Petrobrás batiza seu mais novo navio petroleiro como “João Cândido”, em homenagem ao “almirante negro”


Petrobrás batiza seu mais novo navio petroleiro como “João Cândido”, em homenagem ao “almirante negro”

Lucas K. Oliveira

Cerimônia de Lançamento de Batismo do 1º Navio do Promef, batizado de “João Cândido” – 07/05/2010 – foto: Petrobras

Em cerimônia realizada em Pernambuco, o  Presidente Lula lançou ao mar o mais novo navio da Petrobrás,   batizado de “João Cândido”, em homenagem ao “almirante negro” que liderou a “Revolta da Chibata” há um século atrás, em 1910. Fabricado pelo Estaleiro Atlântico Sul (EAS), em Suape (PE) a fabricação do “João Cândido” é um marco histórico na recuperação da indústria naval brasileira, sendo o primeiro petroleiro deste porte encomendado no Brasil pela Petrobrás em mais de uma década. O último navio deste porte havia sido encomendado à indústria naval brasileira em 1987 e foi entregue com grande atraso, 10 anos depois. Este é apenas o primeiro dos 22 petroleiros, dentre um total de 49 embarcações, encomendadas pela Petrobras à indústria naval brasileira.

Filho de ex-escravos, João Cândido Felisberto liderou a “Revolta da Chibata” em 1910, quando os marinheiros se revoltaram contra os constantes castigos físicos (incluindo a chibata) utilizados até então pelos oficiais para punir seus subordinados. A cúpula da Marinha – naquela época formada predominantemente por membros da elite branca e aristocrática do Brasil -, defendia que os castigos físicos eram a melhor forma de punir os erros dos marinheiros, em sua maioria, negros e mestiços filhos de ex-escravos.

A abolição da escravidão ainda era algo recente na história do país. Parte significativa de nossa elite política e econômica era extremamente conservadora, a ponto de ter sido ampla a aceitação, entre setores da elite nacional, de idéias racistas divulgadas por eugenistas europeus e americanos. Chega a ser difícil de compreender como um país de mestiços aceitou idéias eugenistas que defendiam o “branqueamento” da população, como “solução” (?!) para o país se desenvolver.

Naquela época, parcela significativa da cúpula da Marinha ainda era dominada por uma mentalidade conservadora, elitista e escravocrata, que facilitava a aceitação de práticas como o açoitamento dos marinheiros. A manutenção deste tipo de tratamento retrógrado, desumano e degradante contra seus subordinados marinheiros, em sua maioria, de origem humilde, negros ou mestiços, levou à revolta.

João Cândido fez um grande bem à Marinha do Brasil, colaborando com sua modernização, livrando-a definitivamente dessas práticas nefastas de chicoteamento, que eram verdadeiras sessões de tortura dos marinheiros. Os oficiais mais conservadores, contrários a qualquer forma de modernização das Forças Armadas, construíram sobre a memória de João Cândido, o que ficou conhecido como “fantasma da insubordinação” e da “quebra de hierarquia”. Como todos sabemos, estes “fantasmas” voltariam a assombrar as Forças Armadas ao longo de todo o século XX. Obviamente este discurso da “insubordinação” e da quebra de hierarquia foi muitas vezes “construído” para acusar os “de baixo” de algo que os “de cima” também estavam cometendo, como em 1964, quando um grupo de oficiais das Forças Armadas se insubordinaram contra o Presidente da República e derrubaram o governo eleito pelo povo.

