-o de acordo com os interesses nacionais, sem se subordinar às exigências do mercado. Dessa maneira, ficará mais fácil para o Brasil contornar os riscos inerentes à produção excessiva, que poderia inundar o país de dinheiro estrangeiro, desorganizando nossa economia – aquilo que os especialistas chamam de doença holandesa.

Além disso, poderemos produzir petróleo nas condições que mais convêm ao país. E desse modo poderemos aproveitar a riqueza do petróleo, que Deus nos deu, para produzir mais riqueza ainda com o nosso trabalho.

Dessa forma, consolidaremos uma poderosa e sofisticada indústria petrolífera, promoveremos a expansão da nossa indústria naval e converteremos o Brasil num dos maiores pólos mundiais da indústria petroquímica do mundo.

Trabalhando com essa perspectiva, encomendaremos – e produziremos aqui dentro – milhares e milhares de equipamentos, gerando emprego, salário e renda para milhões de brasileiros.

Minhas amigas e meus amigos,

Para gerir os contratos de partilha e os contratos de comercialização de petróleo e gás, zelando pelos interesses do Estado e do povo brasileiro, estamos criando uma nova empresa estatal na área do petróleo, a Petrosal.

Ela não concorrerá com a Petrobras, já que não participará da prospecção ou da exploração de petróleo e gás. Sua missão é inteiramente diferente. A nova estatal será, isso sim, a representante dos interesses do Estado brasileiro, o olho atento do povo brasileiro, acompanhando e fiscalizando a execução dos contratos firmados na área do pré-sal.

Será uma empresa enxuta, com corpo técnico altamente qualificado, formado por profissionais com experiência comprovada. Em vários países que adotaram o modelo de partilha, empresas com esse caráter revelaram-se imprescindíveis para defender os interesses públicos e nacionais nas negociações e na gestão de contratos e processos complexos e sofisticados como os que caracterizam a indústria petrolífera.

Minhas amigas e meus amigos,

Se vocês estão cansados, imaginem eu. Outra novidade importante é a criação do Fundo Social. Ele será responsável pela administração da renda do petróleo e pela sua aplicação em investimentos seguros e de boa rentabilidade, tanto no Brasil como no exterior.

De um lado, o novo fundo será uma mega-poupança, um passaporte para o futuro, que preservará e incrementará a renda do petróleo por muitas e muitas décadas. Os rendimentos do fundo serão canalizados, prioritariamente, para a educação, a cultura, o meio ambiente, a erradicação da pobreza e a inovação tecnológica. Vamos aproveitá-los para pagar a imensa dívida que o país tem com a educação e para permitir que a aplicação do conhecimento científico seja, na verdade, a nossa maior garantia do nosso futuro.

De outro lado, o novo fundo funcionará, também, como um dique contra a entrada desordenada de dinheiro externo, evitando seus efeitos nocivos e garantindo que nossa economia siga saudável, forte e baseada no trabalho e no talento dos milhões e milhões de brasileiros.

Assim, a renda gerada pela produção do pré-sal será administrada de forma planejada e inteligente. E seu ingresso na economia nacional será dosado de modo a fortalecê-la e a impulsioná-la, jamais a desorganizá-la.

Minhas amigas e meus amigos,

Não poderia deixar de prestar aqui uma sincera homenagem à Petrobras, a sua diretoria e a todo o seu corpo de funcionários.

A descoberta do pré-sal, que coloca o Brasil num novo patamar no cenário mundial, não foi fruto do acaso ou de um golpe de sorte. Ao contrário, ela só foi possível graças ao talento, à competência e à determinação da Petrobras. E também, é claro, graças ao revigoramento da empresa nos últimos anos, à recuperação da sua autoestima e aos investimentos crescentes em pesquisa e prospecção.

Poucas empresas no mundo têm hoje a experiência da Petrobras na exploração de petróleo em águas profundas e ultraprofundas. E nenhuma empresa petrolífera conhece e é capaz de obter resultados tão expressivos em nossa plataforma submarina como ela. Trata-se de um ativo, de um patrimônio de enorme valor, que deve ser bem e de forma extraordinária aproveitado.