Na década de 1900-1910, os oficiais da Marinha descumpriam sistematicamente as ordens do próprio Presidente da República, Marechal Deodoro da Fonseca, que havia assinado o decreto número 3, de 16/11/1889, proibindo os castigos físicos aos soldados e marinheiros, incluindo expressamente a proibição do uso da chibata nestes castigos. Isto significa que, desde 1989 – portanto por mais de uma década -, oficiais da Marinha transgrediam simultaneamente a Lei e as ordens de um superior hierárquico, o Marechal Deodoro da Fonseca. Os oficiais que descumpriam o decreto presidencial, no entanto, não foram punidos, enquanto João Cândido, que liderou um movimento de marinheiros a favor do cumprimento da Lei e da modernização da Marinha, foi simplesmente expulso da corporação. Durante toda sua vida o marinheiro lutou para ser reincorporado à Marinha, mas nunca conseguiu, morrendo solitário e discriminado, em 1969.

Olhando retrospectivamente, João Cândido defendera o ideal da modernização da Marinha – e neste sentido, das Forças Armadas -, ao menos uma década antes do surgimento do movimento tenentista, que nos anos 1920-1930, defenderia a modernização das Forças Armadas e de todo o país.

Embora tenha sido reconhecido como herói popular nacional, imortalizado em canções populares como “almirante negro”, foi somente em 2005 que seu nome foi incluído no “Livro dos Heróis da Pátria”, que se encontra no Panteão da Pátria e da Liberdade Tancredo Neves, na Praça dos Três Poderes, em Brasília (DF).  Entretanto, João Cândido só foi realmente anistiado em 2008, sem ter sido reincorporado post mortem à Marinha. Isto significa que sua anistia não significou qualquer direito à sua família  a qualquer forma de indenização, e ele continua com a patente que tinha quando foi punido com a expulsão da corporação.

Considerando que faltam heróis negros e mestiços entre os patronos das nossas Forças Armadas, é muito triste ver como ainda temos resistências na Marinha em homenageá-lo. Talvez isto torne a iniciativa da Petrobrás ainda mais louvável.

Esse navio marca a recuperação da indústria naval brasileira, sendo o primeiro petroleiro deste porte, encomendado no Brasil, pela Petrobrás, em mais de uma década. O último navio deste porte havia sido encomendado em 1987 e foi entregue com grande atraso, 10 anos depois. Este é o primeiro dos 22 petroleiros, dentre um total de 49 embarcações, encomendadas pela Petrobras à indústria naval brasileira. Ao todo serão pelo menos 10 navios do tipo Suezmax, com 160 mil toneladas de porte bruto (TPB), com capacidade para transportar 1 milhão de barris de petróleo cada.

Cerimônia de Lançamento de Batismo do 1º Navio do Promef – 07/05/2010 – Foto: Petrobrás

A recuperação da indústria naval brasileira na última década, impulsionada pelas encomendas da Petrobrás, é algo realmente impressionante. Durante os anos 1990, o predomínio da mentalidade neoliberal justificou o desmonte do parque industrial brasileiro, e a indústria naval foi uma das mais afetadas. Os neoliberais argumentavam que a Petrobrás deveria ser guiada pela “lógica do livre mercado” e encomendar seus navios ao estaleiro que oferecesse os menores preços. Seguindo este tipo de ideologia, vários navios e plataformas petrolíferas foram encomendados a estaleiros chineses e coreanos, porque eram um pouco mais baratos, ou seja, o Brasil gerou milhares de empregos na Ásia, desempregou milhares de brasileiros aqui, sacrificando nossa indústria naval, tudo em nome do “neoliberalismo”.

Felizmente aquela década sombria acabou e na atual década, o Estado voltou a incentivar a economia nacional, exigindo que as empresas estatais ou semi-estatais priorizassem compras no Brasil, para gerar empregos, tecnologia e renda no país, e não no exterior.

Este navio é o primeiro de uma série de encomendas que foi fundamental para, quase literalmente, “reerguer das cinzas” a indústria naval brasileira, que tantos empregos produzia no passado e, que, atualmente voltou a empregar milhares de trabalhadores em todo o país. O pólo naval de Suape, no estado de Pernambuco, em torno do Estaleiro Atlântico Sul, criou milhares de empregos mais qualificados e melhor remunerados à população da região. Batizar este navio de “João Cândido” é uma ação cheia de simbolismo e de esperança, não apenas para os trabalhadores nordestinos que o construíram, mas para todo o povo brasileiro.

Acredito que sentiríamos ainda mais orgulho de sermos brasileiros se algum dia tivermos um navio importante na Marinha do Brasil com o nome de “João Cândido”. Uma opção interessante, seria incluí-lo como patrono de alguma armada ou frota, ou ainda, alguma base naval. Mas provavelmente, antes disso, seria interessante que a Marinha batizasse em sua homenagem, navios estratégicos, como um submarino, ou, quem sabe até, no futuro, um novo navio-hospital multipropósito. Seria muito interessante podermos enviar para missões de paz no exterior, um navio-hospital que leva em seu nome uma parte tão relevante da história das lutas sociais deste país, em um momento em que se mesclaram com as lutas pela modernização das Forças Armadas. Obviamente, o primeiro passo para isto seria a reincorporação post mortem de João Cândido à Marinha. Mas fica a sugestão para qualquer deputado que queira apresentar um projeto destes…

A seguir estou postando um texto, bastante interessante, acessado a partir do twitter do presidente da Petrobrás, Sérgio Gabrielli. É um texto do jornalista Beto Almeida, sobre o herói popular brasileiro João Cândido, nome dado ao mais novo navio petroleiro da Petrobrás (clique aqui para ver o post anterior). O texto nos faz pensar um pouco mais sobre o Brasil do passado e de hoje, nossos heróis históricos e nossos heróis vivos, nosso presente e o que queremos para o futuro da nação. Embora tenha sido imortalizado em canções populares, seria muito interessante que um dia, também que o “almirante negro” fosse um dia reconhecido como herói também pela Marinha do Brasil.

Lucas K. Oliveira

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Agência Carta Maior

07/05/2010

João Cândido, petróleo, racismo e emprego

A Transpetro lançou ao mar o navio petroleiro João Cândido. Batizado com o nome de um dos nossos heróis, marinheiro negro, filho de escravos e líder da Revolta da Chibata, o navio tem 247 metros de comprimento, casco duplo que previne acidente e vários significados históricos. Primeiro, leva a industrialização para Pernambuco, contribuindo para reduzir as desigualdades regionais. Em segundo lugar, dá um cala-boca para quem insinuou de forma maldosa que o PAC era apenas virtual. Em terceiro, prova que está em curso a remontagem da indústria naval brasileira criminosamente destruída na era da privataria. O artigo é de Beto Almeida.

Beto Almeida (*)

Nesta sexta-feira a Transpetro lançou ao mar o navio petroleiro João Cândido. Batizado com o nome de um dos nossos heróis, marinheiro negro, filho de escravos e líder da Revolta da Chibata, o navio tem 247 metros de comprimento, casco duplo que previne acidente e vários significados históricos. Primeiro, leva a industrialização para Pernambuco, contribuindo para reduzir as desigualdades regionais. Em segundo lugar, dá um cala-boca para quem insinuou de forma maldosa que o PAC era apenas virtual. Em terceiro, prova que está em curso a remontagem da indústria naval brasileira criminosamente destruída na era da privataria. Como um simbolismo adicional, um total de 120 operários dekasseguis foram trazidos do Japão, com suas famílias, para juntarem-se aos operários nordestinos que construíram o navio. Os primeiros não precisam mais morar longe da pátria; os outros, saem do canavial para a indústria e não precisam mais pegar o pau-de-arara, nem entoar com amargura a Triste Partida, de Patativa do Assaré, como um certo pernambucano teve que fazer na década de 50. Até que virou presidente.