Por isso mesmo, a Petrobras terá um status especial no marco regulatório do pré-sal. Será a única empresa operadora nessa província. Outras empresas poderão ter participação, inclusive majoritária, nos consórcios que explorarão os blocos contratados. Mas a operação – vale dizer, a exploração, o desenvolvimento, a produção e a desativação das instalações – estará sempre a cargo da nossa querida e orgulhos Petrobras.

Além disso, as reservas do pré-sal, que pertencem ao Estado e ao povo brasileiro, oferecem uma excelente oportunidade para que a União fortaleça a Petrobras para enfrentar os novos desafios. Nesse sentido, estamos enviando projeto de lei ao Congresso Nacional autorizando a União a promover aumento de capital da companhia. O valor total do aumento de capital será aquilo que a ministra Dilma já falou, de até cinco bilhões de barris equivalentes de petróleo, obviamente, relativos às jazidas contíguas às áreas que a empresa já detém no pré-sal.

Nos termos da lei, os acionistas minoritários que desejarem participar dessa chamada de capital poderão adquirir ações da companhia, o que contribuirá para reforçar economicamente nossa maior empresa nesse momento decisivo.

Se os acionistas minoritários não exercerem integralmente seus direitos de opção, a capitalização promovida pela União implicará aumento da participação do povo brasileiro no capital total da Petrobras.

Minhas amigas e meus amigos,

Nesse momento em que o Brasil discute o melhor caminho para se tornar um grande produtor mundial de petróleo, quero render minhas homenagens a todos os brasileiros que lutaram para que este sonho se transformasse em realidade.

Em primeiro lugar, homenageio os que acreditaram quando era mais fácil descrer. E não deram ouvidos às aves de mau agouro que, durante décadas, apregoaram aos quatro ventos que o Brasil não tinha petróleo. Foram, por isso, chamados de fanáticos e maníacos. Ainda bem que houve fanáticos que nos ensinaram a duvidar dos preconceitos e a ter fé em nossas próprias forças.

Rendo minha homenagem também aos que se insurgiram contra a ladainha que proclamava que, mesmo que o Brasil tivesse petróleo, não teria competência para explorá-lo. E que deveria deixar essa tarefa para o capital estrangeiro. Muitos foram tachados de lunáticos, prisioneiros de uma idéia fixa, como o grande e saudoso Monteiro Lobato, porque teimaram em lutar para que o Brasil explorasse suas riquezas. Benditos lunáticos que ensinaram o país a enxergar longe, em tempos de escuridão, e iluminaram os caminhos dos que vieram depois.

Rendo minha homenagem ainda aos que saíram às ruas em todo o país na campanha do “O Petróleo é nosso”, levando o presidente Getúlio Vargas a instituir o monopólio estatal do petróleo e a criar a Petrobras. Foi uma batalha travada em condições duríssimas. Basta ler os jornais da época, alguns em circulação até hoje, que ridicularizavam a campanha nacionalista. E eu digo: bendito nacionalismo, que permitiu que as riquezas da nação permanecessem em nossas mãos.

Rendo homenagem muito especial, por fim, a todos os que defenderam a Petrobras quando ela foi atacada ao longo de sua história – e ainda hoje – e aos funcionários e petroleiros que se mantiveram de pé quando a empresa passou a ser tratada como uma herança maldita do período jurássico. Benditos amigos e companheiros do dinossauro, que sobreviveu à extinção, deu a volta por cima, mostrou o seu valor. E descobriu o pré-sal – patrimônio da União, riqueza do Brasil e passaporte para o nosso futuro.

Olho para trás e vejo que há algo em comum em todos esses momentos, algo que unifica e dá sentido a essa caminhada, algo que nos trouxe até aqui e ao dia de hoje: é, sinceramente, a capacidade do povo brasileiro de acreditar em si mesmo e no nosso país. Foi em meio à descrença de tantos que querem falar em seu nome… O povo – principalmente ao povo – devemos esse momento atual.

É como se houvesse uma mão invisível – não a do mercado, da qual já falaram tanto, mas outra, bem mais sábia e permanente, a mão do povo – tecendo nosso destino e construindo nosso futuro. Não creio que seja uma coincidência o fato de a Petrobras ter descoberto as grandes reservas do pré-sal justamente num momento da vida política nacional em que o povo também descobriu em si mesmo grandes reservas de energia e de esperança. Num momento em que o país, deixando para trás o complexo de inferioridade que lhe inculcaram durante séculos, aprendeu como é bom andar de cabeça erguida e olhar com confiança para o futuro.

Muito obrigado, companheiros.”

http://cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=16131

EnergiaHoje: FPSOs replicantes maiores

22 de setembro de 2009

http://www.energiahoje.com/online/petroleo/e&p/2009/09/22/394349/fpsos-replicantes-maiores.html

ENERGIA HOJE

22/09/2009

FPSOs replicantes maiores

Felipe Maciel

Um estudo balizando a maior capacidade de produção dos campos do cluster do pré-sal da Bacia de Santos e a análise estrutural dos FPSOs replicantes que serão instalados na área levou a Petrobras a aumentar a capacidade instalada das unidades. Projetadas inicialmente para produzir 120 mil barris/dia, as oito plataformas terão agora capacidade para 150 mil barris/dia. A análise feita pela empresa, contou o gerente-executivo de E&P para o Pré-Sal, José Miranda Formigli, é cascos do tipo VLCC, que servirão para a conversão dos FPSOs, têm capacidade estrutural para uma planta de produção maior.

A Petrobras continua negociando a construção dos cascos dos oito FPSOs replicantes. A estatal conversa com a Engevix , que apresentou o menor preço na concorrência da Petrobras: US$ 3,748 bilhões. A petroleira também mantém diálogos com o consórcio Estaleiro Atlântico Sul (EAS)/LMG, segundo colocado na licitação com preço de US$ 4,287 bilhões.

http://www.energiahoje.com/online/petroleo/e&p/2009/09/22/394349/fpsos-replicantes-maiores.html

Fornecedoras se animam com perspectivas do pré-sal

20 de setembro de 2009

http://home.dgabc.com.br/default.asp?pt=secao&pg=detalhe&c=3&id=5767719&titulo=Fornecedoras+se+animam+com+perspectivas+do+pre-sal 

Diário do Grande ABC

20/09/2009

Fornecedoras se animam com perspectivas do pré-sal

Leone Farias

Do Diário do Grande ABC

Empresas que fornecem produtos e serviços para a indústria do petróleo se animam com as perspectivas de negócios na área. A meta, por enquanto, é buscar parcela dos US$ 174 bilhões do plano de investimentos da Petrobras para os próximos cinco anos (2009-2013), que já levam em conta o início da exploração do pré-sal.

“Metade desse investimento é em serviços e a outra, material e equipamentos”, avalia o diretor-executivo da área de petróleo e gás da Abimaq ( Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos), Alberto Machado.

O dirigente afirma que há boas expectativas, entre outros fatores, porque há alguns anos os investimentos eram cíclicos. “Teve a fase um da Bacia de Campos, depois a fase dois, com intervalo entre uma e outra. A tendência, daqui para a frente, é não ter mais esse vale”, prevê.

Além de investimentos contínuos, os fabricantes esperam ter preferência nas compras da estatal. “Estivemos com o Sérgio Gabrielli (presidente da Petrobras), ele nos colocou a par do pré-sal e nos estimulou a investir em tecnologia para termos condições de fornecer tudo para a empresa (com exceção daqueles sem similar no País)”, assinala outro diretor da Abimaq, Corrado Vallo.

A área de máquinas já tem se beneficiado dos investimentos da companhia. Enquanto de janeiro a julho deste ano o segmento registra queda de 9,8% nas vendas frente ao mesmo período de 2008, o subsegmento bombas e motobombas cresceu 11,6% e o de bens sob encomenda teve alta de 10,1%, em função do atendimento às áreas de infraestrutura e do petróleo.

Machado avalia que há muito para crescer. Todo o setor de fabricação de maquinário no País faturou R$ 72 bilhões em 2008, dos quais apenas R$ 8 bilhões referem-se ao suprimento para a área petrolífera.

DA REGIÃO – Fabricante de tubos de aço-carbono, a Tubos Ipiranga, de São Bernardo, registrou aumento de 20% no volume de produção neste ano frente a 2008, por conta do fornecimento para o segmento. Um dos principais motivos foi a expansão da capacidade de refino no País.