Mulheres trabalhando como chefes de equipe de soldagem no Estaleiro Atlântico Sul, no município de Ipojuca, em Pernambuco, pronunciavam frases orgulhosas lembrando que não sabiam nem que esta também poderia ser uma tarefa feminina. O ex-pescador de caranguejo contava em depoimento agreste que antes do estaleiro não sabia direito como ganhar o sustento da família a cada dia que acordava. O ex-canavieiro, agora operário, destaca que não depende mais temporalidade insegura da colheita da cana e quando acorda já tem para onde ir, quando antes vivia a insegurança. Estes alguns dos vários depoimentos colhidos na inauguração do navio petroleiro João Cândido ao ser lançado ao mar pernambucano. Deixa em terra um rastro de transformação.

Inicialmente, na vida destas pessoas antes lançadas ao deus-dará de uma economia nordestina reprimida, desindustrializada. A transformação atinge os municípios mais próximos, pois no local onde foi construído o estaleiro, uma antiga moradora, Mônica Roberta de França, negra de 24 anos, que foi escolhida para ser a madrinha do navio, dizia que ali era um imenso areal, não tinha nada. Agora tem uma indústria e uma escola técnica para os jovens da região. E que só agora ela tem seu primeiro emprego na vida com carteira assinada.

Desculpas à Nação
Para o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, o lançamento do João Cândido ao mar tem o mesmo alcance histórico do gesto de Getúlio Vargas quando deu forte impulso à nacionalização da indústria naval brasileira, na década de 30, por meio da empresa de navegação estatal. “Aqueles que destruíram a indústria naval tem que assumir sua responsabilidade e pedir desculpas à Nação”, disse Campos na solenidade que teve a participação de 5 mil pessoas aproximadamente, sobretudo dos operários.

O Navio João Cândido abre uma nova rota para a economia brasileira. Incialmente, porque a Petrobrás já não será obrigada a desembolsar cerca de 2,5 bilhões de reais por ano com o afretamento de navios estrangeiros. Há, portanto, um revigoramento do papel do estado na medida em que a reconstrução da indústria naval brasileira é resultado direto de encomendas da nossa empresa estatal petroleira. O que também permite avaliar a gravidade e o caráter antinacional das decisões que levaram um país com a enorme costa que possui, tendo montado uma economia naval de peso internacional respeitável, retroceder em um setor tão estratégico.

E isso quando nossa economia petroleira, há anos, já dava sinais de expansão, mesmo quando estavam no poder os que promoveram o espantoso sucateamento, a desnacionalização e a abertura da navegação em favor dos países que querem impedir nosso desenvolvimento. Este tema, certamente, não poderá faltar nos debates da campanha presidencial deste ano.

Almirante negro
A escolha do nome João Cândido também foi destacada na solenidade por meio do novo ministro da Secretaria Especial de Promoção da Igualdade Racial, Eloy Moreira. Vale registrar que há pouco mais de um ano Lula participou de homenagem ao Almirante Negro inaugurando sua estátua na Praça XV, no Rio, que estava há anos guardada, supostamente porque não teria havido grande empenho da Marinha na realização desta solenidade. Pois bem, agora João Cândido não está apenas nas “pedras pisadas do cais”, com diz a maravilhosa canção de Bosco e Blanc. Está na estátua e está cruzando mares levando para o mundo afora o nome de um de nossos heróis.

Navegar é possível
O novo petroleiro estatal, portanto, é uma prova real de que sim “navegar é possível”, como dizia uma faixa no ato. Navegar na rota inversa daquela que promoveu o desmantelamento da nossa indústria naval. Navegar na rota da revitalização e qualificação do papel protagonista do estado. Recuperar um curso que havia sido fundado lá durante a Era Vargas onde se combinava industrialização e nacionalização com geração de empregos e direitos trabalhistas. Se no período neoliberal foi proclamada a idéia de destruir a “Era Vargas”, agora, está não apenas proclamada, mas já colocada em marcha, a necessidade de reconstruir a partir dos escombros da ruína das privatizações – entulho neoliberal – tendo no dorso no navio-gigante o nome heróico do líder da Revolta da Chibata. Sem revanchismo, o episódio permite lembrar outra canção: “É a volta do cipó de aroeira no lombo de quem mandou dar”

(*) Beto Almeida é presidente da TV Cidade Livre de Brasília

http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=16584&boletim_id=692&componente_id=11591

14 respostas para Petrobrás batiza seu mais novo navio petroleiro como “João Cândido”, em homenagem ao “almirante negro”

  1. Me deparei agora com o texto do Deputado Brizola Neto, sobre esta homenagem a João Cândido. Recomendo a leitura:

    ___________________

    Blog Tijolaço do Deputado Brizola Neto

    maio 7th, 2010

    Toma teu mar, Almirante João Cândido…

    http://www.tijolaco.com/?p=14169

    Que linda a obra da história, esta maravilhosa e lenta, lentíssima, máquina de fazer justiça que dá à sociedade dos homens o divino poder de expiar seus pecados, reparar seus erros e imortalizar na glória os que morreram na pobreza e no esquecimento.

    Hoje foi ao mar o primeiro petroleiro construído para fazer frente às necessidades do Brasil de explorar o petróleo do pré-sal. Um gigante de 274 metros, capaz de transportar um milhão de barris de petróleo deixou o dique do estaleiro Atlântico Sul. É o primeiro dos 22 petroleiros – e de 49 embarcações, no total – encomendados pela Petrobras.

    Ele leva no casco, para os mares do mundo, um nome gravado: João Cândido, o marinheiro negro que liderou a sublevação contra a aplicação de chicotadas nos navios brasileiros, uma herança da influência inglesa na formação de nossa Marinha.

    O vídeo que posto acima é um trabalho de estudantes da Escola Técnica Henrique Lage. É a maneira de lembrar que estavam corretos os versos de Aldir Blanc quando em seu “Almirante Negro” diz que a ele a história não esqueceu.

    Cândido levou quase um século para ser reabilitado, com a anistia assinada por Lula em 2007 e a inauguração da sua estátua ali, junto às pedras pisadas do cais na Praça XV, no Rio de Janeiro. Até então, tudo o que tivera do Estado era uma pequena pensão, dada em 1959, pelo então governador do Rio Grande do Sul, sua terra, Leonel Brizola.

    No lançamento do navio, Lula disse que “neste país só aparece a história dos vencedores, a história dos derrotados quase nunca aparece. E a gente goste ou não goste, João Cândido é um personagem da história brasileira que mostrou que os brancos, os brancos, que chefiavam a Marinha naquele tempo, não estavam respeitando sequer a legislação brasileira, que já tinha acabado com as chibatadas que os negros tomavam.”

    -E daqui para a frente, outros personagens que foram heróis neste país, que não saem nas páginas dos jornais, o jeito de nós homenagearmos eles é esse, é fazendo o nome deles atravessar as fronteiras brasileiras, cortando os mares do Norte e do Sul com o nome de personagens que merecem respeito neste país.

    Hoje João Cândido se liberta para o mar, céu dos marinheiros. Hoje, dia em que a Petrobras bateu recorde nacional de produção, com mais de 2 milhões de barris, o navio que carregará dentro de si o tesouro negro, nos imensos tanques onde vão as esperanças de um Brasil mais justo, humano, de uma pátria-mãe mais gentil com seus filhos, leva à proa, orgulhoso, o nome de um negro que não suportou ser tratado como um animal, como o povo brasileiro já não aceita ser.

    Glória ao navegante negro, que agora vai singrar os mares do mundo.

    http://www.tijolaco.com/?p=14169

  2. […] This post was mentioned on Twitter by Diário do Pré-Sal. Diário do Pré-Sal said: "João Cândido, petróleo, racismo e emprego", por Beto Almeida http://wp.me/pEbI7-1wB #Marinha #Petroleo #Emprego #Petrobras #Transpetro […]

  3. Delmiro Gouveia disse:

    mas…que mentira!!O que o Lulla inaugurou é o CASCO do navio…..O navio mesmo sabe-se-lá quando ficará pronto……..Putz..como mente essa gente….