As oportunidades do pré-sal trazem expectativas ainda melhores. A companhia informa que desenvolve estudos para aproveitar a forte demanda que resultará com as recentes descobertas.

Outra fabricante que fornece para a Petrobras (diretamente e por empresas de engenharia), a Uniforja, de Diadema, também espera ampliar vendas para a estatal. Essa indústria faz conexões de aço forjado, que podem ir em árvores de Natal (cabos que fazem a extração no fundo do mar) e em refinarias.

Uma das maiores empresas de engenharia para a área petrolífera no País, a Tomé, de São Bernardo, ganhou participação relevante no segmento desde 2002, com a atuação na construção de módulos de geração para plataformas de petróleo. Para a empresa, a partir de agora, “as perspectivas são muito positivas, com possibilidades de participação nos empreendimentos de novas refinarias e também no pré-sal”.

Eventos em Santos e S.Bernardo ajudam a identificar demandas

Indústrias do Grande ABC poderão ter a oportunidade de conhecer um pouco mais sobre como fornecer para a indústria do petróleo em dois eventos: a feira Santos Offshore, nos dias 20 a 23 de outubro, na cidade litorânea, e depois, de 10 a 13 de novembro, na Brasil Petróleo, Gás e Meio Ambiente, em São Bernardo (no Pavilhão Vera Cruz).

Em ambos os eventos, a intenção dos organizadores é reunir empresas do segmento para propiciar negócios, com a difusão de tecnologias e a exposição de equipamentos, matérias-primas e processos de gestão e serviços.

A feira da região conta com o apoio da Prefeitura de São Bernardo e da Agência de Desenvolvimento do Grande ABC, entre outras entidades.

Para o secretário executivo da Agência, Fausto Cestari Filho, esse é um temaem que a região precisa se aprofundar, para saber as demandas e identificar “competências locais”.

Descobertas também oferecem riscos a fabricantes

O pré-sal traz oportunidades, mas também oferece riscos para a indústria nacional, já que o País passa a ser alvo das atenções de empresas de todo o mundo, segundo o diretor-executivo da área de petróleo e gás da Abimaq, Alberto Machado. “Fui a um congresso offshore (do segmento) recentemente e o Brasil é a vedete dos negócios”, assinala.

O problema, na sua avaliação, é que se não houver ação integrada entre o governo, a Petrobras e os fabricantes nacionais, poderá haver problemas para os produtores.

Isso porque Japão, Estados Unidos e China, por exemplo, oferecem condições especiais de crédito para a compra de maquinário nesses países e suas indústrias de máquinas têm isenção de impostos.

“Estamos lutando para que haja desoneração de investimentos. Há 20 anos, o Brasil era o quarto produtor de bens de capital (máquinas e equipamentos); hoje somos o 14º”, cita Corrado Vallo. Ele acrescenta que, enquanto na aquisição de carro importado incide alíquota de 35% de imposto de importação, para válvulas e bombas, são só 6%.

http://home.dgabc.com.br/default.asp?pt=secao&pg=detalhe&c=3&id=5767719&titulo=Fornecedoras+se+animam+com+perspectivas+do+pre-sal 

Brasil inicia produção de petróleo na camada pré-sal

2 de setembro de 2008

http://www.portaldocomercio.org.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?from_info_index=51&infoid=8353&sid=168&tpl=view_tpl04.htm

PORTAL DO COMÉRCIO

02/09/2008

Brasil inicia produção de petróleo na camada pré-sal

Plataforma no litoral sul do Espírito Santo extrairá óleo a 1.350 metros de profundidade

A Petrobras inicia nesta terça-feira (2) a produção do primeiro óleo da camada pré-sal — nova província petrolífera cujo potencial pode colocar o Brasil na lista dos maiores produtores mundiais de petróleo. A produção terá início no campo de Jubarte, na Bacia de Campos, no litoral sul do Espírito Santo. Com a produção nessa área, a empresa obterá conhecimento para ajudar a desenvolver as reservas do pré-sal localizadas no Espírito Santo e em outros pontos do litoral brasileiro.

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e o presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, participarão da cerimônia — que marca o início da produção do primeiro óleo da camada pré-sal — a bordo do navio-plataforma Juscelino Kubitschek (P-34), instalado no campo de Jubarte.

Marco – A extração do primeiro óleo da camada pré-sal marca uma nova era do petróleo no Brasil e traz extraordinárias possibilidades de desenvolvimento ao País. A produção terá início no campo de Jubarte com um Teste de Longa Duração (TLD) cujo objetivo é observar as características e o comportamento do óleo do pré-sal. A previsão é que o teste dure de seis meses a um ano.

O início da produção no Espírito Santo foi facilitado pelo fato de que o navio-plataforma Juscelino Kubitschek — que produz petróleo no campo de Jubarte desde dezembro de 2006 — estar localizado a pouco mais de dois quilômetros do novo poço exploratório, descobridor de óleo no pré-sal a 1.375 metros de profundidade.

Para viabilizar o início da produção do pré-sal, foram investidos R$ 50 milhões em adaptações na planta de processo da plataforma e finalização e interligação do poço ao sistema de produção. A estimativa é de que o potencial de produção desse primeiro poço seja de cerca de 18 mil barris por dia.

Pré-sal – As grandes reservas de petróleo e gás natural descobertas recentemente pela Petrobras acompanham boa parte da plataforma continental brasileira. O País dá início à exploração desses reservatórios que guardam uma quantidade ainda inestimável de material fóssil em depósitos localizados a seis mil metros abaixo da superfície marítima.

Os reservatórios estão sob a extensa camada de sal localizada no fundo do mar, sobretudo na área que se estende do litoral do estado do Espírito Santo ao de Santa Catarina. Esses depósitos são conhecidos como pré-sal e começaram a se formar há 150 milhões de anos, quando o grande continente do Sul, chamado Gondwana, se separou devido à movimentação das placas tectônicas. Com essa divisão, que ocorreu de forma lenta e gradual, formaram-se novos continentes, como a África e a América do Sul.

Em uma das etapas dessa movimentação surgiram lagos rasos em que a água do mar entrava e se evaporava, num processo idêntico ao que ocorre hoje com as salinas. Foram necessários mais de 500 mil anos para que o sal se depositasse formando uma camada que, nas regiões mais afastadas da costa, chegam a ter quatro quilômetros de espessura.

É justamente por conta dessa espessa camada de sal que o petróleo encontrado abaixo dela é considerado um dos melhores já descobertos no Brasil. Aprisionado pelo sal, o petróleo foi mantido em temperaturas acima de 60 graus. Nesse ambiente, sua qualidade se mantém.

Gás natural – A descoberta dos reservatórios gigantes de petróleo abaixo da camada de sal nas Bacias de Santos, Campos e Espírito Santo abre a perspectiva, também, de um aumento significativo das reservas brasileiras de gás natural. Estima-se que o volume de gás dessas acumulações poderá tornar o País auto-suficiente nesse energético.

Presidência da República, 2 de setembro de 2008.

http://www.portaldocomercio.org.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?from_info_index=51&infoid=8353&sid=168&tpl=view_tpl04.htm

Petrobras começa a extração de petróleo do pré-sal

2 de setembro de 2008

Agência Brasil
2 de Setembro de 2008

Petrobras inicia produção na região do pré-sal

Nielmar de Oliveira

Repórter da Agência Brasil

Vitória (ES) – A Petrobras deu início no final da manhã de hoje (2) à produção do primeiro óleo da camada pré-sal. no campo de Jubarte, na Bacia de Campos, litoral sul do Espírito Santo.

A primeira extração no pré-sal se dará a partir do poço 1-ESS-103ª, que estará interligado à FPSO Juscelino Kubitschek (P-34), e exigiu investimentos de cerca de R$ 50 milhões.

A produção começa com um Teste de Longa Duração (TLD), que servirá de parâmetro para que se possa observar o comportamento do óleo do pré-sal, tanto no reservatório quanto na planta de processo da plataforma – devendo durar de seis meses a um ano.

Segundo informações da Petrobras, a plataforma P-34 produz petróleo no campo de Jubarte desde dezembro de 2006, em um reservatório localizado acima da camada de sal.

“O fato de esta plataforma se situar a apenas 2,5 km do poço exploratório 1-ESS-103A, descobridor de óleo no pré-sal, abaixo do Campo de Jubarte, em lâmina d’água de 1.375 metros, possibilitou a antecipação da produção da camada pré-sal no Espírito Santo”, explicou a Petrobras.