    • Prezado Delmiro,

      Primeiramente agradecemos o interesse em comentar a notícia. Entretanto é relevante lembrar que o Navio petroleiro “João Cândido”, encomendado pela Transpetro (empresa do grupo Petrobrás) não foi “inaugurado”, e sim lançado ao mar. O navio não foi inaugurado pois não é uma estrada, ponte ou praça para ser “inaugurado”. É um navio. Como tal, é de praxe realizar a cerimônia de batismo de quilha antes da cerimônia de lançamento à água, que ocorre antes do término do navio. Entretanto, como deve ser óbvio (espera-se), o lançamento de um navio ao mar só ocorre quando a maior parte deste está construída e a embarcação já tem condições mínimas de navegabilidade. O que falta terminar agora são “detalhes” em comparação ao que já foi construído. Obviamente falta instalar e testar uma série instrumentos de comunicação e acessórios para a tripulação, mas o navio “já funciona”, portanto não é “apenas um casco”. A conclusão da fabricação do navio e final dos testes iniciais (realizados pelo fabricante, o Estaleiro Atlântico Sul) está prevista para ocorrer entre agosto e novembro deste ano, a depender do ritmo da construção de outros navios que estão sendo fabricados neste que é o maior estaleiro do país, em Pernambuco.
      Veja mais detalhes, inclusive fotos, no post anterior:
      Petrobras recebe o primeiro navio “Suezmax” construído no Brasil em mais de uma década
      https://diariodopresal.wordpress.com/2010/05/07/petrobras-recebe-o-primeiro-navio-suezmax-construido-no-brasil-em-mais-de-uma-decada/
      Atenciosamente,
      Lucas
      Coordenador da equipe do Diário do Pré-Sal

  4. renato brovini disse:

    sr delmiro talvez pela sua desimformacao o sr tenha feito esse comentario pifio sobre o vaio veja entao o que os outros presidentes fizeram de bom porque os anteriores ao lula queriam levar o nosso dinheiro para singapura e o nosso atual presidente deixou o dinheiro aqui gerou novos empregos e mais deixou pessoas como vc sem condicoes de falar algo util e mais facil criticar do que fazer caso queira o que eu acho que nao vamos conversar e ver o que se e que vc tem candidatos fizeram para podermos comparar ok

  5. […] no Brasil em mais de uma década Tem início a fase de produção comercial de petróleo do Pré-Sal Petrobrás batiza seu mais novo navio petroleiro como "João Cândido", em homenagem ao "almirante negro… Lançamento do 2º navio da Petrobrás construído pelo Promef, no Rio de Janeiro Petrobrás: Plano […]

  6. […] no Brasil em mais de uma décadaTem início a fase de produção comercial de petróleo do Pré-SalPetrobrás batiza seu mais novo navio petroleiro como "João Cândido", em homenagem ao "almirante n…Lançamento do 2º navio da Petrobrás construído pelo Promef, no Rio de JaneiroPetrobrás: Plano […]

  7. […] no Brasil em mais de uma décadaTem início a fase de produção comercial de petróleo do Pré-SalPetrobrás batiza seu mais novo navio petroleiro como "João Cândido", em homenagem ao "almirante n…Lançamento do 2º navio da Petrobrás construído pelo Promef, no Rio de JaneiroPetrobrás: Plano […]

  8. Tiago patricio disse:

    quero receber noticias do setor petrolheiro

  9. […] outros dois navios também tiveram grandes nomes: Celso Furtado é o pai dos economistas e João Cândido foi personagem fundamental para a história da Marinha brasileira”, disse o presidente […]

  10. Carlos Gomes de Andrade disse:

    Parabéns a Lucas K Oliveira pelo belíssimo texto explicativo sobre esse herói de nome João Candido de Oliveira que deveria certamente ser conhecido por todos os brasileiros, mas infelizmente por razões que não são explicadas, não o é.

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