O início da produção de Jubarte foi precedido por uma entrevista coletiva concedida na tarde de ontem na Unidade de Negócios da Petrobras, no Espírito Santo, na qual o diretor de Exploração e Produção da estatal brasileira do petróleo, Guilherme Estrella, disse que a Petrobras, ao iniciar a produção do pré-sal no Parque das Baleias, está dando um passo decisivo na ampliação dos conhecimentos que a levarão a desenvolver as reservas do pré-sal localizadas no Espírito Santo e em outros pontos do litoral brasileiro.

Estrella, informou que a estatal vem realizando nas últimas duas semanas testes de pré-operação do poço, que revelou possibilidade de uma vazão de até 18 mil barris de petróleo por dia. Ele não soube precisar, no entanto o total do campo de Jubarte, uma vez que serão necessárias perfurações de mais dois ou três poços para que isso seja definido.

“Mas temos perspectivas muito interessante e vamos perfurar mais 2 poços ainda este ano para uma melhor definição. As perspectivas exploratórias e geológicas são boas, mas para um poço exploratório vertical, com diâmetro mais estreito, a produção inicial é espetacular”.

Para Estrella, mais do que o primeiro “grande passo”, em direção ao conhecimento e ao domínio do pré-sal, o início da produção do primeiro óleo de Jubarte inicia o processo que levará a inserção do óleo do pré-sal na história da exploração de petróleo e gás natural no país.

“A partir de Jubarte nós poderemos observar como o reservatório se comporta em situação de atividade exploratória. O pré-sal surge em uma conjuntura importante para consolidar o processo de crescimento sustentado do país para os próximos anos”, avalia Estrella.

Nos últimos anos a Petrobras investiu aproximadamente R$ 1,7 bilhões na perfuração de 15 poços na camada do pré-sal. Destes, oito já foram testados e indicaram presença de petróleo leve de alto valor comercial e grande quantidade de gás natural associado, mas – segundo a Petrobras – ainda não tiveram declarada a comercialidade, estando, portanto, em fase de avaliação.

“Para atingir as camadas pré-sal, entre 5 e 7 mil metros de profundidade, a Petrobras desenvolveu novos projetos de perfuração, onde mais de 2 mil metros de sal foram atravessados.

Os dados obtidos por esses poços possibilitaram delimitar com elevado grau de segurança que as rochas do pré-sal estendem-se por uma área que vai do Espírito Santo a Santa Catarina, com 800 km de extensão e 200 km de largura, em lâmina d’água entre 1 e 3 mil metros de profundidade” segundo informações da estatal.

O poço de Jubarte está localizado a 70 quilômetros da costa do Espírito Santo, com o óleo sendo extraído a 4.700 metros de lâmina d’água (distância da superfície até o reservatório), tendo que, para isto, ultrapassar uma camada de 200 metros de sal. No caso de Tupi o reservatório está a mais de 6 mil metros de profundidade e a camada de sal chega a cerca de 2.000 metros.

O presidente Luis Inácio Lula da Silva e sua comitiva chegaram à P-34, no campo de Jubarte, às 9h40 e, depois de descerrar uma placa alusiva ao feito, o ele comandou o inicio da extração do primeiro óleo do pré-sal por volta das11h.

Após a solenidade em terra, quando encontrará com os jornalistas brasileiros e os correspondentes de várias partes do mundo presentes ao estado, Lula volta a Brasília.

Acompanham Lula, além do presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, o governador Paulo Hartung e ministros, como a chefe da Casa Civil, Dilma Roussef.

http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2008/09/02/materia.2008-09-02.0976396046/view

Estadão: “Área do pré-sal terá patrulha da Marinha”

24 de agosto de 2008

http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20080824/not_imp229769,0.php#comentar

O Estado de S.Paulo

Domingo, 24 de Agosto de 2008

Área do pré-sal terá patrulha da Marinha

Governo americano já alertou para possibilidade de ataques terroristas

O governo quer que a Petrobrás ajude a Marinha a comprar navios de patrulha para a área em que se localizam as recém-descobertas reservas de petróleo no pré-sal. Trata-se de uma faixa no litoral que pode atingir 160 mil quilômetros quadrados e se estende de Santa Catarina até o Espírito Santo. O ministro da Defesa, Nelson Jobim, está otimista com o andamento das negociações.

Hoje a Marinha tem 27 navios de patrulha. Pretende adquirir mais 27 – dois já estão em construção. Na semana passada, foi lançado edital para mais quatro unidades.

Além disso, a Bacia de Santos será palco, em setembro, de um exercício de guerra com militares do Exército, Marinha e Aeronáutica. Eles vão simular um ataque a um campo fictício de petróleo chamado “Yptu” – quase um acrônimo de Tupi, principal província da área.

O reforço na segurança é necessário, entre outras razões, porque a área pode ser alvo de ataques terroristas. Segundo avaliação do governo americano a autoridades brasileiras, o pré-sal pode transformar o Brasil no principal fornecedor dos EUA, hoje dependentes do Oriente Médio. Isso pode descontentar os concorrentes.

Segundo a Marinha, os navios de patrulha poderão, em situações de conflito, atuar na defesa, patrulha e vigilância do litoral, inclusive as plataformas de petróleo. Em situação de paz, eles deverão proteger o mar territorial e reprimir atividades ilícitas, como pesca ilegal, contrabando, narcotráfico e poluição do mar. Além dos navios, a área deverá ser defendida pelo submarino nuclear, ainda em fase de projeto.

Jobim sustenta que a Petrobrás e demais petroleiras que atuem na região devem contribuir para comprar os navios. O ministro explica que a segurança reforçada na área de produção ajudará a elevar o valor das ações dessas empresas. Não é justo, diz ele, que a valorização patrimonial delas ocorra à custa do contribuinte brasileiro.

O secretário-executivo do Instituto Brasileiro do Petróleo (IBP), Álvaro Teixeira, acha correta a preocupação da Marinha. “É preciso que as instalações sejam protegidas do terrorismo.” Ele não concorda, porém, que as empresas petrolíferas devam financiar a compra de navios.

“A Marinha tem dinheiro, o problema é que ele está contingenciado.” Os royalties sobre a exploração de petróleo são, por lei, destinados a quatro áreas: Minas e Energia, Meio Ambiente, Marinha e Ciência e Tecnologia. Esse dinheiro, porém, fica em boa parte retido no Tesouro para formar o superávit primário (saldo positivo nas contas públicas). A Marinha teria R$ 3 bilhões bloqueados. Jobim avalia, no entanto, que a liberação desse dinheiro não seria suficiente.

http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20080824/not_imp229769,0.php#comentar

Petrobras vai contratar 40 navios-sonda e plataformas de perfuração

20 de maio de 2008

http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2008/05/20/materia.2008-05-20.7233528070/view

Agência Brasil

20 de Maio de 2008

Petrobras vai contratar 40 navios-sonda e plataformas de perfuração

Nielmar de Oliveira

Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro – A Petrobras decidiu contratar 40 navios-sonda e plataformas de perfuração semi-submersíveis para operar em águas profundas e ultra-profundas.

A informação, divulgada agora à noite em nota pela estatal, foi dada ao governo federal na noite de ontem (19), em Brasília, durante reunião que contou com a participação de entidades empresariais e representantes da indústria brasileira.

Divulgada hoje (20), em nota, pela assessoria de imprensa da companhia petrolífera brasileira, as informações indicam que o plano prevê a construção e o recebimento das novas unidades até 2017.

A nota informa ainda que a prioridade para a construção das unidades será dada aos estaleiros nacionais e que no momento a companhia está preparando a licitação para o afretamento de outras 24 embarcações de apoio às atividades de exploração e produção.

A nota também informa que outras 122 embarcações do mesmo tipo serão licitadas ao longo dos próximos seis anos. As encomendas das 146 embarcações já haviam sido adiantadas pelo presidente da Petrobrás, José Sérgio Gabrielli, durante solenidade no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), em que o presidente Lula anunciou o novo Programa Indústria a ser implantado no país.

A nota esclarece que os investimentos previstos atendem às necessidades da carteira exploratória e de desenvolvimento da produção da Petrobras e estão inseridas no âmbito do Planejamento Estratégico da Companhia voltado para a expansão de petróleo e gás.

http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2008/05/20/materia.2008-05-20.7233528070/view

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